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Governo nomeia Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.

A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores.

Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia.

A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional".

Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia.

"Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos.

O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais.

"Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele.

O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.

A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação.

A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan.

Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo.

No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

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‘Pix americano’? O que é o Zelle, sistema de pagamentos defendido por Eduardo Bolsonaro para negociação entre Brasil e EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

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Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano".

Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle".

"Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista.

A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado.

O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil.

Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018.

As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir".

Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular".

Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano — Foto: Getty Images via BBC

Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos.

O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não.

Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas.

O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano.

O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025.

A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos.

Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro.

Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências.

De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle.

Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras.

No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado.

Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante.

No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário.

Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle".

"Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman.

Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica.

Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade.

A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional".

Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem — Foto: Governo Federal

A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos.

O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil".

No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.

Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.

Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.

Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.

Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.

"O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran.

A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras".

"Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa.

Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.

O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas".

"Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran.

"A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal."

Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

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Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 13:51

Tecnologia Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos Assinantes podem manter stories por mais tempo no ar e criar mais listas de seguidores como a de melhores amigos. WhatsApp e Facebook também ganharão versões pagas em breve. Por Victor Hugo Silva, g1

O Instagram Plus, versão paga da rede social, começou a ser liberado no Brasil nesta quinta-feira (4). O serviço oferecerá recursos exclusivos para usuários que pagarem R$ 10 por mês.

A assinatura dá mais prioridade aos stories, aumentando as chances de eles serem vistos por mais seguidores. Também permite que as publicações fiquem no ar por 48 horas, em vez das 24 horas atuais. (veja todos os recursos abaixo)

Ela oferece ainda a opção de criar listas de seguidores parecidas com a de melhores amigos. A ideia é permitir que os stories sejam compartilhados exatamente com o grupo que você quiser.

A Meta, dona do Instagram, deve começar a liberar em breve as versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No aplicativo de mensagens, por exemplo, a assinatura deve liberar novos recursos de personalização, figurinhas premium, toques personalizados, entre outras funções.

Prioridade na entrega de stories para seus seguidores; Opção para manter stories no ar por 48 horas, em vez de apenas 24 horas; Listas de audiência para compartilhar stories com grupos específicos; Curtidas animadas que ocupam toda a tela e podem ser enviadas para amigos; Prévia de visualização de stories sem a outra pessoa saber; Dados sobre quantas vezes os seus stories foram reassistidos; Busca na lista de visualizações de stories para encontrar rapidamente pessoas específicas; Ícone personalizado do Instagram a partir de uma seleção feita pela rede social; Fonte personalizada na bio; Opção para fixar até seis publicações no perfil, em vez de três; Opção para publicar algo direto no perfil ou nos destaques, sem aparecer no feed ou nos stories para seguidores.

A versão paga do Instagram tinha sido anunciada no final de maio pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. A executiva disse que, em breve, ela poderá ser administrada em uma central criada pela empresa.

"Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos", afirmou.

Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados.

A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).

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WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 12:45

Tecnologia WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar Novidades incluem reações com a bola oficial do torneio, figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e informações em tempo real das partidas por meio da Meta AI. Por Redação g1

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (4) uma série de recursos para os usuários aproveitarem durante a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho.

Entre as novidades estão figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e atualizações em tempo real por meio da Meta AI.

Até a final do torneio, os usuários poderão reagir às mensagens com a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo. Ela aparece como um emoji e, ao ser usada, ativa uma animação com várias bolas "pulando" na tela do celular.

O aplicativo também ganhou um pacote especial de figurinhas da Copa do Mundo, com imagens de trave, chuteira, bola tensa, bola chorando e cartões vermelho e amarelo.

Além disso, a empresa disponibilizou efeitos temáticos para videochamadas, incluindo uma bola sobre a cabeça do usuário, uma trave como plano de fundo e um adesivo de bola aplicado ao rosto, entre outros.

O Meta AI, inteligência artificial da empresa, também passará a exibir informações em tempo real sobre as partidas, incluindo as classificações mais recentes do torneio.

Segundo o WhatsApp, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, registrou um pico de 25 milhões de mensagens por segundo na plataforma.

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Quem criou o Pix? Como nasceu o sistema de pagamentos que está na mira do governo Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Os novos ataques do governo dos Estados Unidos contra o sistema de pagamentos Pix nesta semana reacendeu no Brasil um debate sobre quando e por quem foi criada a tecnologia.

Na segunda-feira, o governo americano concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O relatório tinha o Pix como um de seus alvos.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento.

No dia seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com um cartaz durante um evento em Goiás que dizia: "O Pix é do Brasil".

"Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O Pix é do Brasil'. É porque ontem, o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", disse Lula, que é pré-candidato na eleição presidencial de outubro.

"Eu falei para ele: ô, Trump, ô cara, ao invés de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos EUA. Faz um Pix para nós."

Um dia depois, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibiu em um evento em Minas Gerais um cartaz que dizia: "O Pix é do Brasil e do Bolsonaro".

Em seu discurso, ele disse: "É mentira que o Pix está ameaçado. Não tem absolutamente nada a ver o meio de pagamento com isso tudo. O Pix é brasileiro, foi feito pelo [ex] presidente [Jair] Bolsonaro. O Pix não é taxado porque o presidente Bolsonaro assim determinou que não fosse, é algo que revolucionou na segurança, então isso não está em discussão."

O Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado por técnicos do Banco Central, que permite transferir dinheiro entre contas em segundos, a qualquer hora e dia. É conhecido por ser rápido e seguro e pode ser usado a partir de contas correntes, poupança ou pré-pagas.

O sistema se popularizou no Brasil e possui números impressionantes. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas — o que equivale a 80% da população brasileira — já fizeram uma transferência por Pix. Até outubro do ano passado, mais de R$ 3 trilhões haviam sido movimentados por Pix.

Só em janeiro deste ano, foram realizadas mais de 7 bilhões de transações. No dia 12 de dezembro de 2025 o sistema registrou seu recorde: foram 313 milhões de transações em um mesmo dia.

Segundo um relatório de 2022 do Banco Central sobre o Pix, a primeira manifestação sobre "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" aconteceu em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, em um relatório Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mas o Pix só começou a ser desenvolvido pelos técnicos do Banco Central em maio de 2018 — ainda no governo de Michel Temer. Entre a criação de um grupo de trabalho específico e o lançamento do sistema, se passaram cerca de 31 meses.

A portaria 97.909 de maio de 2018 do Banco Central instituiu um grupo de trabalho com objetivo de "contribuir para a construção de um ecossistema de pagamentos instantâneos competitivo, eficiente, seguro e inclusivo".

O nome Pix ainda não era usado nessa ocasião. Mas algumas bases do sistema já estavam definidas nessa portaria.

"A infraestrutura centralizada de liquidação será operada pelo Banco Central do Brasil e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. As transações serão liquidadas uma a uma, no momento em que a ordem de liquidação for aceita pela infraestrutura", afirma a portaria.

O grupo de trabalho para pagamentos instantâneos (GT-PI) de maio de 2018 foi, segundo o Banco Central, "a primeira etapa para o desenvolvimento dos pagamentos instantâneos no Brasil". Esse grupo esteve aberto a qualquer parte interessada no tema, e recebeu contribuições de mais de 130 participantes.

Em dezembro de 2018, o último mês do governo Temer, o Banco Central divulgou o comunicado 32.927 no qual estabeleceu requisitos fundamentais do Pix que foram aprovados pela diretoria colegiada da instituição. Nesse comunicado, o BC se posicionou oficialmente como líder do processo de desenvolvimento e implementação do Pix.

A partir de outubro de 2019, já no governo Bolsonaro, a infraestrutura tecnológica começou a ser desenvolvida.

A marca Pix foi lançada em fevereiro de 2020. Segundo o Banco Centrarl, a marca "é baseada em tecnologia, transação e pixel, e representa a transposição dos limites do sistema financeiro, a comunicação entre os agentes de mercado e a solidez do pixel".

Um ano após o começo do desenvolvimento da infraestrutura tecnológica, em outubro de 2020, foi iniciado o cadastramento de chaves por usuários iniciais. Em 3 de novembro, o sistema começou a funcionar de forma restrita — e em 16 de novembro ele passou a operar de forma plena.

Em outubro de 2020, um mês antes do lançamento oficial do sistema, o então presidente Jair Bolsonaro manifestou desconhecer o meio de pagamento quando foi parabenizado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Na ocasião, Bolsonaro se confundiu e achou que se tratava de algo relacionado à desburocratização na aviação civil. Ao ouvir a explicação do apoiador de que o Pix era um novo meio de pagamento criado pelo Banco Central, respondeu: "Não tomei conhecimento, vou conversar essa semana com o [então presidente do BC] Roberto Campos".

Lojistas oferecem descontos para pagamentos no PIX, em dinheiro ou no débito, que saem mais baratos do que no crédito. — Foto: Giaccomo Voccio/g1

No Brasil, a forma como o Pix foi estruturado beneficiou empresas nacionais, especialmente bancos digitais e fintechs. "Alavancando o modelo do Pix", elas desenvolveram inovação e cresceram, expandindo-se inclusive para outros mercados.

Isso acabou fazendo do país uma referência internacional, inspirando outros países, como a Colômbia.

"O Brasil é bem conhecido hoje por seus 'neobancos' [bancos digitais] e pelo seu ecossistema doméstico de inovação financeira", disse a pesquisadora Polina Kempinsky à BBC News Brasil.

O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman elogiou o Pix por ser quase instantâneo e por ter custos de transação baixos e sugeriu que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com esse sistema.

"Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital", escreveu Krugman.

E disse que o sistema brasileiro de pagamentos está "conseguindo de fato o que os defensores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de se alcançar por meio do blockchain — baixos custos de transação e inclusão financeira."

"Compare os 93% de brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024", disse o economista em 2025.

"Ah, e usar o Pix não cria incentivo para sequestrar pessoas e torturá-las até que entreguem suas chaves de criptografia. Então, teremos um sistema semelhante ao Pix nos Estados Unidos? Não. Ou pelo menos não por muito tempo."

Especialistas também disseram à BBC News Brasil que o Pix incomodou algumas das big techs americanas.

"Estamos falando aqui de uma competição tecnológica, onde os EUA visam tirar qualquer tipo de tecnologia que possa oferecer algum tipo de inovação e que não esteja sendo gerida dentro do próprio país ou que não esteja sob controle dos EUA", diz Bruna Martins dos Santos, gerente de políticas e advocacy da Witness, organização internacional sem fins lucrativos focada em tecnologia e direitos humanos, em entrevista em julho de 2025.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres após assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Na conclusão apresentada esta semana da investigação com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos — o governo dos EUA acusa o Pix de prejudicar "injustamente as empresas americanas".

A investigação diz que o Banco Central brasileiro exerce papel duplo — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

"O banco tem atuado como regulador para desfavorecer provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e privilegiar o Pix. Por exemplo, o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e requer que o Pix seja exibido na tela principal do aplicativo das instituições participantes com destaque igual ou superior a qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência."

Além disso, há críticas pelo fato de o Banco Central exigir que o Pix seja ofertado sem taxas aos clientes. Segundo a conclusão da investigação, as autoridades brasileiras obrigam empresas americanas a promover o competidor brasileiro (Pix) sem compensações às instituições americanas.

"Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas a seu campeão nacional do Brasil."

Como resultado da investigação, que inclui outras críticas a práticas comerciais do Brasil, os EUA propõem tarifas de 25% a produtos brasileiros. Essas propostas ainda serão negociadas entre os governos até o dia 15 de julho.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix das críticas do governo americano. Em nota, a entidade disse que as conclusões da investigação foram baseadas em "informações incompletas" sobre os objetivos e o funcionamento do sistema.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos", disse a Febraban.

A entidade diz que o Pix contribui para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento.

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Android passa a detectar possíveis ligações falsas feitas com IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 10:51

Tecnologia Android passa a detectar possíveis ligações falsas feitas com IA Recurso funciona no app "Telefone do Google" e depende que os dois participantes da chamada usem a ferramenta; a verificação da identidade acontece nos bastidores, sem exigir nenhuma ação dos usuários. Por Redação g1

O Google anunciou um recurso para Android capaz de identificar ligações falsas feitas por golpistas e alertar as possíveis vítimas. A novidade será disponibilizada neste mês globalmente, incluindo o Brasil, e funcionará por meio do aplicativo gratuito "Telefone", do Google

Para usar a ferramenta, será necessário instalar o app "Telefone do Google" e defini-lo como app padrão para chamadas. Assim, em vez de utilizar o aplicativo de ligações que já vem no celular, o aparelho passará a fazer e receber chamadas pelo app do Google.

Um dos exemplos apresentados pelo Google é o de uma ligação identificada como "Mãe". Ao atender, a voz soa exatamente como a dela. No entanto, a chamada foi feita por um criminoso que usa inteligência artificial para imitar sua voz e tentar convencer a vítima a enviar dinheiro.

Com a novidade, quando duas pessoas usam o aplicativo "Telefone do Google", os aparelhos trocam automaticamente um sinal silencioso de verificação durante a chamada. Se essa confirmação não acontecer, o aplicativo de quem recebe a ligação pode exibir um alerta para você recursar a chamada.

O Google, porém, não explicou como o app se comporta em situações em que a outra pessoa utiliza o aplicativo de chamadas padrão do celular, outro app de telefone ou até mesmo um iPhone, que não é compatível com o "Telefone do Google".

A empresa afirma que desenvolveu essa proteção com base em um padrão aberto, o que permitiria que outros fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicativos adotassem a mesma tecnologia em seus produtos.

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Uber demite 23% dos funcionários; maioria dos cortes atinge RH e recrutamento, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 10:51

Tecnologia Uber demite 23% dos funcionários; maioria dos cortes atinge RH e recrutamento, diz agência CEO da empresa afirma que os cortes fazem parte de uma reestruturação da área de 'Pessoas'; Uber diz que decisão não está relacionada aos investimentos em IA. Por Redação g1

A Uber está demitindo 23% dos seus funcionários, muitos das áreas de recursos humanos e recrutamento, segundo informações da agência Bloomberg.

Em um memorando enviado aos colaboradores, o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, afirmou que as mudanças são necessárias para "maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente", de acordo com a CNBC norte-americana.

A companhia afirmou que os cortes não estão relacionados aos investimentos em inteligência artificial, disse um porta-voz à Bloomberg.

Nos últimos meses, outras empresas de tecnologia, como a Meta (dona de Facebook e Instagram) e a Oracle, também realizaram demissões em massa enquanto ampliavam os investimentos em IA.

O g1 procurou a Uber para saber se funcionários da empresa no Brasil foram afetados e aguarda retorno.

Em comunicado às equipes impactadas, Jill Hazelbaker, promovida no mês passado ao cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos, afirmou que as demissões têm como objetivo construir uma "organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente".

A Bloomberg informou ainda que alguns funcionários de RH que haviam recebido autorização para trabalhar remotamente foram avisados de que precisarão retornar ao modelo híbrido, com presença no escritório três dias por semana.

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Número de ricos e suas fortunas atingiram novo recorde em 2025, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 08:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Paris, França, 4 Jun 2026 (AFP) – O número de milionários em todo o mundo e sua fortuna continuaram crescendo em 2025 e atingiram novos recordes, graças ao forte desempenho do mercado de ações e à queda da inflação, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (4) pela Capgemini.

Essa consultoria define os ricos como aqueles que possuem mais de um milhão de dólares (5 milhões de reais) disponíveis para investimento. Isso exclui, em grande parte, o valor de sua residência principal.

Esse número aumentou 7,9%, chegando a 25,3 milhões de pessoas no ano passado, quase 2 milhões a mais do que em 2024, calculou a Capgemini em seu estudo internacional intitulado "World Wealth Report" (Relatório Mundial da Riqueza, em tradução livre).

Seu patrimônio total cresceu 8,7%, atingindo 98,3 trilhões de dólares (495,5 trilhões de reais), um valor recorde e o maior aumento anual desde 2018.

"Os mercados de ações, impulsionados por ganhos relacionados à inteligência artificial, foram o principal motor da criação de riqueza para indivíduos ricos em cinco das seis principais regiões geográficas" analisadas, afirmou a Capgemini.

E "a riqueza dos indivíduos ricos permanece altamente concentrada: 1% deles detém 34,8% dessa riqueza", acrescentou.

O maior aumento no número de milionários (9,4%) é observado na região Ásia-Pacífico, impulsionado pelo setor de semicondutores, com o Japão e a China na liderança.

Na América do Norte, o número de milionários aumentou 9,1%, graças aos Estados Unidos, onde mais de 736 mil novos milionários foram registrados, elevando o total para 8,7 milhões no país.

A única região analisada com queda no número de milionários foi o Oriente Médio (-1,4%), impactado pela queda nos preços do petróleo no ano anterior.

A população de indivíduos super-ricos, definidos como aqueles com patrimônio líquido de pelo menos 30 milhões de dólares (151 milhões de reais), também aumentou 9,4%, chegando a aproximadamente 250 mil pessoas em todo o mundo.

O estudo da Capgemini foi baseado em entrevistas com 6.510 indivíduos ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.

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Do campo à geladeira: por que há tanto desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Agro Agro: De gente pra gente Do campo à geladeira: por que há tanto desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome Perdas ocorrem no campo, no varejo e dentro de casa, gerando impactos econômicos, ambientais e sociais. Entre as principais causas estão a falta de conhecimento técnico, a exigência por padrões estéticos e a 'cultura da fartura'. Por Vivian Souza

O mundo desperdiça cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos. Esse descarte não acontece por acaso: em cada etapa, há um motivo.

No campo, por exemplo, ele pode ocorrer por falta de planejamento e de técnica. No varejo, por excesso de oferta. Já nas casas, por hábitos culturais.

Em paralelo ao grande volume de descartes, quase 7 milhões de pessoas passam fome apenas no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da questão social, o desperdício causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases causadores do efeito estufa, como o metano. Ele também desenvolve chorume, que contamina o lençol freático.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo desperdiça cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos ao ano. Em cada etapa da cadeia, há fatores que ajudam a explicar o problema.

No campo, o desperdício pode ocorrer por falta de planejamento e de técnica. No varejo, por excesso de oferta. Já nas casas, por hábitos culturais.

➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.

Ao mesmo tempo, quase 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, quanto mais comida é desperdiçada, mais difícil pode ser o acesso aos alimentos.

“Existe dentro do varejo um cálculo de perda já especificado no valor dos produtos. Então a gente paga por essa perda”, explica Daniela Teston, diretora de relações corporativas do WWF-Brasil.

A especialista acredita que a redução do desperdício poderia tornar mais baratos os itens básicos de alimentação, o que favoreceria a população em situação de vulnerabilidade.

“Apesar de ter saído da linha da pobreza, a gente ainda tem muita gente que não tem acesso à nutrição adequada todos os dias”, afirma.

Também segundo o IBGE, 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar no país.

Não bastasse a questão social, o desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Também produz chorume, que contamina o lençol freático.

E não se pode ignorar a consequência mais óbvia: a perda financeira. Dados de 2020 do Banco Mundial mostram que US$ 1 trilhão em alimentos é desperdiçado anualmente.

Não existem dados oficiais que mostrem o quanto é perdido nas lavouras, mas este é um problema real, aponta Gustavo Porpino, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios. Ele também colabora com iniciativas da ONU.

➡️ Falta de acesso dos agricultores a mercados: o Brasil tem cultivos de alimentos extremamente perecíveis, como alface, morango e banana. “No dia que o alimento está pronto para ser colhido, o produtor já tem que saber para onde ele vai comercializar, se não vai se perder muito rapidamente”, explica. ➡️ Mudanças climáticas: causam altas temperaturas, seca e excesso de chuva em períodos que são altamente prejudiciais para os cultivos. ➡️ Pragas e doenças: podem dizimar lavouras quando não são combatidas com o manejo adequado.➡️ Falta de tecnologia: as inovações podem ajudar a conservar os alimentos por mais tempo, tornar a colheita mais eficiente e diminuir as perdas no campo. ➡️ Padrão estético: o mercado consumidor exige que os alimentos tenham determinados tamanhos e não apresentem manchas. Desse modo, quando o produto nasce fora desse padrão, o produtor dificilmente consegue vender para os mercados.➡️ Picos de produção: quando a safra é muito boa, o alimento pode acabar sobrando na lavoura. Isso porque o produtor pode não ter conseguido clientes para toda a oferta ou porque o preço ficou muito baixo e não compensa os custos da colheita.➡️ Logística: pode causar perdas quando feita de forma ineficiente, como no transporte de hortaliças fora de caminhões refrigerados. Além disso, as caixas e embalagens em que os produtos são transportados precisam ser adequadas. Por exemplo, caixas de madeira podem causar danos às frutas; o ideal são as plásticas.

O g1 foi até Santa Maria da Serra e Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo, para ver como funciona uma citricultura com desperdício zero. (veja no vídeo abaixo)

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que o varejo e os restaurantes são responsáveis pelo desperdício de 427 milhões de toneladas de alimentos.

Porpino, pesquisador da Embrapa, explica que isso pode acontecer nos supermercados por causa da exigência estética dos consumidores, mas também da prática de venda consignada com os agricultores.

🔎 No esquema de consignação, o varejista compra as frutas, mas só remunera o agricultor se esses itens forem vendidos.

“O varejista recebeu 500 caixinhas de morango, vendeu 300. Ele vai remunerar o produtor pelas 300. As outras 200 se estragaram na loja. Isso não vai significar prejuízo para o varejista, mas para o produtor”, explica.

Por isso, existem iniciativas voltadas à doação de alimentos que sobraram nos pontos de venda para instituições que os redistribuem a quem precisa. Essas instituições fazem uma triagem e coletam o que estiver em boas condições.

O g1 foi até Campinas (SP) e São Paulo para ver como funcionam duas dessas instituições: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) e o Sesc Mesa Brasil. (veja no vídeo abaixo)

A maior parte do desperdício ocorre dentro de casa. Em 2022, foram 631 milhões de toneladas, segundo o Pnuma.

A culpa não é exclusiva do consumidor. Isso porque, após passar pela colheita e pelo transporte, o alimento pode chegar às prateleiras sem estar em suas melhores condições e estragar rapidamente em casa.

“O consumidor de classe média mais baixa não vai comprar frutas e hortaliças nos supermercados mais caros, que vendem frutas e verduras de melhor qualidade. Ele vai comprar em um local mais barato”, explica Porpino.

“Essas frutas e verduras, às vezes, já têm um tempo de vida muito curto, porque foram transportadas por longas distâncias ou porque são de segunda linha”, completa.

Contudo, também existem fatores culturais que provocam o descarte de alimentos. Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome, aponta dois:

➡️ o brasileiro gosta de fartura: isso significa que nem sempre há um planejamento das compras baseado no que realmente é consumido pela família, mas na expectativa do volume que deve ser servido. Dessa forma, sobra comida.➡️ o hábito do estoque: devido ao histórico de inflação elevada e oscilação de preços no Brasil, muitas pessoas mantêm estoques em casa como forma de prevenção.

“No fim das contas, você não precisava daquela comida. Ela foi uma comida de estoque e foi esquecida no fundo da geladeira, porque a demanda real não existia”, afirma.

Coordenação editorial: Raphael MartinsEdição e finalização de vídeos: Cadu LandoNarração: Vivian SouzaReportagem: Vivian SouzaProdução: Vivian SouzaRoteiro: Vivian SouzaCoordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana MendicelliCoordenação de arte: Julio DubiellaIlustração e infografia: Bruna AzevedoFotografia: Cadu Lando e Kaique MattosMotion Design: Thalita Ferraz

A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de um julgamento marcado por preconceitos de gênero e a condenou a 1 ano e 4 meses pelo crime de omissão.

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O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Agro Agro: De gente pra gente O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro O g1 visitou iniciativas em quatro cidades de São Paulo que transformam alimentos descartados em refeições, adubo e renda para produtores. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

Em 2022, cerca de 1 bilhão de toneladas de comida foram jogadas fora no mundo todo, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

As causas são variadas e começam antes mesmo de o alimento chegar à mesa. Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações estragarem e gerar excesso de oferta.

Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

Alimentos que sobrariam podem ser doados para pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto técnicas de manejo ajudam produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações.

Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. A compostagem permite que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, sem agredir o meio ambiente.

Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população.

Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

Um pimentão muito pequeno, grande demais ou com manchas, por exemplo, pode ficar encalhado na prateleira até apodrecer.

Algumas apostam na doação de alimentos que sobrariam para pessoas em situação de vulnerabilidade. Outras difundem técnicas de manejo para ajudar produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações.

Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. Projetos de compostagem permitem que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente.

O g1 visitou quatro cidades de São Paulo para mostrar como essas soluções ajudam a combater o desperdício.

️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.

Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.

Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério.

Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias.

Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos.

“Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome.

O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (confira no vídeo no início da reportagem).

Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras.

Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações.

No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais.

Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. (saiba mais abaixo).

Veja também: 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil

Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores.

As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima).

Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade.

Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira.

Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade.

Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco.

As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino..

Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores.

O desperdício causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático.

Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma.

O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (veja no vídeo acima)

O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção.

Além dessas iniciativas, em 2025, foi lançada a Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, instituída por meio de Resolução da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

A iniciativa conta com parceria com instituições científicas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e ainda está em fase de formulação.

Coordenação editorial: Raphael MartinsEdição e finalização de vídeos: Cadu LandoNarração: Vivian SouzaReportagem: Vivian SouzaProdução: Vivian SouzaRoteiro: Vivian SouzaCoordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana MendicelliCoordenação de arte: Julio DubiellaIlustração e infografia: Bruna AzevedoFotografia: Cadu Lando e Kaique MattosMotion Design: Thalita Ferraz

A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de um julgamento marcado por preconceitos de gênero e a condenou a 1 ano e 4 meses pelo crime de omissão.

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