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Instagram fora do ar? Rede social apresenta instabilidade nesta quarta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 12:53

Tecnologia Instagram fora do ar? Rede social apresenta instabilidade nesta quarta-feira Downdetector, que monitora serviços digitais, registrou aumento de notificações sobre falhas na plataforma ao longo da manhã Por Redação, g1 — São Paulo

O Instagram apresenta instabilidade na manhã desta quarta-feira (22). De acordo com dados do site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços digitais, o sistema registrou 861 notificações de mau funcionamento por volta das 11:30h desta manhã.

Nas redes sociais, os usuários da plataforma relataram diversos problemas principalmente relacionados ao direct, confira:

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Tarifaço dos EUA: setor de cargas diz que medida de Trump é ‘política’ e que responder da mesma forma pode piorar situação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 11:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%Oferecido por

O setor de cargas e logística afirmou nesta quarta ver com 'muita preocupação' os desdobramentos do tarifaço imposto pelos EUA.

Para Paulo Afonso Lustosa, da Fenatac, a medida norte-americana que entrou em vigor nesta quarta-feira (22) tem caráter mais político do que econômico.

Lustosa reuniu-se nesta quarta-feira (22) com o vice-presidente Alckmin. Ele disse que o Brasil deve buscar saída diplomática em vez de aplicar retaliações comerciais.

Apesar de ainda não haver números consolidados sobre prejuízos, a entidade alertou que os efeitos práticos da decisão serão sentidos de forma imediata.

O setor de transporte de cargas e logística afirmou nesta quarta-feira (22) que vê com "muita preocupação" os desdobramentos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump.

Para Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), a medida dos EUA, que entrou em vigor nesta quarta, tem mais caráter político do que econômico. Ele também avaliou que, se o Brasil responder na mesma moeda, a "situação pode piorar".

Lustosa participou nesta quarta-feira de uma reunião com integrantes da gestão Lula, como o vice-presidente Geraldo Alckmin. O governo tem ouvido setores afetados para elaborar medidas de reação ao tarifaço de Donald Trump.

Em entrevista após o encontro com Alckmin, o presidente da Fenatac disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade.

"O setor de transporte é uma atividade meio, uma ligação entre o setor industrial, que produz, e quem consome. Então na medida que a carga reduz, o nosso setor sofre", afirmou Lustosa.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação e aplicar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, o presidente da Fenatac alertou para os riscos de uma escalada na crise comercial.

Segundo ele, agir da mesma forma que os EUA pode agravar o conflito e piorar ainda mais a situação das empresas brasileiras.

Em vez de uma resposta retaliatória, Lustosa defende um canal permanente de diálogo entre o governo federal e o setor produtivo nacional para buscar uma solução negociada.

Embora o setor ainda não conte com números consolidados sobre o prejuízo financeiro ou o volume total de redução no fluxo de fretes, o presidente da entidade destacou que os efeitos práticos da medida serão sentidos de forma imediata na cadeia logística.

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Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 11:52

Carros Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões Batizado de 'Chassis 0', polêmica Ferrari elétrica será arrematada em benefício de uma fundação voltada à educação; esportivo tem pintura, itens e interior exclusivos. Por Redação g1

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA — Foto: Divulgação / RM Sotheby's

A primeira Ferrari Luce que saiu da linha de produção será leiloada na Califórnia, nos Estados Unidos.

O valor arrecadado no evento será repassado para uma fundação com foco em iniciativas de educação, que ainda será definida pela Fundação Ferrari.

A casa de leilões RM Sotheby's não divulgou estimativa de preço do arremate. O leilão será no dia 15 de agosto de 2026.

A expectativa é que, pelo valor histórico e exclusividade, esta Luce ultrapasse o preço de lançamento de US$ 650 mil (R$ 3,3 milhões, em conversão direta).

O esportivo causou polêmica recentemente por ser o primeiro 100% elétrico da história da marca. A controvérsia envolve o seu design, resultado de uma parceria com Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple.

Além de colecionar memes, a recepção do carro gerou forte impacto: as ações da Ferrari caíram 8% no dia do anúncio e, poucas semanas depois, o gerente de marketing deixou a companhia e foi substituído.

A Ferrari Luce "Chassis 0", primeira unidade de produção do modelo, traz uma configuração exclusiva desenvolvida pelo programa Ferrari Tailor Made em parceria com o Ferrari Design Studio, focada na utilização da cor branca e no trabalho com a luz.

Na parte externa, a carroceria recebe a pintura exclusiva Madreperla Semi-Gloss. A tinta utiliza um pigmento especial que gera reflexos, mudando de tom entre o verde e o violeta de acordo com a luz e o ângulo de visão.

O exterior também conta com rodas exclusivas, pinças de freio brancas sob medida e o logotipo da Ferrari aplicado sobre um fundo preto na porta na cor optical white, recurso criado especialmente para este exemplar.

No interior, o revestimento é em couro Le Mans na cor Perla, produzido a partir de couros suíços selecionados para refletir a luz na cabine. Pela primeira vez em um projeto da marca, os elementos secundários da cabine abandonam o acabamento preto tradicional e adotam a cor Grigio Corvara.

A Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h.

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA — Foto: Divulgação / RM Sotheby's

A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares em junho, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina.

Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos.]

Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.

A Ferrari precisou até vir a público explicar que não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo.

A afirmação na época foi de Enrico Galliera, até então diretor de marketing e comercial da Ferrari. Ele deixou a empresa nas semanas seguintes.

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Reforma tributária: governo adia para janeiro obrigação de pessoa física e produtor rural ter ‘CNPJ técnico’ e emitir nota fiscal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 11:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,24%Dólar TurismoR$ 5,273-0,06%Euro ComercialR$ 5,776-0,16%Euro TurismoR$ 6,0290,01%B3Ibovespa175.644 pts1,34%Oferecido por

Um decreto presidencial publicado no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quarta-feira (22) adia para janeiro de 2027 a obrigatoriedade das pessoas físicas, e dos produtores rurais, terem o chamado "CNPJ técnico" e, também, de emitirem a nota fiscal do novo imposto sobre o consumo — no âmbito da reforma tributária.

O "CNPJ técnico" é uma inscrição cadastral vinculada ao CPF de pessoas físicas que sejam contribuintes dos futuros impostos sobre o consumo (CBS e IBS).

Esse cadastro não corresponde à abertura de uma empresa nem transforma a pessoa física em pessoa jurídica.

Sua finalidade é identificar esses contribuintes nos sistemas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços, facilitando a emissão de documentos fiscais e a apuração dos novos tributos.

Com a mudança, as notas fiscais que não trouxerem preenchidos os campos dos futuros impostos sobre o consumo, a CBS federal e o IBS estadual, também não serão automaticamente rejeitadas pelo Fisco — algo que o governo já havia informado que também não cobraria das empresas.

ACIC e FGV promovem palestra com especialista em Reforma Tributária – Crédito: Divulgação. — Foto: ACIC e FGV promovem palestra com especialista em Reforma Tributária – Crédito: Divulgação.

Uma nova plataforma tecnológica inédita no mundo, 150 vezes maior do que o PIX, que já está em fase de testes, mas com funcionamento pleno previsto a partir do próximo ano, será responsável por operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços.

🔎 O novo sistema vai viabilizar e estruturar o pagamento dos futuros impostos sobre valor agregado (IVA), previstos na reforma tributária sobre o consumo – aprovada em 2024 pelo Congresso Nacional e sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já em fase de testes, o objetivo da Receita Federal é de que a plataforma esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota pequena de 1%, que será "destacada", ou seja, abatida em outros tributos).Segundo a Receita Federal, das 13,5 bilhões de notas fiscais emitidas neste ano, 7,4 bilhões já têm os impostos "destacados" (informados) de maneira voluntária pelas empresas.A partir de 2027, quando haverá extinção do PIS e da Cofins federais, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo.De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios).

Reportagem do g1 mostrou, em novembro, que a reforma tributária sobre o consumo está exigindo ações na área de processos de gestão e de sistemas de emissão da nota fiscal por parte das empresas como forma de evitar problemas a partir de 2026.

➡️Especialistas ouvidos relataram que as empresas despreparadas poderiam ter desde mercadorias paradas e incapacidade do contas a pagar, liquidar a fatura, até a possibilidade de a empresa não aproveitar os créditos tributários, gerando um impacto direto no fluxo de caixa.

➡️Já a Receita Federal negou que haverá um aumento de complexidade na emissão das notas fiscais, e também afastou interpretações de que poderá haver um cenário caótico para as empresas a partir de 2026.

Segundo o órgão, os campos das notas fiscais serão praticamente os mesmos de hoje, como: CNPJ ou CPF, de compradores ou vendedores, além da quantidade de produtos, valor da venda e códigos tributários, por exemplo.

Com a reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2024, serão gradualmente extintos, nos próximos anos, o PIS, a Cofins e o IPI (para a maior parte dos produtos) federais, além do ICMS estadual e do ISS municipal.

Em seu lugar, serão criados dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Eles funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, ou seja, eles serão não cumulativos. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, os impostos seriam pagos uma só vez por todos os participantes do processo.

Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que deverá ser dividido por toda a cadeia de produção (produtor, atacadista, distribuidor, varejista).

Outra mudança é que o tributo sobre o consumo (IVA) será cobrado no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas.

Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.

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Funcionários acusam Meta de usar IA em demissões, mas esbarram na falta de provas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 10:56

Tecnologia Funcionários acusam Meta de usar IA em demissões, mas esbarram na falta de provas Ação judicial inédita expõe as dificuldades de trabalhadores para contestar decisões supostamente tomadas com auxílio de inteligência artificial. Por Reuters

Uma ação judicial inédita que acusa a Meta Platforms de usar ferramentas de inteligência artificial de forma discriminatória para selecionar funcionários para demissão expõe os desafios enfrentados por trabalhadores que tentam processar empregadores pelo uso dessa tecnologia, incluindo a dificuldade de comprovar como ela foi realmente utilizada.

O caso ajuda a explicar por que a esperada onda de ações trabalhistas relacionadas ao uso de inteligência artificial ainda não se concretizou.

Especialistas afirmam que os trabalhadores geralmente sabem pouco sobre como sistemas de IA são usados no ambiente de trabalho. Além disso, muitos abriram mão do direito de recorrer à Justiça ao concordar em resolver disputas trabalhistas por meio da arbitragem, um procedimento privado de resolução de conflitos fora da Justiça.

Em uma decisão divulgada na semana passada, na qual rejeitou o pedido da Meta para concluir as demissões de 26 funcionários que moveram uma ação judicial, o juiz federal William apontou um obstáculo central para quem alega discriminação por inteligência artificial: os trabalhadores não participaram das discussões nem tiveram acesso aos processos internos que levaram às decisões.

Isso significa que trabalhadores como os funcionários da Meta, que afirmam ter sido selecionados para demissão por causa de deficiências ou por terem tirado licença médica ou familiar, muitas vezes não conseguem reunir provas suficientes para demonstrar irregularidades no processo.

Eles enfrentam ainda outro obstáculo: como a maioria dos trabalhadores americanos, estão vinculados a acordos de arbitragem, o que significa que não podem se unir em uma ação coletiva, apresentar seu caso a um júri ou pressionar por um acordo multimilionário em um tribunal aberto.

As empresas geralmente preferem a arbitragem por considerá-la uma alternativa mais rápida e barata aos tribunais. Já defensores dos direitos dos trabalhadores afirmam que o modelo frequentemente favorece os empregadores e desestimula os funcionários a apresentarem reclamações.

Além disso, o processo é confidencial, o que pode impedir que provas desfavoráveis descobertas em um caso sejam conhecidas por outros trabalhadores ou pelo público.

"Mesmo que se comprove que um determinado sistema produz resultados discriminatórios em larga escala, não há como compartilhar essa informação com outros funcionários", afirmou Christine Webber, co-presidente da área de direitos civis e trabalhistas do escritório Cohen Milstein Sellers & Toll, especializada na representação de autores em ações judiciais. O escritório de Webber não participa do processo contra a Meta.

Segundo Webber e outros advogados que representam trabalhadores, esses obstáculos ajudam a explicar por que ainda são raros os processos de grande repercussão envolvendo o uso de inteligência artificial por empregadores, embora a tecnologia esteja cada vez mais presente no ambiente de trabalho. Eles afirmam que até mesmo a ação movida contra a Meta, que busca apenas uma medida cautelar, é um caso incomum.

Um dos poucos casos que ganharam repercussão envolve a Workday, acusada de usar seu software de gestão de recursos humanos para filtrar ou excluir ilegalmente candidatos a vagas de emprego com base em fatores como raça, idade e deficiência.

Nesse caso, a arbitragem não é um fator relevante porque a empresa não mantém contratos com os candidatos que se inscrevem para vagas de seus clientes. A Workday nega as acusações.

Os contratos assinados pelos trabalhadores da Meta incluem uma exceção limitada que permite solicitar uma ordem judicial para impedir temporariamente que uma das partes tome medidas capazes de causar danos irreversíveis.

No entanto, esse recurso costuma ser usado em disputas envolvendo suposto roubo de segredos comerciais ou aliciamento de clientes e funcionários, e não em casos de demissão.

Orrick negou aos trabalhadores uma liminar que teria impedido a Meta de concluir as demissões. O juiz ainda precisa decidir se concederá uma tutela antecipada, uma medida provisória mais ampla que poderia permitir o retorno dos funcionários aos seus postos até a conclusão dos processos de arbitragem.

Segundo ele, essa decisão poderá ser revista caso os autores apresentem provas que demonstrem se e como a inteligência artificial foi usada de maneira inadequada.

Uma audiência está marcada para 24 de agosto, e a parte derrotada poderá recorrer da decisão de Orrick.

Os trabalhadores alegam que, ao definir quais cargos seriam eliminados, a Meta consultou ferramentas de inteligência artificial que monitoravam a produtividade e o uso de recursos de IA pelos funcionários. Segundo eles, esse sistema teria prejudicado pessoas que precisaram se afastar do trabalho por motivos de saúde ou para cuidar de familiares.

De acordo com o processo, a Meta utilizava diversos sistemas internos baseados em inteligência artificial. Entre eles estavam:

o "Metamate", um assistente de linguagem de grande porte; uma ferramenta descrita como um "segundo cérebro", alimentada pelos próprios funcionários e capaz de rastrear comunicações e documentos internos; e um sistema que atribuía notas de produtividade com base na análise de digitações, conteúdo exibido na tela, e-mails e histórico de navegação.

Em documentos judiciais e manifestações apresentadas na semana passada, a Meta afirmou que todas as decisões relacionadas às quase 8 mil demissões anunciadas no início do ano foram tomadas por pessoas, e não por sistemas automatizados.

A empresa também negou ter usado inteligência artificial para selecionar funcionários para demissão ou para realizar avaliações de desempenho. Um porta-voz informou à Reuters na terça-feira que a companhia não comentaria o caso além do que já foi apresentado à Justiça.

Orrick afirmou que, neste estágio do processo, precisava considerar as informações apresentadas pela Meta, já que os autores não conseguiram apresentar provas capazes de contradizer as alegações da empresa.

Em uma declaração conjunta divulgada na semana passada, os advogados dos trabalhadores reconheceram as dificuldades para reunir provas e chegaram a pedir que funcionários atuais e ex-funcionários da Meta entrassem em contato caso soubessem como a inteligência artificial foi utilizada no processo de seleção para as demissões.

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Embraer vai produzir mais 20 caças Gripen no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 10:56

São Carlos e Araraquara Embraer vai produzir mais 20 caças Gripen no interior de SP Acordo entre Embraer e Saab prevê a montagem das aeronaves no complexo industrial de Gavião Peixoto (SP) para atender à demanda global pelo caça sueco. Anúncio foi feito na terça-feira (21). Por g1 São Carlos e Araraquara

A Embraer e a Saab assinaram acordo para produzir mais 20 caças Gripen em Gavião Peixoto (SP). O anúncio ocorreu nesta terça-feira (21).

As aeronaves serão montadas no interior paulista para atender à demanda global. A iniciativa amplia a parceria iniciada pelas empresas há 10 anos.

A Embraer e a fabricante sueca Saab assinaram um acordo que prevê a produção de mais 20 caças Gripen no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O anúncio foi feito na terça-feira (21).

As aeronaves serão montadas no interior de São Paulo para complementar a linha de produção da Saab, na Suécia, e atender à demanda global pelo modelo.

O acordo estabelece as bases para ampliar a capacidade de fabricação do Gripen, caça utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), e reforça a parceria entre as duas empresas, iniciada há 10 anos.

Segundo a Embraer, a unidade de Gavião Peixoto ficará responsável pela montagem das novas aeronaves dentro de um modelo de produção integrado com a fábrica da Saab, em Linköping, na Suécia.

Embraer prevê produção de mais 20 caças Gripen no complexo industrial de Gavião Peixoto — Foto: Saab

RELEMBRE: VÍDEO: primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado na Embraer, no interior de SPGAVIÃO: Cargueiro militar da Embraer vendido à República Tcheca faz voo inaugural em Gavião PeixotoTECNOLOGIA: Caças Gripen: como inteligência da nova geração de supersônicos vai proteger fronteiras do Brasil

O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, informou que a parceria fortalece a presença da empresa na América Latina e amplia a capacidade para atender futuras oportunidades de negócios.

Já o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, disse que a ampliação do acordo reforça o papel estratégico da fabricante brasileira no programa Gripen e posiciona a empresa para atender à expansão da produção e novos mercados.

O complexo industrial de Gavião Peixoto é considerado um dos principais polos aeroespaciais do país e reúne atividades de fabricação, montagem e testes de aeronaves.

Segundo as empresas, a produção dos novos caças também deve fortalecer a cadeia de fornecedores e gerar novas oportunidades para a indústria aeroespacial de alta tecnologia.

A cooperação entre Saab e Embraer começou há mais de 10 anos com o Programa Gripen da FAB. Desde então, engenheiros, pilotos de testes, técnicos e especialistas brasileiros participaram de programas de treinamento e transferência de tecnologia na Suécia.

Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen — Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance

A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional.

Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal.

A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia.

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Reciprocidade: ministro diz que Brasil vai usar instrumento quando for necessário: ‘Precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (21) que o instrumento aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao Brasil adotar reciprocidade nas relações comerciais com os Estados Unidos é "diferente de retaliação e de vingança".

Em entrevista à rádio Bandeirantes FM, ele afirmou que o Brasil "vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário".

"O problema é que precisamos primeiro dimensionar qual a medida que eventualmente poderia corresponder à uma reciprocidade. Segundo, se ela não poderia produzir um efeito negativo, reflexo. Se o prejuízo não poderia ser maior aqui do que lá. Se você for adotar a reciprocidade, precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo", declarou o ministro.

A declaração foi dada no primeiro dia de vigência da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país.

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

A medida de aplicação das tarifas foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.

Apesar de dizer que o Brasil vai usar a reciprocidade quando for adequado, Márcio Elias defendeu a continuidade das negociações com os Estados Unidos a respeito do tarifaço.

"Não é razoável que não tenhamos acordo. Não podemos de maneira alguma alimentar o dissenso. A despeito do desaforo, temos de continuar na mesa de negociação tentando trazer de volta", afirmou o ministro.

Em sua visão, o tarifaço não seria revoagdo com a eventual eleição de um governo de direita no Brasil.

"O governo Trump quer reintroduzir sua indústria e comércio, e, para isso, é preciso submeter os outros a um regime de restrição tarifária. Fez ontem 50% de tarifa com o Canadá, e também com medicamentos genéricos, para reindustrializar os EUA", avaliou.

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O ministro Márcio Elias, do Desenvolvimento, afirmou ainda que a tarifa adicional dos Estados Unidos de 25% que tem início nesta quarta-feira tem muito mais um "caráter de sanção, como se o brasil tivesse feito algo errado, que não fez, do que regulação de mercado".

Ele lembrou que o Brasil é um dos poucos países que têm déficit comercial com os norte-americanos nos últimos anos. O ministro disse, também, que o Brasil vem reduzindo o desmatamento e combatendo a pirataria, pontos questionados pelos EUA na investigação sobre o país.

"Quando o outro lado não se conecta com a realidade, fica difícil. Quando as questões são meramente comerciais ou econômicas, teríamos chegado a um consenso um acordo. Do lado dos EUA, sempre foram ideológicas ou políticas", avaliou o ministro.

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Dólar abre em alta, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (22) em alta, com um avanço de 0,17% perto das 9h, cotado a R$ 5,0816. Investidores avaliam o novo tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump, e aguardam novos resultados corporativos. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve ficar entre 10% e 12,5% seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação.

▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menores de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também segue no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam.

As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,41%, cotado a US$ 95,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,07% no mesmo horário, cotado a US$ 87,77 por barril.

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.

A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.

Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de TrumpGoverno ainda estuda como reagir à taxaçãoQuais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade?Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata

Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã.

Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã.Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo.O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou.

Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz.

A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio.

Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas.

Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra.

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, conforme investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%.

Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Escalada da guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global a 1,3% em 2026, diz Banco Mundial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. — Foto: Divulgação/Marinha dos EUA

A escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã pode reacender a inflação, elevar as taxas de juros e reduzir o crescimento global para até 1,3%, ante 2,9% no ano passado, afirmou à Reuters o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill.

Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Nesse caso, a inflação global chegaria a 4,5%.

Conflitos prolongados e danos à infraestrutura petrolífera da região também podem agravar a insegurança alimentar ao interromper embarques de fertilizantes, hélio e enxofre, desencadeando uma série de efeitos indiretos, como taxas de juros mais altas, disse Gill.

As declarações são as primeiras de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde a forte escalada das tensões entre Washington e Teerã e o fim do cessar-fogo, que havia alimentado esperanças de um impacto menos severo do conflito.

A guerra se intensificou nesta semana, com forças norte-americanas bombardeando alvos no sul e no oeste do Irã e Teerã atacando instalações dos EUA no Barein, no Kuwait e na Jordânia.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz segue interrompido, enquanto os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval aos embarques da Arábia Saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que dá acesso ao Mar Vermelho.

Gill afirmou que países pobres que ainda não se recuperaram dos efeitos da pandemia de Covid-19 podem enfrentar maior insegurança alimentar. Já as nações mais endividadas tendem a ser afetadas pelo aumento dos custos de financiamento, à medida que os juros sobem e reduzem os recursos disponíveis para educação, saúde e outros serviços essenciais.

“Minha impressão pessoal é que talvez estejamos a alguns meses disso, sabe, porque ainda não começamos a ver as taxas de juros de referência subindo”, disse ele. Segundo Gill, se a inflação acelerar, pode levar apenas alguns meses para que países altamente endividados enfrentem dificuldades para honrar o pagamento de suas dívidas.

Os sinais de pressão já começaram a aparecer. Alguns países com dificuldades financeiras solicitaram ao Fundo Monetário Internacional a ampliação de empréstimos já existentes. Além disso, o Paquistão pediu nesta semana aos Estados Unidos uma linha de estabilização cambial de US$ 10 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters.

A previsão divulgada pelo Banco Mundial em junho mostrou que 40% dos países de baixa e média renda já estavam em situação de sobreendividamento ou corriam alto risco de chegar a esse ponto.

Isso equivale a 32 países, mas o número pode aumentar rapidamente se os juros subirem, disse Gill. Ele acrescentou que outras nações podem ver suas perspectivas de crescimento de longo prazo piorarem, mesmo sem entrar em moratória ou deixar de pagar suas dívidas.

“É simplesmente um desastre em câmera lenta”, disse Gill. Segundo ele, países pressionados pelo peso da dívida acabarão consumindo recursos que poderiam ser destinados à educação, à saúde e a outras áreas essenciais para sustentar o crescimento futuro.

A relação média entre dívida e PIB dos países emergentes e em desenvolvimento era de cerca de 74% em 2025, bem acima dos 50% a 55% registrados antes da pandemia, segundo dados do Banco Mundial. Nos países de baixa renda, o indicador chegou a 67%, ante cerca de 40% no período pré-pandemia.

Gill observou que as maiores economias do mundo — Estados Unidos, China e Índia — permanecem relativamente protegidas dos efeitos da guerra, cada uma amparada por diferentes fatores de resiliência. Os países em desenvolvimento, no entanto, enfrentam riscos significativamente maiores.

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Tarifaço dos EUA: governo anuncia nesta quarta nova linha de crédito para setores afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 09:52

O governo Lula anuncia nesta quarta-feira (22) uma linha de crédito para setores brasileiros afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, em vigor a partir desta data.

O programa terá custos menores, nos moldes do Brasil Soberano de 2025. Como contrapartida, empresas participantes deverão manter pelo menos parte dos empregos.

A ação responde ao tarifaço de 25% de Donald Trump. O governo estuda novas medidas, enquanto os Estados Unidos podem anunciar taxa de 12,5% nesta semana.

O governo Lula anuncia nesta quarta-feira (22), no Palácio do Planalto, uma nova linha de crédito para setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor a partir desta quarta.

Nos moldes do programa Brasil Soberano, criado para ajudar setores no tarifaço de 2025, o governo vai divulgar uma nova linha de crédito, com custos menores.

Como contrapartida, o governo vai pedir a manutenção de pelo menos parte dos empregos das empresas que aderirem ao programa de crédito.

O governo decidiu anunciar a primeira medida em resposta ao tarifaço de Donald Trump no dia de entrada em vigor das novas taxas, de 25%. Lula cobrava de seus ministros um anúncio nesta quarta.

Outras medidas ainda estão em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados.

O blog apurou que não vai haver anúncio de desoneração tributária às empresas dos segmentos atingidos.

Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário.

Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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