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Enel SP: Área técnica da Aneel rejeita pedido de perícia e defende manter processo para encerrar concessão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 21:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classificou como "desnecessário" o pedido da Enel São Paulo para a realização de uma nova perícia técnica no processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da distribuidora.

Segundo memorando da Superintendência de Fiscalização Técnica (SFT), uma nova perícia reexaminaria fatos que já foram registrados, analisados e debatidos ao longo do processo, sem acrescentar elementos relevantes para a apuração.

"A realização de nova perícia técnica para reexaminar fatos já registrados, analisados e debatidos nos autos mostra-se, na visão da SFT, desnecessária, pois não acrescentaria elementos relevantes à apuração e apenas retomaria questões técnicas já avaliadas no processo", afirma o documento.

A área técnica também considera que o processo já reúne provas técnicas, documentos e demais elementos apresentados tanto pela concessionária quanto pela própria agência, suficientes para embasar a decisão da diretoria colegiada.

O processo na Aneel foi aberto após falhas massivas na distribuição de energia e demora no restabelecimento do serviço pela Enel na Grande São Paulo em 2024.

🔎 Considerada uma medida extrema, a caducidade (ou extinção do contrato) pode ocorrer quando confirmado que a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população.

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O documento foi encaminhado à Procuradoria Federal vinculada à Aneel. No próximo dia 11 de agosto, a diretoria colegiada deve analisar o recurso apresentado pela Enel contra a decisão tomada em abril, quando a agência instaurou o processo que pode levar à extinção da concessão da distribuidora em São Paulo.

Em nota, a Enel afirmou que tem apresentado avanços em seu desempenho e que o pedido de reavaliação "considera as características diferenciadas do evento de dezembro — um ciclone com ventos fortes por mais de nove horas seguidas —, distintas dos eventos anteriores, de curta duração".

"A Enel segue atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024, reafirmando seu compromisso com a qualidade do serviço prestado a seus mais de 8,5 milhões de clientes na Grande São Paulo."

No memorando, a SFT afirma ainda que o pedido da Enel não busca comprovar fatos novos nem esclarecer aspectos técnicos desconhecidos pela administração pública.

Funcionário da Enel trabalhando na manutenção de fiação na Marginal Tietê, em SP — Foto: GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

"Dessa forma, a prova pretendida possui caráter meramente revisional ou contrapositivo, não sendo necessária ao esclarecimento dos fatos tratados no processo administrativo", diz o texto.

Os técnicos ressaltam que o foco da investigação "se concentra na avaliação dos danos causados à rede de distribuição e da capacidade da Concessionária em minimizar os impactos e responder de maneira eficiente às ocorrências registradas".

"Não se trata, portanto, de avaliar as caraterísticas específicas de um evento climático para delimitar a atuação da Distribuidora, ao contrário, o importante é buscar compreender como a Concessionária se organiza e lida com os consumidores na gestão do processo de recomposição nos períodos durante e após o evento climático em si", destaca o memorando.

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TikTok faz acordo em três processos sobre vício em redes sociais entre jovens antes de julgamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 20:51

Tecnologia TikTok faz acordo em três processos sobre vício em redes sociais entre jovens antes de julgamento Os termos dos acordos são confidenciais e dependem da finalização dos documentos formais com a plataforma. Google e Meta foram condenados em caso inédito em março. Por Reuters

O TikTok fechou acordo em 3 processos que acusam a empresa de planejar uma plataforma viciante e prejudicial à saúde mental de jovens.

Os termos do acordo são confidenciais. Os processos semelhantes contra Meta, YouTube e Snapchat prosseguirão, com julgamento agendado para outubro.

As 3 ações foram selecionadas como julgamentos-piloto entre cerca de 3.300 processos sob a supervisão da juíza Carolyn Kuhl, em Los Angeles.

Em março, um julgamento anterior condenou a Meta a pagar US$ 4,2 milhões e o Google a US$ 1,8 milhão. TikTok e Snap fizeram acordo antes.

O TikTok concordou em fazer um acordo em três processos movidos por jovens que acusam empresas de redes sociais de projetarem suas plataformas para serem viciantes e prejudicarem a saúde mental dos usuários, disse um advogado dos autores na segunda-feira.

Os termos dos acordos são confidenciais e dependem da finalização dos documentos formais com o TikTok, segundo Joseph VanZandt, advogado dos autores.

Os casos estão entre milhares de ações judiciais semelhantes consolidadas em um tribunal estadual da Califórnia.

As alegações dos autores contra a Meta Platforms, o YouTube (do Google) e o Snapchat (da Snap Inc.) prosseguirão. Um julgamento está agendado para outubro.

Os três casos, movidos por autores identificados apenas pelas iniciais por serem menores de idade, foram selecionados como julgamentos-piloto dentre cerca de 3.300 processos que tramitam perante a juíza Carolyn Kuhl, do Tribunal Superior de Los Angeles.

A juíza supervisiona as ações consolidadas que alegam que as plataformas de redes sociais são viciantes e prejudicam usuários jovens.

🔍Advogados frequentemente usam veredictos de casos-piloto para avaliar como júris podem encarar alegações semelhantes, ajudando-os a estimar o valor potencial dos casos restantes e a orientar negociações de acordo.

As empresas negaram as acusações e afirmam adotar medidas abrangentes para manter adolescentes e jovens usuários seguros em suas plataformas.

S.J., uma jovem de 15 anos de Illinois que alegou que as plataformas de redes sociais levaram a quadros de automutilação, ansiedade, depressão, vício e transtorno alimentar; P.M.Y., um jovem de 15 anos de Nova Jersey que alegou vício, depressão e automutilação; e K.D.B., um jovem de 18 anos do Mississippi que alegou que o uso excessivo das plataformas causou ansiedade, depressão, vício, automutilação e transtorno alimentar, segundo VanZandt.

Os acordos ocorrem após outro caso-piloto ter sido encerrado antes do julgamento em julho, quando um autor adolescente desistiu de suas alegações contra a Meta depois que os outros réus firmaram acordos.

Leia também: Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários

O primeiro julgamento, encerrado em março, resultou em uma decisão condenatória de US$ 4,2 milhões contra a Meta e outra de US$ 1,8 milhão contra o Google. O TikTok e o Snap fizeram acordos para encerrar o processo antes do julgamento.

Este processo foi movido por uma mulher que alegou ter desenvolvido dependência de plataformas de rede social ainda jovem, devido ao design dessas plataformas voltado a capturar a atenção dos usuários.

Outros 2.600 processos com alegações semelhantes — movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e estados — tramitam atualmente em um tribunal federal da Califórnia.

Além disso, praticamente todos os procuradores-gerais estaduais processaram empresas de redes sociais nos tribunais de seus respectivos estados.

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25 estados americanos entram na Justiça contra novas tarifas impostas por Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 16:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,31%Dólar TurismoR$ 5,2910,26%Euro ComercialR$ 5,8550,15%Euro TurismoR$ 6,096-0,05%B3Ibovespa177.988 pts-0,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,31%Dólar TurismoR$ 5,2910,26%Euro ComercialR$ 5,8550,15%Euro TurismoR$ 6,096-0,05%B3Ibovespa177.988 pts-0,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,31%Dólar TurismoR$ 5,2910,26%Euro ComercialR$ 5,8550,15%Euro TurismoR$ 6,096-0,05%B3Ibovespa177.988 pts-0,01%Oferecido por

Um grupo de 25 estados americanos governados pelo Partido Democrata entrou com uma ação na Justiça nesta segunda-feira (3) para contestar a mais recente rodada de tarifas de importação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos de 60 parceiros comerciais. A informação foi divulgada pelo gabinete do procurador-geral do estado de Oregon, Dan Rayfield.

A ação foi apresentada na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Nova York, tribunal responsável por julgar disputas relacionadas ao comércio exterior. O processo se soma a outras ações movidas por pequenas empresas americanas, que recorreram à Justiça no mês passado, no mesmo dia em que as novas tarifas passaram a valer, para tentar impedir sua aplicação.

Estados e empresas de pequeno porte já conseguiram derrubar na Justiça outras tarifas globais impostas por Trump durante seu segundo mandato. Mesmo após essas derrotas judiciais, porém, o presidente continuou anunciando novas medidas para taxar produtos importados.

Em 24 de julho, o governo Trump anunciou novas tarifas de 10% e 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia. Segundo a Casa Branca, a medida foi adotada porque esses países não estariam fazendo o suficiente para impedir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado, prática considerada uma violação de direitos humanos.

As novas tarifas entraram em vigor logo após o fim da validade de uma tarifa global de 10% que já incidia sobre importações.

"Mesmo depois de perder na Justiça em todas as etapas, Trump tenta mais uma vez provocar instabilidade para as famílias trabalhadoras e para as empresas de Oregon. Quem está pagando o preço dessas tarifas ilegais somos nós, e não os governos estrangeiros", afirmou.

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Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 15:51

Tecnologia Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários Empresa tenta barrar exigência das autoridades britânicas para criar uma "porta dos fundos" que permitiria acessar backups protegidos por criptografia; governo diz que medida é necessária para combater crimes graves e terrorismo. Por Reuters — Londres

A Apple entrou com uma nova ação na Justiça do Reino Unido para tentar impedir que o governo britânico obrigue a empresa a criar um meio de acessar dados criptografados de usuários armazenados na nuvem, informou o jornal Financial Times nesta segunda-feira (3).

Segundo a publicação, a empresa apresentou no mês passado uma contestação ao Investigatory Powers Tribunal, órgão independente responsável por julgar disputas envolvendo vigilância e poderes de investigação do Estado. A ação questiona uma exigência do Ministério do Interior britânico para que a Apple permita o acesso do governo aos backups criptografados de usuários do Reino Unido.

Esses backups são cópias de segurança dos dados armazenadas na nuvem. Eles são protegidos por criptografia, tecnologia que embaralha as informações para que apenas o dono da conta consiga acessá-las.

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. — Foto: Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters

O governo britânico quer que a Apple crie uma forma de contornar essa proteção — conhecida como "porta dos fundos" (backdoor) —, permitindo o acesso aos dados mesmo quando eles estiverem criptografados.

No ano passado, o Reino Unido desistiu de uma proposta semelhante, que permitiria o acesso a dados de usuários britânicos e americanos, após meses de negociações com o governo dos Estados Unidos, então presidido por Donald Trump.

De acordo com o Financial Times, as autoridades britânicas emitiram posteriormente uma nova determinação técnica direcionada à Apple. Dessa vez, a medida se aplica apenas aos dados de usuários do Reino Unido, sem atingir clientes nos Estados Unidos.

Procurado, um porta-voz do governo britânico afirmou que não comenta processos judiciais nem questões operacionais, incluindo a existência ou não de notificações enviadas a empresas.

Em nota, o governo afirmou que apoia o uso de criptografia para proteger a privacidade dos cidadãos, mas defendeu que as autoridades tenham acesso a comunicações quando isso for considerado necessário e proporcional para investigar casos de terrorismo, crimes graves e abuso sexual infantil.

Para Ruth Ehrlich, diretora de relações externas da organização de direitos humanos Liberty, o caso pode ter consequências duradouras para a proteção da privacidade. Segundo ela, criar uma "porta dos fundos" para acessar informações protegidas aumenta os riscos para os dados pessoais dos usuários e exige que o governo leve em consideração as preocupações de especialistas e da sociedade antes de adotar esse tipo de medida.

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Entre as medidas estão desoneração do IR e empréstimos via bancos públicos. Estudo é do banco suíço UBS. Valor é abaixo dos R$ 325 bilhões de Bolsonaro em 2022.

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Bondades de Lula superam R$ 280 bilhões e se aproximam de pacote de Bolsonaro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0880,37%Dólar TurismoR$ 5,2900,23%Euro ComercialR$ 5,8540,15%Euro TurismoR$ 6,1020,05%B3Ibovespa177.413 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,0880,37%Dólar TurismoR$ 5,2900,23%Euro ComercialR$ 5,8540,15%Euro TurismoR$ 6,1020,05%B3Ibovespa177.413 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,0880,37%Dólar TurismoR$ 5,2900,23%Euro ComercialR$ 5,8540,15%Euro TurismoR$ 6,1020,05%B3Ibovespa177.413 pts-0,33%Oferecido por

O Palácio do Planalto voltou a viver dias agitados. Medidas de incentivo à economia têm sido anunciadas com frequência desde o início do ano. Juntas, essas ações já somam R$ 283,2 bilhões.

O valor se aproxima rapidamente do pacote de bondades de quatro anos atrás, quando Jair Bolsonaro costurou uma ofensiva de R$ 325 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

As iniciativas do governo Lula para estimular a economia ocorrem em várias frentes. Vão da desoneração do Imposto de Renda à oferta de empréstimos com garantia de fundos estatais. As medidas com impacto econômico em 2026 foram compiladas pelo banco suíço UBS.

Apesar de a legislação restringir esse tipo de iniciativa, anos eleitorais historicamente costumam registrar impulso na economia gerado por ações do governo. Ao comparar as medidas adotadas nas duas eleições, é possível ver estratégias bastante diferentes entre Lula e Bolsonaro.

Em 2022, sob o estado de emergência decretado pelo Congresso, Bolsonaro avançou com a então chamada “PEC Kamikaze”, que incluiu corte de impostos e reforço nos programas sociais, como o antigo Auxílio Brasil, além dos inéditos Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista.

Na época, o resultado foi um choque no caixa do Tesouro: R$ 167,7 bilhões em isenções e desonerações (51,6%), além de R$ 123 bilhões em renda adicional para a população por meio do reforço dos programas sociais (37,9%). Os valores foram corrigidos pelo IPCA.

Em 2026, a fórmula é bem diferente. Limitado pelo novo arcabouço fiscal, o governo traçou um caminho alternativo: tenta criar uma sensação de bem-estar econômico mexendo o mínimo possível no próprio caixa. A solução foi recorrer ao sistema financeiro e a fundos estatais de garantia.

Dos recursos mobilizados pela atual gestão, R$ 193,5 bilhões (69%) dependem de um gesto simples, mas decisivo, do cidadão ou do empresário: assinar um contrato de dívida.

A assinatura desse contrato para comprar um carro ou uma geladeira nova, no entanto, pode estar esbarrando na realidade. Com o endividamento em alta e a inadimplência em nível recorde, muitos brasileiros — que até gostariam de tomar crédito — não conseguem porque estão com o nome sujo.

Essa diferença entre expectativa e realidade é simbolizada pela marcha lenta do programa Move Brasil. A iniciativa, que prevê R$ 30 bilhões em crédito para a compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas, entra no segundo mês com apenas R$ 2 bilhões liberados.

A razão? Boa parte dos interessados está com nome sujo ou não consegue cumprir as exigências dos bancos. Isso talvez explique a obsessão do atual governo com as iniciativas para renegociar dívidas, como o Desenrola que cresceu e alcança agora até quem está adimplente.

O Ministério da Fazenda nega que haja uma concentração de medidas econômicas com objetivo eleitoral e afirma que a equipe busca o equilíbrio das contas públicas. Segundo a pasta, há uma “busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo”.

Em nota à GloboNews, o Ministério da Fazenda afirma que, desde o início do governo, foram aprovadas “cerca de 70 políticas públicas” na área econômica pelo Congresso Nacional. “Ou seja, este governo trabalha desde seu início para resolver questões econômicas, estruturais e conjunturais”, cita a nota.

A Fazenda cita como exemplo o novo “Novo Desenrola Brasil”, considerado uma política de longo prazo. “O endividamento das famílias é um problema persistente desde a pandemia, que o governo se esforça para mitigar”, cita.

Sobre o novo Imposto de Renda, que prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil, o Ministério afirma que a iniciativa “endereça a baixa progressividade do IRPF, que constituía um problema econômico amplamente diagnosticado no Brasil”.

“A reforma buscou enfrentar essa distorção com o propósito de ampliar a justiça tributária e contribuir para a redução da desigualdade socioeconômica em um dos países mais desiguais do mundo”, diz o texto.

Sobre os juros cobrados nos empréstimos e incidentes sobre a dívida pública, o Ministério afirma que eles refletem uma combinação de fatores. “Como os prêmios de risco fiscal, inflacionário, cambial, o diferencial entre os juros domésticos e internacionais, a distância da inflação à meta e a política de juro básico da autoridade monetária para a convergência da inflação efetiva à meta”, cita o texto.

“Em particular, desde setembro de 2023, o juro médio americano, principal referência global de juro, muito influente sobre o juro brasileiro, tem estado em máximas de 20 anos. Ou seja, para além dos riscos, por exemplo, fiscais e cambiais, a conjuntura global de juros tem contribuído para a resistência à queda da curva de juros no Brasil, o que onera o custo de rolagem da dívida pública”, argumenta a Fazenda.

O Ministério nega ainda que não haja esforço para equilíbrio das contas públicas. “A política fiscal tem buscado contribuir com a redução das taxas de juros e, por consequência, do pagamento de juros nominais, via busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo. Assim, reduz-se a precificação do risco fiscal, reduzem-se os cupons cambiais e ajuda-se a estabilizar mais rapidamente a dívida pública”, diz a nota.

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Musk perde R$ 1,8 trilhão em um mês, mas segue como pessoa mais rica do mundo; veja ranking

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,17%Dólar TurismoR$ 5,2850,14%Euro ComercialR$ 5,843-0,05%Euro TurismoR$ 6,096-0,04%B3Ibovespa177.122 pts-0,49%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,17%Dólar TurismoR$ 5,2850,14%Euro ComercialR$ 5,843-0,05%Euro TurismoR$ 6,096-0,04%B3Ibovespa177.122 pts-0,49%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,17%Dólar TurismoR$ 5,2850,14%Euro ComercialR$ 5,843-0,05%Euro TurismoR$ 6,096-0,04%B3Ibovespa177.122 pts-0,49%Oferecido por

O bilionário e conselheiro de Donald Trump, Elon Musk, é um dos vários que querem comprar o aplicativo — Foto: Reuters

O empresário Elon Musk, que comanda a Tesla e a SpaceX, segue como a pessoa mais rica do mundo, mesmo após perder US$ 363 bilhões (R$ 1,815 trilhão) em julho. Os dados são da Forbes.

💰Em 12 de junho, Musk se tornou a primeira pessoa da história a alcançar uma fortuna de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões).

No mesmo período, Jeff Bezos, fundador da Amazon, ganhou US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões) e voltou ao terceiro lugar do ranking da Forbes. O movimento reforça o domínio das empresas de tecnologia e inteligência artificial entre os maiores bilionários do mundo: oito das dez maiores fortunas do planeta estão ligadas ao setor. Entre elas estão Google, Amazon, Meta, Nvidia, Oracle, Tesla e SpaceX.

Juntas, as dez maiores fortunas do planeta encolheram US$ 368 bilhões (R$ 1,84 trilhão) em julho e passaram a somar US$ 2,6 trilhões (R$ 13 trilhões). Segundo a Forbes, as oscilações refletem principalmente o desempenho das ações das empresas controladas pelos bilionários.

Entre os bilionários, o principal destaque positivo do mês foi realmente Jeff Bezos, fundador da Amazon. A alta de 14% das ações da empresa elevou sua fortuna em US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões), para um montante de US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão). O avanço fez o empresário ultrapassar Sergey Brin, cofundador do Google, e voltar à terceira posição do ranking.

Já Larry Page, também cofundador do Google, acrescentou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) ao patrimônio e permaneceu na segunda colocação, com US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão). Brin registrou ganho semelhante, mas caiu para a quarta posição após ser ultrapassado por Bezos.

Outro destaque foi Jensen Huang, cofundador e CEO da fabricante de chips Nvidia. Sua fortuna subiu para US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões), suficiente para ultrapassar Larry Ellison, fundador da Oracle, e assumir a sétima posição entre os mais ricos do mundo.

Apesar de continuar na liderança, Musk respondeu praticamente sozinho pela maior parte da queda registrada entre os dez maiores patrimônios do mundo. Sua fortuna recuou para US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões) depois que as ações da SpaceX caíram 37% e as da Tesla recuaram 26% em julho.

➡️A queda da fortuna de Musk foi impulsionada pelo desempenho negativo de suas duas principais empresas. A SpaceX perdeu valor de mercado após sua abertura de capital, enquanto a Tesla decepcionou investidores ao divulgar resultados abaixo das expectativas. Relembre o caso na reportagem abaixo:

Essa combinação fez com que as ações de ambas despencassem rapidamente, resultando em uma perda recorde bilionária para o empresário em um único mês.

O segundo maior recuo foi o de Larry Ellison, fundador da Oracle, que perdeu US$ 24 bilhões (R$ 120 bilhões) e caiu uma posição no ranking. Michael Dell, fundador da Dell Technologies, também viu sua fortuna diminuir em US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões).

Já Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Bernard Arnault, controlador do grupo de luxo LVMH, e Warren Buffett, presidente do conselho da Berkshire Hathaway, registraram perdas menores no período.

O levantamento também mostra como a riqueza global está concentrada nas empresas de tecnologia. Dos dez maiores patrimônios do planeta, oito têm origem em companhias do setor ou diretamente ligadas ao avanço da inteligência artificial.

Além de Musk, Bezos, Page e Brin, a lista reúne Mark Zuckerberg, da Meta; Jensen Huang, da Nvidia; Larry Ellison, da Oracle; e Michael Dell, da Dell Technologies. Os únicos nomes fora desse grupo são Bernard Arnault, dono do conglomerado de luxo LVMH, e Warren Buffett, um dos investidores mais conhecidos do mundo.

Elon Musk (Tesla/X/ Space X)— US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões)Larry Page (Google) — US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão)Jeff Bezos (Amazon) — US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão)Sergey Brin (Google) — US$ 269 bilhões (R$ 1,345 trilhão)Michael Dell (Dell Technologies) — US$ 229 bilhões (R$ 1,145 trilhão)Mark Zuckerberg (Meta) — US$ 191 bilhões (R$ 955 bilhões)Jensen Huang (Nvidia) — US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões)Larry Ellison (Oracle) — US$ 168 bilhões (R$ 840 bilhões)Bernard Arnault (LVMH) — US$ 146 bilhões (R$ 730 bilhões)Warren Buffett (Berkshire Hathaway) — US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões)

Além do amplo domínio das empresas de tecnologia, o levantamento expõe a forte concentração geográfica das maiores fortunas globais: nove dos dez integrantes do ranking são norte-americanos.

A única representação europeia no topo da lista vem do francês Bernard Arnault, controlador do império de luxo LVMH, evidenciando o abismo de valorização entre o ecossistema corporativo dos Estados Unidos e as empresas sediadas na Europa.

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Amazon atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 12:51

Tecnologia Amazon atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez Alta das ações após o balanço trimestral levou a companhia ao grupo das empresas mais valiosas do mundo. Por Redação g1 — São Paulo

A Amazon alcançou pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões (R$ 15,2 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (3), impulsionada por mais um dia de alta das ações da companhia.

No início do pregão, as ações da empresa avançavam quase 5%, para US$ 284,49 (R$ 1,4 mil), elevando seu valor de mercado para cerca de US$ 3,1 trilhões.

Com a marca, a Amazon passa a integrar o grupo de empresas que já superaram os US$ 3 trilhões em valor de mercado, consolidando a força das gigantes de tecnologia impulsionadas pela corrida da inteligência artificial.

A valorização veio após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. A Amazon registrou lucro superior a US$ 62 bilhões (R$ 314,8 bilhões), impulsionado pelo avanço de negócios ligados à inteligência artificial, como computação em nuvem e chips.

A companhia também registrou o maior crescimento de sua divisão de computação em nuvem em mais de quatro anos, reforçando a percepção dos investidores de que os bilhões investidos em inteligência artificial estão gerando uma nova onda de demanda.

A receita da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, saltou 37% no segundo trimestre, para US$ 42,2 bilhões (R$ 214,3 bilhões). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam crescimento de 31,21%, segundo dados da LSEG.

Ao comentar os resultados, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, afirmou que a demanda por serviços de inteligência artificial continua tão forte que a capacidade de computação da empresa ainda não é suficiente para atender todos os clientes, apesar do aumento dos investimentos.

Após a divulgação do balanço, pelo menos cinco corretoras elevaram suas projeções para as ações da Amazon.

“Estamos otimistas com a solidez do negócio principal da AWS, que apresenta alta correlação com a receita de IA, e esperamos que essa relação se fortaleça ainda mais com o tempo, à medida que mais cargas de trabalho de IA passem para a produção em grande escala e impulsionem uma demanda adicional por serviços essenciais”, afirmou o J.P. Morgan em uma nota.

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Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada pela plataforma

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 12:51

Tecnologia Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada pela plataforma Perfis teriam entrado em análise para verificar se os termos de serviço estão sendo seguidos. Acesso deve ser devolvido após 24 horas. Por Redação g1

Os perfis afetados recebem avisos de que estão sob análise para verificação dos termos de serviço.

De acordo com a mensagem exibida, o resultado da análise será divulgado em até 24 horas. Os afetados afirmam que não violaram as políticas da rede.

Os perfis bloqueados exibem uma mensagem informando que estão em análise para verificar se seguem os termos de serviço da plataforma.

Nas redes sociais, usuários afetados dizem que não fizeram nada que viole as políticas da plataforma.

Os bloqueios não acontecem apenas no Brasil. Na rede social X, usuários que falam outros idiomas, como espanhol, também estão reclamando do problema.

O g1 entrou em contato com a Meta, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Leia também: Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais

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Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 12:51

Tecnologia Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais Especialistas afirmam que a dificuldade de identificar quando a câmera está gravando pode justificar uma proibição total. Autoridades alemãs já estudam medidas e ampliam restrições ao uso dos dispositivos. Por Deutsche Welle — Alemanha

Com mais de 7 milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo no ano passado, os óculos inteligentes da Meta geram preocupações de privacidade em diversos países.

Na Alemanha, onde é robusta a cultura da proteção de dados pessoais, especialistas falam numa possível proibição da tecnologia, que pode ser usada para filmar pessoas sem consentimento, enquanto autoridades já propõem medidas localizadas.

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas, mas acendem alerta sobre exposição indevida nas redes

Segundo a imprensa alemã, o órgão regulador das telecomunicações no país examina o caso. Em recente entrevista para a emissora ARD, o comissário de proteção de dados encarregado dos serviços da Meta na Alemanha, Thomas Fuchs, disse que o seu gabinete já toma ações para prevenir filmagens escondidas com os óculos, bem como a imposição de multas por gravações proibidas.

o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria

O especialista ainda acrescentou que, pela dificuldade de distinguir os óculos inteligentes no cotidiano e de identificar quando a câmera está ativa, haveria justificativa legal para uma proibição completa. A distribuição de imagens de outra pessoa sem o seu consentimento é vedada pela lei alemã.

A preocupação sobre o tema já foi levantada por organizações especializadas, partidos políticos e cidadãos. A organização HateAid, focada em direitos digitais, alertou que "óculos inteligentes com câmeras permitem gravações discretas, sem que as pessoas envolvidas percebam. E são justamente esses tipos de gravações que estão cada vez mais aparecendo nas redes sociais."

Em Hamburgo, uma mulher teria sido filmada inadvertidamente ao ser abordada por um desconhecido quando tomava sol, de biquíni, na beira de um lago. As imagens foram, depois, postadas na rede social TikTok, segundo a ARD.

Incidentes parecidos já foram reportados em outras cidades da Alemanha, como Colônia, de acordo com relatos da mídia.

Em Potsdam, nas imediações de Berlim, autoridades aprovaram em junho uma proibição dos óculos em piscinas e saunas. A mesma medida foi proposta pelo partido A Esquerda em Hamburgo.

O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. — Foto: REUTERS/Mike Blake

Nos Estados Unidos, o estado de Nova York proibiu o uso de óculos inteligentes em tribunais de todos os níveis, a fim de evitar gravações indevidas.

A preocupação, segundo autoridades, veio à tona depois que membros da equipe de segurança de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, usaram os dispositivos durante julgamento dele na Califórnia.

Em fevereiro, dois jornais suecos revelaram que trabalhadores terceirizados pela Meta no Quênia tinham acesso a imagens sensíveis filmadas pelos óculos de usuários, incluindo nudez e conteúdo sexual.

A Meta afirmou, então, que os trabalhadores poderiam ver os vídeos compartilhados pelos usuários com a empresa.

Mas o caso gerou controvérsia internacional, com autoridades do Quênia e do Reino Unido expressando preocupação.

Um processo foi aberto nos Estados Unidos contra a Meta, que cancelou mais tarde o contrato com a empresa do Quênia.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Plano de saúde dos Correios tem prejuízo de R$ 844 milhões em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 11:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%Oferecido por

O plano de saúde dos funcionários dos Correios, a Postal Saúde, registrou prejuízo de R$ 844 milhões em 2025. Segundo a operadora, o resultado foi impactado principalmente pela falta de repasses financeiros da estatal, que enfrenta sucessivos resultados negativos.

Criada em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Postal Saúde é responsável pela assistência médica, hospitalar e odontológica dos empregados dos Correios e de seus dependentes.

De acordo com as demonstrações financeiras de 2025, a maior parte do prejuízo decorre da decisão de reconhecer como perda valores que a operadora não espera mais receber dos Correios.

A medida foi adotada diante da crise financeira enfrentada pela estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ao todo, a Postal Saúde deixou de contabilizar R$ 865 milhões em receitas após concluir que não há expectativa de receber esses valores dos Correios.

Nas demonstrações financeiras, a administração da operadora afirma que a despesa com provisão para perdas saltou de R$ 350,3 milhões em 2024 para R$ 857,5 milhões em 2025, principalmente em razão da ausência de repasses por parte dos Correios.

"No exercício de 2025, a despesa com provisão de perda alcançou R$ 857.466.468 milhões contra R$ 350.341 mil de 2024. A variação no grupo deve-se, sobretudo, à ausência de repasses financeiro por parte do Mantenedor, obrigando a Operadora reconhecer a possível perda", disse a administração da Postal Saúde.

Apesar do resultado, a Postal Saúde informou que, em 13 de janeiro deste ano, recebeu dos Correios um aporte correspondente a cerca de 50% dos passivos em aberto. A operadora, no entanto, não informou o valor transferido.

Segundo a administração, o repasse representa "uma sinalização de regularidade nos repasses" e permitiu o início das negociações para pagamento de débitos junto à rede credenciada.

A Postal Saúde é financiada por repasses mensais dos Correios e pelas contribuições dos cerca de 189 mil beneficiários, entre empregados da estatal e seus dependentes.

Nos últimos meses, usuários relataram dificuldades para utilizar o plano em parte da rede credenciada, e as reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentaram 44% na comparação com o primeiro semestre de 2024.

As demonstrações financeiras mostram uma redução dos ativos da operadora — que incluem bens e direitos, como dinheiro em caixa e valores a receber — e um aumento das dívidas.

O total de ativos caiu de R$ 557 milhões, em 2024, para R$ 193 milhões, em 2025, uma redução de 65%, equivalente a R$ 364 milhões. Segundo a operadora, os recursos disponíveis foram utilizados para manter pagamentos e garantir o funcionamento dos serviços diante da ausência dos repasses.

Ao mesmo tempo, o passivo, que reúne as obrigações financeiras da empresa, passou de R$ 568 milhões para R$ 1,1 bilhão no período, um aumento de cerca de 85%.

Nas notas explicativas das demonstrações financeiras, a administração da Postal Saúde afirma que há risco para a continuidade das operações em razão da dependência financeira da operadora em relação aos Correios.

Segundo o documento, a interrupção ou atraso nos repasses pode provocar aumento das despesas assistenciais, ações judiciais, reclamações de beneficiários e maior fiscalização por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comprometendo a estrutura operacional da empresa.

A operadora também afirma que a sustentabilidade do plano depende da capacidade financeira dos Correios de manter os aportes necessários.

De acordo com a Postal Saúde, o crescimento ocorreu porque nem todos os compromissos financeiros puderam ser quitados sem os recursos dos Correios.

"Observando o atual cenário econômico do Mantenedor [Correios], é imprescindível manter a análise em contextos gerais, sobre a possibilidade de os riscos não serem integralmente garantidos. Deste modo, entende-se que a Empresa Pública deve garantir legalmente e financeiramente os riscos da Postal Saúde perante a Autarquia reguladora", justificou a operadora.

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