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Petróleo dispara e chega a maior preço desde junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 22:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

Os preços do petróleo subiu neste domingo (19) e chegou no patamar mais alto desde junho. O preço do barril tipo Brent ultrapassou os U$D 90 (cerca de R$ 460,53) na abertura dos mercados de negociação.

Na sexta-feira (17), o barril do Brent, referência internacional da commodity, avançou 2,86%, e chegou a ser cotado a US$ 86,64. Com isso, acumulava ganhos de mais de 13% na semana até aquele momento e caminhava para registrar a maior alta semanal desde abril, quando os preços da commodity subiram 16,5% na semana encerrada em 24 de abril.

Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 3,15%, a US$ 81,44 o barril. Na semana, o contrato acumulava ganhos de 12,4% até sexta.

Os preços são impulsionados pelos temores em relação ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

A passagem foi bloqueada pelo Irã em retaliação aos ataques realizados pelos EUA nos últimos dias. Em meio à escalada das tensões, o presidente americano, Donald Trump, também retomou restrições às embarcações iranianas que utilizam o estreito.

Neste domingo, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã, pela nono dia consecutivo. Os ataques ocorrem após a morte de três militares americanos no conflito nos últimos dias.

Ainda no domingo, dois petroleiros explodiram enquanto atravessavam o canal. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, dois navios se envolveram em um "acidente" e outros dois desistiram de cruzar a rota.

Segundo o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio. Isso indica que o conflito pode se intensificar em breve.

Essa escalada ocorre depois de que dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia, disse o Centcom sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira (17). No sábado, um terceiro militar morreu no norte do Iraque após da detonação controlado de uma munição não detonada.

Anteriormente, Trump chegou a considerar a cobrança de um pedágio de 20% sobre cargas transportadas por navios que circulassem pelo estreito, mas recuou e disse que buscaria acordos comerciais e de investimento com "vários países" do Golfo Pérsico.

A escalada do conflito voltou a aumentar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, em um momento de estoques reduzidos e demanda elevada.

O temor dos investidores é que a alta do petróleo continue a pressionar os preços dos combustíveis e contribua para uma aceleração da inflação global, com reflexos sobre os juros e o crescimento econômico de diversos países.

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Shakira, Justin Bieber, BTS, Chris Martin do Coldplay e Jason Sudeikis de ‘Ted Lasso’ também participaram.

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Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 11:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 35 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3033 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (19), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 35 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.

A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Mega-Sena pode pagar R$ 35 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 08:52

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 35 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo ​Sorteio marca mudança de horário adotada pela Caixa. Apostas simples puderam ser efetuadas até as 22h de sábado. Já os Bolões CAIXA nos canais eletrônicos ocorrem até as 10h45. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 35 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (19), em São Paulo.

🔎 Nesta semana, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.

A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 07:57

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra no interior de SP Tempestades de vento e granizo derrubaram frutos das plantas; contato com terra molhada prejudica sabor e reduz valor da saca. Perdas financeiras em fazendas da região chegam a R$ 7 mil por hectare. Por Nosso Campo, TV TEM

Temporais com granizo e ventos fortes castigam as lavouras de café em Garça (SP). Os cafeicultores locais aceleram o trabalho para salvar a safra deste ano.

As fortes tempestades derrubam os grãos na terra úmida. O fenômeno reduz a qualidade da bebida e atrasa o andamento das atividades no campo.

O produtor José Carlos de Morais Filho relata que 40% de sua produção de 370 mil pés caiu no chão. O prejuízo dele é estimado em R$ 700 mil.

A cafeicultora Ellaritta Crude projeta uma perda semelhante de 40% em seus 450 hectares cultivados. O prejuízo estimado é de R$ 7 mil por hectare.

Para evitar perdas maiores com novas frentes frias, produtores intensificaram o uso de maquinário. A colheita manual emergencial também foi adotada para salvar os frutos.

Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra — Foto: TV TEM/Reprodução

As instabilidades climáticas provocadas pelo excesso de chuvas, ventos fortes e quedas de granizo estão castigando as lavouras de café e provocando prejuízos em Garça (SP).

Com as tempestades, os grãos caem dos galhos e entram em contato direto com a terra úmida, o que prejudica a qualidade da bebida e atrasa os trabalhos.

Nas principais propriedades da região, os cafeicultores relatam perdas de quase metade da safra antes mesmo do fim da colheita. É o caso do produtor José Carlos de Morais Filho, que gerencia uma plantação com 370 mil pés de café. Segundo ele, 40% da produção já está caída no chão.

Com a desvalorização do grão que teve contato com a terra, José estima uma perda de R$ 400 por saca, o que deve gerar um prejuízo final de cerca de R$ 700 mil.

A produtora Ellaritta Crude também projeta uma perda de 40% da safra em seus 450 hectares. A área é cultivada no sistema de sequeiro (que depende exclusivamente da água das chuvas para irrigação). O prejuízo é calculado em R$ 7 mil por hectare prejudicado.

Para mitigar os estragos, o maquinário entrou em operação de forma intensiva nos cafezais para recolher o máximo de grãos das árvores antes da chegada de novas frentes frias. Outra alternativa encontrada foi o uso emergencial da colheita manual.

Embora o processo manual seja mais lento e oneroso para o caixa do produtor, ele tornou-se a única alternativa viável para salvar os frutos maduros que resistiram à força das tempestades.

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 07:57

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado Programa deste domingo (19) ensina a preparar um delicioso cupim casqueirado. Por Nosso Campo, TV TEM

Limpe a peça, retirando a capa de pele mais dura ;Em uma churrasqueira, com o fogo alto, leve o cupim, no espeto, para a brasa, com a peça mais afastada do fogo;Quando a peça estiver levemente assada, a aproxime mais do fogo;Asse a peça até que esteja bem dourada, levando em torno de 15 minutos;Jogue sal por cima;Com uma faca bem amolada, corte a peça em fatias bem finas: Sirva com mandioca, vinagrete, salada, farinha e molho de tomate com cebola e cheiro verde.

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Pane geral? Facebook e Instagram apresentam instabilidade em vários países neste domingo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 06:54

Tecnologia Pane geral? Facebook e Instagram apresentam instabilidade em vários países neste domingo Usuários relataram problemas de acesso aos serviços da Meta. A falha ganhou repercussão na imprensa internacional, com diferentes países enfrentando dificuldades em acessar sites e aplicativos. A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Por Redação g1 — São Paulo

As redes sociais Instagram e Facebook, da Meta, apresentaram uma instabilidade global neste domingo (19). Usuários de diferentes países relataram problemas tanto nos aplicativos quanto nas versões web das plataformas.

No Brasil, segundo o DownDetector, plataforma que monitora interrupções em serviços online, o Instagram registrava mais de 500 reclamações por volta das 6h. Já o Facebook acumulava mais de 100 relatos de problemas.

Ainda de acordo com o site, a instabilidade nas duas plataformas atingiu diversos países. Até as 4h46 (horário de Brasília), mais de 4 mil reclamações haviam sido registradas nos Estados Unidos relacionadas ao Facebook. Desse total, 63% dos usuários relatavam dificuldades para acessar a plataforma.

O Instagram, por sua vez, acumulava mais de 2,8 mil relatos de falhas nos Estados Unidos por volta das 5h20. Segundo a Reuters, o acesso às duas plataformas também apresentava intermitências em Singapura.

No X, internautas de diferentes países relataram problemas de acesso às plataformas. A falha também ganhou repercussão na imprensa internacional, com veículos da Índia, do Reino Unido, do Catar, da Grécia e de Israel, por exemplo, noticiando episódios de instabilidade.

Nas redes sociais, internautas de vários países relatavam problemas. Veja algumas das publicações:

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Há 7 minutos Jornal Nacional Aos 19, Lamine Yamal leva talento e personalidade à finalHá 7 minutosPor que o hino da Espanha não tem letra? A história da Marcha Real

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Há 25 minutos Mundo Líder supremo pede união ao Irã para enfrentar ataquesHá 25 minutosVÍDEO mostra ataque do Irã a base dos EUA na Jordânia

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‘Celular do Messi’: empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Tecnologia 'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil Aparelho com a imagem do argentino é um Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda será lançado pela Samsung. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há um iPhone 17 Pro vendido por cerca de R$ 58 mil. Por Redação g1 — São Paulo

Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil.

O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.

Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.

A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).

A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.

A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português.

As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.

O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.

Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo.

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‘Celular do Messi’: empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Tecnologia 'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil Aparelho com a imagem do argentino é um Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda será lançado pela Samsung. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há um iPhone 17 Pro vendido por cerca de R$ 58 mil. Por Redação g1 — São Paulo

Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil.

O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.

Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.

A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).

A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.

A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português.

As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.

O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.

Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo.

Há 11 horas Mundo Trump lamenta morte de militares dos EUA: ‘Muito triste’Há 11 horasEUA emitem alerta global de segurança para americanosHá 11 horasGuerra na UcrâniaMísseis russos atingem Kiev, matando uma pessoa e ferindo 13

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Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Agro Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras Maior parceiro comercial do Brasil, país asiático comprou quase US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em 2025, mas desaceleração econômica e barreiras comerciais reduzem espaço para compensar perdas nos EUA Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa.

Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior.

"Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate.

"O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.

Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities.

🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês.

"Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados.

"A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente."

A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa.

Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.

Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores.

Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores.

💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. — Foto: Reuters

Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial.

"A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês.

"A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa.

🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética.

Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil.

Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica.

Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China.

"O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas.

Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras.

"A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."

O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores.

"É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma.

Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Agro Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras Maior parceiro comercial do Brasil, país asiático comprou quase US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em 2025, mas desaceleração econômica e barreiras comerciais reduzem espaço para compensar perdas nos EUA Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa.

Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior.

"Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate.

"O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.

Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities.

🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês.

"Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados.

"A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente."

A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa.

Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.

Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores.

Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores.

💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. — Foto: Reuters

Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial.

"A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês.

"A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa.

🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética.

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Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China.

"O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas.

Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras.

"A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."

O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores.

"É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma.

Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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