RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Diretor do BC defende decisão do Copom que cortou taxa de juros: ‘dobrar ou triplicar Selic não abriria estreito de Ormuz’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%Oferecido por

O diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, defendeu nesta quinta-feira (25) a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic, de 14,5% para 14,25% ao ano na semana passada, reiterando que a política de juros não deve reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta".

🔎Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços e, portanto, são insensíveis a mudanças na taxa básica de juros da economia.

Ele comparou os choques de oferta a um "hematoma", e explicou, em seguida, que uma eventual elevação da taxa de juros neste momento não reabriria o Estreito de Ornuz — que estava fechado nos últimos meses por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. Seu fechamento foi um dos principais fatores a impulsionar a inflação corrente, e as expectativas para o futuro, por pressionar os preços dos combustíveis.

"É como um hematoma, leva uma pancada e fica roxo. Tem sua dinâmica, sua inércia, não tem muito o que você pode fazer no caminho para tirar ele, não tem um remédio que pode tomar. Desaparece se não houver outro choque", disse Pichetti, sobre a natureza dos chamados "choques de oferta".

"Se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não ia abrir estreito de Ormuz, não ia fazer o El Nino mudar de ideia e deixar de nos visitar esse ano. Mas causaria volatibilidade", acrescentou o diretor do Banco Central.

Ele reiterou que a autoridade monetária segue perseguindo o chamado "horizonte relevante" da política de juros, ou seja, perseguir a meta de 3%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, considerando a inflação encerrada um ano e meio adiante (18 meses).

Pichetti explicou que a instituição citou, em seus comunicados oficiais sobre a taxa de juros, o primeiro trimestre de 2028, embora esse não fosse o horizonte relevante (que, nesse Copom, é o ano de 2027 fechado), para mostrar que as projeções recuavam mais fortemente pela dissipação do choque de oferta na economia (conflito no Irã e El Nino).

"Foi uma situação especial que levou a gente a chamar a atenção a isso. Ali era um hematoma desaparecendo. A gente não esta alongando o horizonte relevante, a não pretendemos fazer isso. Foi uma situação muito especial que levou a gente a chamar a atenção a isso", disse o diretor do BC.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período.O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom.O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos".

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Paramount está pronta para vender joint venture com Universal por compra da Warner, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,180-0,43%Dólar TurismoR$ 5,394-0,29%Euro ComercialR$ 5,895-0,19%Euro TurismoR$ 6,151-0,06%B3Ibovespa172.838 pts1,37%Oferecido por

A Paramount Skydance Corp. está preparada para se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às preocupações da União Europeia sobre concorrência em relação à aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, disse à Reuters, nesta quarta-feira (25), uma fonte familiarizada com o assunto.

A proposta, que será apresentada na próxima terça-feira (30), foi elaborada após uma reunião com autoridades europeias de defesa da concorrência, segundo a fonte.

Caso seja formalizada, a medida estenderá em dez dias úteis o prazo preliminar da Comissão Europeia para analisar o negócio, passando de 7 para 21 de julho.

Em fevereiro, a Reuters noticiou com exclusividade que a aquisição deveria receber aval da União Europeia sem grandes obstáculos, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário.

Segundo a fonte, essa possibilidade foi descartada porque os reguladores não identificaram problemas nesse segmento.

A venda da parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures pode aliviar as preocupações manifestadas por exibidores de cinema na Europa.

A operação também está sendo analisada em um procedimento separado, previsto no Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, já que a oferta conta com financiamento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L'imad Holding Company, de Abu Dhabi, e da Autoridade de Investimento do Catar.

A expectativa é que a Paramount obtenha aprovação sem restrições nessa etapa. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição, afirmando que é improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores.

Apesar disso, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos preparam uma ação judicial para tentar barrar a operação, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o assunto.

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Sicupira, Saggioro e filho de Lemann: quem são os alvos da PF no caso de fraude na Americanas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%Oferecido por

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária na Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões.

Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência da Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos.

Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra.

Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira.

Paulo Alberto foi conselheiro de administração da Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho.

Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência da Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes.

A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes.

Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard.

Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo.

Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.

Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração da Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho.

Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência da Americanas;Paulo Alberto Lemann, acionista de referência da Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann;Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro da Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital;José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco;Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; André Juaçaba de Almeida e c, do Santander.

Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023.

"A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos."

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Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Tecnologia Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA Empresa de chips de memória ultrapassou as duas gigantes após divulgar projeções fortes e ampliar o otimismo com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Por Reuters

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial.

As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda.

A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo.

As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

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Com alta do petróleo, arrecadação federal soma R$ 266,8 bilhões em maio e bate recorde para o mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,193-0,18%Dólar TurismoR$ 5,4110,04%Euro ComercialR$ 5,9060,000%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa172.239 pts1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,193-0,18%Dólar TurismoR$ 5,4110,04%Euro ComercialR$ 5,9060,000%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa172.239 pts1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,193-0,18%Dólar TurismoR$ 5,4110,04%Euro ComercialR$ 5,9060,000%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa172.239 pts1,02%Oferecido por

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, informou nesta quinta-feira (25) a Receita Federal.

O resultado representa um aumento real de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 241 bilhões (valor corrigido pela inflação).

O valor também foi o maior já registrada para meses de maio desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.

▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);reoneração gradual da folha de pagamentos;fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);início da taxação das bets;aumento do IOF sobre crédito e câmbio;alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

▶️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em maio também é resultado da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.

▶️Somente em maio, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) teve aumento de R$ 4,1 bilhões. Já a arrecadação sobre a extração do produto subiu R$ 8 bilhões.

"O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IOF e do IRPJ e da CSLL. Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de maio e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto", informou a Receita Federal.

Nos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,32 trilhão — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,34 trilhão de janeiro a maio, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,26 trilhão.

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

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Jovens ficam menos tempo no emprego e geração ‘nem-nem’ avança; entenda o que está por trás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Trabalho e Carreira Jovens ficam menos tempo no emprego e geração 'nem-nem' avança; entenda o que está por trás Indicadores do MTE revelam instabilidade na trajetória dos jovens e crescimento do grupo fora do trabalho e dos estudos Por Rafaela Zem — São Paulo

Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. — Foto: Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares

Os jovens trocam mais de emprego e permanecem menos tempo nas vagas formais do que trabalhadores de outras faixas etárias.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, entre adolescentes de 14 a 17 anos que estão ocupados, 52% ficam menos de um ano no mesmo emprego, o que evidencia uma entrada precoce no mercado marcada por alta rotatividade.

O levantamento indica que o desafio não se resume a conseguir uma primeira oportunidade, mas também a transformar essa inserção em uma trajetória profissional mais estável e de desenvolvimento.

Antes mesmo da entrada no mercado, há outro ponto de atenção: uma parcela significativa dos jovens não está nem trabalhando nem estudando. São os chamados “nem-nem”, que não estudam nem trabalham.

Segundo o MTE, esse grupo ainda representa uma fatia relevante da população jovem, o que evidencia dificuldades simultâneas de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Os dados também mostram diferenças em relação a outras faixas etárias, indicando que os jovens enfrentam mais instabilidade na transição entre formação e ocupação profissional.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse quadro estão a falta de experiência, a concentração em ocupações mais vulneráveis e a maior presença em contratos temporários ou funções de menor qualificação.

O levantamento aponta ainda variações entre setores, níveis de escolaridade e regiões do país, mostrando que essas dificuldades se distribuem de forma desigual entre os jovens.

O cenário revela dois movimentos simultâneos: parte da juventude não consegue acessar oportunidades de trabalho ou estudo, enquanto outra entra no mercado, mas encontra dificuldade para se manter nele.

Segundo o MTE, o enfrentamento desse problema exige ações em diferentes frentes da trajetória profissional. Programas de aprendizagem e incentivo ao primeiro emprego ajudam na entrada, enquanto iniciativas de qualificação e desenvolvimento profissional contribuem para reduzir a saída precoce das empresas.

A alta rotatividade entre os jovens também ajuda a revelar uma mudança mais profunda no comportamento das novas gerações em relação ao trabalho. O g1 já mostrou esse fenômeno em reportagens anteriores.

Aurélio Santana e Raphaella Abrahão têm algo em comum: passaram por seis empresas ao longo da vida — mas em momentos completamente diferentes da carreira e sob lógicas opostas de mercado.

Hoje aposentado, o economista representa a geração baby boomer (nascidos entre 1946 e 1964). Ele construiu praticamente toda a trajetória profissional em uma única instituição: foram 43 anos na Anfavea.

Já Raphaella, formada em relações públicas e representante da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), vive uma experiência bastante distinta. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes.

A comparação entre os dois expõe uma transformação estrutural no conceito de carreira. Enquanto gerações anteriores associavam sucesso à estabilidade e permanência, entre os mais jovens ganham força outros critérios, como aprendizado constante, flexibilidade e propósito.

“Estabilidade nunca foi meu objetivo. Meu foco é estar em lugares onde eu aprenda e me desenvolva”, diz Raphaella, que resume uma mentalidade cada vez mais presente entre jovens profissionais.

Do outro lado, a lógica é mais linear. Aurélio resume sua visão de sucesso de forma diferente: “O importante é chegar ao fim da carreira com conforto financeiro, saúde e poder ajudar os filhos. Olhar para trás e saber que você teve uma vida útil, que impulsionou sua família.”

Os dados ajudam a dimensionar essa mudança. No Brasil, jovens de 18 a 24 anos permanecem, em média, cerca de 12 meses no mesmo emprego, segundo levantamento do MTE. Em 2024, a rotatividade dessa faixa etária chegou a 96,2%.

Entre os principais motivos para a saída estão a busca por novas oportunidades, falta de reconhecimento e questões relacionadas ao ambiente de trabalho. Estresse, saúde mental e baixa flexibilidade também aparecem entre os fatores citados.

Esse movimento ganhou até um nome: job hopping, expressão usada para descrever a troca frequente de empregos em curtos períodos. Mais do que instabilidade, especialistas apontam que o fenômeno também pode refletir uma busca ativa por crescimento rápido, alinhamento de valores e experiências mais diversas.

Segundo o sociólogo Ricardo Nunes, as diferenças entre gerações ajudam a explicar esse comportamento. Enquanto baby boomers e parte da geração X foram moldados em um contexto de maior estabilidade e promessa de carreira linear, os jovens de hoje entram no mercado sob condições mais instáveis e com menos garantias.

Nesse cenário, a permanência longa em uma única empresa deixa de ser regra e passa a ser uma entre várias possibilidades — em um mercado que exige mais adaptação do que fidelidade.

Para as empresas, o desafio é acompanhar essa mudança e repensar estratégias de atração e retenção de talentos em um ambiente onde as trajetórias profissionais se tornaram mais rápidas, fragmentadas e diversas.

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Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Tecnologia Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória Empresa eleva preços de iPads e MacBooks diante da escalada dos custos de memória, pressionados pelo boom da inteligência artificial. Por Reuters

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

A Apple aumentou nesta quinta-feira (25) os preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos dos chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial.

A medida não afeta o iPhone, principal fonte de receita da empresa. No entanto, eleva o preço inicial do MacBook Neo, seu notebook mais barato, voltado para competir com laptops acessíveis com Windows e Chromebooks, de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 699 (cerca de R$ 3.635), apenas alguns meses após o lançamento.

O reajuste mostra que nem mesmo a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo — conhecida por sua cadeia de suprimentos altamente eficiente — conseguiu escapar da disparada nos preços da memória, que já prejudica as perspectivas de vendas de smartphones e computadores.

Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado nos últimos meses os pedidos de empresas de chips para IA, como a Nvidia. A estratégia garantiu lucros recordes ao setor, mas reduziu a oferta para fabricantes de eletrônicos, que passaram a repassar parte dos custos aos consumidores.

"Nunca vimos um aumento no preço de um componente tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos absorver esses custos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a reajustar os preços de diversos produtos, incluindo os iPads e Macs anunciados hoje."

O MacBook Air com 512 GB de armazenamento passou de US$ 1.099 (cerca de R$ 5.715) para US$ 1.299 (cerca de R$ 6.755);O MacBook Pro com 1 TB passou de US$ 1.699 (cerca de R$ 8.835) para US$ 1.999 (cerca de R$ 10.395);O iPad Air com 128 GB subiu de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 749 (cerca de R$ 3.895), entre outros reajustes.

A Apple também aumentou os preços das duas versões do alto-falante inteligente HomePod e do dispositivo de streaming Apple TV, embora não tenha informado os novos valores.

Os novos valores já aparecem no site da empresa. Após o anúncio, as ações da empresa caíam 0,7% nas negociações de pré-abertura da bolsa.

Em abril, a Apple já havia informado que seus estoques existentes ajudaram a manter a margem de lucro acima das expectativas do mercado, mas alertou que o aumento dos custos da memória começaria a impactar os resultados a partir do fim de junho.

"Esperamos custos significativamente mais altos com memória", afirmou o CEO Tim Cook durante conferência com analistas no fim de abril.

"Embora não façamos previsões além do trimestre encerrado em junho, posso dizer que acreditamos que os custos de memória terão um impacto cada vez maior sobre nossos negócios", acrescentou.

A Apple não detalhou quais outras medidas, além do aumento de preços, está adotando para lidar com a alta dos custos de memória. A empresa afirmou apenas que "sabe que essa não é uma notícia bem-vinda" e que trabalha para encontrar soluções.

Os preços da DRAM (memória dinâmica de acesso aleatório), utilizada em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos, subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual, segundo a consultoria TrendForce.

O fenômeno, apelidado por alguns especialistas de "RAMageddon", é resultado do boom na construção de data centers para inteligência artificial. Empresas como a Nvidia firmaram contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção.

Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (R$ 114,4 bilhões) em compromissos de longo prazo com clientes interessados em garantir o fornecimento desses componentes.

Os custos mais elevados devem pressionar as vendas de dispositivos neste ano. A consultoria IDC estima que o mercado de smartphones registrará sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto o mercado de PCs deverá encolher 11,3%.

"O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais."

Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as projeções de vendas da Apple para o trimestre encerrado em junho e levou analistas a revisar para cima suas estimativas para o mercado de computadores.

Com o reajuste, o MacBook Neo passou a custar US$ 699 (cerca de R$ 3.656) e perdeu a vantagem de US$ 100 que tinha sobre o Dell XPS 13, lançado no mês passado também por US$ 699 (cerca de R$ 3.656) para competir diretamente com o notebook da Apple. Além disso, o Neo passa a custar mais do que alguns Chromebooks vendidos por Lenovo e Asus.

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Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Política Blog da Camila Bomfim Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação Operação Disclosure apura participação de sócios e representantes de instituições financeiras no esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 54 bilhões. Reportagem tenta contato com as defesas. Americanas informou que não foi alvo de buscas. Por Camila Bomfim, Mahomed Saigg, g1 e GloboNews — Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure. A ação mira acionistas de referência da Americanas e executivos de bancos.

Agentes cumprem 9 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de bens de até R$ 54 bilhões.

Entre os alvos estão Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann. Também são alvos executivos de Itaú, Bradesco e Santander.

A investigação aponta fraudes contábeis para inflar artificialmente resultados e ocultar dívidas. Há indícios de manipulação de mercado e associação criminosa.

Revelada em janeiro de 2023, a fraude pode chegar a R$ 54 bilhões. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários.

A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência da Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF).

os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios.

Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles:

José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.

Paulo Alberto Lemann, acionista da Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta.

Até a última atualização desta reportagem, as defesas ainda não se manifestaram. A reportagem tenta contato com os advogados.

Já a Americanas informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023.

“A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões.

Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos da Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado.

De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou.

A fraude contábil da Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial.

Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia.

O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois.

Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa.

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Mais vagas, salários menores: seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

PIB – Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13.

O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35.

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Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45 e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

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