RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45 e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%.

Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio.

Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais.

Alimentação e bebidas: 1,38%Habitação: 1,03%Artigos de residência: 0,21%Vestuário: 0,36%Transportes: -0,33%Saúde e cuidados pessoais: 1,05%Despesas pessoais: 0,50%Educação: 0,01%Comunicação: 0,34%

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio.

Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a alimentação foi um dos principais fatores de surpresa no IPCA-15 de maio. Segundo ele, a alta ficou acima da projeção da casa, de 1,47%.

“As surpresas em alimentação têm sido recorrentes, e a pressão tem se espalhado por vários itens”, afirmou. O economista destaca que, após um período mais favorável ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, 2026 passou a registrar aumentos disseminados em diferentes categorias.

Entre os itens pressionados, Barbosa cita carnes, panificados, leite e derivados e, principalmente, hortifrúti, grupo que inclui produtos in natura, como alface, tomate e batata.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse.

Segundo o economista, o movimento ainda reflete questões de oferta e demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam principalmente os hortifrutis. No caso das carnes, ele aponta que o aumento das exportações para a China também contribui para a pressão nos preços no curto prazo.

“Ainda assim, os riscos para alimentação seguem para cima, especialmente no segundo semestre, por conta do El Niño”, afirmou.

O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês.

A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia:

O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde.

🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60%💊 Produtos farmacêuticos: +1,25%🏥 Plano de saúde: +0,50%

No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril.

Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período.

O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%.

A desaceleração acontece em meio às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo no mercado internacional, causada pelas tensões no Oriente Médio.

Entre as ações anunciadas estão subsídios temporários para diesel e gasolina, além de benefícios tributários para reduzir o impacto da alta internacional sobre os preços internos.

Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior.

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Braskem inicia processo de mediação e pede cautelar para proteção contra credores financeiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

Justiça do Trabalho determina que Braskem pague plano de saúde de químico diagnosticado com leucemia na Bahia — Foto: Divulgação/Braskem

A Braskem comunicou nesta quinta-feira (25) que iniciou processo de mediação perante a Câmara Wind de Mediação e protocolou pedido de Tutela de Urgência Cautelar perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, em medidas que envolvem apenas os credores financeiros da petroquímica.

"As medidas… foram ajuizadas com o objetivo de preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento exclusivamente com os referidos credores em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, alinhada com a posição de liquidez da companhia e as condições da indústria petroquímica global", afirmou, em fato relevante.

No documento, a Braskem afirma ainda que seu conselho de administração também aprovou, caso seja necessário e em momento oportuno, a adoção de eventuais medidas protetivas no exterior.

"A Braskem esclarece e reforça que a Mediação e o PTU (pedido de tutela de urgência cautelar) possuem escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos."

A Braskem, petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht), está há anos no mercado em busca de um novo comprador. A negociação é considerada estratégica para a empreiteira, que enfrenta um processo de recuperação judicial desde as investigações da Operação Lava Jato.

Em maio, a Novonor recebeu uma proposta não vinculante do fundo de Tanure para aquisição do controle da companhia. A empreiteira detém 50,1% do capital votante da petroquímica.

No entanto, a crise ambiental em Maceió (AL) envolvendo a companhia pode dificultar ainda mais a venda. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo.

A atividade provocou o afundamento do solo em diversos bairros e levou à evacuação de cerca de 60 mil pessoas. Em 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange.

Vale lembrar que a Braskem é uma sociedade entre a Novonor e a Petrobras. Em 2019, a Novonor, ainda sob o nome Odebrecht, deu entrada na recuperação judicial com uma dívida total de R$ 98,5 bilhões.

A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras.

A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes, medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes registrado em março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024. Ou seja, a dívida da empresa é mais de 10 vezes maior que o lucro que ela gera.

O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta — classificada como um “ponto de partida” do qual se fabricam muitos produtos químicos e plásticos — por gás e a produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho.

Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo.

Ele acrescentou que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre uma eventual venda de ativos nos Estados Unidos.

A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 45,4 bilhões, na cotação atual), com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030.

Ao final de junho, a posição de caixa (total de dinheiro disponível), excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) , sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia.

Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió — Foto: Divulgação/Braskem

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Receita Federal divulga 1ª lista dos chamados ‘devedores contumazes’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta semana a primeira lista dos chamados devedores contumazes em sua página na internet, ou seja, de contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias.

Essa lista inicial, entretanto, contém apenas duas empresas: Menendez Amerino e Bellavana Indústria, Comércio, Importação, Exportação de Tabacos, do setor fumageiro. O Fisco informou que novas empresas serão agregadas com o passar do tempo.

"Com a publicação, os contribuintes passam a se sujeitar às restrições estabelecidas na Lei Complementar, como o impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais, de participação em licitações promovidas pela administração pública e de propositura de recuperação judicial. Além disso, haverá a declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes e o cancelamento dos Selos adquiridos em programas de conformidade", explicou o órgão.

As empresas foram classificadas como devedores contumazes, explicou o órgão, por inadimplência substancial, reiterada e injustificada no recolhimento de tributos, segundo os termos da lei complementar 225, aprovada pelo Congresso Nacional.

"O enquadramento ocorreu ao término do processo administrativo, que assegurou notificação prévia e prazo de 30 dias para regularização ou apresentação de defesa, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Os contribuintes que não se regularizaram nem se manifestaram no prazo da LC foram declarados revéis e formalmente considerados devedores contumazes. Os primeiros contribuintes nessa situação são do setor fumageiro", informou o Fisco.

A Receita Federal lembrou que as primeiras notificações a contribuintes caracterizados como possíveis devedores contumazes foi feita em abril, justamente a empresas do setor fumageiro, com 13 empresas notificadas. Eles devem mais de R$ 25 bilhões em tributos.

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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,41% em junho com pressão de alimentos e habitação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior.

A prévia de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que havia sido de 0,62%. O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,44%. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,26%.

Segundo o IBGE, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período.

Entre os demais itens, houve variação menor: Transportes teve leve queda de 0,03%, enquanto Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%.

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Há 18 minutos Eleições 2026 ANA FLOR: Michelle reage à pressão do PL para ajudar FlávioHá 18 minutosApós a troca de farpas, Michelle nega briga e diz não ter ‘raiva de ninguém’

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Dólar oscila entre altas e baixas na abertura, com inflação do Brasil e dos EUA no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (25) com volatilidade e oscilava entre altas e baixas. Perto das 9h, a moeda tinha um leve avanço de 0,01%, cotada a R$ 5,2025. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho.

▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz melhorou a perspectiva sobre o mercado internacional de petróleo, levando a commodity para o menor valor desde o início do conflito.

O cenário positivo continuava nesta quinta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

A divulgação da ata da última reunião do Copom, na véspera, continua no radar dos investidores. No documento, o Banco Central (BC) indicou que houve uma piora das expectativas de inflação à frente, apontando uma aceleração da atividade econômica prevista para o segundo semestre.

Na reunião da semana passada, o colegiado decidiu diminuir os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano, no terceiro corte seguido da taxa.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O BC ainda reiterou que preferiu ser mais flexível em relação à Selic, ou seja, manter uma trajetória com diferentes momentos de pausa e retomada dos cortes para evitar uma maior volatilidade dos ativos financeiros.

Já nos Estados Unidos, dados econômicos divulgados na véspera reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) deve manter os juros elevados por mais tempo.

O Índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que considera dados da indústria e de serviços — subiu para 52,2 em junho, no maior nível desde janeiro. O crescimento da produção na indústria foi o maior em seis anos.

Os dados reforçam o cenário de uma atividade econômica ainda resiliente, o que indica que os preços podem continuar subindo no país.

A volta do tráfego pelo Estreito de Ormuz traz um cenário mais otimista para o petróleo no mercado internacional.

Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Acompanhe todos os desdobramentos.

Teerã e Washington concluíram as conversas técnicas sobre o acordo de cessar-fogo, mas ainda devem tratar sobre temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano.

Na véspera, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que, sem mísseis, seu país teria acabado "como a Faixa de Gaza", e ressaltou que seu programa balístico não é negociável.

"Se os mísseis que temos para a nossa defesa não existissem, Israel e Estados Unidos teriam arrasado o Irã, como fizeram com a Faixa de Gaza, sem mostrar piedade nem dos idosos nem dos jovens", afirmou Pezeshkian no Paquistão.

"Nunca negociaremos com ninguém, sob nenhuma circunstância, sobre nossa capacidade de defesa", ressaltou.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o acordo preliminar assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã não menciona os mísseis balísticos. "Não pode haver dois pesos e duas medidas. Que alguns países possam ter mísseis balísticos e que o Irã não deva tê-los", disse.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo cai a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos — Foto: Reuters

Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio.

A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio.

"Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados", o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.

A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro.

Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.

Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.

Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, "agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado", considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, "um sinal de superabundância" imediata da oferta, segundo o analista.

O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.

Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.

Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PF faz nova operação sobre fraude nas Americanas; relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda etapa da Operação Disclosure, que apura as irregularidades contábeis bilionárias envolvendo as Americanas.

Na ação, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Além disso, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o bloqueio de bens e ativos dos investigados até o montante de R$ 54 bilhões, quantia que, segundo perícias técnicas, corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes.

Nesta nova fase, as investigações se concentram em verificar se acionistas da varejista e representantes de alguns dos maiores bancos privados do país tiveram participação no esquema sob apuração.

A operação representa mais um capítulo de um escândalo que veio à tona em janeiro de 2023 e levou uma das maiores empresas do varejo brasileiro à recuperação judicial. Relembre o caso:

O escândalo veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando as Americanas divulgaram um fato relevante informando que haviam sido identificadas "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos, estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões.

Segundo a companhia, os valores referentes aos primeiros nove meses de 2022 e a exercícios anteriores não haviam sido registrados de forma adequada.

À época, o então presidente Sergio Rial deixou o cargo apenas nove dias após assumir a função, assim como o diretor financeiro André Covre.

Na ocasião, a empresa informou que havia detectado operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem de grandeza, nas quais era devedora perante instituições financeiras, mas que não estavam adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras.

No dia seguinte, 12 de janeiro, a revelação provocou forte turbulência no mercado financeiro. Instituições financeiras colocaram as ações das Americanas sob revisão, enquanto a B3 chegou a submeter os papéis da companhia a leilão diante da volatilidade.

Ao final do pregão, as ações acumulavam queda de 77,33%, uma das maiores perdas diárias já registradas por uma empresa de capital aberto no Brasil.

Naquele momento, Sergio Rial afirmou que o problema não se referia a valores inexistentes, mas sim a registros contábeis feitos de forma inadequada ao longo dos anos. Ele também explicou que a origem das inconsistências estava nas operações de risco sacado.

O risco sacado é uma modalidade comum no varejo em que uma instituição financeira antecipa o pagamento devido a fornecedores e passa a ser credora da empresa.

Segundo especialistas ouvidos à época, no caso das Americanas essas obrigações deixavam de aparecer corretamente nos balanços.

🔍Em vez de serem reclassificadas como dívidas financeiras junto aos bancos, eram simplesmente retiradas das contas de fornecedores, reduzindo artificialmente o endividamento apresentado pela companhia.

As investigações também apontam irregularidades envolvendo verbas de propaganda cooperada (VPCs), incentivos comerciais concedidos por fornecedores ao varejo.

Em 13 de janeiro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar protegendo as Americanas contra o vencimento antecipado de dívidas, suspendendo temporariamente cobranças enquanto a empresa avaliava um eventual pedido de recuperação judicial.

A decisão buscava impedir que credores esgotassem rapidamente os ativos da companhia e preservasse sua atividade econômica.

Na mesma época, também vieram à tona informações de que executivos haviam vendido aproximadamente R$ 212 milhões em ações da empresa durante o segundo semestre de 2022, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.

No dia 14 de janeiro, a empresa informou que a correção das inconsistências exigiria revisão dos resultados financeiros de exercícios anteriores e alteraria significativamente seus indicadores de endividamento e capital de giro.

Enquanto isso, credores como o BTG Pactual passaram a contestar judicialmente as medidas de proteção concedidas à varejista.

Nos dias seguintes, as ações continuaram em forte queda, refletindo a deterioração da confiança do mercado.

Em 19 de janeiro de 2023, apenas oito dias após revelar as inconsistências contábeis, as Americanas ingressaram com pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Na ocasião, a companhia informou possuir apenas R$ 800 milhões em caixa, valor muito inferior aos R$ 8,6 bilhões divulgados no balanço do terceiro trimestre de 2022, tornando sua situação financeira insustentável.

Posteriormente, a recuperação judicial tornou-se uma das maiores da história empresarial brasileira, envolvendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões.

Em março de 2026, a companhia informou que havia cumprido as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento até dois anos após sua homologação e protocolou o pedido de encerramento do processo. A Justiça aceitou o encerramento, marcando a saída formal da empresa da recuperação judicial.

No processo de reestruturação, a Americanas já promoveu a venda de ativos estratégicos como a holding Uni.Co, que reúne marcas como Imaginarium e Puket, em uma operação adquirida pelo grupo BandUP!.

A companhia também vem reduzindo sua estrutura por meio do fechamento ou desmobilização de unidades menos rentáveis, dentro da estratégia de simplificação do negócio e geração de caixa no contexto da recuperação judicial.

Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que ex-executivos da companhia teriam manipulado deliberadamente os resultados financeiros para apresentar um caixa artificialmente elevado e melhorar indicadores da empresa perante investidores e o mercado.

Segundo os investigadores, a maquiagem contábil permitia ocultar dívidas, inflar lucros e gerar valorização indevida das ações negociadas na Bolsa, beneficiando diretamente os responsáveis por meio de bônus e operações com papéis da companhia.

Em junho de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Disclosure. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra ex-executivos das Americanas, além de pedidos de prisão preventiva contra o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali, que estavam no exterior.

As investigações identificaram indícios de crimes como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Na segunda fase da operação, realizada nesta quinta-feira (25), a PF ampliou o foco das investigações para apurar se acionistas da empresa e representantes dos principais bancos privados do país também tiveram participação no esquema.

Além dos nove mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados, montante correspondente ao prejuízo estimado pelas fraudes apontadas nos laudos técnicos periciais.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.

De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Com estímulos à economia em um ano eleitoral, BC eleva para 2% estimativa de alta do PIB em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O Banco Central elevou sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 1,6% para 2%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (25).

A revisão para cima acontece apesar do patamar de juros altos, e dos efeitos da disparada do petróleo, e da guerra entre Estados Unidos e Irã, encerrada por um acordo de paz, sobre a economia brasileira.

➡️A autoridade monetária explica que o aumento da estimativa de expansão da economia, neste ano, reflete, "em grande parte", "estímulos de natureza fiscal e creditícia".

"A revisão decorre principalmente da surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e da melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria extrativa. Ela também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia", diz a autoridade monetária.

Em um ano eleitoral, o governo tem lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas.

➡️O aumento dessa modalidade faz o Banco Central (BC) manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em um patamar maior. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, ainda em patamar considerado restritivo à economia, apesar de três cortes seguidos.

"Ainda assim, em um contexto de política monetária contracionista [juro alto] e de reduzido grau de ociosidade dos fatores de produção, permanece a perspectiva de crescimento moderado no trimestre corrente e ao longo do segundo semestre. Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços, o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento", acrescenta o BC.

Mesmo com o aumento na estimativa de crescimento do PIB para este ano, a instituição ainda estima que haverá desaceleração frente ao ano de 2025 — quando foi registrada uma expansão de 2,3%. Se confirmado, também será o menor crescimento desde 2020.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Central vê inflação acima da meta até o fim do ano e prevê ter de escrever nova carta aberta por descumprir objetivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O Banco Central estimou nesta quinta-feira (25) que a inflação, no acumulado em doze meses, permanecerá acima do teto do sistema de metas até o fim deste ano.

Com isso, a autoridade monetária prevê ter de escrever uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, por descumprir o objetivo fixado em lei.

➡️Entenda: desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. ➡️Pela regra, o BC tem de escrever carta aberta quando houver estouro da meta de inflação por seis meses seguidos.

Em doze meses até maio deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial subiu para 4,72%, ultrapassando, assim, o teto de 4,5% fixado no sistema de metas brasileiro.

Nesta quinta-feira (25), o Banco Central informou, por meio do Relatório de Política Monetária, que projeta uma inflação de 4,8% em doze meses até outubro e de 5,2% no ano de 2026 fechado.

➡️Como a inflação oficial permanecerá acima do teto de 4,5% do sistema de metas até o fim do ano, o BC projeta que terá de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda em novembro – pois haveria estouro da meta por seis meses seguidos em outubro.

A explicação para o aumento da inflação neste ano é a guerra no Oriente Médio. O conflito fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem pressionado a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Com a guerra, o barril de petróleo operou, nos últimos meses, ao redor de US$ 100. Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o produto teve queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 75 por barril nesta quinta-feira (25).

Por conta do conflito, os economistas do mercado financeiro, além do Banco Central, elevaram sua estimativa de inflação, atingindo, na semana passada, 5,33%. Eles também passaram a projetar cortes menores de juros no decorrer de 2026.

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