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Como TikTok e Meta ignoraram segurança para ganhar disputa por engajamento, segundo ex-funcionários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 04:02

Tecnologia Como TikTok e Meta ignoraram segurança para ganhar disputa por engajamento, segundo ex-funcionários Empresas permitiram mais conteúdo nocivo nos feeds dos usuários, mesmo sabendo que seus algoritmos funcionavam com base na indignação, ouviu a BBC Por Marianna Spring, Mike Radford

Denunciantes deram uma visão de dentro da corrida entre algoritmos que se seguiu ao crescimento explosivo do TikTok — Foto: BBC/Getty Images

Gigantes das redes sociais permitiram mais conteúdo nocivo nos feeds dos usuários, mesmo depois que pesquisas internas sobre os seus algoritmos mostraram que a indignação impulsionava o engajamento, disseram à BBC pessoas que são ou foram ligadas a essas empresas.

Mais de uma dúzia de denunciantes e pessoas de dentro das empresas expuseram à BBC como essas companhias assumiram riscos de segurança em questões como violência, chantagem sexual e terrorismo, enquanto disputavam a atenção dos usuários.

Um engenheiro da Meta, empresa que controla as redes sociais Facebook e Instagram, descreveu como recebeu orientação da direção da empresa para permitir mais conteúdo nocivo "limítrofe", que inclui misoginia e teorias conspiratórias, nos feeds dos usuários para competir com outra rede social, o TikTok.

"Eles basicamente nos disseram que era porque o preço das ações estava em queda", disse o engenheiro.

Um funcionário do TikTok deu à BBC acesso raro aos painéis internos da empresa com reclamações de usuários, além de outras evidências de como funcionários foram instruídos a priorizar vários casos envolvendo políticos em detrimento de uma série de denúncias de publicações nocivas envolvendo crianças.

As decisões estavam sendo tomadas para "manter um relacionamento forte" com figuras políticas e evitar ameaças de regulação ou proibições, e não por causa dos riscos aos usuários, disse o funcionário do TikTok.

Os denunciantes que falaram no documentário da BBC Inside the Rage Machine (Dentro da Máquina de Raiva, em tradução livre) oferecem uma visão detalhada de como o setor reagiu após o crescimento explosivo do TikTok, cujo algoritmo altamente envolvente de recomendação de vídeos curtos transformou as redes sociais, deixando rivais correndo para tentar acompanhar.

Matt Motyl, pesquisador sênior da Meta, disse que o concorrente do TikTok criado pela empresa, o Instagram Reels, foi lançado em 2020 sem proteções suficientes. Pesquisas internas compartilhadas com a BBC mostraram que os comentários no Reels apresentavam prevalência significativamente maior de bullying e assédio, discurso de ódio e violência ou incitação à violência do que em outras partes do Instagram.

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A empresa investiu na contratação de 700 funcionários para expandir o Reels, enquanto equipes de segurança tiveram negada a contratação de dois especialistas para lidar com a proteção de crianças e de mais dez profissionais para ajudar na integridade das eleições, disse outro ex-funcionário sênior da Meta.

Motyl, da Meta, entregou à BBC dezenas do que descreveu como "documentos de pesquisa de alto nível mostrando todo tipo de danos aos usuários nessas plataformas". Entre eles, havia evidências que mostravam que o Facebook estava ciente de problemas causados por seu algoritmo.

Segundo um estudo interno, o algoritmo oferecia aos criadores de conteúdo um "caminho que maximiza os lucros às custas do bem-estar de sua audiência", e "o atual conjunto de incentivos financeiros que nossos algoritmos criam não parece estar alinhado com nossa missão" de aproximar as pessoas ao redor do mundo.

O documento afirma que o Facebook pode "escolher permanecer inativo e continuar alimentando os usuários com conteúdo de qualidade duvidosa, mas isso só funciona por algum tempo".

Em resposta às alegações dos denunciantes, a Meta disse: "Qualquer sugestão de que ampliamos deliberadamente o conteúdo nocivo para ganho financeiro é incorreta." O TikTok afirmou que essas são "alegações fabricadas" e que a empresa investe em tecnologia que impede que o conteúdo nocivo seja visualizado.

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Os algoritmos são uma "caixa-preta", cujo funcionamento interno é difícil de examinar, disse Ruofan Ding, que trabalhou como engenheiro de aprendizado de máquina no desenvolvimento do mecanismo de recomendação do TikTok de 2020 a 2024.

Ele afirmou que era difícil construir sistemas como esse que fossem completamente seguros. "Não temos controle sobre o próprio algoritmo de aprendizado profundo [deep learning]."

Segundo ele, os engenheiros não prestam muita atenção ao conteúdo das publicações. "Para nós, todo o conteúdo é apenas um ID, um número diferente."

Ele disse que dependiam das equipes de segurança de conteúdo para remover publicações nocivas e impedir que fossem promovidas pelo algoritmo. Segundo ele, essa relação entre as equipes é como a de diferentes grupos que trabalham em partes de um carro.

"Há a equipe responsável pela aceleração, pelo motor, certo? Então esperamos que a equipe que trabalha no sistema de freios esteja fazendo um bom trabalho", disse.

Mas Ding disse que, enquanto o TikTok atualizava seu algoritmo quase toda semana para ganhar mais espaço no mercado, ele passou a ver mais conteúdo "limítrofe" ou publicações problemáticas aparecendo depois que os usuários já estavam há algum tempo assistindo a vídeos.

Conteúdo limítrofe é um termo usado por empresas de redes sociais para descrever publicações prejudiciais, mas que não violam as regras, como posts misóginos, racistas, sexualizados e teorias conspiratórias.

Adolescentes disseram à BBC que as ferramentas para indicar que não querem ver conteúdo problemático não funcionam e que ainda recebem recomendações de violência e discurso de ódio nas principais redes sociais.

Em um caso extremo, outro adolescente, Calum – hoje com 19 anos – disse que havia sido "radicalizado pelo algoritmo" desde os 14 anos. O algoritmo lhe mostrava conteúdo que o deixava indignado e o levou a adotar visões racistas e misóginas, afirmou.

Os vídeos "me energizavam, mas não de um jeito bom", disse ele. "Eles só me deixavam muito irritado. Refletiam muito a forma como eu me sentia por dentro, que eu estava com raiva das pessoas ao meu redor."

Especialistas da polícia antiterrorismo no Reino Unido, que analisam milhares de publicações nas redes sociais todos os anos, dizem ter observado um aumento e uma "normalização" de posts antissemitas, racistas, violentos e de extrema direita nos últimos meses.

"As pessoas estão mais dessensibilizadas à violência no mundo real e não têm medo de compartilhar suas opiniões", disse um dos agentes.

Ao longo de vários meses em 2025, a BBC conversou regularmente com um integrante da equipe de confiança e segurança do TikTok, a quem estamos chamando de Nick. A BBC teve acesso ao painel interno da empresa no laptop dele, que mostrava os casos analisados por sua equipe e como respondia a eles.

"Se você se sente culpado diariamente por causa do que é instruído a fazer, em algum momento começa a pensar: devo dizer algo?", disse Nick.

Ele acrescentou que o volume de casos que estavam avaliando era grande demais para acompanhar e garantir a segurança dos usuários, deixando adolescentes e crianças especialmente em risco.

Segundo ele, cortes e a reorganização de algumas equipes de moderação – nas quais algumas funções estão sendo substituídas por tecnologia de inteligência artificial – reduziram a capacidade da empresa de lidar de forma eficaz com esse tipo de conteúdo.

Conteúdos ligados a "terrorismo, violência sexual, violência física, abuso e tráfico" parecem estar aumentando, disse o denunciante.

A realidade do que o aplicativo recomenda e das medidas tomadas contra conteúdos nocivos é "muito diferente, em muitos aspectos, do que as plataformas dizem ao público", acrescentou.

Nick mostrou à BBC evidências de que o TikTok tratava alguns casos relativamente simples envolvendo políticos como prioridade maior para revisão pela equipe de segurança do que vários casos envolvendo danos a adolescentes.

Em um exemplo, um político que havia sido ridicularizado ao ser comparado a uma galinha recebeu prioridade sobre um jovem de 17 anos que relatou ser vítima de cyberbullying e falsificação de identidade na França, e sobre uma jovem de 16 anos no Iraque que disse que imagens sexualizadas, supostamente dela, estavam sendo compartilhadas no aplicativo.

Ao falar sobre o caso no Iraque, Nick disse: "Se você olha o país de onde vem esse relato, é de altíssimo risco porque envolve um menor e chantagem sexual. Mas, você pode ver aqui, a prioridade não é alta."

Nick também mostrou exemplos de publicações que incentivavam pessoas a se juntar a grupos terroristas ou a cometer crimes e que não haviam sido classificadas como prioridade máxima.

Quando a equipe de confiança e segurança pediu para priorizar casos envolvendo jovens em vez de casos políticos, disse o denunciante, eles foram orientados a não fazer isso e a seguir tratando os casos de acordo com a identificação que haviam recebido.

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Segundo Nick, isso acontece porque, em sua avaliação, a empresa se preocupa menos com a segurança das crianças do que em manter um "relacionamento forte" com políticos e governos, para evitar regulações ou proibições que poderiam prejudicar seus negócios.

Nick disse que, quando ele e outros funcionários levantaram algumas dessas preocupações com a direção, não houve receptividade, porque eles "não são expostos a esse conteúdo no dia a dia".

O conselho de Nick aos pais cujos filhos usam o TikTok é: "Apaguem o aplicativo. Mantenham as crianças o mais longe possível dele pelo maior tempo possível."

O TikTok afirmou que rejeita a ideia de que conteúdo político tenha prioridade sobre a segurança dos jovens e disse que a alegação "deturpa fundamentalmente a forma como os seus sistemas de moderação funcionam".

A equipe da qual Nick faz parte integra um sistema de segurança mais amplo, com várias equipes responsáveis por analisar denúncias sobre conteúdos. O TikTok afirmou: "Fluxos de trabalho especializados para determinadas questões não resultam na redução da prioridade de casos envolvendo segurança infantil, que são tratados por equipes dedicadas dentro de estruturas paralelas de revisão."

Um porta-voz do TikTok disse que as críticas "ignoram a realidade de como o TikTok permite que milhões de pessoas descubram novos interesses, encontrem comunidade e sustentem uma economia vibrante de criadores".

A empresa afirmou que contas de adolescentes têm mais de 50 recursos e configurações de segurança pré-definidos que são ativados automaticamente. Também disse que investe em tecnologia para impedir que conteúdos nocivos sejam exibidos, mantém regras rígidas de recomendação e oferece ferramentas para que os usuários personalizem sua experiência.

Em 2020, a disputa entre algoritmos ficou mais intensa quando o Instagram lançou o Reels, como resposta ao TikTok, que ganhou enorme popularidade durante a pandemia de Covid-19.

Matt Motyl, que trabalhou como pesquisador sênior no Facebook e em sua empresa sucessora, a Meta, a partir de 2021, disse que essa foi a tentativa da companhia de "imitar" o "produto único" lançado pelo TikTok.

Entre 2019 e 2023, seu trabalho envolvia "realizar experimentos em larga escala com, às vezes, centenas de milhões de pessoas" — que muitas vezes "não tinham ideia" de que isso estava acontecendo — para testar como o conteúdo era exibido nos feeds.

"Os produtos da Meta são usados por mais de três bilhões de pessoas. Quanto mais tempo elas passam na plataforma, mais anúncios a empresa vende e mais dinheiro ganha. Mas é muito importante fazer isso da forma certa, porque quando isso não acontece, coisas muito ruins podem acontecer", disse.

Quanto ao Reels, Motyl disse que a estratégia era avançar o mais rápido possível, independentemente do impacto sobre os usuários. Segundo ele, havia um "dilema comum entre proteger as pessoas de conteúdo nocivo e o engajamento".

De acordo com um estudo que ele compartilhou com a BBC, a Meta estava tendo dificuldades para evitar danos no Reels após seu lançamento. O documento sugere que publicações no Reels tinham maior prevalência de comentários nocivos do que posts no feed principal do Instagram: 75% a mais de bullying e assédio, 19% a mais de discurso de ódio e 7% a mais de violência ou incitação à violência.

Ele afirmou que havia um "desequilíbrio de poder", porque as equipes de segurança precisavam da aprovação das equipes responsáveis pelo Reels para lançar novos recursos que aumentassem a segurança dos usuários. Segundo Motyl, essas equipes tinham "incentivo para impedir o lançamento dessas ferramentas, porque o conteúdo tóxico gera mais engajamento do que conteúdo normal".

Brandon Silverman, cuja ferramenta de monitoramento de redes sociais Crowdtangle foi comprada pelo Facebook em 2016, participou de discussões em alto nível nesse período e disse que o CEO Mark Zuckerberg estava "muito paranoico" com a concorrência.

"Quando ele percebe que há concorrência, não mede esforços nem dinheiro", disse Silverman.

Ele afirmou que, nesse período, viu equipes de segurança lutando para conseguir aprovação para contratar poucos funcionários, enquanto a empresa priorizava a expansão do Reels. "Ao mesmo tempo, outra equipe disse: 'Acabamos de conseguir 700 pessoas para o Instagram Reels'. Eu pensei: ok", afirmou.

Um ex-engenheiro da Meta, a quem estamos chamando de Tim, disse que, enquanto a empresa tentava competir com o TikTok, passou a permitir mais conteúdo nocivo limítrofe na plataforma. Segundo ele, sua equipe trabalhava para reduzir esse tipo de conteúdo, até que o "posicionamento de negócios" da empresa mudou.

"Você está perdendo para o TikTok e, portanto, o preço das suas ações estava caindo. As pessoas começaram a ficar paranoicas e reativas e passaram a pensar: precisamos fazer tudo o que pudermos para recuperar o atraso. Onde podemos conseguir ganhar 2% ou 3% de receita no próximo trimestre?", disse Tim.

Ele afirmou que a decisão de deixar de limitar conteúdos possivelmente nocivos, mas que não eram ilegais e geravam engajamento dos usuários, foi tomada por um vice-presidente sênior da Meta que, segundo ele, respondia diretamente a Mark Zuckerberg.

Na época em que o Facebook dizia ser apenas um "espelho da sociedade", documentos internos compartilhados com a BBC por Motyl, o pesquisador sênior, revelam como a empresa sabia que estava amplificando conteúdo que deixava as pessoas irritadas e até incitava danos.

Os documentos explicam que conteúdos sensíveis — como publicações ligadas a crenças morais ou que incentivam violência — tendem a gerar mais reação e engajamento na plataforma, especialmente quando provocam indignação.

"Como esse conteúdo gera muito mais engajamento, nossos algoritmos passam a entender que os usuários gostam dele e querem ver mais", afirma o estudo.

Silverman disse que, no início, a liderança da Meta parecia não saber como lidar com o conteúdo tóxico na plataforma e que houve um período em que a empresa estava "genuinamente introspectiva".

Mas, segundo ele, essa posição "começou a se consolidar em uma espécie de postura defensiva". A atitude passou a ser a de que "não somos responsáveis por toda a polarização na sociedade", afirmou.

"Ninguém está dizendo que vocês são responsáveis por toda a polarização. Estamos dizendo apenas que vocês contribuem para isso, e provavelmente de maneiras que poderiam evitar. Com algumas mudanças, essa contribuição poderia ser menor", afirmou Silverman.

Um porta-voz da Meta negou as acusações feitas pelos denunciantes. "A verdade é que temos políticas rigorosas para proteger os usuários em nossas plataformas e fizemos investimentos significativos em segurança ao longo da última década", afirmou.

A empresa também disse que "fez mudanças reais para proteger adolescentes online", incluindo a introdução de um novo recurso chamado Teen Accounts, "com proteções integradas e ferramentas para que os pais gerenciem a experiência de seus filhos adolescentes".

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MPT firma acordo para Meta bloquear perfis de crianças influencers sem autorização judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Tecnologia MPT firma acordo para Meta bloquear perfis de crianças influencers sem autorização judicial Dona do Instagram, do Facebook e do Threads se comprometeu a identificar, de forma proativa, perfis com trabalho infantil artístico sem autorização. Descumprimento do acordo poderá levar a multa de R$ 100 mil por perfil irregular. Por Redação g1

A Meta se comprometeu a identificar, de forma proativa, os perfis que apresentem trabalho infantil artístico sem autorização judicial e trabalho proibido.

A verificação vai considerar a presença de menores de idade como protagonistas de conteúdos, o uso de contas com grande alcance e a atividade recente nas plataformas.

Em caso de suspeitas, os responsáveis pelos perfis serão notificados para apresentar em até 20 dias alvará judicial que comprove a autorização para o trabalho infantil.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informaram nesta sexta-feira (20) que firmaram um acordo judicial com a Meta contra a exploração do trabalho infantil artístico irregular nas redes sociais.

A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do Threads, se comprometeu a identificar, de forma proativa, os perfis que apresentem trabalho infantil artístico sem autorização judicial e trabalho proibido, disse o MPT.

A verificação por parte da empresa será periódica e vai considerar vários fatores, incluindo a presença de crianças ou adolescentes como protagonistas de conteúdos, o uso de contas com grande alcance (mínimo de 29 mil seguidores) e a atividade recente nas plataformas.

Em caso de suspeitas, os responsáveis pelos perfis serão notificados para apresentar em até 20 dias alvará judicial que comprove a autorização para o trabalho infantil. O MPT e o MP-SP também poderão indicar perfis para análise.

Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e MoraesVídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídiosYoutuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere'

A Justiça do Trabalho em São Paulo proibiu, em agosto de 2025, o trabalho de influenciadores mirins no Instagram e no Facebook sem autorização judicial. A Meta entrou com uma liminar, mas a decisão foi mantida.

O acordo também prevê que a Meta crie mecanismos de denúncia e sistemas de verificação de idade que impeçam a autodeclaração como único critério, além de restringir o acesso de menores de 18 anos a programas de monetização.

A autodeclaração também foi proibida pelo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor na última terça-feira (17) – entenda o que mudou.

A lei determina que plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade".

Os procuradores consideraram o acordo com a Meta "um avanço significativo em prol da proteção de crianças e adolescentes nas dinâmicas de trabalho em ambiente digital, especialmente diante do crescimento da produção de conteúdo por crianças e adolescentes nas redes sociais".

O descumprimento do acordo poderá levar a multa de R$ 100 mil por criança ou adolescente em caso de ausência de bloqueio de conta irregular e de R$ 300 mil por descumprimento de outras obrigações de fazer.

Ainda em caso de violação, a Meta será obrigada a recolher R$ 2,5 milhões a fundos de proteção à infância e à adolescência.

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Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões neste sábado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões neste sábado Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.987 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (21), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Por que setor fez alerta para risco de falta de diesel no Brasil — e o que o governo está fazendo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel.

A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Mas, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor.

Por isso, as entidades pediram novas ações do governo para baixar os preços do diesel, que já subiram quase 20% desde o início da guerra.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta que o governo tem uma "série de medidas" que podem ser adotadas, a depender da evolução dos preços dos combustíveis com o desenrolar da guerra. (veja abaixo)

O governo anunciou corte de impostos e ajuda financeira para baratear o diesel. Mas isso vale para o diesel “A” (vendido pelas refinarias). O consumidor compra o diesel “B”, que é uma mistura de 85% diesel A e 15% biodiesel.

A Petrobras aumentou o diesel A em R$ 0,38 por litro na venda para as refinarias. Considerando a mistura, isso gera impacto de cerca de R$ 0,32 por litro no diesel vendido ao consumidor.

Nos leilões da Petrobras, o diesel está sendo vendido acima do preço de referência das próprias refinarias da empresa.

O valor do diesel não depende só das medidas do governo. Também entram na conta o preço do biodiesel, impostos estaduais (ICMS), custo do transporte, despesas operacionais e origem do combustível (nacional ou importado).

Uma parcela importante do diesel vem de refinarias privadas e importadores. Essas empresas seguem os preços do mercado internacional.

Resultado: mesmo com ações do governo, os preços continuam pressionados quando o petróleo sobe no exterior.

O setor vê um risco crescente de desabastecimento, principalmente se a Petrobras não alinhar seus preços ao mercado internacional e houver redução ainda maior na oferta de combustível.

Resultado: com menos produto disponível e preços desalinhados, o preço pode ficar ainda mais pressionado.

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação.

Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115.

A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro.

Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis.

A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto.

O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20.

Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassados ao consumidor final”.

Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado.

Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta.

"Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida", disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda.

A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

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Gilmar Mendes vota para manter Vorcaro na prisão, mas critica voto de Mendonça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 22:06

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (20) para manter a prisão de Daniel Vorcaro e outros investigados por tentativa de atrapalhar as investigações do caso Master.

O voto de Gilmar Mendes referendou as prisões, mas o decano fez alertas ao erros de outro escândalo, o da operação Lava Jato, mas acima de tudo explicitou divergências dentro da corte, afetada em cheio pela crise do caso Master.

Gilmar Mendes não citou a Lava Jato por acaso: o relator do caso Master no STF, André Mendonça, é visto até hoje não apenas como um juiz da ala punitivista, mas como um defensor da operação que foi desmontada dentro do Supremo.

É por isso que a principal crítica de Gilmar se deu pela alegação de que as prisões respondiam a um “clamor social” e a necessidade de “pacificação social”. O decano da corte chegou a dizer que houve apelo a “conceitos porosos e elásticos” para decretar as prisões.

"O apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico. Afinal, em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas", diz o ministro na decisão.

Em seu voto, Gilmar acompanhou a decisão de Mendonça, mas fez acenos à defesa. Reclamou da exposição de pessoas com quem Vorcaro trocou mensagens e defendeu que a prisão domiciliar de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O decano, presidente da Segunda Turma do STF, foi o último a votar. O julgamento começou no dia 13 de março, no plenário virtual, data em que foi formada maioria para manter a detenção.

Seu voto, também demonstrou que o caso Master será ambiente de tensão dentro da corte sob a relatoria de Mendonça.

As menções, em conversas e outros materiais de Vorcaro, a ministros do STF e seus familiares, colocou a corte em modo de autoproteção e sob intenso escrutínio da opinião pública e aumentou as desconfianças internas.

Por isso, o voto do decano aproveitou para fazer ressalvas sobre a fundamentação de medidas tomadas por Mendonça.

Mendes afirma que o relator usou "clichês" e seguiu "atalhos processuais" para justificar a prisão do banqueiro.

Vorcaro foi preso no dia 4 de março por ordem do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria das investigações do caso Master. Nesta quinta-feira (19), ele foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a Superintendência da Polícia Federal.

"A meu ver, algumas das expressões usadas na decisão ora submetida a referendo são um retrato do que esses dispositivos buscam combater: o recurso a clichês que serviriam para justificar a prisão de qualquer pessoa que é acusada de um crime", diz Mendes.

"O alcance de bons resultados em investigações não pode se dar a partir de atalhos processuais, mas sim a partir da observância dos precisos limites da lei. Para o Estado, não há legitimidade fora da arena da legalidade, e atropelos ao direito de defesa e a regras processuais podem gerar espuma midiática e linchamentos morais no curto prazo, mas cobram um preço alto no futuro", afirma o decano.

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Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano para tentar conter preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 22:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (20) que o país vai suspender temporariamente parte das sanções ao petróleo do Irã.

Na prática, a medida permite a venda de petróleo iraniano que já está armazenado em navios no mar.

Segundo Bessent, a autorização é pontual e terá duração limitada. Ele não detalhou quando a decisão entra em vigor nem por quanto tempo ficará válida.

Ele afirmou que os EUA usarão os barris iranianos contra Teerã para manter os preços sob controle enquanto dão continuidade à pressão sobre o país.

Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120 — o maior nível desde 2022. Depois, recuou, mas segue acima de US$ 100, ainda em nível bastante elevado.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (20) que o país vai suspender temporariamente parte das sanções ao petróleo do Irã, com o objetivo de conter a alta dos preços no mercado global.

Na prática, a medida permite a venda de petróleo iraniano que já está armazenado em navios no mar. Segundo Bessent, a autorização é pontual e terá duração limitada. Ele não detalhou quando a decisão entra em vigor nem por quanto tempo ficará válida.

"Ao liberar temporariamente essa oferta existente para o mercado global, os EUA colocarão rapidamente cerca de 140 milhões de barris de petróleo nos mercados internacionais, ampliando a disponibilidade de energia e ajudando a aliviar as pressões temporárias sobre a oferta causadas pelo Irã", publicou, no X, o secretário americano.

Ele afirmou que os EUA usarão os barris iranianos contra Teerã para manter os preços sob controle enquanto dão continuidade à pressão sobre o país.

Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120 — o maior nível desde 2022. Depois, recuou, mas segue acima de US$ 100, ainda em nível bastante elevado.

O governo de Donald Trump passou, então, a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais)

⛽ O encarecimento do petróleo tende a pressionar os preços de gasolina e diesel e, em efeito cascata, outros produtos na economia americana — o que pode ampliar a insatisfação do eleitorado.

Um dos principais fatores da disparada da commodity é o bloqueio, pelo Irã, do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial.

A região — que também responde por cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios nas últimas semanas, após o Irã anunciar o bloqueio da área e ataques a petroleiros.

Ao anunciar a suspensão parcial das sanções, Scott Bessent afirmou que a autorização temporária para a venda de petróleo do Irã é restrita ao volume que já está em trânsito e não permite novas compras nem aumento da produção.

Ao anunciar a suspensão das sanções, Bessent reforçou que a autorização temporária para venda do petróleo iraniano é estritamente limitada ao petróleo que já está em trânsito "e não permite novas compras ou produção".

"Além disso, o Irã terá dificuldade para acessar qualquer receita gerada, e os Estados Unidos continuarão a manter pressão máxima sobre o país e sua capacidade de acessar o sistema financeiro internacional", declarou.

Na semana passada, os EUA já haviam adotado medida semelhante em relação ao petróleo da Rússia, ao autorizar temporariamente a venda de cargas que estavam paradas em navios no mar.

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro, permitiu a comercialização, até 11 de abril, de cargas de petróleo bruto e derivados embarcadas antes de 0h01 de 12 de março.

Segundo Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos, a medida deve liberar cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo para o mercado.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa da 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça — Foto: Reuters

O Irã é a cabeça da serpente do terrorismo global e, por meio da Operação Epic Fury do presidente Trump, estamos vencendo essa batalha crucial em um ritmo ainda mais rápido do que o previsto. Em resposta aos ataques terroristas do Irã contra a infraestrutura energética global, o governo Trump continuará a mobilizar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para maximizar o fluxo de energia para o mundo, fortalecer a oferta global e buscar garantir a estabilidade dos mercados.

Hoje, o Departamento do Tesouro está emitindo uma autorização pontual e de curto prazo que permite a venda de petróleo iraniano atualmente retido no mar.

No momento, o petróleo iraniano sancionado está sendo estocado pela China a preços baixos. Ao liberar temporariamente essa oferta existente para o mercado global, os Estados Unidos colocarão rapidamente cerca de 140 milhões de barris de petróleo nos mercados internacionais, ampliando a disponibilidade de energia e ajudando a aliviar as pressões temporárias sobre a oferta causadas pelo Irã. Em essência, usaremos os barris iranianos contra Teerã para manter os preços sob controle enquanto damos continuidade à Operação Epic Fury.

Essa autorização temporária e de curto prazo é estritamente limitada ao petróleo que já está em trânsito e não permite novas compras ou produção. Além disso, o Irã terá dificuldade para acessar qualquer receita gerada, e os Estados Unidos continuarão a manter pressão máxima sobre o país e sua capacidade de acessar o sistema financeiro internacional.

Até agora, o governo Trump tem trabalhado para levar cerca de 440 milhões de barris adicionais de petróleo ao mercado global, reduzindo a capacidade do Irã de explorar as interrupções no Estreito de Ormuz.

A agenda pró-energia do presidente Trump elevou a produção de petróleo e gás dos Estados Unidos a níveis recordes, fortalecendo a segurança energética e reduzindo os custos de combustíveis. Qualquer interrupção de curto prazo agora tende a se traduzir em ganhos econômicos de longo prazo para os americanos — porque não há prosperidade sem segurança.

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Elon Musk enganou investidores antes de comprar o Twitter, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 19:54

Tecnologia Elon Musk enganou investidores antes de comprar o Twitter, diz agência Elon Musk já enfrentou outros processos envolvendo marcas que atualmente controla, como o da Tesla em 2023. Na ocasião, o bilionário foi absolvido de uma acusação de que teria anunciado antes da hora a intenção de fechar o capital da montadora. Por Redação g1

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Markus Schreiber

Elon Musk foi acusado de enganar investidores do Twitter antes da compra da rede social, realizada em 2022 por US$ 44 milhões.

De acordo com a agência Bloomberg, um júri federal dos Estados Unidos concluiu que Musk induziu acionistas ao erro para que a compra da plataforma — posteriormente renomeada para X — fosse feita por um valor inferior ao estimado.

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Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 28,2 mil chaves PIX da Pefisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 18:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O Banco Central do Brasil (BC) informou nesta sexta-feira (13) que houve vazamento de dados cadastrais vinculados a chaves PIX sob responsabilidade do Pefisa, Crédito, Financiamento e Investimento.

Ao todo, foram expostos dados de 28.203 chaves, incluindo nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, número da agência, número e tipo da conta, data de abertura da conta e data de criação e de posse da chave PIX.

Segundo a autoridade monetária, as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento.

O Banco Central do Brasil (BC) informou nesta sexta-feira (13) que houve vazamento de dados cadastrais vinculados a chaves PIX sob responsabilidade do Pefisa, Crédito, Financiamento e Investimento, em razão de falhas pontuais em sistemas dessa instituição.

🗝️ Ao todo, foram expostos dados de 28.203 chaves, incluindo nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, número da agência, número e tipo da conta, data de abertura da conta e data de criação e de posse da chave PIX.

🔎 Em sua página na internet, a Pefisa informa que é uma fintech (empresa de tecnologia que oferecem serviços financeiros digitais) e braço financeiro do grupo Pernambucanas, sendo responsável pelo desenvolvimento e gestão de de produtos como cartões, empréstimos pessoais, seguros e contas dititais.

"Não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras", diz o Banco Central.

Segundo a autoridade monetária, as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento.

"Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail", acrescentou a autoridade monetária.

O Banco Central informa ainda que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente.

Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 28,2 mil chaves PIX da Pefisa — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 17:46

Carros Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo Entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal em amenizar a expressiva alta do valor do diesel, mas diz que as ações anunciadas têm efeitos limitados no valor que o consumidor vai encontrar na bomba. Por Redação g1 — São Paulo

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel.

A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

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No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

"Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação ao longo de toda cadeia", diz o texto.

Isso porque, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor.

Mas, segundo as entidades, o resultado é que o diesel vendido nos postos não está ficando mais barato.

Primeiro porque as medidas afetam o preço do diesel “A”, vendido pela Petrobras às distribuidoras.O consumidor compra o “diesel B”, composto por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel. Por isso, os incentivos não são repassados automaticamente nem de forma integral ao produto vendido nos postos, dizem as associações.

Segundo as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores.

Outro exemplo citado pelas entidades são os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Esse valor, dizem, está acima do preço de referência das refinarias da própria companhia.

A nota também destaca que parte relevante do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. Essas empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências internacionais.

De acordo com a nota, o tamanho do efeito das medidas determinadas pelo governo depende de fatores como a proporção da mistura obrigatória, o custo do biodiesel, o ICMS, o frete, os custos operacionais e a origem do produto.

“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, diz o texto.

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação.

Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115.

A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro.

Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis.

A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto.

O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20.

Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassadas ao consumidor final”.

Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado.

Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta.

A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Por isso, o governo também reforçou a fiscalização da tabela do frete no Brasil, para garantir que os caminhoneiros não rodem “no prejuízo” e buscando impedir uma nova paralisação da categoria, que agravaria ainda mais a situação.

O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026.

“O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão.

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Kalshi, empresa de bilionária brasileira, é banida em estado dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 17:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

A Kalshi, plataforma da bilionária brasileira Luana Lopes Lara que transforma previsões sobre acontecimentos futuros em ativos negociáveis, foi banida em um dos estados dos EUA nesta sexta-feira (20).

A decisão partiu do tribunal de Nevada, que determinou a suspensão imediata da empresa por 14 dias. Segundo reguladores locais, a empresa não possui licença para operar atividades de apostas no estado.

Uma audiência está marcada para 3 de abril, quando a Justiça deve decidir se mantém a proibição ao longo do processo.

É a primeira vez que um estado americano força a Kalshi a interromper suas operações — e a decisão marca um novo golpe para a empresa, que vem em uma trajetória de crescimento acelerado.

Empresas como a Kalshi permitem que usuários ganhem dinheiro especulando sobre eventos como o fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra — Foto: Getty Images via BBC

A Kalshi, plataforma da bilionária brasileira Luana Lopes Lara que transforma previsões sobre acontecimentos futuros em ativos negociáveis, foi banida em um dos estados dos EUA nesta sexta-feira (20).

A decisão partiu do tribunal de Nevada, que determinou a suspensão imediata da empresa por 14 dias. Segundo reguladores locais, a empresa não possui licença para operar atividades de apostas no estado. Uma audiência está marcada para 3 de abril, quando a Justiça deve decidir se mantém a proibição ao longo do processo.

A determinação do Tribunal do Primeiro Distrito Judicial diz que a empresa não pode “oferecer uma bolsa de derivativos e mercado de previsão com contratos baseados em eventos ligados a esportes, eleições e entretenimento”.

É a primeira vez que um estado americano força a Kalshi a interromper suas operações — e a decisão marca um novo golpe para a empresa, que vem em uma trajetória de crescimento acelerado.

Desde 2024, quando venceu uma batalha judicial contra a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) e obteve autorização para operar contratos ligados a eleições, a Kalshi ampliou sua base de usuários e diversificou sua oferta.

A empresa sustenta que seus produtos não configuram apostas, mas sim instrumentos financeiros — os chamados derivativos — e, por isso, deveriam ser regulados em nível federal. A CFTC, responsável por supervisionar esse mercado, tem apoiado essa interpretação e afirma ter jurisdição exclusiva sobre esse tipo de operação.

Em Nevada, onde o setor de apostas tem um controle rígido, autoridades argumentam que contratos sobre resultados esportivos e eleitorais são, na prática, equivalentes a apostas tradicionais — e, portanto, exigem licença específica.

A Kalshi foi responsável por colocar Luana Lopes Lara nos holofotes ao se tornar a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, sem ser herdeira. Recentemente, a empresa levantou mais de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de investimentos, fazendo com que seu valor fosse avaliado em US$ 22 bilhões.

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