RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

FMI eleva projeções de crescimento do Brasil em 2026 e 2027, prevendo desaceleração no próximo ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%Oferecido por

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (8) que melhorou suas projeções para a economia do Brasil em 2026 e em 2027, mas passou a ver uma desaceleração da atividade no próximo ano, de acordo com relatório.

A atualização do relatório Perspectiva Econômica Global mostrou que o FMI agora vê expansão de 2,4% do Produto Interno Bruto este ano, acima do 1,9% calculado em abril.

Para o ano que vem, o Fundo elevou sua estimativa em 0,2 ponto percentual, mas ainda assim a taxa de crescimento esperada de 2,2% fica abaixo da de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia adiantado na semana passada que o FMI iria reajustar a projeção para a economia do Brasil em 2026.

O desempenho esperado agora para este ano fica ligeiramente acima do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 1,1% ante os três meses imediatamente anteriores, no resultado trimestral mais forte em um ano.

A projeção do FMI para este ano é melhor do que a do Ministério da Fazenda, que previu em maio uma expansão de 2,3%, e do que a do Banco Central, de 2,0%.

As contas do FMI também são mais otimistas que as do mercado, que vê crescimento de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada pelo BC.

Para a América Latina e Caribe, o FMI vê agora expansão de 2,4% em 2026 (alta de 0,1 ponto percentual sobre o estimado em abril) e de 2,7% em 2027 (estável).

No caso das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o crescimento foi estimado em 3,8% este ano, uma queda de 0,1 ponto, indo a 4,5% no próximo, alta de 0,3 ponto na comparação com abril.

"As revisões são heterogêneas, refletindo diferenças na dependência de commodities, na exposição geográfica, nas remessas e receitas de turismo, na sensibilidade às condições financeiras e na posição ocupada na cadeia global de valor da tecnologia", disse o FMI.

O FMI revisou para baixo nesta quarta-feira sua previsão de crescimento global para 2026, a 3,0%, alertando para os riscos contínuos representados pela guerra no Oriente Médio, pela fragmentação do comércio e por possíveis correções nas expectativas do mercado em relação à inteligência artificial.

O Fundo afirmou que a economia mundial evitou uma recessão mais acentuada como resultado da guerra, com o impulso da demanda no setor de tecnologia ajudando a compensar a queda no fornecimento de energia relacionada à guerra.

O crescimento deve se recuperar para 3,4% em 2027, mas ainda está abaixo da média de 3,5% observada em 2024 e 2025.

O FMI elevou sua previsão de inflação para 2026 em 0,3 ponto percentual, para 4,7% em comparação com abril, mas afirmou que ela deverá cair para 3,9% no próximo ano.

Os preços da energia estão 25% mais altos agora do que antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, e permanecerão mais elevados, segundo o FMI. A nova previsão pressupõe que o Estreito de Ormuz começará a reabrir em meados de julho, retornando às condições pré-guerra até março de 2027.

"Até o momento, a economia global como um todo resistiu melhor do que se temia ao choque da guerra", afirmou o FMI em uma atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global.

A observação é que a projeção é mais otimista para os exportadores de energia e para os países fortemente integrados ao setor de tecnologia, enquanto os importadores de commodities que não estão bem posicionados para se beneficiar dos avanços da IA tiveram suas previsões de crescimento revisadas para baixo.

O crescimento do comércio global deve desacelerar para 3,5% em 2026, contra 5% em 2025, ano marcado por forte antecipação de compras devido às tarifas norte-americanas, antes de se recuperar para 4,3% em 2027.

Deniz Igan, chefe da divisão de Estudos Econômicos Mundiais do Departamento de Pesquisa do FMI, afirmou que a economia global está se mostrando mais resiliente do que o esperado em abril, apesar do impacto da guerra e do fechamento do Estreito de Ormuz.

Os preços estavam mais altos e a confiança estava baixa, mas a liberação de reservas estratégicas de petróleo e estoques comerciais (juntamente com o aumento da eficiência energética) ajudou a compensar a escassez de oferta. O setor privado também se adaptou rapidamente, encontrando rotas e fontes de oferta alternativas.

"Até agora as coisas têm corrido bem, mas isso não elimina os fatores de risco existentes, particularmente com a guerra", disse Igan à Reuters.

Um colapso do acordo de paz e a retomada dos combates podem representar grandes riscos, uma vez que os países já esgotaram grande parte das suas reservas e teriam menos margem de manobra.

Na terça-feira, as forças armadas dos EUA lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã e revogaram uma licença que permitia ao país vender petróleo após três petroleiros terem sido atingidos no Estreito de Ormuz, pressionando ainda mais um cessar-fogo já frágil.

"Um novo conflito na região vai pegar a economia global em uma situação pior do que da primeira vez", disse Igan, acrescentando que um esforço simultâneo de muitos países para reconstruir suas reservas de petróleo também pode desencadear uma alta nos preços.

"Se houver a percepção de que isso vai se prolongar, então tanto o incentivo quanto a margem para usar essas reservas vão diminuir muito rapidamente", disse ela.

A inflação e as expectativas de inflação aumentaram, mas principalmente no curto prazo, e até agora há poucas evidências de que as expectativas estejam mudando no médio prazo, disse Igan.

A versão atualizada do relatório do FMI abandonou os três cenários distintos que havia divulgado em abril, antes de os Estados Unidos e o Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, retornando a uma previsão de referência mais tradicional. Foram feitas comparações com a previsão de referência de abril, que pressupunha uma guerra mais curta.

O FMI manteve sua previsão de crescimento para a economia dos EUA em 2026 em 2,3%, e elevou a projeção para 2027 em 0,1 ponto percentual em relação à previsão de abril, a 2,2%.

A previsão de crescimento para a zona do euro em 2026 passou a 0,9%, ante 1,1% em abril, enquanto para 2027 a conta foi mantida em 1,2%.

A previsão agora é de que o crescimento da China atinja 4,6% em 2026, acima dos 4,4% previstos em abril, e que a expansão em 2027 chegue a 4,1%, contra 4% em abril.

A Índia, uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, também teve uma pequena revisão para baixo em sua previsão para 2026, passando de 6,5% em abril para 6,4%, mas o FMI elevou sua projeção para 2027 de 6,5% para 6,7%.

A região do Oriente Médio e da Ásia Central, a mais afetada pela guerra, teve sua previsão de crescimento reduzida em 1,2 ponto percentual em comparação com abril, para 0,7%, embora o FMI também tenha elevado sua previsão para 2027 em 1,9 ponto percentual, para 6,5%.

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Ministro diz que negociações sobre tarifaço seguem mesmo após decisão da secretaria de comércio dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 11:47

O governo brasileiro pretende realizar mais duas conversas com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) antes do prazo final de 15 de julho, quando o órgão deve enviar à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas contra o Brasil.

Ao blog, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que deve ter, até a próxima segunda-feira (13), uma reunião direta com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. O encontro terá caráter político.

Além disso, as equipes técnicas dos dois países podem realizar uma nova conversa. Segundo o ministro, as tratativas devem continuar mesmo após o envio do relatório à Casa Branca. O objetivo do Brasil é retirar setores do chamado tarifaço e reduzir as alíquotas que eventualmente sejam aplicadas.

As negociações têm como propósito retirar setores do tarifaço e reduzir tarifas. Na prática, a partir da conclusão do USTR, se abre uma janela para propostas concretas dos EUA e do Brasil para amenizar o tarifaço. Está visão é compartilhada também por integrantes do governo Trump.

Entre representantes de empresas que participaram das audiências dos últimos dias, a impressão que ficou é a de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos na economia dos EUA.

Um dos argumentos que estão sendo utilizados é o de que encarecer a entrada de produtos brasileiros aumentará a dependência de linhas de produção americanas a insumos e itens da China — o que o governo Trump não quer que ocorra.

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Natura estima queda de 9% na receita do 2º trimestre de 2026 por desempenho fraco no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%Oferecido por

A Natura reportou nesta quarta-feira (8) estimativa de receita líquida entre R$5,1 bilhões e R$5,2 bilhões para o segundo trimestre, uma queda entre 9% e 10% ante o mesmo período do ano passado, em resultado pressionado pelo desempenho das operações no Brasil.

"O ambiente de consumo desaquecido no Brasil, somado a desafios e ajustes operacionais internos, pressionou a receita líquida do segundo trimestre de 2026 no país em uma magnitude maior do que a inicialmente prevista", afirmou a fabricante de cosméticos em fato relevante, citando que as informações são preliminares.

Entre os desafios, a companhia apontou severa escassez de produtos em meio à estabilização do novo sistema de Planejamento Integrado, atualização do sistema SAP e relocação de volumes da recém-fechada fábrica de Interlagos, zona sul de São Paulo. 

A escassez de produtos, somada a um cenário macroeconômico desafiador, acrescentou, levou a uma queda importante de volume no canal de venda por relações.

A linha completa de Natura Tododia Jambo Rosa e Flor de Caju, celebrando a beleza das peles pretas e pardas em todas as etapas do Festival Negritudes. — Foto: Matheus Thierry

A Natura também ressaltou que a implementação de políticas de preços e regras comerciais entre canais levou a uma desaceleração de curto prazo no canal online, bem como a transição de 100% dos contratos de franquia para um novo modelo provocou uma redução momentânea de estoques nas lojas franqueadas e consequente desaceleração nas vendas para as franquias (sell-in).

A companhia ainda apontou descasamento temporário de tributos, com efeito concentrado no segundo trimestre de 2026, decorrente de mudanças no imposto sobre consumo no Estado de São Paulo (ICMSST).

A combinação de tais fatores, afirmou a empresa, "pressionou a receita líquida no Brasil em magnitude que não pôde ser compensada pelo crescimento anual positivo em moeda constante (CC) em todos os mercados da região Hispânica, onde houve mais um trimestre de avanço consistente".

A Natura afirmou que estima expansão trimestral na margem Ebitda reportada, em função de menores despesas sequenciais com rescisões e captura de eficiências do novo modelo operacional, que "compensa parcialmente o impacto negativo da desalavancagem operacional".

As informações completas referentes ao segundo trimestre de 2026 serão divulgadas no dia 10 de agosto.

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Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Agro Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas Produtores afirmam que as uvas pararam de crescer após semanas de calor e seca; região de Champagne deve registrar a colheita mais precoce da história. Por Reuters

O verão escaldante na França está prejudicando o desenvolvimento das uvas em regiões vinícolas como Champagne, Bordeaux e Borgonha, ameaçando reduzir a safra e antecipando uma das colheitas mais precoces já registradas, disseram produtores na terça-feira (7).

Uma onda de calor recorde no fim de junho, seguida por mais dias de calor intenso e tempo seco desde a semana passada, desacelerou o crescimento das uvas e danificou videiras mais jovens na França, segundo maior produtor de vinho do mundo.

"Podemos ver o potencial da safra derretendo sob o sol", afirmou Laurent Delaunay, presidente da associação da indústria do vinho da Borgonha (BIVB), acrescentando que a principal preocupação dos produtores é a falta de água.

Meteorologistas preveem pouca ou nenhuma chuva nas principais regiões produtoras de vinho da França antes de 14 de julho, prolongando um período de estiagem que já dura mais de três semanas em muitas áreas.

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Na região de Champagne, os produtores esperam a colheita mais cedo já registrada, com a vindima devendo começar por volta de 15 de agosto — cerca de um mês antes do que era comum há algumas décadas.

No momento, a expectativa é de que a produção de uvas fique cerca de 10% abaixo da registrada no ano passado, embora a produção de vinho possa não cair na mesma proporção, já que os produtores podem recorrer aos estoques de reserva, disse Maxime Toubart, presidente do sindicato dos viticultores de Champagne.

"Tivemos a sorte de um inverno muito chuvoso, então o solo não estava excessivamente seco no início da temporada. Mas agora já podemos ver que as uvas não estão mais aumentando de tamanho", afirmou Toubart.

Segundo ele, a previsão ainda pode ser revista caso a região receba chuvas fortes, mas sem tempestades, nas próximas duas semanas.

Em Bordeaux e na Borgonha, onde a onda de calor foi ainda mais intensa, os produtores disseram que ainda é cedo para fazer estimativas precisas da produção, mas alertaram que a queda será "significativa".

A qualidade do vinho pode não ser necessariamente afetada, afirmam os produtores. No entanto, calor e seca tendem a elevar os níveis de açúcar nas uvas, o que pode alterar o sabor e o teor alcoólico da bebida.

A colheita também deve começar excepcionalmente cedo em várias regiões. Em Bordeaux, as primeiras uvas destinadas à produção dos espumantes crémant devem ser colhidas na primeira semana de agosto. Na Borgonha, a expectativa é que a vindima tenha início por volta de 20 de agosto.

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OpenAI lança ChatGPT mais potente nesta quinta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Tecnologia OpenAI lança ChatGPT mais potente nesta quinta Estrera do GPT-5.6 havia sido adiada a pedido do governo dos EUA por preocupações com segurança nacional e o possível uso da tecnologia por adversários estrangeiros. Por Reuters

A OpenAI lança nesta quinta-feira (9) o GPT-5.6, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, após adiar a estreia no mês passado a pedido do governo de Donald Trump.

O adiamento ocorreu em meio ao aumento das preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de IA de alta capacidade.

Estados Unidos e China disputam a liderança no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial de ponta que, segundo especialistas, podem acelerar de forma significativa ataques cibernéticos sofisticados contra setores que dependem de sistemas tecnológicos complexos, interligados e, muitas vezes, com décadas de existência.

Diante desse cenário, o governo americano intensificou a análise de novos modelos avançados de IA antes de seu lançamento para identificar possíveis riscos, diante da preocupação de que a tecnologia possa ser explorada por forças militares ou serviços de inteligência da China, da Rússia e de outros países.

As autoridades chinesas também realizaram reuniões com as principais empresas de tecnologia do país para discutir a possibilidade de restringir o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados da China, incluindo aqueles que ainda nem foram lançados.

A Anthropic, concorrente da OpenAI, havia desativado abruptamente seus modelos de IA mais avançados, Mythos 5 e Fable 5, para todos os usuários após a ordem de controle de exportações emitida pelo governo americano em 12 de junho, motivada por preocupações de segurança nacional. As restrições foram suspensas na semana passada, depois que a empresa implementou medidas adicionais de proteção.

O site Axios, que divulgou em primeira mão a notícia sobre o lançamento da OpenAI, informou que o governo do presidente Donald Trump aprovou o lançamento amplo do GPT-5.6 após testes adicionais e reuniões entre representantes da empresa e autoridades americanas.

A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos não responderam aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial.

Até então, a OpenAI havia disponibilizado o GPT-5.6 apenas para um pequeno grupo de parceiros previamente aprovados, cujos nomes foram compartilhados com as autoridades americanas.

A empresa responsável pelo ChatGPT anunciou, em uma publicação na rede social X na noite de terça-feira, que lançará o GPT-5.6 Sol, seu modelo mais poderoso, além dos modelos Terra e Luna, de menor custo.

Quando apresentou esses modelos, no fim de junho, a OpenAI destacou melhorias nas capacidades de agentes de IA voltados para programação, biologia e cibersegurança. Na ocasião, afirmou que o GPT-5.6 Sol teve desempenho competitivo em relação ao Mythos Preview, da Anthropic, no ExploitBench, um benchmark voltado para avaliação de sistemas de cibersegurança.

O bilionário Elon Musk, cuja empresa SpaceXAI compete com a Anthropic e a OpenAI, afirmou nesta quarta-feira que também está disponibilizando ao público seu principal modelo de IA, o Grok 4.5.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que cria um mecanismo voluntário pelo qual desenvolvedores de inteligência artificial podem apresentar ao governo americano seus chamados "modelos de fronteira" por até 30 dias antes de liberá-los para parceiros considerados confiáveis.

Embora Washington tenha suspendido as restrições de exportação para o modelo Fable, da Anthropic, o Mythos, desenvolvido para profissionais de cibersegurança, continua disponível apenas para algumas organizações americanas consideradas "confiáveis".

Na China, autoridades demonstram preocupação com a possibilidade de o Mythos ser usado para explorar vulnerabilidades em softwares e com a hipótese de os Estados Unidos utilizarem o modelo contra os interesses de Pequim.

A Anthropic afirmou que é "provavelmente impossível" tornar qualquer modelo de inteligência artificial totalmente resistente a técnicas de jailbreak — métodos usados para contornar as restrições e os mecanismos de segurança desses sistemas.

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Airbus reduz previsão de demanda por aeronaves e culpa guerra no Irã e tensões comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%Oferecido por

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (8) um corte de 1% na sua previsão para a demanda por aeronaves de passageiros em toda a indústria para os próximos 20 anos.

A medida vem após a guerra com o Irã e as tensões comerciais frearem a forte recuperação da atividade aérea desde a pandemia de Covid-19.

A maior fabricante de aviões do mundo afirmou que ainda espera uma forte demanda por jatos, liderada pela Ásia, que deverá representar cerca de metade de todas as entregas, mas que as crises consecutivas de tarifas e do Golfo frustraram as projeções anteriores.

"Essa recuperação pós-Covid praticamente estagnou", disse Antonio Da Costa, chefe de análise de mercado, a repórteres.

A menor perspectiva de crescimento no longo prazo aponta para um mercado de aviação menos dinâmico no futuro, visto que as companhias aéreas estão reduzindo seus planos de expansão de capacidade diante do aumento dos preços do petróleo resultante da guerra no Irã.

Ao analisar a demanda em todo o setor, que inclui aviões vendidos pela concorrente Boeing, bem como pela recém-chegada China, a Airbus afirmou que espera um total de 42.060 entregas de jatos comerciais entre 2026 e 2045, uma queda de 1% em relação à sua previsão anterior para os próximos 20 anos.

Isso inclui 33.920 jatos de corredor único no segmento mais movimentado do setor, que inclui a família Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX, e 8.140 jatos de fuselagem larga ou de longo alcance, ambos com queda de 1% em relação à previsão anterior de 20 anos.

Isso mal é suficiente para acomodar os planos de produção anunciados pela Airbus e pela Boeing, ao mesmo tempo que deixa espaço para o concorrente chinês C919 nos próximos anos, sugerindo que a recente escassez generalizada de aeronaves pode diminuir.

A Airbus afirmou que espera que uma proporção maior do total de entregas de jatos comerciais — 47% em comparação com os 45% anteriores — seja para substituir jatos mais antigos, em vez de aumentar o tamanho das frotas.

A empresa europeia também revisou para cima sua previsão de crescimento do tráfego de passageiros, de 3,6% para 3,9% ao ano, mas os executivos afirmaram que isso representa uma revisão para baixo em relação aos 4,1% estimados em termos comparáveis.

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Dólar abre em alta, de olho em petróleo e tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em alta, com avanço de 0,57% perto das 9h, cotado a R$ 5,1818, conforme investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova escalada das tensões no Oriente Médio fica no centro das atenções nesta quarta-feira. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques voltam a levantar questionamentos sobre a efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã e aumenta preocupações sobre uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito, afetando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo)

▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado durante a tarde, deve trazer sinais mais claros sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã "acabou" e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria "morrido".

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices futuros de Wall Street operavam em queda nesta quarta-feira.

Perto das 9h, os futuros do Dow Jones tinham queda de 1,34%, enquanto os do S&P 500 caíam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, o dia também era negativo para os mercados financeiros. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha perdas 1,80% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,17%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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Milei quer imitar EUA e ‘paralisar o Estado’ caso Congresso não aprove orçamento do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

Mundo Milei quer imitar EUA e 'paralisar o Estado' caso Congresso não aprove orçamento do governo De acordo com presidente argentino, objetivo é impedir que a política financie despesas além de suas capacidades reais, impondo uma disciplina fiscal absoluta. Por Redação g1

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (7) que quer implementar um projeto de lei focado na criação de um mecanismo de "paralisação" do Poder Executivo inspirado no sistema dos Estados Unidos.

De acordo com Milei, o objetivo é impedir que a política financie despesas além de suas capacidades reais e do Orçamento autorizado pelo Congresso Nacional, impondo uma disciplina fiscal absoluta e estabelecendo um limite para os gastos do Estado.

"Estamos trabalhando na elaboração de uma paralisação do Poder Executivo, ou melhor, da política", afirmou o presidente argentino em entrevista.

A “paralisação do governo” é um mecanismo institucional usado pelos EUA que entra em vigor automaticamente quando o Poder Legislativo não aprova as leis orçamentárias gerais em tempo hábil ou, pelo menos, não concede uma autorização temporária de financiamento.

A medida obriga a administração pública a suspender imediatamente todas as atividades e serviços considerados não essenciais para o funcionamento básico do sistema. Apenas questões relacionadas à segurança nacional, à saúde pública e à resposta a emergências permanecem operacionais.

A atual Lei de Administração Financeira, vigente na Argentina, estipula que, na ausência de um orçamento aprovado no início do ano, a lei orçamentária do ano anterior entra em vigor automaticamente para garantir o funcionamento ininterrupto do Estado e evitar a paralisia dos serviços públicos devido à falta de consenso político.

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Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Tecnologia Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs Gigante de tecnologia é considerada pela UE como um gatekeeper, empresa que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Por Reuters

A Apple perdeu nesta quarta-feira (8) um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua App Store e o sistema iOS como controladores de acesso.

A Lei de Mercados Digitais visa limitar o poder das grandes empresas de tecnologia. O descumprimento das regras pode gerar multas de até 10% do faturamento global.

O Tribunal Geral da União Europeia manteve a decisão da Comissão Europeia de classificar as 5 lojas da marca como um único serviço essencial.

A Apple contestou a classificação do iMessage, mas a Justiça declarou que o serviço não está sujeito às obrigações da nova lei.

A Apple perdeu, nesta quarta-feira (8), um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua loja de aplicativos e o sistema operacional iOS como gatekeepers.

➡️ Gatekeeper é uma empresa que ocupa uma posição tão dominante no mercado digital que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Como milhões de pessoas dependem dessas plataformas, a legislação impõe regras para evitar que elas favoreçam seus próprios serviços ou dificultem a atuação de concorrentes.

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A Lei de Mercados Digitais da União Europeia criou uma série de regras para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia e aumentar a concorrência no mercado digital. Entre as exigências estão medidas para impedir que essas empresas favoreçam seus próprios serviços em detrimento dos concorrentes.

Quem descumprir as regras pode ser multado em até 10% do faturamento anual global. Desde que a lei entrou em vigor, em maio de 2023, Apple, Meta e ByteDance entraram na Justiça para contestar alguns dos dispositivos da legislação.

A decisão do Tribunal Geral da União Europeia, com sede em Luxemburgo, reforça a estratégia do bloco de impor limites ao poder das grandes empresas de tecnologia para aumentar a concorrência e ampliar as opções disponíveis aos consumidores.

"Acreditamos firmemente que as exigências da DMA vão além do que é legal e proporcional, ameaçando enfraquecer décadas de proteções de privacidade e segurança que construímos e deixando nossos usuários vulneráveis a novos riscos", afirmou um porta-voz da empresa.

"Continuaremos defendendo a inovação e a privacidade que nossos clientes europeus merecem."

A empresa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial do bloco.

A ação foi apresentada em 2024, depois que a Comissão Europeia classificou as cinco lojas de aplicativos da Apple — disponíveis em iPhones, iPads, computadores Mac, Apple TVs e Apple Watches — como um único serviço essencial de plataforma, sujeito às regras da Lei de Mercados Digitais.

"Independentemente do dispositivo, essas lojas têm a mesma função: conectar desenvolvedores de aplicativos aos usuários para facilitar a distribuição de softwares", afirmaram.

A Apple também contestou a classificação do iOS como uma plataforma essencial para que empresas alcancem os usuários. Esse enquadramento obriga a companhia a permitir que produtos e serviços concorrentes funcionem de forma integrada ao sistema operacional.

Além disso, a empresa questionou a classificação do iMessage como um serviço de comunicação que funciona sem depender de número de telefone, categoria que, segundo a Apple, poderia submetê-lo às regras da Lei de Mercados Digitais.

O tribunal, porém, afirmou que essa classificação, por si só, não produz efeitos jurídicos contra a empresa.

"Em particular, nenhuma das obrigações previstas na DMA se aplica ao iMessage, já que o serviço não foi incluído na decisão que definiu quais plataformas são consideradas controladoras de acesso", afirmou a Corte.

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Mercados globais caem após Trump declarar fim de acordo de paz com o Irã; petróleo sobe mais de 5%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

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Mercados globais recuam nesta quarta-feira (8) após Donald Trump declarar o fim do acordo de paz com o Irã. O anúncio ocorreu após nova troca de ataques armados.

O preço do petróleo subiu mais de 5% devido ao risco de interrupções no Estreito de Ormuz. A região concentra cerca de um quinto do comércio global da commodity.

O dólar se valorizou frente a outras moedas com investidores buscando segurança. O índice DXY atingiu 101,17 pontos, o maior patamar registrado em cerca de uma semana.

As bolsas americanas e europeias operam em queda nesta quarta-feira (8). O recuo reflete o temor de que a alta do petróleo pressione a inflação e os juros.

O acirramento ocorreu após bombardeios dos EUA no sul do Irã e contra-ataques iranianos. O Irã alvejou bases militares americanas situadas no Bahrein e no Kuwait.

Os mercados financeiros ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira (8), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar de paz com o Irã "acabou".

A declaração ocorreu depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

O aumento da tensão levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros e elevou as preocupações com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo, especialmente por causa dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity.

Os preços do petróleo avançam mais de 5% nesta manhã, refletindo o temor de interrupções na oferta mundial caso o conflito se intensifique.

🔍 Por volta das 8h (horário de Brasília) contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, subia 5,06%, negociado a US$ 77,91 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 4,97%, cotado a US$ 73,94 por barril.

A alta ocorre porque o mercado teme que novos confrontos prejudiquem a produção e o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, permanecia próximo de 101,17 pontos, no maior nível em cerca de uma semana.

A queda reflete o receio de que o avanço do petróleo pressione a inflação global e dificulte futuras reduções de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O índice pan-europeu STOXX 600 caía cerca de 1,6%, caminhando para o pior desempenho diário desde março.

O movimento é puxado principalmente por empresas dos setores de consumo, turismo e tecnologia, que tendem a ser mais sensíveis ao aumento dos custos com energia e ao cenário de maior incerteza econômica.

Na direção oposta, ações de petroleiras avançam, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,11%, pressionado pela piora do sentimento global.Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte queda de 5,35%.Na China continental, o índice de Xangai recuou 0,49%, enquanto o CSI300 perdeu 0,77%.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,99%, impulsionado por ações de tecnologia. O destaque foi a Alibaba, que avançou 12,2%, ajudando o índice de tecnologia da bolsa local a subir cerca de 5%.

Em outros mercados da região, o índice de Taiwan avançou 0,56%, Cingapura ganhou 0,51%, enquanto a bolsa da Austrália recuou 0,21%.

Na madrugada desta quarta-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, apesar de estarem oficialmente sob um cessar-fogo firmado no fim de junho.

Os EUA bombardearam alvos no sul do Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Em resposta, o Irã afirmou que a ofensiva americana violou o acordo de paz e lançou ataques contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam importantes instalações das Forças Armadas americanas.

Horas depois, durante uma coletiva em Ancara, na Turquia, Donald Trump afirmou que considera o acordo de paz encerrado e disse que não pretende retomar o diálogo com o governo iraniano.

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