Negócios
BC lança sistema que pode baratear juros em mercado trilionário de antecipação de vendas a prazo para empresas
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
BC lança sistema que pode baratear juros em mercado trilionário de antecipação de vendas a prazo para empresas
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 03:49
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por
O Banco Central lançou neste mês um sistema de registro de duplicatas escriturais. A medida visa baratear juros e ampliar a concorrência na antecipação de vendas a prazo.
A operação de antecipação permite que empresas transformem em dinheiro imediato valores futuros. Elas pagam uma taxa para obter os recursos antes do prazo com instituições financeiras.
Com o novo sistema, financiadores verificarão com mais segurança quem detém os direitos dos recebíveis. O Banco Central espera que a mudança aumente a oferta de crédito corporativo.
O modelo utiliza boletos dinâmicos para enviar o pagamento do cliente diretamente à instituição financiadora. O processo reduz riscos de erros e eleva a segurança das transações.
As empresas poderão comparar ofertas de diferentes instituições financeiras. Atualmente, os negócios que emitem boletos enfrentam maior dependência do banco emissor para conseguir crédito.
O Banco Central (BC) lançou neste mês um sistema para registrar as chamadas duplicatas escriturais, um tipo de documento digital que comprova que uma empresa tem valores a receber de vendas feitas a prazo.
A medida busca ampliar a concorrência e reduzir os custos no mercado de antecipação de recebíveis, operação de crédito usada por empresas para transformar em dinheiro imediato valores que só receberiam no futuro.
Empresas do setor privado, como B3, Cerc e Núclea, foram autorizadas a fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas. A expectativa é que o sistema, supervisionados pelo Banco Central, esteja em pleno funcionamento até o fim deste ano.
🔎 Nas vendas a prazo, a empresa entrega o produto ou presta o serviço, mas recebe o pagamento apenas depois. Se precisar de dinheiro antes, ela pode antecipar esse valor junto a um banco ou instituição financeira, pagando uma taxa pela operação.
Com o novo sistema, diferentes instituições poderão verificar com mais segurança quem tem direito a receber esses valores (entenda como vai funcionar abaixo).
A expectativa do Banco Central é que isso aumente a concorrência entre financiadores e ajude a reduzir os juros cobrados das empresas.
O mercado de "antecipação de recebíveis" tanto do comércio quanto das incorporadoras imobiliárias tem alto potencial.O fluxo de vendas a prazo, segundo o Banco Central, é de cerca de R$ 10 trilhões por ano, considerando as notas fiscais emitidas.
Ao aumentar a concorrência, o novo sistema de escrituração autorizados pelo Banco Central nesta semana pode possibilitar menores taxas de juros e maior disponibilidade de crédito para as empresas.
"Do ponto de vista fornecedor, vai ser algo extremamente simples, como apertar uma tecla e dizer: eu deixo tal banco ver minhas duplicatas. Todo mundo vai ver, e aí vai ter uma negociação que eles vão mandar cotações [taxas de juros] para esse fornecedor. Até a hora que ele defina com quem ele quer fazer negociação. Uma vez feita essa negociação, aí você vai ter o boleto dinâmico", explicou Ricardo Vieira Barroso, chefe de Divisão no Departamento de Normas do BC, ao g1 em 2025.
O sistema autorizado pelo Banco Central, ligados aos chamados "boletos dinâmicos", vai garantir que o dinheiro pago pelo cliente seja enviado diretamente à instituição financeira que antecipou os recursos para a empresa. Isso reduz o risco de erros e aumenta a segurança das operações.
Além disso, o novo modelo permitirá que as empresas comparem ofertas de diferentes instituições financeiras e escolham aquela que cobrar os menores juros para antecipar seus recebíveis.
Hoje, sem os boletos dinâmicos, empresas que vendem produtos e serviços por boleto, incluindo incorporadoras imobiliárias, costumam ficar mais dependentes da instituição que emitiu o documento.
Na prática, se a empresa emitiu os boletos por meio do banco X, pode enfrentar mais dificuldades para buscar crédito ou antecipar esses valores em outra instituição, o que reduz a concorrência e limita as opções de financiamento.
O processo começa com uma prestação de serviço ou venda a prazo, que gera um valor a receber pelo fornecedor. A partir dessa operação, é emitido o documento fiscal eletrônico e, em seguida, a chamada "duplicata escritural", que existe apenas em formato digital.Essa duplicata é então escriturada e registrada em sistemas eletrônicos autorizados pelo Banco Central, o que garante que o crédito é válido, único e rastreável. Em seguida, o comprador pode confirmar (ou, em alguns casos previstos em lei, não precisa confirmar) a obrigação de pagamento.Com a duplicata registrada, o fornecedor pode antecipar esse valor ao negociar com bancos, 'fintechs' ou outros financiadores. Nessa etapa, ocorre a formalização da operação e a liberação dos recursos para o fornecedor.O comprador é informado sobre a negociação e realiza o pagamento normalmente, por meio de boleto, PIX ou outro instrumento. Os sistemas de escrituração e pagamento atuam de forma integrada para direcionar corretamente o valor pago ao verdadeiro credor.Ao final, o pagamento (feito a prazo) é liquidado (para a instituição financeira que antecipou os valores), encerrando o ciclo da duplicata de forma segura.A transição para o novo modelo inclui um processo chamado "tombamento', que permite levar para o sistema eletrônico os contratos já existentes entre financiadores e fornecedores. Assim, esses contratos continuam válidos e passarão a produzir efeitos nos sistemas de escrituração e registro.
"Tem várias entidades no mercado que querem comprar aquele direito, pagar ao vendedor, inclusive aceitam receber menos taxas de juros. Mas elas se sentem inseguras em comprar aquilo. Quem está comprando, tem que ter certeza que vai receber aquele recurso. Dá segurança a quem compra e barateia o juro a quem vende o direito. As duas pontas são melhor atendidas", explicou Evaristo Donato Araújo, chefe de Divisão do Denor, do BC, ao g1 no ano passado.
Há 1 hora Economia Digital de TrumpDocumento do tarifaço menciona presidente dos EUA mais de dez vezes
Frase de que há uma “determinação específica do Presidente” foi usada várias vezes, o que para o governo reforça a percepção de que o processo foi político.
Há 3 horas Economia No alvo 🎯Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul
Há 25 minutos Economia PIX, STF, redes sociais: os argumentos do governo do Brasil contra o tarifaço Há 25 minutosAlckmin diz que governo apoiará empresas afetadas e fala em usar reciprocidade contra os EUA
Há 6 horas Jornal Nacional Mauro Vieira diz que Rubio ataca Lula com grosseria e arrogânciaHá 6 horasCaiado critica fala de Rubio sobre Lula: ‘declaração infeliz’Há 6 horasHugo Motta defende uso da reciprocidade no caso do tarifaçoHá 6 horasServiços financeirosGoogle restringirá anúncios para combater fraudes digitais
Há 45 minutos Política Oriente MédioVídeos mostram destruição de pontes em cidades no Irã; sete morrem nos ataques
Há 36 minutos Mundo Outdoor no Irã mostra Trump em caixão e faz ameaçasHá 36 minutosChina e Paquistão pedem cessar-fogo e retomada das negociações entre EUA e IrãHá 36 minutosR$ 350 milhõesGrupo do deputado Rafael Nobre fraudou para ganhar 45 contratos, diz MP-RJ
