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Defesa Civil Nacional diz que sistema foi invadido e disparou alerta falso; veja o que se sabe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 09:44

Tecnologia Defesa Civil Nacional diz que sistema foi invadido e disparou alerta falso; veja o que se sabe Mensagem com a palavra 'misantropia' e textos desconexos foram enviados a celulares em diferentes regiões do país. Caso será investigado pela Polícia Federal. Por Rayane Macedo, g1 — São Paulo

Moradores de diferentes regiões do país relataram ter recebido, entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20), alertas extremos sonoros e mensagens de texto atribuídas à Defesa Civil. O caso chamou atenção pelo conteúdo incomum: em alguns celulares, aparecia apenas a palavra “misantropia”; em outros, mensagens desconexas e com erros de escrita.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20), depois de sofrer uma invasão. Segundo o órgão, o disparo foi feito remotamente por alguém sem autorização e pode ter sido resultado de um ataque hacker.

"A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", afirmou o órgão.

Antes da confirmação da invasão, autoridades estaduais já haviam informado que não tinham emitido os alertas. A Defesa Civil do Paraná disse que não havia qualquer situação de risco e acionou a Defesa Civil Nacional e a Anatel para investigar o caso.

A Defesa Civil de São Paulo também afirmou que não enviou nenhuma mensagem. O órgão informou que a tecnologia Cell Broadcast, usada para alertas severos e extremos, é gerida pela Anatel e disse que entrou em contato com a agência.

Para o especialista em tecnologia Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, há pelo menos duas hipóteses iniciais que podem orientar a investigação.

A primeira possibilidade, segundo ele, é que o software usado para receber mensagens das autoridades e encaminhá-las às redes de telefonia tenha sido comprometido. Nesse cenário, alguém poderia ter acessado o sistema com credenciais legítimas ou explorado uma falha para disparar mensagens sem autorização.

A segunda hipótese levantada pelo especialista é o acesso remoto a computadores de servidores públicos que tenham autorização para operar esse sistema. Nesse caso, o invasor poderia se passar por um usuário legítimo para enviar os alertas.

Ayub ressalta, no entanto, que essas hipóteses ajudam a explicar como uma invasão desse tipo pode ter acontecido, mas que ainda não há confirmação sobre quem foi o responsável pelo disparo das mensagens.

Morador do Rio de Janeiro mostra alerta extremo recebido no celular com a palavra “misantropia”. — Foto: Reprodução

A palavra “misantropia” chamou atenção de usuários e virou alvo de buscas na internet. Segundo o dicionário Michaelis, o termo significa aversão ou rejeição à humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza.

Nas redes sociais, a mensagem rapidamente virou meme. Alguns internautas brincaram com a situação e associaram o alerta a cenários fictícios, como invasões alienígenas e mensagens misteriosas.

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QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 05:44

Agro QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? O g1 preparou um quiz com os pratos típicos de algumas das seleções que jogam neste final de semana, na Copa do Mundo de 2026. Teste seus conhecimentos gastronômicos. Por Redação g1 — São Paulo

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Tarifaço de Trump: empresas dos EUA afirmam que Brasil é insubstituível e tentam barrar taxa de 25%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Extraídas de minas brasileiras, pedras naturais como ametistas, ágatas e quartzos percorrem milhares de quilômetros até chegar aos Estados Unidos, onde são transformadas em itens de decoração, presentes e lembranças vendidos por atacadistas e varejistas.

Esse comércio, no entanto, pode ser afetado pela proposta do governo americano de novamente impor uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Por isso, até mesmo empresas americanas que dependem dessas importações passaram a pressionar Washington para retirar os produtos brasileiros da lista de sobretaxas. Elas argumentam que não há fornecedores em outros países capazes de substituir o Brasil em termos de qualidade, escala de produção e preço.

Entre essas empresas está a GeoCentral, atacadista sediada em Mason, no estado de Ohio, especializada em pedras, cristais e fósseis.

A companhia, controlada desde 2008 pela holding familiar CM Paula, pediu formalmente ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que as pedras semipreciosas brasileiras sejam incluídas na lista de produtos isentos da medida.

Segundo a empresa, mais de 25% de todo o seu portfólio é importado do Brasil de estados como Minas Gerais e Rio Grande so Sul, incluindo a maior parte das pedras preciosas e semipreciosas comercializadas em diferentes formatos, de cristais soltos a produtos prontos para o varejo.

A GeoCentral não está sozinha. Ao menos outras 11 empresas e entidades setoriais enviaram manifestações ao USTR contestando a proposta de sobretaxa sobre mercadorias brasileiras.

Destas, pelo menos nove são companhias americanas. Em comum, elas afirmam que a medida aumentará custos, prejudicará suas operações e reduzirá a competitividade da indústria dos EUA.

Minarais comercilizados pela GeoCentral: empresa pediu a inclusão de pedras naturais na lista de isenção do governo dos EUA — Foto: Divulgação

Em entrevista ao g1, o CEO da CM Paula, George White, afirmou que a empresa compra produtos brasileiros por necessidade, e não apenas por preferência.

“Nós não compramos do Brasil simplesmente porque queremos. Compramos porque o país oferece a melhor combinação de qualidade e custo disponível no mundo.”

Em 2025, as exportações brasileiras da categoria de pérolas e pedras preciosas ou semipreciosas, brutas ou trabalhadas, somaram cerca de US$ 45,6 milhões para os EUA. Quando se incluem joias e outros artigos de matérias preciosas ou semipreciosas, o valor supera US$ 71,8 milhões.

Segundo White, o Brasil possui uma infraestrutura mineradora difícil de ser replicada por outros países, com capacidade para extrair, cortar, polir e preparar pedras para comercialização em larga escala. “Simplesmente não existem alternativas equivalentes em outros lugares”, afirmou.

Em sua manifestação ao USTR, a CM Paula informou que cerca de 120 produtos comercializados pela GeoCentral seriam afetados pela tarifa e argumentou que eles “não estão disponíveis em fontes alternativas com preços razoáveis, qualidade semelhante ou quantidade suficiente fora do Brasil”.

White afirma que a empresa já sofreu impactos relevantes com o aumento das tarifas impostas anteriormente sobre importações brasileiras. Segundo o executivo, as sobretaxas obrigaram a companhia a reduzir despesas, demitir funcionários, diminuir investimentos em marketing e elevar preços praticados no atacado.

Parte desses valores começou a ser devolvida após decisões da Justiça americana que questionaram a legalidade de tarifas impostas pelo governo dos EUA com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com isso, várias cobranças foram suspensas ou passaram a ser questionadas judicialmente.

No Brasil, as sobretaxas impostas pelos EUA chegaram a 50% sobre parte dos produtos exportados em 2025.

Em 20 de novembro de 2025, porém, o presidente Donald Trump assinou um decreto que retirou a tarifa adicional de 40% aplicada a dezenas de produtos agrícolas e pecuários brasileiros, antes mesmo da decisão definitiva da Justiça americana sobre a legalidade das cobranças.

Posteriormente, após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais parte dessas sobretaxas, o governo americano passou a utilizar outros instrumentos legais para sustentar algumas cobranças, incluindo uma tarifa global de 10% sobre as importações.

Essa medida também foi contestada judicialmente, mas um tribunal federal de apelações decidiu mantê-la temporariamente em vigor enquanto analisa o recurso do governo.

De acordo com White, a empresa já recuperou cerca de 10% dos valores devidos e espera receber o restante até o fim deste ano ou no início do próximo. Ao todo, a companhia já apresentou 117 pedidos de restituição relacionados a importações provenientes do Brasil e da China.

Mesmo que a tarifa adicional de 25% seja implementada, a GeoCentral afirma que continuará comprando produtos brasileiros.

“Continuaremos importando do Brasil. A única diferença é que teremos de arcar com custos maiores por causa das tarifas”, disse White. Segundo o executivo, a companhia ainda não encontrou em outros países fornecedores capazes de substituir as pedras brasileiras.

A mobilização das empresas americanas ocorre após o USTR concluir uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o PIX, o combate ao desmatamento ilegal, a pirataria e a aplicação das leis anticorrupção.

Com base no relatório, o órgão propôs uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros e abriu uma consulta pública para receber manifestações de empresas, associações e demais interessados.

O processo será concluído com uma audiência marcada para 6 de julho, quando representantes dos setores afetados poderão apresentar ao governo americano os impactos da medida.

🔎 O número de empresas protestando só não é maior porque a proposta prevê uma longa lista de exceções. Devem ficar de fora da sobretaxa materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos, que inclui itens como café, chá, determinadas carnes, frutas, minerais, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, além de palha e forragem. (veja a lista completa aqui)

Nas manifestações enviadas ao USTR, empresas dos setores de pisos, construção, mineração, educação e habitação sustentam que muitos produtos brasileiros não têm substitutos equivalentes no mercado americano e alertam que a tarifa aumentaria os custos para empresas e consumidores dos próprios EUA, sem fortalecer a produção doméstica.

O g1 localizou algumas delas nos pedidos de participação nas audiências públicas da investigação.

🪵The Fantastic Floor: empresa do estado de Washington e especializada em pisos de madeira pediu a exclusão de espécies brasileiras como jatobá e cumaru da tarifa. Segundo a companhia, essas madeiras são nativas da América do Sul e não estão disponíveis comercialmente nos EUA.🪵Artivo Surfaces: importadora e distribuidora americana de revestimentos e pisos de madeira. Em manifestação ao USTR, afirmou que as madeiras brasileiras precisam ser processadas ainda na origem para preservar sua qualidade e que a sobretaxa não estimularia a produção doméstica. “Aumentar a tarifa não beneficiará os fabricantes ou consumidores dos EUA, porque as matérias-primas são naturalmente indisponíveis e a qualidade do produto não pode ser replicada”, disse.🪵Strong Flooring Solutions: empresa do setor de pisos que argumentou que não existem espécies americanas capazes de reproduzir a aparência das madeiras brasileiras. Para a companhia, consumidores interessados nesse tipo de produto não migrariam para alternativas nacionais simplesmente porque “não há opção disponível”.🪵Wood Timber Import: importadora de produtos de madeira que destacou a importância de molduras e componentes de construção fabricados no Brasil para o mercado imobiliário americano. Segundo a empresa, a produção doméstica não consegue atender à demanda em volume e qualidade suficientes, e novas tarifas apenas elevariam os custos dos projetos.💎JKG Inc. (Jessie Kan Granite): empresa americana distribuidora de placas de granito, mármore e quartzo, afirmou que os materiais brasileiros possuem características geológicas únicas. Em sua manifestação, alertou que a medida apenas encareceria obras e produtos finais: “Adicionar tarifas sobre pedras naturais do Brasil servirá apenas para elevar os custos de construção e aumentar os custos para os consumidores finais”.🏠Legacy Roots Housing Initiative (LRHI): organização voltada ao desenvolvimento de moradias modulares e projetos de infraestrutura habitacional nos EUA. A entidade afirmou que a tarifa sobre esses componentes criaria barreiras para pequenos incorporadores e atrasaria projetos de habitação.🦷 Lauria Dental Model: empresa americana que comercializa modelos odontológicos utilizados por universidades e cursos de formação profissional. A companhia pediu a exclusão desses produtos da medida, argumentando que eles são destinados exclusivamente ao ensino, não competem com dispositivos médicos fabricados nos EUA e que a sobretaxa apenas elevaria os custos da educação.

🌱 Entidades setoriais também entraram no debate. A American Seed Trade Association (ASTA), que representa a indústria de sementes dos EUA, pediu participação na audiência pública do USTR e defendeu que sementes para plantio sejam excluídas da tarifa proposta sobre produtos brasileiros.

Segundo a associação, a implementação da nova taxa prejudicaria a competitividade do setor americano e afetaria cadeias globais de suprimento essenciais para a inovação agrícola.

Após o prazo para envio de manifestações por escrito, que se encerra em 1º de julho, e da audiência pública marcada para 6 de julho, o governo dos EUA deverá analisar as contribuições recebidas antes de tomar a decisão final.

A expectativa é que o processo seja concluído até 15 de julho, data prevista para eventual implementação das novas tarifas.

Segundo o Itamaraty, o Brasil tem atuado em duas frentes para tentar reverter a proposta: a contestação técnica da investigação conduzida pelo USTR e a negociação diplomática com Washington.

O governo brasileiro afirma já ter enviado manifestações formais ao órgão americano e estuda apresentar uma nova contribuição durante o período de consultas.

Em paralelo, o tema pode ganhar espaço na agenda política internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula do G7, na França, e o governo brasileiro trabalha com a possibilidade de um encontro com o presidente Donald Trump, embora não haja reunião bilateral oficialmente marcada.

Nos bastidores, a avaliação é que a proposta de sobretaxa de 25% ainda pode ser negociada antes da conclusão do processo conduzido pelo USTR.

Ao g1, a Amcham Brasil, entidade que representa empresas e as relações comerciais entre Brasil e EUA, afirmou que acompanha de perto a investigação conduzida pelo governo americano e defende uma saída negociada para o impasse.

A entidade informou que vem mantendo conversas com autoridades brasileiras e americanas sobre o tema. Segundo a Amcham, foi realizada uma reunião em 15 de junho, em São Paulo, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e representantes de cerca de 15 empresas.

No encontro, foram discutidos os possíveis impactos da imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

A Amcham também disse que participou da consulta pública e da audiência promovidas pelo governo dos EUA e prepara uma nova manifestação à USTR.

O documento deve destacar os efeitos das sobretaxas sobre as cadeias de suprimentos, a produção e o consumo no mercado americano, além do papel do Brasil como fornecedor estratégico e do risco de que esses produtos sejam substituídos por concorrentes de outras regiões, especialmente da Ásia.

"Brasil e Estados Unidos possuem uma relação econômica altamente complementar e estratégica", afirmou a entidade, em nota. Por isso, acrescentou, "segue trabalhando para que eventuais divergências sejam tratadas por meio do diálogo e da cooperação, preservando o comércio, os investimentos e a competitividade das empresas dos dois países".

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Carro zero por R$ 13 mil, gasolina a R$ 1,70: como era o mercado de carros quando o Brasil ganhou a Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 04:44

Carros Carro zero por R$ 13 mil, gasolina a R$ 1,70: como era o mercado de carros quando o Brasil ganhou a Copa Enquanto a Seleção de 2002 encantava o mundo, o Volkswagen Gol era o carro mais vendido. A marca Alfa Romeo ainda estava no país. O etanol ainda era chamado de álcool. E quase ninguém tinha SUV. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Volksweagen Sport de 2002 era o modelo que fazia referência à Copa do Mundo — Foto: divulgação / Volkswagen

O torcedor brasileiro convive com um jejum de 24 anos sem conquistar a Copa do Mundo. Voltar a 2002 é lembrar do bom futebol e também tomar um choque de realidade.

O Brasil de 2002 não tinha redes sociais — Facebook e o finado Orkut só seriam criados em 2004. O iPod ainda engatinhava e não existiam smartphones.

No máximo, havia o jogo da cobrinha em um celular Nokia. E esse aparelho, quando caía no chão, era capaz de trincar o azulejo.

O mercado automotivo brasileiro também era bem diferente. Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades de 2002 para relembrar aqueles tempos.

O automóvel mais barato do Brasil em julho de 2002 era o Fiat Uno Mille três portas a álcool (veja abaixo por que ele ainda não era chamado de etanol), vendido por R$ 13.577.

Mas sejamos justos: corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o modelo custaria hoje o equivalente a R$ 55.589.

Várias versões do Fiat Mille ficaram marcadas pelos preços baixos nos anos 1990 e começo dos anos 2000 — Foto: Divulgação / Stellantis

Outro dado importante é que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do brasileiro era de R$ 636 em 2002. Corrigido pelo IPCA, o valor equivale hoje a R$ 2.604.

O hatch tinha motor 1.0 aspirado de quatro cilindros e rendia 61 cv. De série, oferecia vidros verdes, cintos traseiros laterais de três pontos e… só. Apoios de cabeça no banco traseiro, travas elétricas e vidros elétricos faziam parte de um pacote que custava R$ 671.

Limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, além do controle interno manual do retrovisor, custavam R$ 424. Já a pintura metálica acrescentava R$ 294 ao preço final.

O opcional mais curioso era o ar-condicionado. No Uno Mille, era preciso desembolsar R$ 2.407 para ter a cabine climatizada. Isso equivalia a quase 18% do valor do carro.

Em 2002, os postos de combustíveis usavam o nome “álcool”, e isso seguiu sem questionamentos por décadas. Em 2008, algumas entidades ligadas ao setor sucroenergético passaram a defender a troca do nome para etanol.

🔎 O argumento da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) era que o slogan “Álcool e direção não combinam”, usado na campanha da Lei Seca, confundia o público.

Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) queria padronizar a nomenclatura para alinhá-la ao mercado internacional.

“A palavra álcool é uma denominação generalizada [há vários tipos de álcool] e o etanol é um produto específico, de maior valor comercial”, disse Haroldo Lima, presidente da ANP na época.

A padronização só veio em dezembro de 2009, por meio de uma resolução da ANP, e passou a valer em todo o Brasil em 2010.

Em um momento de combustíveis caros, vale lembrar que o litro da gasolina custava R$ 1,77 em 2002. O etanol saía por R$ 0,94 e o diesel custava R$ 1,07. Os dados são da ANP.

Outra curiosidade: quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, ainda não existiam carros flex no mercado. O primeiro foi o Volkswagen Gol, lançado em 2003.

Por falar nele, entre 1987 e 2013 o Gol foi o carro mais vendido do Brasil. No ano do pentacampeonato, o hatch encerrou 2002 com 208,3 mil unidades vendidas.

Na Europa, o carro mais vendido foi o Volkswagen Golf, com mais de 587 mil unidades emplacadas, seguido de perto pelo Peugeot 206.

Nos Estados Unidos, o carro mais vendido de 2002 foi o Toyota Camry, com mais de 434 mil unidades. Entre todos os veículos, porém, a liderança ficou com a Ford F-150, que somou mais de 813 mil unidades emplacadas naquele ano.

Em 2002, a Fiat Strada era a picape mais vendida do Brasil, com 26.053 unidades emplacadas. O volume representava cerca de 40% do segmento de picapes compactas.

Em 2026, a história não mudou: a picape da Fiat vendeu mais de 142 mil unidades e respondeu por mais de 67% do segmento.

Mas é preciso contextualizar: hoje as picapes compactas mudaram de patamar. O foco passou a ser quase exclusivamente o trabalho.

Para quem busca uma picape para uso particular, há versões mais equipadas da Strada, mas principalmente modelos como Fiat Toro, Renault Oroch e Chevrolet Montana. Em breve, o mercado também verá a chegada da Volkswagen Tukan e da BYD Mako.

Em 2002, como a Volkswagen não tinha os direitos da competição, não podia usar a designação “Copa” no Gol. A solução foi batizar a versão de Sport e adotar o tom Amarelo Solar como cor exclusiva.

O hatch vinha com motor 1.0 aspirado a gasolina, que gerava 76 cv e 9,7 kgfm de torque. A lista de equipamentos de série tinha direção hidráulica e limpador de vidro traseiro com desembaçador. Travas e vidros elétricos, por exemplo, eram opcionais.

Em 2026, a Volkswagen patrocina as equipes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O modelo alusivo à competição é o T-Cross Seleção, que tem lista de equipamentos interessante e visual com frases e estrelas.

A Copa do Mundo de 2002 foi disputada na Coreia do Sul e no Japão, e marcas japonesas e coreanas faziam sucesso por aqui. Carros chineses sequer eram considerados no Brasil.

A BYD produzia apenas veículos pesados e só lançou seu primeiro carro em 2005. A JAC Motors, que chegou ao Brasil em 2011 prometendo revolucionar o mercado nacional com o J3, também atuava no segmento de caminhões. Seu primeiro veículo de passageiros foi a van Refine, lançada em 2002.GWM e Geely foram fundadas nos anos 1980 e só passaram a produzir carros de passeio no fim da década de 1990. A Chery surgiu em 1997, enquanto as subsidiárias Omoda e Jaecoo nasceram em 2022 e 2023, respectivamente.

O cenário em 2026 é bem diferente. Entre janeiro e abril deste ano, quase metade dos veículos importados pelo Brasil veio da China. Só em abril, mais de 17% das vendas no país foram de marcas chinesas.

O primeiro Ford Ecosport foi mostrado em 2002 e chegou às lojas em 2003 — Foto: Divulgação / Ford

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 43,1% dos veículos vendidos no Brasil em 2025 eram SUVs.

Em 2002, esse segmento era praticamente irrelevante no Brasil. A oferta se concentrava em utilitários esportivos grandes e modelos derivados de picapes. O modelo importado mais vendido no ano do pentacampeonato foi o Mitsubishi Pajero, com 4.028 unidades.

A história começou a mudar justamente no Salão do Automóvel de 2002, quando a Ford apresentou a primeira geração do Ecosport.

Derivado do Fiesta, o modelo chegou às lojas em 2003 e inaugurou no Brasil o segmento dos SUVs mais acessíveis, baseados em plataformas de carros compactos.

A mesma receita é aplicada até hoje em SUVs como Fiat Pulse, Chevrolet Tracker, Renault Duster, Citroën C3 Aircross, Volkswagen T-Cross e outros.

O Chevrolet Tracker já existia no mercado em 2002, mas era um irmão gêmeo do Suzuki Grand Vitara — Foto: Divulgação / GM

Se hoje o mercado automotivo passa a sensação de ser “mais do mesmo”, em 2002 havia várias opções que hoje parecem curiosas.

No ano do penta, era possível entrar em uma concessionária Volkswagen e levar para casa um Santana ou uma Parati Turbo. Para quem precisava trabalhar, a Kombi seguia firme e forte no catálogo da marca.

Os saudosistas devem lembrar que, em 2002, ainda era possível comprar modelos da Alfa Romeo no Brasil. O sedã 166 tinha motor 3.0 V6 de 226 cv, câmbio automático e suspensão traseira independente. O preço de US$ 59 mil assusta até em 2026.

A Chevrolet já vendia o Tracker por aqui em 2002, mas o SUV era, na prática, um Suzuki Vitara com detalhes e emblemas diferentes. No início da trajetória da dupla, o motor era um 2.0 turbodiesel de 87 cv fornecido pela Mazda.

Em 2002, porém, outro motor 2.0 turbodiesel entrou em cena, desta vez da Peugeot. O propulsor rendia 108 cv e 25,5 kgfm de torque.

Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco — Foto: Divulgação / Stellantis

Em 2002, os brasileiros compraram quase 1,4 milhão de automóveis, segundo dados da Fenabrave. Em 2025, o mercado nacional registrou mais de 2,5 milhões de emplacamentos.

A produção nacional também cresceu: passou de 1,7 milhão de veículos no ano do penta para mais de 2,6 milhões no ano passado.

Dois dados curiosos aparecem no anuário da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa para 2002 era de uma frota circulante de 18,4 milhões de veículos no Brasil.

Em 2024, ano mais recente disponível no documento, a estimativa é de que o Brasil tenha mais de 40,3 milhões de veículos em circulação.

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Pedidos de autorização de pesquisa para terras raras explodem, mas agência teme que bloqueios orçamentários causem prejuízos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) aponta que, desde 2023, o Brasil tem registrado um crescimento expressivo nos requerimentos de autorização de pesquisa para terras raras.

🔎Chamados de "terras raras", esses minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, normalmente misturados a outros minérios de difícil extração e com alto valor comercial.

Desconhecidas aos olhos do público, mas cobiçadas nos bastidores da indústria e da diplomacia, as "terras raras" se tornaram um dos recursos mais estratégicos do planeta. São essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, baterias de carros elétricos, cabos de transmissão, foguetes, equipamentos médicos, armas e dispositivos eletrônicos de última geração.

Com papel central na transição energética, defesa e na produção de alta tecnologia, estes recursos estão no centro de disputas e negociações geopolíticas, e o Brasil tem potencial privilegiado para se destacar no cenário.

Os números demonstram o aumento no interesse por terras raras nos últimos anos – especialmente a partir de 2023–, um reflexo da percepção da crescente relevância estratégica.

Entre 2023 e o começo de junho, foram contabilizados cerca de 3 mil pedidos. Para efeito comparativo, foram contabilizados 745 requerimentos em todo o período entre 1975 e 2022 .

O requerimento de pesquisa é a primeira fase um longo período até a concessão da lavra, quando uma empresa recebe autorização para explorar uma jazida.

Apesar do potencial, as atividades relacionadas as terras raras podem ser atingidas pelo bloqueio de R$ 22,7 milhões no orçamento da Agência Nacional de Mineração (ANM). O alerta foi feito pelo diretor-presidente da autarquia, Mauro Sousa.

🔎 Um bloqueio no orçamento é como um "freio de emergência" temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.

Segundo Sousa, a restrição orçamentária demandará que a agência reveja prioridades em um cenário já de escassez de recursos.

"Isso significa alocar os recursos da melhor forma possível. Nem todas as atividades serão desenvolvidas no tempo necessário e adequado", afirmou a jornalistas após evento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) nesta semana.

O setor responsável pelos minerais críticos e estratégicos já opera com uma estrutura "modesta". De acordo com Sousa, a unidade conta com quatro servidores, que comandam estudos e ações relacionadas ao tema.

A limitação orçamentária ocorre em um momento que o Brasil busca ampliar sua participação na cadeia global desses minerais. O diretor da ANM menciona que o país tem firmado acordos de cooperação e memorandos de entendimento com outros países para acelerar estudos e investimentos no setor.

"Nós criamos compromissos internacionais e precisamos ter uma estrutura institucional capaz de dar as respostas adequadas. Quando isso acontece, perdemos a capacidade de cumprir aquilo com que o Estado brasileiro está se comprometendo", disse.

Serviço Geológico do Brasil avança com pesquisas sobre potencial para terras raras — Foto: Divulgação/SGB

Para o diretor-presidente da ANM, há uma contradição entre os objetivos estratégicos do país e a redução dos recursos destinados à autarquia.

"Somos falhos quando cortamos recursos que não permitem que aquilo que foi acordado seja efetivamente cumprido. Isso é uma contradição do Estado brasileiro", avaliou.

Além das ações voltadas aos minerais estratégicos, o bloqueio pode afetar questões como leilões de área para exploração e ações de fiscalização de barragens. Caso a limitação dos recursos seja mantida, 43 barragens e 18 pilhas de mineração que deveriam receber vistorias técnicas até o fim do ano poderão ficar fora do cronograma inicialmente planejado.

🔎Essas inspeções subsidiam decisões regulatórias, ações de fiscalização e avaliações de segurança operacional. Algumas das estruturas previstas para vistoria exigem monitoramento contínuo devido ao potencial impacto social, ambiental e econômico, incluindo instalações localizadas próximas a comunidades e áreas ambientalmente sensíveis.

A restrição de recursos também afeta etapas consideradas essenciais para a análise de processos minerários. Em muitos casos, vistorias de campo são necessárias para a aprovação de Relatórios Finais de Pesquisa e de Planos de Aproveitamento Econômico (PAEs), documento que detalha como uma jazida será explorada comercialmente.

Sem essas verificações presenciais, a tramitação dos processos tende a ficar mais lenta, o que pode retardar investimentos e a entrada de novos empreendimentos em operação.

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‘Crossfut’: ex-jogador cria treino que mistura futebol e crossfit, e espera faturar mais na Copa

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/06/2026 04:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Crossfut': ex-jogador cria treino que mistura futebol e crossfit, e espera faturar mais na Copa Aula diferente conquista quem não gosta de academia e transforma diversão em oportunidade de negócio. Por Pegn — São Paulo

A Copa do Mundo costuma aquecer não apenas a paixão dos torcedores, mas também os negócios ligados ao esporte. Em Fortaleza (CE), um empreendedor encontrou uma forma de transformar esse interesse em oportunidade ao criar o "Crossfut", um modelo de treino que mistura fundamentos do futebol com exercícios de crossfit.

O responsável pela ideia é Bruno Lopes, proprietário de uma academia de futebol na capital cearense.

Antes de empreender, ele construiu uma longa trajetória nos gramados: foram cerca de 20 anos no esporte, sendo 16 como profissional, com passagens por 15 clubes, como Vitória, Brasiliense, Ferroviária, Marília, Horizonte e Sampaio Corrêa.

Após encerrar a carreira como atleta, Bruno investiu na formação acadêmica e cursou Educação Física, buscando complementar a experiência prática com conhecimento teórico.

O negócio surgiu em 2019, quando Bruno e a esposa, Jéssica, decidiram abrir uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes. No início, a realidade era desafiadora, com apenas dois alunos matriculados.

Com o tempo, o crescimento veio principalmente por indicação. À medida que alunos e pais aprovavam o trabalho, a procura aumentava, impulsionando a expansão da operação.

Inicialmente, as atividades eram realizadas em quadras alugadas, em um modelo no qual cerca de 30% do valor das mensalidades era destinado ao pagamento desses espaços.

Com o aumento da demanda e a limitação de espaço, Bruno decidiu investir na criação de uma estrutura própria. Ao todo, cerca de R$ 500 mil foram aplicados na implantação da arena, que inclui um campo society e duas quadras de areia.

A ampliação permitiu não apenas atender mais alunos, mas também diversificar os serviços oferecidos.

Foi nesse contexto que surgiu o “cross fut”, uma modalidade voltada ao público adulto. A proposta combina treinos com bola e exercícios funcionais, com foco em condicionamento físico.

O modelo também se diferencia por atrair pessoas que não se identificam com academias tradicionais. Segundo Bruno, muitos alunos não treinariam em outro ambiente, mas aderem à prática por gostarem de futebol, o que torna a atividade mais prazerosa e contínua.

Para os alunos, o diferencial vai além do exercício físico. A atividade combina lazer, saúde e socialização.

De olho na movimentação gerada pelo mundial, o empreendedor planeja ações específicas para o período, como a organização de torneios temáticos inspirados em seleções, envolvendo alunos e convidados.

A expectativa é que o evento impulsione a demanda e gere um aumento significativo nos resultados. Bruno estima um crescimento de 30% a 40% no lucro durante a Copa do Mundo.

A estratégia aposta no engajamento natural do público com o futebol nesse período, que tende a estimular tanto a prática esportiva quanto a busca por atividades relacionadas ao tema.

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O que as pessoas realmente querem no trabalho está mudando — e a geração Z ajuda a explicar por quê

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 03:44

Trabalho e Carreira O que as pessoas realmente querem no trabalho está mudando — e a geração Z ajuda a explicar por quê Levantamento revela que diferentes gerações estão redefinindo suas prioridades profissionais, combinando busca por flexibilidade, segurança e qualidade de vida. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a ficar para trás. A geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), muitas vezes vista como mais desapegada, é hoje a que mais rejeita trabalhos sem contrato no Brasil.

Segundo o Estudo de Tendências Laborais 2026, feito pela WeWork em parceria com a Offerwise, 65% dos jovens dizem não aceitar empregos sem contrato formal ou benefícios. O índice é o maior entre todas as faixas etárias.

O estudo ouviu 2,5 mil profissionais. Entre os mais velhos, como na faixa de 62 a 80 anos, 63% afirmam que não recusariam uma oportunidade nessas condições.

Os números mostram uma diferença geracional: enquanto os mais jovens cobram mais formalização, profissionais de faixas etárias mais altas tendem a aceitar mais esse tipo de proposta.

🔎 Os mais jovens mudam mais de emprego, testam caminhos e evitam carreiras longas em um só lugar, como mostrou o g1 em reportagem publicada em agosto do ano passado. Ainda assim, não abrem mão de garantias básicas.

Os baby boomers (1946 e 1964) cresceram em um período em que a estabilidade era regra. A ideia era construir uma trajetória longa, muitas vezes em uma única empresa, com a expectativa de segurança no futuro.A geração X (1965 – 1980) manteve essa base, mas com mais abertura a mudanças ao longo do tempo. O equilíbrio entre estabilidade e crescimento passou a ganhar espaço.Entre os millennials (1981 – 1996), o trabalho passou a precisar fazer mais sentido. Propósito, ambiente e desenvolvimento se tornaram fatores importantes para a permanência em uma empresa.Já a geração Z levou essa transformação adiante. O aprendizado constante, a identificação com o trabalho e a possibilidade de mudança rápida se tornaram parte da lógica profissional. Ao mesmo tempo, cresceram em um cenário mais instável, o que ajuda a explicar a busca por segurança em pontos essenciais, como a formalização.

Essas diferenças ficam ainda mais evidentes em um momento em que quatro gerações passaram a conviver no mesmo mercado de trabalho. Essa diversidade de perfis se tornou um desafio para as empresas, que passaram a lidar com expectativas diferentes sobre o que significa construir uma boa carreira.

“As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos”, afirma. Nesse contexto, ter um contrato formal deixa de ser apenas um detalhe e passa a ser uma forma de proteção.

Além do recorte geracional, o estudo mostra um descompasso entre o que os brasileiros querem e o que encontram no mercado. Seis em cada 10 preferem trabalhar de forma híbrida ou remota. Mas, na prática, apenas quatro em cada 10 estão nesse modelo atualmente.

Ainda de acordo com o estudo, o retorno ao escritório não é descartado, mas vem acompanhado de condições. Cerca de 82% aceitariam voltar ao presencial se recebessem um salário maior.

Mesmo com mudanças em curso, a maioria avalia de forma positiva a retomada das atividades presenciais. Segundo o levantamento, 72% consideram que o retorno ao escritório foi organizado e estruturado.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho segue como prioridade. Para 64%, valeria ganhar menos para preservar essa relação.

Esse cenário reforça o desafio das empresas: encontrar um equilíbrio entre diferentes expectativas.

Enquanto alguns profissionais buscam segurança e estabilidade, outros pressionam por modelos mais flexíveis e por uma relação menos tradicional com o trabalho.

A conclusão do estudo é que o futuro do mercado de trabalho brasileiro será resultado dessa convivência entre gerações. Em vez da substituição de um modelo por outro, o movimento atual indica uma reorganização das relações profissionais, com empresas e trabalhadores ajustando novas formas de trabalhar.

Cada geração carrega valores moldados pelo seu tempo, pelo contexto econômico e pelas transformações sociais — Foto: g1

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A estratégia dos três potes: como investir mesmo quando o orçamento está apertado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 02:45

g1 explica A estratégia dos três potes: como investir mesmo quando o orçamento está apertado No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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‘Taxa das blusinhas’: após fim do imposto, varejo e importadores levam disputa ao Congresso e à Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 00:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O fim da 'taxa das blusinhas' acirrou a disputa entre varejistas nacionais e importadores. Os setores agora travam batalhas no Congresso Nacional e no Judiciário.

A revogação do imposto de 20% ocorreu por Medida Provisória e depende de aval do Congresso. Em 2027, um novo tributo federal voltará a taxar essas compras.

Varejistas defendem a isonomia tributária frente às importações. Já importadores apoiam o fim da taxa.

A Confederação Nacional do Comércio acionou o STF em maio. A entidade pede uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção tributária.

Compras em sites brasileiros que não informam produtos vindos da China frustram consumidores e-commerce comércio on-line compras internacionais cartão de crédito consumo — Foto: Thaisa Figueiredo/g1

O fim da chamada "taxa das blusinhas" não acabou com a disputa entre varejistas nacionais, importadores, envolvendo também consumidores brasileiros. Pelo contrário, os representantes dos setores ampliaram a ofensiva nas redes sociais, no Congresso Nacional e até mesmo no Judiciário.

Anunciado em maio pelo governo, o fim da taxa das blusinhas eliminou a cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 que havia sido instituída em agosto de 2024. A medida manteve o programa Remessa Conforme — que regularizou a compra desses produtos no exterior.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, enre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.

➡️Enquanto o varejo nacional se movimenta pelo que chama de "isonomia" (tributação igual para produtos nacionais e importados), os importadores atuam para manter a taxação zerada (veja mais abaixo nessa reportagem).

Os varejistas alegam que as importações possuem vantagem competitiva frente à produção nacional, o que está minando empregos.

➡️Como pano de fundo dessa disputa, está o fato de que a revogação da taxa das blusinhas foi feita por meio de Medida Provisória, que tem força de lei. Entretanto, terá de ser confirmada posteriormente pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

➡️Ao mesmo tempo, independentemente da discussão no Congresso Nacional, entidades do setor produtivo nacional já se movimentam para retomar a cobrança no Judiciário. Tudo isso ocorre em um ano eleitoral.

🔎Iniciada em 2024 e encerrada neste ano, a taxação foi criada como resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia. E também diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo.

➡️A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Será fixada até dezembro deste ano. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios. Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações.

Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, avança para corrigir uma "situação não isonômica" – dada a isenção para importados de baixo valor. Mas a entidade pede o restabelecimento, também, do imposto de importação — além da cobrança da CBS.

"Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS", acrescenta o IDV, em nota.

Nesta semana, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram documento na qual reafirmam seu "compromisso com a defesa da produção nacional, da geração de empregos, do investimento produtivo e da construção de um ambiente de negócios baseado na concorrência justa e equilibrada".

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou que o fim do imposto de importação para compras de pequeno valor é o "caminho mais natural e justo".

A entidade ressaltou a importância de o Congresso avançar com a aprovação da Medida Provisória que eliminou a "taxa das blusinhas".

"A revogação da taxa ajuda a democratizar o consumo, ao conectar milhões de cidadãos aos produtos do mercado global, com preços mais acessíveis, beneficiando especialmente o público de menor poder aquisitivo. Caso o Imposto de Importação seja reinstituído, somado à CBS e ao ICMS atualmente vigente, a pressão tributária sobre o consumidor final deve se intensificar", avaliou a Amobitec, em nota.

Já a Proteste Euroconsumers-Brasil, que diz ser uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e empresas, uma associação brasileira de defesa do consumidor, mas que também tem entre seus associados a Shein, a Alibaba e a Amazon, ou seja, importadoras, realizou uma pesquisa nacional sobre a "taxa das blusinhas".

Entre os principais resultados, o levantamento aponta que 92% dos consumidores consideram que eliminar a taxação de 20% do governo federal foi uma decisão correta – percentual que chega a 97% no Sudeste e a 94% no Nordeste. Para 88%, o Congresso Nacional deveria tratar o tema como prioridade.

🔎A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 21 de maio de 2026, por meio de entrevistas pessoais, com 1.300 consumidores de 18 a 65 anos, com renda familiar mensal superior a R$ 1.600. O levantamento contemplou moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém e Manaus.

A disputa política e nas redes sociais também já começou a transbordar para a Justiça. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, em maio, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) Supremo Tribunal Federal (STF) o fim da taxa das blusinhas.

A entidade diz que, diante do risco de retrocesso e da insegurança jurídica para o comércio nacional, "requer a concessão de medida liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção".

No mérito, a Confederação pede que o STF declare a inconstitucionalidade total das normas impugnadas, "restaurando o equilíbrio competitivo no mercado brasileiro".

"O restabelecimento da alíquota zero para as compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso grave que pune diretamente o setor produtivo nacional. Não podemos aceitar uma assimetria jurídica que concede vantagens excessivas ao produto estrangeiro livre de impostos federais, enquanto as empresas brasileiras suportam sozinhas o peso da nossa carga tributária interna. O comércio nacional não teme a concorrência, desde que ela seja leal", diz o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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‘Taxa das blusinhas’: após fim do imposto, varejo e importadores levam disputa ao Congresso e à Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 00:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O fim da 'taxa das blusinhas' acirrou a disputa entre varejistas nacionais e importadores. Os setores agora travam batalhas no Congresso Nacional e no Judiciário.

A revogação do imposto de 20% ocorreu por Medida Provisória e depende de aval do Congresso. Em 2027, um novo tributo federal voltará a taxar essas compras.

Varejistas defendem a isonomia tributária frente às importações. Já importadores apoiam o fim da taxa.

A Confederação Nacional do Comércio acionou o STF em maio. A entidade pede uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção tributária.

Compras em sites brasileiros que não informam produtos vindos da China frustram consumidores e-commerce comércio on-line compras internacionais cartão de crédito consumo — Foto: Thaisa Figueiredo/g1

O fim da chamada "taxa das blusinhas" não acabou com a disputa entre varejistas nacionais, importadores, envolvendo também consumidores brasileiros. Pelo contrário, os representantes dos setores ampliaram a ofensiva nas redes sociais, no Congresso Nacional e até mesmo no Judiciário.

Anunciado em maio pelo governo, o fim da taxa das blusinhas eliminou a cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 que havia sido instituída em agosto de 2024. A medida manteve o programa Remessa Conforme — que regularizou a compra desses produtos no exterior.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, enre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.

➡️Enquanto o varejo nacional se movimenta pelo que chama de "isonomia" (tributação igual para produtos nacionais e importados), os importadores atuam para manter a taxação zerada (veja mais abaixo nessa reportagem).

Os varejistas alegam que as importações possuem vantagem competitiva frente à produção nacional, o que está minando empregos.

➡️Como pano de fundo dessa disputa, está o fato de que a revogação da taxa das blusinhas foi feita por meio de Medida Provisória, que tem força de lei. Entretanto, terá de ser confirmada posteriormente pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

➡️Ao mesmo tempo, independentemente da discussão no Congresso Nacional, entidades do setor produtivo nacional já se movimentam para retomar a cobrança no Judiciário. Tudo isso ocorre em um ano eleitoral.

🔎Iniciada em 2024 e encerrada neste ano, a taxação foi criada como resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia. E também diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo.

➡️A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Será fixada até dezembro deste ano. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios. Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações.

Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, avança para corrigir uma "situação não isonômica" – dada a isenção para importados de baixo valor. Mas a entidade pede o restabelecimento, também, do imposto de importação — além da cobrança da CBS.

"Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS", acrescenta o IDV, em nota.

Nesta semana, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram documento na qual reafirmam seu "compromisso com a defesa da produção nacional, da geração de empregos, do investimento produtivo e da construção de um ambiente de negócios baseado na concorrência justa e equilibrada".

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou que o fim do imposto de importação para compras de pequeno valor é o "caminho mais natural e justo".

A entidade ressaltou a importância de o Congresso avançar com a aprovação da Medida Provisória que eliminou a "taxa das blusinhas".

"A revogação da taxa ajuda a democratizar o consumo, ao conectar milhões de cidadãos aos produtos do mercado global, com preços mais acessíveis, beneficiando especialmente o público de menor poder aquisitivo. Caso o Imposto de Importação seja reinstituído, somado à CBS e ao ICMS atualmente vigente, a pressão tributária sobre o consumidor final deve se intensificar", avaliou a Amobitec, em nota.

Já a Proteste Euroconsumers-Brasil, que diz ser uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e empresas, uma associação brasileira de defesa do consumidor, mas que também tem entre seus associados a Shein, a Alibaba e a Amazon, ou seja, importadoras, realizou uma pesquisa nacional sobre a "taxa das blusinhas".

Entre os principais resultados, o levantamento aponta que 92% dos consumidores consideram que eliminar a taxação de 20% do governo federal foi uma decisão correta – percentual que chega a 97% no Sudeste e a 94% no Nordeste. Para 88%, o Congresso Nacional deveria tratar o tema como prioridade.

🔎A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 21 de maio de 2026, por meio de entrevistas pessoais, com 1.300 consumidores de 18 a 65 anos, com renda familiar mensal superior a R$ 1.600. O levantamento contemplou moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém e Manaus.

A disputa política e nas redes sociais também já começou a transbordar para a Justiça. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, em maio, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) Supremo Tribunal Federal (STF) o fim da taxa das blusinhas.

A entidade diz que, diante do risco de retrocesso e da insegurança jurídica para o comércio nacional, "requer a concessão de medida liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção".

No mérito, a Confederação pede que o STF declare a inconstitucionalidade total das normas impugnadas, "restaurando o equilíbrio competitivo no mercado brasileiro".

"O restabelecimento da alíquota zero para as compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso grave que pune diretamente o setor produtivo nacional. Não podemos aceitar uma assimetria jurídica que concede vantagens excessivas ao produto estrangeiro livre de impostos federais, enquanto as empresas brasileiras suportam sozinhas o peso da nossa carga tributária interna. O comércio nacional não teme a concorrência, desde que ela seja leal", diz o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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