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Dia dos Pais: o maior concorrente da sua loja pode não o concorrente, mas a indecisão do cliente

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 07/08/2026 02:53

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Dia dos Pais: o maior concorrente da sua loja pode não o concorrente, mas a indecisão do cliente Especialista mostra que facilitar a escolha do consumidor, criar experiências e organizar ofertas por faixa de preço podem aumentar as vendas e fortalecer o relacionamento com o cliente na data comemorativa. Por PEGN

Agosto é um mês desafiador para o comércio, mas o Dia dos Pais abre espaço para aumentar as vendas. A dica é facilitar a escolha do cliente com sugestões de presentes e soluções prontas.

Criar experiências e personalizar a oferta também ajuda a agregar valor, mesmo em negócios que não vendem presentes tradicionais.

Organizar os produtos por faixa de preço torna a compra mais rápida e atende consumidores que pesquisam antes de decidir.

Mais do que vender na data, uma boa experiência fortalece o relacionamento com o cliente e aumenta as chances de novas compras.

Agosto costuma ser um período de menor movimento para parte do comércio, mas o Dia dos Pais representa uma das principais oportunidades para impulsionar as vendas.

A expectativa é que milhões de brasileiros deixem a compra do presente para a última hora, o que transforma a praticidade e a experiência de compra em diferenciais para os negócios.

Segundo o especialista Marcelo Baccarini, um dos maiores desafios do varejo não é apenas oferecer bons produtos, mas ajudar o consumidor a decidir.

Em muitos casos, o principal concorrente de uma loja não é outro estabelecimento, mas a dúvida do cliente sobre o que comprar. Por isso, reduzir o número de escolhas e apresentar sugestões prontas pode facilitar a decisão e aumentar as chances de conversão.

Uma estratégia é organizar os produtos de acordo com o perfil de cada pai. Em vez de expor apenas os itens disponíveis, o empreendedor pode criar combinações para diferentes estilos, como o pai apaixonado por café, churrasco ou animais de estimação.

A ideia é vender uma solução, e não apenas um presente, tornando a compra mais simples e emocional. Outra aposta é criar ações temáticas mesmo em negócios que não vendem presentes tradicionalmente.

Barbearias podem oferecer pacotes de pai e filho, lava-rápidos podem comercializar vouchers e floriculturas podem investir em mensagens personalizadas para agregar valor ao produto. Nesses casos, o diferencial está na história criada em torno da experiência.

O preço também influencia diretamente a decisão de compra. Como boa parte dos consumidores pesquisa valores antes de escolher o presente, organizar vitrines, prateleiras ou comunicações por faixas de preço — como até R$ 50, R$ 100 ou R$ 200 — facilita a escolha e reduz o tempo de decisão do cliente.

Além do faturamento gerado pela data, Baccarini destaca que o Dia dos Pais pode ser uma oportunidade para fidelizar consumidores.

Ao oferecer uma experiência de compra simples, personalizada e eficiente, o empreendedor aumenta as chances de transformar uma venda pontual em um relacionamento de longo prazo com o cliente.

Dia dos Pais: como transformar a indecisão do cliente em oportunidade de venda — Foto: Reprodução/PEGN

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El Niño: governo decide reduzir geração de hidrelétricas para enfrentar fenômeno climático

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/08/2026 00:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,107-0,41%Dólar TurismoR$ 5,309-0,47%Euro ComercialR$ 5,885-0,67%Euro TurismoR$ 6,131-0,57%B3Ibovespa175.546 pts-1,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,107-0,41%Dólar TurismoR$ 5,309-0,47%Euro ComercialR$ 5,885-0,67%Euro TurismoR$ 6,131-0,57%B3Ibovespa175.546 pts-1,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,107-0,41%Dólar TurismoR$ 5,309-0,47%Euro ComercialR$ 5,885-0,67%Euro TurismoR$ 6,131-0,57%B3Ibovespa175.546 pts-1,23%Oferecido por

O governo federal decidiu reduzir a geração de energia das hidrelétricas para armazenar mais água nos reservatórios e reforçar a segurança hídrica do sistema elétrico para enfrentar os efeitos do El Niño, previsto para o segundo semestre deste ano.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O evento, que costuma ocorrer a cada dois a sete anos, altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta. No Brasil, pode intensificar o calor, aumentar o risco de seca em partes do Norte e Nordeste e provocar chuvas acima da média no Sul.

A medida faz parte de um pacote de ações aprovado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Segundo o colegiado, a probabilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre é de 70%.

acompanhamento intensivo das condições hidrometeorológicas que afetam o sistema elétrico;criação de uma sala de monitoramento do abastecimento de combustíveis para os sistemas de geração da Região Norte; eparticipação em grupos interinstitucionais sobre o fenômeno, com órgãos como a Casa Civil e a Defesa Civil.

O plano também prevê o monitoramento e a adoção de medidas preventivas por agentes dos setores de geração, transmissão e distribuição de energia.

Reportagem do Fantástico mostrou que o El Niño deve aumentar o risco de eventos climáticos extremos no Brasil nos próximos meses.

Segundo especialistas, o fenômeno, provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico na costa do Peru, já começou a influenciar o clima e tende a favorecer tempestades severas e enchentes, especialmente na Região Sul.

A previsão ocorre em um momento em que diferentes partes do mundo enfrentam uma sequência de desastres relacionados ao clima.

Na Europa, incêndios florestais ganharam força com o aumento das temperaturas. Índia e China registraram enchentes e ondas de calor, enquanto o Chile enfrentou nevascas e inundações. No Brasil, o Rio Grande do Sul foi atingido por chuva intensa, granizo e tornados.

Segundo meteorologistas, o excesso de chuva registrado recentemente no Sul já indica uma antecipação da influência do El Niño.

"O que a gente vem observando é uma antecipação de potencial influência desse fenômeno nesse excesso de chuva que a gente viu recentemente no Sul do país", afirma um especialista ouvido na reportagem.

De acordo com os pesquisadores, o fenômeno já está formado e seus efeitos devem ficar mais intensos ao longo dos próximos meses.

"Ele agora já está influenciando. Já está favorecendo essas tempestades severas, inundações no Sul, e o pico que se espera desses eventos deve acontecer daqui a alguns meses", disse.

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Como a cerveja é feita? Do lúpulo à levedura, veja o caminho da bebida até chegar ao copo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/08/2026 00:57

Agro Como a cerveja é feita? Do lúpulo à levedura, veja o caminho da bebida até chegar ao copo No Dia Internacional da Cerveja, entenda por que o lúpulo precisa de luz artificial para crescer no Brasil, como a levedura transforma o mosto em cerveja e qual é a diferença entre cerveja e chopp. Por Redação g1 — São Paulo

Celebrado nesta sexta-feira (7), o Dia Internacional da Cerveja é uma oportunidade para conhecer o caminho percorrido pela bebida até chegar ao copo. Da produção do lúpulo ao trabalho da levedura, cada etapa influencia o sabor, o aroma e as características finais da cerveja.

Um dos maiores desafios da produção nacional está justamente no cultivo do lúpulo, uma das principais matérias-primas da bebida. A planta precisa de longos períodos de luminosidade para se desenvolver, condição comum em países como Estados Unidos e Alemanha durante o verão, mas rara no Brasil.

Para contornar esse obstáculo, produtores brasileiros recorrem à iluminação artificial e "enganam" a planta, simulando dias mais longos para estimular seu crescimento.

Além de ser um ingrediente essencial da cerveja, o lúpulo também desperta curiosidade por pertencer à mesma família botânica da cannabis, a Cannabaceae. Apesar do parentesco, as semelhanças praticamente terminam aí.

"O lúpulo não tem o THC, por exemplo, que a maconha produz. Então, ela não é uma planta que vai dar o efeito entorpecente que a maconha dá", explica o produtor Murilo Ricci.

'Rotas da Cerveja' é lançado com circuitos em Sorocaba, Votorantim, Jundiaí e região — Foto: Divulgação/Cervejaria Alvorada

A parte mais valiosa do lúpulo está na flor. Nela ficam pequenos grãos dourados chamados lupulina, responsáveis por boa parte do amargor e dos aromas característicos da cerveja, além dos óleos essenciais utilizados na produção da bebida.

Depois da colheita, as flores passam por um processo cuidadoso. Elas não podem ser lavadas para evitar a oxidação. Em seguida, são limpas manualmente e levadas para a secagem, etapa que reduz a umidade natural da flor e dura entre 16 e 20 horas.

'Rotas da Cerveja' é lançado com circuitos em Sorocaba, Votorantim, Jundiaí e região — Foto: Divulgação/Cervejaria Pangea

"No processo de fabricação da cerveja, a gente costuma usar o lúpulo no formato que chamamos de pellet", explica Guilherme Manganello, engenheiro de alimentos e cervejeiro.

Triturado e prensado, o ingrediente se torna mais prático para ser incorporado ao processo de fabricação.

Embora seja um dos ingredientes mais conhecidos, o lúpulo está longe de ser o único componente da cerveja.

Segundo Manganello, a base da maioria das receitas é o malte pilsen, também chamado de malte claro ou malte base. Nas cervejas classificadas como puro malte, a bebida é produzida apenas com malte, sem a adição de outros cereais.

Além do malte de cevada, também é possível utilizar malte de trigo, responsável pelas tradicionais cervejas de trigo. Outras receitas podem incluir ingredientes conhecidos como adjuntos cervejeiros, como milho, arroz, centeio e sorgo.

Na fábrica, os grãos são moídos e misturados à água para formar um líquido adocicado chamado mosto. Apesar de toda a tecnologia envolvida, Guilherme destaca que essa etapa ainda não produz a cerveja.

"Nós, enquanto cervejeiros, não fazemos cerveja. A gente faz mosto. Quem faz a cerveja é a levedura", afirma.

Após um primeiro período de descanso e resfriamento, o mosto recebe a levedura, microrganismo responsável pela fermentação. É ela que consome os açúcares presentes no líquido e os transforma em álcool, gás carbônico e diversos compostos responsáveis pelos sabores e aromas da bebida.

Segundo o cervejeiro, esse processo leva entre 15 e 20 dias. Só depois disso a cerveja segue para o envase, recebe tampa e rótulo e vai para a câmara fria, onde permanece refrigerada para preservar o frescor.

No Brasil, convencionou-se chamar de cerveja a bebida pasteurizada — aquela que passa por aquecimento para aumentar a durabilidade —, enquanto o chopp não é submetido a esse processo.

"A gente quer manter essa cerveja o mais fresca possível", diz. Segundo ele, embora a pasteurização aumente o tempo de conservação, o processo também reduz parte do frescor que caracteriza a bebida.

Entre os diversos estilos produzidos no país, a pilsen continua sendo a preferida dos brasileiros. O estilo é conhecido pela coloração dourada, amargor moderado e teor alcoólico geralmente entre 4,5% e 4,8%, características que ajudam a explicar sua popularidade.

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