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‘Brasil precisa agir com firmeza’: setor produtivo pede negociação e rapidez após nova tarifa de até 37,5%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 14:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%Oferecido por

O anúncio da nova tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos aumentou a pressão sobre a indústria brasileira. Enquanto o agronegócio ficou quase de fora dos impactos do tarifaço, a indústria foi a mais afetada e, por isso, cobra agilidade do governo federal.

O pedido do setor é negociar diretamente com os americanos, descartando qualquer tentativa de responder na mesma moeda por meio da Lei da Reciprocidade. Com o novo anúncio, o imposto total cobrado sobre determinados produtos brasileiros exportados pode chegar a 37,5%.

Mas o Palácio do Planalto afirmou nesta sexta-feira (24) que a medida tem "caráter completamente arbitrário e injustificado". Por isso, o governo iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

A nova cobrança foi anunciada pelo órgão de comércio dos EUA. O governo americano alegou que o Brasil não tem leis rigorosas o suficiente para proibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado e aplicou taxa adicional de 12,5% ao país. (entenda a situação na reportagem abaixo)

De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que reúne representantes de empresas americanas no país, 85,3% das exportações brasileiras para os EUA passarão a ser atingidas pela sobretaxa máxima de 37,5% — resultado da soma dos 25% anunciados no dia 15 com os 12,5% apresentados agora —, "fragilizando cadeias produtivas e encarecendo custos".

Na avaliação da entidade, o novo cenário compromete ainda mais a competitividade das exportações brasileiras, tende a aprofundar a retração do comércio bilateral, fragiliza cadeias produtivas integradas entre os dois países e pode elevar os custos para empresas e consumidores norte-americanos.

"A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirmou o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

A Amcham afirmou ainda que medidas de reciprocidade, cogitadas pelo governo federal como resposta ao tarifaço, apresentam elevado risco de provocar uma escalada política e comercial e agravar os impactos econômicos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros.

A indústria de máquinas e equipamentos, uma das mais vulneráveis ao tarifaço, prevê impacto imediato sobre suas operações.

Segundo a Abimaq, associação que representa as empresas do setor, a soma das alíquotas elimina a competitividade dos fabricantes brasileiros frente aos concorrentes dos EUA, ameaçando contratos e a previsibilidade dos negócios.

Em 2025, as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos somaram US$ 13,8 bilhões. Os EUA foram o principal destino individual, com compras de cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a 23% das vendas externas do setor.

O presidente executivo da entidade, José Velloso, avaliou que a justificativa apresentada pelo governo americano tem motivação política e foi uma resposta à exigência da Suprema Corte dos EUA para que o Executivo apresentasse uma fundamentação para a adoção de novas tarifas.

Ele ressaltou ainda que, para o setor, a situação deve se agravar. "Estamos imaginando que devemos ter uma queda entre 10% e 11% nas nossas exportações para os EUA."

"Entendemos que a motivação do governo norte-americano em tarifar produtos importados alegando trabalho forçado é uma decisão que tem um cunho político. Foi uma resposta à Suprema Corte norte-americana, que em fevereiro proibiu o governo americano de taxar produtos sem uma motivação clara. Agora tem a motivação, que é o trabalho forçado."

Segundo Velloso, a soma das duas tarifas coloca a indústria brasileira em desvantagem frente aos fabricantes americanos. "No caso do Brasil, isso é ruim porque nós já tínhamos uma tarifa de 25% e agora passamos a ter uma tarifa de 37,5% com a soma dos 12,5%. Isso tira a nossa competitividade frente às máquinas e aos equipamentos fabricados nos EUA."

A associação também defende a regulamentação do Plano Brasil Soberano 3, o diferimento de tributos federais, a ampliação do Reintegra para 5% e o fortalecimento da promoção comercial voltada para a diversificação de mercados.

A Abimaq também se posiciona contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas americanas. Na avaliação da entidade, uma escalada de barreiras comerciais tende a ampliar custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e prejudicar cadeias produtivas altamente integradas entre Brasil e Estados Unidos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representa as federações industriais de todos os estados, também defendeu a continuidade das negociações diplomáticas para evitar novos prejuízos ao comércio bilateral.

Após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo continuará apoiando a estratégia adotada pelo governo brasileiro. (veja as medidas do governo)

"Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando."

Segundo Alban, a CNI trabalha em conjunto com o governo na criação de uma nova missão da política Nova Indústria Brasil (NIB), voltada ao apoio das empresas atingidas pelas tarifas e à internacionalização das cadeias produtivas brasileiras.

"Conversamos sobre como podemos ser efetivos de forma emergencial e de forma planejada. Estamos trazendo o apoio imediato do SESI, do SENAI e da CNI para apoiar as empresas afetadas."

O presidente da entidade afirmou ainda que o impacto tende a ser maior sobre os produtos manufaturados. Diferentemente de matérias-primas como café e petróleo, isentas da rodada de tarifas, os bens industriais enfrentam concorrência acirrada e têm margens de lucro mais apertadas, o que impede a absorção de um imposto tão elevado.

Sem conseguir repassar a sobretaxa de 37,5% ao preço final, os fabricantes brasileiros correm o risco de perder clientes para concorrentes locais ou de outros países.A entidade endossa a posição da CNI e da Abimaq ao afirmar que o cenário pode resultar em perda de contratos, redução das margens de lucro, queda da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre o emprego.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entidade que representa o segundo maior estado exportador para o mercado norte-americano, também defendeu a negociação diplomática.

A entidade destacou que o governo brasileiro deve atuar de forma firme, técnica e coordenada para ampliar a lista de exceções e garantir maior previsibilidade às empresas exportadoras.

"O Brasil precisa agir com firmeza, rapidez e capacidade técnica para evitar que essa nova tarifa comprometa ainda mais a competitividade da indústria nacional. A prioridade deve ser ampliar as exceções, garantir previsibilidade às empresas e construir uma solução negociada que preserve contratos, investimentos e empregos", afirmou a coordenadora de Negócios Internacionais da Fiemg, Verônica Winter.

Na avaliação da federação, a combinação das tarifas pode aumentar o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocar os exportadores nacionais em desvantagem frente a concorrentes submetidos a alíquotas menores.

A entidade endossa a posição da CNI e Abimaq ao afirmar que o cenário pode resultar em perda de contratos, redução das margens de lucro, queda da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre o emprego.

Por fim, a CNI propõe a criação de uma missão específica dentro da política Nova Indústria Brasil, voltada ao apoio das empresas afetadas pelas tarifas e ao fortalecimento da internacionalização da indústria brasileira.

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Presidente do BC compara cartão de crédito brasileiro a jabuticaba: ‘É uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 13:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sessão no Congresso. — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comparou nesta sexta-feira (24), o sistema brasileiro de cartão de crédito a uma jabuticaba, ou seja, algo único no mundo.

Galípolo também defendeu que, com o passar do tempo, o país caminhe para um arranjo de pagamentos mais parecido com o que acontece em outras economias — indicando assim que poderiam ser adotados prazos menores de quitação para evitar maior endividamento.

Durante participação na "XP Expert", em São Paulo, Galípolo lembrou que o juro do cartão de crédito rotativo está atualmente, em 15% ao mês (acima de 400% ao ano), enquanto a taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, está em 14,25% ao ano.

Ele concluiu que a taxa de juros do cartão de crédito é "pouco sensível" à fixação do juro básico pela autoridade monetária, e avaliou que isso pode estar relacionado com a evolução e história da economia brasileira — marcada pela hiperinflação.

"Estrutura acontece dessa maneira por atavismos [característica comportamental de um ancestral remoto] de quando a gente tinha inflação mais alta, o [cheque] 'pré-datado, o cheque que é 'bom para quando'. Quando você tenta explicar a um estrangeiro a expressão 'passa à vista no crédito'. Para pra pensar nessa expressão. Quando você olha pro resto do mundo, isso não existe. Se passa no cartão, vai quitar em dois dias [no resto do mundo], na Argentina em 15. A gente [no Brasil] vai quitar em 30 [dias]", disse Galípolo.

Segundo ele, esse modelo gera uma cadeia de crédito envolvendo 100 milhões de pessoas, na qual 60 milhões usaram o cartão de crédito à vista, para pagar no mês seguinte, ou parcelaram a operação — quitando mês a mês —, sem a incidência de taxa de juros.

Ao mesmo tempo, porém, outras 40 milhões de pessoas não quitam integralmente o crédito contratado — pagando juros de 15% ao mês, "sustentando" assim aqueles que parcelam as compras.

"Me parece que há um tema de ordem estrutural, que se potencializou, que demanda fazer uma normalização. Quando surge um problema, parto do pressuposto que não somos os primeiros e nem os únicos. Existem sistemas e arranjos de pagamento no mundo como um todo. Olha como as coisas funcionam lá fora. Tem coisa que é legal ter especificamente no Brasil, a jabuticaba é uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter", acrescentou o presidente do BC.

Ele concluiu dizendo que vale a pena olhar o resto do mundo e ver como é possível fazer uma migração para algo mais parecido com o que são os arranjos em outros países, mas "dentro do tempo, sem causar prejuízo".

"Na linha da estabilidade, a gente se move mais como transatlântico do que como jet ski", declarou.

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Meta lança o Seller, aplicativo para vendedores do Facebook Marketplace

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 12:53

Tecnologia Meta lança o Seller, aplicativo para vendedores do Facebook Marketplace Aplicativo reúne ferramentas para criação de anúncios, gestão de estoque, atendimento a clientes e análise de desempenho. Empresa também lança selo gratuito de verificação de perfis. Por Reuters

Logotipo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 20 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo

A Meta lançou nesta sexta-feira (24) o Seller, um novo aplicativo voltado a comerciantes que utilizam o Facebook Marketplace para comprar e vender produtos. A ferramenta reúne recursos para facilitar a gestão das vendas e aprimorar a experiência dos usuários.

Segundo a empresa, o crescimento das negociações realizadas em grupos do Facebook impulsionou a criação do Marketplace há dez anos. Atualmente, a plataforma registra cerca de 430 milhões de anúncios ativos por mês em todo o mundo.

Com o novo aplicativo, a Meta busca fortalecer o Marketplace e ampliar sua competitividade frente a plataformas de comércio eletrônico, como o eBay.

O Seller sincroniza automaticamente com a conta já existente no Marketplace, transferindo anúncios, mensagens e o histórico de vendas do usuário.

Entre os recursos disponíveis estão ferramentas de inteligência artificial para criação de anúncios, uma caixa de entrada unificada para conversar com compradores, funções de gerenciamento de estoque e indicadores de desempenho para acompanhar e melhorar as vendas.

A Meta informou que o aplicativo já está disponível na App Store para usuários dos Estados Unidos com 18 anos ou mais. A empresa também testa uma versão para navegador, acessível aos usuários que fizerem o download do aplicativo.

Além do lançamento do Seller, o Facebook começou a disponibilizar o Facebook Verificado, um selo gratuito que identifica perfis de pessoas reais. A verificação será feita por meio de selfies, em uma iniciativa para aumentar a autenticidade e a segurança na plataforma.

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Brasil é o maior prejudicado por tarifaço de Trump, diz Financial Times

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 12:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,41%Dólar TurismoR$ 5,266-0,49%Euro ComercialR$ 5,765-0,35%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.960 pts-1%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,41%Dólar TurismoR$ 5,266-0,49%Euro ComercialR$ 5,765-0,35%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.960 pts-1%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,41%Dólar TurismoR$ 5,266-0,49%Euro ComercialR$ 5,765-0,35%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.960 pts-1%Oferecido por

O Brasil foi o país mais prejudicado pela nova reformulação das tarifas de importação dos EUA anunciada nesta sexta-feira (24).

A tarifa efetiva sobre produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7%. A mudança ocorreu após a Suprema Corte dos EUA invalidar tarifas anteriores.

O governo americano substituiu a taxa geral por tarifas específicas por país. A estratégia dificulta que decisões judiciais derrubem todas as cobranças de uma vez.

Nações europeias tiveram redução nas alíquotas beneficiadas por exceções. Em contrapartida, outros países da América Latina e da Ásia sofreram aumentos tarifários menores.

A União Europeia teme novas restrições e mantém preparado um plano de retaliação. A medida pode atingir 93 bilhões de euros em exportações americanas.

O Brasil foi o país mais prejudicado pela nova reformulação das tarifas de importação dos Estados Unidos anunciada pelo presidente Donald Trump, segundo análise publicada pelo Financial Times nesta sexta-feira (24).

De acordo com levantamento da organização independente Global Trade Alert, a tarifa efetiva aplicada aos produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7%, o maior aumento entre os principais parceiros comerciais dos EUA.

Enquanto isso, países europeus passaram a enfrentar tarifas menores. França, Reino Unido, Alemanha e Espanha tiveram redução nas alíquotas efetivas.

A mudança ocorre após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais, no início deste ano, as tarifas amplas anunciadas por Trump em abril de 2025.

Para manter a política tarifária em vigor, o governo americano substituiu a tarifa global temporária de 10% por taxas específicas para cada país, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Segundo George Riddell, diretor da consultoria Goyder, em entrevista ao Financial Times, esse formato dificulta que uma decisão judicial derrube toda a política tarifária de uma só vez.

Mesmo com a reformulação, a tarifa média efetiva cobrada pelos EUA sobre produtos importados permaneceu praticamente estável, em 10,8%, segundo a Global Trade Alert.

Na quinta-feira (23), os EUA anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros e de outros 59 países, sob a justificativa de que essas nações não combatem de forma eficaz a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A taxa entrou em vigor nesta sexta-feira e, como o Brasil já enfrenta uma tarifa adicional de 25%, parte das exportações brasileiras poderá ser taxada em até 37,5%.

Já o governo brasileiro negocia uma resposta à medida e ampliou o apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que já liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para os setores atingidos.

Da isenção à taxa de 50%: novo tarifaço dos EUA coloca Brasil em 5 faixas de tributosItamaraty ainda aguarda lista de produtos com dupla taxaçãoTrabalho forçado é pretexto? O que está por trás da nova tarifa

O estudo mostra que a Europa saiu relativamente beneficiada pela nova política. Bélgica, Espanha e Itália registraram as maiores reduções nas tarifas efetivas, entre 1 e 1,5 ponto percentual.

Segundo Johannes Fritz, diretor-executivo da Global Trade Alert, isso ocorreu porque parte das exportações europeias se enquadra em exceções criadas pelos EUA para produtos como diamantes, cortiça e ferro-gusa.

Além disso, a tarifa básica de 10% aplicada à União Europeia deixou de ser acumulada com outras cobranças, reduzindo o peso total das taxas sobre diversos produtos europeus.

"As tarifas aumentam, principalmente para o Brasil, mas também para a China. Em geral, elas caem para os europeus, ainda que ligeiramente", afirmou Fritz ao Financial Times.

Além do Brasil, países da América Latina e da Ásia também foram afetados. China, Vietnã, Indonésia, Chile e Colômbia registraram aumentos entre 0,5 e 1 ponto percentual nas tarifas efetivas.

Embora a União Europeia tenha recebido positivamente as novas tarifas, o bloco teme novas investigações comerciais conduzidas pelos EUA que podem resultar em tarifas adicionais sobre setores industriais.

Caso isso ocorra, a Comissão Europeia mantém preparado um pacote de retaliação sobre cerca de € 93 bilhões (aproximadamente R$ 590 bilhões) em exportações americanas, incluindo automóveis, bourbon e soja.

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Jetour T2 4×4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão híbrido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 12:53

Carros Jetour T2 4×4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão híbrido Híbrido da Jetour aposta em conforto, potência e mais de 100 km de autonomia elétrica para enfrentar o GWM Haval H9, que leva vantagem no off-road mais pesado. Por André Fogaça, g1 — Bragança Paulista (SP)

A Jetour lançou, nesta sexta-feira (24), a versão 4×4 do T2. O SUV híbrido tem quatro motores e dispensa o cardã para enfrentar trechos de terra e lama.

Ele tem dois alvos no Brasil: os GWM Tank 300 e Haval H6. O primeiro chegou por R$ 342.000, com a proposta de unir conforto e potência, mas os 2.869 emplacamentos ficaram bem abaixo do líder desse segmento entre janeiro e junho de 2026, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave):

Já o GWM Haval H9 (R$ 335.000) chegou depois do Tank 300 com uma proposta ainda mais voltada ao uso fora de estrada. Maior e equipado com um motor movido apenas a diesel, ele foge da ideia de que todo carro chinês é elétrico ou híbrido.

A estratégia funcionou: o modelo emplacou 5.942 unidades no mesmo período, quase o dobro do Tank 300.

Agora, o Jetour T2, lançado em março apenas com tração dianteira, ganhou uma versão com tração 4×4 por R$ 349.990, para tentar colocar os híbridos em destaque também nesse segmento.

Assim como o Tank 300 e o Haval H9, O Jetour T2 aposta em linhas retas e traz um carro que não esconde robustez e brutalidade mesmo quando vai ao shopping, mirando em um público que olha para Toyota SW4, mas não encontra tecnologia suficiente que só os chineses entregam.

Essa propriedade de robustez do T2 aparece também nas caixas de roda salientes, revestidas de plástico rígido, e em dois detalhes inspirados nos jipões: as alças dianteiras para reboque e os dois pontos de ancoragem no capô.

Esse segundo detalhe tem origem em ponto de apoio para cordas, cintas, acessórios e outros itens comuns em carros aventureiros.

No T2, tanto as alças no capô quanto os ganchos dianteiros de reboque têm apenas função estética. Feitas de plástico, elas servem apenas para reforçar o visual robusto do SUV.

Outro elemento voltado ao uso fora de estrada é o estepe preso à tampa do porta-malas. Este com a função que aparenta ter, guardando uma roda igual às demais do T2, e não de um estepe temporário, indicado apenas para rodar até um reparo — é possível continuar a trilha depois de um furo.

Enquanto o Tank 300 aposta em um acabamento mais sofisticado, com direito a relógio analógico no centro do painel e saídas de ar inspiradas nas do Mercedes Classe G (que custa a partir de R$ 2 milhões), o T2 4×4 mantém o visual robusto visto por fora. Isso aparece em detalhes como:

Existem alças no console central e na coluna ao lado do para-brisa;Há uma alça extra na porta do motorista e duas em cada porta dos passageiros, para oferecer mais apoio aos ocupantes durante trechos fora de estrada;Há parafusos aparentes no console central e nas portas;O acabamento interno evita formas arredondadas — até os alto-falantes e o volante fogem do formato circular;Abaixo dos tapetes há um piso removível de borracha rígida, que facilita a limpeza de terra e barro.

Em compensação, a central multimídia tem tela grande (15,6 polegadas) e os bancos são mais confortáveis que os do Tank 300 e do H9. Eles "abraçam" mais o motorista e passageiros, o que ajuda a manter todos mais firmes enquanto a suspensão traseira independente absorve as irregularidades da trilha.

O teto com acabamento em suede tem toque tão macio quanto um cobertor em noite fria e outro destaque do T2 4×4, frente aos concorrentes, é o porta-malas. São 580 litros de capacidade, contra 380 litros do Tank 300. Já a comparação com o Haval H9 exige uma pitada de sal.

Isso acontece porque o H9 tem sete lugares. Com a terceira fileira de bancos em uso, o porta-malas tem 88 litros. Já com estes assentos abaixados para oferecer apenas cinco lugares, como no T2 4×4, a capacidade sobe para 791 litros.

O g1 levou o T2 4×4 no ambiente em que sua proposta mais faz sentido: um terreno acidentado, com grama, terra solta, barrancos e até um trecho com água suficiente para cobrir metade das rodas.

Porém, a reportagem começou o teste na área urbana de São Paulo (SP), enquanto o percurso fora de estrada ficava em Bragança Paulista (SP). O primeiro trecho foi feito entre ruas e rodovias que ligam as duas cidades.

Este percurso está totalmente pavimentado, com asfalto tão bom que até um superesportivo baixo aproveitaria ao máximo.

Diferentemente da maioria das fabricantes que atuam no Brasil, a Jetour não divulga a potência combinada do conjunto híbrido. Estes são os motores e suas respectivas potências:

Motor 1.5 turbo a combustão: 135 cv e 20,4 kgfm;Primeiro motor elétrico dianteiro: 102 cv e 17,3 kgfm;Segundo motor elétrico dianteiro: 122 cv e 22,4 kgfm;Motor elétrico traseiro: 238 cv e 32,6 kgfm.

O número divulgado pela marca é chamado de "potência total instalada" e corresponde à soma da potência e do torque de todos os motores. Com isso, o T2 chega a 591 cv e 91,7 kgfm. Na prática, esses números o colocariam muito acima dos 394 cv do Tank 300 e até do Mercedes-AMG Classe G, equipado com 585 cv e 86,6 kgfm.

Porém, como os motores têm potências e torques diferentes, eles não podem trabalhar ao mesmo tempo com a potência máxima. Isso evita que as rodas recebam forças diferentes e cada uma em uma velocidade distinta.

A experiência na estrada, onde esse desempenho deveria aparecer, foi diferente. Com dois adultos no carro, sem bagagem no porta-malas, a bateria do sistema híbrido totalmente carregada e o modo de condução esportivo, a sensação ao acelerar nas arrancadas era mais próxima da de um conjunto com cerca de 400 cv.

Ainda assim, o desempenho impressiona para um carro de 2.362 kg, mas fica longe da sensação esperada para um veículo com quase 600 cv.

Outro ponto negativo está na suspensão. Ela faz a carroceria balançar mais do que o esperado. Basta acelerar, mesmo sem pisar fundo, para a dianteira do T2 levantar. Ao frear, ela mergulha. A sensação lembra a de um Volkswagen Santana dos anos 1990.

Já no terreno longe do asfalto, em um teste conhecido como "caixa de ovo", formado por uma sequência de pequenas irregularidades, o T2 praticamente não balançou. A suspensão absorveu os movimentos das rodas com eficiência, deixando a cabine estável a ponto de os ocupantes poderem até estar dormindo, sem serem surpreendidos pelos impactos.

O sistema de tração nas quatro rodas se mostrou eficaz ao enfrentar trechos com lama de um lado e piso seco do outro, além de uma subida em barranco com um buraco em uma das laterais, criada de propósito para que uma roda perdesse tração enquanto as demais compensavam essa perda.

Porém, nem tudo são flores. O T2 se saiu muito bem fora de estrada, mas o H9 e o Tank 300 oferecem mais recursos e estão preparados para enfrentar um número maior de situações.

Embora o T2 ofereça oito modos de condução para diferentes tipos de terreno, ele não permite bloquear o diferencial dianteiro nem o traseiro, recurso disponível no Tank 300 e no Haval H9.

Até um modo que melhora o giro do carro, ao reduzir a tração da roda traseira interna, é melhor executado nestes carros da GWM – eles fazem o giro mais fechado que o T2.

Nesses aspectos, para quem já sabe como enfrentar diferentes obstáculos fora de estrada, os modelos da GWM oferecem mais possibilidades.

Além disso, eles têm uma interface mais intuitiva na central multimídia para o off-road, que reúne em uma única tela informações que o T2 4×4 não exibe, como:

Ângulo de inclinação lateral e longitudinal;Informações sobre o bloqueio dos diferenciais;Pressão e temperatura dos pneus;Direção indicada pela bússola digital, em graus;Pressão atmosférica.

O principal diferencial do T2 4×4 na interface é mostrar a profundidade da água durante a travessia. Além da indicação na tela, o sistema emite um alerta sonoro para avisar quando o veículo está se aproximando do limite de 70 cm de profundidade informado pela fabricante.

A conclusão é que o T2 4×4 está bem preparado para o uso fora de estrada, mas Tank 300 e Haval H9 conseguem enfrentar uma variedade maior de situações.

Por outro lado, para quem busca um carro com visual de jipão, mas prioriza o conforto a bordo e um desempenho mais forte, o modelo da Jetour entrega um conjunto mais equilibrado por um preço muito próximo ao dos concorrentes.

Há ainda um ponto extra a favor do T2 4×4: a bateria oferece autonomia de 106 km no modo elétrico, bem acima dos 74 km do Tank 300. Com isso, é possível percorrer os 94 km que separam São Paulo (SP) de Campinas (SP) sem consumir uma gota de combustível.

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Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 12:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%Oferecido por

O governo Lula anunciou que prepara o uso da Lei de Reciprocidade após novos tarifaços dos EUA. Empresas defendem a negociação para evitar maior tensão.

Os EUA anunciaram duas tarifas recentemente. A primeira é de 25% por supostas práticas desleais, e a mais recente, de 12,5%, envolve trabalho forçado.

O Planalto considerou a medida 'arbitrária e injustificada'. Contudo, entidades como Abimaq, Amcham e CNI pedem que o Brasil insista no diálogo com os EUA.

Diplomatas avaliam que os EUA não mostraram intenção real de negociar. Eles recomendam calibrar muito bem qualquer reação para evitar piores consequências.

Após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que prepara o uso da chamada Lei de Reciprocidade em razão do novo tarifaço dos Estados Unidos, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.

Este é o segundo tarifaço contra produtos brasileiros anunciado pelos Estados Unidos nos últimos dias. O primeiro, de 25%, tem relação com o entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia contra empresários americanos.

O mais recente, de 12,5%, foi tomado com base na conclusão dos Estados Unidos de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas em locais onde há trabalho forçado.

Em resposta, o Palácio do Planalto disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Diante desse comunicado do governo brasileiro, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou uma nota na qual afirmou que vê a decisão americana com “preocupação”, mas que confia na capacidade da diplomacia brasileira para “construir soluções”.

“A entidade ressalta que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta às iniciativas adotadas pelos Estados Unidos”, afirmou a Abimaq.

“O momento exige a retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e Estados Unidos, de movo a evitar a escalada de medida que possam agravar o ambiente”, completou a entidade.

Na mesma linha, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) divulgou um comunicado afirmando que a decisão dos EUA “agrava” as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, mas que não concorda com a reciprocidade.

"A AmCham Brasil reitera que medidas de reciprocidade não contribuem para superar as divergências atuais e apresentam elevado risco de provocar uma escalada política e comercial, agravando os impactos econômicos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”, afirmou a entidade.

Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu que o Brasil continue negociando com os Estados Unidos.

“Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, reiterou o presidente da entidade, Ricardo Alban.

No Ministério das Relações Exteriores, entretanto, a avaliação de diplomatas é que os Estados Unidos não demonstraram intenção real de negociar, desconsideraram todos os argumentos apresentados e fizeram reuniões somente para "cumprir tabela", de maneira protocolar.

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;somente depois, a sugestão das contramedidas.

Mesmo assim, diplomatas vêm dizendo que, se o Brasil optar por esse caminho, precisa “calibrar muito bem” a reação para não “piorar” a situação e gerar consequências ainda mais danosas ao setor produtivo.

Entidades que representam empresas afetadas por novas tarifas de 12,5% avaliam que retaliação pode impactar empregos e preços ao consumidor brasileiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa, em Jacareí

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Vale do Paraíba e Região Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa, em Jacareí Empresa bélica, em Jacareí, no interior de São Paulo, retomou as atividades em maio deste ano. Visita de Lula é a segunda neste mês na região e ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos. Por Lucas Tavares, g1 Vale do Paraíba e Região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita nesta sexta-feira (24) a fábrica da Avibras, em Jacareí (SP). É a primeira visita após a retomada das atividades.

A visita ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos. O governo decidiu usar a Lei da Reciprocidade após nova taxa americana de 12,5%.

A retomada da fábrica ocorreu após acordo firmado em março para pagamento de dívidas trabalhistas. O montante é estimado em R$ 230 milhões.

A Avibras enfrentava dificuldades desde 2022 e entrou em recuperação judicial. Os funcionários fizeram greve de mais de 3 anos por falta de pagamentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita nesta sexta-feira (24) a fábrica da Avibras, indústria bélica sediada em Jacareí, no interior de São Paulo.

A unidade recebe a visita do presidente pela primeira vez após a retomada das atividades, que aconteceu em maio deste ano.

Esta é a segunda visita de Lula à região neste mês. A primeira delas ocorreu no dia 13 de julho, em um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos (SP).

Nesta sexta, o presidente desembarcou no Aeroporto de São José dos Campos por volta das 9h40. Às 10h, ele visita a fábrica da Avibras. Já às 11h30, a agenda de Lula cita "intervenções sobre o início das atividades da empresa".

Lula desembarcou em São José dos Campos (SP) nesta sexta-feira (24) — Foto: Bruna Capasciutti/TV Vanguarda

A visita de Lula à indústria bélica brasileira acontece em meio a tensões relacionadas aos Estados Unidos. Após o anúncio da aplicação de uma nova taxa de 12,5% a produtos brasileiros, o governo Lula decidiu que vai usar a Lei da Reciprocidade como forma de pressão ao governo Trump.

A Avibras é responsável por desenvolver e comercializar sistemas de defesa e espaciais, como mísseis, foguetes, veículos espaciais e lançadores espaciais. Além das Forças Armadas do Brasil, a empresa também concentra clientes no exterior.

A retomada das atividades na Avibras, em Jacareí, aconteceu após a assinatura de um acordo para pagamento das dívidas trabalhistas, estimadas em cerca de R$ 230 milhões, em março.

O compromisso foi firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, após aprovação dos trabalhadores.

A Avibras enfrentava dificuldades financeiras desde 2022. Em março daquele ano, a empresa anunciou 420 demissões, que depois acabaram sendo revertidas, e entrou com pedido de recuperação judicial.

Meses depois, em setembro de 2022, os trabalhadores iniciaram uma greve por falta de pagamento de salários. A paralisação se estendeu por mais de três anos, totalizando cerca de 1.280 dias, e foi considerada uma das mais longas do país.

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Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Carros Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026 Montadora alemã passou a prever queda de até 3% na receita em 2026, após revisar projeções diante das tarifas dos EUA e da concorrência chinesa. Lucro do segundo trimestre caiu 9,5%. Por Reuters

A Volkswagen deixou de projetar crescimento da receita neste ano. Nesta sexta-feira (24), a montadora alemã retirou a previsão anterior e passou a estimar uma queda nas vendas, em meio aos impactos das tarifas dos Estados Unidos e ao aumento da concorrência das fabricantes chinesas.

O anúncio foi feito junto com os resultados do segundo trimestre, que mostraram uma queda de 9,5% no lucro.

Diante desse cenário, o presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, voltou a defender uma ampla reestruturação da segunda maior montadora do mundo, incluindo a proposta de cortar 100 mil empregos para reduzir custos e aumentar a competitividade.

Agora, a Volkswagen prevê uma queda de até 3% na receita de vendas em 2026. Anteriormente, a expectativa era de crescimento de até 3%. A empresa manteve a projeção de margem operacional entre 4% e 5,5%, acima dos 2,8% registrados no ano passado.

O grupo Volkswagen, que reúne marcas como Porsche e Audi, registrou lucro operacional de 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões) entre abril e junho.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam uma leve alta em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a receita do segundo trimestre somou 82,4 bilhões de euros, superando as previsões dos analistas. A margem operacional ficou em 4,2%.

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Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Carros Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa Montadora alemã defende um plano de reestruturação com até 100 mil cortes de empregos para enfrentar o avanço de concorrentes chineses na Europa, enquanto mantém a previsão de lucro, mas abandona a expectativa de crescimento da receita neste ano. Por Rachel More

Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. — Foto: REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo

A Volkswagen precisa aprofundar a redução de custos para permanecer competitiva diante do avanço das montadoras chinesas no mercado europeu, afirmou nesta sexta-feira (24) o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, após a divulgação de um balanço trimestral com resultados mistos.

A segunda maior montadora do mundo tenta equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores com a defesa de um amplo plano de reestruturação. Ao mesmo tempo, enfrenta os impactos das tarifas, a fraqueza do mercado chinês e avalia o possível fechamento de algumas fábricas na Alemanha.

"Quando olhamos para o futuro, vemos que os riscos aumentam cada vez mais", disse Blume, citando a existência de mais de 150 fabricantes de automóveis na China. "E todos estão chegando ao mercado", acrescentou, em referência à Europa.

O executivo propôs dobrar o número de demissões já previstas, elevando o total de 50 mil para 100 mil postos de trabalho, e alertou que quatro fábricas na Alemanha correm o risco de ser fechadas após 2030. Segundo ele, todas as partes envolvidas estão cientes dos desafios enfrentados pela companhia.

Apesar disso, Blume não conseguiu aprovar integralmente seu plano de reestruturação durante uma reunião do conselho de supervisão realizada no início deste mês. A decisão abre caminho para uma nova rodada de negociações com os sindicatos, após um acordo firmado no fim de 2024 que previa os primeiros 50 mil cortes de empregos.

Alguns analistas avaliam que os resultados do segundo trimestre indicam uma estabilização da empresa. A receita superou as expectativas do mercado e o grupo segue no caminho para elevar sua margem operacional neste ano para a faixa entre 4% e 5,5%.

"Os resultados da Volkswagen sugerem que a empresa começa a se estabilizar, apesar de um cenário desafiador", afirmou Rella Suskin, analista da Morningstar, destacando a forte geração de caixa.

Já analistas da Bernstein afirmaram que a diretoria da Volkswagen tenta "equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores enquanto alerta os funcionários de que a situação é grave", um desafio considerado quase impossível.

O lucro operacional da Volkswagen caiu 9,5% entre abril e junho, para 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões). A receita somou 82,4 bilhões de euros, permitindo que a empresa mantivesse a margem operacional em 4,2% no trimestre, dentro da meta anual de 4% a 5,5%.

A companhia manteve sua projeção de lucro para o ano, mas deixou de prever crescimento da receita. Agora, estima uma queda de até 3% nas vendas em 2026.

As ações da Volkswagen, dona das marcas VW, Skoda, Audi, Porsche, Bentley e Lamborghini, chegaram a cair 3,2% após a divulgação dos resultados, mas reduziram parte das perdas ao longo do pregão.

Em meio à prolongada desaceleração do mercado interno chinês, montadoras do país têm ampliado sua presença na Europa com veículos elétricos de menor custo e alto conteúdo tecnológico, além de modelos híbridos plug-in. Esse movimento já reduziu a liderança histórica da Volkswagen no mercado chinês.

Além de exportar veículos, empresas como a BYD e a Geely também estão instalando fábricas na Europa, priorizando países com custos menores de produção, como Hungria e Espanha.

Enquanto isso, a Volkswagen busca alternativas para aproveitar a capacidade ociosa de suas fábricas na Alemanha. Entre as possibilidades avaliadas estão produzir no país modelos desenvolvidos para o mercado chinês e firmar parcerias com empresas do setor de defesa.

O conselho de trabalhadores da Volkswagen afirmou que apenas reduzir custos não será suficiente para recuperar a competitividade da empresa e defendeu mais investimentos em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos.

Segundo um porta-voz do conselho, após o recesso de verão nas fábricas alemãs, os representantes dos trabalhadores retomarão as negociações com a diretoria para discutir as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

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Vietnã propõe proibir menores de 16 anos de publicar conteúdo nas redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Tecnologia Vietnã propõe proibir menores de 16 anos de publicar conteúdo nas redes sociais Projeto de decreto prevê que adolescentes menores de 16 anos não possam fazer publicações, comentários ou reações em redes sociais e responsabiliza pais pelo cadastro e supervisão das contas. Por Reuters

Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. — Foto: REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.

O Vietnã planeja obrigar as plataformas de redes sociais a impedir que usuários menores de 16 anos publiquem conteúdo, comentem ou reajam a postagens.

A proposta consta em um projeto de decreto analisado pela Reuters e coloca o país entre os que têm adotado medidas para restringir o uso dessas plataformas por crianças e adolescentes.

Pelas regras propostas, as contas de usuários menores de 16 anos deverão ser registradas com os dados de um dos pais ou responsável legal, que ficará encarregado de supervisionar o conteúdo acessado e o tempo de uso das plataformas.

A minuta também determina que as empresas adotem medidas técnicas para identificar usuários menores de idade e garantir que o conteúdo exibido seja adequado à faixa etária.

"O objetivo principal não é proibir ou restringir excessivamente o acesso das crianças às redes sociais, mas garantir que, ao utilizarem esses serviços, elas estejam em um ambiente apropriado para sua idade e protegidas de riscos", afirmou o vice-ministro da Cultura, Phan Tam, na quinta-feira (23), durante uma reunião sobre a proposta.

O texto também prevê que as plataformas ofereçam o nível máximo de proteção à privacidade das contas de crianças e adotem mecanismos para detectar, alertar e bloquear preventivamente o acesso a conteúdos relacionados à violência, pornografia, jogos de azar, drogas, suicídio e outros materiais considerados prejudiciais.

A iniciativa reflete a preocupação crescente de governos em diferentes países com a segurança online e os impactos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes.

Na terça-feira (21), o Parlamento da França aprovou uma proibição do acesso às redes sociais para menores de 15 anos. A Austrália foi o primeiro país a adotar uma medida semelhante, e outras nações também discutem restrições ao uso dessas plataformas por menores.

Pela proposta, as empresas do setor deverão verificar a idade dos usuários, registrar as contas de menores de 16 anos com os dados de um dos pais ou responsável e limitar o tempo de jogo a, no máximo, 60 minutos por dia em títulos oferecidos pela mesma empresa.

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