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Com juro alto, criação de empregos formais cai 25% e registra o pior 1º semestre em seis anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1260,08%Dólar TurismoR$ 5,3370,22%Euro ComercialR$ 5,8420,16%Euro TurismoR$ 6,0940,27%B3Ibovespa174.493 pts-1,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,1260,08%Dólar TurismoR$ 5,3370,22%Euro ComercialR$ 5,8420,16%Euro TurismoR$ 6,0940,27%B3Ibovespa174.493 pts-1,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,1260,08%Dólar TurismoR$ 5,3370,22%Euro ComercialR$ 5,8420,16%Euro TurismoR$ 6,0940,27%B3Ibovespa174.493 pts-1,17%Oferecido por

A economia brasileira gerou 921,64 mil empregos formais no primeiro semestre deste ano, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e do Emprego.

O número representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada.

Essa também foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020 — quando foram fechadas milhão de vagas formais em meio à pandemia da Covid-19.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.

Ao fim de junho de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 48,03 milhões de empregos com carteira assinada.O resultado representa aumento na comparação com maio deste ano (47,88 milhões) e com relação a junho de 2025 (47,07 milhões).

A forte queda na geração de empregos formais foi registrada em um contexto de juros básicos ainda altos, apesar de a autoridade monetária ter baixado a taxa em três reuniões seguidas.

Atualmente em 14,25% ao ano, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC), é a mais alta do mundo em termos reais (descontada a inflação para os próximos 12 meses) em um ranking da MoneYou com 40 nações.

Ao manter os juros em patamar elevado, o Banco Central pontua que busca desacelerar a atividade como estratégia para conter a inflação.

Em suas considerações sobre o patamar da taxa de juros, o BC explica que acompanha "detidamente" o mercado de trabalho. Na ata da última reunião, o Copom avaliou que a "taxa de desemprego tem, recorrentemente, se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho".

"O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia", acrescentou o BC.

Somente em junho deste ano, segundo informações do Ministério do Trabalho, foram criadas 145,16 mil empregos formais.

📈 O resultado representa recuo de 10,4% em relação a junho de 2025 — quando foram criados cerca de 162 mil empregos com carteira assinada.

👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de junho desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de janeiro:

2020: 53,38 mil vagas fechadas;2021: 318,2 mil empregos criados;2022: 285,26 mil vagas abertas;2023: 155,81 mil vagas abertas;2024: 206,6 mil empregos criados2025: 162 mil vagas abertas.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho de 2026 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia.

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.404,34 em junho deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a maio de 2026 (R$ 2.387,44).

Na comparação com junho do ano passado, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.376,95.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio. De acordo com o IBGE, essa foi a menor taxa da série histórica para esse período.

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El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 13:51

Política El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios Segundo o Palácio do Planalto, a previsão é de que o fenômeno climático será 'muito forte' neste ano. Lula realizou reunião ministerial nesta quarta-feira para tratar do tema. Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

O governo informou nesta quarta-feira (29) que prevê investir até R$ 1,3 bilhão em ações para enfrentar os impactos negativos do El Niño no Brasil, como, por exemplo, secas extremas, chuvas intensas e incêndios.

🔎O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos podem afetar a agricultura, os recursos hídricos e aumentar a ocorrência de eventos extremos.

A informação foi divulgada durante reunião ministerial conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O Brasil está preparado e pedindo a Deus que não aconteça. Se não acontecer, vamos ter melhor produção agrícola, energia, água, não queremos que aconteça. Nao está no nosso controle e nos preparamos", afirmou Lula.

O petista também defendeu a realização de reuniões com prefeitos para que a resposta aos possíveis impactos do fenômeno climático seja conjunta. "A chance de evitar desgraça é maior porque o prefeito esta no território", disse o presidente.

🔎Previsões das principais agências de meteorologia do mundo, confirmadas por agências brasileiras, preveem um El Niño muito forte neste ano, com elevação acima de dois graus na temperatura do Oceano Pacífico.

O plano de ação do governo envolve 24 ministérios, além de institutos de monitoramento e pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os recursos serão destinados a ações de abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico e fiscalização ambiental.

compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz;reforço do combate a incêndios florestais;aquisição de 350 mil cestas básicas;Programa de Aquisição de Alimentos para agricultores da região Norte;criação de um Centro de Informação em Saúde e Clima pelo SUS;monitoramento do nível dos rios.

Lula realizou uma reunião ministerial para tratar de medidas de enfrentamento ao El Niño — Foto: Reprodução/YouTube

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Viih Tube e Eliezer encerram reality com empregados e pagarão R$ 350 mil por dano moral

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 12:56

Trabalho e Carreira Viih Tube e Eliezer encerram reality com empregados e pagarão R$ 350 mil por dano moral Após acordo com o Ministério Público do Trabalho, influenciadores retirarão do ar conteúdos considerados humilhantes para empregados domésticos e terão de cumprir uma série de obrigações previstas no TAC. Por Redação g1 — São Paulo

Os influenciadores Viih Tube e Eliezer firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e se comprometeram a encerrar o reality show "As Patroas", protagonizado por empregados domésticos do casal e exibido nas redes sociais.

Como parte do acordo, eles também pagarão R$ 350 mil por dano moral coletivo e retirarão do ar, em até 48 horas, os conteúdos considerados irregulares.

O programa colocava 11 funcionários da residência para disputar provas em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Em uma das dinâmicas, os participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras.

O MPT abriu investigação para apurar se o reality violava direitos trabalhistas ao expor publicamente os empregados e utilizar sua imagem com finalidade comercial. Os influenciadores participaram de uma audiência no início de julho, em Barueri (SP), onde foi firmado o acordo.

Segundo a procuradora do Trabalho Patrícia Mauad Patruni Isotton, o TAC representa uma oportunidade de conscientização sobre os direitos dos empregados domésticos.

"O acordo é resultado do diálogo entre o Ministério Público do Trabalho e os influenciadores, que demonstraram compreender a gravidade da situação e se comprometeram a reparar os danos causados. Mais do que encerrar o caso, esse é um momento de conscientização, inclusive para o público", afirmou.

Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer se comprometem a não produzir nem divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias, ainda que haja consentimento dos participantes.

Também fica proibido exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes.

Caso algum trabalhador participe de futuros conteúdos audiovisuais, a adesão deverá ser totalmente voluntária, formalizada por escrito e sem qualquer prejuízo para quem optar por não participar.

O TAC também proíbe qualquer forma de retaliação contra empregados que recusarem convites ou denunciarem irregularidades.

Além da indenização, os influenciadores terão de publicar três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos em suas redes sociais.

Em caso de descumprimento das obrigações previstas no acordo, a multa será de R$ 50 mil por cláusula violada, acrescida de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.

"Esse é o reality, literalmente, da nossa casa." Foi assim que Viih Tube anunciou, nas redes sociais, o reality "As Patroas", programa em que 11 funcionários da influenciadora e ex-BBB e de seu marido, Eliezer, disputariam um prêmio de R$ 20 mil.

O primeiro episódio foi publicado no dia 30 de junho, no canal da influenciadora no YouTube e nas redes sociais do casal. Menos de 24 horas depois, o conteúdo foi retirado do ar no Youtube após uma série de críticas relacionadas à exposição da relação entre empregadores e empregados.

Embora tenha sido removido do YouTube, o conteúdo continua disponível no Instagram e no TikTok. Alguns dias depois, no dia 2 de julho, Viih Tube e Eliezer publicaram o segundo episódio do reality, que aborda temas como a precarização do trabalho e a escala 6×1.

A repercussão do reality levantou uma discussão sobre os limites legais quando a relação de trabalho se transforma em entretenimento.

Afinal, até onde um empregador pode expor seus funcionários? É possível exigir a participação? Um termo de uso de imagem é suficiente? E se o trabalhador desistir das gravações?

Para a advogada trabalhista Paula Borges, especialista em Direito do Trabalho do Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria, o caso envolve duas relações distintas: o contrato de trabalho e a participação em um produto de entretenimento.

Segundo ela, o vínculo empregatício, por si só, não autoriza a exploração comercial da imagem do trabalhador.Termo de imagem não basta

De acordo com a especialista, um simples termo de autorização de uso de imagem não é suficiente para viabilizar esse tipo de iniciativa.

Segundo ela, seria necessário um contrato específico, separado do vínculo empregatício, prevendo a participação no reality, remuneração pelo uso da imagem, consentimento livre e informado do trabalhador e o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, a participação deve ser efetivamente voluntária. "A atividade não faz parte das funções para as quais o trabalhador foi contratado. Por isso, a recusa não pode gerar punições, perda de benefícios ou até uma demissão. Qualquer consequência negativa na relação de emprego é ilegal", afirma.

De acordo com a especialista, um simples termo de autorização de uso de imagem não é suficiente para viabilizar esse tipo de iniciativa.

Segundo ela, seria necessário um contrato específico, separado do vínculo empregatício, prevendo a participação no reality, remuneração pelo uso da imagem, consentimento livre e informado do trabalhador e o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, a participação deve ser efetivamente voluntária. "A atividade não faz parte das funções para as quais o trabalhador foi contratado. Por isso, a recusa não pode gerar punições, perda de benefícios ou até uma demissão. Qualquer consequência negativa na relação de emprego é ilegal", afirma.

Na avaliação da advogada, esse é justamente um dos pontos mais delicados do caso. "Na relação de trabalho, o funcionário pode sentir que precisa aceitar o convite por medo de desagradar o empregador ou sofrer alguma consequência, mesmo que ninguém faça uma ameaça direta. Por isso, a decisão de participar precisa ser realmente livre e sem qualquer tipo de pressão", completa.

Paula Borges afirma que o trabalhador pode desistir da participação a qualquer momento, já que o direito à imagem é um direito da personalidade e sua autorização pode ser revogada. Ela acrescenta que, caso o conteúdo exponha o funcionário a situações humilhantes ou constrangedoras, o empregador poderá responder judicialmente.

"A Justiça do Trabalho já possui entendimento consolidado de que obrigar empregados a participar de vídeos, brincadeiras ou situações potencialmente vexatórias extrapola os limites do poder diretivo do empregador e pode gerar indenização por danos morais", afirma.

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Democratas pedem investigação sobre plano da Trump Media de vender acesso antecipado a posts de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 12:56

Tecnologia Democratas pedem investigação sobre plano da Trump Media de vender acesso antecipado a posts de Trump Senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff acionaram a SEC após empresa anunciar serviço pago que promete acesso mais rápido às publicações do presidente dos EUA na Truth Social. Por Reuters

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 — Foto: AFP/Saul Loeb

Os senadores democratas Elizabeth Warren e Adam Schiff solicitaram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigue se o plano da Trump Media de vender acesso antecipado às publicações do presidente Donald Trump nas redes sociais viola a legislação.

O pedido consta em uma carta obtida pela Reuters. A Trump Media é a controladora da Truth Social, rede social criada por Trump.

Neste mês, a empresa anunciou um serviço de dados pago, chamado Truth API, que dará a corretoras acesso mais rápido às publicações das dez contas mais influentes da plataforma, entre elas a do presidente norte-americano.

A carta enviada pelos senadores nesta terça-feira aumenta a pressão sobre o novo produto e também sobre eventuais empresas de Wall Street que tenham adquirido o serviço. Na avaliação de fontes do mercado ouvidas pela Reuters, a iniciativa pode ampliar riscos legais, políticos e regulatórios.

"Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que enriquece Wall Street e outros participantes privilegiados e abastados", escreveram Warren e Schiff em carta dirigida ao presidente da SEC, Paul Atkins.

Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins — um republicano defensor do livre mercado indicado por Trump e que, em geral, tem adotado uma postura mais branda na fiscalização do mercado — confirmaram o recebimento da carta, mas se recusaram a comentar o assunto.

A Casa Branca encaminhou os pedidos de comentário à Trump Media, que não respondeu até o momento.

Segundo reportagens da Reuters e de outros veículos, a Trump Media discutiu cobrar até US$ 100 mil por mês pelo acesso ao Truth API.

As publicações de Trump nas redes sociais já provocaram oscilações no mercado financeiro, e a velocidade para acessar esse tipo de informação pode representar vantagem para corretoras, fundos de hedge e outras empresas que negociam ativos com base em notícias.

Trump, que controla cerca de 41% da Trump Media por meio de um fundo administrado por seus filhos, poderá ser beneficiado financeiramente pelo novo modelo de negócios. A empresa informou que já fechou contratos com clientes antes do lançamento oficial do serviço, previsto para 1º de agosto, mas não revelou os nomes dos compradores.

Na avaliação de Warren e Schiff, o Truth API é mais um exemplo da mistura entre os interesses empresariais de Trump e suas funções como presidente, levantando questionamentos éticos. Eles lembram que, no mês passado, Trump informou ter recebido mais de US$ 1,4 bilhão no último ano com os projetos de criptomoedas de sua família.

Embora empresas de tecnologia normalmente possam vender acesso antecipado a dados para clientes, mesmo que isso beneficie alguns participantes do mercado, especialistas em ética afirmam que o caso do Truth API é diferente. Isso porque as publicações de Trump podem conter informações de interesse público relacionadas ao exercício da Presidência, o que, segundo eles, exigiria divulgação ampla e simultânea.

Os senadores também destacaram que Trump já utilizou a Truth Social para recomendar ações de empresas como Citigroup, Intel e Palantir. Na avaliação deles, a comercialização de acesso antecipado a essas publicações pode aumentar o risco de uso de informação privilegiada e comprometer a confiança dos investidores na igualdade de condições do mercado.

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Brasil e Argentina já estiveram em guerra?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 11:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,25%Dólar TurismoR$ 5,3340,16%Euro ComercialR$ 5,8490,28%Euro TurismoR$ 6,0870,16%B3Ibovespa175.270 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,25%Dólar TurismoR$ 5,3340,16%Euro ComercialR$ 5,8490,28%Euro TurismoR$ 6,0870,16%B3Ibovespa175.270 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,25%Dólar TurismoR$ 5,3340,16%Euro ComercialR$ 5,8490,28%Euro TurismoR$ 6,0870,16%B3Ibovespa175.270 pts-0,73%Oferecido por

Caçadores brasileiros repelindo a cavalaria argentina na Batalha de Passo do Rosário, em tela de José Washt Rodrigues de 1937 — Foto: Domínio público

A rivalidade entre brasileiros e argentinos é recheada de episódios que transcendem as piadas, as provocações de parte a parte e o mundo do futebol.

Muito antes das rusgas provocadas por declarações públicas do atual presidente de direita radical Javier Milei, os dois mais importantes países sul-americanos já lutaram em lados opostos em duas guerras, viveram tensões por conta de fronteiras e um século 20 de constantes estranhamentos e atritos — praticamente uma longa guerra fria, só plena e oficialmente pacificada com a assinatura do tratado que criaria o Mercosul, em 1991.

"Conflitos entre Brasil e Argentina remetem ao período em que ambos os países ainda não eram nações, quando portugueses e espanhóis, colonos, bandeirantes, jesuítas e povos originários, já conflitavam acerca de interesses principalmente na região da Bacia do Prata", lembra o historiador Victor Missiato, pesquisador no Instituto Mackenzie.

"Brasil e Argentina já estiveram em guerra, e foram duas", afirma o historiador Fábio Ferreira, professor na Universidade Federal Fluminense (UFF) e criador do canal no YouTube e da revista Tema Livre.

Mas ele faz uma ressalva importante: na época, a Argentina ainda não era um Estado nacional constituído como hoje — e o Brasil era um império.

A primeira guerra de fato entre os dois países remonta a uma época em que o Brasil era um império recém-independente de Portugal e a Argentina ainda não havia se organizado em um Estado federativo — vivia uma longa guerra civil, concluída apenas em 1861 em consequência da sua independência da Espanha. Desta forma, oficialmente a contenda foi protagonizada pelo Império do Brasil contra as Províncias Unidas do Rio da Prata.

Embarque da Divisão de Voluntários Reais para a Cisplatina em 1816, em tela de Debret feita em1825 — Foto: Domínio público

Esta pioneira disputa bélica entre Brasil e Argentina foi a Guerra da Cisplatina. Historiadores argentinos, aliás, costumam chamar o episódio de Guerra do Brasil ou de Guerra Argentino-Brasileira. O episódio ocorreu entre 1825 e 1828. Em disputa, estava o controle da Província Cisplatina, território hoje correspondente em grande parte ao Uruguai.

Em linhas gerais, a raiz da questão está no fato de que a Cisplatina havia sido incorporada pelo então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1821.

"A região estava em processo de intensa guerra civil desde 1810", diz Ferreira. O governo português havia conquistado a região porque se preocupava tanto com a navegação nos rios de lá quanto com a "própria integridade territorial" do Brasil, pontua o historiador. Os portugueses se aliaram com elites locais e puseram um governador em Montevidéu.

"Com a Independência do Brasil, houve uma divisão: para onde iria a Cisplatina", conta Ferreira. "Diversos grupos não queriam a manutenção do vínculo com o Império do Brasil."

Mas a anexação da região se manteve depois da independência brasileira de Portugal. Em 1825, contudo, uma insurreição sulista, organizada por um grupo chamado de Trinta e Três Orientais, proclamou a separação da província.

Ferreira explica que houve apoio do governo de Buenos Aires e campanhas militares buscando essa desvinculação do império brasileiro. Depois de apenas observar por um tempo, o imperador Pedro 1º (1798-1834) declarou guerra aos argentinos.

Passagem do Tonelero durante a Guerra do Prata (1851-52), em tela de Eduardo de Martino feita em 1880 — Foto: Domínio público

Pesquisador do período imperial brasileiro e autor de livros sobre personagens dessa época, o youtuber Paulo Rezzutti acredita que "a rivalidade histórica entre Espanha e Portugal" pelo controle do Rio da Prata acabou sendo herdada pelos países sul-americanos — e isso incensou o início do conflito cisplatino. "É a mesma rivalidade geopolítica histórica que acabou sendo incorporada pelas populações em geral", comenta ele.

Houve batalhas terrestres e operações navais no Atlântico Sul e no estuário platino. O desfecho veio com a interferência britânica — os ingleses tinham interesses comerciais no equilíbrio de poder regional. O resultado foi a criação de um novo país, o Uruguai.

"O acordo de paz, em 1828, criou o que depois se tornaria a República Oriental do Uruguai", diz Ferreira.

"Muitos chamam a solução de 'criação de um país-tampão', justamente para estancar a rivalidade entre Brasil e Argentina pelo controle da região do Prata", comenta Missiato.

Para ele, embora nenhum dos dois países tenha conquistado o território em disputa, a situação foi mais benéfica para a Argentina, que não só afastou o Brasil daquele entorno como passou a ter uma proximidade cultural e linguística maior com o novo país.

A contenda foi desencadeada pela ascensão do oficial militar Juan Manuel de Rosas (1793-1877) como ditador argentino e sua vontade de manter Paraguai e Uruguai sob suas esferas de influência, deixando o Brasil de escanteio — no horizonte de seus planos estava a eventual recriação de uma unidade política regional semelhante ao antigo Vice-Reinado da Prata.

Sob o pretexto de que isso feria a soberania do império, já que tais planos incluiriam terras da então província do Rio Grande do Sul, a corte do Rio de Janeiro declarou guerra. Formou-se uma aliança com Uruguai, Paraguai e forças argentinas contrárias ao ditador.

"Essa aliança pretendia derrubar o governo de Rosas", resume Ferreira. Depois de diversas batalhas, a de Monte Caseros, em 1852, marcou o fim da guerra, com vitória para os aliados contra os argentinos.

"Com isso, o Brasil evitou uma expansão territorial argentina que estava no radar do presidente Rosas", diz Missiato. O ditador deposto conseguiu fugir e exilou-se no Reino Unido, onde passaria o resto da vida.

Na década seguinte, ambos os países estiveram no mesmo time. Era a Guerra do Paraguai, conflito que durou de 1864 a 1870, em que Brasil, Argentina e Uruguai lutaram contra o Paraguai. Missiato lembra, entretanto, que nem tudo foi amizade entre brasileiros e argentinos — "houve conflitos diplomáticos" em diversos momentos entre os países.

O outro grande incidente entre os dois países data de um período em que ambos já eram Estados plenamente constituídos e republicanos.

Ferreira salienta que, se for considerado esse período em que ambas as nações estavam plenamente constituídas, também é possível dizer que Brasil e Argentina nunca estiveram em guerra armada. "Isso não significa que não houve desconfianças múltiplas e interesses conflitantes", ressalta.

Neste terceiro episódio, portanto, o atrito não chegou às armas. Entre 1890 e 1895, Brasil e Argentina empreenderam uma disputa pela posse de parte dos hoje Estados brasileiros de Santa Catarina e Paraná. O episódio ficou conhecido como Questão de Palmas. "Os dois países discordavam quanto aos limites territoriais", contextualiza Ferreira. "As fronteiras ainda estavam indefinidas."

Na realidade, não havia consenso sobre uma extensa área de terras no oeste desses Estados. Argentinos citavam o Tratado de Madri, de 1750, para argumentar que a fronteira seria no curso dos rios Chapecó e Chopim. O Brasil não concordava. Para demarcar posição, o governo imperial de Pedro 2º (1825-1891) mandou fundar ali duas colônias militares em 1882.

Depois da proclamação da República, o então ministro das Relações Exteriores Quintino Bocaiúva (1836-1912) chegou a assinar um acordo que previa a divisão da região entre as duas nações. Mas o documento acabou rechaçado pelo Congresso, que entendia que o diplomata havia extrapolado suas atribuições e cedendo demais ao país vizinho.

O caso foi submetido à arbitragem internacional e o encarregado de decidir foi o então presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland (1837-1908). Para defender os interesses brasileiros, foi nomeado o diplomata e advogado José Paranhos Júnior (1845-1912), o Barão do Rio Branco. "Ele teve papel fundamental para essa conquista", ressalta Missiato.

Rio Branco preparou um amplo arrazoado em seis volumes em torno do argumento de que, a partir do princípio do uti possidetis — ou seja, quem de fato ocupa, tem a posse — aquelas terras deveriam ser consideradas brasileiras. Vitória do Brasil.

Passagem do Tonelero durante a Guerra do Prata (1851-52), em litografia de Alejandro Bernheim e Carlos Penutti — Foto: Domínio público

Ao longo do século 20 a relação entre os dois países também teve episódios de atritos mais intensos. "Mas as coisas ganharam contornos mais burocráticos e diplomáticos", diz Missiato.

"No início do século passado, quando o Brasil empreendeu seu rearmamento naval, houve insatisfação de setores políticos argentinos. Mas isso não significou rompimento nas relações", lembra Ferreira.

Mas quase houve guerra. Conforme conta a historiadora Érica Cristina Alexandre Winand, em sua tese de doutorado defendida em 2010 na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o episódio ocorreu na presidência de Figueroa Alcorta, entre 1906 e 1910, quando foi ministério das Relações Exteriores da Argentina o jurista Estanislao Zeballos (1854-1923) — "declarado antibrasileirista", ressalta ela.

Utilizando-se do jornal do qual havia sido um dos fundadores, o La Prensa, ele patrocinou uma campanha de hostilidades ao Brasil, argumentando que o "ultraprotecionismo" econômico que estaria sendo praticado pelos brasileiros estava "desmoronando a economia" da Argentina.

Em carta do próprio Zeballos, ele admitia que havia sugerido ao governo argentino que formalizasse um pedido de "partilha da esquadra" brasileira e, em caso de negativa ou de não resposta em oito dias, o Rio de Janeiro seria invadido. "Segundo os ministros da Guerra e da Marinha era um ponto estudado e fácil, pela situação indefesa do Brasil", escreveu ele.

O ministro foi forçado a renunciar. "Até o apaziguador Rio Branco estava consciente de que a alternativa à saída de Zeballos era a guerra contra a Argentina", diz a historiadora, na tese.

Durante a Segunda Guerra, quando o Brasil se alinhou ao lado dos Aliados, em 1942, houve animosidades. Os argentinos desconfiavam que o Brasil fosse um títere dos norte-americanos a buscar influências no sul. A Argentina só deixaria a neutralidade na Segunda Guerra em 1944 — também contra o Eixo. "Eles nos viam como espécie de agentes dos Estados Unidos na América do Sul", comenta o historiador Ferreira.

Outro momento de intensas rusgas foi quando o Brasil construía a Usina de Itaipu, de 1975 a 1982. Nos escaninhos dos poderes, circulava o temor de que, em eventual conflito, os brasileiros poderiam abrir as comportas da usina completamente — e isso supostamente inundaria Buenos Aires.

Para o historiador Missiato, foi um momento de tensão diplomática que gerou uma corrida discursiva e tecnológica. Era um período em que ambos os países desenvolviam seus programas nucleares — para fins meramente de utilizar a tecnologia para obtenção de energia elétrica, ressalte-se.

Mas, nessa verdadeira guerra fria entre Brasil e Argentina, não faltavam desconfianças de parte a parte. Diversas tratativas diplomáticas e conversas entre lideranças foram necessárias. Como diz a historiadora Winand, "fazia-se premente ampliar as bases da confiança mútua e da transparência neste campo, a fim de eliminar suspeitas de agressão mútua". Em sua tese, ela classifica a questão nuclear entre os dois países de "sutil".

Ferreira ressalta que as disputas entre Brasil e Argentina também sempre tiveram em seu cerne o desejo de ambos os países de "influenciar os destinos dos vizinhos", assumindo posição de hegemonia no continente sul-americano.

"Tudo parecia resolvido com a redemocratização", afirma Missiato, lembrando que os então presidentes brasileiro José Sarney e argentino Raúl Alfonsín (1927-2009) iniciaram a aproximação que desencadearia no Mercosul na década seguinte.

A amizade entre Brasil e Argentina seria selada em 1991, finalmente. "A rivalidade histórica se diluiu após o tratado", afirma Missiato.

Resta saber se resistirá ao episódio desencadeado pelas farpas do atual presidente argentino. "Menos de 100 anos depois da Questão de Palmas houve a assinatura do Mercosul. Se analisarmos do ponto de vista historiográfico, em um período relativamente curto, passamos a estar unidos", analisa Ferreira. "Que a rivalidade entre Brasil e Argentina se restrinja apenas ao futebol."

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Alerta de alagamentos no RS: saiba se o seguro do seu carro cobre danos causados pela chuva

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 11:52

Carros Alerta de alagamentos no RS: saiba se o seguro do seu carro cobre danos causados pela chuva Alerta de inundações foi feito para o Rio Grande do Sul; segurados precisam estar atentos ao que diz a apólice para evitar perda de cobertura ou surpresas em caso de sinistro. Por Isabela Bolzani, g1

O CMDEC divulgou um Aviso Hidrometeorológico para inundações de cidades às margens de cinco rios do Rio Grande do Sul para os próximos dias.

O seguro automóvel é um tipo de proteção patrimonial, que pode ser contratada diretamente com uma seguradora, com uma corretora de seguros ou com um corretor registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Esse produto serve para proteger o carro segurado de eventuais prejuízos que possam acontecer no dia a dia, como uma colisão entre veículos ou casos de roubo, furto ou enchentes.

Existem vários tipos de cobertura que podem ser contratadas em um seguro automóvel. O seguro total (também conhecido pelo setor como seguro compreensivo) é a opção mais completa — e mais cara — oferecida pelo mercado.

É a cobertura contra desastres naturais que costuma indenizar os segurados nos períodos de chuva. Ela pode incluir proteção contra danos causados por enchentes, chuvas de granizo, quedas de árvores ou muros e ventos fortes, por exemplo.

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC) divulgou nesta terça-feira (28) um Aviso Hidrometeorológico para inundações de cidades às margens de cinco rios do Rio Grande do Sul para os próximos dias.

Existe a previsão de chuva moderada a forte que, associada às atuais condições dos rios, deve aumentar o risco de alagamentos e transbordamentos.

De acordo com a Defesa Civil, existe o risco de o nível dos rios ultrapassar temporariamente a marca de inundação em municípios localizados ao longo dos rios:

Jacuí, entre Dona Francisca e Cachoeira do Sul;Taquari, entre Encantado e Taquari;Caí, entre São Sebastião do Caí e Montenegro;Sinos, entre Campo Bom e São Leopoldo;Gravataí, entre Gravataí e Cachoeirinha.

O g1 falou com especialistas para entender quais são os direitos do motorista ao acionar o seguro em casos de danos causados pela chuva e desastres naturais.

Para o mercado segurador, o período de chuvas é marcado por um aumento no volume de sinistros (casos em que ocorre um prejuízo ao bem segurado que esteja especificado na apólice) e de indenizações — principalmente no que diz respeito aos seguros de automóveis.

Mas alguns acidentes ou ocorrências podem não estar cobertos pelo seguro. Tudo depende do que o cliente contratou e de como o dano aconteceu.

O seguro automóvel é um tipo de proteção patrimonial, que pode ser contratada diretamente com uma seguradora, com uma corretora de seguros ou com um corretor registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Esse produto serve para proteger o carro segurado de eventuais prejuízos que possam acontecer no dia a dia, como uma colisão entre veículos ou casos de roubo, furto ou enchentes.

Existem vários tipos de cobertura que podem ser contratadas em um seguro automóvel. O seguro total (também conhecido pelo setor como seguro compreensivo) é a opção mais completa — e mais cara — oferecida pelo mercado.

Colisão (perda total ou parcial);Colisão com seguro contra terceiros;Roubo e furto;Desastres naturais; entre outros.

E é a cobertura contra desastres naturais que costuma indenizar os segurados nos períodos de chuva. Ela pode incluir proteção contra danos causados por enchentes, chuvas de granizo, quedas de árvores ou muros e ventos fortes, por exemplo.

É preciso, no entanto, que o cliente esteja atento na hora da contratação do seguro para ter certeza de quais riscos e danos estão previstos na apólice.

“O mercado segurador cada vez mais tem os chamados produtos de entrada, que eventualmente têm algum tipo de restrição de cobertura, mas ajudam a resolver os problemas mais procurados pelos clientes”, disse o diretor de automóvel da Porto Seguro, Jaime Soares.

“Mas o preço do seguro às vezes fica muito barato exatamente porque vem com restrição de cobertura. Então é fundamental que o consumidor entenda qual oferta está recebendo”, acrescentou.

Os chamados seguros de entrada são produtos mais baratos, que possibilitam a personalização pelo cliente. Nesse caso, o segurado opta por quais coberturas gostaria de ter em seu veículo e paga o preço proporcional.

Os danos que podem ser indenizados pela apólice dependem das coberturas compradas pelo cliente na hora da contratação do seguro.

São chamados de sinistros todos os acidentes ou ocorrências que estejam especificados na apólice. É nesse documento que estão registrados os direitos e obrigações do segurado e da seguradora, bem como as informações do seguro contratado, as coberturas e franquias.

Caso o seu carro fique preso em uma enchente devido às chuvas e sofra algum dano, por exemplo, é preciso que você tenha contratado a cobertura contra desastres naturais para que seu caso seja considerado um sinistro e você possa pedir indenização à seguradora.

Mas, se o seu seguro só cobre casos de colisão entre veículos ou de roubo e furto, você pode ter que arcar com o prejuízo.

O cliente pode avisar a seguradora que houve um sinistro em até um ano da ocorrência. Depois desse prazo, o segurado perde o direito à indenização.

Além disso, há responsabilidade dos clientes em não gerar o chamado agravante de risco. Segundo a vice-presidente da comissão de seguro automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Keila Farias, agravar o risco é aumentar a probabilidade de ocorrência de dano no bem segurado.

“No caso de uma enchente, por exemplo, agravar o risco seria tentar passar com o carro em uma rua que está alagada e impedida para o trânsito”, exemplificou.

Nesses casos, ao tentar passar por uma rua alagada, que esteja com água na metade da altura do pneu para cima, o veículo tende a perder a aderência no asfalto, aumentando o risco de dano. Caso isso aconteça, o segurado corre o risco de ter que arcar com o prejuízo, mesmo tendo contratado a cobertura contra enchentes e inundações.

“Se você tenta passar o carro por uma rua que esteja alagada, primeiro você está colocando em risco sua própria vida. E, se for comprovado [que o cliente tentou passar pela via alagada], a pessoa acaba perdendo a cobertura, já que forçou uma situação [de dano]”, afirmou Soares, da Porto.

O preço desse produto varia conforme a quantidade de coberturas contratadas na apólice – assim, quanto mais coberturas, mais caro tende a ficar o seguro. Além disso, esse custo também pode variar a depender:

da idade e do gênero do condutor;da região em que ele mora e trabalha;do tipo de carro; entre outros condicionantes.

Em abril de 2026, os preços do seguro de automóveis recuaram 2,2% em comparação ao ano anterior. Os números são do Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA), elaborado pela TEx, plataforma de inteligência de dados.

A principal maneira de acionar o seguro do carro em caso de sinistro é contatando a seguradora por um de seus canais de comunicação. A forma mais comum é pelo telefone, disponibilizado no site oficial da seguradora ou na apólice.

Algumas seguradoras já fazem toda a comunicação com o cliente, incluindo o acionamento do sinistro, por meio de aplicativos de mensagem.

Nos casos em que o carro fica preso em uma enchente, os especialistas orientam a redobrar a atenção e tentar encontrar um lugar seguro para abrigo.

“A principal orientação é evitar regiões de risco e picos de alagamento”, disse Farias, da Fenseg.

“Mas se foi inevitável e a situação acabou acontecendo, a pessoa precisa tentar sair do carro em segurança, e esperar baixar a água em um lugar seguro. Ele pode até tentar avisar a seguradora na hora, mas dificilmente será possível tirar o carro antes de a água baixar”, completou. “Depois é só esperar o guincho chegar.”

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OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 11:52

Tecnologia OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia A inteligência artificial descontrolada encontrou quatro logins que lhe permitiram acessar diversos serviços online não identificados. Por BBC

A OpenAI, criadora do ChatGPT, revelou que o ataque cibernético realizado por alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados atingiu mais de uma empresa.

Acreditava-se que a Hugging Face, uma espécie de biblioteca digital de tecnologia muito usada por desenvolvedores, era a única vítima do ataque sem precedentes. Mas a OpenAI agora admitiu que seu bot atacou diversos "serviços disponíveis publicamente".

A IA descontrolada encontrou quatro logins online que lhe permitiram acessar quatro serviços distintos e não identificados.

Enquanto isso, em uma reunião de emergência com centenas de profissionais de segurança cibernética, a Hugging Face descreveu como foi estar do outro lado do primeiro ataque de IA totalmente autônomo do mundo.

A empresa descreveu que a IA operou em velocidade sobre-humana, mas também tomou decisões estranhas e cometeu erros que nenhum hacker humano teria cometido.

A Hugging Face, que funciona como uma loja de aplicativos para ferramentas de IA, afirmou que os agentes hackers trabalharam incansavelmente com milhares de métodos diferentes testados simultaneamente.

A empresa revelou pela primeira vez que havia sido hackeada por alguém usando uma IA autônoma poderosa em 16 de julho e denunciou o caso à polícia.

Quase uma semana depois, a OpenAI admitiu que foi sua IA que escapou de um ambiente fechado e atacou a Hugging Face por conta própria durante um teste.

A IA estava tentando encontrar as respostas para um teste de hacking que havia sido elaborado pela OpenAI e atacou a Hugging Face.

Nesta quarta-feira (29/07), a OpenAI atualizou sua declaração para incluir o detalhe adicional de que o ataque foi além do que se pensava inicialmente.

"Os modelos identificaram e usaram credenciais expostas publicamente em nível de conta em outros serviços disponíveis publicamente. Isso inclui quatro contas em quatro serviços como parte do incidente com a Hugging Face", disse a empresa.

A OpenAI não esclareceu se, com "serviços disponíveis publicamente", estava se referindo a empresas.

Na terça-feira (28), a Cloud Security Alliance (CSA), associação do setor, publicou um relatório baseado em uma reunião de emergência com a Hugging Face realizada na semana anterior — relatório esse que a própria Hugging Face revisou.

"Os agentes seguiram rotas ineficientes e exibiram comportamentos desajeitados que nenhum humano escolheria", escreveu a CSA.

Ainda segundo o relatório, os agentes repetiram ações que já haviam concluído — um sinal de uma IA perdendo o fio da meada e o contexto.

Eles também teriam alucinado com uma série de comandos e textos incoerentes, agido de forma descuidada e não apagado seus rastros adequadamente.

Mas, em meio aos erros e comportamentos estranhos, a Hugging Face alertou que os agentes de IA também fizeram movimentos técnicos brilhantes e foram capazes de se adaptar rapidamente a novos cenários durante o ataque, que durou vários dias.

Foram necessários três dias para que os agentes fossem descobertos dentro da rede de TI da Hugging Face, e os especialistas em IA e segurança cibernética da empresa levaram várias horas para conter e expulsar os invasores — algo com que empresas comuns teriam dificuldades.

A empresa não revelou o custo do ataque, mas afirmou que a equipe trabalhou por muitas horas para reconstruir cerca de um terço de sua infraestrutura.

A Hugging Face foi elogiada por sua transparência ao relatar o ocorrido ao setor de IA e segurança cibernética.

A CSA alertou que o incidente demonstra que os agentes de IA "encontraram um meio" — uma referência à frase "a vida encontra um meio", dita pelo personagem Dr. Ian Malcolm, no filme Jurassic Park, em relação à capacidade da natureza de se adaptar.

"Eles são orientados por objetivos, definem suas próprias submetas, adaptam-se em tempo real para contornar defesas e operam com uma persistência na velocidade de uma máquina que pode sobrepujar operações manuais", diz o relatório.

O oficial de segurança cibernética Ritesh Patel, que participou da reunião de emergência da Hugging Face com cerca de 450 outras pessoas, afirma que o setor está trabalhando arduamente para lidar com a nova ameaça de agentes de IA maliciosos.

"Esta é a realidade dos agentes autônomos movidos por modelos de ponta: eles são implacavelmente persistentes, às vezes extremamente ruidosos e tentarão todos os caminhos possíveis para atingir seu objetivo, o que pode facilmente sobrecarregar as defesas tradicionais", disse ele.

A hacker ética Valentina Palmiotti — mais conhecida como Chompie — analisou o relatório da CSA e afirma que a maneira como os agentes hackeiam pode parecer aleatória, mas é claramente eficaz.

O relatório da CSA cita exemplos anteriores, como o de setembro de 2024, quando um modelo anterior do ChatGPT "escapou" para obter uma resposta necessária para outro teste.

Mas, segundo o documento, o comportamento "descontrolado" "é a norma, não a exceção".

O relatório também alerta os profissionais de segurança cibernética em todo o mundo sobre a necessidade de se adaptarem ao novo normal de enxames de agentes de IA trabalhando rapidamente de maneiras estranhas e desajeitadas, o que pode levar a mais violações de segurança.

O documento ainda instou pessoas que usam ou desenvolvem agentes de IA a serem responsáveis ​​na forma como os controlam, defendendo alguma maneira para que os defensores da segurança cibernética descubram quem é o proprietário final dos agentes, a fim de aumentar a transparência.

Relatórios anteriores sugerem que a OpenAI levou quatro dias para perceber que sua IA havia hackeado a Hugging Face.

A OpenAI afirmou que divulgará em breve as conclusões de sua própria investigação para ajudar as pessoas a aprenderem com o ocorrido.

Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamenteInteligência artificial da dona do ChatGPT se rebela e faz ataque hacker: preocupante ou golpe publicitário?

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Mais de mil profissionais da indústria de IA pedem freio no avanço da tecnologia; temor é perder o controle

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 10:06

Tecnologia Mais de mil profissionais da indústria de IA pedem freio no avanço da tecnologia; temor é perder o controle Documento assinado por mais de mil funcionários das principais empresas de inteligência artificial, entre elas OpenAI, Google DeepMind, Meta e Anthropic, pede que o governo dos EUA ajude a desacelerar o desenvolvimento dos modelos mais avançados para que sua evolução não supere a capacidade humana de compreendê-los e controlá-los. Por France Presse

Mais de 1.000 funcionários de empresas de Inteligência Artificial assinaram petição pedindo ao governo dos Estados Unidos para ajudar a frear a publicação de modelos avançados de IA.

Entre os signatários estão o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o diretor de pesquisas da OpenAI e líderes da DeepMind e da Meta AI.

Recentemente, a OpenAI revelou que dois de seus modelos saíram de seu ambiente de confinamento, se conectaram à internet e invadiram o Hugging Face.

Mais de mil funcionários das principais empresas de Inteligência Artificial, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, assinaram uma petição para que o governo dos Estados Unidos ajude a frear a publicação dos modelos mais avançados de IA.

A petição, com o título "Pacing the frontier", solicita que "o governo dos Estados Unidos apoie um esforço internacional para desenvolver as ferramentas técnicas e de governança necessárias para controlar deliberadamente o ritmo da fronteira do desenvolvimento da IA automatizada".

OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes'

Entre os signatários estavam o diretor de pesquisas da OpenAI, o líder de estratégia da DeepMind, empresa de IA subsidiária do Google, e o cientista-chefe da Meta AI.

"As empresas líderes em IA no mundo acreditam que podem estar perto de automatizar a pesquisa em IA. É difícil prever exatamente o quanto isto vai acelerar o progresso da IA, mas há um risco real de que a capacidade de desenvolvimento avance além da nossa habilidade de compreender ou controlar os sistemas resultantes", afirma a petição.

➡️Embora Sam Altman, CEO da OpenAI, não tenha assinado a petição, ele afirmou em uma entrevista publicada na terça-feira que os desenvolvedores de modelos de IA terão que frear voluntariamente os rápidos avanços para que a sociedade possa acompanhá-los.

A empresa de Altman, que desenvolveu o ChatGPT, observou recentemente dois de seus modelos executando ciberataques de forma autônoma, contornando os protocolos de segurança concebidos para evitar tais incidentes.

A OpenAI revelou na semana passada que, durante testes recentes, dois modelos saíram de seu ambiente de confinamento, conectaram-se à internet e invadiram o Hugging Face, um repositório de código compartilhado de IA.

"Talvez precisemos controlar o ritmo do desenvolvimento da IA para dar tempo suficiente para que a sociedade se consolide em torno de alguns destes novos níveis de capacidade" declarou Altman no podcast "Invest like the best", publicado na terça-feira.

"Este é o primeiro tipo de incidente de segurança que eu senti de forma muito visceral", declarou sobre o ciberataque. Relembre o caso na matéria abaixo:

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Dólar abre em queda, com foco em nova decisão de juros do Fed

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 10:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (29) em leve queda, com um recuo de 0,03% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1201. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas inalteradas na reunião desta quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta.

▶️ As tensões no Oriente Médio também seguem no radar. Na véspera, o Irã acusou os EUA de ter bombardeado o seu território. A acusação acontece um dia após a guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia.

Com o novo aumento das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,98%, cotado a US$ 88,28. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 4,73% no mesmo horário, a US$ 83,01 o barril.

O Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território nesta quarta-feira (29). Caso confirmado, o ataque seria o primeiro feito pelos EUA contra o Irã nesta semana. Segundo Teerã, a cidade de Piranshahr, no noroeste, foi atingida.

A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de alguns dias sem ataques no Oriente Médio. Segundo o Exército dos EUA, todos os mísseis iranianos foram interceptados.

"Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão", disse uma nota divulgada pelo Comando Central (CentCom) americano.

Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques em conjunto contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. Na madrugada desta quarta (29), a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque disse que registrou diversas mortes e feridos nos ataques.

Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,70%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,89%.

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Anac limita venda de passagens de empresa argentina após cancelamento de 79% dos voos no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 10:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%Oferecido por

A Anac limitou a venda de passagens da Flybondi nesta quarta-feira (29). A medida ocorre após a aérea argentina cancelar 79% de seus voos no Brasil.

A fiscalização apontou indícios de deterioração operacional da companhia aérea. Com a restrição, a Flybondi fica impedida de vender bilhetes para novos destinos e ampliar sua malha.

A agência determinou a suspensão das vendas para a rota Buenos Aires-Rio de Janeiro a partir de 3 de agosto de 2026. A aérea deve comprovar os ajustes antes.

O monitoramento identificou divergências em voos e aumento de reclamações. Os problemas incluem dificuldades nos canais de comunicação, atrasos em reembolsos, alterações de voos e falta de assistência.

Passagens já compradas não são afetadas e reembolsos devem ocorrer em até 7 dias. A restrição poderá ser suspensa se a Flybondi restabelecer a regularidade de suas operações.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quarta-feira (29) ter limitado a venda de passagens da companhia aérea argentina Flybondi no Brasil após identificar uma sequência de cancelamentos de voos, redução das operações e problemas no atendimento aos passageiros.

A decisão foi tomada por meio de medida cautelar e entrou em vigor nesta quarta. Segundo a agência, entre 1º e 27 de julho, a empresa cancelou 79% dos voos registrados no país.

De acordo com a Anac, a fiscalização apontou indícios de deterioração da capacidade operacional da companhia e riscos de prejuízos aos consumidores.

Com a medida, a Flybondi fica impedida de vender passagens para destinos brasileiros ainda não atendidos efetivamente por sua operação: Florianópolis (SC), Maceió (AL) e Salvador (BA) (leia mais abaixo).

Além disso, a empresa não poderá ampliar a malha aérea cadastrada junto à Anac. Na prática, a companhia está proibida de incluir novos destinos, frequências ou operações no Brasil.

A agência também determinou a suspensão da venda de passagens para a rota Buenos Aires-Rio de Janeiro (Galeão) a partir de 3 de agosto de 2026, caso a empresa não comprove, até essa data, a adoção de ajustes operacionais capazes de garantir a regularidade do serviço.

Segundo a Anac, o monitoramento das operações identificou uma sequência de cancelamentos de voos, divergências entre a programação cadastrada e os voos efetivamente realizados e aumento no número de reclamações de passageiros.

Os dados analisados pela agência também indicam queda contínua na quantidade de operações realizadas pela companhia ao longo de 2026 e aumento dos cancelamentos.

A fiscalização apontou ainda problemas relacionados ao atendimento aos consumidores, incluindo dificuldades nos canais de comunicação, reclamações sobre reembolsos, alterações de voos e assistência a passageiros afetados.

Em caso de cancelamento de voo, a Flybondi continua responsável pela assistência aos clientes e por oferecer opções de reacomodação gratuita ou reembolso integral. Segundo a Anac, o reembolso deve ser feito em até sete dias após a solicitação.

A Anac informou que a restrição poderá ser revista ou revogada caso a companhia apresente medidas capazes de restabelecer a regularidade das operações e afastar os riscos identificados pela fiscalização.

Segundo a agência, a análise levará em conta documentos e informações que comprovem capacidade operacional, atendimento adequado aos passageiros e cumprimento das obrigações regulatórias.

A Flybondi é uma companhia aérea de baixo custo da Argentina e opera rotas entre cidades argentinas e destinos brasileiros.

A empresa já foi alvo de medidas da Anac anteriormente relacionadas a atrasos e cancelamentos em suas operações no Brasil.

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