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Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:45

Piracicaba e Região Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen Empresa afirmou que plano busca criar "ambiente jurídico mais seguro" para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo e que as operações seguem normalmente. Por g1 Piracicaba e região

A Raízen anunciou, nesta quarta-feira (11), um pedido de recuperação extrajudicial por conta de dívidas que chegam a R$ 65,1 bilhões.

A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa.

A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia.

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa — Foto: Divulgação

Após anunciar, nesta quarta-feira (11), um pedido de recuperação extrajudicial por conta de dívidas que chegam a R$ 65,1 bilhões, a Raízen defendeu que a medida não afetará operação em suas unidades.

🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça, em busca de maior prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa.

"Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios", informou a Raízen.

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Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas.

Nessa categoria de credores podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias.

Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% dessas dívidas, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.

O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos.

A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra:

"A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia.

A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital.

A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos.

Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios.

O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável.

A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema."

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IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços variaram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior.

Ainda assim, o número veio um pouco acima do esperado pelo mercado, que previa alta de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, o índice em 12 meses ficaria próximo de 3,77%.

No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto.

Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Nos demais grupos pesquisados, as variações ficaram entre 0,13% em Artigos de residência e 0,59% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentação e bebida: 0,26%;Habitação: 0,30%;Artigos de residência: 0,13%;Vestuário: 0,16%;Transportes: 0,74%;Saúde e cuidados pessoais: 0,59%;Despesas pessoais: 0,33%;Educação: 5,212%;Comunicação: 0,15%.

O grupo Educação foi o que mais pressionou a inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e responderam por cerca de 44% do resultado do IPCA.

A principal influência veio dos cursos regulares, que registraram aumento de 6,20%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam as mensalidades.

Esses reajustes explicam boa parte da pressão observada no grupo Educação no mês. Entre os itens com maiores aumentos estão:

🎓 Ensino médio: mensalidades subiram 8,19%.📚 Ensino fundamental: preços avançaram 8,11%.🧸 Pré-escola: mensalidades tiveram alta de 7,48%.

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Dólar abre com inflação no Brasil, dados dos EUA e petróleo no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (12) em leve alta de 0,29%, cotado a R$ 5,1720. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA. A previsão é de alta de 0,6% em relação a janeiro. Com isso, o aumento dos preços nos últimos 12 meses deve chegar a 3,77%.

▶️ Nos Estados Unidos, os investidores acompanham novos dados sobre a economia do país. Entre eles estão o resultado da balança comercial e o número de pedidos de seguro-desemprego feitos na última semana, que deve ficar próximo de 215 mil, nível semelhante ao registrado na semana anterior.

▶️ No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a se aproximar da marca de US$ 100 após um ataque a petroleiros em águas do Iraque. O episódio aumentou as preocupações sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento de petróleo no mercado global.

▶️ Diante da tensão, na véspera, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que pretende liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para tentar reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio.

▶️ Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que o mundo deveria se preparar para um petróleo a US$ 200 por barril. A declaração foi feita enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes na quarta-feira, o que elevou as preocupações com um possível choque nos preços da commodity.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), conforme investidores continuavam a avaliar os reflexos do conflito no Oriente Médio na economia mundial.

As preocupação giram em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região e por onde passam ao menos 20% de todo o comércio global de petróleo. Nesta quarta-feira, o comando militar iraniano alertou que o mundo deve e preparar para que os preços da commodity atinjam os US$ 200 por barril.

Na terça-feira (10), a inteligência dos Estados Unidos identificou que o Irã planeja instalar minas navais no canal. A informação foi publicada pela CBS News, com base em relatos de autoridades americanas.

Além disso, uma nova embarcação foi atingida no entorno do Estreito nesta quarta-feira, marcando o 13º ataque a navios na região.

Com isso, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta quarta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril.

Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando pelo Estreito de Ormuz ou por caminhos alternativos.

Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global.

Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris.

No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest também ficou no radar. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) lidera em dois dos cenários de 1º turno avaliados, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros cincos.

Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 36% e 39%. Os de Flávio vão de 30% a 35%. Nos dois cenários em que Lula lidera e que Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar a diferença entre eles é de 7 pontos percentuais. A menor diferença entre os dois é de 1 ponto.

Além dos nomes de Lula e Flávio, também foram pesquisados entre os sete cenários os pré-candidatos Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

A pesquisa também mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto.

Os mercados financeiros ao redor do mundo operaram com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.

Em Wall Street, investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado.

No fechamento, os três índices tiveram sinais mistos: o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em queda de 0,61% e 0,08%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,08%.

Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria dos índices de ações fecharam em queda. Entre as principais bolsas Velho Continente, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,56%.

Na Ásia, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos.

No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão.

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René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Empreendedorismo Guia do empreendedor René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações Cofundador do Noma, um dos restaurantes mais famosos do mundo, Redzepi foi denunciado por 35 ex-funcionários em reportagem do jornal 'The New York Times'. Dinamarquês ficou 23 anos à frente do estabelecimento. Por Isabel Lima, g1 — São Paulo

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times".

A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times". A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (leia a nota na íntegra ao final da matéria)

"Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota.

Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef.

René Redzepi usou as redes sociais para anunciar a saída do restaurante e pedir desculpas a equipe. — Foto: Reprodução/Instagram

“Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao "The New Yotk Times".

Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante.

Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas.

As denúncias tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles.

A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas.

As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes.

“As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado.

“Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.”

Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles.

“Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa.

Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza.

As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado.

Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações.

Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011.

Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo.

Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial.

A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.

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Mundo enfrenta maior interrupção de fornecimento de petróleo da história com guerra no Oriente Médio, diz IEA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia.

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. O volume equivale a quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito.

A IEA acrescentou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas tendem a aumentar.

“A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, informou a agência.

A IEA, que assessora países industrializados em políticas energéticas, anunciou na quarta-feira (11) a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros.

A medida busca conter a alta global dos preços do petróleo bruto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA responsáveis pela maior parte do volume liberado.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio, aumentando o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira (9) — maior valor desde meados de 2022 — avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

3 efeitos econômicos da guerra no Irã além do aumento do preço do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

Pouco mais de uma semana após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito já causa impacto na economia global.

Na segunda-feira (9/3), o preço do petróleo bruto Brent e WTI, referências do mercado internacional, ultrapassou a marca de US$ 100 (R$ 520) pela primeira vez desde 2022, embora tenha caído para menos de US$ 95 (R$ 494) no mesmo dia.

Em comparação, em 27 de fevereiro, um dia antes do início das hostilidades, o preço do petróleo bruto Brent e WTI rondava os US$ 70 (R$ 364) por barril.

Este aumento nos preços dos combustíveis ocorreu principalmente devido ao virtual fechamento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o governo iraniano ameaçar navios que tentassem atravessar essa hidrovia, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do mundo.

Mas, embora o aumento dos preços do petróleo — e da gasolina — fosse claramente esperado, visto que o conflito envolve o Irã e o Estreito de Ormuz, especialistas preveem que suas repercussões serão sentidas em outras áreas da economia e em diferentes partes do mundo.

Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são quatro dos maiores exportadores globais de fertilizantes nitrogenados, segundo dados do Observatório de Complexidade Econômica.

Esse tipo de fertilizante é produzido a partir de gás natural e é utilizado em plantações que produzem cerca de metade do suprimento mundial de alimentos.

Embora a maioria dos produtores de fertilizantes da região tenha continuado operando apesar da guerra, a Qatar Energy, uma das principais produtoras de ureia, teve que suspender suas operações após o fornecimento de gás ter sido interrompido na semana passada devido a ataques de drones e mísseis iranianos.

Além disso, os benefícios da continuidade das operações dessas empresas são limitados pelo fato de que elas não conseguem exportar seus fertilizantes devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço do suprimento mundial de fertilizantes, de acordo com a Bloomberg.

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A isso se soma o fato de o Irã também ser exportador de fertilizantes e a decisão da China, adotada no final de 2025, de suspender as exportações de fertilizantes fosfatados e restringir severamente as exportações de ureia até agosto de 2026, com o objetivo de garantir o abastecimento aos agricultores locais.

Ainda segundo o Observatório da Complexidade Econômica, a China é a maior exportadora mundial de fertilizantes nitrogenados.

Como consequência disso, os preços dos fertilizantes já começaram a subir significativamente. No Porto de Nova Orleans, principal ponto de entrada desses produtos nos EUA, o preço dos fertilizantes saltou de US$ 516 (R$ 2.684) por tonelada métrica para US$ 683 (R$ 3.552) durante a primeira semana da guerra de preços.

E essa situação ocorre justamente na época do ano em que os agricultores do Hemisfério Norte se preparam para o plantio, o que complica ainda mais o cenário.

De acordo com dados da Federação Americana de Escritórios Agrícolas (FAR, na sigla em inglês), 25% das importações de fertilizantes do país ocorrem entre março e abril de cada ano.

"Isso não poderia ter acontecido em pior hora", disse à BBC o agricultor Harry Ott, que cultiva algodão, milho e soja na Carolina do Sul, nos EUA.

Analistas preveem que, caso o conflito continue, os consumidores começarão a sentir o impacto nos preços dos alimentos dentro de um a três meses, enfrentando custos mais altos e escassez, já que as colheitas serão menores sem a quantidade necessária de fertilizantes.

"O aumento repentino dos preços dos alimentos e combustíveis, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pode ter um efeito dominó que agravará a fome para as populações vulneráveis ​​na região e em outras partes do mundo", alertou o Programa Mundial de Alimentos da ONU em um comunicado.

A guerra em curso no Oriente Médio também está impactando a cadeia de suprimentos global de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Isso se deve principalmente aos ataques sofridos por Dubai, um importante centro logístico no setor farmacêutico global.

A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos abriga o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, que recebeu aproximadamente 95 milhões de passageiros em 2025.

Este aeroporto também é um importante centro de distribuição de cargas para medicamentos e outros produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que exigem manutenção da cadeia de frio.

A indústria farmacêutica da Índia, a maior fornecedora mundial de medicamentos genéricos e que produz 60% das vacinas do mundo, de acordo com dados do Departamento de Comércio da Índia, tem como o aeroporto de Dubai um ponto estratégico de distribuição.

A companhia aérea Emirates possui um terminal de cargas chamado Emirates SkyPharma, construído especificamente para lidar com remessas farmacêuticas sensíveis à temperatura. Dubai também possui o Porto de Jebel Ali, considerado o nono porto de cargas mais movimentado do mundo e o maior do Oriente Médio.

Segundo a Autoridade Portuária de Jebel Ali (JAFZA), cerca de 400 empresas farmacêuticas e de saúde de 60 países operam no porto. A JAFZA destaca que, em 2020, 50% dos produtos farmacêuticos e de saúde de Dubai, avaliados em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,4 bilhões), passaram por este porto.

As exportações farmacêuticas indianas também transitam por este porto, de onde os produtos são enviados para outros países do Golfo Pérsico, África, Europa e outros destinos.

Os ataques militares iranianos causaram danos tanto ao porto quanto ao aeroporto de Dubai, interrompendo as operações normais devido ao conflito. O transporte aéreo de carga é crucial para a indústria farmacêutica, especialmente para remessas de alto valor ou que exigem entrega urgente ou controle de temperatura.

Embora existam algumas rotas alternativas para Dubai, muitas têm menor capacidade para lidar com esses volumes de carga, exigem dias adicionais de viagem e incorrem em custos mais elevados, o que pode, em última análise, aumentar o preço e a disponibilidade desses produtos. De acordo com o Departamento de Comércio da Índia, a indústria farmacêutica do país exportou produtos para 200 países em todo o mundo, sendo os EUA, o Reino Unido, o Brasil, a França e a África do Sul os principais destinos.

O aeroporto e as instalações portuárias de Dubai funcionam simultaneamente como centros de armazenamento e reexportação desses medicamentos, desempenhando, assim, um papel central no setor farmacêutico global.

A distribuição de elementos químicos como enxofre e de matérias-primas como alumínio, que desempenham um papel fundamental na produção industrial, também está sendo impactada pela guerra.

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Irã estão entre os principais exportadores de enxofre, um subproduto do refino de petróleo e gás.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, 24% da produção mundial de enxofre tem origem no Oriente Médio.

Grande parte dessa produção é utilizada para fertilizantes, mas também tem usos importantes na extração de minerais e metais como cobre e níquel, essenciais para a produção de eletrodomésticos, veículos, redes elétricas, semicondutores, baterias e materiais como aço inoxidável, entre muitas outras aplicações.

Nesse setor, os efeitos da guerra já são sentidos. Durante a primeira semana do conflito, companhias mineradoras de níquel na Indonésia — país responsável por mais de 50% do níquel mundial — anunciaram cortes na produção devido a interrupções no fornecimento dos países do Golfo, que fornecem 75% do enxofre utilizado por essas empresas.

Como alertou a Reuters, alguns produtores de cobre na África provavelmente enfrentam uma situação semelhante.

"Uma disputa pela oferta colocaria refinarias de níquel indonésias contra mineradoras de cobre africanas, e ambas contra fabricantes de fertilizantes em todo o mundo, que também buscam substitutos para o enxofre do Oriente Médio", observou a Reuters.

Como o ácido sulfúrico — que é produzido com enxofre — é um dos componentes mais importantes para a fabricação de semicondutores e chips, interrupções no fornecimento desse produto químico podem impactar a produção de inúmeros produtos considerados essenciais na vida moderna, como smartphones, computadores, cartões de memória, veículos e inúmeros dispositivos eletrônicos usados ​​em residências, empresas e fábricas.

Esta não é a primeira vez que o mundo enfrenta uma situação como essa. Durante a pandemia de covid-19, a escassez de chips impactou tanto os volumes de produção desses dispositivos quanto o preço final que os consumidores tiveram que pagar.

Desta vez, há um fator adicional: a alta demanda por chips por parte de empresas que desenvolvem e implementam modelos de inteligência artificial.

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Coreia do Sul vai impor teto para preços de combustíveis a partir de sexta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13).

O petroleiro Seaprincess ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc. — Foto: Manon Cruz/Reuters

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13), segundo informações divulgadas pela imprensa local.

Além disso, o governo também vai restringir o armazenamento de produtos derivados de petróleo. A decisão foi confirmada pelo Ministério das Finanças do país.

De acordo com a pasta, as refinarias serão obrigadas a liberar ao menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que colocaram no mercado em março e abril do ano passado.

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Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para ‘Agressor profissional de IA’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 05:47

Trabalho e Carreira Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para 'Agressor profissional de IA' Vaga curiosa foi criada pela startup Memvid para testar falhas e limitações de sistemas de inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots.

A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA".

A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas.

O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada.

De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros.

Startup busca pessoa disposta a provocar erros e testar os limites de sistemas de inteligência artificial. — Foto: Freepik

Você já perdeu a paciência com uma inteligência artificial que esqueceu o que você acabou de dizer? Já precisou repetir a mesma pergunta várias vezes até receber uma resposta adequada? Se a resposta for sim, você pode ser o candidato ideal para um trabalho bastante incomum — e bem pago.

Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots.

A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA". A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas.

O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada.

“A Memvid está contratando um bully profissional de IA. Não estou brincando. Esse é o título oficial do cargo”, escreveu.

De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros.

O pagamento oferecido é de US$ 100 por hora, totalizando US$ 800 ao fim do dia, o equivalente a mais de R$ 4,1 mil.

Fazer perguntas repetidas e várias vezes à IA;Pedir que o sistema memorize informações;Verificar se a inteligência artificial consegue lembrar do que foi dito anteriormente;Registrar casos em que a IA perde o contexto da conversa;Documentar situações em que o sistema pede que o usuário repita algo ou responde de forma incoerente.

No próprio anúncio, Boudinet descreve o trabalho de forma bem-humorada: a pessoa passará “oito horas gritando com inteligências artificiais” enquanto registra cada falha dos sistemas.

A vaga não exige formação na área de tecnologia nem experiência prévia com inteligência artificial.

Histórico pessoal de frustração com tecnologia;Paciência para repetir a mesma pergunta diversas vezes;Irritação quando a IA continua errando.

Os candidatos também precisam ter mais de 18 anos, aceitar ser gravados durante os testes e concordar que o vídeo possa ser usado posteriormente pela empresa.

Ao Business Insider, a Memvid afirmou que pretende contratar inicialmente apenas uma pessoa para a função, mas não descarta ampliar a iniciativa no futuro.

A vaga, segundo a startup, foi criada para testar um desafio comum nesses sistemas: a limitação de memória em conversas longas.

A iniciativa também funciona como estratégia de marketing. A Memvid quer chamar a atenção para as limitações de memória das IAs e mostrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes ao longo de uma conversa.

O CEO da empresa, Mohamed Omar, afirmou ao site que a abordagem permite testar as soluções da startup em situações reais e, ao mesmo tempo, engajar o público de forma criativa.

A Memvid desenvolve ferramentas que prometem oferecer memória mais estável para sistemas de inteligência artificial. Essas tecnologias podem ser aplicadas em setores como recrutamento e saúde, onde é essencial lidar com grandes volumes de informação sem perder o contexto.

No fim das contas, a vaga tem dois objetivos: identificar falhas nas IAs atuais e chamar a atenção para uma solução que promete resolver esse problema.

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Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 05:47

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty Depois de viver em Singapura e conhecer técnicas de bem-estar em países asiáticos, empreendedores abriram um day spa em Paraty (RJ). Negócio reúne massagens tradicionais, modelo de parceria com terapeutas e atrai turistas do Brasil e do exterior. Por PEGN

Hans e Priscila Neus criaram um spa em Paraty, no Rio de Janeiro, que oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço, quando o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos e conhecer práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar.

O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil. Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade.

Depois de viver na Ásia, casal aposta em spa de terapias orientais em Paraty e fatura R$ 1,2 milhão

A busca por equilíbrio entre corpo e mente inspirou um casal de empreendedores a transformar experiências de viagem em um negócio no litoral fluminense.

Em Paraty, no Rio de Janeiro, o spa criado por Hans e Priscila Neus oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia e faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço. Hans, holandês, veio ao Brasil para trabalhar no escritório de uma multinacional em São Paulo.

Foi nesse período que começou a se interessar pela cultura oriental, especialmente após fazer um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem.

Priscila, bióloga marinha, acompanhou o marido em uma transferência profissional para Singapura. A mudança marcou o início de uma imersão cultural que acabaria influenciando o futuro da dupla.

Nos intervalos entre o trabalho e o mestrado, o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos, como Malásia, Indonésia e Japão.

Durante essas experiências, conheceram práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar. Com o tempo, surgiu o desejo de empreender.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

De volta ao Brasil em meados dos anos 2000, os dois decidiram transformar o interesse pelas terapias orientais em um negócio. O projeto inicial previa a criação de um resort de bem-estar, mas acabou evoluindo para um day spa, com serviços voltados ao relaxamento e ao cuidado corporal.

Para escolher o local, o casal buscava uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional. A escolha acabou recaindo sobre Paraty, localizada entre os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro.

A lógica era simples: oferecer um refúgio de relaxamento para quem vive em rotinas estressantes nas metrópoles. O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente. No período, Hans criou uma startup voltada à conexão entre terapeutas e clientes online — experiência que trouxe aprendizados de gestão, especialmente nas áreas fiscal e jurídica.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade. O modelo inclui um contrato em que o proprietário do imóvel recebe uma participação no faturamento, reduzindo custos fixos do spa.

O catálogo do spa reúne rituais inspirados em diversas tradições asiáticas, incluindo técnicas de Bali, da Índia, do Tibete, da ilha de Java e da Tailândia. Entre os serviços mais procurados estão massagens de corpo inteiro e terapias focadas em relaxamento profundo.

O ticket médio do negócio foi de R$ 348 em 2025. Hoje, cerca de 15 terapeutas trabalham no espaço, que realiza aproximadamente 250 atendimentos por mês. O spa adota um sistema semelhante ao modelo de “salão parceiro”.

Os profissionais atuam como microempreendedores individuais (MEI) e trabalham sob demanda, de acordo com os agendamentos dos clientes. Nesse formato, o spa oferece infraestrutura, atendimento e marketing, enquanto os terapeutas recebem parte do valor dos serviços realizados.

Segundo os empreendedores, o modelo trouxe mais eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais, que conseguem organizar melhor a própria agenda.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

A clientela do spa inclui tanto brasileiros quanto estrangeiros — estes representam cerca de 70% dos clientes. Por isso, avaliações online e recomendações em plataformas digitais têm grande peso na atração de novos visitantes.

O casal aposta no crescimento do setor. Dados do Global Wellness Institute indicam que o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking mundial do mercado de bem-estar, um segmento impulsionado pela busca por qualidade de vida e redução do estresse.

Para Hans e Priscila, essa tendência deve continuar nos próximos anos.“Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, diz Hans. “É um mercado que tende a crescer cada vez mais.”

📍 Endereço: Rua Comendador José Luiz, 348 – Centro Histórico – Paraty/RJ📞 Telefone: (24) 99999‑1299🌐 Site: www.shambhala-spa.com📧 E‑mail: info@shambhjala-spa.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/shambhalaspa.paraty/📸 Instagram: https://www.instagram.com/shambhalaspa.paraty/

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PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a ‘taxa de blusinhas’; relator deve manter mínimo de R$8,50 por entrega

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 05:00

Política PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a 'taxa de blusinhas'; relator deve manter mínimo de R$8,50 por entrega Relator não vai subir mínimo de R$ 8,50 para R$ 10, Boulos fala em 'terrorismo econômico'. Aplicativos de entrega vão apresentar proposta até sexta (13). Por Luiz Felipe Barbiéri, Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Parlamentares de oposição ao governo federal tentam reeditar o episódio da “taxação das blusinhas” para tentar derrubar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos.

O texto tramita na Câmara em uma comissão especial, mas deve ser levado diretamente ao plenário no início de abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood.

A crítica é semelhante à feita quando aprovada a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$50 e que até então estavam isentas.

Na época, a oposição argumentou que a medida punia o consumidor de baixa renda que buscava opções mais baratas no exterior.

A última versão do projeto dos aplicativos de transporte estabelece o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de:

até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta.

O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), defende que o piso suba para R$10, até 4 quilômetros, com R$2,50 por quilômetro adicional. (leia mais abaixo)

Última versão do texto traz valor mínimo de R$ 8,50 para entregas. — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

É essa taxa mínima que está sendo usada pela oposição para dizer que o consumidor pagará mais caro na ponta.

No entanto, o governo e o próprio relator argumentam que é preciso garantir “um colchão social” ao entregador, além de atender ao pedido dos trabalhadores por um valor mínimo de entrega.

Na última terça-feira (11), Motta, ministros do governo e o relator do texto participaram de uma reunião na residência oficial da Câmara, mas não chegaram a um acordo sobre o valor mínimo.

Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$8,50 para entregas por aplicativo, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades.

A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral.

As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios.

O relator pediu que os executivos apresentam uma proposta até sexta-feira (13). Na terça, Coutinho se reunirá com integrantes do governo para levar as propostas.

Ao g1, o ministro Guilherme Boulos negou que o governo vá taxar clientes e que os produtos das plataformas ficarão mais caros com as medidas defendidas pelo Palácio do Planalto.

Segundo Boulos, atualmente a maior parte do ganho das empresas está na taxa mensal cobrada dos restaurantes.

"É uma mentira absoluta dizer que o governo está taxando os clientes, taxando as plataformas. E outra é vender a ideia de que encarecerá o produto, que não é verdade, porque a maior parte do ganho das plataformas não está com a entrega, a maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles", explicou Boulos.

"Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede".

O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10,00 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas.

"Já existe um mínimo pago pelo iFood que é de R$ 7,50 por entrega e R$ 1,50 para cada quilômetro adicional passando dos quatro quilômetros, para entregas mais longas. A reivindicação dos entregadores é, pura e simplesmente, aumentar do R$ 7,50 para R$ 10,00 e de R$ 1,50 para R$ 2,50", disse.

"Dizer que isso vai alterar significativamente o preço, além de mentira é um terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores."

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