RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena, concurso 3030: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 21:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3030: confira os números sorteados O prêmio estimado acumulou em R$ 25 milhões. Veja os números sorteados: 06 – 11 – 25 – 45 – 48 – 58. Por Redação g1 — São Paulo

A Caixa sorteou as dezenas 06 – 11 – 25 – 45 – 48 – 58 do concurso 3030 da Mega-Sena neste sábado (11). O prêmio estimado acumulou em R$ 25 milhões.

As apostas custam a partir de R$ 6 e podem ser feitas até as 20h. Para um jogo simples, a chance de vencer é de 1 em 50.063.860.

O sorteio do concurso 3030 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo. O prêmio estimado acumulou em R$ 25 milhões.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaClique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp

6 acertos: não houve ganhadores5 acertos: 41 apostas ganhadoras, R$ 42.373,424 acertos: 2.983 apostas ganhadoras, R$ 960,00

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Ex-presidente diz que filho é seu ‘porta-voz’. Desentendimento causou racha na pré-candidatura do PL.

Há 9 horas Política Emendas suspeitas Motta diz ser ‘inaceitável’ ordem de Dino que bloqueou R$ 119 milhões ligados a Costa Neto

Há 8 horas Política ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?: leia diálogos da investigaçãoHá 8 horasDefesa diz que decisão de ministro parte de ‘premissas frágeis’Há 8 horasCaso MasterMendonça manda apreender passaporte de publicitário ligado a Vorcaro

Há 2 horas Política ‘Máfia do cigarro’Moraes autoriza domiciliar a Pastor Márcio Poncio com uso de tornozeleira

Há 1 hora Rio de Janeiro Guerra no Oriente MédioIrã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz após disparo contra embarcação

Há 1 hora Mundo Líder do Irã diz que vingança por morte do pai acontecerá ‘com certeza’Há 1 horaLoterias 🍀🍀🍀Mega-Sena sorteia prêmio de quase R$ 21 milhões; veja dezenas

Há 13 minutos Mega-Sena ASSISTA: Caixa sorteia também Lotofácil, Quina e maisHá 13 minutosCom 2 de Bellingham, Inglaterra bate a Noruega e avança para a semifinal

Há 2 horas Copa do Mundo Mick Jagger vai ao jogo, e web reage: ‘It’s not coming home’Há 2 horasLuto no Esporte Morre Jayden Adams, jogador da África do Sul que participou da Copa de 2026

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘PF’ mais salgado: prato feito fica mais caro apesar do alívio na inflação dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 06:49

Agro 'PF' mais salgado: prato feito fica mais caro apesar do alívio na inflação dos alimentos Comer fora segue pressionando o orçamento. O prato feito já custa, em média, R$ 31,90 no Brasil e pode registrar novos aumentos nos próximos meses. Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

O tradicional prato feito talvez seja uma das poucas unanimidades da mesa do brasileiro. Mas, se antes era conhecido por ser uma das alternativas mais econômicas para quem precisava almoçar fora de casa, agora ocupa um espaço cada vez maior no orçamento.

É o que mostra o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). Segundo o levantamento, o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% na comparação com janeiro.

Isso significa um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês desembolsa cerca de R$ 638 apenas com essa refeição — uma conta que não inclui café da manhã, lanches ou jantar.

O avanço ocorre justamente em um momento em que a inflação dos alimentos perdeu força. Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE mostram que o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,24% em junho, ajudando a desacelerar o IPCA, a inflação oficial do país, que subiu 0,16% no mês.

Mas a alimentação fora do domicílio continuou registrando alta de 0,15% em junho, embora em ritmo menor do que em maio, quando havia avançado 0,49%. Enquanto produtos como café moído, frutas e carnes ficaram mais baratos, o custo de comer em bares e restaurantes permaneceu em alta.

Isso porque o preço do prato feito depende de uma série de custos que vão além dos ingredientes servidos na refeição.

"O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário", afirma Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo Índice Prato Feito.

Segundo ele, quando o prato feito fica mais caro, o reajuste costuma refletir a pressão de toda essa estrutura de custos — e não apenas uma alta nos preços dos alimentos.

Além de ter subido em todo o país, o preço da refeição também varia de forma significativa entre as regiões.

O Sul registra o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o prato feito custa, em média, R$ 31,99. Já Norte e Nordeste apresentam os menores preços, de R$ 29,99 e R$ 30, respectivamente.

Com isso, os dados mostram que um trabalhador pode pagar cerca de 16% a mais pelo mesmo tipo de refeição, dependendo da região onde mora.

"O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país", afirma Galvão.

Segundo o economista, fatores como aluguel, energia elétrica, água, gás, salários, transporte, juros e outros custos operacionais continuam pressionando os restaurantes, mesmo em períodos de alívio nos preços de alguns alimentos.

Por isso, o aumento do prato feito nem sempre representa maior lucro para os estabelecimentos. Em muitos casos, trata-se apenas de um repasse parcial da alta dos custos enfrentados pelos empresários.

"O empresário da alimentação está entre duas pressões: de um lado, consumidores cada vez mais sensíveis ao preço; de outro, custos operacionais que continuam elevados. O desafio é preservar qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira."

Mesmo com a desaceleração da inflação dos alimentos em junho, novos fatores podem voltar a pressionar o custo das refeições.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que um eventual fortalecimento do fenômeno El Niño pode reduzir a oferta de diversos produtos agrícolas e provocar novos aumentos de preços.

Entre os alimentos que costumam ser mais afetados estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã e uva. O milho também pode sofrer impacto, o que tende a encarecer a produção de carnes, já que o grão é um dos principais componentes da ração utilizada na criação de animais.

Na avaliação de economistas, ainda é cedo para medir a intensidade desses efeitos, mas o fenômeno climático já é acompanhado com atenção pelo potencial de afetar a produção agrícola e os preços dos alimentos.

Há 4 horas Economia Vício faz moradora do ES perder mais de R$ 500 milHá 4 horas’Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso país tente assassiná-lo

Há 3 horas Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 3 horasO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 3 horasMilagre nos aresO piloto que foi ‘sugado’ de avião após janela se quebrar e sobreviveu

Há 7 horas Mundo VÍDEO: Passageiro é parcialmente sugado para fora de aviãoHá 7 horasGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

Há 5 horas Goiás Kauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 2 horas Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 2 horasParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 5 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 5 horasVídeos curtos do g1

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Se nunca curte nada, manda embora’: vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 05:50

Trabalho e Carreira 'Se nunca curte nada, manda embora': vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites Especialistas explicam se empresas podem exigir que funcionários curtam, comentem ou compartilhem publicações em perfis pessoais e quando esse tipo de cobrança pode violar a legislação trabalhista. Por Redação g1 — São Paulo

"Se você tem um funcionário que nunca curte nada do que você posta, nunca compartilha nada da empresa e nunca comenta nada, manda embora".

Foi com essa frase que a influenciadora e especialista em harmonização facial Ariana Almeida provocou uma onda de reações nas redes sociais nos últimos dias.

No vídeo, ela defende que empresas devem valorizar profissionais que apoiem o negócio para além das tarefas do dia a dia e afirma que a falta de interação com as publicações da empresa pode indicar ausência de compromisso com a cultura organizacional.

"Funcionário bom não é só quem executa tarefa. Funcionário bom é quem compra a ideia, é quem entende que quando a empresa cresce, todo mundo cresce", diz ela na gravação.

A fala rapidamente abriu uma discussão maior: o avanço das empresas sobre espaços que antes eram vistos como exclusivamente pessoais.

💭 Se o perfil é do trabalhador, a empresa pode esperar que ele seja usado para divulgar a marca? Curtir, comentar ou compartilhar publicações do empregador pode ser tratado como demonstração de comprometimento ? E o que acontece quando esse engajamento deixa de ser espontâneo e passa a ser esperado?

Fala da influenciadora Dra. Ariana Almeida sobre demitir funcionários que não interagem com posts da empresa reacendeu discussão sobre trabalho e redes sociais — Foto: TikTok/ Reprodução

Dias depois da repercussão, Ariana publicou um novo vídeo afirmando que sua fala havia sido retirada de contexto. "Ninguém é obrigado por lei a curtir os meus posts, os posts da empresa, compartilhar, mas a empresa, ela também não é obrigada a manter quem não tem fit cultural (…) A relação de trabalho não é só bater ponto e vai embora", afirmou.

A controvérsia, no entanto, acabou trazendo à tona em que momento termina o poder de direção da empresa e onde começam os direitos do trabalhador à privacidade e à vida pessoal?

Para a advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, a legislação trabalhista não impõe ao empregado o dever de divulgar publicações da empresa e, embora o empregador tenha o direito de organizare fiscalizar a prestação dos serviços, esse poder encontra limites nos direitos fundamentais garantidos ao trabalhador.

"Expressões como 'vestir a camisa' ou 'defender a marca' não autorizam a empresa a exigir comportamentos que não decorrem do contrato de trabalho, nem fundamentar punições ou tratamentos desiguais entre os empregados", diz a advogada.

Curtir publicações pode estar no contrato? A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários?Quando a cobrança pode virar um problema?O trabalhador pode ser advertido?E se houver demissão?Como provar?

Elisa explica que, para a maioria dos trabalhadores, utilizar perfis pessoais para divulgar a empresa simplesmente não integra as atividades para as quais foram contratados.

"O empregado é contratado para prestar os serviços inerentes à sua função, e não para demonstrar, em seus perfis pessoais, alinhamento ao propósito da empresa."

⚠️ Isso não significa que empresas estejam proibidas de estimular esse comportamento. Segundo Elisa, é legítimo incentivar funcionários a participar de campanhas, compartilhar conquistas da organização ou contribuir espontaneamente para fortalecer a marca.

A diferença está entre convite e obrigação. "Transformar esse comportamento em uma obrigação ou utilizá-lo como critério de punição ou ameaças pode gerar questionamentos na Justiça."

"A depender da função exercida e dos termos da contratação, o uso das redes sociais pessoais pode integrar suas atribuições."

Se um trabalhador publica conteúdos em um perfil aberto ao público, a empresa pode visualizar esse material da mesma forma que qualquer outro usuário da internet, explica a advogada. Isso não significa, porém, que exista autorização para monitoramento irrestrito.

"A empresa não pode exigir acesso a perfis privados, solicitar senhas ou invadir a vida pessoal do empregado."

Segundo Elisa, também não é recomendável usar redes sociais como ferramenta permanente de vigilância sobre comportamentos que não tenham ligação com as atividades profissionais.

"O direito de fiscalização existe, mas deve ser exercido com respeito à privacidade e aos direitos da personalidade do trabalhador."

Na avaliação da especialista, o sinal de alerta aparece quando a empresa começa a associar engajamento digital à permanência no emprego, à possibilidade de promoção ou à avaliação de desempenho.

"O problema surge quando a empresa passa a constranger, ameaçar, adotar como critério para promoção ou prejudicar o empregado porque ele não curtiu, comentou ou compartilhou uma publicação."

Dependendo da intensidade e da frequência dessas cobranças, a conduta pode ser interpretada como abuso do poder diretivo e, dependendo das circunstâncias do caso concreto, até assédio moral.

A especialista ressalta que o mesmo vale para situações em que a empresa tenta associar curtidas ou compartilhamentos a noções de propósito, lealdade ou pertencimento.

"Vincular o comprometimento do empregado ao fato de ele interagir com as redes sociais da empresa, tratando esse comportamento como demonstração de 'propósito', de que 'veste a camisa' ou de que é um 'defensor da marca', pode extrapolar os limites do poder diretivo."

Uma advertência baseada exclusivamente na recusa do empregado em utilizar suas redes pessoais para promover a empresa pode ser questionada judicialmente, explica a advogada.

"Se ficar comprovado que a advertência, a avaliação negativa ou qualquer outro prejuízo profissional decorreu da recusa do trabalhador em utilizar suas redes sociais pessoais para promover a empresa, a medida poderá ser questionada na Justiça."

Dependendo das circunstâncias, o trabalhador pode pedir a anulação da punição e, se houver constrangimento ou prejuízo, até uma indenização por danos morais.

A situação é mais delicada. A legislação brasileira permite que empresas realizem demissões sem justa causa, sem necessidade de apresentar um motivo específico para o desligamento.

Isso significa que uma empresa pode demitir um funcionário mesmo sem explicar formalmente por quê. Ainda assim, a motivação por trás da dispensa pode ser analisada pela Justiça.

"Se ficar demonstrado que a demissão foi utilizada como forma de represália pela recusa do empregado em promover a empresa nas redes sociais, a depender da análise caso a caso, também poderá haver discussão sobre eventual reparação por danos morais."

Nesses casos, porém, o debate normalmente não gira em torno da reintegração ao emprego. A principal discussão costuma ser a possibilidade de indenização, afirma Elisa.

Segundo a advogada, essa costuma ser a parte mais difícil do processo. Raramente um empregador registra oficialmente que a dispensa ocorreu porque determinado trabalhador não participava do engajamento digital da empresa.

A prova normalmente surge por meio de mensagens, conversas internas, e-mails, grupos corporativos e testemunhas.

"Normalmente vai ter algum comentário interno ou, por exemplo, grupo que não participa daquilo pode ter sido demitido por aquele motivo."

Por isso, Elisa recomenda que o trabalhador peça esclarecimentos sobre os motivos do desligamento. "A prova é muito difícil, mas ela pode ser feita até, por exemplo, da pessoa questionar o chefe por que estaria sendo demitida e eventualmente registrar aquilo por mensagem."

Sem documentos, colegas que tenham presenciado cobranças ou comentários também podem servir como testemunhas.

Há 3 horas Economia Vício faz moradora do ES perder mais de R$ 500 milHá 3 horas’Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 2 horas Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 2 horasO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 2 horasMeio AmbienteMuralha Verde: o que aconteceu após a China plantar 66 bilhões de árvores

Há 41 minutos Meio Ambiente GoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

Há 4 horas Goiás Kauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 32 minutos Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 32 minutosParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 4 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 4 horasVídeos curtos do g1

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Incêndios, mineração e poluição: as críticas às baterias dos carros elétricos fazem sentido?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 05:50

Carros Incêndios, mineração e poluição: as críticas às baterias dos carros elétricos fazem sentido? Críticos apontam problemas ligados ao impacto ambiental das baterias. Pesquisadores explicam quais preocupações são reais e como a tecnologia tem evoluído. Por Stuart Braun

Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos — Foto: John Walton/PA Wire/picture alliance

Os carros elétricos passam por uma onda de popularidade sem precedentes desde a crise global do petróleo desencadeada pela guerra no Irã.

Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto na região Ásia-Pacífico cresceram 80% nos três primeiros meses de 2026 – excluindo a China, onde o crescimento expressivo das vendas já se estabilizou.

Na América Latina foram vendidos cerca de 75% mais veículos elétricos, e na Europa, quase um terço a mais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou em maio que as vendas recordes de veículos elétricos estão "proporcionando algum alívio em meio ao maior choque de oferta de petróleo da história" e que a queda nos preços das baterias deverá impulsionar ainda mais o setor.

Mesmo assim, as baterias – de longe o componente mais caro – continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos.

Críticos dos veículos elétricos argumentam há muito tempo que as baterias, geralmente feitas com íons de lítio, podem pegar fogo e que incêndios nesses veículos são mais difíceis de extinguir do que em carros movidos a gasolina. Contudo, essa alegação ignora o fato de que veículos com motor a combustão têm uma propensão muito maior a incêndios.

As grandes e pesadas baterias dos veículos elétricos também têm sido apontadas como uma possível causa de danos nas estradas. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que os principais responsáveis pelo desgaste das rodovias são os caminhões de grande porte.

Por conterem minerais como cobalto e níquel, as baterias dos veículos elétricos sempre despertaram preocupações relacionadas às cadeias de suprimento, especialmente nas minas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC).

Na Austrália, o programa jornalístico de horário nobre Spotlight, exibido em março, investigou minas de cobalto pertencentes a empresas chinesas no Congo. A reportagem revelou locais onde milhares de pessoas, incluindo muitas crianças, trabalham em condições precárias e em meio a um ambiente de forte poluição.

Ao apresentar o cobalto como "o elemento-chave presente em praticamente todas as baterias de armazenamento do planeta, desde os veículos elétricos até as residências", o programa afirmou que a busca por um futuro "limpo e verde", baseado em energias renováveis e carros elétricos, tem um "custo mortal e devastador".

No entanto, críticos da reportagem argumentaram que ela deixou de mencionar um ponto importante: a composição química das baterias de veículos elétricos passou amplamente para a tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), que não exige o uso de cobalto.

David McElrea, diretor-executivo do Smart Energy Council, um grupo ligado ao setor energético da Austrália e que defende as energias renováveis, questiona por que a reportagem focou especificamente nas baterias de veículos elétricos e em outras tecnologias renováveis se celulares, tablets e laptops também contêm cobalto.

Ele diz que os temores de exploração nas extensas cadeias de suprimento de minerais críticos usados em tecnologias renováveis são legítimos, mas afirma que a indústria de veículos elétricos reagiu às preocupações sobre a origem dos materiais e incentivou inovações que eliminaram o cobalto da maioria das baterias automotivas modernas.

O professor de química Neeraj Sharma, da Universidade de Nova Gales do Sul, acrescenta que composições químicas mais baratas, como as baterias de íons de sódio, também estão chegando ao mercado. "Os fabricantes de veículos elétricos vêm se afastando do cobalto porque ele é caro, tóxico e apresenta dilemas éticos", afirma.

Especialistas falam numa "guerra de narrativas" em torno dos minerais críticos. O instituto canadense Fraser Institute, de orientação conservadora e favorável aos combustíveis fósseis, afirmou em 2023 que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais críticos para atender à futura demanda por veículos elétricos.

O autor do estudo, Kenneth P. Green, que há anos defende investimentos em combustíveis fósseis "baratos" em vez de energias renováveis, afirmou que "o risco de que a produção mineral e a mineração não consigam acompanhar à demanda projetada por veículos elétricos é significativo".

Entretanto, em seu relatório Global EV Outlook 2026, a Agência Internacional de Energia afirma que as reservas geológicas conhecidas de minerais críticos são suficientes para atender à demanda de longo prazo por veículos elétricos, mesmo num cenário de eliminação gradual da maior parte dos carros movidos a combustíveis fósseis. Porém, a forte concentração da produção de baterias na China representa riscos para as cadeias globais de suprimento.

A AIE também observa que o avanço das baterias de íons de sódio, que dispensam o uso de lítio, deverá reduzir ainda mais a demanda por minerais críticos. Além disso, a agência defende uma rápida expansão da reciclagem de minerais utilizados em baterias como forma de aumentar a transparência e a resiliência das cadeias de suprimento.

Mas como diferenciar preocupações legítimas sobre os impactos da mineração da desinformação sobre as cadeias de suprimento dos veículos elétricos?

Enquanto McElrea diz haver um "ataque direcionado" contra os veículos elétricos, promovido por mídias simpáticas aos combustíveis fósseis, o especialista em minerais críticos e segurança energética Vlado Vivoda, da Universidade de Queensland, afirma que nem toda crítica é necessariamente coordenada ou feita de má-fé.

"Muitas preocupações relacionadas à extração mineral, ao processamento, às condições de trabalho, aos impactos sobre o solo, aos resíduos e à concentração das cadeias de suprimento são reais", diz. É por isso, segundo ele, que é tão fácil contestar narrativas pró-transição energética que apresentam a energia limpa como algo "imaculado".

O copresidente de comunicação da coalizão global Climate Action Against Disinformation, Philip Newell, afirma que preocupações reais com a injustiça na extração de recursos devem começar pelo fortalecimento das comunidades afetadas pela mineração.

Isso pode ocorrer por meio da participação dessas comunidades nos lucros da atividade ou pelo fortalecimento e pela aplicação mais rigorosa das leis ambientais e trabalhistas.

Para Vivoda, "os esforços para deslegitimar as tecnologias limpas" tem que ver com a atual crise energética global. Ele argumenta que sugerir que as tecnologias limpas são "tão ruins quanto, ou até piores do que, o sistema baseado em combustíveis fósseis" acaba gerando inércia e atrasando a transição energética.

Ainda assim, o especialista afirma que a transição para uma economia de baixo carbono precisa oferecer o nível de transparência nas cadeias de suprimento que muitas vezes esteve ausente no setor de combustíveis fósseis.

"A resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas comparar os sistemas de forma honesta e administrar as novas cadeias de suprimento muito melhor do que as antigas", diz.

Há 2 horas Economia Vício faz moradora do ES perder mais de R$ 500 milHá 2 horas’Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 2 horas Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 2 horasO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 2 horasMeio AmbienteMuralha Verde: o que aconteceu após a China plantar 66 bilhões de árvores

Há 24 minutos Meio Ambiente GoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

Há 3 horas Goiás Kauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 16 minutos Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 16 minutosParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 3 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 3 horasVídeos curtos do g1

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O país em que trabalhadores mais tiram licença médica agora quer endurecer as regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Trabalho e Carreira O país em que trabalhadores mais tiram licença médica agora quer endurecer as regras Benefício atingiu novo recorde, com empregados se afastando, em média, quase 20 dias por ano do trabalho. Agora, governo alemão quer endurecer regras. No entanto, país não lidera rankings europeus de afastamento. Por Nik Martin

Na Alemanha, empregados tiram, em média, quase 20 dias de licença médica por ano. — Foto: Sergey Mironov/Zoonar/IMAGO

O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou semana passada uma ofensiva para combater o elevado número de dias de afastamento do trabalho por motivos de doença no país.

A medida ocorre após uma pesquisa publicada em janeiro pelo IGES Institut, com sede em Berlim, mostrar que os trabalhadores alemães tiram, em média, 19,5 dias úteis de licença médica por ano. O número representa um aumento significativo em relação aos cerca de 13 dias registrados em 2018.

Como parte das propostas de Merz, a partir de janeiro do próximo ano os trabalhadores não poderão mais obter um atestado médico por telefone. Será necessário consultar um médico presencialmente já no primeiro dia de doença.

A medida, na prática, torna mais difícil tirar licença por motivos de saúde. Segundo Merz, o elevado número de ausências está prejudicando a economia alemã. "Não podemos mais arcar com essa desvantagem competitiva causada por longos períodos de afastamento do trabalho", afirmou.

O chanceler apresentou a iniciativa como uma forma de restaurar o que chamou de "justiça e funcionalidade" no mercado de trabalho, permitindo que empregadores e seguradoras de saúde reajam de forma mais rigorosa a faltas recorrentes.

A mudança faz parte de um pacote mais amplo de reformas e cortes orçamentários em programas de saúde e seguridade social acordado pela coalizão governista, formada pelo bloco conservador de Merz – integrado pelos partidos União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU) – e pelo Partido Social-Democrata (SPD).

A Alemanha possui um dos sistemas de licença médica mais generosos do mundo. Os trabalhadores têm direito a receber 100% do salário por até seis semanas de afastamento, pago pelo empregador. Normalmente, é necessário apresentar um atestado médico após três dias de ausência.

Após seis semanas, o seguro público de saúde assume o pagamento, cobrindo cerca de 70% do salário bruto, com limite máximo, por até 78 semanas ao longo de três anos, desde que se trate da mesma doença.

Além de proteger os trabalhadores contra perda de renda, o sistema incentiva a recuperação adequada e reduz o risco de transmissão de doenças no ambiente de trabalho.

Nos Estados Unidos, não existe exigência federal de uma licença médica remunerada. Muitos trabalhadores não recebem esse benefício ou contam com apenas alguns dias, dependendo do empregador.

Na Índia, a licença médica remunerada costuma ser limitada a poucos dias por ano, e muitas ausências curtas não são pagas. As regras variam amplamente entre empresas, setores e estados.

No Brasil, a licença médica é remunerada pelo empregador nos primeiros 15 dias de afastamento. Para afastamento mais prolongado, a partir do 16º dia, o funcionário precisa solicitar o auxílio-doença no INSS, que assume o pagamento do benefício.

Dentro da própria Alemanha, políticos e líderes empresariais frequentemente criticam o sistema, argumentando que ele estimula o absenteísmo e prejudica a produtividade e a competitividade.

A economia alemã enfrenta dificuldades devido à concorrência crescente da China, tensões geopolíticas e custos elevados de energia, entre outros problemas. O governo procura formas de estimular o crescimento econômico.

Críticos das reformas de Merz, contudo, afirmam que as medidas podem estigmatizar doenças legítimas e transferir para os trabalhadores – especialmente uma população cada vez mais envelhecida – a culpa pelos problemas econômicos do país.

Segundo o IGES Institut, uma das principais razões para o aumento dos afastamentos é a melhoria dos registros.

Isso ocorreu graças ao novo sistema eletrônico de atestados médicos (eAU), que entrou plenamente em vigor em 2023. Agora, os médicos enviam os atestados diretamente às seguradoras de saúde, e os empregadores podem acessá-los digitalmente, tornando o acompanhamento mais preciso.

Mudança da regra prevê que empregados tenham que obter atestado pessoalmente, e não mais por telefone. — Foto: Jochen Tack/imageBROKER/picture alliance

O IGES argumenta que muitas ausências curtas que antes não eram registradas em papel passaram a aparecer nas estatísticas.

Outro fator é a mudança de comportamento observada durante e após a pandemia de covid-19. Os trabalhadores se tornaram mais conscientes sobre a transmissão de vírus e, hoje, tendem a ficar em casa quando estão resfriados ou gripados.

Embora isso seja positivo para a saúde pública, aumenta o número de dias de afastamento registrados.

Problemas de saúde mental também cresceram como causa de ausências. Já os distúrbios musculoesqueléticos, como dores nas costas, continuam entre os principais motivos para licenças médicas.

A pesquisa do IGES, realizada para a seguradora DAK-Gesundheit, mostra que os profissionais da saúde apresentam as maiores taxas de afastamento, enquanto trabalhadores das áreas de tecnologia da informação e processamento de dados estão entre os que menos faltam.

A forma mais simples de comparação utiliza dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No entanto, a OCDE calcula as licenças médicas considerando semanas de sete dias, e não apenas dias úteis, o que dificulta uma comparação direta com os números do IGES.

Segundo a OCDE, a Alemanha registrou no ano passado uma média de 3,5 semanas de afastamento, equivalente a cerca de 24,5 dias.

Ainda assim, o país não lidera o ranking. Noruega, Espanha e Eslovênia superam cinco semanas anuais de afastamento.

Finlândia (4,8 semanas), França (4,1), Portugal (4,0) e Bélgica (3,9) também apresentam índices superiores aos da Alemanha.

Por outro lado, vários países do Leste e do Sul da Europa registram taxas muito menores. Bulgária, Romênia, Turquia, Grécia e Hungria têm média de uma semana ou menos por ano, enquanto os trabalhadores poloneses tiram cerca de 1,8 semana (entre oito e nove dias).

Os dados da OCDE, que abrangem 32 dos 38 países-membros da organização, indicam que os trabalhadores dos Estados Unidos tiraram em média 1,1 semana de licença médica em 2024, o ano mais recente disponível.

Há 31 minutos Economia Mais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 5 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 27 minutos Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 27 minutosO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 27 minutosKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 1 hora Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 1 horaParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 2 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 2 horasGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O país em que trabalhadores mais tiram licença médica agora quer endurecer as regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Trabalho e Carreira O país em que trabalhadores mais tiram licença médica agora quer endurecer as regras Benefício atingiu novo recorde, com empregados se afastando, em média, quase 20 dias por ano do trabalho. Agora, governo alemão quer endurecer regras. No entanto, país não lidera rankings europeus de afastamento. Por Nik Martin

Na Alemanha, empregados tiram, em média, quase 20 dias de licença médica por ano. — Foto: Sergey Mironov/Zoonar/IMAGO

O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou semana passada uma ofensiva para combater o elevado número de dias de afastamento do trabalho por motivos de doença no país.

A medida ocorre após uma pesquisa publicada em janeiro pelo IGES Institut, com sede em Berlim, mostrar que os trabalhadores alemães tiram, em média, 19,5 dias úteis de licença médica por ano. O número representa um aumento significativo em relação aos cerca de 13 dias registrados em 2018.

Como parte das propostas de Merz, a partir de janeiro do próximo ano os trabalhadores não poderão mais obter um atestado médico por telefone. Será necessário consultar um médico presencialmente já no primeiro dia de doença.

A medida, na prática, torna mais difícil tirar licença por motivos de saúde. Segundo Merz, o elevado número de ausências está prejudicando a economia alemã. "Não podemos mais arcar com essa desvantagem competitiva causada por longos períodos de afastamento do trabalho", afirmou.

O chanceler apresentou a iniciativa como uma forma de restaurar o que chamou de "justiça e funcionalidade" no mercado de trabalho, permitindo que empregadores e seguradoras de saúde reajam de forma mais rigorosa a faltas recorrentes.

A mudança faz parte de um pacote mais amplo de reformas e cortes orçamentários em programas de saúde e seguridade social acordado pela coalizão governista, formada pelo bloco conservador de Merz – integrado pelos partidos União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU) – e pelo Partido Social-Democrata (SPD).

A Alemanha possui um dos sistemas de licença médica mais generosos do mundo. Os trabalhadores têm direito a receber 100% do salário por até seis semanas de afastamento, pago pelo empregador. Normalmente, é necessário apresentar um atestado médico após três dias de ausência.

Após seis semanas, o seguro público de saúde assume o pagamento, cobrindo cerca de 70% do salário bruto, com limite máximo, por até 78 semanas ao longo de três anos, desde que se trate da mesma doença.

Além de proteger os trabalhadores contra perda de renda, o sistema incentiva a recuperação adequada e reduz o risco de transmissão de doenças no ambiente de trabalho.

Nos Estados Unidos, não existe exigência federal de uma licença médica remunerada. Muitos trabalhadores não recebem esse benefício ou contam com apenas alguns dias, dependendo do empregador.

Na Índia, a licença médica remunerada costuma ser limitada a poucos dias por ano, e muitas ausências curtas não são pagas. As regras variam amplamente entre empresas, setores e estados.

No Brasil, a licença médica é remunerada pelo empregador nos primeiros 15 dias de afastamento. Para afastamento mais prolongado, a partir do 16º dia, o funcionário precisa solicitar o auxílio-doença no INSS, que assume o pagamento do benefício.

Dentro da própria Alemanha, políticos e líderes empresariais frequentemente criticam o sistema, argumentando que ele estimula o absenteísmo e prejudica a produtividade e a competitividade.

A economia alemã enfrenta dificuldades devido à concorrência crescente da China, tensões geopolíticas e custos elevados de energia, entre outros problemas. O governo procura formas de estimular o crescimento econômico.

Críticos das reformas de Merz, contudo, afirmam que as medidas podem estigmatizar doenças legítimas e transferir para os trabalhadores – especialmente uma população cada vez mais envelhecida – a culpa pelos problemas econômicos do país.

Segundo o IGES Institut, uma das principais razões para o aumento dos afastamentos é a melhoria dos registros.

Isso ocorreu graças ao novo sistema eletrônico de atestados médicos (eAU), que entrou plenamente em vigor em 2023. Agora, os médicos enviam os atestados diretamente às seguradoras de saúde, e os empregadores podem acessá-los digitalmente, tornando o acompanhamento mais preciso.

Mudança da regra prevê que empregados tenham que obter atestado pessoalmente, e não mais por telefone. — Foto: Jochen Tack/imageBROKER/picture alliance

O IGES argumenta que muitas ausências curtas que antes não eram registradas em papel passaram a aparecer nas estatísticas.

Outro fator é a mudança de comportamento observada durante e após a pandemia de covid-19. Os trabalhadores se tornaram mais conscientes sobre a transmissão de vírus e, hoje, tendem a ficar em casa quando estão resfriados ou gripados.

Embora isso seja positivo para a saúde pública, aumenta o número de dias de afastamento registrados.

Problemas de saúde mental também cresceram como causa de ausências. Já os distúrbios musculoesqueléticos, como dores nas costas, continuam entre os principais motivos para licenças médicas.

A pesquisa do IGES, realizada para a seguradora DAK-Gesundheit, mostra que os profissionais da saúde apresentam as maiores taxas de afastamento, enquanto trabalhadores das áreas de tecnologia da informação e processamento de dados estão entre os que menos faltam.

A forma mais simples de comparação utiliza dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No entanto, a OCDE calcula as licenças médicas considerando semanas de sete dias, e não apenas dias úteis, o que dificulta uma comparação direta com os números do IGES.

Segundo a OCDE, a Alemanha registrou no ano passado uma média de 3,5 semanas de afastamento, equivalente a cerca de 24,5 dias.

Ainda assim, o país não lidera o ranking. Noruega, Espanha e Eslovênia superam cinco semanas anuais de afastamento.

Finlândia (4,8 semanas), França (4,1), Portugal (4,0) e Bélgica (3,9) também apresentam índices superiores aos da Alemanha.

Por outro lado, vários países do Leste e do Sul da Europa registram taxas muito menores. Bulgária, Romênia, Turquia, Grécia e Hungria têm média de uma semana ou menos por ano, enquanto os trabalhadores poloneses tiram cerca de 1,8 semana (entre oito e nove dias).

Os dados da OCDE, que abrangem 32 dos 38 países-membros da organização, indicam que os trabalhadores dos Estados Unidos tiraram em média 1,1 semana de licença médica em 2024, o ano mais recente disponível.

Há 6 minutos Economia Mais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 4 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 2 minutos Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 2 minutosO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 2 minutosKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 42 minutos Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 42 minutosParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 1 hora Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 1 horaGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A economista que tenta entender a insatisfação dos brasileiros sob Lula: ‘Redes sociais criam desejos de consumo para além do crescimento da renda’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

A economista Laura Carvalho analisa o descompasso entre os resultados macroeconômicos positivos do governo Lula e a percepção de piora na economia por 44% da população.

Segundo Carvalho, a insatisfação é motivada pela inflação persistente, comparação com os anos 2000, desejos de consumo inflados pelas redes sociais e frustração de jovens escolarizados.

A pesquisadora aponta que as redes sociais globalizaram as aspirações de consumo, gerando frustração em uma nova classe média que já não se satisfaz com conquistas básicas.

Para reverter o cenário, a economista defende o crescimento do PIB, redistribuição de renda, taxação de grandes fortunas e a expansão de serviços públicos de qualidade.

Carvalho também destaca a necessidade de políticas industriais para gerar empregos qualificados, além de regulação e proteção social para os trabalhadores informais e de aplicativos.

'Debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza', defende professora Laura Carvalho, da FEA-USP e membro do 'Conselhão' de Lula — Foto: Arquivo pessoal via BBC

O desemprego está nas mínimas históricas (em 5,6% em maio deste ano, menor patamar para o mês desde o início da série histórica), a economia cresce acima das expectativas — 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025 — e 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024.

Ainda assim, 44% dos entrevistados na pesquisa Genial/Quaest de junho afirmam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 20% dizem que melhorou.

A economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão" de Lula, tem se dedicado a entender esse descolamento.

Como parte desse esforço, ela lançou recentemente o artigo "Paradoxos do Lulismo: a desconexão entre resultados macroeconômicos e percepção sobre a economia", em coautoria com seu marido e também economista Guilherme Klein Martins, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para a dupla de economistas, quatro fatores principais estariam por trás desse descompasso: a inflação e seus efeitos persistentes sobre o bem-estar; a comparação com o ciclo de mobilidade social dos anos 2000, durante os dois primeiros governos Lula; a mudança nos desejos de consumo da população, impulsionada em grande medida pelas redes sociais; e a frustração de uma geração escolarizada que não encontra empregos compatíveis com a sua formação.

"Com as redes sociais, as pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil", observa Carvalho, em entrevista à BBC News Brasil.

"Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí", afirma.

Para a professora da USP, esse é um dos fatores que talvez expliquem a diferença entre o sentimento da população nos anos 2000, durante os governos Lula 1 e 2, e no atual governo.

"Ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo", diz Carvalho.

Também diretora de Prosperidade Econômica e Climática da Open Society Foundation, Laura Carvalho lançou em 2018 o livro Valsa Brasileira, em que analisou os motivos que levaram a economia do país da prosperidade (2006-2010) a uma das piores recessões de sua história (2014-2017).

Na entrevista à BBC News Brasil, a economista analisa por que a desigualdade no Brasil segue sendo uma das maiores do mundo, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos. E propõe uma agenda para devolver o país a um novo ciclo de prosperidade.

Segundo ela, isso passa por uma expansão dos serviços públicos e diversificação da economia para gerar empregos qualificados para absorver a crescente população escolarizada. Mas também pelo avanço da agenda de tributação, iniciada com a reforma do Imposto de Renda.

"O debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza", defende.

"A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que a desigualdade se perpetue — e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo [de renda] é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual."

Carvalho destaca ainda o papel da dívida pública na perpetuação desse topo de riqueza. "O Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada", afirma.

"Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito", problematiza.

BBC News Brasil – O World Inequality Report 2026, divulgado no fim do ano passado pelo grupo de economistas ligados ao [economista francês Thomas] Piketty, mostrou que a desigualdade no Brasil segue entre as mais altas do mundo, e inclusive cresceu entre 2014 e 2024. Na sua visão, o que explica essa persistência da desigualdade no país, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos?

Laura Carvalho – Esse é o padrão da desigualdade brasileira, aliás, da América Latina. É uma das regiões mais desiguais do mundo e essa desigualdade é caracterizada por uma concentração muito alta da renda no topo da pirâmide — da renda e do patrimônio.

Já a desigualdade entre o meio e a base da pirâmide é relativamente pequena no Brasil. Conseguimos, inclusive, reduzir muito a desigualdade entre o meio e a base, com os programas sociais, com a valorização do salário mínimo, com o próprio dinamismo do mercado de trabalho, que vem acompanhado de crescimento do emprego, sobretudo para trabalhadores menos escolarizados.

Então, toda a redistribuição que a gente teve nos anos 2000 se deu entre esse meio e a base, onde a desigualdade já não era tão alta. Mas a desigualdade entre o topo e o meio não foi reduzida, ela se manteve elevada ao longo das últimas décadas.

A primeira vez que começamos a atacar essa característica, na verdade, foi agora, nesse terceiro mandato do presidente Lula. Quando ele, já desde a campanha, fala que é sobre "colocar o pobre no Orçamento, e o rico no Imposto de Renda".

Isso se refletiu na reforma do Imposto de Renda, não só pelo fato de se atribuir uma alíquota mínima para esse topo, mas a própria isenção para quem ganha até R$ 5 mil, com progressão até quem ganha R$ 7,5 mil, porque você está dando um benefício fiscal para quem está nesse meio.

Mas claro, isso é apenas uma medida. Ainda há muito o que avançar, porque, mesmo com a alíquota mínima de 10%, continuamos com esse topo pagando menos do que quem vem logo abaixo dele.

E não é só sobre taxação da renda, o debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza, porque taxar a renda pode até frear a concentração, mas não corrige o que historicamente acumulou.

A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que essa desigualdade se perpetue, e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual.

BBC News Brasil – Numa fala pública no fim do ano passado, o Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde [fundo de investimento conhecido por seu histórico de alto retorno aos investidores], falou que o governo Lula age como "pai dos pobres e mãe dos ricos", por conta do elevado gasto social, combinado a juros altos. Você concorda com essa avaliação?

Carvalho – Não que os juros sejam gerados pelo gasto social. Não acho que temos uma taxa de juros tão alta porque o governo está gastando muito, porque está gastando com benefícios sociais. Isso não tem evidência.

O nosso alto patamar de taxa de juros depende também do contexto internacional e de como os fluxos de capitais estão entrando ou saindo dos países em desenvolvimento. Hoje há um cenário de juros altos no mundo inteiro, com o Brasil sendo, claro, sempre um caso um pouco fora da curva. [Nota da redação: em junho, o Brasil ocupava o topo do ranking das economias com maior juro real do mundo, mesmo após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25% ao ano. No período recente, países com juros historicamente baixos ou zero elevaram suas taxas, em meio ao avanço global da inflação.]

Mas também temos uma meta de inflação muito mais baixa do que outros países emergentes [atualmente, a meta de inflação é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos].

Então, o que acho que é válido nessa comparação é que, de fato, o Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba sim, transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada. Isso sim é verdade.

Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito.

BBC News Brasil – Essa persistência da desigualdade se reflete, de alguma forma, no sentimento de mal-estar com relação à economia da população brasileira?

Carvalho – Temos visto no mundo todo, não só no Brasil, uma desconexão entre indicadores macroeconômicos e percepção das pessoas sobre economia. Inclusive durante o governo [Joe] Biden, nos Estados Unidos, se cunhou o termo vibesession, que é uma espécie de recessão de sentimento.

Então não é só aqui no Brasil, isso vem sendo observado ao redor do mundo, e o principal fator que tem sido trazido para explicar é a própria inflação. Vivemos um período no mundo inteiro de sucessivos choques inflacionários desde a pandemia, depois a guerra na Ucrânia, e agora um terceiro com a guerra no Irã.

Então uma sequência de choques econômicos de natureza distinta, mas que levaram a efeitos similares, de uma crise com inflação. O que torna mais difícil para os governos lidar, porque, em crises de outro tipo, como a de 2008, o governo faz o quê? Baixa a taxa de juros.

Hoje, nesses choques inflacionários, os governos atuam a partir do aumento de taxas de juros pelos bancos centrais e, com isso, têm menos espaço fiscal para ajudar a saída dessas crises.

Isso tem a ver com desigualdade, sim, no sentido de que a população que mais foi afetada, sobretudo em 2024, pelo choque de preços de alimentos, foram os 50% mais pobres que têm nesses produtos essenciais uma parte maior da sua cesta de consumo. E, de fato, a gente observa que, nas pesquisas eleitorais, esse ciclo de deterioração de percepção econômica coincide com um ciclo de queda na aprovação do governo.

Carvalho – A inflação não é suficiente para explicar, porque há um segundo ciclo de deterioração dessa percepção sobre a economia, que vem entre 2025 e 2026. Ela se dá na classe média, entre os mais ricos. Há o crescimento da renda, ela supera a inflação, então não é que as pessoas estão perdendo poder de compra. As pessoas estão ganhando poder de compra e a inflação tampouco foi expressiva para esse grupo dos mais ricos, considerando a cesta de consumo deles.

Então, a gente se debruça sobre outros fatores. E o principal, me parece, é que esse crescimento da renda se dá sobre níveis de renda muito deprimidos. A gente veio de um período de uma década com pouquíssimo crescimento da renda per capita, então só em 2024 as pessoas recuperam a renda que elas tinham lá em 2014.

Então o crescimento não é tão robusto quanto foi o dos anos 2000 e ele se dá sobre uma memória de que você já foi mais próspero. E também o que se deseja mudou. A sociedade vai mudando e querendo acesso a outras coisas.

BBC News Brasil – Você tem falado nessa questão do "consumo aspiracional" e isso, inclusive, entrou no radar da equipe econômica do governo. Por que isso virou uma preocupação?

Carvalho – Isso é um fenômeno novo que tem sido estudado. Em particular, o efeito das redes sociais sobre o consumo aspiracional.

Porque consumo aspiracional sempre fez parte da teoria econômica. Há muito tempo, o economista James Duesenberry olhava para essa questão. Como, na verdade, as pessoas não consomem só baseadas na própria renda. É claro, sempre que a renda delas cresce, elas consomem mais. Mas elas também acabam consumindo emulando o consumo de outros, sobretudo daquelas classes que elas aspiram ser.

E elas então se comportam e têm os seus desejos de consumo pautados por aquilo, mesmo se a renda delas é insuficiente, o que, claro, está por trás de dinâmicas frequentes de endividamento. Porque quando há algum descompasso entre aquilo que você ganha e aquilo que você deseja consumir, o que cobre o resto acaba sendo o crédito. Isso sempre foi verdade, isso não é novo.

Mas, claro, as redes sociais mudam muito essa dinâmica. Esse "efeito demonstração" de consumo ocorre de uma forma muito diferente com a presença das redes. As pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil.

Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí.

Muitos estudos mostram que as pessoas se frustram também pelo fato de estarem vendo essa ostentação, que não é só a ostentação de bens de luxo, mas também do que as pessoas fazem com seu tempo livre, a viagem, o lazer. Consumo não é só coisas, é um padrão de vida.

Acho que isso talvez traga um dos elementos da diferença entre o que foram os anos 2000 para o governo Lula 1, Lula 2, e o que vem sendo esse governo.

Porque, ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo.

Carvalho – Pelo fato de a renda ter ficado estagnada durante tanto tempo, vai levar tempo. Precisamos chegar num ponto em que as pessoas se sintam satisfeitas, que o salário no fim do mês seja suficiente para dar vazão àquilo que elas entendem como um padrão de vida confortável.

Primeiro, a economia tem que crescer muito mais e o nível de renda tem que subir. O PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] continua importando e muito.

E a renda tem que ser redistribuída. Quanto mais desigualdade, mais difícil é a gente chegar nesse ponto em que a maior parte da sociedade brasileira consiga se beneficiar desse crescimento.

E terceiro, tem toda uma agenda de serviços públicos, porque nem toda inclusão se dá com renda direta para as pessoas. Elas também podem gastar menos da sua renda com serviços privados, porque têm acesso a serviços públicos de maior qualidade. Um plano de saúde que deixa de ser necessário porque o SUS atende, ou uma educação privada que deixa de ser necessária porque o sistema de educação atende. Isso já libera muita margem para que as pessoas deem vazão às suas ambições e aspirações.

E um tempo menor no transporte público. Isso é uma mudança de qualidade de vida que também contribui para deixar as pessoas mais próximas de um padrão de vida que elas desejam.

BBC News Brasil – Você cita a expansão dos serviços públicos como um dos itens dessa receita, como fazer isso num quadro de restrição fiscal, sem aumentar ainda mais os juros que alimentam a desigualdade?

Carvalho – A gente defende que seja dado sequência à agenda de tributação. E aí não é só sobre cobrar mais impostos progressivos, mas também sobre subsídios. Os gastos tributários, que hoje representam 6% do PIB, também contribuem para a desigualdade. São deduções que não estão perseguindo nenhuma agenda específica, que foram sendo expandidas por influência dos setores beneficiados.

BBC News Brasil – Mas é possível abrir espaço fiscal só via tributos? Ou reformas estruturais também podem ser necessárias, como uma reforma administrativa?

Carvalho – Temos que continuar avançando em eficiência no gasto, nos serviços. Essa é uma agenda que temos visto nesse governo, com digitalização dos serviços. Para que um mesmo real gasto no sistema de saúde, no sistema de educação, atinja uma qualidade maior, atinja mais gente.

Agora, não me parece que a gente vai conseguir chegar num objetivo de serviço público de maior qualidade, achando que o grande inimigo do Orçamento são as pessoas que estão trabalhando na prestação desses serviços.

Tampouco acho que cortar benefício social [seja a solução], apesar de, claro, poder haver uma discussão sobre integração, sobre racionalização dos benefícios, que de fato são muitos, e são sobrepostos muitas vezes. Acho que isso é válido.

BBC News Brasil – Você também tem citado como um dos fatores dessa frustração dos brasileiros, as gerações escolarizadas que não encontram empregos compatíveis. Por que isso está acontecendo? E como você vê o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos, isso pode agravar esse quadro?

Carvalho – O Brasil, nos primeiros ciclos de governos do PT, expandiu muito o nível educacional, deu acesso a [educação de] nível superior para filhos de famílias que nunca tiveram. Isso tanto pelo Fies, quanto pelo Prouni, quanto pela própria expansão das universidades federais.

Passamos a ter uma geração inteira de pessoas com diploma universitário que hoje procuram empregos num nível de qualificação maior do que os seus pais tinham. E os empregos que estamos gerando são de um salário mínimo e em setores de serviços de baixa qualificação.

Então, há um certo descompasso entre os empregos gerados e aqueles que as pessoas querem e têm qualificação para ter. Isso já vem sendo observado há algum tempo. Na última década, aumentou muito o percentual de pessoas que estão em empregos que requerem um nível educacional menor do que o que elas têm.

Carvalho – Isso vem sendo debatido ao redor do mundo e demanda um tipo de política que olhe para a estrutura produtiva, e [defina] quais são os setores onde nós vamos entrar e onde o Brasil tem competitividade.

Isso tem a ver com a agenda de desenvolvimento do país. É preciso olhar pela ótica do emprego, de maneira combinada a transição climática, soberania e vários outros objetivos que tem uma política industrial.

Também tem que olhar pelo lado da própria educação. Porque, às vezes, os diplomas que estão sendo dados não são compatíveis com a estrutura produtiva.

Então, [é preciso pensar] como você integra mais o Sistema S, as universidades, os institutos federais a essa estratégia. Para que as pessoas se eduquem também onde há oportunidades.

BBC News Brasil – A professora Rosana Pinheiro Machado tem escrito sobre como a direita radical tem mobilizado essa nova classe trabalhadora plataformizada por meio das redes digitais, com discurso particularmente direcionado para os microempreendedores e trabalhadores informais. Na sua visão, é possível reconquistar esses trabalhadores para o campo democrático através de medidas econômicas?

Carvalho – Em alguns casos, esses são indivíduos que estão nesses trabalhos porque não têm outro, mas em muitos casos são pessoas que hoje valorizam algum grau de autonomia sobre o seu tempo. Até porque a sua alternativa seria estar numa escala 6×1, onde esse tempo não existe.

Então a própria escala 6×1 é uma agenda que ajuda. O outro lado é, claro, proteção. Então, como essas pessoas vão ter acesso a proteção social caso elas percam empregos. Acho que tem toda uma agenda de regulação do setor que faz sentido.

Mas, uma terceira parte, que eu acho que é pouco falada, é que esse setor depende muito de uma macroeconomia que vai bem. Quando a economia vai mal, os primeiros a sofrerem são esses trabalhadores que ou são precarizados, pois estão em empregos informais, ou são plataformizados.

É um setor muito dependente de PIB e de desemprego baixo. Então a forma de entregar uma melhora substantiva para esses trabalhadores é ter uma economia que cresce. Essa é a principal.

A gente precisa ter um ciclo de crescimento mais longo, mais robusto, com redistribuição de renda, para conseguir ver indicadores melhores de percepção das pessoas sobre a economia.

BBC News Brasil – Você sempre esteve próxima dos governos petistas, mas nunca assumiu um cargo no Executivo. Tem esse desejo num eventual governo Lula 4?

Carvalho – Eu sou uma professora universitária, fico muito confortável na posição de analista da política econômica brasileira.

Estando fora, a gente contribui para essa compreensão, essa análise dos fenômenos, com diálogo permanente com aqueles que estão [dentro do governo] fazendo. Então, eu sempre fiquei muito confortável nessa posição.

Nesse momento, estou mais pensando em escrever um novo livro, como foi o Valsa Brasileira, que analise esse novo ciclo necessário de prosperidade econômica no país. Qual é essa agenda de prosperidade econômica que possa nos ajudar a superar esses desafios novos, com os limites todos. Como abrir as frestas necessárias para conseguir implementar e adotar essas agendas.

Há 27 minutos Economia Mais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 4 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 22 minutos Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 22 minutosO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 22 minutosKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 1 hora Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 1 horaParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 2 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 2 horasGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A economista que tenta entender a insatisfação dos brasileiros sob Lula: ‘Redes sociais criam desejos de consumo para além do crescimento da renda’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

A economista Laura Carvalho analisa o descompasso entre os resultados macroeconômicos positivos do governo Lula e a percepção de piora na economia por 44% da população.

Segundo Carvalho, a insatisfação é motivada pela inflação persistente, comparação com os anos 2000, desejos de consumo inflados pelas redes sociais e frustração de jovens escolarizados.

A pesquisadora aponta que as redes sociais globalizaram as aspirações de consumo, gerando frustração em uma nova classe média que já não se satisfaz com conquistas básicas.

Para reverter o cenário, a economista defende o crescimento do PIB, redistribuição de renda, taxação de grandes fortunas e a expansão de serviços públicos de qualidade.

Carvalho também destaca a necessidade de políticas industriais para gerar empregos qualificados, além de regulação e proteção social para os trabalhadores informais e de aplicativos.

'Debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza', defende professora Laura Carvalho, da FEA-USP e membro do 'Conselhão' de Lula — Foto: Arquivo pessoal via BBC

O desemprego está nas mínimas históricas (em 5,6% em maio deste ano, menor patamar para o mês desde o início da série histórica), a economia cresce acima das expectativas — 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025 — e 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024.

Ainda assim, 44% dos entrevistados na pesquisa Genial/Quaest de junho afirmam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 20% dizem que melhorou.

A economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão" de Lula, tem se dedicado a entender esse descolamento.

Como parte desse esforço, ela lançou recentemente o artigo "Paradoxos do Lulismo: a desconexão entre resultados macroeconômicos e percepção sobre a economia", em coautoria com seu marido e também economista Guilherme Klein Martins, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para a dupla de economistas, quatro fatores principais estariam por trás desse descompasso: a inflação e seus efeitos persistentes sobre o bem-estar; a comparação com o ciclo de mobilidade social dos anos 2000, durante os dois primeiros governos Lula; a mudança nos desejos de consumo da população, impulsionada em grande medida pelas redes sociais; e a frustração de uma geração escolarizada que não encontra empregos compatíveis com a sua formação.

"Com as redes sociais, as pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil", observa Carvalho, em entrevista à BBC News Brasil.

"Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí", afirma.

Para a professora da USP, esse é um dos fatores que talvez expliquem a diferença entre o sentimento da população nos anos 2000, durante os governos Lula 1 e 2, e no atual governo.

"Ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo", diz Carvalho.

Também diretora de Prosperidade Econômica e Climática da Open Society Foundation, Laura Carvalho lançou em 2018 o livro Valsa Brasileira, em que analisou os motivos que levaram a economia do país da prosperidade (2006-2010) a uma das piores recessões de sua história (2014-2017).

Na entrevista à BBC News Brasil, a economista analisa por que a desigualdade no Brasil segue sendo uma das maiores do mundo, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos. E propõe uma agenda para devolver o país a um novo ciclo de prosperidade.

Segundo ela, isso passa por uma expansão dos serviços públicos e diversificação da economia para gerar empregos qualificados para absorver a crescente população escolarizada. Mas também pelo avanço da agenda de tributação, iniciada com a reforma do Imposto de Renda.

"O debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza", defende.

"A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que a desigualdade se perpetue — e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo [de renda] é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual."

Carvalho destaca ainda o papel da dívida pública na perpetuação desse topo de riqueza. "O Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada", afirma.

"Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito", problematiza.

BBC News Brasil – O World Inequality Report 2026, divulgado no fim do ano passado pelo grupo de economistas ligados ao [economista francês Thomas] Piketty, mostrou que a desigualdade no Brasil segue entre as mais altas do mundo, e inclusive cresceu entre 2014 e 2024. Na sua visão, o que explica essa persistência da desigualdade no país, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos?

Laura Carvalho – Esse é o padrão da desigualdade brasileira, aliás, da América Latina. É uma das regiões mais desiguais do mundo e essa desigualdade é caracterizada por uma concentração muito alta da renda no topo da pirâmide — da renda e do patrimônio.

Já a desigualdade entre o meio e a base da pirâmide é relativamente pequena no Brasil. Conseguimos, inclusive, reduzir muito a desigualdade entre o meio e a base, com os programas sociais, com a valorização do salário mínimo, com o próprio dinamismo do mercado de trabalho, que vem acompanhado de crescimento do emprego, sobretudo para trabalhadores menos escolarizados.

Então, toda a redistribuição que a gente teve nos anos 2000 se deu entre esse meio e a base, onde a desigualdade já não era tão alta. Mas a desigualdade entre o topo e o meio não foi reduzida, ela se manteve elevada ao longo das últimas décadas.

A primeira vez que começamos a atacar essa característica, na verdade, foi agora, nesse terceiro mandato do presidente Lula. Quando ele, já desde a campanha, fala que é sobre "colocar o pobre no Orçamento, e o rico no Imposto de Renda".

Isso se refletiu na reforma do Imposto de Renda, não só pelo fato de se atribuir uma alíquota mínima para esse topo, mas a própria isenção para quem ganha até R$ 5 mil, com progressão até quem ganha R$ 7,5 mil, porque você está dando um benefício fiscal para quem está nesse meio.

Mas claro, isso é apenas uma medida. Ainda há muito o que avançar, porque, mesmo com a alíquota mínima de 10%, continuamos com esse topo pagando menos do que quem vem logo abaixo dele.

E não é só sobre taxação da renda, o debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza, porque taxar a renda pode até frear a concentração, mas não corrige o que historicamente acumulou.

A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que essa desigualdade se perpetue, e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual.

BBC News Brasil – Numa fala pública no fim do ano passado, o Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde [fundo de investimento conhecido por seu histórico de alto retorno aos investidores], falou que o governo Lula age como "pai dos pobres e mãe dos ricos", por conta do elevado gasto social, combinado a juros altos. Você concorda com essa avaliação?

Carvalho – Não que os juros sejam gerados pelo gasto social. Não acho que temos uma taxa de juros tão alta porque o governo está gastando muito, porque está gastando com benefícios sociais. Isso não tem evidência.

O nosso alto patamar de taxa de juros depende também do contexto internacional e de como os fluxos de capitais estão entrando ou saindo dos países em desenvolvimento. Hoje há um cenário de juros altos no mundo inteiro, com o Brasil sendo, claro, sempre um caso um pouco fora da curva. [Nota da redação: em junho, o Brasil ocupava o topo do ranking das economias com maior juro real do mundo, mesmo após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25% ao ano. No período recente, países com juros historicamente baixos ou zero elevaram suas taxas, em meio ao avanço global da inflação.]

Mas também temos uma meta de inflação muito mais baixa do que outros países emergentes [atualmente, a meta de inflação é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos].

Então, o que acho que é válido nessa comparação é que, de fato, o Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba sim, transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada. Isso sim é verdade.

Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito.

BBC News Brasil – Essa persistência da desigualdade se reflete, de alguma forma, no sentimento de mal-estar com relação à economia da população brasileira?

Carvalho – Temos visto no mundo todo, não só no Brasil, uma desconexão entre indicadores macroeconômicos e percepção das pessoas sobre economia. Inclusive durante o governo [Joe] Biden, nos Estados Unidos, se cunhou o termo vibesession, que é uma espécie de recessão de sentimento.

Então não é só aqui no Brasil, isso vem sendo observado ao redor do mundo, e o principal fator que tem sido trazido para explicar é a própria inflação. Vivemos um período no mundo inteiro de sucessivos choques inflacionários desde a pandemia, depois a guerra na Ucrânia, e agora um terceiro com a guerra no Irã.

Então uma sequência de choques econômicos de natureza distinta, mas que levaram a efeitos similares, de uma crise com inflação. O que torna mais difícil para os governos lidar, porque, em crises de outro tipo, como a de 2008, o governo faz o quê? Baixa a taxa de juros.

Hoje, nesses choques inflacionários, os governos atuam a partir do aumento de taxas de juros pelos bancos centrais e, com isso, têm menos espaço fiscal para ajudar a saída dessas crises.

Isso tem a ver com desigualdade, sim, no sentido de que a população que mais foi afetada, sobretudo em 2024, pelo choque de preços de alimentos, foram os 50% mais pobres que têm nesses produtos essenciais uma parte maior da sua cesta de consumo. E, de fato, a gente observa que, nas pesquisas eleitorais, esse ciclo de deterioração de percepção econômica coincide com um ciclo de queda na aprovação do governo.

Carvalho – A inflação não é suficiente para explicar, porque há um segundo ciclo de deterioração dessa percepção sobre a economia, que vem entre 2025 e 2026. Ela se dá na classe média, entre os mais ricos. Há o crescimento da renda, ela supera a inflação, então não é que as pessoas estão perdendo poder de compra. As pessoas estão ganhando poder de compra e a inflação tampouco foi expressiva para esse grupo dos mais ricos, considerando a cesta de consumo deles.

Então, a gente se debruça sobre outros fatores. E o principal, me parece, é que esse crescimento da renda se dá sobre níveis de renda muito deprimidos. A gente veio de um período de uma década com pouquíssimo crescimento da renda per capita, então só em 2024 as pessoas recuperam a renda que elas tinham lá em 2014.

Então o crescimento não é tão robusto quanto foi o dos anos 2000 e ele se dá sobre uma memória de que você já foi mais próspero. E também o que se deseja mudou. A sociedade vai mudando e querendo acesso a outras coisas.

BBC News Brasil – Você tem falado nessa questão do "consumo aspiracional" e isso, inclusive, entrou no radar da equipe econômica do governo. Por que isso virou uma preocupação?

Carvalho – Isso é um fenômeno novo que tem sido estudado. Em particular, o efeito das redes sociais sobre o consumo aspiracional.

Porque consumo aspiracional sempre fez parte da teoria econômica. Há muito tempo, o economista James Duesenberry olhava para essa questão. Como, na verdade, as pessoas não consomem só baseadas na própria renda. É claro, sempre que a renda delas cresce, elas consomem mais. Mas elas também acabam consumindo emulando o consumo de outros, sobretudo daquelas classes que elas aspiram ser.

E elas então se comportam e têm os seus desejos de consumo pautados por aquilo, mesmo se a renda delas é insuficiente, o que, claro, está por trás de dinâmicas frequentes de endividamento. Porque quando há algum descompasso entre aquilo que você ganha e aquilo que você deseja consumir, o que cobre o resto acaba sendo o crédito. Isso sempre foi verdade, isso não é novo.

Mas, claro, as redes sociais mudam muito essa dinâmica. Esse "efeito demonstração" de consumo ocorre de uma forma muito diferente com a presença das redes. As pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil.

Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí.

Muitos estudos mostram que as pessoas se frustram também pelo fato de estarem vendo essa ostentação, que não é só a ostentação de bens de luxo, mas também do que as pessoas fazem com seu tempo livre, a viagem, o lazer. Consumo não é só coisas, é um padrão de vida.

Acho que isso talvez traga um dos elementos da diferença entre o que foram os anos 2000 para o governo Lula 1, Lula 2, e o que vem sendo esse governo.

Porque, ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo.

Carvalho – Pelo fato de a renda ter ficado estagnada durante tanto tempo, vai levar tempo. Precisamos chegar num ponto em que as pessoas se sintam satisfeitas, que o salário no fim do mês seja suficiente para dar vazão àquilo que elas entendem como um padrão de vida confortável.

Primeiro, a economia tem que crescer muito mais e o nível de renda tem que subir. O PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] continua importando e muito.

E a renda tem que ser redistribuída. Quanto mais desigualdade, mais difícil é a gente chegar nesse ponto em que a maior parte da sociedade brasileira consiga se beneficiar desse crescimento.

E terceiro, tem toda uma agenda de serviços públicos, porque nem toda inclusão se dá com renda direta para as pessoas. Elas também podem gastar menos da sua renda com serviços privados, porque têm acesso a serviços públicos de maior qualidade. Um plano de saúde que deixa de ser necessário porque o SUS atende, ou uma educação privada que deixa de ser necessária porque o sistema de educação atende. Isso já libera muita margem para que as pessoas deem vazão às suas ambições e aspirações.

E um tempo menor no transporte público. Isso é uma mudança de qualidade de vida que também contribui para deixar as pessoas mais próximas de um padrão de vida que elas desejam.

BBC News Brasil – Você cita a expansão dos serviços públicos como um dos itens dessa receita, como fazer isso num quadro de restrição fiscal, sem aumentar ainda mais os juros que alimentam a desigualdade?

Carvalho – A gente defende que seja dado sequência à agenda de tributação. E aí não é só sobre cobrar mais impostos progressivos, mas também sobre subsídios. Os gastos tributários, que hoje representam 6% do PIB, também contribuem para a desigualdade. São deduções que não estão perseguindo nenhuma agenda específica, que foram sendo expandidas por influência dos setores beneficiados.

BBC News Brasil – Mas é possível abrir espaço fiscal só via tributos? Ou reformas estruturais também podem ser necessárias, como uma reforma administrativa?

Carvalho – Temos que continuar avançando em eficiência no gasto, nos serviços. Essa é uma agenda que temos visto nesse governo, com digitalização dos serviços. Para que um mesmo real gasto no sistema de saúde, no sistema de educação, atinja uma qualidade maior, atinja mais gente.

Agora, não me parece que a gente vai conseguir chegar num objetivo de serviço público de maior qualidade, achando que o grande inimigo do Orçamento são as pessoas que estão trabalhando na prestação desses serviços.

Tampouco acho que cortar benefício social [seja a solução], apesar de, claro, poder haver uma discussão sobre integração, sobre racionalização dos benefícios, que de fato são muitos, e são sobrepostos muitas vezes. Acho que isso é válido.

BBC News Brasil – Você também tem citado como um dos fatores dessa frustração dos brasileiros, as gerações escolarizadas que não encontram empregos compatíveis. Por que isso está acontecendo? E como você vê o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos, isso pode agravar esse quadro?

Carvalho – O Brasil, nos primeiros ciclos de governos do PT, expandiu muito o nível educacional, deu acesso a [educação de] nível superior para filhos de famílias que nunca tiveram. Isso tanto pelo Fies, quanto pelo Prouni, quanto pela própria expansão das universidades federais.

Passamos a ter uma geração inteira de pessoas com diploma universitário que hoje procuram empregos num nível de qualificação maior do que os seus pais tinham. E os empregos que estamos gerando são de um salário mínimo e em setores de serviços de baixa qualificação.

Então, há um certo descompasso entre os empregos gerados e aqueles que as pessoas querem e têm qualificação para ter. Isso já vem sendo observado há algum tempo. Na última década, aumentou muito o percentual de pessoas que estão em empregos que requerem um nível educacional menor do que o que elas têm.

Carvalho – Isso vem sendo debatido ao redor do mundo e demanda um tipo de política que olhe para a estrutura produtiva, e [defina] quais são os setores onde nós vamos entrar e onde o Brasil tem competitividade.

Isso tem a ver com a agenda de desenvolvimento do país. É preciso olhar pela ótica do emprego, de maneira combinada a transição climática, soberania e vários outros objetivos que tem uma política industrial.

Também tem que olhar pelo lado da própria educação. Porque, às vezes, os diplomas que estão sendo dados não são compatíveis com a estrutura produtiva.

Então, [é preciso pensar] como você integra mais o Sistema S, as universidades, os institutos federais a essa estratégia. Para que as pessoas se eduquem também onde há oportunidades.

BBC News Brasil – A professora Rosana Pinheiro Machado tem escrito sobre como a direita radical tem mobilizado essa nova classe trabalhadora plataformizada por meio das redes digitais, com discurso particularmente direcionado para os microempreendedores e trabalhadores informais. Na sua visão, é possível reconquistar esses trabalhadores para o campo democrático através de medidas econômicas?

Carvalho – Em alguns casos, esses são indivíduos que estão nesses trabalhos porque não têm outro, mas em muitos casos são pessoas que hoje valorizam algum grau de autonomia sobre o seu tempo. Até porque a sua alternativa seria estar numa escala 6×1, onde esse tempo não existe.

Então a própria escala 6×1 é uma agenda que ajuda. O outro lado é, claro, proteção. Então, como essas pessoas vão ter acesso a proteção social caso elas percam empregos. Acho que tem toda uma agenda de regulação do setor que faz sentido.

Mas, uma terceira parte, que eu acho que é pouco falada, é que esse setor depende muito de uma macroeconomia que vai bem. Quando a economia vai mal, os primeiros a sofrerem são esses trabalhadores que ou são precarizados, pois estão em empregos informais, ou são plataformizados.

É um setor muito dependente de PIB e de desemprego baixo. Então a forma de entregar uma melhora substantiva para esses trabalhadores é ter uma economia que cresce. Essa é a principal.

A gente precisa ter um ciclo de crescimento mais longo, mais robusto, com redistribuição de renda, para conseguir ver indicadores melhores de percepção das pessoas sobre a economia.

BBC News Brasil – Você sempre esteve próxima dos governos petistas, mas nunca assumiu um cargo no Executivo. Tem esse desejo num eventual governo Lula 4?

Carvalho – Eu sou uma professora universitária, fico muito confortável na posição de analista da política econômica brasileira.

Estando fora, a gente contribui para essa compreensão, essa análise dos fenômenos, com diálogo permanente com aqueles que estão [dentro do governo] fazendo. Então, eu sempre fiquei muito confortável nessa posição.

Nesse momento, estou mais pensando em escrever um novo livro, como foi o Valsa Brasileira, que analise esse novo ciclo necessário de prosperidade econômica no país. Qual é essa agenda de prosperidade econômica que possa nos ajudar a superar esses desafios novos, com os limites todos. Como abrir as frestas necessárias para conseguir implementar e adotar essas agendas.

Há 32 minutos Economia Mais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 5 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 27 minutos Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 27 minutosO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 27 minutosKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 1 hora Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 1 horaParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 2 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 2 horasGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano Fundada por dois pesquisadores da USP, startup usa inteligência artificial para transformar dados climáticos em previsões que ajudam empresas a reduzir riscos e evitar perdas. Por PEGN

Dois pesquisadores transformaram estudos sobre clima e inteligência artificial em uma startup focada na previsão de riscos climáticos.

A empresa recebeu aporte de R$ 1 milhão, conta com 30 funcionários e atende setores como energia, agro, seguros e infraestrutura.

A tecnologia alcança até 90% de precisão em previsões de curto prazo e pode projetar tendências climáticas para até 30 anos.

Com faturamento anual de R$ 3 milhões, a startup ajuda empresas a reduzir riscos e se preparar para os impactos das mudanças climáticas.

Para ajudar empresas a se prepararem para esse cenário, dois pesquisadores transformaram anos de estudos em uma startup que utiliza inteligência artificial para prever riscos climáticos e apoiar a tomada de decisões em diversos setores da economia.

Os sócios Thomas Martin e Gabriel Perez se conheceram durante o doutorado. Enquanto Thomas, francês, estudava clima na Universidade de São Paulo (USP), Gabriel se preparava para seguir seus estudos na Inglaterra.

Em comum, os dois compartilhavam o interesse pelo uso de ferramentas de aprendizado de máquina — hoje popularizadas sob o guarda-chuva da inteligência artificial — aplicadas à meteorologia e ao clima.

A empresa começou a tomar forma a partir de pesquisas iniciadas ainda na década passada, quando o uso de IA para previsões climáticas era pouco explorado no Brasil.

Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano — Foto: Reprodução/PEGN

Com apoio de programas de inovação financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a startup recebeu aportes que somam cerca de R$ 1 milhão para desenvolver soluções voltadas inicialmente ao setor elétrico.

Hoje, a companhia conta com uma equipe de 30 profissionais e atende empresas dos setores de energia, agronegócio, seguros, infraestrutura e logística.

O objetivo não é apenas informar se vai chover ou fazer calor, mas traduzir dados climáticos em informações úteis para os negócios.

No agronegócio, por exemplo, os modelos ajudam a estimar produtividade e riscos para diferentes culturas.

Já no setor de energia, as previsões auxiliam empresas a entenderem como condições climáticas podem impactar a geração elétrica.

Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano — Foto: Reprodução/PEGN

Há ainda aplicações voltadas à previsão de alagamentos, deslizamentos, quebra de safra e oscilações de preços.

A tecnologia desenvolvida pelos empreendedores alcança até 90% de precisão em previsões de curto prazo e cerca de 70% em projeções de longo prazo, que analisam tendências climáticas para períodos mais extensos.

O principal sistema da empresa recebeu o nome de Raoni, em homenagem ao líder indígena Raoni Metuktire.

Alimentado diariamente por dados de satélites, estações meteorológicas e outras fontes de monitoramento, o modelo processa informações do planeta inteiro para gerar previsões que podem chegar a até 30 anos.

Entre os clientes estão concessionárias rodoviárias e empresas da construção civil. Em rodovias, os alertas ajudam a monitorar áreas de risco e antecipar ações preventivas diante de eventos climáticos extremos.

Já em grandes obras, as previsões auxiliam no planejamento de atividades ao ar livre, reduzindo atrasos e prejuízos causados por chuvas ou ventos fortes.

Com faturamento anual de aproximadamente R$ 3 milhões, a startup aposta no avanço da inteligência climática como ferramenta estratégica para empresas que precisam lidar com os impactos das mudanças do clima.

Para os fundadores, a demanda por esse tipo de solução tende a crescer à medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e afetam um número cada vez maior de setores da economia.

📍 Endereço: Rua Pais Leme, 215, conjuntos 2210 e 2211 – Pinheiros, São Paulo/SP – CEP: 05424-150📞 Telefone: (11) 99941-9894📧 E-mail: product@meteoia.com🌐 Site: meteoia.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/meteoia

Há 31 minutos Economia Mais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 5 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso o país tente assassiná-lo

Há 27 minutos Mundo EUA suspeitam de disputa entre líderes iranianos linha-duraHá 27 minutosO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 27 minutosKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 1 hora Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 1 horaParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 2 horas Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 2 horasGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Financiamento ou armadilha? Saiba diferenciar uma dívida boa de uma dívida ruim

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 02:49

g1 explica Financiamento ou armadilha? Saiba diferenciar uma dívida boa de uma dívida ruim No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros.

Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer.

Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Há 2 horas Política Presidente do TCU diz que aprovou gratificação com ‘vontade’ Há 2 horasMais de 60 países convidadosGoverno Trump convida Brasil para evento contra a ‘extrema esquerda’

Há 4 horas Mundo ‘Mil mísseis estão prontos’Trump ameaça destruir o Irã caso país tente assassiná-lo

Há 1 hora Mundo Irã nega ter solicitado negociações com os EUA e contradiz TrumpHá 1 horaO que muda no Irã com Mojtaba Khamenei no lugar do paiHá 1 horaKauana Bilhar Modelo brasileira que caiu de prédio em Dubai era ‘leal e doce’, diz amigo

Há 8 minutos Santa Catarina Influenciadora e gaúcha: saiba quem era a modelo que morreuHá 8 minutosParanáMulher morta pelo companheiro foi atingida por 28 facadas

Há 44 minutos Campos Gerais e Sul Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar vítimaHá 44 minutosGoiásMenino encontrado trancado em apartamento pedia socorro pela janela

0

PREVIOUS POSTSPage 1 of 2NO NEW POSTS