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Bolsas da Ásia despencam após investidores venderem ações de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 02:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

Um operador de câmbio passa por uma tela que exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) e a taxa de câmbio entre o dólar americano e o won sul-coreano na sala de operações cambiais da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul — Foto: Ahn Young-joon / AP

As bolsas da Ásia fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), lideradas pelos mercados do Japão e da Coreia do Sul, em meio a uma onda de venda de ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

O índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 4,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 7,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,9%, e o índice Shanghai Composite, da China, caiu 2,1%.

A queda ocorre após uma sequência de fortes valorizações impulsionadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. No início da semana, tanto o Nikkei quanto o Kospi haviam atingido máximas históricas.

Segundo analistas, o movimento desta sexta não reflete uma piora nas perspectivas para o setor de IA, mas sim uma realização de lucros. Isso acontece quando investidores vendem ações que subiram muito para garantir os ganhos obtidos, prática comum após períodos de forte valorização.

Avanço das ferramentas de inteligência artificial aumenta riscos da exposição de imagens de crianças nas redes

A correção também foi influenciada pela volatilidade recente nos mercados globais, que têm reagido rapidamente a novidades envolvendo inteligência artificial, além de outros fatores, como o reajuste de preços anunciado pela Apple.

Na quinta-feira (25), as bolsas dos Estados Unidos fecharam sem direção única. Enquanto diversas empresas de inteligência artificial voltaram a registrar alta, as ações da Apple caíram após a companhia anunciar aumento de preços em vários de seus produtos.

A venda em massa desta sexta não significa que a inteligência artificial esteja "distribuindo dividendos" ou que o setor tenha perdido força. O movimento indica apenas que parte dos investidores optou por embolsar os lucros acumulados depois da forte valorização recente das ações do setor.

A fabricante de chips de memória Micron Technology ultrapassou, nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, por um breve período, também o da Tesla, após divulgar uma previsão financeira acima das expectativas para o quarto trimestre.

As ações da empresa subiam 18,4%, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. No mesmo momento, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

Na quarta-feira (24), a Micron projetou receita e lucro para o quarto trimestre acima das estimativas do mercado, o que impulsionou a recuperação das ações após uma recente queda.

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A empresa também informou que seus clientes já comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

A Micron ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse grupo.

As fabricantes de chips de memória vêm sendo impulsionadas pelo interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os investimentos das grandes empresas de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

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Vale mais amortizar o financiamento ou aplicar o dinheiro? Entenda como fazer a conta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 02:44

g1 explica Vale mais amortizar o financiamento ou aplicar o dinheiro? Entenda como fazer a conta No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro.

A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha.

Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Ela criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 26/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ela criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês Empresa criada durante a pandemia aposta em inovação, variedade e identidade regional para crescer e já planeja exportar. Por PEGN

De um investimento inicial de R$ 12 mil a um faturamento mensal de cerca de R$ 100 mil, um negócio no Rio Grande do Norte encontrou no caju, um produto tradicional, espaço para inovar e escalar.

A empresa, sediada em Natal, desenvolve mais de 60 produtos derivados da fruta, que vão de castanhas tradicionais a itens como pasta de castanha, doces, farinhas e até panetones e ovos de Páscoa com o ingrediente.

A ideia veio da empresária Sahonara Suzane, inspirada pela rotina do pai, que comprava castanhas no interior e revendia na capital.

Ela seguiu carreira como engenheira e chegou a trabalhar em uma grande empresa. Em 2020, porém, uma mudança na vida pessoal abriu espaço para empreender: o marido foi desligado do emprego, e o casal decidiu investir no próprio negócio.

Com parte do dinheiro, eles compraram castanhas e deram início à operação. A tentativa inicial de replicar o modelo tradicional não deu certo. A empresária conta que tentou vender de porta em porta, mas enfrentou resistência.

Com o avanço da operação, a empresa foi além da venda tradicional e passou a investir em diferenciação.

A primeira mudança veio com as embalagens e a apresentação dos produtos. Depois surgiu o principal destaque do negócio: a pasta de castanha de caju.

“A gente se reinventou com a pasta de castanha de caju, que hoje é o nosso carro-chefe”, afirma.

A partir daí, o portfólio cresceu rapidamente. Hoje, são mais de 60 produtos em linha, com uma produção que pode ultrapassar 100 itens ao considerar variações sazonais.

🥜 Castanhas tradicionais e caramelizadas🍫 Pasta de castanha em diversos sabores, como flor de sal, chocolate, pistache e tâmara🍬 Doce de caju em tablete e em calda🌾 Farinha de castanha🎄 Produtos sazonais, como panetones e ovos de Páscoa

Sahonara Suzane, criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Globo/ Reprodução

A expansão também passou pela criação de parcerias com produtores da agricultura familiar, principalmente na região da Serra do Mel.

“Firmamos uma parceria muito boa com uma família da agricultura familiar. Eles produzem doce de caju e a gente usa o caju como protagonista”, explica.

A estratégia reforça a identidade regional do negócio, que aposta no caju como símbolo do estado.

Além da variedade, o negócio investe na experiência do consumidor, especialmente nas lojas físicas, onde oferece degustação.

Segundo a empresária, muitos produtos nasceram a partir da escuta dos clientes. A estratégia também aumenta o ticket médio.

“Noventa por cento dos clientes novos vêm procurando castanha tradicional, mas, quando experimentam, acabam levando mais produtos.”

Com 60 produtos de um mesmo ingrediente, negócio fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Globo/ Reprodução

Atualmente, a empresa conta com três lojas em Natal e também vende para turistas, moradores locais e empresas, incluindo hotéis, com produtos personalizados. O plano, porém, não é expandir o número de lojas físicas no curto prazo.

“Não está nos nossos planos abrir mais lojas físicas. Daqui a uns três anos, provavelmente vamos adotar o modelo de franquia”, afirma.

“Nós vamos expandir verticalizando nossa indústria. Queremos ser referência nacional e exportar”, diz. O objetivo é iniciar esse movimento em até dois anos.

“Eu consegui trazer a base, a história, mas dar o meu toque. Não é um negócio herdado, é um negócio inspirado e criado”, diz.

📍 Endereço: Rua Marechal Rondon, 1990 – Candelária, Natal/RN📞 Telefone: (84) 99231-8558📧 E-mail: contato@sigacajumel.com.br🌐 Site: www.sigacajumel.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/sigacajumel📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1ERbdsudsd/?mibextid=wwXIfr

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Mendonça ficará na relatoria de pedido de investigação sobre filme ‘Dark Horse’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 22:46

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu que a investigação sobre o filme Dark Horse deve ficar com o ministro André Mendonça

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu, em parecer, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve ser o relator de um pedido para investigar valores para o filme "Dark Horse" solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master

O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes que levou à condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça. Lindbergh apresentou o pedido nesse caso por entender que houve uma atuação internacional de Eduardo pelo financiamento do filme.

Antes de decidir sobre a abertura, ou não, da investigação, Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria- Geral da República (PGR).

Para Paulo Gonet, há uma conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as apurações do caso Master, que já estão sob a relatoria de Mendonça.

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Mega-Sena, concurso 3023: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 21:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3023: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira era de R$ 2,5 milhões.No entanto, o valor acumulou. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3023 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2,5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 7 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Galípolo assume falha na comunicação do Copom, mas diz que papel do BC não é gerar consenso no mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assumiu, nesta quinta-feira (25), a responsabilidade pela comunicação da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que gerou dúvidas no mercado.

O BC informou que, mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos — um dos principais parâmetros para as decisões sobre os juros —, optou por manter o ciclo de queda da Selic na semana passada.

Nesta semana, o mercado reagiu mal à ata do Copom, que indicou que o BC manteria os juros inalterados mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos. A interpretação foi de que o Banco Central adotaria uma postura menos rigorosa no combate à inflação.

Galípolo afirmou que o Copom preferiu não reagir a eventos incertos, como a guerra no Oriente Médio. "A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que a gente queria em um espaço conciso, é absolutamente minha".

O BC justificou a decisão afirmando que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a variações de preços provocadas por choques de oferta.

Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, o principal ponto da ata, divulgada na última terça-feira (23), foi o fato de o Comitê "afirmar que o balanço de riscos agora apresenta assimetria altista, algo que não havia sido mencionado no comunicado da decisão".

Segundo o economista, essa mudança sinaliza uma tentativa de adotar um tom mais duro. No entanto, a ata também traz elementos que apontam na direção oposta.

"Apesar de as projeções do Banco Central permanecerem acima da meta, o Comitê julgou mais adequado considerar trajetórias de juros que evitassem maior volatilidade", explica o especialista.

Em outras palavras, o BC avaliou que interromper o ciclo de cortes da Selic neste momento poderia representar um aumento excessivo dos juros, desacelerando a economia além do necessário para controlar a inflação no longo prazo.

"É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo […] que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço muito apertado e conciso do próprio comunicado", afirmou Galípolo.

O presidente também ressaltou que "a função do Banco Central não é produzir consenso entre as opiniões do mercado".

Durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, Galípolo afirmou que o Banco Central enfrenta hoje dois tipos de pressão: o desgaste provocado pelo nível elevado dos juros e a cobrança por sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.

"Existe uma primeira ordem de crítica que vem de setores da economia, da sociedade e da política, inerente ao fato de convivermos há tanto tempo com uma taxa de juros algumas centenas de pontos-base acima da taxa neutra", explicou.

Segundo ele, a Selic permanece em um patamar significativamente alto desde que assumiu o comando da instituição. "É protocolar que a gente tenha críticas de setores que se contraponham a essa taxa", reiterou.

Após comentar essa "exaustão" em relação aos juros elevados, Galípolo abordou a segunda fonte de pressão: a demanda do mercado por maior previsibilidade.

"Em momentos de maior incerteza, é normal esse desejo por guidance [sinalização], por indicações do que o Banco Central fará no futuro. É normal esse tipo de pedido, mas nenhum outro banco central está fazendo isso, e nem a literatura recomenda essa prática justamente por causa do ambiente de incerteza", afirmou.

Segundo o presidente do BC, antecipar os próximos passos da autoridade monetária pode reduzir a eficácia da política de juros.

Por isso, ele defendeu que uma comunicação mais clara não deve ser confundida com a antecipação das decisões futuras. "Uma coisa não pode ser confundida com a outra", pontuou.

"O Banco Central vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando achar que não interessa divulgá-la antecipadamente. Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque essa decisão será tomada daqui a 40 dias, na próxima reunião", concluiu Galípolo.

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TCU arquiva processo sobre empréstimo bilionário do governo do DF para socorrer o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 19:47

Distrito Federal TCU arquiva processo sobre empréstimo bilionário do governo do DF para socorrer o BRB Ministro relator afirmou que a competência para fiscalizar a operação é do TCDF. Governo do DF pretende contratar R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O TCU arquivou o processo sobre o empréstimo do GDF para socorrer o BRB. A Corte decidiu que a fiscalização cabe ao TCDF.

A lei que autoriza o empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi sancionada nesta quarta-feira (24). A dívida deve levar mais de 10 anos para ser quitada.

O dinheiro virá do FGC, com grandes bancos como fiadores. Como contragarantia, o governo usará recursos do FPE e do FPM.

A crise do BRB decorre de operações com o Banco Master. A PF investiga fraudes e o ex-presidente da instituição foi preso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o processo que poderia analisar o empréstimo bilionário que o governo do Distrito Federal pretende contratar para socorrer o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

Relator do caso, o ministro Jhonatan de Jesus avaliou que a competência para esse acompanhamento é do Tribunal de Contas do Distrito Federal, e não do TCU.

"Considerando que o negócio jurídico em testilha está sendo estruturado diretamente entre o Governo do Distrito Federal e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), associação civil de direito privado, sem que haja a demonstração de atos de gestão envolvendo recursos públicos federais", disse Jhonatan de Jesus.

Como antecipou o g1, a área técnica do TCU já havia concluído que a Corte não tem competência legal para analisar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões pretendido pelo governo distrital.

O Tribunal de Contas do DF, por sua vez, já recebeu representação de um deputado distrital apontando possíveis irregularidades no empréstimo. O pedido ainda está em análise na área técnica e não tem relator designado.

O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

A lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o socorro o empréstimo foi sancionada nesta quarta-feira (24).

O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Como contragarantia, porém, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

➡️ Contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.

Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.

O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.

O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

CASO MASTER: PGR recusa delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso BRASÍLIA: Daniel Vorcaro é transferido para cela na Papudinha

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Terremoto na Venezuela: como celulares conseguiram alertar usuários antes dos tremores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 18:48

Tecnologia Terremoto na Venezuela: como celulares conseguiram alertar usuários antes dos tremores Sistema usa acelerômetro para monitorar vibrações fora do comum e enviar notificações, mas intervalo pode ser curto. Tremores deixaram mais de 180 mortos e 1.500 feridos. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Algumas pessoas na Venezuela receberam alertas de tremores pelo celular antes de dois terremotos atingirem o norte do país na última quarta-feira (24). O abalo deixou mais de 180 mortos e 1.500 feridos.

As notificações foram enviadas pelo recurso de alertas antecipados de terremotos disponível no Android, sistema operacional do Google.

A venezuelana Jessie Figueira disse ao g1 que recebeu um alerta cerca de 30 segundos antes de sentir o tremor.

"Terremoto próximo: você poderá sentir tremores. A magnitude inicial estimada é de 6,2 a cerca de 357 quilômetros de distância", indicou um dos alertas compartilhados nas redes sociais.

"Essa abordagem usa os mais de 2 bilhões de smartphones Android em uso no mundo como mini-sismômetros, criando a maior rede de detecção de terremotos do planeta", diz a empresa em seu site.

A empresa que, desde 2021, identificou mais de 18 mil tremores com esse mecanismo. Cerca de 2 mil terremotos tiveram intensidade suficiente para o envio dos alertas e levaram a 790 milhões de alertas nos dispositivos dos usuários.

O sistema usa o acelerômetro do celular, sensor que mede a vibração e a aceleração dos aparelhos – é o mesmo que gira a tela automaticamente quando o dispositivo é virado de lado. Registros fora do padrão indicam que um lugar pode ter sido atingido por um terremoto.

O sinal é enviado junto da localização aproximada para um servidor do Google que combina dados de vários aparelhos para confirmar o tremor.

As notificações são disparadas em casos de terremotos de magnitude 4,5 ou superior. Na Venezuela, foram dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados com intervalo de menos de um minuto em áreas muito populosas.

Além da magnitude, o Google considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada (MMI), que mede efeitos práticos de terremotos. A escala vai de 1 a 12, sendo 1 para tremores não sentidos e 12 para abalos com destruição generalizada.

O Android pode fazer alertas de atenção, para terremotos com intensidade MMI 3 e 4, como aconteceu na Venezuela, e alertas de ação, voltados para tremores com intensidade MMI acima de 5, explica o Google.

Android envia alertas de ação e de atenção por meio de sistema de detecção de terremotos — Foto: Divulgação/Google

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Conta de luz deve ter alívio em agosto com R$767,2 mi de “bônus de Itaipu”; veja quem recebe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,183-0,4%Dólar TurismoR$ 5,390-0,36%Euro ComercialR$ 5,895-0,21%Euro TurismoR$ 6,145-0,15%B3Ibovespa172.230 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,183-0,4%Dólar TurismoR$ 5,390-0,36%Euro ComercialR$ 5,895-0,21%Euro TurismoR$ 6,145-0,15%B3Ibovespa172.230 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,183-0,4%Dólar TurismoR$ 5,390-0,36%Euro ComercialR$ 5,895-0,21%Euro TurismoR$ 6,145-0,15%B3Ibovespa172.230 pts1,01%Oferecido por

Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel — Foto: Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica

As faturas de energia elétrica em agosto no Brasil deverão contar com um alívio no valor de R$767,2 milhões relacionado ao "bônus de Itaipu", segundo informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quinta-feira.

Pelos cálculos da Aneel, unidades com consumo médio mensal de 116 kWh — valor próximo ao da média dos beneficiários — receberiam um crédito aproximado de R$9,16.

O bônus de Itaipu é um valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior.

Para a distribuição do crédito aos consumidores, R$524,4 milhões foram deduzidos do montante total para a constituição de reserva técnica financeira para 2026, mecanismo criado para mitigar impactos associados a variações de fluxo de caixa e da tarifa da usina.

A homologação dos valores está prevista para ocorrer na reunião de diretoria da Aneel da próxima terça-feira, conforme a pauta divulgada nesta quinta-feira. A agência não indicou imediatamente qual seria o impacto na conta de luz.

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Presidente do BC reage a questionamentos dos EUA ao PIX: ‘Algo que terá de ser aceito’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,174-0,55%Dólar TurismoR$ 5,390-0,35%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,147-0,12%B3Ibovespa173.128 pts1,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,174-0,55%Dólar TurismoR$ 5,390-0,35%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,147-0,12%B3Ibovespa173.128 pts1,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,174-0,55%Dólar TurismoR$ 5,390-0,35%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,147-0,12%B3Ibovespa173.128 pts1,54%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que vários outros países têm sistemas instantâneos de pagamentos semelhantes ao PIX brasileiro, e avaliou que isso é algo que terá de ser aceito e incorporado.

Ele respondeu a uma pergunta sobre a investigação dos Estados Unidos à ferramenta brasileira, que pode resultar em aumento de tarifas.

Novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.

"Do ponto de vista do relatório dos Estados Unidos, o Banco central vem disponibilizando gente e tempo para estar auxiliando nas explicações necessárias ao governo americano. É um problema que, como o PIX coloca o Brasil em uma posição que em poucas coisas o Brasil tem essa possibilidade de estar na fronteira do que há de mais moderno e é exemplo pro resto do mundo, e o PIX é um deles", disse Galípolo.

Segundo ele, porém, vários outros países têm um sistema instantâneo de pagamentos parecido com o brasileiro.

"Vários países do mundo vem aqui entender como a gente fez e copiar. Mas o Brasil não é o único que tem. Hoje, vários países têm. Me parece que é um processo de evolução meio natural, a gente está vendo vários outros BCs e autoridades tentarem seguir esse movimento. Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado", conclui o presidente do Banco Central.

Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes.

As censuras fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas.

De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento.

Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.

A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: "O PIX é do Brasil".

Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas.

"Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O PIX é do Brasil'. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", afirmou Lula, na ocasião.

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