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Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:14

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque Clima afetou a quantidade colhida, mas produtores de São Roque (SP) avaliam que qualidade da fruta pode garantir vinhos de melhor padrão. Por Nosso Campo, TV TEM

A colheita de uvas em São Roque (SP) sofreu atraso e redução de volume devido ao frio e chuvas, mas a qualidade das frutas é elogiada.

A variedade BRS Lorena, de perfil aromático intenso e caráter moscatel, destaca-se e conquista produtores na região.

O produtor Leodir Ribeiro afirma ter colhido "uma fruta mais doce", prometendo "bebidas de melhor padrão" nesta safra.

Uva BRS Lorena é cultivada em vinhedos de São Roque (SP) e usada na produção de vinhos e espumantes — Foto: TV TEM/Reprodução

A colheita de uvas para produção de vinho teve atraso de pelo menos 15 dias nesta safra em áreas produtoras de São Roque (SP). O frio registrado no ano passado e as chuvas de janeiro também provocaram redução no volume colhido.

Apesar da queda na quantidade, produtores avaliam que a qualidade das frutas tem sido positiva. A uva produzida na região é destinada principalmente à fabricação de vinhos e espumantes.

No vinhedo do produtor Leodir Ribeiro, em São Roque, uma das variedades cultivadas é a BRS Lorena, plantada em quase dez hectares, com cerca de 36 mil pés. A uva tem perfil aromático intenso e caráter moscatel e vem ganhando espaço entre produtores.

Nesta safra de verão, o produtor afirma que conseguiu colher uma fruta mais doce, o que pode resultar em bebidas de melhor padrão.

A variedade também é cultivada por outros produtores da região. A família do produtor Fábio foi uma das primeiras a investir na BRS Lorena em São Roque e hoje a propriedade é considerada referência no cultivo da uva.

No local, a área plantada soma seis hectares e a fruta é utilizada na produção de três rótulos de vinho branco.

Produtor Leodir Ribeiro cultiva cerca de 36 mil pés da variedade BRS Lorena em São Roque (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

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Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:14

Carros Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas O g1 selecionou alguns superesportivos que os pilotos já foram flagrados dirigindo pelas ruas. Lewis Hamilton, Max Verstappen e Lando Norris tem perfis diferentes de compra, mas evidentemente todos gostam de velocidade. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade.

Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares.

O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans.

Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin

Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos.

Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica.

O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle.

Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh.

O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h.

Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões.

Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760.

O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto.

Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida.

A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã.

O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani.

São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021.

Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original.

Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões.

Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante.

Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail.

Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação.

A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO.

A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988.

O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h.

Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele.

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‘Foi um choque, fiquei sem chão’: mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade em cinco anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 06:21

Trabalho e Carreira ‘Foi um choque, fiquei sem chão’: mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade em cinco anos A legislação assegura estabilidade no emprego à gestante até cinco meses após o parto, um mês a mais que a licença-maternidade de 120 dias. Nas participantes do Programa Empresa Cidadã, a licença pode chegar a 180 dias, e não há estabilidade quando a profissional retorna. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Dados do sistema eSocial, obrigatórios desde janeiro de 2020 para o registro de demissões, foram analisados pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

O levantamento considera desligamentos ocorridos em até dois anos após o término da licença-maternidade. Entre os anos de 2020 a 2025, foram registradas 380.444 demissões de mulheres que haviam tirado licença-maternidade.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho ressalta que não há um levantamento específico sobre demissões ocorridas dentro do período de estabilidade. Isso porque o eSocial não possui um campo próprio para registrar gestação ou estabilidade provisória.

Nos últimos três anos, o Ministério Público do Trabalho recebeu 1.229 denúncias envolvendo violações ao direito à licença-maternidade e outras formas de discriminação relacionadas ao exercício do cuidado, como gestação e amamentação.

Maria* viveu o que descreve como um dos maiores pesadelos profissionais para uma mãe recente. Tirou seis meses de licença-maternidade e, em seguida, mais 30 dias de férias. Dois meses após retornar ao trabalho, foi demitida.

Como nunca havia recebido avaliação negativa ou feedback desfavorável, acredita que o desligamento esteja diretamente relacionado ao afastamento para cuidar do bebê.

Formada em Enfermagem e Biomedicina, ela atua há dez anos na indústria farmacêutica. Para voltar ao trabalho, reorganizou toda a rotina familiar: contratou uma babá e enfrentou o período de introdução alimentar para que o filho dependesse menos dela.

“Eu fiquei arrasada. Ser desligada de repente, com um filho pequeno e toda a minha família dependente do plano de saúde da empresa, foi um choque enorme. Eu realmente fiquei sem chão”, relembra a profissional, que conseguiu se recolocar rapidamente por indicação de colegas.

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as mulheres têm direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício. O período pode ser prorrogado por mais 60 dias quando a empresa participa do Programa Empresa Cidadã.

O período de estabilidade começa na concepção e vai até cinco meses após o parto, ou após a concessão da guarda provisória em casos de adoção. Após esse prazo, a trabalhadora pode ser desligada sem justa causa.

Dados do sistema eSocial, obrigatórios desde janeiro de 2020 para o registro de demissões, mostram que a situação relatada por Maria ocorreu com mais de 380 mil mulheres nos últimos cinco anos.

O levantamento foi realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados abrangem demissões realizadas em até dois anos após o término da licença-maternidade.

383.737 dispensas sem justa causa;265.515 pedidos de demissão;13.544 distratos (rescisão em comum acordo);50.545 desligamentos em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho ressalta que não há levantamento específico sobre demissões ocorridas dentro do período de estabilidade. Isso porque o eSocial não possui campo próprio para registrar gestação ou estabilidade provisória.

Assim, casos de demissão nesse período chegam ao Ministério do Trabalho principalmente por meio de denúncias feitas pelas próprias trabalhadoras, o que dificulta a consolidação de estatísticas mais precisas.

Segundo Bemergui, que é coordenadora nacional de Combate à Discriminação, ao Assédio e à Violência e Promoção da Igualdade de Oportunidades no Trabalho (Conaigualdade), a permanência das mulheres no mercado de trabalho após a licença-maternidade ainda é um desafio estrutural.

Ela afirma que muitos empregadores não adotam políticas efetivas de apoio ao compartilhamento das responsabilidades de cuidado.

Dados do Relatório de Transparência Salarial do segundo semestre de 2025 indicam que menos da metade das empresas com mais de 100 empregados no Brasil possuem políticas de flexibilização de jornada voltadas à parentalidade.

Outro problema apontado é a falta de estruturas de apoio para o cuidado com os filhos. Fiscalizações realizadas pela SIT em 2024 e 2025 identificaram alto descumprimento da obrigação prevista na CLT de oferecer local para guarda dos filhos das trabalhadoras ou auxílio-creche.

A auditora ainda afirma que a concentração elevada de demissões de mulheres após o retorno da licença-maternidade pode ser um indicativo de discriminação no ambiente de trabalho. A apuração, no entanto, depende de uma ação fiscal que envolve análise documental, técnicas de auditoria e investigação.

Caso a prática discriminatória seja comprovada, a empresa pode receber auto de infração e multa administrativa. Bemergui explica ainda que trabalhadoras que se sentirem discriminadas podem registrar denúncia no canal do Ministério do Trabalho, procurar o sindicato da categoria ou o Ministério Público do Trabalho.

De acordo com a Secretaria, os dados do eSocial também são utilizados para identificar padrões de desligamento após a licença-maternidade e orientar ações de fiscalização em empresas ou setores que concentrem esses casos.

As informações, porém, servem apenas como indícios. A confirmação da discriminação ocorre durante investigação conduzida pela auditoria fiscal do trabalho.

A legislação assegura estabilidade no emprego à gestante até cinco meses após o parto — período que inclui a licença‑maternidade de 120 dias. — Foto: Freepik

Nos últimos três anos, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.229 denúncias envolvendo violações ao direito à licença-maternidade e outras formas de discriminação relacionadas ao cuidado, como gestação e amamentação.

Houve um salto significativo no número de registros: de 307 denúncias em 2023 para 559 em 2025, aumento superior a 80% no período.

As queixas abrangem todo o ciclo reprodutivo, desde dispensas logo após a confirmação da gravidez até obstáculos enfrentados por mulheres que retornam da licença e tentam exercer o direito aos intervalos para amamentação.

Segundo o coordenador nacional da Coordigualdade, Igor Sousa Gonçalves, o órgão identifica um padrão recorrente de “descarte” ou isolamento das trabalhadoras assim que se encerra a estabilidade de cinco meses após o parto.

“O Ministério Público do Trabalho tem respondido a esse aumento com mais rigor na fiscalização e por meio de ações, como a criação do Grupo de Trabalho ‘Gênero e Cuidado’, responsável pela elaboração de materiais informativos e pela realização de campanhas de conscientização”, afirma.

Outro ponto destacado por Gonçalves é que o número de denúncias parece baixo porque considera apenas registros classificados especificamente na categoria maternidade.

Na prática, muitos casos envolvendo gestantes ou lactantes acabam enquadrados em categorias mais amplas, como assédio moral ou discriminação, sem a identificação específica da maternidade, o que faz com que os dados representem apenas parte do problema.

Ainda de acordo com o órgão, nos últimos três anos foram instaurados 471 inquéritos civis, firmados 52 termos de ajustamento de conduta e ajuizadas nove ações civis públicas relacionadas ao tema.

Para o MPT, o crescimento dos registros reflete tanto maior conscientização das trabalhadoras — que estão perdendo o medo de denunciar — quanto a persistência de práticas discriminatórias no mercado de trabalho.

A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação.

Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício.

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período.

A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada.

Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê;Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário.

Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade.

Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias.

Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação.

Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre:

Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado;Receber indenização em dobro, além de eventual indenização por danos morais.

“A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada.

Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades.

Uma pesquisa da Pluxee mostra que a maternidade ainda representa um obstáculo relevante para muitas mulheres no mercado de trabalho. Segundo levantamento, 60% afirmam já ter enfrentado dificuldades profissionais em razão dos filhos.

Entre os principais problemas estão dificuldade para negociar horários flexíveis (42%), perda de oportunidades de promoção (33%) e discriminação em processos seletivos (33%).

Diante dessas barreiras, muitas mulheres buscam alternativas para permanecer no mercado. Cerca de 29% passaram a procurar outro emprego na mesma área, enquanto 25% deixaram temporariamente o trabalho para cuidar dos filhos.

O levantamento também aponta que 27% das mães dizem não receber nenhum tipo de apoio das empresas. Embora 60% considerem a licença-maternidade adequada, benefícios como horários flexíveis (24%), auxílio-creche (23%) e trabalho remoto (10%) ainda são pouco frequentes.

Resultados semelhantes aparecem na pesquisa Mães 2025, da Catho, realizada com mais de 2,4 mil entrevistadas. O estudo mostra que, embora 70% das mães estejam empregadas, muitas relatam desigualdade salarial, preconceito e dificuldades para conciliar carreira e cuidados com os filhos.

Quase 40% acreditam receber menos do que colegas homens ou mulheres sem filhos no mesmo cargo, e mais da metade afirma já ter sido questionada, em entrevistas de emprego, sobre filhos ou planos de maternidade — perguntas consideradas discriminatórias pela legislação trabalhista.

O impacto da maternidade também aparece nas oportunidades profissionais: mais de um terço das entrevistadas acredita já ter perdido uma promoção por estar grávida ou por ser mãe.

Além disso, o medo de represálias no trabalho é recorrente: 60% já deixaram de exercer atividades relacionadas aos filhos por receio de perder o emprego, e quase metade admite ter faltado a momentos importantes da vida deles pela mesma razão.

Para Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP) e especialista em cultura organizacional, esses números mostram que a discriminação contra mães raramente aparece de forma explícita. Isso porque, na maioria das vezes, a discriminação surge em decisões aparentemente pequenas, repetidas e “bem-intencionadas”, mas que acabam limitando a progressão profissional.

“A mulher volta e começam as concessões: menos projetos críticos, menos exposição, menos decisão. A carreira estaciona sem que ninguém diga que estacionou”, afirma.

Nos processos seletivos, ela destaca que o problema não é questionar a disponibilidade, mas usar essas perguntas como atalho para concluir que mães entregam menos. “Quando a pergunta vira filtro para descartar, aí virou discriminação”, completa.

A 3ª edição do estudo Engaja S/A 2025, realizado pela Flash em parceria com a FGV-EAESP e divulgada em outubro, mostra que políticas de apoio à parentalidade estão associadas a níveis mais altos de engajamento no trabalho.

Entre profissionais com filhos e acesso a benefícios parentais, o índice de engajamento chega a 64,7% entre mulheres e 59,7% entre homens, as maiores taxas entre os grupos analisados. Já entre pessoas com filhos sem esse tipo de apoio, o engajamento cai para 38,9% e 36,1%, respectivamente.Os resultados indicam que políticas de cuidado não são apenas uma questão de equidade, mas também estão associadas a maior engajamento, produtividade e retenção de talentos.

Os resultados indicam que políticas de cuidado não são apenas uma questão de equidade, mas também estão associadas a maior engajamento, produtividade e retenção de talentos.

A experiência de Letícia Lázaro Roque, de 28 anos, ilustra esse cenário. Moradora de São Paulo e coordenadora de implementação na plataforma de RH da Factorial, ela descobriu a gravidez ainda no período de experiência e, ao contrário do que temia, recebeu apoio da empresa.

“Eu engravidei com dois meses de casa. Foi um choque para mim e para o meu gestor, mas tive total apoio”, relembra.

Letícia havia sido contratada enquanto fazia uma transição de carreira, saindo da área de vendas para atuar em pós-vendas. Mesmo com pouco tempo na empresa, foi promovida a sênior durante a gestação e, após retornar da licença-maternidade de seis meses, recebeu nova promoção, desta vez para coordenadora.

Segundo ela, o crescimento foi possível graças ao apoio da liderança e às políticas de flexibilidade da empresa, como modelo híbrido, horários ajustáveis e benefícios voltados à parentalidade, incluindo auxílio-creche e plano de saúde para dependentes.

Apesar dos desafios da rotina com duas crianças pequenas, Letícia diz nunca ter enfrentado pressão no trabalho. “Às vezes minhas filhas aparecem no fundo da câmera, mas hoje isso é compreendido. O que importa é o resultado”, afirma.

Ela reconhece, no entanto, que sua experiência ainda é incomum. “Conversei com outras mães e percebi o quanto minha realidade foi diferente. Sei que a minha situação ainda é exceção”, completa.

Letícia Lázaro Roque é mãe de duas filhas e foi promovida quando estava grávida e após retornar da licença-maternidade. — Foto: Arquivo Pessoal

Para Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP) e especialista em cultura organizacional, o problema não está na legislação, mas na forma como as organizações estruturam – ou deixam de estruturar – o ciclo da parentalidade.

Segundo ela, muitas empresas ainda tratam a maternidade como uma exceção, quando deveria ser incorporada como uma etapa natural e previsível da vida profissional de qualquer trabalhador — tanto homens quanto mulheres.

“Não é um problema a resolver; é um ciclo que exige gestão madura: cobertura bem feita, clareza de escopo, retorno estruturado e avaliação justa”, afirma. Na prática, porém, há um descompasso entre a proteção legal e o impacto na carreira. “A lei protege o vínculo, mas não protege a trajetória.”

Já na visão de Ana Minuto, palestrante e CEO da Minuto Consult, o mercado de trabalho brasileiro ainda opera sob a lógica de que o “trabalhador precisa estar integralmente disponível”, um modelo incompatível com a realidade do cuidado, historicamente atribuída às mulheres.

Outro ponto crítico é o retorno ao trabalho após a licença. Muitas mulheres voltam sem o suporte necessário e acabam se sentindo deslocadas.

Por isso, Ana defende uma série de políticas organizacionais para apoiar mães e pais e promover maior equidade.

Creches internas ou convênios com creches próximas;Programas estruturados de retorno da licença-maternidade, com mentoria e acompanhamento nos primeiros meses;Auxílio-creche;Modelos de trabalho flexíveis;Políticas claras contra discriminação por maternidade;Processos de promoção mais transparentes;Incentivo à licença parental para homens, favorecendo a divisão do cuidado.

Segundo Minuto, essas ações não são apenas medidas de equidade, mas estratégias de retenção de talentos. “Quando as empresas apoiam o cuidado, retêm profissionais experientes e qualificadas que, sem suporte, acabam deixando o mercado.”

Para reduzir o impacto da maternidade na carreira das mulheres, Marcela destaca que o caminho não passa por discursos institucionais ou benefícios pontuais, mas por processos claros e responsáveis. Isso inclui:

Planejamento da cobertura antes da saída;Retorno com escopo e prioridades definidos;Proteção explícita da rota de carreira da profissional;Acompanhamento de indicadores como retenção pós-retorno, promoções e evolução salarial.

“Se você não mede, vira opinião. E quando vira opinião, o viés entra pela porta da frente”, afirma.

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Interrupções, desconfiança e assédio: relatos mostram barreiras para mulheres jovens no trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 06:21

Trabalho e Carreira Interrupções, desconfiança e assédio: relatos mostram barreiras para mulheres jovens no trabalho Mulheres relatam estratégias adotadas ao longo da carreira para tentar evitar julgamentos e situações de assédio no ambiente de trabalho. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Carolina Nucci ainda lembra da frase dita na entrada de uma coletiva de imprensa no autódromo de Interlagos. Ela era jornalista de automobilismo, estava escalada para cobrir o evento e tinha autorização para estar ali. Mesmo assim, antes de conferir o crachá, o fiscal decidiu questioná-la.

Carolina explicou que trabalhava na cobertura. Não foi suficiente. Precisou acionar a chefia de imprensa — um homem — para confirmar que, sim, estava ali a trabalho.

Naquele ambiente majoritariamente masculino, Carolina sentiu que precisava provar o tempo todo que não era uma "Maria Capacete", rótulo comum e pejorativo dado a mulheres que circulavam no paddock. A estratégia encontrada, ainda no início da carreira, foi simbólica.

"No início da minha carreira, usei uma aliança falsa de compromisso para ser respeitada. Não inibiu, mas os assédios ficaram mais sutis", lembra.

O episódio aconteceu duas décadas atrás, mas está longe de ser passado. Julgamentos sobre aparência, desconfiança sobre competência, menos oportunidades e episódios de assédio continuam fazendo parte da rotina de muitas mulheres, especialmente das mais jovens.

Os relatos individuais encontram respaldo em números. O relatório Women in the Workplace, elaborado pela McKinsey & Company em parceria com a Lean In, ouviu 15 mil trabalhadores em diferentes países e traçou um panorama das desigualdades no ambiente corporativo.

Entre as mulheres com menos de 30 anos, quase metade afirma que a idade já impactou negativamente suas oportunidades de trabalho. Outras 36% disseram que a idade foi fator na perda de aumentos, promoções ou chances de progressão. Entre os homens, esse percentual é de 15%.

O reflexo aparece na liderança: em média, mulheres ocupam apenas 29% dos cargos de alta administração.

Mariam Topeshashvili integra esse grupo que conseguiu chegar a uma posição de comando. Aos 29 anos, é gerente de uma agência internacional que conecta produtores de conteúdo e empresas.

Nascida na Geórgia e criada em uma favela no Rio de Janeiro, construiu um currículo com formação na Universidade de Harvard. Ainda assim, ouviu questionamentos.

"Já ouvi comentários irônicos, sarcásticos. Sempre velados. Frases que duvidavam da minha capacidade. Por exemplo, tal coisa não foi feita porque era eu que estava ali", conta.

Ser jovem, mulher, estrangeira e falar em uma terceira língua compunha uma equação que, muitas vezes, a colocava em posição de constante avaliação.

"Eu me sentia um patinho fora d’água. Muitas vezes tinha a sensação de que não era ouvida"

Mariam Topeshashvili enfrentou julgamentos e microagressões ao longo de sua vida acadêmica e profissional — Foto: Mariam Topeshashvili/ Arquivo Pessoal

O estudo Women in the Workplace aponta que essas percepções não são isoladas. Microagressões — comentários ou atitudes sutis que colocam em dúvida a competência — fazem parte da rotina de muitas profissionais.

💬 Microagressões são ações ou comentários que desqualificam, discriminam ou questionam de forma sutil determinados grupos.💬 Etarismo é preconceito ou discriminação contra pessoas por causa da idade. Ele pode se manifestar pro meio de atitudes, estereótipos e exclusão social ou profissional.

39% das mulheres já foram interrompidas enquanto falavam;38% tiveram sua área de especialização questionada;18% foram confundidas com alguém de nível hierárquico inferior;37% afirmam ter sofrido uma ou mais formas de assédio sexual ao longo da carreira.

Além disso, o relatório destaca que mulheres jovens relatam maior incidência de comentários sobre idade, aparência e suposta falta de experiência.

Uma pesquisa da Todas Group e da Nexus aponta um padrão semelhante. Entre 1.534 lideranças femininas entrevistadas, 56% dizem que uma das atitudes mais importantes que homens poderiam tomar é interromper falas machistas de outros colegas.

Apesar disso, apenas 35% das mulheres afirmam já ter sido defendidas por um homem em situações de preconceito de gênero no ambiente de trabalho.

As barreiras não se restringem a um único fator. Elas envolvem machismo estrutural e também etarismo — preconceito baseado na idade.

"Os homens não são tão julgados quanto as mulheres. Quando um homem jovem é promovido, a reação costuma ser de admiração. Quando é uma mulher, muitas vezes há questionamento".

Carolina percebeu isso em diferentes momentos da trajetória. Depois do jornalismo, decidiu estudar engenharia química e ouviu que “não era lugar de menina”. Mais tarde, ao migrar para o marketing, enfrentou novos episódios.

"Sempre me viam como uma menina. Não era levada a sério (…) Descobri que meus sócios ganhavam mais e ouvi de outra mulher que eles precisavam mais, porque eram pais de família", conta Carolina, que hoje é CMO e cofundadora da Conectas, empresa de educação corporativa.

No início da carreira de jornalista, Carolina Nucci usava uma aliança falsa e mudou sua aparência — Foto: Carolina Nucci/ Arquivo Pessoal

“Perguntavam com quem minha filha ficava quando estava doente. Para o meu marido diziam que ‘a paternidade engrandece o homem’.”

O levantamento da McKinsey & Company e da Lean In mostra ainda que mulheres que enfrentam microagressões frequentes têm maior probabilidade de se sentirem esgotadas, considerar deixar o emprego e perceber o ambiente como injusto.

Esse efeito ajuda a explicar outro fenômeno citado no estudo: o "degrau quebrado". O termo descreve a dificuldade que mulheres enfrentam para conquistar a primeira promoção para cargos de liderança.

Quando essa etapa não acontece de forma proporcional, a desigualdade se amplia nos níveis mais altos da hierarquia.

Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e Dhafyni Mendes, cofundadora do Todas Group, aconselham mulheres que sofrem julgamentos no trabalho — Foto: Arquivo Pessoal

Dhafyni Mendes, cofundadora do Todas Group, afirma que interrupções constantes e desvalorização de ideias afetam a segurança psicológica.

“Mulheres que são frequentemente interrompidas e cujas opiniões são ignoradas — mas depois valorizadas quando repetidas por outros — tendem a ter o desempenho impactado.”

“Você começa a se questionar. Eu chegava em casa e pensava: será que mereço o cargo que tenho? Será que faz sentido estar ali?”

O estudo também aponta que ambientes percebidos como injustos aumentam a taxa de demissão voluntária entre mulheres, além de contribuírem para casos de esgotamento profissional.

Outro ponto destacado pela pesquisa da Todas Group e da Nexus é que parte da resistência em enfrentar o problema pode estar na própria percepção de desigualdade.

Para 51% das mulheres entrevistadas, muitos homens acreditam que já existe igualdade no ambiente corporativo, enquanto 45% dizem que eles enxergam o debate sobre gênero como exagero.

“Não deixe essas situações passarem. Informe seu gestor. Outras pessoas podem estar vivendo o mesmo”, orienta Mariam.

Carolina compartilha reflexão semelhante. "Quando olho para trás, penso: por que não denunciei? Precisamos mostrar que isso é errado".

Além da denúncia, as entrevistadas destacam a importância de mentoria, redes de apoio e planejamento de longo prazo.

“Às vezes você é uma das poucas que conseguiu chegar ali — e isso pode abrir caminho para outras”, diz Mariam.

"Tenha um plano e mantenha comunidades de apoio. Mulheres não competem, se ajudam", afirma Carolina.

"Leia sobre o mercado em que atua, amplie sua visão. Demonstrar preparo e confiança influencia a forma como você é percebida", conclui.

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Conheça o empreendedor que fatura R$ 1 milhão ao criar saco de carvão que acende sozinho

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 08/03/2026 05:07

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Conheça o empreendedor que fatura R$ 1 milhão ao criar saco de carvão que acende sozinho Empreendedor de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, transformou a dificuldade de acender o carvão em um negócio patenteado e em expansão pelo país. Por PEGN

O empreendedor Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende sozinho, eliminando a dificuldade e o perigo do processo tradicional.

Sua experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário foi crucial para criar um produto focado em segurança e praticidade.

Após dois anos e mais de 200 protótipos, o produto patenteado garante circulação de ar e acendimento simples, sem sujeira.

O negócio, que faturou R$ 62 mil em 2021, alcançou mais de R$ 1 milhão em 2025, com distribuição em vários estados.

Acender o carvão ainda é um desafio para muita gente. Assoprar, abanar, improvisar com líquidos inflamáveis — além de trabalhoso, o processo pode ser perigoso. Foi observando essa dificuldade recorrente que o gaúcho Wilian Biolo decidiu transformar a experiência prática em oportunidade de negócio.

Morador de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, Wilian cresceu ajudando a família em uma churrascaria da cidade e, desde cedo, aprendeu os métodos tradicionais para acender o fogo da churrasqueira.

Paralelamente, construiu outra trajetória profissional: atuou por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando diariamente com segurança, controle de chamas e prevenção de acidentes envolvendo fogo.

A combinação dessas vivências seria decisiva para o futuro do negócio. Unindo a experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário, Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende sozinho, apostando em segurança, praticidade e sustentabilidade.

A virada aconteceu em um evento de startups, quando o empreendedor percebeu que poderia reunir esses atributos em um único produto. A partir dali, a criatividade virou meta.

Foram quase dois anos de testes intensivos e mais de 200 protótipos até chegar ao modelo final: um saco de carvão que já vem com um dispositivo interno que facilita a circulação de ar e permite que o fogo seja aceso de forma simples.

“Sempre tive esse olhar de observar os problemas do dia a dia das pessoas. Não só enxergar o problema, mas enxergar a solução”, afirma Wilian.

O resultado é um produto pensado para que o consumidor não precise fazer praticamente nada. Biolo explica o processo de uso com simplicidade: “É só rasgar duas partes da embalagem, acender o acendedor e colocar o produto em pé dentro da churrasqueira”.

A estrutura interna, feita de madeira com o acendedor acoplado, foi projetada para garantir a circulação correta de ar e eficiência no acendimento. A embalagem utiliza papel kraft natural, tintas à base de água e cola vegetal.

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

Segundo o empreendedor, tudo foi pensado para queimar de forma segura e sem interferir no sabor dos alimentos. “A gente conseguiu resolver três problemas: segurança, praticidade e sujeira”, resume.

O produto é patenteado no Brasil e no exterior, o que garante exclusividade à empresa. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até cinco mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, com preço médio de R$ 32.

A distribuição já alcança o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e outros estados do país, além de grandes redes com milhares de pontos de venda. Os números refletem o crescimento acelerado. Em 2021, primeiro ano de comercialização, o faturamento foi de R$ 62 mil.

Em 2025, saltou para R$ 1 milhão. Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje eu vejo que o produto deu certo e que ele não sai mais do mercado”, diz.

Para ele, a criatividade nasce da observação. “Sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas sim a solução”, reforça.

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

A inovação, agora presente em churrascos de vários estados, começou com uma faísca de inquietação — e seguiu acesa pela insistência de quem enxergou oportunidade onde muitos só viam fumaça.

A história mostra como a inovação nem sempre nasce da alta tecnologia, mas da observação do cotidiano — e como uma ideia simples pode acender não só o fogo do churrasco, mas também um negócio de sucesso, como destaca o quadro Brasil Criativo, do Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua da praia, 03 – Centro Pareci Novo/ PR – CEP: 95783-000📞 Telefone: (51) 998238873 Site: www.brazah.com.br📧 E-mail: wilianbiolo@gmail.com📘Facebook: https://www.facebook.com/fogobrazah/?locale=pt_BR📸 Instagram: https://www.instagram.com/carvaobrazah

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Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 05:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%Oferecido por

A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade.

Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares.

O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans.

Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie — Foto: Divulgação / Aston Martin

Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos.

Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica.

O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle.

Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh.

O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h.

Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões.

Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760.

O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto.

Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida.

A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã.

O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani.

São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021.

Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original.

Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões.

Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante.

Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail.

Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação.

A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO.

A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988.

O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h.

Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele.

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Mega-Sena, concurso 2.981: veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 21:55

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.981: prêmio acumula e vai a R$ 60 milhões Veja os números sorteados: 15 – 22 – 27 – 32 – 50 – 58. Quina teve 41 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 61,085,40. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.981 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 60 milhões.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. — Foto: Reuters

A guerra no Irã pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas — ou meses — de preços mais altos de combustíveis. Isso pode ocorrer mesmo que o conflito, que já dura uma semana, termine rapidamente, já que os fornecedores ainda precisam lidar com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados no transporte marítimo.

O cenário representa uma ameaça econômica global mais ampla e também uma vulnerabilidade política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato. Eleitores estão sensíveis ao aumento das contas de energia e, em geral, rejeitam novos envolvimentos militares no exterior.

"O mercado está mudando seu foco, deixando de precificar o risco geopolítico puro e passando a lidar com a interrupção operacional tangível, à medida que o fechamento de refinarias e as restrições às exportações começam a prejudicar o processamento de petróleo bruto e os fluxos de suprimento regionais", disseram analistas do JP Morgan em uma nota na sexta-feira (6).

O conflito já levou à suspensão de cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural. Teerã tem atacado navios no estratégico Estreito de Ormuz — entre suas costas e Omã — e também infraestrutura energética em toda a região.

Os preços globais do petróleo subiram 24% na semana, ultrapassando US$ 90 por barril — um movimento que já pressiona os preços dos combustíveis para consumidores em todo o mundo.

O fechamento quase total do Estreito fez com que os grandes produtores da região — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — suspendessem embarques de até 140 milhões de barris de petróleo, o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global, para refinarias em diversos países.

Como resultado, os estoques de petróleo e gás nas instalações do Golfo Pérsico estão se esgotando rapidamente, forçando campos no Iraque a reduzir a produção. Kuwait e Emirados Árabes Unidos provavelmente serão os próximos a fazer cortes, disseram analistas, operadores e outras fontes do setor.

"Em breve, todos também se isolarão se os navios não chegarem", disse uma fonte de uma empresa petrolífera estatal da região, que pediu para não ser identificada.

Campos petrolíferos que interromperam atividades em todo o Oriente Médio, devido aos problemas no transporte marítimo, podem demorar a voltar ao normal, disse Amir Zaman, chefe da equipe comercial das Américas da Rystad Energy.

"O conflito pode ser resolvido, mas isso pode levar dias, semanas ou meses, dependendo do tipo de campo, da idade do campo e do tipo de paralisação que tiveram que fazer antes que a produção possa voltar ao nível anterior", disse ele.

Enquanto isso, forças iranianas vêm atacando infraestrutura energética regional — incluindo refinarias e terminais —, forçando operações a serem interrompidas. Em alguns casos, os danos foram graves e exigem reparos.

O Catar declarou força maior em suas exportações de gás na quarta-feira, após ataques de drones iranianos, e pode levar pelo menos um mês para voltar aos níveis normais de produção, disseram fontes à Reuters. O país responde por cerca de 20% do GNL mundial.

A gigantesca refinaria e o terminal de exportação de petróleo bruto de Ras Tanura, da Saudi Aramco, também foram fechados após os ataques, sem detalhes divulgados sobre os danos.

A Casa Branca justificou o ataque ao Irã afirmando que o país representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos, sem fornecer detalhes. Trump também declarou preocupação com os esforços iranianos para obter uma arma nuclear.

Um fim rápido da guerra ajudaria a acalmar os mercados. Ainda assim, o retorno aos níveis de oferta e de preços pré-guerra pode levar semanas ou meses, a depender da extensão dos danos à infraestrutura e ao transporte marítimo.

"Considerando os danos físicos causados ​​pelos ataques iranianos, até agora não vimos nada que possa ser considerado estrutural, embora o risco permaneça enquanto a guerra continuar", disse Joel Hancock, analista de energia da Natixis CIB.

A maior incógnita para o fornecimento de energia é como — e quando — o Estreito de Ormuz voltará a ser seguro para a navegação. Trump ofereceu escolta naval a petroleiros e prometeu apoio financeiro dos EUA a embarcações que operam na região.

Ainda assim, a segurança nas rotas marítimas pode ser ilusória, já que o Irã tem capacidade de sustentar ataques com drones contra embarcações por meses, segundo fontes de inteligência e militares.

O conflito também pode levar países a reforçar reservas estratégicas de petróleo nas semanas e meses seguintes ao seu término, ao expor os riscos de estoques insuficientes. Esse movimento tende a elevar a demanda e a sustentar os preços.

A interrupção no fornecimento de energia já repercute nas cadeias de suprimentos e nas economias da Ásia, região dependente de importações e que obtém cerca de 60% do seu petróleo bruto do Oriente Médio.

Na Índia, a estatal Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL.NS) declarou força maior para cargas de exportação de gasolina nesta semana, segundo fontes, somando-se a um número crescente de refinarias na região que não conseguem cumprir contratos por falta de abastecimento.

Pelo menos duas refinarias na China reduziram a produção. O país, grande fornecedor regional, pediu que refinarias suspendessem exportações de combustíveis. A Tailândia também suspendeu exportações de derivados, enquanto o Vietnã interrompeu embarques de petróleo bruto.

A crise impulsionou os negócios da Rússia. Os preços do petróleo russo subiram após os EUA concederem às refinarias indianas uma isenção de 30 dias para comprar o produto e substituir o fornecimento perdido do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Washington pressionou Nova Délhi a reduzir as importações de petróleo russo sob ameaça de tarifas.

No Japão, segundo maior importador mundial de GNL, os contratos futuros de energia de base para Tóquio, referentes ao ano fiscal que começa em abril, subiram mais de um terço na semana, em antecipação a combustíveis mais caros. Em Seul, motoristas formaram filas em postos de gasolina, também prevendo alta nos preços.

Para os consumidores europeus, a crise no fornecimento de gás e os preços mais altos representam um duplo golpe. A região já havia sido duramente afetada após 2022, quando as sanções às importações de energia russas sucederam a invasão da Ucrânia.

A Europa recorreu às importações de GNL para substituir o gás russo recebido por gasoduto. Agora, o bloco precisa adquirir cerca de 180 cargas adicionais de GNL em relação ao ano passado para atingir os níveis de armazenamento considerados necessários antes do próximo inverno.

Os riscos de abastecimento para os Estados Unidos são menores, já que o país se tornou, nos últimos anos, o maior produtor mundial de petróleo e gás. Ainda assim, os preços internos de petróleo e combustíveis acompanham os mercados internacionais, de modo que gasolina e diesel sobem nas bombas mesmo quando a oferta doméstica é abundante.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina no varejo atingiu US$ 3,32 por galão na sexta-feira, alta de 34 centavos na semana, segundo a AAA. O diesel chegou a US$ 4,33 por galão, ante US$ 3,76 na semana anterior.

A alta da gasolina representa um risco significativo para Trump e para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro.

"Os preços da gasolina têm um forte impacto psicológico", disse Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial. "Eles representam o índice da inflação que os consumidores veem todos os dias."

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Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 06:44

GLOBO RURAL Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Com quase 30% da produção nacional concentrada em MT, escoamento de safra deixa de descer para o Sul e passa a buscar portos acima do paralelo 16 para reduzir custos e tempo de viagem. Por Redação g1, Globo Rural

O Brasil atravessa o auge da colheita da soja, e o cenário atual reafirma a posição do país como um gigante exportador: cerca de dois terços de tudo o que é produzido em solo brasileiro têm como destino o mercado externo

No centro dessa engrenagem está o estado de Mato Grosso, responsável por quase 30% da safra nacional

A história dessa hegemonia começou há pouco mais de 50 anos, impulsionada por incentivos governamentais que levaram agricultores do Sul para o Centro-Oeste.

Naquela época, a produtividade era de 35 sacas por hectare; hoje, graças à pesquisa e tecnologia, chega a atingir 90 sacas por hectare (assista a reportagem completo no vídeo acima).

Apesar do salto tecnológico dentro das fazendas, a infraestrutura externa não acompanhou o mesmo ritmo.

Em Mato Grosso, a capacidade de armazenamento é um desafio: a média de estocagem do estado é de apenas 40% da produção, o que obriga grandes empresas a investirem em silos próprios para garantir eficiência logística

A soja brasileira é a base da alimentação, especialmente no continente asiático, sendo utilizada para óleo e farelo para nutrição animal, além de aplicações industriais como pneus e emborrachados

Para que esse produto chegue ao outro lado do oceano, a logística tornou-se o ponto crucial da operação.

Nos últimos anos, a geografia do escoamento mudou. Em vez de a safra "descer" o mapa em direção aos portos do Sul e Sudeste, ela passou a "subir"

É o fortalecimento do chamado Arco Norte, um conjunto de portos e rotas localizados acima do paralelo 16 (linha imaginária que corta o país na altura de Brasília).

O uso dessas rotas pode reduzir o valor do frete em até 15%, encurtando o caminho entre as lavouras e o destino final

Entre os principais portos estão Mirituba, Santarém e Barcarena, no Pará, e o Porto de Itaqui, no Maranhão.

O Porto de Itaqui, em São Luís, tornou-se um símbolo dessa expansão. Entre 2020 e 2024, a exportação de soja e milho pelo terminal saltou de 11 milhões para 20 milhões de toneladas.

O crescimento atraiu produtores do Sul que venderam suas terras para investir em áreas maiores no Mato Grosso e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Para quem vive na estrada, como o caminhoneiro Walter, o sistema de agendamento nos portos trouxe alívio para as antigas filas intermináveis.

No entanto, o "nó" logístico ainda persiste no trajeto entre a fazenda e o terminal portuário, onde a dependência do transporte rodoviário — que responde por 66% da carga no país — ainda esbarra em estradas precárias e desafios climáticos.

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Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 05:52

Trabalho e Carreira Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui Auditoria da Receita Federal excluiu mais de 22 mil empresas por irregularidades cadastrais ou incompatibilidade com o regime de tributação exigido para ter acesso ao benefício fiscal. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã sofreu uma queda acentuada nos últimos dois anos.

O total de organizações cadastradas passou de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%.

Segundo a Receita Federal, a redução ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa.

As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou por incompatibilidade com o regime de tributação exigido para usufruir do benefício fiscal.

O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã sofreu uma queda acentuada nos últimos dois anos. O total de organizações cadastradas passou de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%.

Em 2026, o número permaneceu praticamente estável, com 8.858 empresas. Segundo a Receita Federal, a redução ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa.

As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou por incompatibilidade com o regime de tributação exigido para usufruir do benefício fiscal.

🔎 Criado em 2008, o Programa Empresa Cidadã permite que empresas ampliem a licença-maternidade de 120 para 180 dias e a licença-paternidade de cinco para 20 dias. Em contrapartida, podem deduzir do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o valor pago às funcionárias durante os dois meses adicionais.

Entre os setores econômicos, a maior presença de empresas cadastradas está na indústria de transformação, com 1.994 participantes. Em seguida aparecem o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas, com 1.966 empresas.

Também se destacam os setores de informação e comunicação, com 1.065 organizações, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 1.026 empresas.

Antes da auditoria, o programa vinha registrando crescimento ao longo da última década. A série histórica mostra que, em 2010, havia 10.947 empresas participantes. O número continuou aumentando nos anos seguintes até atingir o pico de 30.545 organizações em 2024.

Apesar do crescimento observado até recentemente, um estudo de 2024 conduzido por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da University College London (UCL) revela que a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses no Brasil não alcança a maioria das mulheres e pode aprofundar desigualdades no mercado de trabalho.

Segundo a pesquisa “Respostas de empresas e trabalhadoras às extensões da licença-maternidade remunerada”, apenas 35,7% das mães elegíveis utilizam os dois meses adicionais.

A adesão é mais comum em empresas de grande porte, com salários mais altos, maior produtividade e localizadas em regiões mais desenvolvidas.

Como resultado, o benefício tende a se concentrar entre mulheres com maior escolaridade e renda, enquanto trabalhadoras informais e de menor renda ficam fora do alcance da política.

“Há um claro viés distributivo: o Estado acaba subsidiando principalmente mulheres brancas, de classe média e alta, enquanto trabalhadoras informais — um terço da força de trabalho — ficam totalmente fora do alcance”, afirmam os autores.

O estudo também acompanhou mais de 31 mil trabalhadoras ao longo de 10 anos e concluiu que a licença estendida não gera efeitos duradouros sobre empregabilidade, salários ou permanência na mesma empresa.

Há apenas um aumento temporário na probabilidade de continuar empregada entre o quinto e o sétimo mês após o parto, período que coincide com a prorrogação da licença.

Os pesquisadores também identificaram estratégias adotadas por empresas e trabalhadoras para maximizar o recebimento do benefício:

Funcionárias que planejavam sair do emprego adiam a demissão para aproveitar os dois meses adicionais;Empresas também adiam desligamentos e, em alguns casos, reforçam a equipe antes da licença para já prever substituição;Demissões ocorrem com mais frequência logo após o fim da licença ampliada.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como “moral hazard” (ou risco moral, em português) — quando regras de proteção social levam trabalhadores e empresas a ajustar comportamentos para obter vantagem financeira.

Por outro lado, fatores como maior tempo de empresa e disseminação de informação entre colegas aumentam a probabilidade de as mulheres utilizarem o direito.

Entre mulheres com menos escolaridade, a adesão aumenta à medida que colegas passam a solicitar o benefício, o que sugere que a falta de informação é uma das barreiras.

Segundo a economista Cecilia Machado, uma das pesquisadoras que lideraram o estudo, levantamentos internacionais mostram que homens e mulheres têm trajetórias profissionais quase idênticas até o nascimento do primeiro filho.

É a partir desse momento que ocorre a divergência. “A penalidade da maternidade é observada em diversos países, independentemente do nível de desenvolvimento”, afirma.

Cultural: a sociedade ainda atribui às mulheres a responsabilidade principal pelo cuidado;Econômico: como, em média, ganham menos que seus parceiros, elas acabam se afastando mais do trabalho quando a família precisa decidir.

A pesquisadora enfatiza que a licença-maternidade é essencial, mas insuficiente. “Sem a licença, muitas mulheres sairiam imediatamente após o parto. Mas, mesmo com ela, os desligamentos continuam ocorrendo — seja por iniciativa da empresa ou da própria mulher.”

A especialista também explica que a licença estendida é voluntária — tanto para empresas quanto para funcionárias — o que ajuda a entender por que menos de 36% das mulheres elegíveis utilizam os 180 dias.

“Mulheres de menor renda podem ter medo de solicitar a extensão, já que a estabilidade termina aos cinco meses e elas retornam após seis”, afirma a pesquisadora, que atualmente é professora na PUC-Rio.

Para a economista, a única forma de reduzir a desigualdade é dividir as responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres.

Machado também defende que o país priorize creches públicas e acessíveis, e não apenas o auxílio-creche vinculado ao emprego formal.

“Depois de seis meses, a criança continua precisando de cuidado. Sem creche, a mãe simplesmente não tem como voltar ou permanecer no trabalho”, completa.

A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez, independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação.

Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício.

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período.

A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada.

Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê;Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário.

Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade.

Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias.

Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação.

Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre:

Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado;Receber indenização em dobro, além de possíveis danos morais.

“A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada.

Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades.

Gestante possui estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — Foto: Reprodução / Tribunal Superior do Trabalho

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