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Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 13:44

Tecnologia Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Sul-africano construiu sua fortuna com empresas como Tesla, SpaceX, Starlink e X, antigo Twitter. A estreia da companhia espacial na Nasdaq o levou à marca inédita de trilionário. Por Darlan Helder, g1

Nascido na África do Sul, Musk construiu sua fortuna com empresas como Tesla, SpaceX, Starlink e X (antigo Twitter).

Sua trajetória empresarial começou nos anos 1990 com a Zip2 e ganhou impulso com a venda do PayPal para o eBay.

Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. — Foto: Matt Rourke/ AP Foto

Elon Musk se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft.

Vale destacar que, antes mesmo de se tornar um trilionário, Musk já liderava a lista da Forbes de pessoa mais ricas do mundo. (conheça a trajetória dele).

Com alta expectativa, a SpaceX chegou ao mercado com ações precificadas em US$ 135 no IPO (oferta pública inicial). A estreia elevou o valor de mercado da companhia e impulsionou a fortuna de Musk.

"Ele criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. Só a Starlink (braço da SpaceX) acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma ao g1 Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.

Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Ele viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos.

Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia.

Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas online. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq.

Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal, que acabou virando o nome do negócio.

Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo.

Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial.

Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já se enveredou pelos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neuciência.

Elon Musk comprou a rede social Twitter em outubro de 2022, após uma negociação de cerca de seis meses marcada por disputas e tentativas de desistência. O acordo foi fechado por US$ 44 bilhões e deu a ele o controle total da plataforma.

A trajetória começou em março daquele ano, quando Musk adquiriu 9,2% das ações da empresa e se tornou seu maior acionista individual. Meses depois, ele questionou a quantidade de contas falsas na rede social e tentou abandonar o negócio, mas o Twitter recorreu à Justiça para exigir o cumprimento do acordo.

A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez.

Em 2021, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time". Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011.

Desde 2004, Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que ele começou a ganhar atenção da mídia.

A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante.

Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.

Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar.

Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.

Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens.

O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.

Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.

Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.

O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023.

A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida.

A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo.

🧠 NEURALINK: ele também está envolvido na startup de neurociência que quer "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.

A Neuralink já fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia.

O agora trilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 🤖 Musk também foi um dos fundadores da OpenAI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do ChatGPT. Musk, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de IA, a xAI. em 2023.

Em fevereiro deste ano, a SpaceX anunciou a compra da xAI. Com a operação, a empresa de foguetes também passou a controlar o X, já que a rede social atualmente faz parte da estrutura da companhia de inteligência artificial.

TRANSPORTE ULTRA-RÁPIDO🚅 Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop").

CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. — Foto: REUTERS/Go Nakamura/Pool

A biografia "Elon Musk" , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o "Fantástico", em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson.

Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, sobretudo com o avanço da IA. Daí a ideia de colonização em Marte, uma das missões que ele prevê para a SpaceX. Isso também explicaria por que o empresário tem tantos filhos.

A LETRA X – O bilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla , ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk.

Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o bilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk.

E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus.

O site "Business Insider" também reportou que, em 2021, ele teria tido gêmeos com Shivon Zills, uma executiva da Neuralink, a startup de Musk no campo da neurociência. O autor da biografia do bilionário disse que conheceu as crianças, chamadas Azure e Strider, e postou uma foto delas com o casal.

Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men).

O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou.

Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA.

Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e "pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma".

MÃE E MODELO – A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 1 milhão no X, onde costuma defender o filho.

Kimbal Musk, irmão mais novo de Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla.

Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022 — Foto: Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

AUTISMO – Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.

"Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?"

Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: "Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de 'modo demoníaco', muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez."

Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X.

Já apresentou por uma noite o programa de humor americano "Saturday Night Life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube.

Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018 — Foto: Reprodução/YouTube

No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar "terremotos" nos mercados de ações e de criptomoedas.

Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021.

A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes.

Durante a pandemia, também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina.

Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo.

O bilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói".

A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk.

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Como cultivar gengibre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 13:44

GLOBO RURAL Como cultivar gengibre Material gratuito traz orientações sobre preparo do solo, plantio das mudas e os principais cuidados com a lavoura. Por Globo Rural

Ednildo Torres, de Camaçari (BA), quer começar a cultivar gengibre e procurou o Globo Rural em busca de orientações sobre o plantio.

Para ajudar o produtor, a recomendação é consultar uma publicação do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que reúne informações sobre a cultura.

No capítulo 2 do material, é possível encontrar orientações sobre preparo do solo, plantio das mudas e os principais cuidados com a lavoura.

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Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 12/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,273-0,82%Euro ComercialR$ 5,859-0,83%Euro TurismoR$ 6,117-0,78%B3Ibovespa171.326 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,273-0,82%Euro ComercialR$ 5,859-0,83%Euro TurismoR$ 6,117-0,78%B3Ibovespa171.326 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,273-0,82%Euro ComercialR$ 5,859-0,83%Euro TurismoR$ 6,117-0,78%B3Ibovespa171.326 pts-0,1%Oferecido por

Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente.

O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que "o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente". O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Procurado, o Nubank afirmou que "um erro operacional pontual, já identificado e solucionado", provocou o envio de mensagens indevidas a parte de seus clientes.

Segundo o banco, "a instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade".

"Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos."

O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu.

Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações.

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SpaceX deve ultrapassar avaliação de US$ 2 trilhões em estreia na Nasdaq

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,076-0,49%Dólar TurismoR$ 5,281-0,68%Euro ComercialR$ 5,876-0,54%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.304 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,076-0,49%Dólar TurismoR$ 5,281-0,68%Euro ComercialR$ 5,876-0,54%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.304 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,076-0,49%Dólar TurismoR$ 5,281-0,68%Euro ComercialR$ 5,876-0,54%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.304 pts-0,11%Oferecido por

A SpaceX estava prestes a superar US$ 2 trilhões em valor de mercado em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12). O movimento reflete o entusiasmo em torno da empresa liderada por Elon Musk e a coloca no caminho para se tornar a sexta maior companhia de capital aberto dos Estados Unidos.

As ações tinham previsão de abrir em torno de US$ 175, cerca de 30% acima do preço de US$ 135 definido na oferta inicial (IPO). Isso indicava uma estreia forte para a maior abertura de capital já realizada.

A euforia em torno da estreia dá lugar a um grande desafio para os sistemas de negociação de Wall Street. Bolsas, corretoras e instituições financeiras se preparam para um volume muito alto de ordens, após a empresa levantar US$ 75 bilhões e atingir imediatamente uma avaliação de US$ 1,77 trilhão, tornando-se uma das maiores dos Estados Unidos.

Essas instituições também trabalham para evitar problemas técnicos como os que afetaram a estreia da Meta em 2012. Como a SpaceX é vista como um teste para uma nova geração de grandes aberturas de capital, o mercado observa atentamente o interesse dos investidores antes das próximas ofertas de empresas de inteligência artificial, como Anthropic e OpenAI.

As ações, cujo preço foi fixado em US$135 cada, provavelmente não serão negociadas até o meio do pregão, já que a bolsa está coletando ordens de compra e venda e os subscritores estão adiando a negociação até que a oferta e a demanda se equilibrem.

"Esperamos que a SpaceX registre um salto imediato nas negociações devido ao entusiasmo em torno do negócio, talvez acima de 20%", disse Samuel Kerr, diretor global de mercados de capitais da Mergermarket. "Qualquer valor inferior me deixaria, na verdade, preocupado."

A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, e o diretor financeiro, Bret Johnsen, tocaram o sino de abertura da Nasdaq às 10h30 no horário de Brasília.

A listagem histórica consolidou o status de Musk como o primeiro trilionário da história e impulsionou a SpaceX para o ranking das empresas mais valiosas do mundo — mesmo que a empresa tenha registrado um prejuízo de quase US$5 bilhões no ano passado e gerado apenas uma fração da receita obtida por gigantes da tecnologia com valorização semelhante.

"Eu dei à SpaceX 10% de chance de ter sucesso", disse Musk no Texas, pouco antes do início do pregão.

O desempenho das ações também será um teste para o chamado "prêmio Musk", que tem sido a força por trás da avaliação de mais de US$1 trilhão da Tesla, apesar de ter sofrido pressões durante o papel ativo de Musk no governo do presidente Donald Trump.

A IPO recorde é a culminação das ambições de longa data de Musk no setor espacial e tecnológico, e se destacou por redefinir as regras do jogo das IPOs em Wall Street e atrair uma legião de investidores de varejo para o mercado.

Com US$75 bilhões, os recursos arrecadados com a operação foram mais do que o dobro dos obtidos na oferta pública inicial recorde da Saudi Aramco em 2019. Isso deve tornar a SpaceX a primeira empresa dos EUA a estrear com valor de US$1 trilhão e a sétima maior empresa dos EUA em capitalização de mercado.

"Elon brinca dizendo que fazemos o impossível, só que com atraso", disse a diretora operacional da SpaceX, Gwynne Shotwell, à CNBC em uma entrevista.

A avaliação pode subir ainda mais caso os subscritores exerçam seu direito de vender ações adicionais, uma decisão normalmente tomada dentro de 30 dias após a oferta.

Embora a SpaceX possa ter que esperar para entrar no S&P 500, sua esperada inclusão acelerada no Nasdaq 100 logo a tornará uma participação importante para fundos passivos e ETFs que acompanham o índice, criando uma nova fonte de demanda por suas ações.

Levará cerca de um mês para que ela seja adicionada a esse índice sob as novas regras de entrada rápida da Nasdaq, em contraste com a espera típica de até um ano.

Alguns analistas esperam que a estreia da SpaceX desencadeie uma reorganização das carteiras dos investidores, criando pressão de venda sobre outros pesos pesados do setor de tecnologia à medida que os fundos redirecionam seus recursos para as ações da empresa.

Apesar de todo o entusiasmo em torno da IPO, determinar o valor real da SpaceX continua sendo um exercício de avaliação difícil.

A SpaceX afirmou que sua oportunidade de mercado chega a US$28,5 trilhões, um valor que a empresa considerou o maior da história da humanidade. Com sua posição de liderança no setor espacial — a empresa afirma que suas operações são responsáveis por mais de quatro quintos da carga lançada em órbita nos últimos três anos — e as receitas do Starlink, alguns investidores afirmaram que ela possui uma base sólida sobre a qual construir.

John Belton, gestor de portfólio da Gabelli Funds, disse que a melhor comparação para a SpaceX é a Tesla, empresa de veículos elétricos de Musk, já que ambas têm um negócio estabelecido e “uma oportunidade ambiciosa no futuro”.

As ações das empresas espaciais subiam nas negociações pré-mercado, com a Intuitive Machines, a Planet Labs e a Satellogic registrando altas entre 3,3% e 4,5%.

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Lula lança linha de crédito para compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores de app; veja regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12) uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos.

Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação.

Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha contemplará motoristas celetistas.

"O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade, vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem mais ou menos 1 milhão de trabalhadores nessa situação", afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento.

Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos seis meses de atividade e um histórico mínimo de cem corridas realizadas.

O processo de adesão ocorre por meio de um portal digital oficial, onde o usuário autoriza o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil.

motos flex – até 160 cilindradasbicicletas e autopropelidos elétricos – até 1000 Wattsmotos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts

Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens. E de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres.

O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses.

Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552.

O Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação.

Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança — Foto: Thiago Gadelha/SVM

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que a economia faz desta Copa a mais ‘louca’ de todos os tempos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%Oferecido por

A Copa do Mundo de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, destaca-se por tensões geopolíticas e uma inédita revolução econômica altamente lucrativa para a Fifa.

Durante o torneio, os 3 países-sede renegociarão o acordo comercial USMCA, sob os olhares atentos do presidente americano Donald Trump e em meio a conflitos globais.

O evento adota o modelo da NFL em 11 estádios americanos, utilizando a precificação dinâmica para inflacionar ingressos e maximizar agressivamente a receita da Fifa.

Especialistas estimam que a arrecadação com bilheteria supere US$ 7 bilhões, enquanto cidades-sede arcam com custos locais e torcedores pagam transporte e ingressos astronômicos.

Esse modelo de comercialização extrema gera forte reação negativa de autoridades e torcedores, colocando em xeque o futuro da precificação dinâmica no futebol mundial.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores — Foto: AFP via Getty Images

As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta.

O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo.

Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções.

De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado.

Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028.

Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques.

E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo.

Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã "com muita força". Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente.

Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia.

Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.

Donald Trump recebeu um Prêmio da Paz da Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 — Foto: PA Wire via BBC

Gianni Infantino, presidente da Fifa, já pediu cessar-fogos durante Copas do Mundo. Se o Mundial ajudar a acelerar movimentos de desescalada, poderá haver impacto concreto nos preços da energia, no abastecimento e na economia mundial.

Se a Copa do Mundo pode de fato influenciar o maior conflito econômico do mundo, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que outra peça do quebra-cabeça econômico está se desenrolando diante dos olhos dos torcedores do mundo todo.

Trata-se de uma reorganização completa da economia do futebol e também de um dos exemplos mais visíveis de como algumas das maiores economias mundiais operam cada vez mais.

"O futebol não é nada sem os torcedores", disse certa vez o lendário Jock Stein, ex-técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo.

Alguns torcedores, no entanto, presentes na maior festa do mundo, terão pagado valores até então inéditos por jogos que podem acabar sem importância competitiva, além de desembolsar praticamente o preço normal de um ingresso apenas para pegar o trem até o estádio.

É o caso da passagem da New Jersey Transit: normalmente custa US$ 12,90 (cerca de R$ 66) ida e volta, mas sairá por US$ 100 (cerca de R$ 510) durante o torneio.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores.

Para começar, ele acontece em grande parte em estádios de futebol americano emprestados para o evento (um quarto dos jogos será no Canadá e no México), com a modalidade da bola oval deixando a sua marca, talvez de forma permanente.

Esta Copa transforma o futebol em um jogo altamente rentável para a Fifa, organizadora do torneio. Em termos econômicos, esta pode ser a Copa do Mundo de maior impacto da história, mas não pelo motivo convencional de impulsionar a atividade econômica nos países-sede ou estimular gastos movidos pelo entusiasmo nos países cujas seleções avançam na competição.

O ex-técnico da Escócia Jock Stein ficou famoso pela frase: "O futebol não é nada sem os torcedores" — Foto: Daily Mirror/ Getty Images via BBC

🔎 Em vez disso, esta Copa é um estudo de caso do que é conhecido como economia em forma de K nas economias avançadas tradicionais do mundo, situação em que diferentes grupos da sociedade têm resultados financeiros muito distintos que, quando representados em um gráfico, esses resultados formam uma linha diagonal para cima (como na letra K), e outra diagonal para baixo (também como na letra K).

E isso se baseia em uma tentativa de revolução econômica no mecanismo de preços, que claramente atribui mais valor a certo tipo de torcedor: aquele que está na linha ascendente desse gráfico.

É importante dizer que a Fifa tem uma visão muito diferente e ressalta que essa receita abundante com ingressos será redistribuída, ao estilo Robin Hood (em referência ao personagem que roubava dos ricos para dar aos pobres), para desenvolver o futebol nos países mais pobres do mundo.

Este torneio é muito, muito grande. Terá os maiores estádios, o maior número de jogos de longe, já que a competição foi ampliada de 32 para 48 seleções, provavelmente a maior audiência televisiva global já registrada para qualquer evento e a maior extensão territorial já vista, de Vancouver, no Canadá, à Cidade do México. É possível que a seleção campeã tenha de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro da Terra.

Depois, há os preços de ingressos. Em comparação com o custo de assistir ao futebol de elite em qualquer outro contexto, os valores cobrados para acompanhar os jogos são astronômicos.

Há ingressos de cinco dígitos em dólares para a final, além de cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.100) como preço típico aproximado para um jogo de grupo considerado mais atraente no início do torneio, e até as "pechinchas" custam algumas centenas de dólares (ou milhares de reais) em partidas sem grande prestígio.

E este também é o maior teste em escala já feito de uma tentativa de mudar o mecanismo de preços para eventos desse tipo. A precificação dinâmica, que ajusta os preços para cima conforme a demanda aumenta, já foi vista em ingressos para shows e em alguns eventos esportivos, mas nunca nessa escala.

Nos EUA, eles podem chamar o jogo de soccer, mas esta é, sem dúvida, a economia do futebol americano. Na NFL (liga de futebol americano), os preços dos assentos são definidos com base na gestão de receita: maximizar a arrecadação é mais importante do que lotar o estádio.

O esporte nos EUA é precificado no topo do mercado de luxo, a tal ponto que muitos estádios estão reduzindo a sua capacidade, reconstruídos por bilhões de dólares com camarotes e lounges de hospitalidade onde antes havia arquibancadas.

Muitos estádios da NFL adotam preços dinâmicos voltados para aumentar a arrecadação, e não necessariamente para preencher todos os assentos — Foto: Reuters via BBC

A oferta dessas experiências é limitada pela duração da temporada. Na NFL, são apenas nove jogos em casa, cerca de metade do número das principais ligas europeias de futebol. Por isso, na NFL, cada partida conta ainda mais.

A precificação dinâmica deu aos times um método para extrair receita de forma intensa, especialmente porque, pelas regras da NFL, as enormes receitas de TV são divididas de maneira mais igualitária do que no futebol.

Com todos os 11 estádios da Copa do Mundo nos EUA sendo arenas da NFL, o futebol americano deixa sua marca sobre seu xará bastante diferente.

Tudo isso é muito diferente dos torneios anteriores. Uma parte essencial da lógica de sediar uma Copa era ajudar a impulsionar novas obras de infraestrutura, incluindo transporte e construção ou reforma de estádios.

A Copa de 2026 se apresentou como um torneio de poucos ativos, que evitaria elefantes brancos caros como Miyagi, no Japão, o Green Point, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e o estádio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores corrigidos pela inflação) em Manaus, no meio da Amazônia.

Muitas vezes, os custos foram bancados pelos orçamentos de investimento dos contribuintes dos países-sede. Em troca, esses países calculavam que os investimentos valeriam a pena como exercícios de promoção nacional em um mundo mais globalizado. Mas os três estádios tiveram dificuldade para atrair uso regular suficiente depois dos torneios.

A Copa de 2026 inverteu em grande parte essa lógica, com uma pequena exceção no México. A Fifa alugou os estádios, em sua maioria pagos por torcedores de futebol americano, e passou a maximizar agressivamente as receitas com preços no estilo dos EUA.

Enquanto os torneios anteriores tiveram grandes custos de construção pagos por contribuintes e por empréstimos, os custos de 2026 estão sendo pagos pelos espectadores. E as receitas arrecadadas devem disparar, graças ao aumento no número de jogos, ao tamanho dos estádios e, claro, a esses preços impressionantes dos ingressos.

Ainda não está claro quanto será arrecadado com ingressos e hospitalidade. A previsão inicial era de que a receita mais que triplicasse, passando de US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) na Copa do Mundo de 2022, no Catar, para mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,3 bilhões).

Richard Sheehan, professor de economia e especialista em finanças do esporte da Universidade de Notre Dame, nos EUA, acredita que a receita total com ingressos e hospitalidade do torneio deste ano possa superar US$ 7 bilhões (em torno de R$ 35,7 bilhões), um aumento de sete vezes.

Ele parte do pressuposto de que a receita com ingressos por partida não apenas dobrará em relação aos US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões) da última Copa do Mundo, mas aumentará quase cinco vezes, para US$ 71 milhões (cerca de R$ 362 milhões).

A Fifa arrecadou US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) com venda de ingressos e hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar — Foto: Reuters via BBC

Poderia ser uma mina de ouro para as cidades-sede mais afortunadas, os donos dos estádios, as seleções e os jogadores, mas provavelmente não será. Ao contrário do que aconteceu na Copa dos EUA de 1994, as cidades não participam dessa crescente receita com ingressos.

Os estádios foram alugados por um valor fixo. A premiação já está definida. E as cidades terão de arcar com os custos de sediar o torneio.

Alan Rothenberg, que presidiu o comitê organizador da Copa do Mundo dos EUA de 1994, explicou ao Serviço Mundial da BBC: "A estrutura é completamente diferente.

Então, na verdade, não dá para comparar. Em 1994, a Fifa ficou com as receitas internacionais de marketing e televisão e depois entregou toda a organização do torneio à Federação de Futebol dos EUA, que criou uma entidade separada para administrá-lo".

"Assim, havia uma entidade neste país, administrada por nós. Recebemos algumas categorias atrativas de patrocínio, oportunidades de licenciamento e também o direito de vender ingressos", disse Rothenberg.

Em 2026, algumas cidades reagiram tentando recuperar os custos de segurança e transporte para sediar o torneio. O preço dos trens de Nova York foi multiplicado por dez, antes de ser ligeiramente reduzido para US$ 98 (cerca de R$ 500).

A ligação ferroviária de Boston custa US$ 80 (aproximadamente R$ 408). Estacionar o carro? As tarifas oficiais chegam a US$ 175 (em torno de R$ 892), e até US$ 225 (cerca de R$ 1.147).

É uma realidade muito distante do transporte gratuito oferecido a quem tinha ingresso em torneios no Catar, em 2022, na Alemanha, em 2006, no Japão, em 2002, e na França, em 1998.

No Japão, voluntários locais se espalharam pelas rotas entre as estações de trem-bala e os estádios, com moradores se curvando diante dos torcedores, oferecendo comida e, em algumas ocasiões, depois que os últimos trens haviam partido, pagando táxis para que eles voltassem para casa.

Segundo Alan Rothenberg, organizador da Copa de 1994 nos Estados Unidos, o modelo financeiro do torneio era muito diferente do adotado hoje — Foto: Getty Images via BBC

Após a reação negativa, a Fifa passou a destacar a liberação de alguns ingressos a preços mais baixos, como US$ 60 (aproximadamente R$ 306), a serem distribuídos pelas associações nacionais.

A novidade mais notável foi a tentativa de incorporar o mercado secundário, a revenda de ingressos, conhecida como cambismo no Brasil, touting no Reino Unido e scalping nos EUA, ao sistema de venda da própria Fifa.

Quase todos os torcedores podem recolocar seus ingressos à venda sem limite máximo de preço, com a Fifa ficando com uma taxa de 15% tanto do vendedor quanto do comprador.

Também houve ingressos distribuídos por meio de um sistema de colecionáveis digitais ligados a criptoativos, construído na blockchain da Fifa. A entidade afirma que está capturando o prêmio antes obtido por cambistas e destinando esse valor a si própria e à comunidade global do futebol.

Os bilhões de dólares extras em caixa irão inicialmente para as reservas da Fifa, sob a promessa de que os recursos serão distribuídos à família global do futebol.

A entidade cita esse tipo de financiamento de base como um dos fatores que ajudaram Cabo Verde a se classificar para a competição deste ano, graças à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do futebol de base.

A Fifa costuma distribuir esses recursos de desenvolvimento de forma igualitária entre suas 211 associações filiadas, o que significa que a pequena Montserrat recebe da entidade uma quantia equivalente a 2,5% de seu PIB anual, ou US$ 500 (cerca de R$ 2.550) por pessoa.

O modelo de distribuição igualitária existe desde os anos 1990 e foi ampliado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, como parte de sua promessa eleitoral.

Ele é impulsionado pelo sistema de "um país, um voto", que também passou a ser usado para escolher os países-sede da Copa do Mundo a partir deste ano.

A Fifa afirma que investimentos no futebol de base ajudaram Cabo Verde a se classificar para a Copa do Mundo de 2026 — Foto: Reuters via BBC

Tudo isso aconteceu antes de a precificação dinâmica ganhar força. Se as estimativas da Needham estiverem corretas, a receita anual média da Fifa, de US$ 3,9 bilhões (em torno de R$ 19,9 bilhões), agora supera o orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é mais ou menos equivalente ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU).

"O que estamos vendo agora na Copa do Mundo é provavelmente a primeira introdução real da precificação dinâmica em sua forma mais dinâmica, mais completa… Basicamente, a Fifa está pegando todas as possibilidades de revenda especulativa e trazendo tudo para dentro de seu próprio sistema", disse Needham.

Por enquanto, esse modelo de preços torna incerto o valor exato da receita que será arrecadada, mas os ingressos estão criando um volume muito grande de dinheiro.

Em tese, esses recursos serão bem-vindos pela vasta maioria dos países menores, que nunca se classificarão para a Copa do Mundo nem enviarão torcedores capazes de pagar esses preços, mas que formam o eleitorado nas eleições presidenciais da Fifa e nas decisões sobre sedes do torneio. A galinha dos ovos de ouro está brilhando neste momento em termos de valor.

Os estádios ficarão cheios? Haverá exércitos de torcedores das 48 seleções criando o tipo de atmosfera que teria agradado Jock Stein, o lendário técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo?

A Fifa terá de repetir o que aconteceu em seu Mundial de Clubes no ano passado e cortar o preço dos ingressos para até US$ 11 (em torno de R$ 56) a fim de ocupar os assentos? Nesse ponto, ainda não está claro se o modelo de precificação dinâmica da Fifa prioriza maximizar a receita ou garantir que todos os ingressos sejam vendidos.

No mês passado, Infantino disse a uma conferência econômica que "temos de aplicar preços de mercado" e que o futebol precisava se adaptar a esse "mercado muito especial". É evidente que permitir preços ilimitados na revenda e adotar sucessivas rodadas agressivas de aumentos puxados pela demanda é uma escolha.

O modelo europeu adotado por clubes como o francês Paris Saint-Germain, bicampeão europeu, combina ingressos de temporada muito baratos atrás dos gols, nas duas extremidades do estádio, com preços corporativos extraordinários para os assentos mais próximos da linha do meio-campo.

A ideia é que o público corporativo seja atraído em parte pelo espetáculo e pelo barulho de grupos como torcidas organizadas atrás dos gols, nos setores mais baratos. O risco para a Copa do Mundo é que tudo isso se perca.

Há alguns sinais de que o modelo de preços da Copa do Mundo enfrenta reação negativa. Houve quedas nos preços de revenda para jogos de menor demanda: dois ingressos com valor de face de US$ 620 (aproximadamente R$ 3.160) podiam ser comprados por 171 libras (R$ 1.170) no próprio site de revenda da Fifa, 64% mais barato.

Poucos desses bilhetes de trem de US$ 98 (cerca de R$ 500) foram vendidos em Nova Jersey. Autoridades em Nova York, em Nova Jersey, na Califórnia e na União Europeia começaram a analisar reclamações sobre as estratégias de venda de ingressos.

"Um labirinto de confusão, falsa escassez e preços impossivelmente altos", disse Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey e principal autoridade de acusação do Estado que sediará a final no mês que vem. Ainda não está claro se o Estado tem jurisdição sobre uma "entidade sem fins lucrativos" sediada na Suíça. A Fifa não quis comentar.

A questão em aberto é se a Fifa levou esse experimento de preços a um ponto de ruptura. Parece improvável que os torcedores das cidades-sede da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, tolerem valores desse tipo.

Autoridades britânicas e irlandesas já descartaram esse modelo para a Eurocopa de 2028, que sediarão e que reunirá as principais seleções de futebol da Europa. Isso ocorre em um momento em que a inteligência artificial (IA) pode viabilizar a próxima grande inovação na precificação de serviços: preços personalizados para diferentes indivíduos, com base em seus dados.

Alguns clubes da Premier League estão testando a precificação dinâmica para parte dos assentos, com o objetivo de aumentar receitas. Isso contraria o modelo tradicional do torcedor fiel que compra um carnê de temporada por preço fixo.

Se o experimento da Fifa parecer bem-sucedido, poderá encorajar donos de clubes europeus ligados à NFL, dos EUA, a tentar precificar ingressos de forma semelhante, especialmente para financiar novos estádios.

O modelo da NFL, dos EUA, foi aplicado a um evento que pertence ao mundo. A "economia em K" dos EUA, com forte crescimento para os 10% mais ricos, responsáveis por até metade de todo o consumo, segundo analistas da Moody's, e estagnação ou retração nos demais níveis de renda, pode ficar visível nos estádios.

A precificação dinâmica é uma tecnologia que busca esse grupo de 10% e transforma uma experiência que um dia foi de massa, acessível a trabalhadores comuns, em um nicho alimentado pelo boom da tecnologia.

A esperança mais ampla de muitos países-sede é que efeitos tradicionais de entusiasmo ajudem a impulsionar a confiança do consumidor e os investimentos no futebol.

Pesquisas já mostraram alguns efeitos, especialmente em países-sede com bom desempenho, além de impactos negativos nas bolsas quando seleções são eliminadas. Os dados mais recentes de emprego nos EUA trouxeram alguns sinais de dezenas de milhares de novas vagas criadas, especialmente em hospitalidade, ligadas à Copa do Mundo.

No entanto, o impulso geral para a economia será limitado pelo tamanho da economia americana e pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA).

Um jogo entre Jordânia e Argélia dificilmente atrairá em São Francisco as atenções hoje voltadas para a inteligência artificial e os trilhões de dólares desse mercado.

Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, a principal cidade dos EUA que desistiu de sediar jogos da Copa do Mundo, parece se sentir justificado pela decisão.

A Fifa ficou com toda a receita dos ingressos, e já há reclamações de que as reservas de hotéis em algumas cidades-sede estão abaixo do esperado. Muitos dos estádios que receberão partidas estariam lotados com shows de rock se não fosse o torneio.

À primeira vista, o impacto econômico nos EUA de uma Copa que utiliza estádios já existentes e direciona a maior parte do aumento da receita de ingressos para a Fifa pode ser limitado. O potencial benefício econômico estaria concentrado em um aumento da confiança dos consumidores.

No Reino Unido, boas campanhas de Inglaterra e Escócia podem servir de alento após anos de crises políticas e econômicas sucessivas. Varejistas e empresas do setor de hospitalidade certamente se preparam para um forte aumento nas vendas.

Durante a Copa da Rússia, em 2018, analistas da Kantar calcularam que houve 13 milhões de visitas extras a supermercados, à medida que as pessoas faziam compras para acompanhar os jogos em casa.

Mas também existe a possibilidade de que os desafios de produtividade do Reino Unido não sejam ajudados pelas partidas disputadas durante a madrugada.

A próxima segunda-feira já foi declarada feriado bancário na Escócia para ajudar o país a lidar com o jogo da seleção escocesa contra o Haiti, marcado para as 2h da manhã (horário local).

Para muitos, o torneio será uma bem-vinda pausa do fluxo incessante de notícias, ainda que as particularidades da Casa Branca de Trump possam acabar oferecendo uma oportunidade econômica mais ampla.

A economia mundial de hoje é muito diferente, e isso compõe o pano de fundo desta festa do futebol. A Fifa conduz um experimento de preços relevante e controverso que pode mudar o esporte.

Ao mesmo tempo, uma Copa do Mundo tão incomum talvez consiga amenizar um pouco a sensação de desordem que marca o cenário global atual. É mais uma esperança do que uma expectativa, um sentimento bastante familiar para qualquer torcedor inglês ou escocês.

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Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Tecnologia Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta Usuários relatam dificuldades para acessar a versão web das plataformas; Meta, dona das redes sociais, ainda não se manifestou. Por Redação g1

O Instagram e o Facebook apresentam instabilidade na manhã desta sexta-feira (12). Usuários relatam dificuldades para acessar as redes sociais, principalmente pelas versões web, nos navegadores.

"Instagram tá fora? Tô tentando postar lá, mas não carrega", escreveu um usuário no X. "Instagram caiu logo hoje, no Dia dos Namorados. Que coisa boa", ironizou outro. "Facebook caiu, Instagram caiu. Ai que ódio, sempre o Twitter salvando…", comentou outra pessoa. (veja repercussão).

O problema começou por volta das 10h45 (horário de Brasília). O Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços online, registrou um pico de relatos de instabilidade no Instagram, no Facebook e também no WhatsApp, todos pertencentes à Meta.

A imprensa internacional também tem repercutido a queda dos serviços da Meta, o que indica que o problema pode ter alcance global.

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SpaceX estreia na bolsa: veja como investir na empresa e em outras ações no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%Oferecido por

As pessoas se reúnem para assistir a uma transmissão ao vivo com o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, em Nova York — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A SpaceX, empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial do bilionário Elon Musk, estreou na Nasdaq, bolsa de valores de tecnlogia de Wall Street, nesta sexta-feira (12). Avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 9 trilhões), essa é maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história.

Diante da alta demanda, bolsas de valores ao redor do mundo passaram a oferecer ativos vinculados aos papéis da companhia aos investidores. No Brasil, a B3 disponibiliza nesta sexta-feira o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da SpaceX — um certificado negociado no país que representa as ações da empresa no exterior. Entenda a diferença entre BDR e ação.

Na prática, isso significa que investidores brasileiros poderão aplicar em ativos ligados à companhia sem precisar abrir conta no exterior ou realizar remessas internacionais e operações de câmbio. Na bolsa brasileira, o BDR da SpaceX será negociado sob o código SPCX34.

Segundo a B3, embora a ação da SpaceX no IPO tenha preço inicial estimado em US$ 135 (cerca de R$ 694,95), o BDR terá paridade de 1 para 15 — ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3. Com isso, o investidor poderá acessar a empresa por um valor entre R$ 50 e R$ 70.

Enquanto a ação representa uma parte do capital de uma empresa — ou seja, ao comprar o papel, o investidor se torna sócio e pode, em alguns casos, ter direito a voto —, o BDR é um certificado de depósito de valores mobiliários.

Isso significa que o BDR é um investimento negociado no Brasil que representa ações de empresas no exterior. Na prática, funciona como um “recibo”: uma instituição financeira compra a ação lá fora e emite esse certificado para que o investidor possa negociá-lo aqui, em reais.

Com isso, os BDRs estão sujeitos tanto à variação das ações no exterior quanto às oscilações do câmbio — que também impactam o preço — e à volatilidade dos mercados internacionais.

"No caso de empresas de tecnologia e crescimento, como a SpaceX, esses movimentos podem ser ainda mais relevantes", diz a B3 em nota.

Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker).Busque pelo código de negociação (ticker) da empresa. No caso de BDRs, esse código costuma ter o número "34" no final. Escolha a quantidade de BDRs que deseja comprar.Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento.Envie a ordem de compra e confirme a operação. A negociação acontece na própria B3, em reais.

Outra alternativa para quem quer investir em empresas americanas são os ETFs — fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência ou de um setor da economia.

Ao comprar um ETF negociado na bolsa brasileira que replique o S&P 500, um dos principais índices de Wall Street, por exemplo, o investidor faz a transação em reais e, na prática, passa a investir em um conjunto de empresas americanas de uma só vez.

Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker).Busque pelo código de negociação (ticker) do ETF. No Brasil, esses códigos geralmente terminam em “11”.Escolha a quantidade que deseja comprar.Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento.Envie a ordem de compra e confirme a operação.

Outra opção seria a alocação de recursos em fundos de investimento, que são carteiras geridas por profissionais e que podem contar com diferentes ativos, incluindo ações internacionais em alguns casos.

Acesse a sua conta na corretora de investimentos ou no banco.Na aba de “fundos de investimento”, busque por carteiras que invistam em ações no exterior.Defina o valor que pretende investir ou a quantidade de cotas que deseja comprar.Confirme a operação.

Vale destacar que ambos os investimentos envolvem risco, já que estão ligados a ativos de renda variável e, portanto, sujeitos tanto às oscilações dos mercados no exterior quanto à variação do câmbio.

Além disso, investidores que querem ter investimentos em empresas específicas, como a SpaceX, no entanto, a presença nos ETFs ou fundos não é garantida, já que depende da composição das carteiras.

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Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou no mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 11:00

Agro Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou no mês Alimentos consumidos em casa subiram 1,65%, com destaque para a batata-inglesa, o tomate, a cebola e as carnes. Por outro lado, o café moído e as frutas baratearam. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%, mostram dados do IBGE, divulgados nesta sexta-feira (12).

Apesar da desaceleração, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebibas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA, ao registrar alta de 1,33%.

Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. As maiores altas foram observadas na batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%).

“O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%.

Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril.

Batata-inglesa: +44,69%Pepino: +44,3%Tomate: +20,62%Cebola: +16,8%Morango: +16,6%Cenoura: +8,93%Feijão-carioca (rajado): +6,44%Leite de coco: +5,14%Filé-mignon: +4,48%Carne-seca e de sol: +4,09%Picanha: +3,97%Sal: +3,76%Couve-flor: +3,66%Brócolis: +3,65%Banana-da-terra: +3,27%Peito: +3,18%Mamão: +2,97%Peixe-sardinha: +2,79%Melão: +2,78%Lagarto redondo: +2,63%

Abobrinha: -11,43%Laranja-lima: -9,87%Peixe-cavala: -9,37%Peixe-palombeta: -9,21%Peixe-serra: -9,03%Laranja-baía: -7,4%Pimentão: -6,99%Maracujá: -6,23%Peixe-anchova: -5,29%Açaí (emulsão): -5,19%Peixe-castanha: -5,08%Peixe-corvina: -4,08%Banana-d'água: -4,01%Inhame: -3,99%Batata-doce: -3,71%Peixe-pescada: -3,71%Peixe-dourada: -3,6%Peixe-cação: -3,2%Caranguejo: -2,7%Polpa de fruta (congelada): -2,5%

Depois do grupo de alimentação, a Habitação foi o que mais impactou a inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês.

Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice.

Alimentação e bebida: 1,33%;Habitação: 1,22%;Artigos de residência: 0,08%;Vestuário: 0,62%;Transportes: -0,46%;Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;Despesas pessoais: 0,41%;Educação: 0,00%;Comunicação: 0,23%.

A inflação da habitação em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês.

Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.

Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%.

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Hyundai lança i20 no Brasil por R$ 99.990, desafia onda dos SUVs com novo hatch; veja o teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 11:00

Carros Hyundai lança i20 no Brasil por R$ 99.990, desafia onda dos SUVs com novo hatch; veja o teste Modelo é fabricado no Brasil, não substituirá o HB20 e disputará clientes de SUVs de entrada, como Renault Kardian, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. Por André Fogaça, g1 — Tatuí (SP)

A Hyundai apresentou nesta sexta-feira (12) seu principal lançamento de 2026: o hatch i20. Em um momento em que a maior parte das montadoras aposta em SUVs de diferentes tamanhos no mercado brasileiro, a marca coreana lança mais um compacto para dividir espaço com um de seus campeões de vendas, o HB20.

O mercado, inclusive, chegou a especular que o i20 poderia substituir o HB20. A Hyundai, porém, afirma que os dois modelos vão conviver em harmonia, sem disputar o mesmo público. Para isso, o novo hatch aposta em um visual mais moderno, acabamento interno mais refinado e preços que vão de R$ 99.990 a R$ 139.990.

Fabricado em Piracicaba (SP) e exportado para outros mercados, p carro tem linhas mais marcadas e adota a nova moda da faixa de LED que conecta os faróis na dianteira. Na traseira, as lanternas também são interligadas, mas tem um desenho geral mais parecido com o HB20.

As rodas são de 17 polegadas, o que acompanha o estilo mais agressivo. O i20 também é um pouco maior que o HB20: tem 12 centímetros a mais de comprimento, seis de largura, dois de altura e cinco de entre-eixos.

Mas as diferenças mais importantes estão no interior. O novo volante dispensa o tradicional "H" da marca. O i20 também traz um novo painel digital, mais bonito e com mostradores fixos, além de uma central multimídia bem aumentada, agora com 12,3 polegadas.

Mesmo que a pegada seja mais tecnológica que o HB20, os botões físicos ainda predominam. Os comandos do ar-condicionado ganharam nova disposição e formam uma espécie de torre, ligando o console central à central multimídia.

Quem tem estatura mediana e se senta no banco traseiro dificilmente encosta os joelhos no assento da frente. O porta-malas comporta 346 litros de bagagem, 46 litros a mais que o do HB20.

E aí terminam as diferenças. O i20 terá versões de motor 1.0 aspirado e 1.0 turbo, praticamente idênticas às possibilidades encontradas no irmão menor. Agora, são 115 cv de potência, combinados a 17,5 kgfm de torque.

A perda de 5 cv mantém a experiência ao conduzir já conhecida de quem dirigiu um HB20. A posição ao volante também é praticamente a mesma, mantendo uma das principais qualidades do modelo: a sensação de um hatch leve e ágil.

O ajuste da suspensão do i20 privilegia o conforto, uma tradição da Hyundai que vai dos modelos mais básicos aos SUVs.

Tanto nas ondulações do circuito fechado em Tuiuti (SP) quanto em trechos de terra e cascalho, a suspensão do i20 absorveu melhor os impactos do que a de rivais como Volkswagen Polo e Fiat Argo. Ao mesmo tempo, mantém a firmeza esperada de um hatch em curvas mais fechadas.

A calibração do câmbio automático também é um acerto. Ao puxar com mais força em uma subida, o i20 reduz rapidamente uma marcha para a retomada e é preciso no momento de engatar a próxima marcha para soltar a aceleração.

Além disso, o atraso entre o comando do acelerador e a resposta do carro é pequeno e não chega a incomodar quem busca reações mais rápidas.

O Brasil vive a era dos SUVs. Desde o ano passado, mais da metade dos carros zero quilômetro vendidos no país pertence ao segmento, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

As montadoras que apostaram em hatches nos últimos anos preferiram mudanças pontuais. A Chevrolet renovou o Onix sem grandes transformações, enquanto o Volkswagen Polo está há bastante tempo sem alterações relevantes.

Surge a pergunta: qual a estratégia da Hyundai? Ao g1, Maurício Jordão, gerente de relações públicas e imprensa da montadora, afirmou que o i20 deve disputar espaço com SUVs de entrada, e não com outros hatches.

“Se você pegar no line-up das outras marcas, você até tem essa proximidade entre um SUV menor, um SUV compacto e aí depois você tem os SUVs maiores. A Hyundai tem o HB20 e já tem o Creta. E é esse nicho do Kardian, do Pulse, do Tera, que o [i20] aqui vai entrar”, afirma Jordão.

Sobre a proximidade do HB20, o executivo afirma que o espaço interno será um dos principais diferenciais do novo modelo.

"A Hyundai não costuma deixar as versões muito próximas para tirar o mesmo preço. Então, se você olhar uma diferença de R$ 1.500 ou R$ 2.000, pode ser que o consumidor escolha pelo pacote de equipamentos", complementou.

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