RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA por risco de sistemas saírem do controle humano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 10:45

Tecnologia Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA por risco de sistemas saírem do controle humano Anthropic afirma que uma pausa global no avanço da IA poderia dar mais tempo para pesquisas de segurança acompanharem a evolução da tecnologia. Por France Presse

A empresa de IA Anthropic propôs uma pausa global no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais potentes, diante de sinais de que os modelos mais recentes poderiam escapar do controle humano.

Desenvolvedora dos modelos de IA do Claude, a empresa, sediada em San Francisco (EUA), destacou em um relatório que a desaceleração mundial no desenvolvimento da IA de ponta poderia ser "uma boa ideia", mas alertou que, se apenas uma empresa diminuir o ritmo, ela pode simplesmente ser ultrapassada pela concorrência.

"Acreditamos que seria bom para o mundo ter a opção de reduzir ou pausar temporariamente o desenvolvimento da IA, para permitir que as estruturas sociais e a pesquisa de alinhamento sigam o ritmo do avanço da tecnologia", manifestou a Anthropic.

Uma pausa real significaria grandes empresas de IA em vários países, principalmente China e Estados Unidos, concordando em parar ao mesmo tempo, sob regras que todos pudessem verificar, ressaltou a Anthropic.

"Sem um mecanismo de coordenação global, empresas e governos terão que tomar decisões difíceis sobre segurança enquanto enfrentam pressões competitivas e geopolíticas."

A proposta enfrenta uma batalha difícil em Washington e no Vale do Silício. Funcionários americanos e executivos de grandes empresas de tecnologia argumentam que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar à China uma vantagem significativa.

O presidente Donald Trump, no entanto, assinou nesta semana um decreto que permitirá ao governo fazer avaliações preliminares dos modelos de IA mais poderosos de empresas americanas antes do seu lançamento.

A Anthropic indicou que espera reunir nos próximos meses funcionários do governo, cientistas, grupos de defesa e empresas concorrentes para definir como esse sistema funcionaria.

O chamado à coordenação surge no momento em que dados internos mostram que a IA acelera de forma dramática seu próprio desenvolvimento, destacou a Anthropic.

A empresa alertou que essa aceleração criaria um ciclo de retroalimentação que poderia levar ao que pesquisadores chamam de "melhora recursiva de si mesma", o que se refere à ideia de que um sistema de IA poderia ser capaz de ensinar a si próprio a se tornar mais inteligente.

A Anthropic negou que esse ponto seja inevitável, mas ressaltou que "as evidências sugerem que o papel humano está diminuindo em cada etapa do processo de desenvolvimento da IA".

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Portaria do INSS autoriza adequação de servidores para reforçar setor que avalia pedidos de BPC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,94%Dólar TurismoR$ 5,2940,39%Euro ComercialR$ 5,9250,81%Euro TurismoR$ 6,1580,45%B3Ibovespa169.847 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,94%Dólar TurismoR$ 5,2940,39%Euro ComercialR$ 5,9250,81%Euro TurismoR$ 6,1580,45%B3Ibovespa169.847 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,94%Dólar TurismoR$ 5,2940,39%Euro ComercialR$ 5,9250,81%Euro TurismoR$ 6,1580,45%B3Ibovespa169.847 pts-0,28%Oferecido por

Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor da autarquia que avalia pedidos de benefícios sociais e previdenciários de pessoas com deficiência, caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Conforme a portaria, assinada no dia 27 de maio, servidores formados em Serviço Social que atualmente atuam na área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para voltar a trabalhar (Serviço de Reabilitação Profissional) poderão ser remanejados para a realização de Avaliações Sociais.

A portaria tem prazo de 90 dias, que poderá ser renovado por mais 45 dias. O documento estabelece que serão reforçadas as seguintes superintendências regionais:

Conforme a portaria, a adesão dos dos servidores à adequação funcional será voluntária, com prioridade para aqueles:

com perfil para a realização de atendimento remoto;que já participem do Programa de Gerenciamento de Benefícios;que não exerçam atuação híbrida entre o Serviço de Reabilitação Profissional e o Serviço Social.

A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a portaria, afirmando que a medida prejudica e deixa descoberta a área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para o retorno ao trabalho.

A Anaseg afirma que o caminho para enfrentar as filas do INSS não é o deslocamento de servidores de uma área para outra, mas "ampliar" a força de trabalho e fortalecer os serviços.

A entidade afirma que a portaria do INSS fragiliza a o serviço de reabilitação profissional e que cobrará do governo "uma solução estrutural para a recomposição dos quadros" de servidores.

“Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, conclui a entidade.

Na última terça-feira (2) começou a valer uma outra regra, que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até que seja concluída a análise pelo governo de pedidos de BPC.

A medida criou uma espécie de "período de transição" entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família.

ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial;estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; emorar no Brasil.

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Como cultivar morango?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 07:48

GLOBO RURAL Como cultivar morango? Material gratuito reúne orientações sobre variedades, espaçamento, tipos de canteiro e cuidados para evitar pragas e doenças no cultivo de morango. Por Globo Rural

Precisa de orientações sobre como cultivar morango? A recomendação é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O material traz todos os detalhes sobre os tipos de canteiro que podem ser utilizados, as variedades para plantio, o espaçamento ideal e os cuidados necessários para evitar as pragas e doenças mais comuns da cultura.

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PIX x Zelle: veja as diferenças entre os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.

A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo)

O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.

Já o Zelle — cuja pronúncia é “Zell” — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.

O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.

Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.

Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.

Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.

pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;pagamentos entre empresas;recolhimento de receitas públicas e contribuições; epagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.

Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.

Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.

Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.

“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site.

Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.

“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, diz o BC.

No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.

O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.

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Brasil, França ou Espanha? Seleção de R$ 9 bilhões é a mais valiosa da Copa; veja ranking

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

Os jogadores mais valorizados do planeta, distribuídos entre 48 seleções, começam em 11 de junho a disputa da Copa do Mundo de 2026.

A França, dona de um elenco cheio de estrelas, lidera não só o ranking da FIFA — que classifica as seleções de acordo com o desempenho internacional —, mas também a lista das equipes mais valiosas do Mundial.

Juntos, os atletas franceses convocados para a competição somam 1,53 bilhão de euros em valor de mercado — o equivalente a R$ 9 bilhões pela cotação de 28 de maio. Em seguida aparece a Inglaterra, com 1,32 bilhão de euros, ou R$ 7,78 bilhões.

O Brasil ocupa a sexta posição entre as seleções mais valiosas, com 912,2 milhões de euros em valor de mercado (R$ 5,37 bilhões). Além de França e Inglaterra, a seleção brasileira fica atrás de Espanha, Portugal e Alemanha. (veja o ranking completo abaixo)

🔎 Os valores têm como base dados do site Transfermarkt, especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma calcula os valores dos atletas com base na demanda do mercado e considera fatores como taxas de transferência, idade, desempenho, potencial futuro, salário e tempo de contrato dos jogadores.

Os dados também mostram quais são os jogadores mais valiosos de cada seleção. Entre os destaques estão o francês Kylian Mbappé, o espanhol Lamine Yamal e o norueguês Erling Haaland. Cada um tem valor de mercado estimado em 200 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão).

O brasileiro mais valorizado é o atacante Vini Jr., estimado em 150 milhões de euros (R$ 882,5 milhões).

Juntos, todos os jogadores convocados das dez equipes somam mais de R$ 57 bilhões em valor de mercado.

Kylian Mbappé (França) — R$ 1,17 bilhãoLamine Yamal (Espanha) — R$ 1,17 bilhãoErling Haaland (Noruega) — R$ 1,17 bilhãoVini Jr. (Brasil) — R$ 882,5 milhõesJude Bellingham (Inglaterra) — R$ 823,7 milhõesJoão Neves (Portugal) — R$ 823,69 milhõesVitinha (Portugal) — R$ 823,69 milhõesFlorian Wirtz (Alemanha) — R$ 647,2 milhõesRyan Gravenberch (Holanda) — R$ 529,5 milhõesEnzo Fernández (Argentina) — R$ 529,5 milhõesJulián Álvarez (Argentina) — R$ 529,5 milhõesJérémy Doku (Bélgica) — R$ 382,4 milhões

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O que a SpaceX espera ao estrear na bolsa de valores — e como ela pode fazer de Elon Musk o primeiro trilionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink — Foto: Getty Images

A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, divulgou um preço sugerido por ação antes de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Caso saia pelo valor estimado, seria a maior IPO da história.

Em um documento que detalha os planos para a operação, a SpaceX informou que cada ação deve sair por US$ 135 (cerca de R$ 686), elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,75 trilhão, ou aproximadamente R$ 8,9 trilhões.

Anunciar um preço estimado com tanta antecedência é algo incomum, e o valor representa um aumento expressivo em relação à avaliação de mercado anterior da empresa, de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,4 trilhões), feita no início deste ano.

A divulgação não significa que as ações serão vendidas pelo preço proposto, já que isso será decidido pelos compradores. O valor pode subir ou cair.

A SpaceX fabrica foguetes, oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink e também é dona da empresa de inteligência artificial xAI.

Em geral, as empresas só divulgam o preço das ações no dia anterior ao início das negociações na bolsa de valores.

A SpaceX deve começar a ser negociada na bolsa Nasdaq em 12 de junho, o que faz da sua estimativa de preço uma das mais antecipadas, se não a mais antecipada, da história do mercado de ações.

A empresa pretende captar US$ 75 bilhões (R$ 381 bilhões), o que seria um recorde para um IPO. O atual recorde pertence à gigante do petróleo saudita Saudi Aramco, que captou US$ 25,6 bilhões em 2019.

Se as ações da empresa forem vendidas pelo preço estimado de US$ 135 ou acima desse valor, a SpaceX se tornará imediatamente uma das empresas mais valiosas do mundo.

Com isso, Elon Musk, que controla mais de 80% da SpaceX por meio de suas próprias ações na companhia, poderia se tornar trilionário.

Segundo dados da Dealogic, empresa de pesquisa sobre mercados de capitais, em quase metade das companhias que abriram capital nos últimos 30 anos, o valor caiu em relação ao da estreia.

"Não há dúvida de que a avaliação é incrivelmente alta", disse Samuel Kerr, diretor de pesquisa de mercados de capitais da Mergermarket.

Elon Musk deve se tornar a pessoa mais rica do mundo com a estreia da SpaceX na bolsa de valores — Foto: REUTERS

Ele observou que a relação entre o preço da SpaceX e suas vendas é maior do que a de qualquer outra grande empresa do grupo que os investidores chamam de "Mag 7" — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Nvidia, Microsoft e Tesla, outra empresa de Musk.

"Mas a SpaceX está sendo avaliada com base em receitas e lucros futuros, e não no presente, e alguns investidores podem estar dispostos a ignorar isso", acrescentou Kerr.

Em 2025, a Space Exploration Technologies, nome oficial da SpaceX, teve receita de US$ 18,6 bilhões, mas registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões.

Nos três primeiros meses deste ano, as vendas somaram US$ 4,7 bilhões, mas a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões.

Segundo o balanço da empresa, a SpaceX possui US$ 102 bilhões ativos, como foguetes e outros equipamentos, mas também US$ 60,5 bilhões em dívidas.

Além da exploração espacial, a empresa investe pesado em inteligência artificial (IA), redes sociais, serviços de internet via satélite e centros de dados.

A xAI começou como parte do X, antigo Twitter, e usava o acesso aos textos e informações em tempo real da plataforma para treinar sua inteligência artificial.

Há anos, Musk defende que desenvolver infraestrutura no espaço é a melhor forma de garantir os recursos necessários para sustentar o funcionamento da IA, já que há escassez de terra disponível no planeta.

Ele já apresentou planos para lançar satélites de IA e, no futuro, construir centros de dados em órbita.

"A SpaceX já foi uma empresa simples. Era uma empresa de lançamentos, depois também provedora de internet por satélite, e agora é uma empresa de redes sociais e um laboratório de IA", disse Laurence Pevsner, sócio da empresa de capital de risco Lux Capital, à BBC.

"O laboratório de IA é o que realmente está elevando a avaliação, e acho que essa é uma aposta arriscada para os acionistas", acrescentou.

O movimento da SpaceX ocorre no momento em que outras gigantes da tecnologia buscam captar mais recursos para financiar seus investimentos em IA.

No início desta semana, a empresa de IA Anthropic revelou seus planos para uma oferta pública de ações ainda neste ano, enquanto a Alphabet, dona do Google, anunciou que pretende captar US$ 80 bilhões para investir em IA.

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Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Espírito Santo Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES Analista de sistemas, advogada, fisioterapeuta e técnica de enfermagem investiram em capacitação, criaram negócios ligados à apicultura e à meliponicultura e transformaram a atividade em fonte de renda e realização profissional. Por Juirana Nobres, g1 ES

Mulheres no Espírito Santo estão transformando a criação de abelhas em negócios lucrativos de produtos naturais e conquistando independência financeira.

Em Aracruz e Domingos Martins, empreendedoras como Luana Pimentel e Eva Dutra investem em capacitação para produzir mel, cosméticos e derivados sustentáveis.

A fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura, cujo mel conquistou o 3º lugar em um concurso nacional.

Após sofrer choque anafilático, a ex-enfermeira Kátia dos Santos persistiu na atividade e hoje ministra cursos de cosméticos naturais em vários estados brasileiros.

A Cooabriel e o Sebrae destacam que a meliponicultura aumenta a produtividade do café conilon e gera novas fontes de receita estratégica no campo.

A técnica de enfermagem Kátia dos Santos poderia ter desistido das abelhas após sofrer um choque anafilático causado por uma picada do inseto. O quadro foi tão grave que ela precisou passar por dois anos de tratamento. Mas abandonar a atividade nunca foi uma opção. "Eu fiz o tratamento para não precisar deixar a apicultura".

Cinco anos depois de deixar a área da saúde, Kátia trabalha com a criação de abelhas, produz cosméticos feitos com mel, própolis e outros produtos das colmeias, e também percorre diferentes estados capacitando produtores e pessoas interessadas em investir na atividade, como hobby ou fonte de renda.

"Se eu não fizesse tratamento, seria inviável. Eu tomava o próprio veneno da abelha uma vez por semana em forma de injeção. Fui persistente. Tem que gostar. Porque depois que você entra nessa área, não quer mais sair", contou Kátia Abelha, como é conhecida em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A história dela é um dos exemplos de como mulheres de diferentes profissões transformaram a criação de abelhas em empreendedorismo e mudança de vida.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel, a advogada Eva Pires Dutra, a fisioterapeuta Giovana Branco e a própria Kátia seguiram caminhos diferentes até chegar ao mesmo destino: encontraram nas abelhas uma nova possibilidade de negócio.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o 1º contato com abelhas há mais de uma década — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o primeiro contato com abelhas há mais de uma década, após se mudar para uma casa em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.

O que começou como um interesse pessoal e uma válvula de escape para o dia a dia logo se transformou em uma atividade que hoje ocupa boa parte da sua rotina.

"Sou da área de programação, não tem nada a ver com natureza. Mas fui me envolvendo e me apaixonando por esse mundo das abelhas", contou.

Mulheres fazem sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha. — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

X-BOLO: Doce viraliza nas redes e promete aumentar vendas de confeiteiras no ESFÉ QUE SUSTENTA: Festa da Penha movimenta turismo e transforma rotina de empreendedores'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025, mostra pesquisa inédita

Ao longo dos anos, ela buscou cursos de capacitação, porque não bastava apenas gostar da atividade. Ela também participou de treinamentos oferecidos por associações do setor e passou por programas de empreendedorismo.

Atualmente, cursa pós-graduação em Gestão do Agronegócio e sonha em criar uma agroindústria familiar.

Além da produção de mel, Luana investe em sabonetes, velas, bebidas artesanais e outros produtos derivados das abelhas. Também atua como educadora ambiental, levando conhecimento sobre as abelhas nativas sem ferrão para escolas.

Segundo ela, a participação na Associação de Meliponicultores Capixabas foi fundamental para ampliar o conhecimento técnico e enxergar novas oportunidades de negócio.

"As abelhas mudaram completamente a minha vida. Esses bichinhos tão pequenos fizeram coisas grandiosas e mudaram minha rota", afirmou.

Luana destacou ainda que o mercado tem valorizado cada vez mais produtos artesanais e sustentáveis, o que foi incentivo a mais para empreender na área.

"As pessoas querem saber a origem do que consomem. Quando você une conservação ambiental, produção artesanal e qualidade, o produto ganha valor", disse.

Advogada Eva Pires Dutra começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A advogada Eva Pires Dutra, de 53 anos, representa outra etapa dessa jornada empreendedora. Há cerca de um ano e meio, começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do estado.

A produção ainda é pequena e voltada ao consumo próprio, mas os planos já incluem a comercialização de mel e própolis. "Hoje, ainda é mais um hobby, mas o objetivo é ter uma produção comercial de mel e própolis", afirmou ela, já pensando lá na frente.

Para se preparar, Eva buscou capacitações e passou a participar de grupos de criadores. Segundo a advogada, a troca de experiências com outros produtores tem sido tão importante quanto os cursos.

"Aprendo muito com outros criadores. A troca de experiências é muito importante e nos faz crescer de forma consistente na atividade", disse.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Ela explicou que a principal dificuldade está no tempo necessário para consolidar a produção. "A produção de abelha sem ferrão é pequena. É preciso formar várias colônias para alcançar uma quantidade que permita comercialização."

"A meliponicultura é promissora não apenas pela venda de mel, própolis e outros produtos, mas também pelos serviços de polinização. Onde têm abelhas, a produção aumenta", destacou.

Fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A fisioterapeuta Giovana Branco chegou à apicultura em um momento de mudança de vida. Após enfrentar um quadro de esgotamento profissional, ela começou a buscar alternativas ligadas à saúde, ao bem-estar e ao uso de produtos naturais.

"Eu comecei a buscar algo mais natural para orientar meus pacientes. Foi assim que conheci o própolis verde e me interessei pelas abelhas", contou.

O interesse inicial se transformou em negócio. Para estruturar a atividade, Giovana buscou mentorias, cursos técnicos e programas de capacitação voltados ao empreendedorismo.

Ela criou a empresa, montou uma estrutura de produção e conquistou certificações para comercializar os produtos.

O resultado veio rapidamente. Em um concurso realizado durante o Congresso Brasileiro de Apicultores e Meliponicultores, em Florianópolis, o mel produzido pela empresa conquistou o terceiro lugar nacional.

"Foi um orgulho enorme. A gente concorreu com produtores do Brasil inteiro. Isso mostrou que é possível crescer quando existe dedicação e capacitação", afirmou.

Para Giovana, a busca por conhecimento é permanente. Ela acredita que a atividade pode representar uma oportunidade para outras mulheres que desejam empreender.

"A apicultura e a meliponicultura são atividades sustentáveis e lucrativas. O mel é só o começo. Existem muitas possibilidades de trabalhar com os produtos das abelhas", afirmou.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Se para algumas dessas mulheres a criação de abelhas começou como hobby ou complemento de renda, para Kátia a atividade acabou se transformando em uma nova profissão em São Domingos do Norte, onde mora.

Depois de deixar a enfermagem, ela passou a estudar os diferentes usos dos produtos das colmeias e se especializou na produção artesanal de cosméticos.

Hoje, ela ensina outras mulheres a produzir sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha.

"A maioria das pessoas que participa dos cursos busca uma renda complementar. A gente mostra que é possível criar novas fontes de renda a partir dos produtos das abelhas", explicou a empreendedora.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

Ao lado do marido, Juliano Cordeiro, conhecido como "Juliano Abelha", ela transformou a atividade em um negócio familiar.

Há cinco anos, ele também deixou a carreira no serviço público para se dedicar integralmente à apicultura. O casal investiu em cursos, treinamentos e especializações até se tornar referência na área.

Hoje, os dois ministram capacitações em diferentes estados brasileiros para produtores, associações, cooperativas e instituições ligadas ao setor, inclusive com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A atuação foi além da produção de mel. Eles criaram um espaço voltado à formação de produtores e ao desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas à apicultura e à meliponicultura.

A rotina da família passou a girar em torno das abelhas. Os filhos Davi, de 17 anos, e Aaron, de 7, também acompanham parte das atividades e cresceram vendo os pais transformarem uma paixão em profissão.

Rotina da 'Família Abelha' passou a girar em torno das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O impacto das abelhas vai além dos produtos vendidos pelas empreendedoras. A atividade também contribui para a agricultura e ajuda a gerar renda dentro das propriedades rurais.

Segundo José Roberto Gonçalves, gerente corporativo de Agropecuária da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), as abelhas desempenham papel fundamental na cafeicultura, especialmente nas lavouras de café conilon.

"As abelhas possuem uma contribuição importante nesse processo, favorecendo maior produtividade e uniformidade na maturação dos frutos das lavouras de café conilon", explicou Gonçalves.

Além de ajudar na produção agrícola, a atividade pode representar uma nova fonte de receita para os agricultores.

"Os produtores que possuem apiários em suas propriedades, além de potencializarem a produção de café conilon, contam com uma segunda atividade econômica, gerando mais renda e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida", afirmou.

O interesse crescente pela atividade tem levado mais cafeicultores a buscar qualificação. Na Fazenda Experimental da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, a cooperativa mantém um apiário utilizado em ações de capacitação e, nos últimos dias, promoveu cursos voltados a cooperados que conciliam a produção de café com a criação de abelhas.

Alguns desses cursos foram ministrados pelo casal 'Abelha'. Para Gonçalves, a capacitação é essencial para quem deseja crescer na atividade.

"A participação em capacitações possibilita o acesso às informações que contribuem para uma condução mais assertiva da criação de abelhas, tanto para apicultores experientes quanto para produtores que estão iniciando na atividade", disse.

Kátia e Juliano Abelha criam e dão aulas sobre abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O papel do conhecimento também é destacado pelo Sebrae. Segundo o analista Daywidson Stabenow, a capacitação é um dos fatores que permitem transformar uma atividade complementar em um negócio estruturado.

"A capacitação ajuda a transformar um conhecimento técnico ou uma habilidade prática em uma atividade economicamente viável. O empreendedor passa a enxergar o negócio de forma mais estratégica e identifica oportunidades que antes não via", explicou.

Para ele, as histórias das produtoras refletem uma tendência crescente do empreendedorismo feminino.

"Essas histórias mostram a força da mulher, a determinação e a capacidade de adaptação. Cada vez mais as mulheres têm buscado autonomia financeira, geração de renda e realização dos seus projetos pessoais", afirmou.

O analista também destaca que a cadeia produtiva das abelhas oferece oportunidades para pequenos empreendedores.

"Além da comercialização do mel, existem diversos produtos derivados, como própolis, pólen, cera e geleia real. Isso amplia as possibilidades de receita e de novos negócios", destacou.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Embora tenham histórias diferentes, as quatro mulheres compartilham um mesmo aprendizado: empreender exige preparo.

Foi por meio de cursos, treinamentos, mentorias, associações e programas de capacitação que elas encontraram caminhos para transformar interesse em oportunidade de negócio.

Mais do que produzir mel, própolis, cosméticos ou outros derivados das colmeias, elas passaram a enxergar possibilidades de geração de renda, valorização ambiental e independência financeira.

Agora, enquanto ampliam a produção e planejam novos passos, elas ajudam a mostrar que o empreendedorismo pode nascer nos lugares mais inesperados, até mesmo a partir de insetos que pesam poucos gramas, mas movimentam uma cadeia produtiva capaz de transformar vidas.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Site rastreia jatos de super-ricos para ‘prever o apocalipse’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 03:51

Tecnologia Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Programador dos EUA sustenta que, se o mundo estivesse prestes a acabar, as elites seriam as primeiras a saber. Projeto surgiu após ameaça de Donald Trump contra civilização persa. Por Felipe Espinosa Wang

Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' — Foto: Unsplash/Niklas Jonasson

A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica.

Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso.

Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais.

"Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro", escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider.

Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.

Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados.

Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior.

Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.

A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma "civilização inteira" poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo.

A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas.

Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial?

Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses.

"Isso me perturbou", escreveu na Business Insider. "Lembro de ter pensado: 'Meu Deus, é real'."

Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos.

Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza.

McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código.

Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos.

O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail.

"O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto", escreveu. "Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo."

Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves.

Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão.

De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social.

No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos.

Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder.

Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo nomeia Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.

A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores.

Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia.

A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional".

Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia.

"Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos.

O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais.

"Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele.

O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.

A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação.

A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan.

Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo.

No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

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‘Pix americano’? O que é o Zelle, sistema de pagamentos defendido por Eduardo Bolsonaro para negociação entre Brasil e EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano".

Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle".

"Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista.

A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado.

O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil.

Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018.

As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir".

Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular".

Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano — Foto: Getty Images via BBC

Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos.

O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não.

Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas.

O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano.

O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025.

A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos.

Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro.

Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências.

De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle.

Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras.

No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado.

Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante.

No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário.

Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle".

"Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman.

Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica.

Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade.

A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional".

Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem — Foto: Governo Federal

A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos.

O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil".

No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.

Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.

Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.

Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.

Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.

"O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran.

A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras".

"Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa.

Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.

O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas".

"Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran.

"A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal."

Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

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