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Movimentação de passageiros em aeroportos bate recorde nos cinco primeiros meses de 2026, diz governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 16:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1880,87%Dólar TurismoR$ 5,3970,91%Euro ComercialR$ 5,9050,47%Euro TurismoR$ 6,1550,52%B3Ibovespa171.553 pts0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,1880,87%Dólar TurismoR$ 5,3970,91%Euro ComercialR$ 5,9050,47%Euro TurismoR$ 6,1550,52%B3Ibovespa171.553 pts0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,1880,87%Dólar TurismoR$ 5,3970,91%Euro ComercialR$ 5,9050,47%Euro TurismoR$ 6,1550,52%B3Ibovespa171.553 pts0,69%Oferecido por

A aviação brasileira transportou 54,9 milhões de passageiros entre janeiro e maio de 2026, batendo o recorde para o período. O crescimento foi de 6,7% ante 2025.

O mês de maio também registrou recorde, com 10,5 milhões de passageiros. Esta é a maior movimentação histórica da Anac para o mês desde 2000.

No mercado doméstico, 42 milhões de pessoas viajaram de janeiro a maio. Já o segmento internacional movimentou 12,8 milhões de passageiros no mesmo período de 2026.

A região Sudeste liderou a movimentação aérea no país. O segmento registrou 26,26 milhões de passageiros acumulados nos 5 primeiros meses do ano.

Com 54,9 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio, a aviação brasileira bateu recorde para o período, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

O resultado representa crescimento de 6,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, considerando voos domésticos e internacionais.

O desempenho também foi recorde para o mês de maio. No período, os aeroportos brasileiros receberam 10,5 milhões de passageiros, alta de 2,5% quando comparado a maio do ano passado e o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2000.

O avanço foi puxado tanto pelo mercado doméstico quanto pelo internacional. No mercado interno, 8,3 milhões de passageiros foram transportados em maio, o que representa aumento de 2% em relação ao mesmo mês de 2025.

Já os voos internacionais registraram em maio 2,2 milhões de passageiros passando pelos aeroportos brasileiros em voos para o exterior ou vindos de outros países, alta de 4,7% na comparação anual.

Nos cinco primeiros meses de 2026, a movimentação internacional chegou a 12,8 milhões de passageiros, avanço de 10,3% sobre igual período de 2025.

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, registrou a maior movimentação. No período, 9,44 milhões de passageiros passaram por lá. Na sequência figuram Congonhas (SP), com 4,95 milhões; Galeão (RJ), com 4,04 milhões; Brasília (DF), com 3,39 milhões; e Confins (MG), com 2,55 milhões.

O avanço da movimentação aérea foi observado nas cinco regiões do Brasil. Em maio, o Sudeste concentrou o maior volume de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques, seguido por

Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Sudeste permaneceu na liderança, com 26,26 milhões de passageiros. Seguido por:

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Petrobras e estatal mexicana Pemex assinam acordo de cooperação em petróleo e gás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 15:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%Oferecido por

A Petrobras e a estatal mexicana Pemex assinaram nesta terça-feira (23) um memorando de entendimento para cooperação em projetos de exploração, produção e processamento de petróleo e gás.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a iniciativa tem "potencial relevante" para a companhia em um cenário de fortalecimento da exploração e produção de petróleo no México.

"Temos interesse na exploração no Golfo do México, no incremento da produção de campos maduros e em processos industriais de refino, petroquímica e fertilizantes. Certamente a parceria entre as duas estatais será proveitosa para ambos os países”, afirma Chambriard.

De acordo com o documento, as empresas vão avaliar oportunidades para ampliar a produção de campos já existentes e desenvolver projetos em águas profundas e ultraprofundas no Golfo do México. A cooperação também inclui a troca de tecnologias e conhecimento técnico.

Na área industrial, a iniciativa abrange projetos em refino, petroquímica, fertilizantes e processamento de gás, além de ações voltadas ao aumento da eficiência energética, à redução de emissões e à produção de combustíveis com menor impacto ambiental.

O diretor-geral da Pemex, Juan Carlos Carpio Fragoso, afirma que o acordo abre oportunidades para ampliar a produção de petróleo no Golfo do México.

"Há oportunidades para otimizar e aumentar a produção em águas profundas, áreas de óleo pesado e extrapesado, campos maduros e potencial pré-sal", afirma.

O entendimento tem validade de dois anos, podendo ser renovado, e não é vinculante — ou seja, não obriga as partes a realizarem investimentos.

Segundo a Petrobras, acordo não implica compromisso de investimento nem cria sociedade, consórcio ou joint venture.

"Eventuais projetos dependerão de negociações futuras, análises de viabilidade e aprovações internas", diz a companhia.

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Meta prepara app de previsão para rivalizar com Polymarket e Kalshi, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 15:47

Tecnologia Meta prepara app de previsão para rivalizar com Polymarket e Kalshi, diz jornal Chamado internamente de Arena, o projeto seria separado do Facebook e do Instagram e utilizaria um sistema de pontos. Segundo o New York Times, a Meta pretende aproveitar sua ampla base de usuários para impulsionar o novo serviço. Por Redação g1 — São Paulo

A Meta desenvolve um aplicativo independente de previsões sobre eventos chamado internamente de Arena. O projeto visa concorrer com plataformas como Polymarket e Kalshi.

A iniciativa de Mark Zuckerberg busca lançar novos aplicativos para acompanhar hábitos dos usuários. A empresa planeja atrair público usando sua base de 3,56 bilhões de pessoas.

O aplicativo usaria inicialmente um sistema de pontos semelhante ao de videogames. Contudo, a Meta não descarta a possibilidade de permitir apostas com dinheiro real no futuro.

Se for lançado, o Arena colocará a Meta em um segmento de rápido crescimento na internet. O jornal informou que a empresa se recusou a comentar.

O Arena é apenas um dos projetos em testes na companhia. A Meta também desenvolve o Meta Photos, aplicativo para criar mídias com inteligência artificial.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria

A Meta pode estar ampliando os testes de novos produtos em busca de áreas de crescimento para além do Facebook e do Instagram.

Segundo o “New York Times”, uma das iniciativas em desenvolvimento é um aplicativo independente voltado a previsões sobre eventos, projeto tratado internamente como prioritário pela companhia.

De acordo com pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pelo jornal, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Mark Zuckerberg para lançar aplicativos alinhados a novos hábitos dos usuários na internet.

Internamente, o projeto é chamado de "Arena". A ideia é que ele funcione separado do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, embora a Meta pretenda usar a enorme audiência dessas plataformas para atrair usuários para o novo serviço.

➡️ Hoje, mais de 3,56 bilhões de pessoas acessam diariamente ao menos um dos serviços da empresa, o que tem levantado dúvidas sobre até onde suas plataformas atuais ainda conseguem crescer.

Segundo o NYT, em um primeiro momento, o aplicativo utilizaria um sistema de pontos semelhante aos usados em videogames, sem envolver dinheiro real. Ainda assim, a possibilidade de permitir apostas em dinheiro no futuro não está descartada, segundo as fontes.

Caso seja lançado, o Arena colocaria a Meta em um segmento que vem atraindo cada vez mais atenção.

Plataformas como Polymarket e Kalshi, que permitem aos usuários fazer previsões sobre resultados de eventos esportivos, políticos e outros acontecimentos, estão entre os serviços de crescimento mais acelerado da internet.

O New York Times afirma que o Arena é apenas um dos aplicativos em teste na companhia. Outro projeto em desenvolvimento é o Meta Photos, uma plataforma independente voltada à criação de novos formatos de mídia com inteligência artificial.

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INSS: como saber se você já tem a biometria exigida para benefícios sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 15:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,1890,92%Dólar TurismoR$ 5,3900,79%Euro ComercialR$ 5,9030,49%Euro TurismoR$ 6,1460,38%B3Ibovespa171.157 pts0,46%Oferecido por

O INSS publicou nova portaria tornando obrigatório o cadastro biométrico para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A medida visa reduzir fraudes no sistema.

A exigência vale para pedidos a partir de novembro de 2025, exceto para o BPC, já em vigor. O solicitante deve comprovar biometria em bases como CIN ou CNH.

Se o cadastro biométrico não for feito em 30 dias, o pedido será encerrado. A portaria prevê dispensas de biometria para casos específicos e isenções.

A implantação ampla da medida foi adiada para janeiro de 2027 pelo governo federal. Cidadãos sem registro biométrico deverão emitir a CIN até esse prazo limite.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal.

O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida.

Como saber se você já tem biometriaComo vai funcionar a exigênciaQuem está dispensado da biometriaQuem já recebe benefício precisa fazer biometria?Medida vem sendo implementada de forma gradual

Carteira de Identidade Nacional (CIN);Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral);Carteira Nacional de Habilitação (CNH);Passaporte.

Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta.

2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais.

3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais.

Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028.

🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor.

O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social.

A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial.

Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como:

A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas.

A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025.

Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento.

Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto;Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM);Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência;Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias;Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico);Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria.

Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento.

Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito.

Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026.

A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única.

Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo.

🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes.

A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027.

Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores.

O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto.

À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão.

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ExxonMobil ganha aval e pode cobrar US$ 1 bilhão de Cuba nos EUA

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/06/2026 14:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1900,94%Dólar TurismoR$ 5,3910,79%Euro ComercialR$ 5,9070,55%Euro TurismoR$ 6,1480,41%B3Ibovespa171.429 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 5,1900,94%Dólar TurismoR$ 5,3910,79%Euro ComercialR$ 5,9070,55%Euro TurismoR$ 6,1480,41%B3Ibovespa171.429 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 5,1900,94%Dólar TurismoR$ 5,3910,79%Euro ComercialR$ 5,9070,55%Euro TurismoR$ 6,1480,41%B3Ibovespa171.429 pts0,62%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA decidiu nesta terça-feira (23) que a ExxonMobil pode processar estatais cubanas pela expropriação de seus ativos.

Os magistrados fundamentaram a decisão na Lei Helms-Burton, de 1996. A legislação permite buscar indenizações por bens confiscados após a Revolução Cubana.

Na época da nacionalização, a Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, controlava refinarias e postos na ilha. As perdas hoje superam US$ 1 bilhão.

Aprovada por 6 votos a 3, a decisão devolve o caso às instâncias inferiores. Isso permite à petroleira retomar uma ação paralisada há anos.

A medida ocorre em meio a tensões bilaterais e pode abrir caminho para outros processos semelhantes de empresas americanas contra Cuba.

O logotipo da Exxon Mobil Corporation é exibido em uma tela no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Nova York, EUA, em 30 de julho de 2025. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (23), que a petroleira ExxonMobil pode processar a empresa estatal de petróleo de Cuba e um importante grupo empresarial do país pela expropriação de seus ativos após a Revolução Cubana de 1959.

A Corte entendeu que o governo cubano não tem imunidade soberana nesse caso. Os ministros citaram a Lei Helms-Burton, de 1996, que permite a cidadãos e empresas americanas buscar indenizações por bens confiscados em Cuba.

A disputa tem origem nos primeiros anos da Revolução. Quando Fidel Castro chegou ao poder, a Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, controlava refinarias, terminais e mais de uma centena de postos de gasolina na ilha. Esses ativos foram nacionalizados pelo novo regime.

Em 1969, uma agência federal dos Estados Unidos concluiu que a expropriação provocou perdas superiores a US$ 70 milhões (R$ 361,3 milhões). Corrigido, esse valor hoje ultrapassaria US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões).

A decisão foi aprovada pelos seis juízes conservadores da Corte, enquanto os três magistrados progressistas votaram contra.

Com isso, o caso volta às instâncias inferiores, permitindo que a ExxonMobil retome uma ação que estava paralisada havia anos.

A decisão ocorre em meio às tensões entre Washington e Havana. Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico contra Cuba desde 1962, e o presidente Donald Trump ampliou a pressão sobre a ilha desde janeiro, com novas sanções e medidas voltadas ao setor petrolífero cubano.

O entendimento da Suprema Corte também pode abrir espaço para outras ações semelhantes. Segundo os ministros, a Lei Helms-Burton "revoga a imunidade soberana" de agências e empresas estatais cubanas.

Em maio, a Corte já havia decidido que quatro grandes companhias de cruzeiros deveriam pagar US$ 109 milhões (R$ 562,6 milhões) cada a uma empresa americana proprietária de um píer em Havana confiscado pelo governo cubano em 1960.

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INSS estabelece novas regras e passa a exigir biometria em benefícios sociais; veja quem está isento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%Oferecido por

O INSS publicou nova portaria nesta segunda-feira (22) tornando obrigatório o cadastro biométrico para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A medida visa reduzir fraudes no sistema.

A exigência vale para pedidos a partir de novembro de 2025, exceto para o BPC, já em vigor. O solicitante deve comprovar biometria em bases como CIN ou CNH.

Se o cadastro biométrico não for feito em 30 dias, o pedido será encerrado. A portaria prevê dispensas de biometria para casos específicos e isenções.

A implantação ampla da medida foi adiada para janeiro de 2027 pelo governo federal. Cidadãos sem registro biométrico deverão emitir a CIN até esse prazo limite.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

Pelas novas regras, quem solicitar benefício ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como:

A exigência de biometria já vinha sendo adotada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. Além disso, o governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas.

Agora, a regra passa a ser ampliada para a maior parte dos benefícios do INSS, com início para novos pedidos feitos a partir de novembro de 2025. A medida alcança:

Aposentadorias;Auxílio por incapacidade (antigo auxílio-doença);Pensão por morte;Benefícios assistenciais, como o BPC/Loas.

Apesar da ampliação da exigência, a portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas:

Pessoas com mais de 80 anos;Estrangeiros em situação de refúgio ou apatridia;Brasileiros residentes no exterior;Pessoas que não possam se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;Moradores de localidades de difícil acesso.

Além disso, em alguns tipos de benefício, como salário-maternidade, auxílio por incapacidade e pensão por morte, a exigência pode ser flexibilizada conforme regras específicas de análise do INSS.

O governo considera como válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Para verificar se você já está coberto, o caminho é:

Carteira de Identidade Nacional (CIN);Título de eleitor (Justiça Eleitoral);Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A checagem pode ser feita em canais digitais do governo (como aplicativos e portais vinculados ao GOV.BR, Justiça Eleitoral ou Detran), que informam se já existe biometria registrada.

Se já tiver biometria em um deles, não precisa repetir. O cadastro é único e integrado. Se estiver em uma dessas bases, ele já pode ser usado pelo INSS.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada nas bases de dados do governo federal.

As orientações para o cadastro biométrico serão divulgadas oficialmente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Apenas quem ainda não tiver biometria registrada nas bases do governo será orientado a realizar o procedimento, no momento oportuno, segundo a pasta.

Caso a exigência seja feita no momento do pedido do benefício, o cidadão terá prazo de 30 dias para regularizar ou comprovar que se enquadra em uma das exceções.

🔎O que acontece se não fizer? Se o solicitante não fizer o cadastro biométrico nem comprovar exceção dentro do prazo, o pedido pode ser encerrado e tratado como desistência. Segundo o Ministério da Previdência Social, o objetivo é reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes.

A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027.

Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores.

O plano inicial previa uma ampliação mais ampla em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto.

À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão.

Quem já recebe benefícios só precisará cumprir a exigência no momento da renovação, dentro do prazo atualizado.

Segundo o Ministério da Gestão, pessoas sem registro biométrico deverão emitir a CIN até janeiro de 2027. Já quem já possui biometria em documentos como CNH, título de eleitor ou passaporte terá até 2028 para adequação completa ao sistema.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quem é o brasileiro escolhido para comandar a Heineken como CEO global

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%Oferecido por

A Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como novo CEO global e presidente do conselho de administração, em uma decisão considerada histórica por ser a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora da empresa para o cargo máximo de liderança.

Oliveira atualmente é CEO da JDE Peet’s, multinacional holandesa do setor de café e chá, função que ocupa desde novembro de 2024.

Ele também foi nomeado pelo conselho da empresa para liderar a futura Global Coffee Co. após uma separação de negócios.

Ele deve assumir o novo posto na Heineken a partir de 1º de outubro, com contrato inicial de quatro anos. A companhia informou que espera que o executivo acelere a estratégia de crescimento já definida até 2030.

Rafael Oliveira nasceu no Brasil e também tem cidadania britânica. Ele tem quase duas décadas de experiência no setor financeiro global, com atuação em diferentes países e continentes.

Ao longo da carreira, viveu em oito cidades de sete países, em seis continentes, incluindo um período de trabalho voluntário com a família no Quênia, conta o executivo em seu perfil no LinkedIn.

Ele começou a carreira no setor financeiro, atendendo clientes globais por quase 20 anos. Em 2014, entrou na Kraft Heinz, onde assumiu desafios internacionais e passou a liderar operações na Austrália.

Mais tarde, comandou mercados internacionais a partir de Londres, com responsabilidade por Europa, Oriente Médio, África, América Latina e Ásia-Pacífico.

Na empresa, trabalhou com crescimento de marcas, inovação e estratégias de consumo, além de atuar na formação de lideranças.

Antes disso, trabalhou no Goldman Sachs em cargos de liderança no Reino Unido e na divisão de mercados emergentes em Hong Kong. No início da carreira, atuou no Brasil, em pesquisa de ações no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt.

Oliveira é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e possui MBA internacional pela Universidade de Chicago.

A indicação foi feita após um processo de seleção internacional. De acordo com a empresa, o conselho de supervisão aprovou o nome por unanimidade, destacando a combinação de visão estratégica, experiência operacional e conhecimento financeiro.

Nos bastidores, a escolha ocorre em um momento em que o setor de bebidas alcoólicas tenta acelerar resultados e renovar lideranças diante de um cenário de pressão sobre vendas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasileiro assume comando global da Heineken pela primeira vez na história

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%Oferecido por

A Heineken nomeou Rafael Oliveira como novo presidente-executivo e presidente do conselho de administração nesta terça-feira (23), marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora para o cargo de liderança.

A decisão ocorre em um momento em que empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar vendas por meio de mudanças no comando.

Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa. A companhia espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030.

“Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a Heineken.

As ações da Heineken subiam cerca de 3%, superando o desempenho do mercado e atingindo o nível mais alto desde março.

A incerteza sobre quem lideraria a fabricante das marcas Tiger e Sol, além de sua cerveja lager homônima, pressionou as ações da empresa.

O ex-CEO Dolf van den Brink, que liderou a Heineken por seis anos, anunciou sua saída inesperada em janeiro, e a empresa está sem presidente-executivo desde o início de junho.

A saída de Van den Brink foi uma das várias no setor de bens de consumo ao longo do último ano, incluindo em grandes concorrentes de bebidas, como Diageo e Rémy Cointreau, onde comitês de contratação e investidores recorreram a candidatos externos na esperança de renovar a gestão.

Oliveira terá a tarefa de liderar a Heineken em um plano para cortar 6 mil empregos, reanimar os volumes de vendas apesar da previsão de queda na demanda global por cerveja e buscar resultados comparáveis aos da rival Anheuser-Busch InBev.

🔍O desafio é ainda maior porque o setor enfrenta aumento do custo de vida, mudanças nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas e preocupações com os efeitos do álcool na saúde, além de novas ameaças, como medicamentos para emagrecimento, que podem reduzir o consumo.

Em comunicado, Oliveira afirmou que a estratégia da Heineken para 2030, que prevê crescimento com menos recursos, é uma base sólida para o futuro.

“Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele.

A Heineken informou que Oliveira tem duas décadas de experiência em mercados desenvolvidos e emergentes, além de histórico na implementação de estratégias e melhoria de desempenho.

Analistas afirmaram que, além da experiência em bens de consumo, ele também tem passagem por mercados de capitais, o que pode ser uma vantagem na busca por retorno aos investidores da Heineken.

Em apenas 17 meses na JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”, afirmou Laurence Whyatt, analista do Barclays.

Oliveira, no entanto, não tem experiência direta no setor de cerveja e bebidas alcoólicas, o que, segundo alguns analistas, representa um risco.

“Como alguém de fora do setor de cerveja e da Heineken, ele terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em relatório.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Veneno no seu café’: relatório alerta para uso massivo de pesticidas na produção mundial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Agro 'Veneno no seu café': relatório alerta para uso massivo de pesticidas na produção mundial Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo estudo internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Por RFI

Trabalhadora rural Hellen Vitoria colhe grãos de café em uma plantação em Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de julho de 2025. — Foto: AP – Bruna Prado

Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo relatório internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Segundo a organização Coffee Watch, milhões de pessoas envolvidas na produção de café estão expostas a pesticidas potencialmente perigosos, muitas vezes sem equipamentos adequados de proteção. Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate.

O alerta está no relatório "Poison in Your Coffee" ("Veneno no seu café"), que reúne centenas de estudos científicos sobre os impactos ambientais e à saúde associados ao cultivo intensivo do café. A publicação aponta que o café está entre as culturas agrícolas mais dependentes de pesticidas em diversos países produtores.

"Há resíduos de pesticidas em aproximadamente uma de cada cinco xícaras consumidas pelos consumidores. Mas a verdadeira tragédia é o envenenamento dos trabalhadores", afirma Etelle Higonnet, diretora da Coffee Watch e uma das autoras do estudo.

O relatório identificou 159 substâncias ativas autorizadas para o cultivo de café nos principais países produtores analisados. Entre elas estão compostos classificados como potencialmente cancerígenos, neurotóxicos ou tóxicos para a reprodução humana.

Segundo a Coffee Watch, entre 59% e 60% dos pesticidas utilizados na cafeicultura são proibidos na União Europeia devido aos riscos considerados excessivos para a saúde e o meio ambiente.

Entre os produtos citados estão o clorpirifós, proibido na União Europeia desde 2020 por possíveis efeitos sobre o desenvolvimento neurológico infantil, e o imidacloprido, inseticida associado ao declínio de polinizadores como as abelhas.

A cadeia global do café envolve cerca de 25 milhões de produtores e aproximadamente 100 milhões de trabalhadores em todo o mundo.

Em muitas regiões produtoras, porém, o acesso a treinamento e equipamentos de proteção é insuficiente. O resultado é uma exposição frequente a produtos químicos que podem provocar intoxicações agudas, com sintomas como náuseas, vômitos, tontura, irritações na pele e problemas respiratórios.

Os autores alertam que os riscos mais graves aparecem a longo prazo. O relatório aponta que cerca de 14% dos pesticidas usados na cafeicultura são classificados como cancerígenos comprovados ou prováveis, enquanto quase dois terços apresentam potencial toxicidade reprodutiva.

Também são citadas pesquisas que relacionam a exposição prolongada a determinados pesticidas ao aumento do risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, além de problemas de fertilidade e efeitos sobre o desenvolvimento de crianças expostas ainda durante a gestação.

Estudos citados pela Coffee Watch mostram que trabalhadores rurais brasileiros frequentemente aplicam pesticidas sem equipamentos de proteção adequados. Pesquisas realizadas em regiões cafeeiras de Minas Gerais apontam casos recorrentes de intoxicação e exposição ocupacional a produtos considerados altamente perigosos.

O relatório destaca ainda que diversos pesticidas autorizados para uso em lavouras brasileiras de café são proibidos na União Europeia. Entre eles estão substâncias classificadas como altamente tóxicas para seres humanos e para a biodiversidade.

Pesquisas realizadas em Minas Gerais também encontraram resíduos de dezenas de pesticidas em cursos d'água próximos a áreas de produção cafeeira, levantando preocupações sobre contaminação ambiental e possíveis impactos sobre o abastecimento de água das comunidades locais.

Além dos riscos relacionados aos pesticidas, a Coffee Watch chama atenção para os impactos ambientais da expansão da cafeicultura. Segundo levantamento divulgado pela organização, o Brasil perdeu aproximadamente 737 mil hectares de cobertura florestal associados à produção de café entre 2002 e 2023, sobretudo no Cerrado, principal fronteira agrícola do país.

O estudo também analisou a presença de resíduos químicos nos grãos comercializados internacionalmente.

Entre 2020 e 2024, os pesticidas foram a principal categoria de risco identificada pelo sistema europeu de alerta rápido para alimentos no setor cafeeiro.

Dados analisados pela organização PAN Europe mostram que 23% das amostras de café avaliadas na Europa continham resíduos de pesticidas proibidos pela legislação da União Europeia.

Segundo os pesquisadores, o problema não se limita à presença de uma única substância. Em muitos casos, os resíduos encontrados são resultado da combinação de diversos pesticidas, cujos efeitos cumulativos ainda são pouco compreendidos pela ciência.

O relatório também questiona a eficácia de parte dos selos de sustentabilidade utilizados pela indústria do café.

Segundo os autores, certificações ambientais e sociais podem representar avanços importantes, mas não garantem necessariamente a ausência de pesticidas nem asseguram condições dignas de trabalho para todos os produtores e trabalhadores da cadeia.

"As exigências variam muito entre os diferentes sistemas de certificação, o que dificulta a compreensão por parte do consumidor", afirma Higonnet.

Apesar do diagnóstico preocupante, a Coffee Watch afirma que existem soluções viáveis e já testadas em diversas regiões produtoras.

O relatório destaca sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas que reduzem significativamente a dependência de pesticidas ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade, melhoram a qualidade do solo e aumentam a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas.

"O café orgânico existe. As soluções existem. A questão agora é saber se o setor está disposto a adotá-las em larga escala", conclui a organização.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta, com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta e marcava um avanço de 0,71% perto das 9h, cotado a R$ 5,1779. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.

Em meio a esse cenário, os preços do petróleo vivem mais um dia de queda nesta terça-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,13%, a US$ 77,80. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA tinha um recuo de 0,08%, para US$ 73,80.

▶️ No Brasil, o destaque fica com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio.

▶️No mercado acionário, as bolsas globais passam por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.

Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos.

O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias.

Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Na Europa, os principais índices acionários tinham perdas nesta manhã, com destaque para o DAX, da Alemanha, que recuava 0,99% perto das 9h. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,48% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,62%.

Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%.

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