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O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Agro Agro: De gente pra gente O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro O g1 visitou iniciativas em quatro cidades de São Paulo que transformam alimentos descartados em refeições, adubo e renda para produtores. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

Em 2022, cerca de 1 bilhão de toneladas de comida foram jogadas fora no mundo todo, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

As causas são variadas e começam antes mesmo de o alimento chegar à mesa. Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações estragarem e gerar excesso de oferta.

Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

Alimentos que sobrariam podem ser doados para pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto técnicas de manejo ajudam produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações.

Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. A compostagem permite que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, sem agredir o meio ambiente.

Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população.

Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

Um pimentão muito pequeno, grande demais ou com manchas, por exemplo, pode ficar encalhado na prateleira até apodrecer.

Algumas apostam na doação de alimentos que sobrariam para pessoas em situação de vulnerabilidade. Outras difundem técnicas de manejo para ajudar produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações.

Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. Projetos de compostagem permitem que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente.

O g1 visitou quatro cidades de São Paulo para mostrar como essas soluções ajudam a combater o desperdício.

️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.

Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.

Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério.

Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias.

Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos.

“Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome.

O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (confira no vídeo no início da reportagem).

Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras.

Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações.

No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais.

Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. (saiba mais abaixo).

Veja também: 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil

Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores.

As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima).

Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade.

Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira.

Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade.

Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco.

As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino..

Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores.

O desperdício causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático.

Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma.

O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (veja no vídeo acima)

O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção.

Além dessas iniciativas, em 2025, foi lançada a Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, instituída por meio de Resolução da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

A iniciativa conta com parceria com instituições científicas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e ainda está em fase de formulação.

Coordenação editorial: Raphael MartinsEdição e finalização de vídeos: Cadu LandoNarração: Vivian SouzaReportagem: Vivian SouzaProdução: Vivian SouzaRoteiro: Vivian SouzaCoordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana MendicelliCoordenação de arte: Julio DubiellaIlustração e infografia: Bruna AzevedoFotografia: Cadu Lando e Kaique MattosMotion Design: Thalita Ferraz

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Pressionadas por sanções dos EUA, empresas estrangeiras começam a deixar Cuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

A poucos dias do fim do prazo dado pelos Estados Unidos para que empresas estrangeiras rompam seus vínculos com o conglomerado econômico-militar Gaesa, alvo de sanções de Washington, várias companhias já encerraram ou reduziram substancialmente suas atividades em Cuba.

Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos.

A administração Trump, que impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, também voltou sua atenção para o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), vinculado às Forças Armadas cubanas e uma das primeiras entidades sancionadas sob a nova ordem executiva.

Em consequência, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro estabeleceu a próxima sexta-feira (5) como prazo final para que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa reajustem suas operações ou enfrentem sanções dos Estados Unidos.

Essas medidas podem implicar dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional e à realização de transações, proibição de que bancos trabalhem com essas empresas ou congelamento de ativos.

Nesse contexto, várias redes hoteleiras já anunciaram sua retirada ou a redução de suas operações na ilha.

A rede espanhola Meliá anunciou nesta quarta-feira (3) que encerrará suas operações em 15 hotéis administrados em Cuba em parceria com o Gaesa, embora não tenha mencionado os outros 19 estabelecimentos que opera com o Ministério do Turismo cubano.

"Diante dos acontecimentos e circunstâncias que vêm ocorrendo no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba", a Meliá informa que "adotou a decisão de concluir imediatamente a prestação dos serviços de gestão e comercialização" desses hotéis na ilha, afirmou a empresa em comunicado.

A Meliá se junta à rede espanhola Iberostar e à canadense Blue Diamond, que anunciaram nos últimos dias o encerramento parcial ou total de suas operações turísticas em Cuba.

A Iberostar deixou de administrar 12 hotéis operados em Cuba em associação com o Gaesa, embora continue trabalhando com outras seis unidades pertencentes ao Ministério do Turismo, informaram à AFP várias fontes próximas ao assunto.

Iberostar e Meliá foram as primeiras redes hoteleiras espanholas a chegar a Cuba, depois que a ilha se abriu ao turismo internacional para tentar superar a crise provocada pela queda do bloco soviético em 1991.

Na segunda-feira, a rede canadense Blue Diamond informou à AFP que encerrava suas operações em Cuba devido à situação atual do setor, em um momento em que a ilha enfrenta crescente pressão dos Estados Unidos.

O grupo asiático Archipelago International também estuda limitar sua presença ou abandonar a ilha, segundo fontes próximas ao setor ouvidas pela AFP.

Ativa no setor de mineração, também na mira de Washington, a canadense Sherritt tornou-se, em 7 de maio, a primeira empresa estrangeira a anunciar sua saída de Cuba, onde extraía níquel e cobalto desde a década de 1990 por meio da empresa mista General Nickel Company S.A.

"O impacto para a economia cubana da saída de todas essas companhias internacionais no curto prazo é devastador", declarou à AFP o economista e consultor cubano Daniel Torralbas. Isso "transforma 2026 no pior ano da história econômica de Cuba nos últimos 70 anos", acrescentou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, firme opositor do governo de Havana, acusou há duas semanas os líderes cubanos de roubo e corrupção por meio do Gaesa.

Rubio lembrou que o ex-presidente Raúl Castro, atualmente denunciado pela Justiça americana, foi o fundador do Gaesa, que, segundo o Departamento de Estado dos EUA, possui ativos avaliados em 18 bilhões de dólares (R$ 90,3 bilhões) e controla até 70% da economia cubana.

Na terça-feira, o governo cubano defendeu o papel do conglomerado, criado na década de 1990 para contornar o embargo americano em vigor desde 1962 e gerar divisas para impulsionar a economia do país.

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GAC Aion UT traz a dúvida: vale abrir mão de equipamentos por mais potência? g1 testou

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Carros GAC Aion UT traz a dúvida: vale abrir mão de equipamentos por mais potência? g1 testou Hatch elétrico tem porte maior que Volkswagen T-Cross e promete até 310 km de autonomia; mas o que chama atenção mesmo é a força do motor que gera 204 cv. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O GAC Aion UT é um dos poucos lançamentos da marca chinesa no Brasil em 2026, depois da chegada de cinco modelos de uma só vez no ano passado. Trata-se do elétrico mais barato da GAC com rivais que já estão no pódio dos mais vendidos do Brasil: BYD Dolphin Mini, Dolphin e o Geely EX2.

Para ter chances contra o trio, o Aion UT traz uma proposta incomum entre os chineses: abre mão de uma longa lista de equipamentos para apostar mais em potência e espaço interno.

O modelo parte de R$ 139.990. O valor fica acima dos R$ 118.990 do Dolphin Mini, o carro elétrico mais vendido do Brasil em 2026, e abaixo dos R$ 149.990 do segundo colocado, o Dolphin.

O g1 testou o carro em um trajeto totalmente urbano em São Paulo (SP), para avaliar se a redução de itens e conforto vale a pena em um mercado que se acostumou a acabamentos mais macios, em vez de plástico rígido.

Começando pelo visual externo, o Aion UT segue um estilo mais padronizado visto em carros chineses. A dianteira fechada e levemente pontuda, as linhas suaves e a quase ausência de ângulos retos na carroceria reforçam essa impressão.

As maçanetas ficam alinhadas à carroceria, embora apenas pareçam retráteis. Elas lembram o modelo usado no Chevrolet Corsa, aquele que fica “embutido” na porta.

O visual não chega a ser feio, mas também não se destaca nem mostra muita personalidade. Ele lembra modelos de outras marcas chinesas, como Leapmotor C10 e Geely EX2 — este segundo é o mais parecido, mas é menor e tem quase metade da potência.

Por dentro GAC, o padrão segue o mesmo. A central multimídia de 14,6 polegadas concentra muitas funções e aposta em um visual mais limpo. Além dos controles do ar-condicionado, a tela reúne também os ajustes dos retrovisores e até a abertura do teto solar.

É justamente aqui que está a principal aposta da GAC. Diferente de modelos chineses recentes, como o Geely EX2 e até o Chevrolet Spark EUV — o segundo desenvolvido e produzido pela chinesa SAIC —, o Aion UT usa principalmente plástico rígido no acabamento.

Esse acabamento não é tão monótono quanto o visto em muitos carros da Volkswagen. A proposta se aproxima mais da Fiat, com o uso de diferentes texturas e tons do mesmo material para dar mais “movimento” ao interior.

Há até uma costura falsa nas portas, que tenta imitar o acabamento em couro. As únicas áreas macias de verdade ficam onde os braços se apoiam: no apoio lateral das portas e na extensão do console central elevado.

Esse nível de simplicidade é incomum entre os carros chineses lançados desde 2023. Outra mudança em relação ao que o público brasileiro se acostumou está no teto solar: em vez de abrir para ventilação, ele funciona apenas como uma superfície de vidro para entrada de luz, sem abertura.

A terceira diferença aparece na lista de equipamentos mais enxuta da versão de entrada. No GAC Aion UT não há sequer piloto automático simples, item presente até mesmo no Chevrolet Onix de 2017.

Carregador de celular por indução e bancos com ajustes elétricos? Só na versão topo de linha. Até os auxílios ao motorista, como o freio automático de emergência, ficam restritos à opção mais cara.

Com tantas limitações, o modelo de entrada poderia parecer sem graça. Ainda assim, a escolha da GAC foi oferecer, mesmo na versão mais simples, bom espaço interno e desempenho.

Esse espaço não aparece no porta-malas, que tem apenas 340 litros, mas se destaca na área para as pernas dos ocupantes. Mesmo com os bancos dianteiros ajustados para pessoas de 1,80 metro, quem vai atrás e tem a mesma altura não chega a encostar os joelhos nos bancos.

Isso se explica por dois fatores: apesar de ser um hatch, o Aion UT tem 4,27 metros de comprimento, seis centímetros a mais que um Volkswagen T-Cross, por exemplo. Já a distância entre-eixos é cinco centímetros maior que os 2,70 metros do sedã Toyota Corolla, conhecido pelo bom espaço para as pernas.

Na largura, o carro acomoda bem quatro pessoas, com duas no banco traseiro. Até três adultos conseguem viajar ali, embora com os braços mais apertados. Em compensação, o assoalho plano ajuda a evitar disputa por espaço para as pernas.

A potência é outro ponto bastante positivo. São 204 cv e 21,5 kgfm de torque, que se mostraram mais ariscos do que os números quase idênticos do motor elétrico do BYD Dolphin Plus.

Passada a lista de acabamento, mãos ao volante e, mesmo com subidas longas de São Paulo (SP) e dois adultos a bordo, as retomadas e acelerações aconteceram sem dificuldade.

Ultrapassar outro carro, mesmo em subida e com o ar-condicionado ligado, não foi difícil para o Aion UT. Em nenhum momento o motor pareceu no limite, mesmo com o acelerador pressionado até o fim. Nos semáforos, ele chegou a arrancar à frente de todas as motos.

O Aion UT é ágil, mais do que outros carros com potência semelhante, mesmo sendo pesado e com aerodinâmica pouco voltada à esportividade. Pelo visual, inclusive, ele não sugere esse comportamento mais dinâmico.

A resposta ao acelerador, bastante sensível, aparece tanto no modo esportivo quanto no modo normal. Ela fica mais suave apenas no modo econômico, em que a entrega de potência acontece de forma mais gradual.

Essa característica levou à inclusão de dois ajustes extras: um chamado “estacionamento confortável” e outro que promete reduzir o enjoo dos ocupantes. A ideia é simples: aumentar o tempo de resposta do acelerador, fazendo com que a potência seja entregue de forma ainda mais gradual.

Com qualquer uma delas ativada, o carro balança menos nas acelerações e frenagens. Isso tende a reduz a sensação de enjoo e garante mais controle em manobras de estacionamento.

Como o trajeto foi feito em ruas bem asfaltadas, não foi possível avaliar a suspensão com precisão. Ainda assim, a reportagem percebeu que os poucos solavancos causados por irregularidades no piso foram bem absorvidos.

Isso pode passar a impressão de uma suspensão mais macia e confortável, porém menos voltada à estabilidade em velocidades acima de 100 km/h.

A troca de uma lista mais completa de itens de série por mais espaço faria mais sentido se o porta-malas também fosse maior. Ainda assim, o desempenho mais ágil em um carro de entrada chamou atenção.

Esse comportamento não aparece da mesma forma em concorrentes como o BYD Dolphin ou o Chevrolet Spark EUV, que são mais comedidos em potência, mas entregam mais conforto e itens de série em um preço praticamente idêntico:

A dose extra de desempenho passa a sensação de que o Aion UT pode encarar a estrada com mais segurança do que concorrentes próximos.

A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de um julgamento marcado por preconceitos de gênero e a condenou a 1 ano e 4 meses pelo crime de omissão.

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Enam, exame para quem quer entrar na magistratura, deve reunir mais de 30 mil pessoas neste domingo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 03:48

Trabalho e Carreira Concursos Enam, exame para quem quer entrar na magistratura, deve reunir mais de 30 mil pessoas neste domingo Candidatos terão cinco horas para responder a 80 questões objetivas. Aprovação é requisito para seguir nos concursos da magistratura em todo o país. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Mais de 31 mil bacharéis em Direito devem participar, neste domingo (7), da 5ª edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam), realizado em todas as capitais brasileiras. O exame é uma etapa obrigatória para quem deseja concorrer a cargos de juiz no país.

Segundo a organização, 31.538 candidatos tiveram a inscrição confirmada nesta edição. São Paulo lidera o número de participantes, com 5.787 inscritos, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

A prova será aplicada no período da tarde, das 13h às 18h (horário de Brasília). Os portões serão fechados às 12h30, e a recomendação é que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora e meia de antecedência.

⏰ A organização também reforça que não haverá tolerância para atrasos, e que o acesso ao local de prova será permitido apenas com documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta ou azul.

Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Exame Nacional da Magistratura é uma etapa obrigatória para quem deseja participar de concursos para juiz em tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares.

📎 Na prática, o Enam não oferece vagas diretamente. Ele funciona como uma etapa de habilitação: apenas os aprovados podem se inscrever nos concursos da magistratura.

A proposta do exame é estabelecer um padrão nacional de seleção e reduzir as diferenças entre os concursos realizados pelos tribunais em cada estado.

Inscritos para o Exame Nacional da Magistratura (ENAM) se encaminham para local de prova, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

A prova será composta por 80 questões objetivas de múltipla escolha, que abordam os seguintes conteúdos:

Direito Constitucional;Direito Administrativo;Direito Civil;Direito Penal;Empresarial;Processual Civil;Direitos Humanos;Formação Humanística.

Para ser habilitado, o candidato da ampla concorrência precisa atingir pelo menos 70% de acertos. Já os participantes de ações afirmativas têm exigência mínima de 50%.

Ainda conforme as regras do edital, é obrigatório apresentar documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta ou azul para realizar a prova.

A organização recomenda ainda que os participantes verifiquem previamente o local de prova, que já está disponível para consulta no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora.

Os locais de prova estão distribuídos em todas as capitais brasileiras e podem ser consultados pelos candidatos nos canais oficiais da organização do exame.

‘Acho que nós vamos conseguir selecionar uma quantidade relevante de pessoas muito qualificadas para se tornarem juízes’, disse Barroso

Em entrevista ao g1, o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, afirmou que o Enam foi criado para mudar o foco dos concursos para juiz.

"Nós temos que fugir daquele candidato que vira uma máquina de fazer prova (…) Não se trata de decorar artigos de lei ou da Constituição. O exame valoriza o raciocínio, a resolução de problemas e a capacidade de lidar com situações concretas", disse.

"O concurso de juiz não é democrático, não é acessível (…) a dificuldade objetiva acaba criando uma barreira para muitas pessoas (…) o Enam veio olhar para uma outra camada da sociedade".

Segundo dados da Enfam, nesta quinta edição, as mulheres são maioria entre os inscritos, representando 55,14% do total, enquanto homens somam 44,83%. O levantamento também aponta a participação de 5.187 pessoas negras, 1.709 pessoas com deficiência, além de indígenas e quilombolas.

Após quatro edições da prova, a Enfam afirma que o Enam já reúne cerca de 17 mil candidatos habilitados em todo o país.

Na avaliação do ministro, o exame já começa a impactar a formação dos candidatos que participam dos concursos da magistratura.

"Eu considero um sucesso, especialmente pela qualidade dos candidatos que chegam aos concursos e aos cursos de formação", disse.

O banco de habilitados passou a ser utilizado como etapa prévia obrigatória para concursos da magistratura em diferentes ramos do Judiciário, o que, segundo a Enfam, contribui para maior uniformidade no perfil dos candidatos em nível nacional.

Questionado sobre o esquema de segurança do exame, o ministro afirmou ainda que o processo segue padrões rígidos de segurança e sigilo. Segundo ele, nas edições anteriores não houve registro de ocorrências relevantes.

"Em segurança, predomina o sigilo. Mas posso afirmar que, nas quatro edições do Enam, não tivemos nenhum caso grave", completou o ministro.

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Trump ‘rompe trégua com Lula’ e causa ‘tempestade’ no Brasil: o que disse a imprensa internacional sobre tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 00:45

Mundo Trump 'rompe trégua com Lula' e causa 'tempestade' no Brasil: o que disse a imprensa internacional sobre tarifas FT associou a ameaça de novas tarifas e a classificação de facções como 'terroristas' a 'um esforço de lobby' por parte de Flávio Bolsonaro, gerando 'tempestade política' no país. Por BBC

As recentes medidas do governo dos Estados Unidos de ameaçar o Brasil com novas tarifas e de classificar facções brasileiras de "terroristas" romperam uma "trégua" entre os presidentes Lula e Donald Trump e provocaram uma "tempestade política" pré-eleição, analisou o jornal britânico Financial Times em reportagem publicada nesta quarta-feira (3).

"Os dois anúncios romperam uma trégua que Lula e Trump pareciam ter estabelecido após a imposição de tarifas no ano passado — uma das maiores alíquotas sob a política comercial de Trump", diz a reportagem assinada por repórteres em Brasília e Londres.

O "FT" associou as medidas a "um esforço de lobby por parte de um importante candidato presidencial brasileiro", referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se encontrou com Trump na Casa Branca pouco antes dos anúncios mirando o Brasil.

A tentativa de Flávio, segue o FT, é de "se alinhar com políticos pró-Trump que venceram várias eleições recentes na América Latina".

Em 28 de maio, os EUA anunciaram que estavam designando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, uma medida defendida pela família Bolsonaro há mais de um ano e rejeitada pelo governo Lula, que teme intervenções militares americanas no país.

Já na terça-feira (2) o governo americano anunciou a nova proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, criticando o Pix e práticas do governo brasileiro "irrazoáveis" que "oneram ou restringem o comércio dos EUA".

O jornal britânico escreve que "Trump desencadeou uma tempestade política", levando o presidente Lula a usar as medidas recentes para atacar Flávio Bolsonaro, a quem acusou de trair o país ao incentivar a política americana. O FT também conta que Lula rotulou as novas tarifas como "TariFlávio".

Em análise atribuída ao consultor político Thomas Traumann, o jornal lembra que a oposição de Lula ao primeiro tarifaço "o tornou mais popular", assim como o líder canadense Mark Carney, que venceu a eleição fazendo uma campanha de enfrentamento contra os Estados Unidos.

O FT ressalta, no entanto, que Flávio foi "colocado na defensiva pela proposta de tarifas", citando o vídeo em que o pré-candidato diz que pediu a Trump para não impor novas taxas.

A reportagem também avalia que Trump "não tomou partido abertamente na campanha eleitoral brasileira de outubro", mas que uma série de sinais "foram amplamente interpretados no Brasil como indícios de apoio a Bolsonaro".

Na terça, Trump divulgou uma foto sua com Flávio Bolsonaro, classificando-o de "um jovem inteligente que ama seu país".

Segundo Traumann disse ao jornal, o conjunto de declarações e medidas também mostram que os EUA "querem interferir na eleição brasileira contra a reeleição do presidente Lula".

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026. — Foto: AFP

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Entidades vão contestar no STF decisão do Congresso Nacional que dificulta aborto legal em crianças

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 20:45

Economia Blog da Ana Flor Entidades vão contestar no STF decisão do Congresso Nacional que dificulta aborto legal em crianças Câmara e Senado aprovaram a suspenção de uma resolução que orientava o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Por Bianka Vieira, GloboNews — Brasília

Entidades e organizações da sociedade civil que integram o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) questionarão, no Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão de uma resolução que orientava o procedimento de aborto legal por crianças vítimas de estupro, direito garantido por lei.

O PDL foi aprovado primeiro na Câmara dos Deputados (veja como cada deputado votou), depois, em menos de dois minutos, no Senado Federal em votação simbólica – modalidade em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra.

A ação terá o PSOL como autor e será apresentada à Corte após a promulgação do projeto de decreto legislativo (PDL) pelo Congresso.

🔎 A decisão dos deputados e senadores suspende integralmente os efeitos de Resolução 258 do Conanda. A norma trazia orientações para o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora da proposta que derrubou a resolução, diz que o Conanda extrapolou suas competências e tentou legislar no lugar do Congresso. Este argumento deve ser contestado na ação judicial.

"Vamos argumentar que o Conanda não extrapolou o seu limite de capacidade normativa. A decisão do Senado é que interfere na competência do Conanda. O conselho tem autonomia para estabelecer essas garantias", afirma a presidente do órgão, Delia Martis, à GloboNews.

A ação no STF deve ser endossada apenas por entidades da sociedade civil, embora o governo federal também tenha representantes no Conanda.

A estátua 'A Justiça', em frente ao prédio do STF e ao fundo Prédio do Congresso Nacional. — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Diferentemente de quando passou pela Câmara dos Deputados e motivou discussões acaloradas, em novembro de 2025. A votação no Senado Federal foi aprovada em 1 minuto e 42 segundos, sem falas ou intervenções de parlamentares.

Os ministérios dos Direitos Humanos e das Mulheres estavam em alerta desde que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que pautaria o PDL nesta semana.

Dias antes, já tinham destacado interlocutores para visitar gabinetes do Senado e defender a manutenção da resolução. Mas foram pegos de surpresa com a votação sendo apresentada fora da pauta.

Defensores da resolução afirmam que ela não inova nem cria novas regras, mas organiza o atendimento de crianças vítimas de violência sexual que engravidam.

"Nós não estamos obrigando a fazer o aborto, mas dizendo que a criança tem o direito de não carregar o fruto de uma violência sexual", diz um integrante do Executivo.

Aliados de Damares Alves, por outro lado, admitem que a votação foi facilitada pelo fato de o governo não ter "colocado o time em campo" e enfrentado o tema. A avaliação entre eles é a de que o Planalto não quis se desgastar com um tema espinhoso na véspera das eleições.

A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”.

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Governo publica regra que permite manter o Bolsa Família durante análise do BPC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 19:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Brasileiros inscritos no Bolsa Família e que desejarem solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vão poder continuar no programa até que a análise pelo governo federal seja concluída.

O desligamento do Bolsa Família ocorrerá somente no final do processo e se o BPC for concedido. A nova regra começou a valer na terça-feira (2).

A alteração decorre de um acordo entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Advocacia-Geral da União e a Defensoria Pública da União, firmado após a aprovação da lei que mudou o cálculo da renda familiar para a concessão do BPC, passando a incluir na conta valores antes desconsiderados, como os do Bolsa Família.

A mudança cria agora uma espécie de "período de transição" entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família (ver detalhes abaixo).

O novo cálculo para a concessão do BPC teve como objetivo, segundo o governo informou à época, evitar o acúmulo de benefícios.

ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial; estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; emorar no Brasil.

Todos os rendimentos passaram, portanto, a ser considerados para o cálculo da renda familiar, com algumas exceções.

bolsas de estágio supervisionado;rendimentos de contrato de aprendizagem;valores de auxílio financeiro temporário ou indenização por rompimento/colapso de barragem;BPC recebido por outra pessoa idosa ou com deficiência da família;benefício previdenciário de até um salário mínimo concedido a pessoa idosa (com mais de 65 anos) ou com deficiência, limitado a um por membro; eauxílio-inclusão e a respectiva remuneração, quando utilizados apenas para manter o BPC de outro integrante do mesmo grupo familiar.

O formulário de requerimento do BPC passou a incluir uma declaração em que o solicitante informa ser responsável familiar do Bolsa Família e autoriza o desligamento voluntário do programa caso o benefício seja o único motivo para a negativa do pedido.

Na análise, o INSS identifica, entre os pedidos que ultrapassam o limite de renda, aqueles em que existe o recebimento do Bolsa Família. Se o requerente for o responsável familiar e tiver preenchido a declaração, o órgão faz uma segunda avaliação desconsiderando os valores do programa.

Se, nesse novo cálculo, a renda ficar dentro do limite, o pedido segue normalmente para análise dos demais critérios do BPC. Em caso de aprovação, o INSS envia a declaração ao Ministério do Desenvolvimento Social, que interrompe o pagamento do Bolsa Família.

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SpaceX define preço de US$ 135 por ação para estreia na bolsa americana

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

A SpaceX anunciou publicamente, nesta quarta-feira (3), o preço de US$ 135 por ação para sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços de Wall Street e destacando a intenção de Elon Musk de captar valores recordes do seu próprio modo.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado.

A decisão da empresa de divulgar o preço uma semana antes da oferta, algo raro entre grandes IPOs nos Estados Unidos, reforça a imagem de Musk no mercado financeiro como um empreendedor ousado e bem-sucedido.

A empresa pretende captar US$ 75 bilhões, o maior valor já obtido em um IPO, o que a avaliaria em US$ 1,75 trilhão e a colocaria imediatamente entre as dez empresas mais valiosas dos Estados Unidos.

A empresa começará na quinta-feira da próxima semana (10) a apresentação a investidores, com a definição final do preço prevista para 11 de junho; a negociação das ações na Nasdaq deve começar no dia seguinte.

Musk também vem mudando práticas comuns em IPOs da SpaceX de várias maneiras, como ao propor maior participação de investidores individuais na distribuição das ações, defender uma inclusão mais rápida em índices e organizar a governança para manter forte controle do fundador.

“Nada neste IPO é normal em qualquer aspecto, mas, por outro lado, este é o maior IPO da história, então talvez isso não seja surpreendente”, disse um investidor que planeja comprar ações na oferta.

O roadshow é a etapa em que empresas e bancos consultam investidores para definir uma faixa de preço para a venda de ações. Esse processo valoriza tanto o relacionamento dos bancos com potenciais investidores quanto sua leitura do mercado para a oferta.

Após uma série de reuniões preliminares com investidores antes do roadshow, a SpaceX indicou buscar uma avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão, enquanto parte do mercado apontava para US$ 1,5 trilhão ou menos.

Os planos da empresa, incluindo o valor a ser captado, podem mudar à medida que uma nova rodada de conversas com investidores se inicia, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Em Wall Street, houve uma corrida para garantir participação na operação, impulsionada pela reputação de Musk e pelo potencial de geração de milhões de dólares em taxas. Um investidor afirmou que há a percepção de que grandes instituições estão “se posicionando antecipadamente” ao dizer que investiram cedo — o que reflete e reforça o poder de influência de Musk sobre o mercado.

Outros aspectos da oferta da SpaceX também chamam atenção. Grandes bancos internacionais, como Mizuho, Deutsche Bank, UBS e Barclays, foram incentivados a focar na atração de investidores pessoas físicas de alta renda em seus países.

No passado, esse público recebia menos atenção, já que os bancos priorizavam o retorno de grandes gestoras de ativos, como a Fidelity Investments, e de fundos hedge, como a Citadel.

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Planalto conta com encontro entre Lula e Trump durante o G7, na França

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 17:53

Integrantes do Palácio do Planalto contam com um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump durante a reunião da cúpula do G7, na França.

Lula confirmou nesta quarta-feira (3) sua ida à cúpula. O encontro de líderes vai acontecer entre os dias 15 e 17 de junho em Evian, na França.

Segundo afirmaram fontes do Planalto ao blog, não há agenda entre os presidentes marcada, mas como o grupo de líderes presentes é menor, um encontro será “inevitável”. Lula tentará falar de tarifas e reforçar parcerias com o presidente dos EUA.

🔎 O G7 é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Lula foi convidado a participar do encontro este ano pelo anfitrião — o presidente da França, Emmanuel Macron.

O Brasil não faz parte do grupo, no entanto, desde que retornou ao Palácio do Planalto, em 2023, Lula tem sido chamado a participar das reuniões.

Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

➡️ O primeiro texto previa a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O segundo, um adicional de 12,5%. Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximos aos 40% impostos no ano passado — caso entre em vigor.

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República

O presidente afirmou nesta quarta que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump.

Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país "não pode aceitar" o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil.

Lula deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, o petista reforçou discursos anteriores, em que criticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, e o chamou de "latinoamericano frustrado".

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‘O Pix não sofre nenhuma ameaça’, diz ex-diretor da OMC sobre relatório dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 16:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,28%Dólar TurismoR$ 5,2771,25%Euro ComercialR$ 5,8850,99%Euro TurismoR$ 6,1350,98%B3Ibovespa170.150 pts-2,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,28%Dólar TurismoR$ 5,2771,25%Euro ComercialR$ 5,8850,99%Euro TurismoR$ 6,1350,98%B3Ibovespa170.150 pts-2,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,28%Dólar TurismoR$ 5,2771,25%Euro ComercialR$ 5,8850,99%Euro TurismoR$ 6,1350,98%B3Ibovespa170.150 pts-2,32%Oferecido por

O anúncio de que o governo dos Estados Unidos pode retomar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, ocorrido nos últimos dois dias, detonou uma disputa política entre os dois principais pré-candidatos à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula acusa Flávio de ter pedido a imposição de tarifas ao Brasil durante visita a Donald Trump, nos Estados Unidos, na semana passada. Do outro lado, Flávio Bolsonaro acusa o governo brasileiro de não ter conseguido negociar com os Estados Unidos de forma satisfatória.

Mas embora a medida, caso implementada, possa afetar pelo menos 20% de todos os produtos exportados aos Estados Unidos, parte dos embates políticos tem se dado em torno de um ponto: o Pix.

Lula vem usando o argumento de que os Estados Unidos seriam contra o Pix, mecanismo criado pelo Banco Central que permite transações financeiras instantâneas e gratuitas. Flávio, por outro lado, usa como argumento o fato de que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro.

O documento divulgado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na segunda-feira como resultado de uma investigação comercial fez diversas menções ao Pix, classifica o mecanismo como um "campeão nacional" e diz que ele representaria uma ameaça à atuação de empresas norte-americanas que atuam no segmento de meios de pagamento.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). — Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC

Em meio a debate político, o diplomata brasileiro, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) e consultor Roberto Azevêdo, minimiza as supostas ameaças sofridas pelo Pix.

"O Pix em si não sofre nenhuma ameaça", diz Azevêdo em entrevista à BBC News Brasil. Segundo ele, o único questionamento significativo dos norte-americanos sobre o Pix está no fato de ele ser operado pelo Banco Central, que é, ao mesmo tempo, o órgão regulador das empresas de meios de pagamento que concorrem com o Pix.

"No Brasil, está se fazendo muito alarde em torno do Pix, mas não acho que o Pix vai sofrer nenhuma alteração. Eles (os EUA) não vão pedir nada disso. O que eles gostariam é que o Pix fosse administrado de forma diferente e o pedido pode ser ou não atendido pelo Brasil", completa Azevêdo.

Com mais de 30 anos de diplomacia, Azevêdo é apontado por colegas brasileiros e estrangeiros como um especialista em negociações internacionais. No Ministério das Relações Exteriores (MRE), ele comandou o Departamento Econômico da pasta, entre 2005 e 2006.

Depois, foi indicado como embaixador do Brasil na OMC. Em 2013, assumiu a presidência do órgão, por indicação do governo brasileiro. Em 2017, foi reeleito para o cargo, mas renunciou em 2020 para assumir a vice-presidência da PepsiCo.

Em 2023, ele deixou o cargo e hoje atua como consultor e membro de conselhos em órgãos como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na entrevista, Azevêdo diz que o Brasil deve continuar tentando negociar para reduzir os impactos das tarifas que o governo dos EUA pode querer impor sobre o Brasil. Em tom cauteloso, Azevêdo diz acreditar que os governos de Brasil e dos Estados Unidos não teriam se empenhado efetivamente nas negociações sobre o assunto, mas evitou explicar o que teria levado o governo brasileiro a fazê-lo.

"O importante é ter a cabeça fria, negociar e procurar reduzir o impacto econômico, comercial e social no Brasil da melhor maneira possível e não criar animosidade e um clima de polêmica ou de guerra com fins estritamente eleitorais", diz.

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre a possibilidade de imposição de tarifas a produtos brasileiros exportados aos EUA — Foto: Getty Images

BBC News Brasil – Qual é o impacto imediato desse anúncio em relação às tarifas para a economia brasileira?

Roberto Azevêdo – Voltamos à situação que vivíamos antes de a Suprema Corte norte-americana derrubar as tarifas em janeiro deste ano. O que está acontecendo agora é que aquelas tarifas estão sendo reintroduzidas em um patamar mais baixo. Até janeiro, as tarifas estavam num patamar de 40%. Agora, estão sendo reintroduzidas a 25%. Antes, era exorbitante, mas ainda é muito alto.

Azevêdo – Já eram bastante prejudiciais e continuarão sendo por vários motivos. Não apenas por fechar o mercado americano, mas por impedir a integração de determinados segmentos da cadeia produtiva brasileira nas cadeias de valor globais que passam pelos Estados Unidos. Os Estados Unidos são um mercado no qual o Brasil consegue vender produtos de alto valor agregado, ao contrário das nossas exportações para a China, para onde nós vendemos muitas commodities. Nos Estados Unidos, vendemos máquinas, equipamentos, produtos acabados e semimanufaturados. É um mercado muito especial e esse mercado vai se fechando progressivamente.

BBC News Brasil – O governo alega que havia uma negociação em curso, com um prazo de 30 dias que ainda não havia esgotado. Houve uma quebra de confiança na negociação?

Azevêdo – Essa negociação vinha acontecendo de maneira muito incipiente. Todas as informações que eu tenho são de que houve um ou dois contatos muito superficiais. Foram contatos em alto nível, entre o Jamiesson Greer (secretário de Comércio dos EUA) e nosso ministro da Indústria e Comércio (Márcio Elias Rosa). Mas é muito difícil chegar a resultados que alterem o contexto da decisão que foi proposta com negociações nesse estágio de tratativa. Precisaríamos ter algo mais avançado, uma coisa mais palpável e isso não estava presente. A proposta de adoção de medidas da forma que foi formulada não surpreende.

BBC News Brasil – O que resta ao governo brasileiro fazer para evitar que essas sanções sejam de fato impostas?

Azevêdo – Sobretudo, negociar, que é o que todos os outros países estão fazendo. Eu vejo algumas pessoas no Brasil falando em retaliação, em usar a lei de reciprocidade. Até podemos fazer, mas, francamente, nenhum outro país fez isso até hoje. Só a China. Mas a gente não pode comparar o poder de fogo da China com o brasileiro. A China fez isso e conseguiu fazer com que os Estados Unidos repensassem muito do que eles vinham fazendo. Mas a China é um mercado que é fundamental para os Estados Unidos. O Brasil não é. O Brasil não terá nenhuma capacidade de fazer os Estados Unidos reverem as suas estratégias por meio de retaliações ou medidas de reciprocidade. A gente tem que tomar cuidado para não deixar o discurso eleitoral ganhar o jogo e prevalecer sobre os interesses concretos e os interesses comerciais da economia brasileira […] O importante é ter a cabeça fria, negociar e procurar reduzir o impacto econômico, comercial e social no Brasil da melhor maneira possível e não criar animosidade e um clima de polêmica ou de guerra com fins estritamente eleitorais.

Azevêdo – Não sou eu que vou julgar qual é o impacto. Estou apenas dizendo que é necessário que nós tenhamos muito presente o fato de que quem vai pagar a conta desse atrito e dessa não convergência serão as empresas brasileiras, os trabalhadores brasileiros que estão empregados e que vão, possivelmente, perder o emprego ou ter seus salários afetados por essa situação de embate com os Estados Unidos.

BBC News Brasil – O presidente Lula tem atribuído esse anúncio à atuação política do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Qual é a sua avaliação em relação a isso? Qual é a responsabilidade que ele teve nisso?

Azevêdo – Acho que na parte política os políticos que se entendam. Haverá acusações de parte a parte. Um lado vai dizer que o outro não quer negociar. O outro vai dizer que o outro lado foi quem provocou isso. Essas acusações, para mim, não resolvem o problema e não vão levar adiante medidas e ações que possam reduzir o impacto contra a nossa economia.

BBC News Brasil – O Brasil tem negociado bem com o governo dos Estados Unidos ou o anúncio dessas tarifas mostra que não e que o governo falhou em tentar uma negociação?

Azevêdo – A negociação depende de dois lados. É preciso que os dois lados queiram negociar e eu não tenho muita certeza de que os dois lados tenham feito o necessário para engatar, efetivamente, uma negociação que levasse a um desfecho positivo ou mutuamente satisfatório. As negociações poderiam ter sido encaminhadas de uma maneira mais assertiva, mais construtiva, mais inovadora, mais criativa. Não acho que isso tenha acontecido e não vai ser agora, na reta final, que nós vamos conseguir mudar esse quadro de uma maneira muito significativa. Eu, particularmente, não acredito que isso vá acontecer.

BBC News Brasil – Mas, embaixador, objetivamente, houve falha do governo brasileiro nesse processo? E se sim, qual?

Azevêdo – Acho que os dois governos não demonstraram o empenho necessário para resolver esse problema de forma negociada.

BBC News Brasil – Há uma disputa de narrativas para saber quem foi o responsável por isso. Na sua avaliação, o senador Flávio Bolsonaro tem responsabilidade sobre isso ou quem tem responsabilidade sobre isso é o presidente Lula?

Azevêdo – Quem tem mais responsabilidade sobre isso é o presidente Trump. Foi ele quem tomou a decisão de adotar essas medidas para reindustrializar os Estados Unidos, para trazer investimentos para dentro dos Estados Unidos, para arrecadar recursos e arrecadar fundos para viabilizar programas de incentive fiscal que ele vem adotando em outras áreas. É uma decisão que não afetou apenas o Brasil, mas também outros vários países.

BBC News Brasil – O relatório que foi divulgado pelo escritório comercial dos Estados Unidos faz muitas menções ao Pix. Por que é que há essa ênfase tão grande na ferramenta Pix?

Azevêdo – Não tem uma ênfase diferente das demais. São seis temas que eles levantam. No relatório tem corrupção, desmatamento, etanol, tem propriedade intelectual, plataformas digitais. O Pix é uma delas. Não vejo nada de excepcional no tratamento que eles dão ao Pix. Pelo contrário, eles alegam que o problema do Pix não é o Pix em si, mas a forma como o Pix é administrado, porque ele é administrado pelo próprio órgão regulador que é o Banco Central. O questionamento é sobre o fato de que é o órgão central que impõe as regras sobre os concorrentes do Pix, que vêm a ser, por exemplo, Visa, Mastercard, etc. No Brasil, está se fazendo muito alarde em torno do Pix, mas não acho que o Pix vai sofrer nenhuma alteração. Eles (os EUA) não vão pedir nada disso. O que eles gostariam é que o Pix fosse administrado de forma diferente e o pedido pode ser ou não atendido pelo Brasil.

Azevêdo – O Pix aumentou a capacidade do consumidor brasileiro participar nas plataformas digitais nacionais. Nós, no comércio eletrônico e várias outras formas de engajamento econômico. Eles próprios reconhecem isso. O que eu ouço com frequência é o fato de que o Pix é operado pelo Banco Central e o Banco Central é o agente regulador. Portanto, seria desleal com os competidores do Pix o fato de que o Pix é operado pelo próprio agente regulador. Essa é a queixa que eu ouço e é isso que eu entendo que está sobre a mesa.

Azevêdo – Eu acho que tudo está sendo explorado de forma política, por um lado ou pelo outro lado. É inevitável. Estamos em um ano eleitoral. É claro que essas coisas vão ser exploradas do ponto de vista eleitoral. Seria absolutamente impensável que não fossem exploradas. O que nós não podemos é perder a perspectiva do impacto real sobre a economia.

BBC News Brasil – Há possibilidade de o governo recorrer à OMC, ser contra essas tarifas e qual a capacidade da OMC de resolver uma disputa como essa hoje?

Azevêdo – Tanto o Brasil quanto outros países já recorreram à OMC, mas como todos nós sabemos, o órgão de solução de controvérsias da OMC está inoperante e, portanto, não vai levar a nenhuma consequência prática. Levar o tema à OMC tem sempre o poder de elevar a visibilidade do assunto e questionar a legitimidade dessas medidas. Mas não podemos esperar um resultado juridicamente efetivo na OMC. Isso seguramente não irá acontecer.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão – GO — Foto: Ricardo Stuckert / PR

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