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Dólar abre em queda, à espera de decisões de juros e de olho no petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (3) em queda, com um recuo de 0,08% perto das 9h, cotado a R$ 5,0656. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O petróleo volta a ficar na mira dos investidores nesta segunda-feira, após o presidente americano, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. O Irã, no entanto, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano.

Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 4,98%, cotado a US$ 83,55. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,87% no mesmo horário, a US$ 79,70 o barril.

▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras.

▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), para 14%.

As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo.

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

"Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

"Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%.

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China compra 1 milhão de toneladas de soja americana e amplia disputa entre Brasil e EUA pelo mercado chinês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 09:51

Agro China compra 1 milhão de toneladas de soja americana e amplia disputa entre Brasil e EUA pelo mercado chinês Estatais chinesas aproveitaram a queda dos preços para adquirir cerca de 1 milhão de toneladas da commodity. Operação ocorre em meio à concorrência entre os dois maiores fornecedores de soja para o mercado chinês. Por Redação g1 — São Paulo

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

Empresas estatais chinesas compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (31). A operação ocorreu após a queda dos preços da commodity e às vésperas da visita prevista do presidente Xi Jinping aos EUA, no próximo mês. As informações são da agência de notícias Reuters.

As aquisições somam cerca de 1 milhão de toneladas de soja. Cada carregamento tem aproximadamente 65 mil toneladas, com embarques programados para outubro, segundo as fontes.

Segundo o operador de uma empresa global do setor, as compras foram feitas principalmente pela Sinograin, uma grande empresa pública da China, criada em 2000.

“Além disso, a aproximação da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos reforça o interesse da China em ampliar as compras de soja americana dentro dos compromissos assumidos com Washington", disse.

🔎 O movimento do governo chinês ocorre em um momento de disputa pela liderança no fornecimento global de soja. O Brasil é hoje o principal exportador do grão para a China e responde pela maior parte das importações chinesas. Os EUA aparecem como segundo principal fornecedor e buscam ampliar sua participação no mercado chinês por meio de acordos comerciais.Para Pequim, manter compras dos dois países ajuda a garantir o abastecimento e reduzir riscos de dependência excessiva de um único fornecedor.

Em outubro, a Casa Branca anunciou que a China havia concordado em comprar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028. Antes da operação realizada na sexta-feira, porém, os chineses haviam adquirido pouco mais de 4 milhões de toneladas da commodity em 2026.

Segundo uma pessoa afirmou à Reuters, as estatais pagaram um prêmio de US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro negociado na Bolsa de Chicago para cargas embarcadas pelo Golfo dos EUA. Para embarques realizados pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio foi de US$ 3 por bushel. O contrato de soja mais negociado no mercado recuou 5,2% na semana passada.

Procuradas pela agência de notícias, as estatais chinesas Sinograin e Cofco não responderam aos pedidos de comentário nem confirmaram as compras.

Na sexta-feira, a Sinograin vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada que colocou em leilão. Segundo fontes do mercado, a medida ajuda a abrir espaço nos estoques para a chegada das novas cargas adquiridas nos Estados Unidos.

No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Xi Jinping deve visitar o país em 24 de setembro.

O mercado também acompanha a possibilidade de a China retirar as tarifas aplicadas à soja norte-americana. Caso isso ocorra, empresas privadas de processamento poderão ampliar as compras do produto.

Ainda não está claro, porém, se a soja norte-americana será competitiva o suficiente para atrair compradores privados chineses mais sensíveis aos preços. Analistas ressaltam que o produto dos EUA seguirá disputando espaço com a soja brasileira, que atualmente lidera o abastecimento do mercado chinês.

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Gigantes da indústria farmacêutica, AstraZeneca e BMS avaliam fusão de R$ 2 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Servidora da Saúde do DF prepara dose de vacina AstraZeneca para aplicar no posto da Rodoviária do Plano Piloto — Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca e seu rival americano Bristol Myers Squibb (BMS) iniciaram discussões sobre uma possível fusão que resultaria em uma das maiores empresas do setor, com um valor de quase 400 bilhões de dólares (2 trilhões de reais), segundo o Financial Times.

A notícia provocou uma queda de quase 7% nas ações da AstraZeneca pouco depois da abertura da Bolsa de Londres nesta segunda-feira (3).

Os dois grupos "mantiveram discussões sobre uma fusão nos últimos meses, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informou o jornal econômico.

Segundo as fontes, "as negociações poderiam resultar em um acordo em um futuro próximo, mas também poderiam ser adiadas ou fracassar", acrescentou o FT.

LEIA TAMBÉM: Esquecidas na gaveta: brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo

A AstraZeneca está avaliada em aproximadamente 196 bilhões de libras na Bolsa de Londres, segundo valores anteriores à abertura da sessão de segunda-feira, o que equivale a 264 bilhões de dólares (1,34 trilhão de reais).

A AstraZeneca divulgou na semana passada um lucro líquido com alta de mais de 2% no segundo trimestre, a 2,5 bilhões de dólares (12,6 bilhões de reais), com boas vendas de seus tratamentos contra o câncer.

A empresa britânica, que espera que os Estados Unidos representem metade de suas receitas até 2030, anunciou no ano passado um plano de investimento de 50 bilhões de dólares (253 bilhões de reais) no país para cumprir este objetivo.

Como outro sinal de sua aproximação dos Estados Unidos, o laboratório tem cotação na Bolsa de Nova York desde 2 de fevereiro, embora a de Londres continue sendo seu mercado principal.

Por sua vez, a BMS divulgou na semana passada um lucro líquido que dobrou no segundo trimestre, a 3,3 bilhões de dólares (16,7 bilhões de reais), impulsionado especialmente por seus medicamentos contra o câncer (Opdivo Qvantig), a anemia (Reblozyl) e as doenças cardiovasculares (Camzyos).

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Mercado reduz pela 5ª semana seguida estimativa de inflação em 2026 e projeta corte maior de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a quinta semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro baixo novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,03%. Esta é a quinta semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

O mercado também passou a prever um corte maior de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,12% para 5,03%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%;➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%;➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com a estimativa de inflação ainda acima da meta central em 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro passou a prever uma redução maior nos juros no decorrer deste ano.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 14% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução maior da taxa neste ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,29 para R$ 5,28 por dólar.

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Como provar que o trabalho causou um transtorno mental? Entenda o que a Justiça analisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 04:51

Trabalho e Carreira Como provar que o trabalho causou um transtorno mental? Entenda o que a Justiça analisa Com a nova NR-1, empresas passam a ter obrigação de prevenir riscos psicossociais. Especialistas explicam como se avalia se o ambiente de trabalho contribuiu para o adoecimento de um funcionário. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Uma indenização de R$ 5 milhões. Por trás dela está uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Atacadão, empresa do Grupo Carrefour Brasil, e uma série de relatos de assédio moral, sexual e materno, além de evidências de adoecimento mental entre funcionários.

A condenação foi imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), em agosto do ano passado, após os desembargadores concluírem que as provas reunidas indicavam a existência de um ambiente de trabalho hostil e prejudicial à saúde dos empregados, especialmente das mulheres.

Entre os elementos analisados estavam afastamentos por transtornos mentais e denúncias de assédio. Um dos casos citados no processo envolveu uma funcionária que teve a roupa manchada por sangue menstrual após não conseguir autorização para deixar o caixa a tempo de ir ao banheiro.

Em nota, o Atacadão afirmou que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa e declarou manter canais de denúncia, treinamentos preventivos e medidas disciplinares. A companhia também informou que já recorreu da condenação. (veja a nota abaixo.)

A decisão se tornou um dos casos mais emblemáticos de responsabilização de empresas por questões relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho. Mas também expõe um dos principais desafios desse tipo de ação: demonstrar que o contexto profissional contribuiu para o adoecimento de um funcionário.

O debate ganha novos contornos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar fatores de risco psicossociais capazes de afetar a saúde dos trabalhadores.

Na prática, a mudança amplia a atenção sobre situações como assédio, pressão excessiva, metas abusivas e outras condições que podem contribuir para o adoecimento. Mas, entre a identificação desses fatores e a responsabilização da empresa em um caso concreto, ainda há um caminho complexo, que envolve laudos médicos, perícias, histórico profissional e decisões da Justiça.

Afinal, quando um transtorno mental pode ser considerado consequência do trabalho? E o que é necessário para comprovar essa relação?

Diferentemente de um acidente físico, em que geralmente há uma relação mais direta entre causa e consequência, os transtornos mentais costumam surgir de forma gradual, silenciosa e por uma combinação de fatores, explica Leandro Savoy, psiquiatra especialista em alta performance para executivos.

💵 Ansiedade, burnout, depressão e reações graves ao estresse raramente têm uma única causa. Questões financeiras, problemas familiares, histórico emocional, insegurança econômica, relações pessoais e experiências anteriores também podem contribuir para o adoecimento.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a Justiça não busca identificar se o trabalho foi a única causa da doença, mas se ele teve participação relevante no agravamento, no desencadeamento ou na manutenção do quadro.

Sílvia Lira, advogada e sócia da área trabalhista do B/luz, afirma que o maior desafio, tanto para o trabalhador quanto para o empregador, é demonstrar que existe uma relação entre o trabalho e o adoecimento mental.

⚠️ ATENÇÃO: Mesmo quando existem fatores pessoais envolvidos, a empresa ainda pode ser responsabilizada se ficar comprovado que o ambiente de trabalho contribuiu de forma relevante para o adoecimento.

Mensagens fora do expediente, metas abusivas, assédio e afastamentos frequentes estão entre os fatores analisados em casos de adoecimento psicológico ligado ao trabalho. — Foto: Pexels

Por isso, médicos, empresas e a própria Justiça analisam a dinâmica de trabalho: metas, jornadas, cobranças, clima organizacional, relação com lideranças, mensagens fora do expediente e práticas de gestão muitas vezes naturalizadas.

Um episódio do tipo ganhou repercussão em outubro de 2024. O banco Santander foi condenado por dano moral após funcionários relatarem uma rotina marcada por pressão, cobranças abusivas e humilhações impostas por gestores.

Ao g1, o Santander afirmou que o caso segue em discussão e que mantém políticas de prevenção, governança e canais internos para apuração de denúncias. (veja a nota abaixo)

Para chegar a uma condenação assim, a Justiça costuma cruzar diferentes tipos de provas para entender como funcionava aquele ambiente de trabalho na prática.

Segundo Lira, advogada do b/luz, entram nessa análise mensagens enviadas fora do expediente, registros de jornada, histórico de afastamentos, depoimentos de colegas, denúncias internas, conversas em aplicativos corporativos, entre outros.

📎 Quando diferentes trabalhadores apresentam sintomas semelhantes sob a mesma liderança ou dinâmica de trabalho, isso pode reforçar os indícios de risco psicossocial.A postura da empresa diante dos sinais de sofrimento psicológico, como ignorar denúncias, afastamentos frequentes e alta rotatividade também são avaliados.

É nesse contexto que entram as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passaram a valer oficialmente em maio e ampliaram a obrigação das empresas de identificar e monitorar riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Metas inalcançáveis, jornadas exaustivas, pressão constante, assédio moral, falta de autonomia, sobrecarga, cobranças fora do expediente e relações interpessoais tóxicas passaram a fazer parte do radar da fiscalização trabalhista.

Até pouco tempo, muitas empresas tratavam a saúde mental como uma questão estritamente individual, ligada à "resiliência" do trabalhador. Com a atualização da NR-1, o risco psicossocial passa a ser entendido também como resultado da forma como o trabalho é organizado.

Isso significa que as empresas passam a ter a obrigação de identificar situações potencialmente adoecedoras e registrá-las no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

A fiscalização também muda de foco. Segundo auditores-fiscais do trabalho, a atenção passa a ser menos voltada para máquinas e equipamentos e mais para o chamado "trabalho real": a rotina concreta dos trabalhadores.

metas abusivas;jornadas excessivas;pressão psicológica;assédio moral e sexual;sobrecarga;falhas de gestão;conflitos interpessoais;falta de autonomia;ambientes organizacionais tóxicos.

As empresas poderão, inclusive, ser fiscalizadas sem denúncia formal. Para isso, a auditoria poderá cruzar dados da Previdência Social, identificar setores com grande volume de afastamentos por transtornos mentais e iniciar inspeções preventivas.

Segundo Savoy e Lira, essa mudança também deve influenciar futuras decisões judiciais. Além de avaliar se houve adoecimento, a Justiça tende a observar o comportamento preventivo das empresas.

Em outras palavras: o que a empresa fez — ou deixou de fazer — para evitar que o ambiente de trabalho se tornasse prejudicial à saúde?

Treinamentos, canais de denúncia, políticas de combate ao assédio, monitoramento de indicadores, acolhimento interno e revisão contínua de processos também passaram a funcionar como elementos relevantes de defesa.

“Ignorar sinais de adoecimento, afastamentos frequentes ou denúncias internas pode aumentar significativamente a responsabilidade da empresa”, alerta Leandro.

Apesar disso, especialistas avaliam que ainda há o risco de parte das empresas transformar a nova NR-1 em mera burocracia documental. A própria lógica da norma, porém, dificulta uma atuação apenas formal.

"O Atacadão informa que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa, com base em provas documentais e testemunhais que demonstraram a efetividade dos canais internos de denúncia, dos treinamentos preventivos aplicados regularmente e das medidas disciplinares adotadas sempre que condutas inadequadas são identificadas.

O Atacadão reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e respeitoso para seus mais de 70 mil colaboradores em todo o Brasil. A empresa já apresentou recurso e aguarda decisão do Poder Judiciário."

"O Santander esclarece que o caso ainda se encontra em discussão e que, por isso, aguarda a decisão final.

O Banco repudia qualquer forma de assédio, discriminação ou conduta incompatível com seu Código de Conduta e reforça que esse tipo de prática não reflete seus valores e padrões de atuação.

A Instituição mantém uma estrutura permanente de governança corporativa voltada para a promoção de um ambiente de trabalho seguro, saudável, respeitoso e inclusivo, além de desenvolver ações e práticas voltadas ao bem-estar e ao cuidado com a saúde mental dos colaboradores.

Em 2025, foram registradas mais de 18 mil participações de colaboradores em ações voltadas à saúde mental. Além disso, a Instituição possui canais oficiais internos para o recebimento e a apuração de relatos, com tratamento sigiloso, possibilidade de anonimato e adoção das providências cabíveis."

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Aposentadoria inspirou criação de orquidário que deve faturar R$ 70 mil neste ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/08/2026 02:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Aposentadoria inspirou criação de orquidário que deve faturar R$ 70 mil neste ano Depois de mais de 30 anos no serviço público, empreendedor transformou a paixão pelas flores em um negócio que reúne cerca de 20 mil orquídeas, vende até 100 plantas por mês e ainda aposta no aluguel de exemplares. Por PEGN

Após mais de 30 anos no serviço público, João Batista transformou a paixão pelas orquídeas, herdada da mãe, em um negócio na aposentadoria. Hoje, mantém um orquidário com cerca de 20 mil plantas.

O hobby virou empresa há 15 anos. No início, o maior desafio foi aprender a precificar as plantas e estruturar o negócio.

O orquidário vende cerca de 100 orquídeas por mês, com preços entre R$ 60 e R$ 250, e também oferece o aluguel das plantas.

O negócio faturou R$ 50 mil em 2025 e a expectativa é alcançar R$ 70 mil em 2026, garantindo renda extra e qualidade de vida ao empreendedor.

Quando se aposentou aos 57 anos, após 45 anos de trabalho, João Batista Fonseca Borba acreditava que entraria em uma fase mais tranquila da vida. Mas a rotina de descanso durou pouco.

Diante da pergunta que muitos aposentados se fazem, "o que vou fazer agora?", ele encontrou a resposta em uma paixão cultivada desde a juventude: as orquídeas.

Hoje, aos 70 anos, João administra um orquidário de dois mil metros quadrados em Brasília, onde mantém cerca de 20 mil plantas. O espaço, construído ao longo de décadas, recebe clientes apaixonados por flores e movimenta um negócio que nasceu quase sem planejamento.

A relação com as orquídeas começou dentro de casa. Inspirado pela mãe, que gostava de cultivar flores, João passou a comprar exemplares para ela e também para si. Aos poucos, a coleção foi crescendo. Sem perceber, construía o estoque que mais tarde daria origem à empresa.

Nascido em uma família que chegou a Brasília durante a construção da capital, João cresceu em um ambiente onde o cultivo fazia parte do cotidiano. Filho de pedreiro, viu a cidade surgir do cerrado e aprendeu desde cedo a produzir alimentos para complementar a mesa da família.

Aposentadoria inspirou criação de orquidário que deve faturar R$ 70 mil neste ano — Foto: Reprodução/PEGN

Apesar do vínculo com a terra, sua carreira seguiu outro caminho. Formado em Administração, passou mais de três décadas no serviço público. A experiência acumulada na gestão acabou sendo útil quando decidiu transformar o hobby em empreendimento.

O orquidário nasceu há quase 15 anos e desde então vem se consolidando como referência para colecionadores e admiradores das plantas.

Além da venda direta, João participa de feiras, exposições e oferece um serviço inusitado: o aluguel de orquídeas para quem quer decorar ambientes sem precisar cuidar permanentemente das flores.

"Você não precisa matar a orquídea. Leva para casa, aproveita enquanto ela está florida e depois troca por outra", costuma explicar aos clientes.

As plantas são comercializadas por valores que variam entre R$ 60 e R$ 250. Em média, cerca de 100 orquídeas são vendidas por mês, sem considerar os períodos de exposição. A operação também gera oportunidades de trabalho para colaboradores que ajudam na manutenção do espaço e nos eventos.

Entre os frequentadores do orquidário estão clientes que acompanham o negócio há uma década. Muitos retornam em datas especiais, como aniversários e Dia das Mães, em busca de novas espécies para presentear ou ampliar coleções.

Aposentadoria inspirou criação de orquidário que deve faturar R$ 70 mil neste ano — Foto: Reprodução/PEGN

O sucesso do empreendimento, porém, não é medido apenas pelo faturamento. Para João, o maior retorno está no contato diário com as pessoas e na sensação de permanecer ativo.

A rotina começa cedo, entre irrigação, adubação e acompanhamento das plantas. Depois, ele segue para a academia antes de voltar ao viveiro para cuidar das atividades da tarde. A parte administrativa, segundo ele, continua sendo uma das tarefas mais simples, resultado dos anos dedicados à gestão.

Ao olhar para a trajetória construída após a aposentadoria, João vê no negócio muito mais do que uma fonte de renda extra. O orquidário se tornou um novo propósito de vida. "Eu estou vivo", resume.

E enquanto as flores seguem desabrochando, a história de João Batista mostra que recomeços também podem florescer depois dos 60 anos.

📍 Endereço: Rod. Br 020, km 11, rua da cerca viva Brasília/DF – CEP: 73270-010📞 Telefone: (61) 99970-2131📧E-mail: jbfbborba@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/orquidariobatista/

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Ministro vai à Índia em busca de ampliar comércio em defesa, tecnologia e indústria; Brasil quer diminuir efeito do tarifaço dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, cumpre agenda na Índia nesta semana numa tentativa de ampliar o comércio do Brasil com o país nas áreas de defesa, tecnologia e indústria. As informações foram divulgadas pelo ministério.

O ministro embarcou nesta madrugada e a viagem acontece em meio à implementação de dois tarifaços impostos pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano: um de 25% (por práticas desleais na economia) e outro de 12,5% (por falha no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado).

De acordo com representantes do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham), essas medidas “agravam” as condições de mercado e podem afetar diretamente mais de 4 mil produtos.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Diante das tarifas impostas pela Casa Branca, autoridades do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e do Palácio do Planalto defenderam que o país passe a buscar novos parceiros comerciais e ampliar os acordos já existentes.

Nesse contexto, integrantes do governo têm defendido que o Brasil e o Mercosul (bloco do qual o país faz parte) busquem novos acordos comerciais, por exemplo, com a China, com o Canadá e com o Japão.

"Em um momento em que o mundo passa por uma onda de medidas restritivas ao comércio global, o Brasil segue fiel na defesa do multilateralismo e na busca de novos mercados para empresas e produtos brasileiros”, afirmou Marcio Elias Rosa, em nota.

“A Índia é o segundo maior mercado consumidor do mundo e um grande parceiro comercial do Brasil, com quem mantivemos, em 2025, uma corrente de comércio de mais de US$ 15 bilhões”, acrescentou o ministro.

Conforme o MDIC, durante a viagem, o ministro terá agendas em Mumbai e Nova Delhi. Nessas cidades, se encontrará com empresários de setores como energia, infraestrutura, bens de consumo e fertilizantes.

No caso dos fertilizantes, o governo federal estima que o Brasil importe mais de 90% do volume consumido no mercado interno. Desse total, metade vem de dois países: Rússia e China.

Nesse cenário, autoridades brasileiras têm buscado novos parceiros comerciais na área de fertilizantes para tentar reduzir a dependência do Brasil da Rússia e da China, que em momentos de guerra podem reduzir a produção para o Brasil, o que pode prejudicar o agronegócio brasileiro.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em busca de novos fornecedores de fertilizantes.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Ainda durante a viagem à Índia, Márcio Elias Rosa também irá a Jaipur, onde acompanhará o encontro de ministros do Brics, grupo de países emergentes que reúne, além do Brasil, países como China, Rússia e a própria Índia.

Os países do Brics têm feito movimentos nos últimos para ampliar o grupo, numa tentativa de aumentar parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica de alguns países em relação aos Estados Unidos.

“Nessas reuniões, buscaremos fortalecer o diálogo econômico e comercial, identificar oportunidades de ampliação do comércio bilateral e promover maior integração entre empresas brasileiras e mercados considerados estratégicos”, afirmou Márcio Elias Rosa.

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