RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/03/2026 03:45

Carros Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida Custo em prédio pode ser 200% maior do que em casa. Empresas criam soluções para baratear e facilitar implementação. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas, entrou em vigor em São Paulo.

Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado.

Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga.

Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio.

Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias.

Morador faz recarga em carro elétrico com equipamento instalado na própria vaga do prédio em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Marcelo Moraes/EPTV

No mês passado, entrou em vigor em São Paulo uma lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas.

Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado.

Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga.

“Dependendo do tamanho desse cabeamento até o carregador, o custo pode ser de R$ 5 mil para instalações de cinco metros até R$ 12 mil para 100 metros”, explica Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada em instalação de carregadores em prédios.

“Se o condomínio não entrar com parte dos custos, o morador pode pagar três vezes mais no carregador do que um equivalente numa residência”, diz.

Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. “Durante sete dias um equipamento verifica o consumo de energia e tensão do prédio. Com isso podemos ver quantos carregadores a rede comporta”, diz o gerente.

Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio. É com esse documento que o síndico vai ter respaldo para prosseguir com a instalação ou não. Antes da nova lei paulista, o síndico ou assembléia de condomínio podiam vetar sem apresentar justificativa. Agora é preciso ter documento com motivos técnicos para proibir.

“Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum, para todos os moradores. Passa a ser uma iniciativa do prédio, não só do morador”, explica Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, administradora de São Paulo.

Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias.

Segundo Santos, da Revo, outro custo que pode aparecer é o chamado furo técnico, que pode dobrar o valor do serviço. “Em alguns casos para o cabeamento passar pelas lajes é preciso um engenheiro para certificar. Assim, sabemos que não há comprometimento da estrutura com o furo técnico”, explica.

O gerente da Revo diz que alguns condomínios estão arcando com uma parte da instalação que beneficia todos os moradores. “O condomínio paga e nós trazemos o cabeamento até um quadro. A partir dali cada morador, se quiser, instala o seu carregador seguindo as normas”, diz Santos. Segundo ele, isso proporciona padrão na instalação e diminui custos para todos.

Existem prédios mais antigos em que seria necessário refazer toda a elétrica e ainda substituir o transformador na rua. “Os custos poderiam passar de R$ 500 mil, o que é inviável hoje em dia”, diz.

Algumas empresas já se movimentam para facilitar o processo com soluções. "Nós conseguimos criar toda a infraestrutura do prédio sem cobrar nada do condomínio. À medida que os moradores vão aderindo aos carregadores, eles pagam pela instalação individual e manutenção do sistema”, explica Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go.

Segundo Azevedo, é possível ter soluções para todas as condições dos clientes. “Mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios conseguem se organizar”, explica.

O executivo acredita que o mais importante é síndicos e assembleias entenderem que implementar carregadores valoriza os imóveis. “Quase nenhum prédio no Brasil nasceu pensando em carro elétrico. É preciso fazer o balanceamento da energia e já deixar a estrutura pronta para todas as vagas no futuro e não somente para os poucos moradores que hoje usam o carregador”, aconselha Azevedo.

Segundo uma projeção consultoria Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 65% das vendas de carros 0 km no Brasil será de eletrificados em 2035.

David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, diz que o desafio para os condomínios é criar regras claras para essa solicitação.

"Situações que envolvam intervenções mais profundas em áreas comuns ou na infraestrutura coletiva ainda podem gerar discussões e exigir avaliação caso a caso, inclusive sobre a necessidade de deliberação em assembleia", explica Monteiro.

Patrícia de Pádua Rodruigues, sócia da Martinelli Advogados, diz que o síndico e a assembléia do condomínio não podem criar exigências desproporcionais ou sem base técnica apenas para dificultar ou inviabilizar a instalação do ponto de recarga.

"A nova lei permite ao condomínio exigir do morador o cumprimento das normas técnicas e das regras de segurança aplicáveis. Se houver previsão em normas da ABNT ou nas orientações dos Bombeiros", diz a advogada.

Raquel Bueno conta que vários síndicos vetavam os carregadores por não terem normas para se orientar.

“Depois das diretrizes nacionais para a instalação elétrica de carregadores, os bombeiros de São Paulo vão definir como deve ser feito o combate ao incêndio de carros elétricos. A partir disso os condomínios vão se adequar”, explica Raquel.

Patrícia de Pádua Rodruigues diz que a nova lei autoriza o condomínio definir padrões técnicos e responsabilidade por danos ou consumo relacionados ao ponto de recarga. Portanto, o condomínio pode criar regras para um eventual ressarcimento de prejuízos.

"No entanto, essa autorização não permite a atribuição automática de culpa ao dono do carro elétrico em qualquer situação. A convenção não pode simplesmente estabelecer que o morador será responsável por 'todo e qualquer incêndio' ocorrido na garagem, sem a necessária apuração técnica da causa do problema", explica a advogada

Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta como deve ser feita a instalação de pontos de recarga. O texto não tem poder de lei, mas precisa ser seguido para renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Na hora da renovação do AVCB, o prédio precisa seguir as regras que estão vigentes, explica o advogado David Monteiro. "Se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação pode ser negada até que a situação seja regularizada", diz.

Segundo a gerente da Lello, Raquel Bueno, a tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado. "Nesse modelo, o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a instalação. Assim como já é feito em prédios com motor gerador”, diz.

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Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões neste sábado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/03/2026 00:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões neste sábado Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.984 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (14), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Meta planeja demissões em massa em meio à alta dos custos com IA, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 21:46

Tecnologia Meta planeja demissões em massa em meio à alta dos custos com IA, diz agência Por Redação g1 — São Paulo

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

A Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, planeja demissões em massa que podem atingir 20% ou mais do quadro de funcionários. A informação é da Reuters, que cita três fontes familiarizadas com o assunto.

A medida ocorre enquanto a companhia busca compensar os altos custos de infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para ganhos de eficiência com trabalhadores assistidos por IA.

Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, ainda não há uma data definida para os cortes, e o tamanho das demissões não foi finalizado.

Executivos de alto escalão sinalizaram recentemente o plano a outros líderes da Meta e pediram que começassem a preparar reduções nas equipes, segundo duas das fontes. Eles falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a divulgar as informações.

Se a Meta confirmar o corte de 20% do quadro de funcionários, será a maior rodada de demissões desde a reestruturação realizada entre o fim de 2022 e o início de 2023, período que a companhia chamou de “ano da eficiência”.

A empresa tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu relatório mais recente. A companhia demitiu 11 mil pessoas em novembro de 2022, cerca de 13% da força de trabalho na época. Aproximadamente quatro meses depois, anunciou outros 10 mil cortes.

No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado a Meta a competir de maneira mais agressiva no campo da inteligência artificial generativa.

A empresa tem oferecido pacotes salariais elevados, alguns avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos, para atrair pesquisadores de IA de ponta para uma nova equipe dedicada à superinteligência.

A companhia afirmou que pretende investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028. No início desta semana, adquiriu a Moltbook, uma plataforma de rede social voltada a agentes de IA.

A Meta também está gastando pelo menos US$ 2 bilhões para comprar a startup chinesa de IA Manus, informou anteriormente a Reuters.

Zuckerberg tem mencionado ganhos de eficiência decorrentes desses investimentos. Em janeiro, afirmou que já começa a ver “projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa.”

Os possíveis planos da Meta refletem uma tendência mais ampla entre grandes empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia neste ano. Executivos têm citado avanços recentes nos sistemas de IA como um dos motivos para mudanças organizacionais.

Em janeiro, a Amazon confirmou que cortaria cerca de 16 mil empregos, o equivalente a quase 10% de sua força de trabalho.

No mês passado, a fintech Block reduziu quase metade de seu quadro de funcionários. O CEO Jack Dorsey apontou as ferramentas de IA e sua capacidade crescente de permitir que empresas façam mais com equipes menores como um dos fatores por trás da decisão.

Os investimentos planejados pela Meta em IA vêm após uma série de contratempos com os modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas de que a empresa teria apresentado resultados enganosos em testes de desempenho usados nas primeiras versões.

A empresa também cancelou o lançamento da maior versão do modelo, chamada Behemoth, que estava prevista para o verão.

A equipe de superinteligência tem trabalhado para restabelecer a posição da companhia neste ano, desenvolvendo um novo modelo chamado Avocado. No entanto, o desempenho do sistema também ficou abaixo das expectativas.

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Abert repudia ameaças e ataques virtuais a jornalistas que cobriam internação de Bolsonaro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 21:46

Distrito Federal Abert repudia ameaças e ataques virtuais a jornalistas que cobriam internação de Bolsonaro Deputado Mario Frias (PL-RJ) compartilhou vídeo que expõe profissionais na porta do hospital DF Star, onde ex-presidente foi internado nesta sexta. Entidade pede 'rigorosa apuração'. Por g1 DF — Brasília

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) repudiou com veemência, em nota, as ameaças e ataques virtuais contra jornalistas que trabalhavam na cobertura da internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, nesta sexta-feira (13).

Os profissionais foram hostilizados na portaria do hospital e passaram a ser alvos de ameaças nas redes sociais.

A nota divulgada pela Abert (leia íntegra abaixo) diz que "nada justifica tamanha violência" e pede que as autoridades locais apurem o caso e punam os autores das ameaças.

As ofensas se intensificaram depois que o deputado Mario Frias (PL-SP) publicou um vídeo expondo os profissionais. Na postagem, o parlamentar afirma que os jornalistas estariam "desejando a morte" do ex-presidente.

Não há, nas imagens, qualquer declaração de algum jornalista neste sentido. Mesmo assim, os profissionais tiveram informações pessoais expostas e passaram a receber mensagens ofensivas.

Repórteres de diferentes empresas receberam centenas de ameaças nas redes sociais. O caso foi levado à Polícia Civil do Distrito Federal – prints dos comentários foram anexados em pelo menos um boletim de ocorrência.

"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia, com veemência, as ameaças e ataques virtuais dirigidos aos jornalistas que cobriam a internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (13), em Brasília.

Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística.

A ABERT reafirma a defesa intransigente da liberdade de expressão e do direito do brasileiro à livre informação e pede às autoridades locais uma rigorosa apuração do caso e punição dos agressores.

A ABERT é uma organização fundada em 1962, que representa 3,2 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas."

Viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal escoltam ambulância que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março de 2026 — Foto: Evaristo Sá/AFP

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Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 20:45

Carros Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP O levantamento vale para o período de 8 a 14 de março e ainda não reflete o desconto anunciado pelo governo federal nem o último reajuste divulgado pela Petrobras. Guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo, matéria-prima da produção de combustíveis. Por Carlos Cereijo, André Fogaça, g1 — São Paulo

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11%, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (13).

A pesquisa é referente à semana de 8 a 14 de março, o que mostra que os preços subiram antes mesmo do último reajuste divulgado pela Petrobras e ainda não refletem o desconto anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira.

▶️ O diesel foi comercializado no Brasil, em média, a R$ 6,80 o litro. O valor representa um aumento de 11,8% frente aos R$ 6,08 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 8,49.▶️ A gasolina registrou preço médio de R$ 6,46 o litro, alta de 2,54% na última semana. ▶️ O etanol nas bombas ficou em R$ 4,64 o litro, um aumento de 0,65%.

Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.

O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras.

O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias.

A estatal anunciou hoje que vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14).

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) afirmou, em nota, que o mercado é livre e que há concorrência em todas as etapas da cadeia, da produção ao refino, passando pela distribuição e venda.

Segundo a entidade, cabe a cada empresa do setor decidir se vai repassar aumentos ou descontos. A federação afirma que é importante deixar essa informação clara, pois considera injusto que a opinião pública ou fiscalizações responsabilizem apenas os postos pelo aumento de preços.

O governo brasileiro anunciou nesta quinta‑feira (12) um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país.

Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro;O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel;Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final.

O anúncio ocorre em meio ao avanço das cotações internacionais do petróleo, pressionadas pelo conflito no Oriente Médio.

As sucessivas altas viraram alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor relatarem aumentos nos valores da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem alteração nos preços da Petrobras nas refinarias.

Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas.

“O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento.

Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”.

O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.

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Banco do Brasil diz ao TCU que não tem interesse em federalizar BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 18:44

Distrito Federal Banco do Brasil diz ao TCU que não tem interesse em federalizar BRB Tribunal solicitou informações sobre possível 'federalização' a bancos públicos e ao Ministério da Fazenda. Rumores de uma operação do tipo começaram a circular em fevereiro. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O Banco do Brasil (BB) respondeu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não possui interesse em 'federalizar' o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório com o intuito.

Em fevereiro, o ministro Bruno Dantas, do TCU, solicitou informações sobre a possível "federalização" do Banco de Brasília (BRB) em um prazo de 15 dias.

O Banco do Brasil afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento produzido nesta semana, que não tem interesse em 'federalizar' o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório relacionados a qualquer intenção de assumir o controle do BRB.

O texto é uma resposta ao pedido do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indicassem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de "federalização" do Banco de Brasília (BRB).

O prazo ainda está em aberto e, até a publicação desta reportagem, outros órgãos ainda não tinham respondido.

O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025.

Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda.

Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os "documentos mínimos" que deem um panorama geral das discussões.

No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB.

Em entrevista no dia 25 de fevereiro, no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual "oportunidade de negócio".

Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela "materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores" envolvidos no tema; e pelo "risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal".

"Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado", prossegue o ministro.

Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização);BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB;Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.

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Cargas de soja para exportação foram devolvidas após novas exigências da China, dizem pesquisadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Agro Cargas de soja para exportação foram devolvidas após novas exigências da China, dizem pesquisadores Mudanças fizeram com que Cargill, uma das maiores exportadoras brasileiras do grão, suspendesse os envios de soja para o país asiático nesta quinta-feira (12). Por Reuters

O endurecimento das exigências fitossanitárias afetou o ritmo do envio de soja para China nos portos brasileiros esta semana, afirmou nesta sexta-feira (13) uma análise do centro de estudos Cepea, da Esalq/USP.

Os novos protocolos levaram a Cargill, a principal exportadora de soja do país, a suspender embarques para a China nesta quinta-feira (12).

"Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias", disse o Cepea.

Além disso, os pesquisadores disseram que "parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências".

O ritmo de negócios com soja nos portos brasileiros foi limitado esta semana por novos protocolos de exigências fitossanitárias, que têm impactado embarques para a China, afirmou nesta sexta-feira (13) uma análise do centro de estudos Cepea, da Esalq/USP.

Os novos protocolos levaram a Cargill, a principal exportadora de soja do país, a suspender embarques para a China, disse o presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa, à Reuters nesta semana.

Os controles fitossanitários mais rigorosos estão atingindo os embarques de soja brasileira para a China, ameaçando reduzir os suprimentos para o maior importador do mundo, disseram representantes do mercado na China, segundo reportagem da Reuters nesta sexta-feira.

Outras importantes empresas exportadoras não quiseram se manifestar sobre o tema, pedindo que a Reuters procurasse as entidades representativas.

Na quinta-feira (12), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmaram que estão acompanhando, "de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês".

O Ministério da Agricultura do Brasil, por sua vez, afirmou nesta sexta-feira que a exportação de soja brasileira e seus derivados segue normas e protocolos estabelecidos pelos países importadores, em referência às exigências da China.

"Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias", disse o Cepea.

"Diante dessas incertezas, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências", acrescentou o centro de estudos.

Ainda assim, os indicadores de preços do Cepea (Paraná e Paranaguá) registraram altas de 0,9% e 1% entre 5 e 12 de março, respectivamente.

Segundo a análise do Cepea, a valorização externa sustentou a paridade de exportação e sustentou as cotações da soja no Brasil esta semana.

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Chevrolet Onix Activ volta em 2026 como versão aventureira do hatch

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Carros Chevrolet Onix Activ volta em 2026 como versão aventureira do hatch Versão elevada do Onix, o Activ adota postura de dirigir típica de SUV. Mesmo assim, a Chevrolet já confirmou o lançamento de um utilitário compacto de entrada, o Sonic. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O hatch chega ao Brasil em um cenário no qual esse tipo de carro vem perdendo espaço para os SUVs desde 2020.

A fabricante americana demonstra estar atenta ao movimento do mercado, ao apresentar o Onix Activ como uma “alternativa racional aos SUVs”.

Para diferenciar este Onix do hatch tradicional, que ganhou uma nova versão no ano passado, a Chevrolet elevou o modelo aventureiro em 61 milímetros, mantendo o comprimento de 4,16 metros.

O modelo também recebeu um novo ajuste de suspensão e passa a ter rodas de 16 polegadas como item de série, o maior tamanho disponível para o hatch nas demais versões.

A Chevrolet anunciou, nesta sexta-feira (13), o retorno do Onix Activ ainda neste ano. O hatch chega ao Brasil em um cenário no qual esse tipo de carro vem perdendo espaço para os SUVs desde 2020. (veja abaixo)

A fabricante americana demonstra estar atenta ao movimento do mercado, ao apresentar o Onix Activ como uma “alternativa racional aos SUVs”, voltada a consumidores que procuram veículos mais altos e robustos, mas sem migrar para um utilitário esportivo.

Esse segmento inclui modelos como o Volkswagen Tera, que encerrou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo SUV mais vendido do Brasil, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Volkswagen T-Cross: 11.408 unidades emplacadas;Volkswagen Tera: 10.350 unidades emplacadas;Hyundai Creta: 9.473 unidades emplacadas;Jeep Compass: 8.672 unidades emplacadas;Chevrolet Tracker: 8.535 unidades emplacadas.

Para diferenciar este Onix do hatch tradicional, que ganhou uma nova versão no ano passado, a Chevrolet elevou o modelo aventureiro em 61 milímetros, mantendo o comprimento de 4,16 metros.

O modelo também recebeu um novo ajuste de suspensão e passa a ter rodas de 16 polegadas como item de série, o maior tamanho disponível para o hatch nas demais versões.

A Chevrolet não informou qual motor equipará o Activ, mas confirmou que o modelo não será vendido com câmbio manual. Até a publicação deste artigo, o Onix automático é oferecido exclusivamente com motor turbo de 115 cavalos e 16,8 kgfm de torque.

Na mesma plataforma, a Chevrolet também utiliza um motor 1.2 turbo de 141 cavalos em outros modelos da marca, como a Tracker. Por isso, o novo Onix Activ pode adotar qualquer uma dessas opções.

Mesmo sem divulgar o preço, a expectativa é que o Onix Activ custe mais do que a versão automática mais básica do hatch, que hoje parte de R$ 114.990 e chega a R$ 133.390 na configuração RS Turbo.

Junto do hatch sabor SUV, a Chevrolet já anunciou um utilitário de entrada para brigar no mercado que anda dominado pela Volks. O modelo é um SUV cupê — segmento inédito para a marca e se chamará Sonic, resgatando o nome que antes identificava um hatch semelhante ao Onix.

“O novo modelo virá para complementar a gama de veículos da marca e estrear em um segmento estratégico, ainda não explorado pela marca, o dos SUVs cupês”, diz Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul.

O novo SUV será fabricado em Gravataí (RS). A unidade gaúcha é uma das cinco fábricas da Chevrolet no Brasil e, atualmente, concentra a produção do Onix nas versões hatch e sedã.

Segundo Chamorro, a unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024.

"Esse investimento de R$ 1,2 bilhão permitirá fortalecer e modernizar a nossa capacidade fabril neste complexo industrial", disse Chamorro em 2024.

A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa em agosto deste ano.

A escolha pelo formato SUV tanto para o Sonic como partes dele no Onix Activ não é por acaso: esse tipo de veículo domina o mercado brasileiro desde 2020, quando os hatches começaram a perder espaço.

Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor.

Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor.

Kalume Neto lembra que a chegada de vários SUVs compactos, com preços mais baixos, pode retirar ainda mais hatches da lista dos 10 carros mais vendidos do ano.

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CGU analisa material do BC sobre servidores afastados por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

A área técnica da Controlaria-Geral da União (CGU) analisa o resultado da investigação, interna e sigilosa, realizada pelo Banco Central em relação aos dois servidores que teriam se envolvido no caso Master.

O material foi enviado pelo BC na última terça-feira (10). No jargão interno, o órgão de controle abriu um "inquérito preliminar", ou seja, vai checar se o material atende aos requisitos de admissibilidade, e tem até 180 dias para concluir a análise.

Se forem encontrados indícios de irregularidades, a CGU poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Caso sejam confirmados, o procedimento pode resultar em punições, sendo a mais grave a expulsão dos dois servidores do serviço público.

Também pode ser instaurado um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), voltado à apuração de eventual responsabilidade do banco controlado por Daniel Vorcaro por possível corrupção de servidores públicos.

Nesse caso, as sanções podem incluir a obrigação de ressarcimento por eventuais danos causados aos cofres públicos.

Como mostrou o g1, o Banco Central finalizou a sindicância nesta semana. Os achados dessa apuração do BC já foram usados pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que levou de volta à prisão Daniel Vorcaro.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana supostamente:

davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master;revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao Banco Central;vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pelo BC;usavam sua influência interna para favorecer o Master em análises de processos e para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição;recebiam vantagens indevidas (propina) em troca dos serviços prestados, e o dinheiro era pago por terceiros e por meio de contratos simulados.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana chegaram a ocupar respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC.

A Difis é a diretoria responsável pela supervisão das instituições autorizadas a operar no Brasil. Essa diretoria precisa estar sempre atenta ao risco que cada instituição apresenta e à saúde do sistema financeiro como um todo.

O chamado Desup está no guarda-chuva da Difis. Esse é o departamento que monitora o capital e a liquidez dos bancos e acompanha as práticas de gestão e de controle interno das instituições.

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Petrobras prevê alta de R$ 0,06 no litro do diesel puro para o consumidor após reajuste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%Oferecido por

A Petrobras informou que estima um aumento de R$ 0,06 por litro no diesel puro — que desconsidera a mistura obrigatória de biodiesel — para o consumidor, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira (13).

🔎 O diesel puro é o produto que a Petrobras vende às distribuidoras. O combustível vendido na bomba é composto por esse diesel e pela mistura obrigatória de biodiesel. Atualmente, o preço médio do diesel vendido na bomba é de R$ 6,15, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a alta seria de R$ 0,70 caso o governo federal não tivesse anunciado, na véspera, medidas para conter o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel.

"Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. [Com o ajuste de hoje], a Petrobras onera em R$ 0,38 por litro na nota do diesel", disse Chambriard a jornalistas.

"O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera [o imposto], aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06", completou a executiva.

Chambriard destacou, ainda, que o impacto tende a ser menor no diesel vendido na bomba — combustível formado pela mistura obrigatória do diesel puro (vendido pela Petrobras às distribuidoras) com o biodiesel.

"Quando for para o consumidor final [que recebe a mistura com o biodiesel], o impacto de R$ 0,06 será ainda menor", acrescentou a presidente da Petrobras.

Chambriard destacou, ainda, que a guerra no Irã foi um “fator determinante” para a decisão de aumentar o preço do diesel (entenda mais abaixo), mas reforçou que a alta está alinhada à estratégia de preços da Petrobras.

"O reajuste de hoje do diesel está em consonância com a estratégia de preços da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade de preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Nossa estratégia está funcionando e é bem sucedida", afirmou a executiva.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, tem pressionado os preços internacionais do petróleo. Desde o início da guerra, por exemplo, a commodity já acumula uma alta de cerca de 40%, passando de níveis próximos a US$ 60 no começo do ano para cerca de US$ 100.

Esse aumento reflete principalmente o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo.

Com navios parados e restrições à passagem pelo estreito, aumentaram os temores de desabastecimento da commodity e, consequentemente, de desequilíbrio entre oferta e demanda — o que elevou os preços, mesmo após mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciarem a maior liberação de reservas de emergência da história.

Na prática, a alta do petróleo afeta as economias globais de diferentes maneiras. O principal impacto aparece no preço dos combustíveis — como diesel e gasolina —, que tendem a ficar mais caros.

Segundo Chambriard, a Petrobras não deve anunciar um novo aumento da gasolina por ora. “Não estamos pensando em mexer nisso nos próximos dias”, afirmou a presidente da estatal.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e o repasse ocorre ao longo da cadeia produtiva.

Como consequência, a alta dos combustíveis chega ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros.

Além disso, se os preços do petróleo permanecerem elevados por mais tempo, outros efeitos tendem a aparecer na economia — como a alta das taxas de juros, por exemplo.

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