RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

CGU analisa material do BC sobre servidores afastados por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

A área técnica da Controlaria-Geral da União (CGU) analisa o resultado da investigação, interna e sigilosa, realizada pelo Banco Central em relação aos dois servidores que teriam se envolvido no caso Master.

O material foi enviado pelo BC na última terça-feira (10). No jargão interno, o órgão de controle abriu um "inquérito preliminar", ou seja, vai checar se o material atende aos requisitos de admissibilidade, e tem até 180 dias para concluir a análise.

Se forem encontrados indícios de irregularidades, a CGU poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Caso sejam confirmados, o procedimento pode resultar em punições, sendo a mais grave a expulsão dos dois servidores do serviço público.

Também pode ser instaurado um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), voltado à apuração de eventual responsabilidade do banco controlado por Daniel Vorcaro por possível corrupção de servidores públicos.

Nesse caso, as sanções podem incluir a obrigação de ressarcimento por eventuais danos causados aos cofres públicos.

Como mostrou o g1, o Banco Central finalizou a sindicância nesta semana. Os achados dessa apuração do BC já foram usados pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que levou de volta à prisão Daniel Vorcaro.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana supostamente:

davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master;revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao Banco Central;vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pelo BC;usavam sua influência interna para favorecer o Master em análises de processos e para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição;recebiam vantagens indevidas (propina) em troca dos serviços prestados, e o dinheiro era pago por terceiros e por meio de contratos simulados.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana chegaram a ocupar respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC.

A Difis é a diretoria responsável pela supervisão das instituições autorizadas a operar no Brasil. Essa diretoria precisa estar sempre atenta ao risco que cada instituição apresenta e à saúde do sistema financeiro como um todo.

O chamado Desup está no guarda-chuva da Difis. Esse é o departamento que monitora o capital e a liquidez dos bancos e acompanha as práticas de gestão e de controle interno das instituições.

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Petrobras prevê alta de R$ 0,06 no litro do diesel puro para o consumidor após reajuste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%Oferecido por

A Petrobras informou que estima um aumento de R$ 0,06 por litro no diesel puro — que desconsidera a mistura obrigatória de biodiesel — para o consumidor, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira (13).

🔎 O diesel puro é o produto que a Petrobras vende às distribuidoras. O combustível vendido na bomba é composto por esse diesel e pela mistura obrigatória de biodiesel. Atualmente, o preço médio do diesel vendido na bomba é de R$ 6,15, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a alta seria de R$ 0,70 caso o governo federal não tivesse anunciado, na véspera, medidas para conter o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel.

"Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. [Com o ajuste de hoje], a Petrobras onera em R$ 0,38 por litro na nota do diesel", disse Chambriard a jornalistas.

"O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera [o imposto], aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06", completou a executiva.

Chambriard destacou, ainda, que o impacto tende a ser menor no diesel vendido na bomba — combustível formado pela mistura obrigatória do diesel puro (vendido pela Petrobras às distribuidoras) com o biodiesel.

"Quando for para o consumidor final [que recebe a mistura com o biodiesel], o impacto de R$ 0,06 será ainda menor", acrescentou a presidente da Petrobras.

Chambriard destacou, ainda, que a guerra no Irã foi um “fator determinante” para a decisão de aumentar o preço do diesel (entenda mais abaixo), mas reforçou que a alta está alinhada à estratégia de preços da Petrobras.

"O reajuste de hoje do diesel está em consonância com a estratégia de preços da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade de preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Nossa estratégia está funcionando e é bem sucedida", afirmou a executiva.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, tem pressionado os preços internacionais do petróleo. Desde o início da guerra, por exemplo, a commodity já acumula uma alta de cerca de 40%, passando de níveis próximos a US$ 60 no começo do ano para cerca de US$ 100.

Esse aumento reflete principalmente o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo.

Com navios parados e restrições à passagem pelo estreito, aumentaram os temores de desabastecimento da commodity e, consequentemente, de desequilíbrio entre oferta e demanda — o que elevou os preços, mesmo após mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciarem a maior liberação de reservas de emergência da história.

Na prática, a alta do petróleo afeta as economias globais de diferentes maneiras. O principal impacto aparece no preço dos combustíveis — como diesel e gasolina —, que tendem a ficar mais caros.

Segundo Chambriard, a Petrobras não deve anunciar um novo aumento da gasolina por ora. “Não estamos pensando em mexer nisso nos próximos dias”, afirmou a presidente da estatal.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e o repasse ocorre ao longo da cadeia produtiva.

Como consequência, a alta dos combustíveis chega ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros.

Além disso, se os preços do petróleo permanecerem elevados por mais tempo, outros efeitos tendem a aparecer na economia — como a alta das taxas de juros, por exemplo.

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Governo limita benefício para conter alta do diesel a R$ 10 bilhões e exige que empresas mostrem nota fiscal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 14:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2890,86%Dólar TurismoR$ 5,4760,92%Euro ComercialR$ 6,0510,23%Euro TurismoR$ 6,2830,31%B3Ibovespa178.783 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,2890,86%Dólar TurismoR$ 5,4760,92%Euro ComercialR$ 6,0510,23%Euro TurismoR$ 6,2830,31%B3Ibovespa178.783 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,2890,86%Dólar TurismoR$ 5,4760,92%Euro ComercialR$ 6,0510,23%Euro TurismoR$ 6,2830,31%B3Ibovespa178.783 pts-0,28%Oferecido por

O governo baixou nesta sexta-feira (13) decreto para operacionalizar a chamada “subvenção” a produtores e importadores de diesel para tentar conter o preço do combustível, diante da guerra no Oriente Médio.

🔎Subvenções são espécies de benefícios concedidos às empresas com o objetivo de atrair investimentos ou reduzir custos de produção. Na prática, esses incentivos podem incluir descontos, isenções ou reduções de imposto, funcionando como um tipo de apoio financeiro indireto.

A medida já havia sido anunciada nesta quinta, mas os detalhes de como será concedido o benefício saíram somente nesta sexta. O objetivo é reduzir os preço, ou impedir o aumento, em R$ 0,32 por litro. Também foram zerados PIS e Cofins sobre o produto.

o benefício será concedido até que se atinja 95% do limite orçamentário de R$ 10 bilhões, ou seja, R$ 9,5 bilhões;o saldo remanescente (R$ 500 milhões) deverá ser utilizado para quitação dos créditos apurados pelos beneficiários durante o período de concessão;com isso, o benefício poderá terminar antes mesmo do fim de 2026, caso o limite orçamentário seja atingido.

O governo também definiu que as empresas interessadas devem se habilitar na Agência Nacional do Petróleo (ANP), apresentar declarações sobre suas vendas e autorizá-la a acessar as notas fiscais eletrônicas junto à Receita Federal.

“A ANP, para fins de verificação do valor efetivo consignado nas documentações fiscais emitidas pelo importador e destinadas ao distribuidor, poderá requerer que o distribuidor de combustíveis líquidos apresente os documentos fiscais e comerciais relativos à operação efetuada por conta e ordem do distribuidor pelo importador”, informou o governo.

No caso de ser identificada inconsistência na declaração do beneficiário, a ANP poderá requisitar a apresentação de esclarecimentos, ajustes ou correções nos documentos comprobatórios.

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Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 13:46

Carros Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais Pelo texto, candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo. Para estar habilitado para os dois tipos, será necessário curso complementar e de um novo teste prático. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais.

A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor.

Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH.

Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático.

Após mudanças nas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais. A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor. (veja abaixo)

Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH. A mesma regra vale para quem fizer a prova em um carro com câmbio manual.

Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático. Somente após a aprovação a CNH seria atualizada para permitir a condução de ambos.

"É forçoso constar no documento de habilitação do condutor que optar por fazer o curso e o exame em veículo com câmbio automático que ele não está apto a dirigir veículo com câmbio mecânico", diz o relator Neto Carletto (Avante-BA).

Até a publicação desta reportagem, o projeto ainda precisa passar por outras etapas para se tornar lei. A proposta já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda aguarda:

Ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania;Entrar em votação no plenário da Câmara dos Deputados;Se aprovada, seguir para votação no Senado Federal.

Atualmente, já existe uma anotação no campo de observações da CNH que indica que o motorista deve usar um carro com câmbio automático. No entanto, essa restrição é voltada a condutores com necessidades específicas, que não conseguem dirigir veículos com câmbio manual.

A: obrigatório uso de lentes corretivas;B: obrigatório uso de próteses auditivas;C: obrigatório uso do acelerador à esquerda;D: obrigatório o uso de veículo com transmissão automática;E: obrigatório o uso de empunhadura, manopla ou pomo de volante;F: obrigatório o uso de veículo com direção hidráulica;G: obrigatório o uso de veículo com embreagem manual ou com automação de embreagem ou com transmissão automática;H: obrigatório uso de acelerador e freio manual;I: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel ao volante;J: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo;K: obrigatório o uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou almofadas (fixas) de compensação de altura e/ou profundidade;L: obrigatório o uso de veículos com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e ou almofadas fixas de compensação de altura ou profundidade;M: obrigatório o uso de motocicleta com pedal de câmbio adaptado;N: obrigatório o uso de motocicleta com o pedal de freio traseiro adaptado;O: obrigatório uso de motocicleta com manopla de freio dianteiro adaptada;P: obrigatório o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada;Q: obrigatório o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo;R: obrigatório o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo;S: obrigatório o uso de motocicleta com automação de troca de marchas;T: vedado dirigir em rodovias e vias de trânsito rápido;U: vedado dirigir após o pôr do sol;V: obrigatório uso de capacete de segurança com viseira protetora, sem limitação de campo visual;W: aposentado por invalidez;X: outras restrições;Y: surdo (também representada como X na CNH);Z: visão monocular (também representada como X na CNH).

ACC: autorização para conduzir ciclomotor;HTE: habilitado em transporte escolar;MTF: autorização motofretista;MTX: autorização para mototaxista;EAR: exerce atividade remunerada;HTVE: habilitado em transporte de veículos de emergência;HTC: habilitado em transporte coletivo de passageiros;HPP: habilitado em transporte de produtos perigosos.

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Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%Oferecido por

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

"Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período", diz a Petrobras.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro;uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro;a tributação da exportação de petróleo, por meio de medida provisória, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento;um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em razão da subvenção.

Para Carlos Thadeu, economista especializado em inflação e commodities da BGC Liquidez, o aumento no preço do diesel equivale a quase metade das reduções anunciadas ontem pelo governo federal.

"Basicamente, quase anula o efeito de queda das medidas anunciadas ontem pelo governo federal. O impacto no IPCA das reduções de ontem e do aumento de hoje praticamente se cancelam", diz.

A petroleira explica que o preço do diesel nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

A Petrobras informa que, a partir de amanhã, 14/03, ajustará os seus preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.

Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.

Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras, foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto.

Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período.

Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel.

Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia.

A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil.

Com votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques, placar está em 3 a 0 a favor da prisão do banqueiro. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes.

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Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Tecnologia Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália Em dezembro, a Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos e passou a exigir que plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat bloqueiem esse público. Por Byron Kaye

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois que o país proibiu as plataformas de permitirem menores de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam o TikTok e o Snapchat, entre os aplicativos de mídia social mais populares entre os adolescentes australianos, caiu desde antes da proibição entrar em vigor em dezembro até fevereiro.

Sob a proibição, as plataformas, incluindo Instagram, Facebook e Threads, da Meta, YouTube, TikTok e Snapchat, do Google, devem bloquear pessoas com menos de 16 anos ou enfrentar uma multa de até US$35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que o escritório estava ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos permaneciam nas mídias sociais.

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois de o país proibir que as plataformas permitam menores de idade, segundo dados do setor. O resultado levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro.

Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters.

'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo.

O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda.

"Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição", disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro.

Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais.

Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade… enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”.

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Conexões secretas na fronteira e redes privadas: como iranianos desesperados mantêm contato com familiares no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Tecnologia Conexões secretas na fronteira e redes privadas: como iranianos desesperados mantêm contato com familiares no exterior Iranianos que vivem dentro e fora do Irã contaram à BBC os vários 'jeitinhos' que usam para tentar manter contato com parentes em meio aos apagões de internet e à interrupção das comunicações provocadas pela guerra. Por BBC

Um homem na fronteira entre o Irã e a Turquia vende um serviço especial que ajuda iranianos que vivem fora do país a manter contato com familiares dentro do Irã.

O segredo dele envolve dois telefones: um conectado à rede telefônica iraniana e outro à turca. Isso é necessário porque as chamadas internacionais para o Irã estão bloqueadas.

Clientes fora do país ligam para o telefone turco dele pelo WhatsApp, e ele então disca para os familiares deles usando o telefone iraniano.

Esse é apenas um dos métodos usados por iranianos para contornar as restrições à internet e às comunicações impostas em tempos de guerra, mas o serviço é caro.

Iranianos têm buscado maneiras de contornar as restrições à internet e às ligações telefônicas impostas em tempos de guerra (foto de arquivo de 2025) — Foto: BBC/NurPhoto / Getty Images

Em algum ponto da fronteira entre o Irã e a Turquia, um homem vende um serviço especial que ajuda iranianos que vivem fora do país a manter contato com familiares dentro do Irã.

O segredo dele envolve dois telefones: um conectado à rede telefônica iraniana e outro à turca. Isso é necessário porque as chamadas internacionais para o Irã estão bloqueadas.

Clientes fora do país ligam para o telefone turco dele pelo WhatsApp, e ele então disca para os familiares deles usando o telefone iraniano.

Ele mantém os dois aparelhos juntos para que pessoas desesperadas para ouvir seus familiares no Irã possam falar com eles.

Esse é apenas um dos métodos usados por iranianos para contornar as restrições à internet e às comunicações impostas em tempos de guerra, mas o serviço é caro.

A BBC News Persa apurou que, com taxas de transferência em dinheiro, uma ligação de quatro a cinco minutos custa cerca de £28 (aproximadamente R$ 180).

'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais

Às vezes, pessoas no Irã conseguem ligar para o exterior, mas a ligação raramente funciona na primeira tentativa e as chamadas quase sempre duram apenas dois ou três minutos antes de cair.

Hamid (cujo nome, como o de outros nesta reportagem, foi alterado) vive em Teerã, capital do Irã, e tem procurado desesperadamente maneiras de manter contato com a esposa e outros parentes que estão no exterior.

"Nos últimos dias, tentei de tudo apenas para conseguir me conectar", disse. "O custo não importava para mim, mesmo sendo um peso financeiro. Eu só queria que eles se sentissem um pouco mais tranquilos."

Ele tem usado serviços de rede privada virtual (VPN), que permitem "enganar" as restrições impostas pelas autoridades iranianas à internet, possibilitando o envio de mensagens e chamadas para o exterior.

"O sofrimento é enorme. O sofrimento de não saber, da ansiedade e da preocupação constante", disse.

Aplicativos de VPN são uma das formas de contornar as restrições (foto de arquivo de 2025) — Foto: BBC/NurPhoto / Getty Images

Hamid diz que 1 gigabyte de dados para uma VPN pode custar em torno de £15 (cerca de R$ 130), um valor considerável em um país onde o salário mínimo mensal é de cerca de US$ 100 (em torno de R$ 650).

Ele acrescentou que, se a conexão cair enquanto a VPN estiver em uso, os dados comprados são perdidos e não há reembolso.

"Sempre que eu conseguia me conectar à internet, mesmo que por pouco tempo, eu mandava mensagem para todos e pedia que me enviassem os números de telefone de seus familiares para que eu pudesse verificar como estavam e depois enviar notícias de volta", contou Hamid.

"Quando ligo para uma mãe e menciono o nome do filho que perguntou por ela, o som da risada e da alegria dela muda todo o meu mundo", explicou Hamid.

Negar (nome alterado), que vive em Toronto, no Canadá, disse que sua família sabia o quanto ela havia ficado ansiosa com a segurança deles durante os protestos contra o governo em janeiro.

"Desta vez, quando a internet foi cortada, eles começaram a me ligar diretamente para avisar que estavam bem", disse.

Negar acrescentou que, embora as chamadas curtas ajudem, essa comunicação não é suficiente para tranquilizá-la.

"A pior parte da história é que eles estão sob forte bombardeio e, ainda assim, me ligam dizendo: 'Estamos bem, não se preocupe conosco'. É isso que está me destruindo."

Shadi (nome alterado) vive em Melbourne, na Austrália, mas a casa de seus pais fica em Teerã, em uma área que eles chamam de "ninho de vespas". O local fica perto do grande depósito de petróleo atingido em 7 de março, e outros pontos sensíveis, como o Ministério da Defesa, também estão nas proximidades.

"Normalmente, antes de nos ligar, eles entram em contato com outros parentes e vizinhos ao redor para verificar se todos estão bem e reunir informações", disse Shadi.

"Depois, nos repassam essas informações para que possamos compartilhá-las com o restante da família aqui."

Ela acrescenta que o som de fortes explosões nas proximidades tem sido muito assustador e que seu pai deixou de sair para caminhar depois que a "chuva negra" (expressão informal usada para descrever precipitação contaminada por poluentes, que adquire coloração escura) caiu sobre ele após o ataque ao depósito de petróleo.

Zahra (nome alterado) vive na Europa e está muito preocupada com o irmão no Irã, mas ele usa uma VPN para acessar o aplicativo de mensagens Telegram e manter contato.

"Se ele fica offline por mais de meia hora ou uma hora, todo tipo de pensamento assustador começa a passar pela minha cabeça", disse.

Ela ressaltou que, na maior parte do tempo, a sua família permanece em casa. Eles não vão ao trabalho ou, se vão, ficam apenas por um período muito curto.

"Lá fora também há patrulhas por toda parte, paradas em cada cruzamento, olhando diretamente nos seus olhos. Se não gostam da sua aparência, eles param você."

A necessidade de usar diferentes aplicativos e truques técnicos para contornar as restrições muitas vezes dificulta manter contato com parentes menos familiarizados com tecnologia.

"Hoje em dia, a única maneira de me comunicar com a minha família é quando eles me ligam", disse Pooneh (nome alterado), que tem pouco mais de 30 anos e vive em Londres, no Reino Unido.

"Eu não consigo ligar para eles. Até essa coisa simples cria uma sensação estranha, como se nada estivesse sob o meu controle."

"Talvez porque ela se sinta mais confortável com tecnologia e encontre maneiras de fazer a ligação. Normalmente, também é ela quem me traz notícias sobre o resto da família."

Como muitas outras pessoas, elas mantêm uma troca de informações em duas direções: quem está dentro do Irã transmite mensagens da família, e quem está no exterior dá atualizações sobre a guerra que não estão disponíveis no país por causa da censura do governo.

"Muitas vezes ela liga apenas para receber notícias de mim", disse Pooneh. "Parece que cada uma de nós tem uma parte da história faltando, e precisamos juntá-las uma com a outra."

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Renner deixa de vender camiseta com frase ‘Regret Nothing’, ligada a discurso misógino

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia Negócios Renner deixa de vender camiseta com frase 'Regret Nothing', ligada a discurso misógino Camiseta foi usada por Vitor Hugo Simonin, acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, ao se entregar para a polícia. Empresa diz que processo criativo da roupa não tem relação com o movimento de grupos que pregam ódio às mulheres. Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia.

Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia. Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa. A expressão é associada a discursos misóginos e a grupos que pregam ódio contra mulheres.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

"O processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas", disse a empresa.

Simonin é um dos quatro homens acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente também participou das agressões. O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro.

Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento, onde foi levada para um quarto. Lá, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais dos acusados.

Depois do caso em Copacabana, o Fantástico revelou que outra jovem também denunciou Simonin à polícia, por um abuso que sofreu quando tinha 17 anos. O caso aconteceu durante uma festa. Os dois estavam se beijando quando, segundo o relato da vítima, Simonin tentou forçá-la a praticar sexo oral.

Segundo apurou a GloboNews, a expressão aparece em discursos de grupos misóginos, conhecidos como redpills e incels.

Um dos ícones da machosfera, que incentiva o "regret nothing" como um dos lemas, é Andrew Tate, um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores.

O influenciador, com milhões de seguidores nas redes sociais, é citado por um personagem da série "Adolescência" ao comentar sobre o movimento incel – sigla em inglês que significa "celibatários involuntários", referente a pessoas que se dizem incapazes de conseguir ter um relacionamento sexual, apesar do desejo.

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Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%Oferecido por

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira.

No pior cenário, chamado de "disruptivo" (radical), o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril, pressionando fortemente a inflação, que ficaria acima de 4% nos cálculos do governo, e elevaria a arrecadação federal líquida (após as transferências aos estados e municípios) em R$ 96,6 bilhões em 2026.

"A alta nos preços do petróleo também impacta a arrecadação do governo central. De forma direta, o choque eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras e os tributos recolhidos sobre o lucro das empresas da cadeia de produção, refino e distribuição de petróleo e derivados (IRPJ e CSLL). Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]", diz o Ministério da Fazenda.

Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação.Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação.Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

O Ministério da Fazenda avaliou que o impacto de variações mais extremas no preço do petróleo sobre a atividade e a inflação não é linear.

"Em cenários ainda mais disruptivos, o aumento da incerteza e aversão ao risco tendem a prejudicar o comércio e crescimento mundial, levando a quadro de estagflação. Nesse caso, o crescimento brasileiro também seria afetado negativamente", informou o governo.

De acordo com o governo, mesmo diante do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis.

"Nos cenários simulados, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação, apenas gerando inflação mais pronunciada no caso de choque disruptivo", avalia o Ministério da Fazenda.

Por isso, acrescenta, a expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento econômico siga "resiliente", que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário (superávit nas contas do governo) seja atingida.

No cenário base do governo, que considera um choque temporário no preço do petróleo, com o barril em um preço médio de US$ 73,6 neste ano, a inflação subiu de 3,6% para 3,7% em 2026. No ano passado, a inflação oficial somou 4,26%.

Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano permaneceu em 2,3%. Este é o mesmo patamar registado em 2025, ou seja, não haveria aceleração e nem desaceleração da economia.

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Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento das sanções dos EUA ao petróleo da Rússia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 10:46

Mundo Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento das sanções dos EUA ao petróleo da Rússia Governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. Por Redação g1 — São Paulo

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março.

A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos.

Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes da União Europeia criticaram a decisão dos Estados Unidos de relaxar suas sanções contra o petróleo da Rússia nesta sexta-feira (13).

Nesta quinta-feira (12), o governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

Zelensky, que foi a Paris para se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a decisão não está contribuindo para o fim da guerra e a conquista da paz na Ucrânia:

"Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz".

Já Macron ponderou que, apesar dele e aliados não aprovarem o fim das sanções contra a Rússia, as isenções concedidas pelos EUA são "temporárias e limitadas".

Mais cedo, na rede social X, António Costa, presidente do Conselho Europeu, criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou que a decisão não foi discutida com os aliados da União Europeia e que a pressão econômica contra Putin é importante para o fim da guerra na Ucrânia.

"Decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia. A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que o país aceite negociações sérias por uma paz justa e duradoura", lamentou.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março.

A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos.

Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais.

🔎A decisão representa a primeira flexibilização das sanções dos EUA contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando o governo americano e países aliados passaram a limitar as vendas de energia da Rússia para pressionar o governo de Vladimir Putin.🛢️Naquele ano, empresas americanas foram proibidas de comprar petróleo da Rússia. Meses depois, a União Europeia — que comprava cerca de 20% do petróleo russo exportado — também reduziu importações, em uma das principais medidas econômicas adotadas contra Moscou.

A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações de petróleo representam uma das principais fontes de receita do governo russo.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos, depois que ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã aumentaram os riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio.

O conflito afetou especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A ameaça iraniana de bloquear embarques na região elevou o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando os preços da energia.

Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a autorização temporária tem como objetivo “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo, mas é uma medida limitada.

Em publicação na rede X, ele afirmou que a decisão não deve gerar “benefício financeiro significativo” para o governo russo, já que Moscou arrecada a maior parte dos impostos sobre o petróleo no momento da extração.

Mesmo assim, o gesto é visto por analistas como um sinal político relevante em meio às tensões geopolíticas. O presidente Donald Trump vinha indicando que poderia flexibilizar algumas restrições à energia russa para conter a disparada dos preços e evitar um choque mais amplo na economia global.

A decisão também ocorre poucos dias depois de Washington conceder uma autorização específica para que a Índia comprasse petróleo russo retido no mar, ajudando o país asiático a compensar perdas de fornecimento provenientes do Oriente Médio.

Para Moscou, o anúncio representa um reconhecimento da importância do petróleo russo para o equilíbrio do mercado mundial. “Sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”, afirmou Dmitriev em uma publicação no Telegram.

Outro porta-voz do governo russo, Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta que o país vê a isenção das sanções como uma tentativa de Washington de estabilizar os mercados globais de energia, e os dois países têm um interesse comum nisso.

"Vemos ações dos EUA com o objetivo de tentar estabilizar os mercados de energia. Nesse aspecto, nossos interesses coincidem", disse ele.

A Rússia se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques.

✈️🛢️ Essas medidas reduziram parte das exportações russas para países ocidentais, mas Moscou conseguiu redirecionar grande parte do petróleo para mercados asiáticos, especialmente Índia e China, frequentemente com desconto em relação ao preço internacional.

Com a intensificação das tensões que culminaram no início da guerra no Oriente Médio, parte do petróleo russo já havia sido embarcada em navios e estava a caminho de compradores.

Diante da instabilidade no mercado e de restrições comerciais, alguns desses carregamentos acabaram ficando temporariamente parados no mar, aguardando novos compradores ou autorizações para serem comercializados.

No mercado de energia, esse tipo de situação é conhecido como “armazenamento flutuante”, quando o petróleo permanece estocado em petroleiros no mar até que surja um destino para a carga.

A licença temporária dos Estados Unidos abre uma janela de 30 dias para que essas cargas sejam comercializadas, ampliando a oferta global em um momento de forte pressão sobre o mercado.

Além da flexibilização sobre o petróleo russo, o governo americano anunciou outras medidas para conter a alta da energia, incluindo a liberação de 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo dos EUA e a possibilidade de escolta naval para navios petroleiros no Golfo.

Apesar da liberação, analistas avaliam que o impacto sobre os preços pode ser limitado e temporário, já que o mercado enfrenta uma combinação de choques de oferta e aumento da demanda por energia.

Além da licença para venda do petróleo russo, os Estados Unidos também anunciaram a liberação de 172 milhões de barris de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a escalada dos preços.

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo da Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, que anunciou um plano de liberação de até 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar o mercado global.

Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, disse Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes.

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