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UE anuncia € 10 bilhões para financiar sete gigafábricas de IA e reduzir distância de EUA e China na tecnologia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Tecnologia UE anuncia € 10 bilhões para financiar sete gigafábricas de IA e reduzir distância de EUA e China na tecnologia Comissão Europeia quer atrair mais € 20 bilhões da iniciativa privada para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial no bloco. Por Reuters

A União Europeia (UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial (IA) em países do bloco, em um investimento de € 10 bilhões (US$ 11,5 bilhões), informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (30).

A iniciativa faz parte dos esforços da UE para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.

A Comissão afirmou que pretende atrair pelo menos € 20 bilhões em investimentos privados para os projetos. Inicialmente, o plano previa a construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco.

As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares, tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas serão somadas às 19 fábricas de IA que já existem em diferentes países da União Europeia.

"O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera", afirmou Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, em comunicado.

Empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades públicas e investidores poderão formar consórcios ou veículos de propósito específico para se candidatar à participação nas gigafábricas.

O processo de inscrição termina em 12 de novembro. A Comissão espera anunciar os vencedores no início de 2027, e a previsão é que as instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos contratos.

As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos das gigafábricas.

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Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo a jornalistas e veículos de comunicação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Economia Midia e Marketing Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo a jornalistas e veículos de comunicação Segundo a Abert, declarações do influenciador "ultrapassam os limites da liberdade de expressão" e configuram incitação ao ódio. Por Redação g1 — São Paulo

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente da Ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo — Foto: Reprodução/YouTube

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) publicou na última quinta-feira (29) uma nota de repúdio contra os ataques proferidos pelo influenciador Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação, principalmente "as declarações de conteúdo misógino" feitas à jornalista da Globo Miriam Leitão.

Segundo o órgão, as ofensas "ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas".

"É inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimulam a violência em razão do exercício de sua atividade", afirmou a Abert em nota.

"Ataques dessa natureza representam uma afronta à liberdade de imprensa, à dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente."

A associação ainda manifestou solidariedade à jornalista Miriam Leitão e aos profissionais atingidos e disse esperar que as autoridades competentes "adotem medidas cabíveis para apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos".

A Abert também reafirmou seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação.

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Mesmo com Desenrola 2.0, inadimplência bancária mantém recorde em junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 08:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu estável em 4,7% em junho, recorde histórico, informou nesta quinta-feira (30) o Banco Central (BC).

O valor continuou no maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011.

O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.

No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 5,6% em junho, o maior patamar da série histórica.Já para as empresas, a inadimplência ficou estável 3,2% em no mês passado, o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%).

O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio.

Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta semana que o governo federal decidiu prorrogar a adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Sem a extensão, o programa terminaria no começo de agosto.

De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma queda marginal — o último disponível nesse indicador.

A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses recuou de 49,9% em abril para 49,8% em maio.

Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.

💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.

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O que brasileiros pensam de influenciadores que fazem publicidade de bets: ‘Destruíram minha vida’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 06:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

Uma pesquisa inédita revelou que 51% dos brasileiros têm visão negativa sobre influenciadores que fazem propaganda de casas de apostas. Apenas 9% avaliam a prática como positiva.

A perda de confiança nesses famosos é ainda maior entre pessoas com nível superior e com renda acima de 5 salários mínimos, conforme o levantamento de julho.

A Justiça de Campinas excluiu influenciadores de um processo movido por um cabeleireiro. Ele pedia indenização após perder mais de R$ 100 mil em apostas online.

Após polêmicas, o governo federal impôs novas regras restringindo propagandas do setor em julho. Diversos estados e capitais também discutem ou aprovaram legislações restritivas locais.

Pesquisa inédita mostra que 40% dos brasileiros não confiam ou passam a confiar menos em quem faz propaganda de bets — Foto: AFP VIA GETTY IMAGES/BBC

Foi quase impossível acompanhar a Copa do Mundo esse ano sem se deparar, pelo menos algumas vezes por dia, com o jogador Vini Jr. fantasiado de idoso, encarnando o personagem "Vini Sênior", em propaganda de uma casa de apostas.

O narrador Galvão Bueno também emprestou sua influência para anúncios do setor, assim como ex-jogadores como Cafu, Zinho, Renato Gaúcho e Túlio Maravilha.

Segundo uma pesquisa inédita realizada pela organização não governamental inglesa More in Common, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos-Ipec, 51% dos brasileiros têm uma visão negativa de influenciadores que anunciam bets, enquanto 19% têm visão neutra e somente 9% têm uma impressão positiva dessas pessoas. Outros 21% não sabiam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas de 16 anos ou mais de idade, em 130 municípios, entre os dias 4 e 8 de julho, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pergunta foi feita de forma aberta, colhendo respostas espontâneas, posteriormente categorizadas.

Da parcela de brasileiros que têm uma visão negativa sobre famosos que fazem propaganda de apostas, 22% avaliam que esses influenciadores são "irresponsáveis", "egoístas", "manipuladores" e "não têm ética".

Outros 17% afirmam que são más influências e exploram as pessoas, enquanto 8% acreditam que são pessoas que pensam apenas no próprio benefício, e 4% dizem que deixam de seguir essas pessoas, que elas deveriam ser punidas, ou as propagandas proibidas.

Em outra pergunta, com respostas fechadas, sobre como fazer propaganda de bets afeta a confiança dos entrevistados nos famosos, 40% disseram que não confiam ou passam a confiar menos em influenciadores, artistas e atletas que fazem propaganda de bets, enquanto 53% dizem que sua confiança não muda, 4% dizem que passam a confiar mais e 4% não sabiam ou não responderam.

Aqui, novamente, o percentual dos que não confiam ou passam a confiar menos nesses influenciadores é maior entre os mais escolarizados (48% entre quem tem ensino superior) e entre quem tem mais renda (46% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos).

"O influenciador troca, portanto, um ganho certo hoje, por um desgaste de reputação no público que sustenta sua própria capacidade de monetização no futuro", completa Ortellado, que também é professor no curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP).

Em relatório publicado em 2024, o Itaú estimou os gastos do setor de apostas com marketing entre R$ 5,8 bilhões e R$ 8,8 bilhões.

"Esses números devem ser muito maiores em 2026: o patrocínio master da Série A do campeonato brasileiro de futebol cresceu 125% em dois anos e o setor de apostas passou a ser o terceiro maior anunciante da TV", observa o pesquisador.

Questionado sobre o resultado da pesquisa da More In Common, o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, diz que é preciso diferenciar influenciadores que promovem operadores autorizados pelo Ministério da Fazenda e aqueles que divulgam plataformas ilegais de apostas.

"Com frequência, promove campanhas direcionadas a menores de idade, utiliza promessas enganosas de ganhos fáceis e desrespeita regras básicas de proteção ao consumidor. As operações policiais constantes contra esse grupo têm mostrado o risco", afirma.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), por sua vez, não respondeu a pedido de comentário até a publicação desta reportagem.

'Destruíram minha vida', diz apostador que tentou processar Virginia, Deolane e Carlinhos Maia

Em junho deste ano, ele entrou na Justiça com uma ação contra três empresas de intermediação ligadas a plataformas de apostas, e contra os influenciadores Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, a quem atribui parte da culpa por ter desenvolvido transtorno de jogo.

"Na primeira vez que entrei, acabei ganhando um prêmio muito alto, eu coloquei R$ 700 e, em menos de quatro horas, ganhei R$ 12 mil", lembra Andrade, em entrevista à BBC News Brasil.

"Aquilo foi surreal para mim e correspondeu muito ao que os influenciadores passavam, aquela facilidade [de ganhar dinheiro]. Depois de dois ou três meses, me percebi totalmente refém daquilo, hoje estou com a vida destruída, dilacerada por conta das consequências que isso me trouxe."

Isaac Pinto de Andrade entrou na Justiça contra Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, após perder mais de R$ 100 mil com apostas — Foto: BBC

Andrade estima suas perdas financeiras em mais de R$ 100 mil. "Eu tinha casa própria, eu tinha um salão de beleza, eu era um cidadão de bem, mas perdi tudo isso em um período de dois anos."

O cabeleireiro afirma que sua intenção ao processar os influenciadores foi fazer com que eles refletissem sobre as consequências de suas ações.

"São pessoas que vieram ao mundo e foram agraciadas de alguma forma. E que, infelizmente, não põem a mão na consciência para saber as consequências que elas estão gerando na vida de pessoas comuns e simples", afirma.

"Então espero que eles repensem essas atitudes. Pessoas que já têm tudo — será que elas têm mesmo a necessidade de se associar a coisas que estão devastando o mundo?", questiona.

Na semana passada, o juiz responsável pelo caso excluiu duas das empresas e os três influenciadores do processo, extinguindo a ação em relação a eles, sem análise do mérito.

O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra, da 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, avaliou que duas das empresas citadas, por serem intermediadoras de pagamentos, "não mantiveram qualquer relação jurídica contratual ou obrigacional direta com o autor" e se limitaram a prestar serviços financeiros. E que Virginia, Deolane e Carlinhos Maia se limitaram "à veiculação de conteúdos em redes sociais, sem integrar a essência da relação jurídica de apostas objeto da demanda".

O juiz também declinou o pedido de Andrade para ter acesso à Justiça gratuita, argumentando que, se ele teve perdas financeiras superiores a R$ 100 mil em apostas, além de ter realizado aportes vultosos nas plataformas de jogos de azar, sua condição financeira é incompatível com o benefício.

A ação, no entanto, não foi integralmente extinta, e prossegue em relação a uma das empresas indicadas na petição inicial. A decisão também poderá ser objeto de recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Andrade se diz decepcionado com a decisão do juiz de excluir os influenciadores do processo, mas pretende seguir com a ação contra a empresa restante.

"Eu acredito que ele [o juiz] se baseou nos estudos dele, jamais vou julgar, mas não vou perder minha esperança e nem vou desistir", afirma.

As assessorias de imprensa de Virginia Fonseca e Deolane Bezerra disseram à BBC News Brasil que elas não se pronunciariam sobre o caso.

Já a defesa de Carlinhos Maia destaca, em nota, que a decisão do juiz reforça seu entendimento de que não há fundamento jurídico para atribuir ao influenciador responsabilidade pelos prejuízos alegados. A defesa diz que seguirá acompanhando o processo e "adotará medidas cabíveis caso haja recurso contra a decisão".

Criada em 2016 na Inglaterra, a partir do assassinato da parlamentar trabalhista Jo Cox por um radical de direita, a More In Common é uma organização que se dedica a estudar a polarização política em diversos países do mundo.

Ortellado explica, porém, que o interesse da instituição em pesquisar a questão das bets no Brasil veio justamente do fato de este ser um dos poucos temas hoje que não divide a população.

"Todas as pesquisa têm mostrado que, seja de esquerda ou de direita, todos os eleitores odeiam bets", observa o diretor-executivo da More In Common.

"Todos acham que isso causa vício e endivida as famílias, não varia quase nada se a pessoa vota no Lula, ou vota no Bolsonaro."

As novas regras também proíbem que as apostas sejam apresentadas como uma forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro, a criação de senso de urgência para estimular apostas, e a utilização de comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar.

"Há modelos internacionais bem mais restritivos, incluindo restrições de horário e de veiculação em ambiente esportivo", exemplifica.

"O que nossas pesquisas mostram é que há grande apoio popular para um endurecimento — e apoio popular independente de coloração partidária."

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‘Mais simbólico do que efetivo’: por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 05:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

Nesta semana, o Brasil acionou a OMC para contestar tarifas impostas pelos EUA. A iniciativa ocorre em meio à paralisação do principal sistema de recursos do órgão.

O Órgão de Apelação está paralisado desde 2019, após os EUA bloquearem novos integrantes. Especialistas apontam que a ida do Brasil é "mais simbólica que efetiva".

O país usou a OMC em 2002 contra subsídios americanos ao algodão. O contencioso acabou em 2014 com o pagamento de US$ 300 milhões ao Brasil.

Além da OMC, o governo brasileiro avalia a Lei da Reciprocidade Econômica. O país também atua para fechar novos acordos e diversificar seus parceiros comerciais.

Durante décadas, recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) foi o caminho usado por países para tentar resolver disputas comerciais. Nesta semana, o governo brasileiro acionou o órgão para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O pedido ocorre em um cenário diferente do passado: após uma perda gradual de influência, o principal sistema de julgamento da OMC está praticamente paralisado, enquanto as maiores economias passaram a recorrer a vias políticas para defender seus interesses econômicos.

➡️ Na teoria, um país recorre à OMC quando considera que outro membro adotou uma medida que viola as regras do comércio internacional, como tarifas ou barreiras injustificadas. Mas, desde que os EUA bloquearam a nomeação de novos integrantes do Órgão de Apelação, as disputas até podem avançar, mas enfrentam dificuldades para chegar a uma decisão definitiva. (saiba mais abaixo)

Em resumo, o pedido apresentado pelo Brasil questiona as duas tarifas adotadas recentemente pelos EUA:

Uma delas é a tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais desleais. A outra é a sobretaxa de 12,5% aplicada a mais de 60 parceiros comerciais dos americanos, relacionada ao comércio de produtos que utilizam trabalho forçado. (entenda melhor aqui)

Para especialistas ouvidos pelo g1, a aposta do Brasil não é obter uma resposta rápida para derrubar as tarifas, mas formalizar a contestação, fortalecer a posição diplomática do país e construir uma base jurídica que possa ser usada em futuras negociações comerciais.

🔎 Criada em 1995, a Organização Mundial do Comércio estabelece regras para o comércio internacional e oferece um mecanismo para que países contestem medidas consideradas incompatíveis com os acordos firmados entre seus membros.

Desde 2019, o principal sistema de recursos da OMC está praticamente paralisado. O Órgão de Apelação, responsável por revisar as decisões dos painéis de especialistas, perdeu o número mínimo de integrantes após os EUA bloquearem a nomeação de novos membros.

Para Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos da ESPM, esse cenário representa "o maior golpe já sofrido pela OMC em seus quase 30 anos de existência, a ida do Brasil é mais simbólica que efetiva".

Uebel destaca ainda que o mundo vive um momento inusitado, em que uma grande potência se recusa a seguir lógicas econômicas e se fecha ao multilateralismo.

🔎 Multilateralismo é a cooperação entre vários países por meio de regras, instituições e acordos comuns para resolver problemas internacionais. A ideia é que decisões globais sejam tomadas por negociação coletiva, e não apenas pela imposição de uma única potência.

O enfraquecimento da OMC também reflete a mudança de postura das duas maiores potências econômicas do mundo. "Quando EUA e China deixam de colocá-la no centro das suas disputas, qualquer instituição perderia força", afirma o cientista político e professor da UFPI Elton Gomes.

Para ele, as tarifas adotadas pelo governo americano deixaram de ser apenas uma ferramenta comercial e passaram a funcionar como "pressão geopolítica preferida por eles para arrancar acordos e causar ônus a países ideologicamente rivais", servindo como uma espécie de munição para obter vantagens estratégicas em negociações.

Para Roberto Uebel, o principal efeito está na reafirmação de princípios. O Brasil aciona a OMC em defesa do multilateralismo, um dos pilares da política externa brasileira. É uma forma de afirmar que considera essas tarifas injustificadas e incompatíveis com as regras internacionais.

"O Brasil não quer apenas receber normas. Ele procura contribuir para que elas sejam construídas. Cada disputa gera uma jurisprudência e um conjunto de documentos que podem balizar decisões futuras."

Ele lembra que, para o Brasil, atuar em instituições internacionais sempre foi uma forma de ampliar sua influência diante do peso militar das grandes potências.

O recurso atual segue uma estratégia que o Brasil já utilizou em outros conflitos comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC). Um dos casos mais emblemáticos foi a disputa contra os EUA por causa dos subsídios ao algodão, aberta em 2002.

Na época, o governo brasileiro argumentou que os repasses americanos aos produtores distorciam o mercado internacional ao reduzir artificialmente os preços do algodão e prejudicar os agricultores brasileiros.

Em 2004, a OMC deu ganho de causa ao Brasil. Após anos de recursos e discussões sobre o cumprimento da decisão, o país foi autorizado, em 2009, a aplicar sanções comerciais contra os EUA.

A retaliação, porém, nunca saiu do papel. Em 2010, os dois países firmaram um acordo provisório e, quatro anos depois, encerraram definitivamente o contencioso. O desfecho incluiu o pagamento de US$ 300 milhões pelos EUA ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), além de mudanças em programas americanos de apoio ao setor.

Sul de Minas concentra cidades entre líderes das exportações e importações de MG em 2026 — Foto: Ana Torres/Sede

Também em 2002, o Brasil contestou na OMC os subsídios concedidos pela União Europeia aos produtores de açúcar. Três anos depois, o Órgão de Apelação confirmou que parte das medidas era incompatível com as regras do comércio internacional.

A decisão levou o bloco europeu a reformular sua política para o setor, reduzindo subsídios e ampliando o espaço para exportadores mais competitivos, como o Brasil.

Em outro contencioso de destaque, Brasil e Canadá se enfrentaram no setor aeronáutico. A disputa, iniciada ainda nos anos 1990, girava em torno dos incentivos concedidos às fabricantes Embraer e Bombardier e resultou em condenações para os dois países.

Em 2017, o Brasil voltou a questionar subsídios canadenses à Bombardier, mas encerrou o processo em 2021, depois que a empresa deixou o mercado de aviação comercial. A partir daí, os dois países passaram a buscar regras comuns de concorrência no âmbito da OCDE.

🔎 O histórico desses casos mostra que as disputas na OMC raramente terminam com a aplicação imediata de sanções comerciais. Na prática, as decisões do órgão costumam servir como instrumento de pressão para que os países alterem políticas consideradas incompatíveis com as regras internacionais ou negociem acordos bilaterais que ponham fim ao conflito.

"O fato de a OMC autorizar uma retaliação não significa que ela precise ser usada. Muitas vezes, o principal ganho está justamente no fortalecimento da posição negociadora", afirma Elton Gomes.

O pedido apresentado pelo Brasil abre a primeira etapa do sistema de solução de controvérsias da OMC: as consultas entre os dois países.Nessa etapa, Brasil e EUA tentam chegar a um acordo antes do julgamento.Se não houver entendimento, o caso pode avançar para um painel de especialistas, que analisa os argumentos apresentados e verifica se as medidas adotadas estão de acordo com as regras comerciais. Os setores afetados também podem ser convocados.Uma eventual decisão favorável ao Brasil ainda poderia enfrentar dificuldades na fase de recursos, já que o Órgão de Apelação da OMC não está funcionando plenamente.

Além da disputa na OMC, o governo brasileiro também avalia os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.

🔎 O mecanismo é novo e permite responder a medidas consideradas prejudiciais adotadas por parceiros comerciais, mas especialistas avaliam que esse caminho deve ser usado com cautela.

Para Carla Beni, economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), a negociação deve ser a prioridade. Segundo ela, uma resposta baseada apenas em novas tarifas poderia gerar efeitos negativos para setores brasileiros.

"O objetivo não deve ser entrar em uma guerra tarifária. Existem mecanismos mais inteligentes, com medidas específicas para determinados setores", diz.

A economista afirma que respostas direcionadas podem evitar impactos maiores sobre empresas e consumidores brasileiros.

O conflito entre Brasil e EUA ocorre em um momento de transformação do comércio internacional. O avanço de medidas unilaterais, como a adoção de tarifas por grandes economias, pressiona um sistema que, durante décadas, buscou ampliar regras comuns e reduzir barreiras comerciais.

"A globalização não acabou, mas estamos entrando em uma nova fase. Antes, a prioridade era produzir onde fosse mais barato. Hoje, empresas e governos também precisam considerar onde é mais seguro produzir e quais fornecedores oferecem maior estabilidade", afirma Paula Sauer, professora da FIA Business School.

Segundo a especialista, crises recentes, como a pandemia, conflitos internacionais e eventos climáticos extremos, mostraram os riscos de cadeias produtivas muito concentradas.

"O que estamos assistindo é uma transformação da lógica econômica do menor custo para a lógica do menor risco. As empresas passaram a aceitar pagar um pouco mais para reduzir a possibilidade de interrupções na produção", diz.

Nesse cenário, o Brasil busca atuar em diferentes frentes: mantém a defesa do multilateralismo, participa de negociações comerciais, como o acordo entre Mercosul e União Europeia, e tenta ampliar as relações com novos mercados.

Para especialistas, em um ambiente de maior disputa entre potências, diversificar parceiros se torna uma ferramenta para reduzir vulnerabilidades.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tecnologia, carne e IA: o que empresas de Brasil e Coreia do Sul negociaram em reunião fechada

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 30/07/2026 05:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

Mais do que uma cerimônia de assinatura de acordos, o Brazil-Korea Business Roundtable foi estruturado como uma grande mesa de negociação entre os principais líderes empresariais dos dois países. O g1 acompanhou as discussões com exclusividade.

Mediados pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, cerca de 30 executivos brasileiros e sul-coreanos se revezaram em três painéis temáticos — manufatura e infraestrutura, indústrias avançadas e bens de consumo e distribuição — para apresentar diretamente aos chefes de Estado os principais gargalos, oportunidades de investimento e propostas de cooperação bilateral.

Ao fim das apresentações, parte das discussões foi formalizada por meio da assinatura de memorandos de entendimento entre empresas e instituições dos dois países.

A divisão dos debates refletiu as prioridades da agenda econômica entre Brasil e Coreia do Sul. No primeiro bloco, executivos de empresas como Hyundai, Posco, LG Electronics, Hanwha Ocean, Vale, Suzano, Braskem, Inpasa, Tupy e HD Hyundai Construction Equipment discutiram projetos ligados à indústria, infraestrutura e transição energética.

vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin discursa durante uma mesa-redonda empresarial com líderes empresariais sul-coreanos e brasileiros em um hotel de São Paulo, em 28 de julho de 2026 — Foto: Divulgação

Em seguida, representantes de Samsung Electronics, Embraer, Eurofarma, WEG, Stefanini, SK Biopharmaceuticals, NAVER, Korean Air e Korea Aerospace Industries concentraram as discussões em inteligência artificial, semicondutores, saúde, inovação e setor aeroespacial.

O último painel reuniu executivos de JBS, Minerva Foods, Ambev, Amorepacific, APR, Silicon2 e Korea Importers Association (KOIMA), com foco em alimentos, bebidas, cosméticos e distribuição.

A escolha desses setores chamou atenção por coincidir com áreas consideradas estratégicas pelo governo brasileiro no momento em que o país busca diversificar seus mercados externos após o aumento das tarifas impostas pelos EUA.

Proteínas animais e bebidas — dois dos segmentos preservados das novas tarifas americanas — estiveram entre os temas mais debatidos pelos executivos, que defenderam ampliar a presença brasileira na Coreia do Sul e acelerar acordos comerciais e sanitários.

Os EUA sequer foram citados durante os debates, embora Brasil e Coreia estejam sendo alvo de tarifas americanas. Após o encerramento do evento, durante entrevistas, Alckmin reiterou que Trump "não esteve na pauta".

ApexBrasil × KOTRA: aprofundamento da cooperação comercial e de investimentos.Embrapii × KIAT e Finep × KIAT: pesquisa, inovação, inteligência artificial e descarbonização.Eurofarma × SK Biopharmaceuticals: parceria em neurociências, IA e terapias para epilepsia.JBS × Highland Foods: expansão da presença da JBS na Coreia e em outros mercados estratégicos.Embraer × Korea Aerospace Industries (KAI): cooperação para futuras parcerias no setor aeroespacial.

No painel de bens de consumo, o CEO da Minerva Foods, Fernando Queiroz, afirmou que a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira representa uma oportunidade para os dois países.

Segundo ele, a Coreia importa mais de 60% dos alimentos que consome e depende principalmente de Estados Unidos e Austrália para abastecer seu mercado. Já o rebanho brasileiro "soma mais de duas vezes a soma da Austrália e da Índia", disse.

"Nós podemos dar à Coreia segurança alimentar, controle da inflação — especialmente para as classes menos privilegiadas —, constância e diminuir a dependência de um mercado que não é promissor", afirmou.

O CEO afirmou que a mesa representou uma oportunidade para acelerar o acordo sanitário e viabilizar o fornecimento de carne bovina brasileira ao mercado sul-coreano.

A avaliação foi reforçada pelo presidente do conselho de administração da JBS, Jerry O’Callaghan, que destacou que a companhia já possui estrutura logística consolidada para atender ao mercado asiático e que a parceria pode ir além das proteínas animais.

Segundo ele, a empresa também produz biodiesel, colágeno utilizado pela indústria de cosméticos e ingredientes de alto teor proteico para alimentação humana.

"Já conhecemos bem o mercado, conhecemos a logística […] atendemos subprodutos da nossa produção, como biocombustíveis — particularmente o biodiesel —, sebo bovino e colágeno, que serve como matéria-prima para os colegas aqui do setor de beleza", disse.

O’Callaghan acrescentou que o sorgo para consumo humano, com alto teor de proteína, "está bastante demandado pelos produtores".

As discussões sobre proteínas dialogaram diretamente com um dos memorandos assinados ao fim do encontro: a parceria estratégica entre a JBS e a sul-coreana Highland Foods para ampliar a cooperação comercial de longo prazo, expandir oportunidades de mercado e aumentar a presença dos produtos da companhia brasileira na Coreia e em outros mercados estratégicos.

Presidente do conselho de administração da JBS, Jerry O’Callaghan, (à direita), apertando a mão da fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn (à esquerda) — Foto: Isabela Ortiz/g1

Na mesma mesa, a vice-presidente da Ambev, Carla Crippa, afirmou que Brasil e Coreia já compartilham uma integração empresarial relevante, lembrando que a cervejaria brasileira faz parte do mesmo grupo controlador da sul-coreana OB. Segundo ela, cadeias produtivas complexas, como a de bebidas, dependem de um ambiente regulatório estável para sustentar investimentos de longo prazo.

"Para manter os investimentos de longo prazo, precisamos cada vez mais de previsibilidade e segurança jurídica nos nossos países", afirmou.

Já no painel de indústrias avançadas, a aproximação entre empresas de tecnologia e saúde também resultou em acordos concretos.

A Eurofarma e a SK Biopharmaceuticals firmaram um memorando para ampliar a colaboração em neurociências na América Latina, incluindo terapias para epilepsia, expansão do uso do medicamento cenobamato e aplicação de inteligência artificial em saúde.

Embraer e Korea Aerospace Industries (KAI), por sua vez, assinaram um acordo para identificar novas oportunidades de cooperação no setor aeroespacial.

Durante o evento, Alckmin lembrou que a Coreia do Sul foi o primeiro país asiático a adquirir o cargueiro KC-390, da Embraer, e mencionou o lançamento de um foguete sul-coreano previsto para setembro, a partir do Centro Espacial de Alcântara.

Marco Billi, CEO Internacional da Eurofarma (à direita), assina acordo com Donghoon Lee, CEO da SK Biopharmaceuticals Co. (à esquerda) — Foto: Isabela Ortiz/g1

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‘Efeito China’: preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 03:51

Carros 'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos Estudo aponta que a maior concorrência reduziu os reajustes e aumentou os descontos nas concessionárias. Juros altos e renda estagnada, porém, ainda dificultam a compra do zero km. Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos

Um estudo da Bright Consulting mostra que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos no Brasil subiu menos do que a inflação em 2026. O valor dos veículos zero km teve uma queda real — descontada a inflação — de 1,5% neste ano.

Nominalmente, o preço médio sugerido pelas montadoras subiu 1,4% e chegou a R$ 166,9 mil. Mas o reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada no período, de 3,18%. Houve uma forte desaceleração em relação aos 5,5% registrados no ano anterior.

De acordo com os analistas, a expansão das montadoras chinesas no país foi o principal fator por trás da queda dos preços, já que aumentou a competição no mercado brasileiro e forçou as fabricantes tradicionais a reduzirem suas margens.

💰 Por outro lado, a renda estagnada e os juros elevados do crédito veicular ainda mantêm a compra do automóvel zero km distante do bolso da maioria da população. (entenda os detalhes abaixo)

Segundo Cássio Pagliarini, sócio da Bright Consulting, a queda dos preços fica ainda mais evidente após a negociação na concessionária. O valor efetivamente pago no balcão — conhecido como preço de transação — caiu 3,5% em 2026, passando de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil.

A diferença de quase R$ 15 mil entre a tabela oficial de fábrica e o preço final registrado na nota fiscal mostra o esforço do comércio para reduzir os estoques acumulados.

Essa diferença é viabilizada por bônus de fábrica, maior valorização do carro usado dado na troca e cortes pontuais nas taxas de financiamento.

Como previsto, a entrada agressiva de marcas chinesas no país começou a provocar impactos no mercado.

Segundo Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos da área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), as fabricantes chinesas se beneficiam principalmente da grande escala de produção em seu país de origem.

"Estamos falando de um mercado de cerca de 34 milhões de veículos por ano, 10 vezes maior do que o brasileiro. A BYD, por exemplo, fabricou cerca de 4 milhões de carros só em 2025. Essa escala fabulosa reduz drasticamente o custo médio por veículo", explica Martins.

Com mais de 140 marcas disputando espaço no mercado chinês — que já apresenta demanda enfraquecida e oferta ainda elevada —, a busca por rentabilidade em outros países virou prioridade para as fabricantes chinesas. Para ganhar espaço rapidamente no Brasil, a estratégia foi entrar com preços mais baixos.

🔍 O movimento já coloca o Brasil no topo: o país tornou-se o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, com US$ 5,2 bilhões em compras. Do total, US$ 4,5 bilhões foram destinados a veículos elétricos e híbridos. Além da forte demanda por veículos mais tecnológicos, as montadoras anteciparam estoques antes do aumento das alíquotas do imposto de importação por aqui.

O professor da FGV aponta ainda que as fabricantes chinesas mudaram o jogo ao verticalizar a produção e fabricar internamente parte dos componentes mais importantes dos veículos, como as baterias. Isso elimina margens de intermediários e garante mais qualidade a um custo menor.

"Nos anos 90, os carros chineses sofriam com rejeição por falta de qualidade. Hoje, eles unem alto volume, controle da cadeia e muita tecnologia embarcada", destaca o professor da FGV.

Apesar da queda no valor médio dos carros, a dificuldade de acesso ao financiamento ainda limita um avanço maior dos emplacamentos.

As taxas cobradas pelos bancos para o financiamento veicular ainda variam entre 18% e 22% ao ano. A expectativa do setor é de que o crédito só ganhe fôlego à medida que caia a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25%.

"Em momentos normais do mercado, cerca de 60% das vendas de carros no Brasil dependem de financiamento bancário. Quando o crédito fica caro, os bancos reduzem a concessão por receio da inadimplência", avalia Martins, da FGV.

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Justiça impede INSS de recusar benefícios a entregadores do iFood por falta de carteira assinada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 03:51

Trabalho e Carreira Justiça impede INSS de recusar benefícios a entregadores do iFood por falta de carteira assinada Liminar determinou que pedidos de entregadores acidentados ou doentes sejam analisados com base nas provas apresentadas, sem recusa automática por ausência de vínculo formal. iFood, INSS e MetLife ainda podem recorrer. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Justiça do Trabalho determinou que o INSS passe a analisar, caso a caso, os pedidos de benefícios previdenciários de entregadores por aplicativo que sofrerem acidentes ou adoecerem em decorrência do trabalho.

A liminar tem alcance nacional e impede que o instituto rejeite automaticamente os requerimentos apenas pela ausência de carteira assinada ou de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

A decisão não reconhece vínculo empregatício entre o iFood e os entregadores nem garante a concessão automática de benefícios. O iFood, a MetLife e o INSS ainda podem recorrer.

Segundo especialistas, a principal mudança é que o INSS será obrigado a analisar cada pedido com base nas provas apresentadas, sem descartar automaticamente os casos por falta de vínculo formal.

Entregadores de aplicativos fazem protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Uma decisão da Justiça do Trabalho determinou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passe a analisar, caso a caso, os pedidos de benefícios previdenciários de entregadores por aplicativo do iFood que sofrerem acidentes ou adoecerem em decorrência do trabalho.

A liminar tem alcance nacional, produz efeitos imediatos e impede que o instituto rejeite automaticamente os requerimentos pela ausência de carteira assinada ou de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

A decisão foi concedida pela juíza Carla Teresa Baltazar da Silveira Porto, da 2ª Vara do Trabalho de Salvador, em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o iFood, a seguradora MetLife e o INSS. (veja abaixo o que dizem as partes)

A magistrada também determinou que o INSS não poderá negar benefícios apenas porque o entregador é classificado como parceiro ou trabalhador autônomo. Cada pedido deverá ser analisado com base nas provas apresentadas.

Além de impedir as recusas automáticas, a decisão determina que o INSS crie um fluxo administrativo específico para reavaliar pedidos negados por esses motivos.

O instituto terá 30 dias para apresentar um relatório detalhando como funcionará esse procedimento, incluindo os canais de atendimento, os documentos aceitos e o procedimento para solicitar informações ao iFood e à MetLife.

Segundo o procurador do Trabalho Ilan Fonseca, autor da ação, os entregadores do iFood enfrentavam dificuldades para acessar a proteção previdenciária quando sofriam acidentes durante o trabalho.

"O entregador estava em um limbo jurídico. Quando sofre um acidente, não conta com proteção social nem da empresa, nem da seguradora contratada por ela, nem do INSS. Agora, pelo menos, cada pedido terá de ser analisado e decidido", afirmou.

Para garantir o cumprimento da liminar, a juíza fixou multa diária de R$ 10 mil para o iFood, a MetLife e o INSS em caso de descumprimento. O valor poderá chegar a R$ 300 mil para cada uma das empresas e a R$ 500 mil para o INSS.

A decisão também prevê multa de até R$ 5 mil por processo administrativo quando houver omissão injustificada na análise de um pedido individual de benefício.

A ação é resultado de uma investigação conduzida pelo MPT ao longo de mais de três anos, que incluiu entrevistas, inspeções no iFood, análise de documentos da empresa e do INSS, além da consulta a pesquisas sobre o trabalho por aplicativos.

Para o MPT, a falta de mecanismos adequados de registro contribui para a subnotificação dos casos e transfere ao Sistema Único de Saúde (SUS), à Previdência Social e às famílias dos trabalhadores os custos decorrentes dos acidentes e afastamentos.

A ação também questiona a efetividade do seguro oferecido pelo iFood por meio da MetLife. Segundo o MPT, as exigências burocráticas dificultariam o acesso dos trabalhadores às indenizações e não substituiriam a proteção oferecida pelo sistema previdenciário. Na prática, trabalhadores acidentados acabariam sem renda e dependeriam da rede de apoio formada por familiares e amigos.

Na ação, o MPT também pede a condenação do iFood e da MetLife ao pagamento de R$ 100 milhões por danos morais coletivos. Esse pedido ainda será analisado pela Justiça, após a apresentação das defesas e o julgamento dos recursos cabíveis.

A decisão tem caráter provisório. Segundo o MPT, a ação alcança todos os entregadores cadastrados no iFood no país enquanto a liminar permanecer em vigor.

O iFood, a MetLife e o INSS ainda podem recorrer, e a decisão poderá ser mantida, modificada ou revogada pelas instâncias superiores antes do julgamento definitivo da ação civil pública.

Em nota enviada ao g1, o iFood informou que vai pedir a reconsideração da decisão da Vara do Trabalho de Salvador (BA).

A empresa alegou que a liminar foi concedida sem que tivesse a oportunidade de apresentar seus argumentos e sustentou que as obrigações impostas pela Justiça são incompatíveis com o modelo jurídico de autonomia que, segundo a plataforma, caracteriza a relação com os entregadores.

O iFood também afirmou que já oferece aos trabalhadores cadastrados benefícios como seguro contra acidentes, apoio psicológico e jurídico, auxílio em caso de afastamento por doença, incapacidade temporária ou invalidez permanente, além de seguro de vida e auxílio-funeral.

O INSS informou que ainda não foi oficialmente notificado e que "se manifestará oportunamente em relação ao mérito da decisão judicial".

Já a MetLife informou que, até o momento, não foi formalmente notificada da decisão judicial. A empresa acrescentou que, caso seja intimada, "analisará o conteúdo da decisão e adotará as medidas cabíveis, em conformidade com a legislação aplicável".

Entregadores de aplicativos fazem protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Para a advogada trabalhista Bárbara Ferrari, o principal efeito da decisão é obrigar o INSS a analisar os pedidos de benefícios previdenciários de entregadores acidentados de forma individualizada, sem recusá-los automaticamente. A liminar não cria novos direitos nem altera a natureza da relação entre plataformas e entregadores.

Ferrari afirma que a discussão sobre o reconhecimento de vínculo empregatício continua sendo tratada separadamente pela Justiça do Trabalho e depende da análise de cada caso.

"Não se pode interpretar essa decisão como uma mudança de entendimento sobre a natureza da relação entre plataformas e entregadores", completa.

Segundo o especialista em Direito Previdenciário, Danilo Schettini, a liminar reforça a obrigação de o INSS analisar cada caso com base nas provas apresentadas e também determina que o iFood e a MetLife forneçam informações que possam auxiliar na instrução dos processos administrativos.

"O trabalhador continua precisando cumprir os requisitos previstos na legislação previdenciária, como a qualidade de segurado, quando exigida para cada benefício", afirma.

O advogado explica que os entregadores poderão utilizar diferentes elementos para comprovar que o acidente ou adoecimento ocorreu durante o trabalho, como:

boletins de ocorrência;laudos e prontuários médicos;testemunhas;fotos e vídeos;registros do aplicativo;histórico de corridas;dados de geolocalização;conversas com a plataforma.

Na avaliação de Schettini, embora os efeitos diretos da liminar alcancem apenas os casos abrangidos pela ação, o entendimento pode influenciar processos semelhantes envolvendo trabalhadores de outras plataformas digitais.

Caso seja mantida, a decisão também pode incentivar o INSS a adotar análises mais individualizadas em pedidos de benefícios apresentados por esses trabalhadores.

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Gigantes de tecnologia são as marcas mais usadas para aplicar golpes na internet; veja lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 03:51

Tecnologia Gigantes de tecnologia são as marcas mais usadas para aplicar golpes na internet; veja lista Cinco empresas respondem por mais da metade das tentativas de golpe identificadas no segundo trimestre, de acordo com levantamento da empresa de segurança cibernética Check Point Software. Por Redação g1 — São Paulo

Microsoft, LinkedIn e Google — Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes; Shutter Speed/Unsplash; Reuters/Andrew Kelly

Gigantes de tecnologia estão entre as principais marcas usadas indevidamente por criminosos para aplicar golpes na internet. A informação aparece em um levantamento da empresa de segurança cibernética Check Point Software.

A Microsoft, o LinkedIn, o Google, a Apple e a Amazon são as que mais apareceram nas tentativas de golpe identificadas no segundo trimestre de 2026, segundo a empresa.

As cinco companhias respondem por mais de metade das campanhas de phishing com marcas, um golpe que se aproveita da reputação de empresas para roubar dados e dinheiro por meio de e-mails e sites falsos, por exemplo.

O ChatGPT apareceu na lista pela primeira vez, indicando que ferramentas de inteligência artificial já estão no radar de criminosos. Um dos casos identificados envolveu uma mensagem falsa sobre uma suposta falha no pagamento da assinatura do serviço. (veja a lista completa abaixo)

Microsoft (22,6%)LinkedIn (11,6%)Google (6,7%)Apple (5,8%)Amazon (5,2%)Adobe (3,8%)Facebook (1,9%)WhatsApp (1,4%)PayPal (1,3%)ChatGPT (1,1%)

Para a Check Point Software, a concentração em poucas marcas merece atenção. "Os golpistas não estão espalhando seus esforços por milhares de marcas. Eles estão focados em um pequeno conjunto de nomes que quase todo mundo reconhece e usa diariamente", afirmou.

Os casos identificados no segundo trimestre incluem e-mails falsos sobre falhas no pagamento de serviços, páginas de login fraudadas e comunicações enganosas sobre atualizações de programas.

A empresa afirma que esse tipo de golpe funciona porque os criminosos se aproveitam da confiança dos usuários. "Se uma mensagem parece vir de uma marca que você já usa e confia, você baixa a guarda. Esse simples atalho psicológico é todo o modelo de negócios por trás do phishing de marca".

Os golpistas tentam atrair vítimas por meio da sensação de urgência causada por mensagens falsas de falhas de pagamentos e alertas de segurança.

Mas essas mensagens podem apresentar alguns erros, como imagens distorcidos, botões que não funcionam e erros de digitação.

A Check Point Software recomenda ter ainda mais atenção ao receber mensagens em nome de uma das empresas do ranking. E sugere que, em vez de clicar em links que aparecem na mensagem, os usuários digitem o site da marca por conta própria no navegador.

A empresa também recomenda ativar a autenticação de dois fatores (veja como fazer). A proteção extra exige o uso de um segundo código além da senha para acessar a conta, o que protege seus dados em caso de vazamentos.

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EUA proíbem robôs humanoides chineses e ampliam disputa tecnológica com Pequim

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 03:51

Tecnologia EUA proíbem robôs humanoides chineses e ampliam disputa tecnológica com Pequim A restrição abrange ainda os chamados 'cães-robôs' e deve afetar sobretudo empresas chinesas. Governo dos EUA alega que equipamentos representam "uma ameaça à segurança nacional". Por Deutsche Welle

Robôs humanoides ganham espaço na indústria, como fábricas de automóvel e centros de armazenamento — Foto: VCG/IMAGO

Os Estados Unidos anunciaram a proibição da importação de robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior, medida que deve, na prática, excluir fabricantes chineses do mercado americano e aumentar as tensões entre Washington e Pequim.

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira (28/07) que dispositivos robóticos avançados produzidos fora do país representam riscos à segurança nacional e à cibersegurança.

A decisão se baseia nas conclusões de uma força-tarefa da Casa Branca, segundo a qual robôs fabricados no exterior podem criar ameaças cibernéticas à infraestrutura crítica do país e comprometer a segurança da população.

A FCC define os robôs abrangidos pela restrição como dispositivos móveis com peso superior a dois quilos que utilizam sensores, conectividade de rede e software para navegar de forma autônoma, incluindo a capacidade de evitar obstáculos.

O mercado de robôs humanoides e quadrúpedes, conhecidos popularmente como "cães-robôs”, é considerado uma das principais áreas globais de crescimento tecnológico. Empresas americanas e chinesas disputam a liderança no desenvolvimento desses equipamentos.

A China, porém, ocupa posição dominante. Analistas do Barclays estimam que fabricantes chineses respondam por cerca de 85% do mercado global de robôs humanoides. Especialistas do Morgan Stanley projetam que o mercado chinês do setor poderá alcançar 15 bilhões de dólares (R$ 76,9 bilhões) até 2030.

"Os fabricantes chineses aumentaram a produção e reduziram custos mais rapidamente do que a maioria dos concorrentes estrangeiros”, afirmou Kangyuxiao Li, analista da Morningstar, à agência AP.

Nos Estados Unidos, empresas como a Figure AI já utilizam robôs humanoides em linhas de produção. A Tesla pretende iniciar neste ano a fabricação de seu robô Optimus.

Apesar disso, as exportações americanas ainda são limitadas. Segundo a consultoria Omdia, as empresas chinesas Unitree e AGIBOT venderam ao todo 10 mil robôs humanoides para o exterior em 2025, enquanto as exportações dos EUA permanecem na casa das centenas de unidades.

O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a medida também busca proteger as cadeias de suprimento consideradas estratégicas para o país.

Para Li, entretanto, as restrições não devem desacelerar de forma significativa o avanço da China no segmento. Segundo o analista, o tamanho da base industrial chinesa e as oportunidades em outros mercados de exportação tendem a compensar os efeitos da decisão americana.

Além das consequências para a indústria, a proibição pode ter repercussões diplomáticas antes do encontro previsto entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em setembro.

Washington já proibiu a entrada de drones fabricados na China e avalia impor restrições a modelos chineses de inteligência artificial de código aberto, citando preocupações com espionagem, vigilância e coleta de dados.

Recentemente, o Pentágono incluiu a Unitree e outras grandes empresas chinesas de tecnologia em uma lista de companhias que, segundo o governo americano, mantêm vínculos com as Forças Armadas chinesas. Pequim rejeitou a acusação.

Robôs quadrúpedes tipo também serão afetados pelas novas restrições anunciadas pelos EUA. — Foto: Tony Gutierrez/AP Photo/picture alliance

"É uma sequência constante de potenciais focos de tensão às vésperas da cúpula entre Trump e Xi”, afirmou Samm Sacks, pesquisadora sênior do centro de estudos New America, especializado em políticas de tecnologia da China.

Atualmente, a maior parte dos robôs humanoides é utilizada em ambientes industriais controlados, como fábricas de automóveis e centros de armazenamento. Robôs industriais estacionários permanecerão isentos da proibição. Dependendo da interpretação da norma, contudo, a definição adotada pela FCC também poderá abranger até aspiradores robóticos mais avançados.

A FCC também incluiu inversores de energia fabricados no exterior na lista de equipamentos sujeitos a restrições. Esses dispositivos convertem a corrente contínua gerada por painéis solares em corrente alternada compatível com a rede elétrica.

A agência argumenta que equipamentos conectados à internet podem ser desativados remotamente ou utilizados para coleta de dados, representando riscos de segurança semelhantes aos atribuídos aos robôs.

Assim como ocorre no setor de robótica avançada, a medida deve afetar principalmente fabricantes chineses, que hoje dominam o mercado global de inversores para sistemas de energia solar.

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