RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Temos que tratar bet igual tratamos cigarro’, diz ministro da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,33%Dólar TurismoR$ 5,281-0,21%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,017-0,29%B3Ibovespa175.206 pts-0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,33%Dólar TurismoR$ 5,281-0,21%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,017-0,29%B3Ibovespa175.206 pts-0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,33%Dólar TurismoR$ 5,281-0,21%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,017-0,29%B3Ibovespa175.206 pts-0,86%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa aumentar a regulamentação e a tributação de casas de apostas como forma de desincentivar o uso por parte da população.

"Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. As empresas que operam [nesse segmento] precisam informar para o governo sobre todas as apostas feitas e pagar o tributo devido. […] Estamos aumentando tributo porque é justo, é devido e é um desincentivo a um mecanismo que atrapalha a vida das pessoas", afirmou Durigan durante a Expert, evento da XP Investimentos.

O ministro também reiterou a importância de limitar o acesso da população que já está financeiramente fragilizada às casas de apostas.

O ministro da Fazenda também defendeu que o governo brasileiro e o sistema financeiro possam agir para estimular ou desestimular a tomada de crédito pelo consumidor.

"Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão? Deveríamos pensar em como usar a nossa inteligência financeira de país para fazer estimulo ou desestímulo para tomada de crédito", disse.

Segundo Durigan, grande parte das pessoas que estão endividadas atualmente tomaram crédito durante a pandemia e não conseguiram gerir seus débitos.

"E quando a gente estratifica esses dados, o cartão de crédito é o principal elemento que impacta a vida das pessoas", afirmou.

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Governo prorroga subsídio à gasolina por mais 30 dias para conter alta de preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,19%Dólar TurismoR$ 5,284-0,15%Euro ComercialR$ 5,774-0,21%Euro TurismoR$ 6,024-0,18%B3Ibovespa174.956 pts-1%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,19%Dólar TurismoR$ 5,284-0,15%Euro ComercialR$ 5,774-0,21%Euro TurismoR$ 6,024-0,18%B3Ibovespa174.956 pts-1%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,19%Dólar TurismoR$ 5,284-0,15%Euro ComercialR$ 5,774-0,21%Euro TurismoR$ 6,024-0,18%B3Ibovespa174.956 pts-1%Oferecido por

O Ministério da Fazenda esclareceu, na noite desta quinta-feira (24), que a chamada "subvenção" à gasolina, ou seja, um tipo de subsídio, foi prorrogada somente por mais 30 dias.

Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 0,44 a subvenção para para manter o preço do combustível mais baixo, por mais um mês, a partir de 26 de julho.

Inicialmente, o governo publicou um release nessa quinta-feira (24) informando que benefício seria prorrogado por mais dois meses, o que não aconteceu. Horas depois, atualizou a informação dizendo que ainda discutia um novo prazo de validade. No fim da noite, esclareceu que a medida foi prorrogada por mais um mês.

Anunciado inicialmente em maio, o subsídio foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira.

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.

A explicação é que, com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia. Sem o subsídio para conter o preço, haveria impacto inflacionário maior.

Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

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Cidadãos dos EUA tentam frear expansão desenfreada de data centers

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:00

Tecnologia Cidadãos dos EUA tentam frear expansão desenfreada de data centers A construção de centros de dados em todo o território dos EUA, impulsionada pela IA, gera danos ao meio ambiente, à saúde pública e ao abastecimento de energia. Empresas experimentam influências governamentais flexibilizando leis. Por Refael Kubersky

Em todo o território dos EUA, os moradores estão saindo das ruas para protestar contra os data centers — Foto: Ghawam Kouchaki/ZUMA/aliança de imagens

Quando obras para a construção de um grande data center da Amazon começaram no pequeno condado rural de Frederick, em Maryland, a ativista local Elizabeth Bauer não se preocupou muito.

Porém, quando o projeto original foi expandido em cerca de mil acres além dos planos originais, invadindo áreas verdes e terras agrícolas sem levar em conta a comunidade, a situação mudou de figura.

Junto de outros moradores, Bauer deu início a protestos contra a proximidade do canteiro de obras às áreas residenciais, o que, segundo ela, está causando poeira e poluição, o que agrava problemas de saúde como a asma na população local.

"Não tenho nada contra os data centers, desde que estejam no local certo. O que não aceito é que eles ocupem terras agrícolas de primeira qualidade", disse Bauer.

A reação contra os data centers vem se intensificado nos Estados Unidos, com manifestações em todo o país exigindo que políticos democratas e republicanos tomem medidas.

A região que abrange Maryland, Virginia e o distrito de Columbia tem sido um ponto nevrálgico. Só na Virginia, há hoje cerca de 640 data centers registrados.

Esses conflitos ocorrem não apenas na fase de construção das instalações, mas também dizem respeito aos impactos a longo prazo. Data centers exigem enormes quantidades de energia para funcionar – o equivalente ao consumo de eletricidade de 100 mil residências, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

Mas os que estão em construção poderiam consumir 20 vezes mais, em grande parte devido ao aumento da demanda por recursos de armazenamento e processamento de dados necessários para dar suporte ao desenvolvimento e ao uso da inteligência artificial.

No geral, os data centers representam 4,4% do consumo de energia dos EUA, mas um estudo realizado pelo banco de investimentos Goldman Sachs projeta um aumento de até 8,5% até o final de 2027.

A disputa em Frederick reflete tensões em todo o território dos EUA. O país já abriga 4,6 mil centros de dados – cerca de mil a mais do que os dez países seguintes no ranking mundial dessa estatística juntos.

Quase 40% dos americanos vivem em um raio de cinco milhas de pelo menos uma dessas instalações, e esse número provavelmente aumentará, já que mais de 1,5 mil outras instalações estão em construção. Em nenhum outro lugar do mundo a concentração é maior do que no norte da Virginia.

Tudo isso está ocorrendo em um contexto de descontentamento. Uma pesquisa recente da Gallup indica, por exemplo, que 71% da população se opõe à implantação de data centers em suas comunidades.

Os data centers podem consumir até 5 milhões de galões de água por dia (o equivalente ao consumo de uma cidade de 50 mil habitantes). No entanto, não é incomum que sejam construídos em áreas com escassez hídrica. De acordo com o monitor de secas dos EUA, o condado de Frederick está passando por uma severa escassez de chuvas.

Segundo Francesca Dominici, professora de bioestatística da Escola de Saúde Pública de Harvard, as empresas de tecnologia costumam ignorar essa questão.

"Eles não estão levando em conta as questões hídricas, de forma alguma", diz ela à DW. "Os donos priorizam os locais onde podem adquirir o terreno por um preço mais baixo e onde haja políticos que deem a aprovação o mais rápido possível."

Preços da eletricidade nos estados americanos com alta concentração de data centers registraram um aumento de 267% nos últimos cinco anos.

"Concessionárias de energia elétrica estão construindo um grande número de novas linhas de transmissão para atender essas instalações", conta Hannah Wiseman, professora de direito ambiental da Universidade da Pensilvânia. "Mas os custos dessas linhas de transmissão estão sendo repassados aos consumidores."

Também há a preocupação de que os data centers possam sobrecarregar a rede elétrica, o que significaria que a necessidade de suprir a demanda extra com geradores a diesel. No caso da comunidade de Frederick, o centro planejado contaria com 99 desses equipamentos, que além disso acarretam riscos à saúde.

"A exposição a partículas finas, mesmo em níveis baixos, [implica] um risco maior de malformações congênitas, doenças respiratórias, cardiovasculares e neurocognitivas, além de mortes prematuras", pontua Dominici, da Universidade de Harvard, acrescentando que também ameaçam a fauna local e prejudicam o crescimento e o rendimento das plantas.

Apesar dos efeitos negativos sobre as comunidades, Wiseman diz que a localização dos data centers é, em grande parte, supervisionada no âmbito municipal e que muitos estados oferecem às empresas um ambiente regulatório que permite um desenvolvimento rápido, independentemente da proximidade com as pessoas ou com a natureza.

"Muitas administrações locais optaram por não definir regras sobre o uso do solo; nesse caso, uma empresa desenvolvedora de data centers pode, basicamente, fazer o que bem entender", acrescenta a professora da Universidade da Pensilvânia.

Em nível federal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu a burocracia para a criação de data centers como parte de um decreto de 2025 intitulado "Eliminando Barreiras à Liderança Americana em IA".

Muitas empresas de tecnologia têm insistido para que as autoridades locais assinem acordos de confidencialidade, diminuindo a transparência e impedindo comunidades de compreender a magnitude dos projetos e as consequências do consumo generalizado de recursos.

Assim, em vez de buscar a opinião dos moradores, eles estão trabalhando diretamente com as autoridades municipais para elaborar seus planos.

Wiseman também observa que as empresas de tecnologia e desenvolvimento estão colaborando cada vez mais com os governos estaduais no estabelecimento de normas de zoneamento e de consumo de energia.

"Elas têm participado de todos os processos regulatórios estaduais para criar tarifas especiais de energia elétrica para esses centros de dados", diz a especialista. "Parece que as empresas de tecnologia estão se envolvendo cada vez mais nas diversas propostas legislativas estaduais para restringir o poder de decisão das administrações municipais".

Embora as empresas de tecnologia argumentem que os data centers dinamizam as economias locais, um estudo da Universidade de Michigan constatou que essas estruturas geram empregos temporários na construção civil para as comunidades locais, mas não vagas de longo prazo na área de tecnologia.

Porém, há sinais de que essas empresas estejam buscando construir uma relação de confiança com as comunidades. Em março, a Microsoft deixou de utilizar acordos de confidencialidade com governos locais para o desenvolvimento de data centers, afirmando que desejava construir uma relação de maior confiança com os vizinhos. E a Meta afirma que está testando e utilizando concreto de baixo carbono na construção de seus data centers.

Dominici afirma enxergar "um caminho para o futuro em que todos saiam ganhando", que combina avanço tecnológico com benefícios para a população. "Eu adoraria ver uma avaliação científica apartidária de todo o impacto, e que o data center pudesse agir com o objetivo de minimizar esse impacto tanto quanto possível", diz ela.

Os protestos locais parecem ter surtido efeito. Na semana passada, Nova York se tornou o primeiro estado dos EUA a suspender a construção de novos data centers de grande porte por até um ano. Também foram propostas moratórias em outros estados, e alguns condados e municípios promulgaram suas próprias proibições temporárias.

Em Frederick, Bauer e outros ativistas continuam a se opor à construção da estrutura em sua vizinhança. Eles coletaram assinaturas suficientes para propor que a lei fosse submetida a um referendo nas eleições do condado, embora qualquer possibilidade de isso acontecer tenha sido rejeitada pela Suprema Corte de Maryland.

O condado reagiu suspendendo temporariamente a construção de novos centros de dados, mas Bauer considera que o processo democrático falhou com os moradores de Frederick.

"O cidadão comum não tem chance", diz ela. "Todo esse esforço não foi para lutar contra os data centers, mas para dar voz às pessoas".

Apesar dos desafios, ela ainda vê esperança. Segundo a ativista, há candidatos ao conselho do condado nas próximas eleições que se opõem à expansão. "Se o novo conselho assumir o cargo, poderá revogar essas medidas", argumenta ela. "Estamos decepcionados, mas não vamos desistir."

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EUA fazem recall de quase 1,6 milhão de dúzias de ovos por risco de salmonela

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:00

Agro EUA fazem recall de quase 1,6 milhão de dúzias de ovos por risco de salmonela Produtos vendidos em supermercados de cinco estados foram retirados do mercado após suspeita de contaminação por Salmonella enteritidis. Até o momento, não há registro de pessoas doentes. Por Reuters

Um vendedor segura ovos frescos em uma feira de produtores nos Estados Unidos, em 8 de março de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) informou na quarta-feira (24) que a Midwest Poultry Services está realizando o recall de quase 1,6 milhão de dúzias de ovos produzidos no Texas devido ao risco potencial de contaminação por Salmonella.

Os ovos brancos e marrons, produzidos em sistema cage-free (galinhas criadas sem gaiolas), foram vendidos em lojas da rede Kroger no Texas e na Louisiana, além de supermercados da Brookshire Grocery em alguns estados, incluindo Oklahoma, Arkansas e Mississippi, informou o FDA.

A Kroger não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters, feitos fora do horário comercial.

A Brookshire Grocery afirmou à Reuters que começou a revisar seu estoque e a retirar os produtos potencialmente afetados assim que recebeu o aviso.

"Todos os ovos atualmente disponíveis para compra em nossas lojas foram fornecidos por uma unidade de produção diferente", informou a empresa por e-mail.

Segundo o FDA, até o momento do anúncio não havia registro de casos de doença relacionados aos ovos da Midwest Poultry Services.

A agência também informou que a empresa interrompeu a distribuição de ovos produzidos em suas granjas no Texas.

Após identificar um possível problema de segurança alimentar, a Midwest Poultry redirecionou os ovos para uma unidade de processamento, onde passarão por pasteurização, e iniciou uma investigação interna, além de testes para identificar a origem da possível contaminação por Salmonella enteritidis.

A Salmonella enteritidis é uma bactéria que pode estar presente tanto na casca quanto no interior dos ovos e causar doenças transmitidas por alimentos. Os sintomas costumam surgir entre 12 e 72 horas após o consumo e incluem cólicas, diarreia, náuseas, vômitos, calafrios, febre e dor de cabeça.

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‘Estamos protegendo a criação de Deus’: as freiras ativistas que desafiam as companhias de Big Tech

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

Tecnologia 'Estamos protegendo a criação de Deus': as freiras ativistas que desafiam as companhias de Big Tech Para membras de Congregação das Irmãs de São José da Paz, usar participação como acionista para cobrar responsabilidade de grandes empresas é 'seguir o caminho de Jesus'. Por BBC

A irmã Susan Francois faz parte da Congregação das Irmãs de São José da Paz, que reúne 88 freiras nos Estados Unidos e no Reino Unido e pratica o chamado ativismo acionário — Foto: Congregação das Irmãs de São José da Paz via BBC

A irmã Susan Francois talvez não corresponda à imagem que muita gente faz de uma freira católica.

Ela não usa hábito, a veste tradicional composta por túnica e véu. E também é ativa na rede social TikTok. Seu perfil reúne vídeos gravados em frente a um centro de detenção de imigrantes em Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde defende migrantes e suas famílias.

Ela e outras freiras da Congregação das Irmãs de São José da Paz, que reúne 88 religiosas nos EUA e no Reino Unido, praticam o chamado ativismo acionário. Como acionistas, usam sua participação em empresas para pressionar grandes corporações a adotar medidas relacionadas a temas como mudanças climáticas, direitos territoriais dos povos indígenas e justiça racial.

"Como tesoureira da congregação, sou a responsável por representar nossos interesses […] quando cobramos que essas empresas atuem em favor do bem comum", afirma Francois.

Em um caso recente, elas tentaram convencer o conselho de administração da gigante de tecnologia Palantir (empresa de análise de dados que atua, por exemplo, como intermediária tecnológica entre o Vale do Silício e o governo dos EUA) a responder às suas preocupações. As freiras acreditavam que o software de inteligência artificial (IA) da empresa estava sendo usado pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) e por outros órgãos públicos para "rastrear e identificar imigrantes para detenção e deportação".

A encíclica Magnifica Humanitas (ou, "Magnífica Humanidade", na tradução do latim para o português), do papa Leão 14, trata dos desafios impostos pelo avanço da inteligência artificial — Foto: AFP via Getty Images

Mais especificamente, as religiosas queriam que a Palantir realizasse uma Avaliação de Impacto sobre Direitos Humanos (HRIA, na sigla em inglês) para analisar como seus produtos e serviços são utilizados e reduzir possíveis impactos negativos.

Para isso, recorreram ao chamado shareholder resolution (proposta apresentada por acionistas para deliberação em assembleia), um mecanismo que permite aos acionistas submeter propostas à votação na assembleia geral anual da empresa.

A proposta recebeu apenas 13% dos votos, mas a irmã Francois considera o resultado uma vitória, argumentando que os fundadores da companhia controlam 49,9% das ações com direito a voto.

"Do [total] de votos de acionistas que não fazem parte do grupo controlador, 56% votaram a favor da proposta das irmãs", afirma. "O fato de tantos acionistas terem concordado conosco diz muito."

Mas em um comunicado anterior aos acionistas, a companhia afirmou que a iniciativa das freiras se baseava em "equívocos e informações incorretas sobre o trabalho da Palantir". A empresa também disse que não é uma companhia de dados, não vende dados pessoais nem oferece serviços de mineração de dados.

Operações do ICE dividiram comunidades em diferentes partes do país. Na imagem, protesto no Estado do Maine após um homem ser baleado por agentes do órgão em julho — Foto: Getty Images via BBC

A votação ocorreu menos de duas semanas depois de o papa Leão 14 divulgar, em maio, sua primeira grande encíclica — Magnifica Humanitas ou "Magnífica Humanidade", na tradução do latim para o português —, na qual alertou que a IA precisa ser "desarmada" para não "dominar a humanidade".

O pontífice defendeu que a IA deve ser colocada a serviço do "bem comum" e que a dignidade humana precisa ser preservada.

A coincidência de datas foi casual, mas serviu de estímulo para a irmã Francois. "Já li essa encíclica muitas e muitas vezes. Ela reforça tudo o que está por trás do [nosso] trabalho", afirma.

A participação acionária das freiras na Palantir permitiu que elas apresentassem formalmente questionamentos sobre as práticas da empresa — Foto: NurPhoto via Getty Images

A Palantir não é a única empresa que recebeu — ou foi ameaçada de receber — propostas de acionistas apresentadas pelas freiras como forma de pressionar os conselhos de administração a enfrentar questões que elas consideram de natureza moral.

As religiosas também confrontaram o Citigroup, uma das maiores instituições bancárias do mundo, por causa do financiamento a projetos de combustíveis fósseis na Amazônia. Preocupadas com os impactos sobre as comunidades indígenas da região, elas pediram que o banco publicasse um relatório sobre o tema.

Questionada sobre a eficácia desse tipo de iniciativa, já que muitas dessas propostas não conseguem apoio da maioria dos acionistas, a irmã Francois responde que isso depende da forma como se define o sucesso.

Os acionistas pediram que a empresa adotasse medidas para combater a discriminação de gênero. A Colgate-Palmolive se opôs à proposta, alegando que ela era desnecessária, e a medida acabou rejeitada.

"Para as irmãs, e para a maioria dos investidores guiados por valores e princípios religiosos, o sucesso está em colocar essas questões em pauta e fazer com que elas cheguem ao conselho de administração para serem debatidas."

A irmã Francois acredita que fazer questionamentos públicos sobre a conduta de grandes empresas pode ser suficiente para provocar mudanças — Foto: Congregação das Irmãs de São José da Paz

Então, como acionistas, as freiras lucram com as mesmas empresas cujas práticas criticam? Sim, responde a irmã Francois, reconhecendo a ironia da situação.

No entanto, ela explica que os rendimentos obtidos com esses investimentos são destinados aos cuidados de saúde das religiosas mais idosas e ressalta que a congregação possui apenas uma pequena participação nessas empresas.

A irmã Francois também afirma que há companhias nas quais elas jamais investiriam, como fabricantes de armas e empresas cuja principal atividade seja a produção de combustíveis fósseis.

Ainda assim, Francois defende que é preciso dialogar com as grandes corporações e estar presente nos espaços onde as decisões são tomadas."Se nos afastarmos dos centros de poder (…), deixaremos de ter voz sobre a forma como [as decisões são] tomadas", afirma Francois.

A irmã Francois acredita que ela e as demais freiras não defendem uma causa política, mas a criação de Deus — Foto: Congregação das Irmãs de São José da Paz

A Congregação das Irmãs de São José da Paz foi fundada em 1884, durante o pontificado do papa Leão 13, cuja atuação inspirou o papa atual a adotar o nome Leão 14.

A irmã Francois afirma que Leão 13 foi o autor do primeiro documento da Igreja Católica sobre a doutrina social voltada ao mundo do trabalho e diz que ambos os papas se dedicaram a temas sociais que afetam diretamente a vida das pessoas.

Por isso, quando alguns questionam se um grupo de freiras deveria tentar influenciar práticas empresariais de uma forma que pode ser vista como política — especialmente em um período de crescente polarização —, a irmã Francois tem uma resposta direta: "Não estamos defendendo partidos políticos. Estamos defendendo o valor da criação de Deus e o direito de todas as pessoas aos direitos humanos. Se isso é política, tudo bem."

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Como começar na produção de leite? Cartilha gratuita reúne orientações para produtores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

GLOBO RURAL Como começar na produção de leite? Cartilha gratuita reúne orientações para produtores Material aborda diferentes aspectos da atividade, desde a alimentação do rebanho até os sistemas de produção mais utilizados. Por Globo Rural

Quem está começando ou quer aprimorar a produção de leite pode consultar gratuitamente uma cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com orientações sobre o manejo de vacas em lactação e vacas secas.

O material aborda diferentes aspectos da atividade, desde a alimentação do rebanho até os sistemas de produção mais utilizados. A publicação também traz recomendações sobre o manejo adequado durante a ordenha, etapa essencial para garantir a qualidade do leite e o bem-estar dos animais.

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Dólar abre em queda, com petróleo e tarifaço no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais fica no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5% foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ As tensões no Oriente Médio também ficam no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo.

Após uma semana de tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,09%, cotado a US$ 97,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,64%, a US$ 89,76 o barril.

▶️ Por fim, a temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor.

Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficam no radar.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entraram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.

Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

"A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo."

Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Na semana passada, os EUA já haviam confirmado uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

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"As forças dos EUA iniciaram outra noite de ataques contra alvos militares iranianos às 18h45 ET de hoje. Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial", diz uma postagem do Comando Central (Centcom) americano.

A imprensa do Irã reportou explosões na cidade de Ahvaz, no sul do país, alé, de Bandar Abbas e Qeshm, alvos frequentes de bombardeios americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã.

"Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou.

Um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos vêm usando armas que nunca haviam utilizado antes contra o território iraniano.

Em entrevista a uma rádio iraniana, o general Abolfazl Shekarchi afirmou que Washington está mobilizando "todas as capacidades, todas as armas e todas as previsões" que havia acumulado para a Terceira Guerra Mundial contra o país.

"Todas as armas que foram testadas no mundo, mas nunca utilizadas em qualquer guerra, foram empregadas contra a República Islâmica. Cada capacidade, cada arma, cada plano de contingência que os americanos haviam planejado e estocado para a Terceira Guerra Mundial — para enfrentar as principais potências mundiais — tudo foi levado ao campo de batalha", afirmou.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Na Europa, o dia é mais positivo, conforme investidores avaliam novos dados econômicos e balanços corporativos.

Perto das 9h15, o DAX, da Alemanha, subia 0,68%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,30% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,21%.

Na Ásia, a maioria dos índices da região fechou em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,67%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,72%. O Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,73%.

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Países reagem a novas tarifas de Trump; Europa tem ‘alívio’ após multa milionária ao Google

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

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Contêiners chegam ao porto de Oakland, na Califórnia. (18/04/2025) — Foto: Getty Images via AFP – JUSTIN SULLIVAN

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a cerca de 60 países, já a partir desta sexta-feira (24), geram reações dos parceiros comerciais dos americanos no mundo. A China declarou “ser contra qualquer forma de medidas tarifárias unilaterais”, mas a União Europeia não escondeu o alívio pelo fato de a taxa aplicada aos produtos europeus não ser a mais alta.

O anúncio de Washington ocorreu no mesmo dia em que a gigante americana Google foi alvo de uma pesada multa no continente europeu. "A UE saúda o fato de que esse desfecho é consistente com os compromissos dos EUA em relação às tarifas", estabelecidos no acordo comercial firmado no ano passado entre Bruxelas e Washington, disse Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia.

A UE recebeu uma alíquota tarifária global de 10%, com isenções tarifárias adicionais para certos produtos, como cortiça e diamantes, que se somam a mercadorias já isentas, a exemplo de aeronaves e suas peças de reposição e medicamentos genéricos.

Para Bruxelas, isso cria uma "dinâmica positiva" para as discussões transatlânticas sobre diversos temas, que vão desde matérias-primas estratégicas até inteligência artificial, salientou Olof Gill.

O anúncio de Washington ocorreu poucas horas depois de a UE decidir multar o Google em € 890 milhões por práticas anticompetitivas no setor digital. A decisão contra a gigante de tecnologia americana havia suscitado temores de uma retaliação por parte de Washington, já que o governo de Donald Trump costuma acusar o bloco europeu de atingir injustamente empresas americanas por meio de suas regulamentações digitais.

Novas tarifas substituem rodada temporária Cerca de 60 economias enfrentam novas tarifas a partir da meia-noite e um minuto desta sexta-feira (24), em substituição às taxas temporárias implementadas em fevereiro por Donald Trump. Essas tarifas temporárias haviam sido adotadas após uma decisão da Suprema Corte de anular a maioria das sobretaxas estabelecidas desde o retorno de Trump ao poder.

Agora, uma série de produtos que entram nos Estados Unidos vindos de uma longa lista de países passa a estar sujeita a impostos de importação de 10% ou 12,5%. União Europeia, Reino Unido, México e Canadá, alguns dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos, serão alvo de 10% de sobretaxa.

O Brasil, já taxado em 25% na semana passada, recebeu uma nova rodada de 12,5%, resultado da investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre falhas no combate à importação de 3 mil itens acusados de serem feitos com o uso de trabalho forçado.

"Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais", denuncia uma nota oficial do governo brasileiro sobre o assunto.

O governo Lula decidiu que vai usar a Lei da Reciprocidade como forma de pressão, mas não vai deixar a mesa de negociações com o governo de Donald Trump.

Países asiáticos protestam Na Ásia, a China declarou que as novas tarifas de 12,5% contra os produtos chineses “não atendem aos interesses de nenhuma das partes". "Somos contra qualquer forma de medidas tarifárias unilaterais", disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Apesar da rivalidade, a China e os Estados Unidos haviam chegado a uma trégua comercial em outubro. No entanto, as disputas persistem: Pequim critica Washington por restrições a tecnologias que podem ser exportadas para empresas chinesas.

As Filipinas, que, como os demais países, também são visadas com o argumento de uso de trabalho forçado, expressaram "profunda preocupação". "Estamos muito preocupados e surpresos com essa nova taxa de 12,5%, que é muito alta", disse George Barcelon, presidente da Câmara de Comércio e Indústria das Filipinas (PCCI), à AFP na sexta-feira. "Isso tornará as indústrias menos competitivas", alertou ele.

A secretária de Comércio das Filipinas, Christina Roque, disse que o país possui uma "política firme contra o trabalho forçado, em conformidade com várias convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)".

Mesmo antes da entrada em vigor da nova rodada tarifária de 12,5%, Austrália, Japão e Nova Zelândia, aliados dos EUA na Ásia, criticaram duramente as barreiras. Canberra as considera "injustificadas", Wellington as acha "extremamente decepcionantes" e Tóquio as "lamenta".

O argumento do trabalho forçado Em meados de março, o representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, iniciou uma investigação para determinar se os parceiros comerciais dos EUA haviam eliminado completamente de suas cadeias de suprimentos produtos fabricados com mão de obra forçada.

"Buscamos acabar com o comércio desse tipo de produto", explicou Greer à CNN. "Se você permite a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, cria-se uma concorrência desleal para os seus próprios produtos. Queremos que todos os países tenham o mesmo tipo de proteção", acrescentou.

Segundo Greta Peisch, advogada especializada em comércio internacional, o objetivo é "manter poder de negociação e continuar pressionando para que os países continuem a honrar os acordos comerciais que assinaram e, talvez, negociem outros no futuro". "Há um fio condutor, mesmo que as alíquotas tarifárias variem significativamente e as justificativas para elas mudem com o tempo", acrescentou ela.

"O presidente reconheceu que o mercado dos EUA é um ativo importante que ele pode usar como alavanca junto a esses países para alcançar os objetivos desejados", admitiu uma autoridade americana à imprensa.

A Casa Branca espera que essa nova sobretaxa não tenha o mesmo destino daquela implementada no ano passado. Para garantir a viabilidade jurídica, o USTR baseou-se na mesma legislação utilizada anteriormente para justificar tarifas setoriais específicas – como o aço, o alumínio, o cobre, a madeira e automóveis —, que não haviam sido anuladas pela Suprema Corte. Várias outras investigações também estão em andamento com base nesse mesmo texto, particularmente no que diz respeito a uma possível capacidade industrial excedente.

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Bilionário da Coreia do Sul é condenado a pagar R$ 3,5 bilhões à ex-esposa em divórcio; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Um tribunal decidiu nesta sexta-feira (24) que o presidente do grupo SK, Chey Tae-won, deve pagar R$ 3,5 bilhões à ex-esposa, Roh Soh-yeong.

Esse é o maior valor de divórcio registrado no país. O montante é menor que os R$ 5,1 bilhões definidos em decisão anterior.

O executivo pode precisar vender ações para pagar a quantia. Especialistas avaliam que a transação não deve comprometer seu controle sobre o conglomerado.

Após a decisão, as ações da holding SK caíram 3,8% na Bolsa de Seul. Os papéis da fabricante de chips SK Hynix também recuaram 8,3%.

O presidente continuará dono das ações, fazendo o pagamento do acordo em dinheiro. A decisão ainda cabe recurso no Supremo Tribunal da Coreia do Sul.

Chey Tae-won, presidente do Grupo SK, participa da abertura do pregão da SK Hynix na Nasdaq, em Nova York, em 10 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Angelina Katsanis/Foto de Arquivo

Um tribunal da Coreia do Sul decidiu nesta sexta-feira (24) que o presidente do grupo SK, Chey Tae-won, deverá pagar 944 bilhões de wons — cerca de R$ 3,5 bilhões — à ex-esposa, Roh Soh-yeong, como parte do acordo de divórcio.

Embora seja o maior valor já concedido em um divórcio no país, a quantia é menor do que a determinada por uma decisão anterior, que havia fixado o pagamento em 1,38 trilhão de wons (cerca de R$ 5,1 bilhões).

Especialistas afirmam que Chey pode precisar vender parte de suas ações ou usá-las como garantia para levantar o dinheiro, mas avaliam que isso não deve comprometer seu controle sobre o grupo SK, o segundo maior conglomerado da Coreia do Sul.

O caso chamou atenção porque a fortuna da empresa cresceu com o avanço da inteligência artificial.

A fabricante de chips SK Hynix, que faz parte do grupo, tornou-se uma das principais fornecedoras de memórias usadas nos processadores de IA da Nvidia, beneficiando-se da alta demanda por semicondutores avançados.

Após a decisão, as ações da holding SK fecharam em queda de 3,8%, enquanto os papéis da SK Hynix recuaram 8,3% na Bolsa de Seul.

O Supremo Tribunal da Coreia do Sul já havia decidido que um suposto apoio financeiro dado ao grupo pelo pai de Roh, o ex-presidente Roh Tae-woo, não poderia ser considerado na divisão dos bens.

🔎 Segundo o tribunal, as ações de Chey na holding SK fazem parte do patrimônio do casal porque foram adquiridas durante o casamento e aumentaram de valor com a contribuição de ambos. Os juízes consideraram que Roh colaborou para esse patrimônio ao cuidar dos filhos, da casa e ao participar de atividades relacionadas ao grupo empresarial.

Apesar disso, Chey continuará como dono das ações. Em vez de transferir parte dos papéis para a ex-esposa, ele fará o pagamento em dinheiro, preservando sua participação e o controle sobre o conglomerado.

A decisão ainda pode ser alvo de recurso e voltar a ser analisada pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul.

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Brasil proíbe foie gras após classificar técnica como maus-tratos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 08:54

Agro Brasil proíbe foie gras após classificar técnica como maus-tratos Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (24) um projeto de lei que proíbe a produção e a venda de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (24) um projeto de lei que proíbe a produção e a venda de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Entre eles, está o foie gras, prato da culinária francesa feito com fígado gordo de pato ou ganso.

A norma, publicada no Diário Oficial da União, especifica que a proibição inclui a produção e a comercialização de foie gras, tanto in natura como enlatado.

Quem descumprir a regra poderá ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais para casos de maus-tratos a animais.

➡️ A técnica usada para produzir o foie gras é conhecida como gavage. Ela consiste em forçar o animal a comer mais do que consumiria naturalmente para aumentar o tamanho do fígado. Para isso, um tubo metálico é inserido pela garganta da ave até o esôfago, por onde a ração é fornecida.

O procedimento costuma ser realizado duas vezes por dia nas duas a quatro semanas que antecedem o abate. "Isso gera uma série de lesões na garganta, no esôfago ou até na face e no bico do animal", explica George Sturaro, diretor de políticas públicas da ONG Mercy For Animals.

Segundo Sturaro, o fígado pode crescer até dez vezes além do tamanho normal, o que pode causar dor, alterações no metabolismo e estresse térmico nas aves.

Além disso, há outro agravante: muitas vezes o processo não é feito corretamente, o que provoca ainda mais ferimentos nos animais.

"Você vê que as aves já até fogem quando chega o funcionário, porque já vira um manejo violento, não toma cuidado na hora de fazer a sondagem", afirma Patrycia Sato, presidente e diretora técnica da Alianima.

Segundo o relator do projeto, o deputado Fred Costa (PRD-MG), a técnica pode aumentar em até 25 vezes a taxa de mortalidade dos animais.

Sem esse método, ainda não existem alternativas comercialmente viáveis para produzir foie gras, afirma Sturaro. No entanto, algumas opções estão sendo estudadas, como o cultivo de células em laboratório e produtos à base de plantas.

Leia também: Chocolate ou ‘sabor chocolate’?: nova lei fixa regras e define categorias; veja quais são

Agora que o texto foi sancionado, o Brasil será o segundo país a proibir a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. O primeiro foi a Índia.

No caso da produção, outros países já adotam restrições semelhantes, como Reino Unido, Alemanha, Itália, Austrália e Argentina.

"Realmente o Brasil sai na frente de muitos países, inclusive os que geralmente são pioneiros em práticas de bem-estar animal", afirma Sato.

O projeto de lei foi apresentado há seis anos no Senado e tramitou em caráter conclusivo pelas comissões — ou seja, não precisou passar pelo plenário, explica Natália Figueiredo, gerente de políticas públicas da World Animal Protection Brasil.

Segundo Figueiredo, a embaixada da França pediu apoio da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para evitar que o projeto também proibisse a importação de produtos feitos com a técnica. O g1 entrou em contato com a FPA e com a embaixada da França, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Já internamente, o projeto passou sem obstáculos, uma vez que o Brasil só possui três produtores que usam a técnica de gavage. "E é uma iguaria, é um alimento muito caro, ela é elitizada. Então, também não tem esse fator de você estar tirando comida do brasileiro", afirma Sato.

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