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Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:56

Agro Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa Alta acontece em um momento de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados. Por Reuters

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltaram 56,4% em 2025 em relação ao ano anterior, em uma conjuntura de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados, apontou nesta segunda-feira (9) a Serasa Experian.

Conforme levantamento da datatech, as solicitações de recuperação judicial atingiram 1.990, o maior volume desde o início da série histórica, em 2021.

"O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais", afirmou head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

O número de recuperações judiciais considera a soma de três frentes da cadeia produtiva: produtores rurais que atuam como pessoa física, aqueles que estão como pessoa jurídica e empresas relacionadas ao setor.

De acordo com Pimenta, as condições que elevaram os pedidos de recuperação nos últimos anos mantiveram a pressão sobre a saúde financeira dos produtores e empresários do setor, especialmente aqueles com maior nível de alavancagem.

"Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado", completou.

Considerando a soma dos pedidos realizados por produtores pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio, Mato Grosso foi o Estado com maior número de solicitações de recuperação judicial em 2025.

Foram 332 registros no maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e gado. Na sequência, aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196).

Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos de recuperação judicial durante o ano, o maior volume entre os perfis monitorados, versus 566 solicitações nessa categoria em 2024 (alta de 50,7%).

Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025, crescimento de 84,1% ante o ano anterior.

As empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 pedidos, aumento de 29,3% no comparativo anual.

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Guerra no Irã: ministros do G7 fazem reunião de emergência sobre petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

No décimo dia da guerra no Oriente Médio — desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã — os preços do petróleo dispararam nos mercados internacionais.

O preço de referência do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. A alta deve provocar aumentos ainda maiores nos preços da gasolina.

As bolsas asiáticas registraram quedas acentuadas, com o índice Nikkei 225 do Japão fechando em baixa de mais de 5%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair mais de 8%, o que levou à paralisação das negociações por 20 minutos —através do "circuit breaker", um mecanismo projetado para conter vendas em pânico. O Kospi acabou fechando em queda de 6%.

Os ministros dos países do G7 se reunirão na tarde desta segunda-feira (9) na Europa em caráter emergencial para discutir o impacto econômico da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, incluindo o aumento do preço do petróleo.

Na reunião de emergência, está previsto que os ministros discutam uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo para conter a alta dos preços.

As reservas de petróleo são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), com 32 membros do grupo detendo reservas estratégicas como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo.

Três países do G7, incluindo os EUA, já manifestaram apoio a uma possível liberação conjunta, segundo fontes familiarizadas com as negociações, de acordo com o jornal britânico Financial Times.

A grave interrupção no fornecimento de energia da região ameaça provocar aumento de preços para consumidores e empresas em todo o mundo.

Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo costuma ser transportado pelo Estreito de Ormuz. Mas o tráfego por essa estreita passagem praticamente parou desde o início da guerra, há mais de uma semana.

O analista Adnan Mazarei, do Instituto Peterson de Economia Internacional, afirmou que o aumento nos preços do petróleo era esperado, considerando a paralisação da produção em alguns países do Golfo e os sinais de um conflito prolongado na região.

"As pessoas estão percebendo que isso não vai acabar tão cedo", disse ele, acrescentando que objetivos apresentados pelos EUA estão "se tornando cada vez mais irrealistas".

O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez campanha eleitoral prometendo reduzir o custo de vida para os americanos, minimizou as preocupações com o aumento dos preços do petróleo.

No domingo, ele publicou em sua plataforma Truth Social: "Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar, são um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. SÓ OS TOLOS PENSARIAM DIFERENTE!"

Seu secretário de Energia, Chris Wright, disse a emissoras americanas no domingo que Israel, e não os EUA, estava mirando a infraestrutura energética do Irã, em meio a certa preocupação com o aumento dos preços da gasolina nos EUA causado pela guerra.

Dados da associação de motoristas AAA mostraram que o preço médio da gasolina comum nos EUA subiu 11% na semana passada, chegando a US$ 3,32 por galão.

No domingo, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo, sinalizando que, mais de uma semana após o início do conflito, a ala linha-dura continua no comando do país.

Mojtaba Khamenei foi escolhido sucessor do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia do conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Ao contrário de seu pai, Mojtaba, de 56 anos, é discreto. Ele nunca ocupou um cargo no governo, nem fez discursos ou concedeu entrevistas públicas, e apenas um número limitado de fotos e vídeos dele foi publicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve aceitar a escolha. Embora tenha sinalizado que estaria aberto à possibilidade de alguém ligado à antiga liderança assumir o poder, Trump deixou clara sua oposição a Mojtaba Khamenei.

A escolha de Mojtaba Khamenei pode se provar controversa dentro do próprio Irã. A República Islâmica foi fundada em 1979, após a queda da monarquia, e sua ideologia se baseia no princípio de que o líder supremo deve ser escolhido por sua posição religiosa e liderança comprovada, e não por sucessão hereditária.

No fim de semana, os Estados Unidos e Israel lançaram novas ondas de ataques aéreos no Irã, atingindo vários alvos, incluindo depósitos de petróleo.

Enquanto isso, o Irã atacou a infraestrutura energética em países vizinhos do Golfo. Durante a noite, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído duas ondas de drones que se dirigiam a um importante campo petrolífero.

Líderes do G7 em foto oficial durante reunião em 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Bolsas registram fortes quedas e petróleo dispara com guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

As Bolsas desabaram nesta segunda-feira (9) e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.

Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada.

A Bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava desempenho forte impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão, 2,71%.

As Bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte de seu valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Às 6h30 GMT (3h30 em Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 15,51%, para US$ 104,96. Momentos antes, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, avançava 17,42%, a US$ 108,82 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução na produção.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios.

Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em uma videoconferência entre os ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo.

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar "a ameaça nuclear do Irã".

"O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou.

"O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".

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O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre ‘êxodo de cérebros’ no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 04:07

Trabalho e Carreira O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país Cerca de 180 neozelandeses deixam o país a cada dia em média para morar no exterior. O país enfrenta dificuldades para reter seus cidadãos. Por BBC

A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país — Foto: Getty Images/ BBC

Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses.

Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália.

A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade.

A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia.

"A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana.

No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia.

Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável.

A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida.

O kiwi é um pássaro nativo da Nova Zelândia. A ave que não voa é o símbolo dos seus moradores, que estão saindo em grandes números do país — Foto: Getty Images/ BBC

Trata-se, sem dúvida, de uma tendência de longo prazo, especialmente entre os jovens. Muitos deles desejam ganhar experiência no exterior e, depois, retornar para fincar raízes no país.

Desde os anos 1970, o fluxo de saída dos neozelandeses sofre surtos esporádicos. Foi o que aconteceu quando o Reino Unido pôs fim a um acordo comercial com a Nova Zelândia e quando a Austrália reduziu as restrições às viagens e trabalho no país.

Cada vez mais jovens neozelandeses se mudam de forma mais permanente. Eles são reticentes a voltar a um país que, para eles, não oferece mais um futuro próspero.

A Nova Zelândia enfrenta altas taxas de desemprego, com níveis que não eram observados há uma década, exceto durante a pandemia de covid-19. E os aumentos de salários não acompanharam a inflação.

Tudo isso aumentou muito o custo de vida. Os preços dos produtos básicos, por exemplo, estão entre os mais altos do mundo desenvolvido.

O aumento dos preços dos imóveis afetou ainda mais os bolsos das pessoas. A falta de moradia elevou os preços de aluguel e compra de imóveis.

Auckland, a capital da Nova Zelândia, não conseguiu reter Nicole Ballantyne — Foto: Getty Images/ BBC

Dez anos atrás, Nicole Ballantyne trocou os subúrbios da zona leste da capital neozelandesa, Auckland, por Sydney.

Ela tem hoje 27 anos de idade e foi atraída inicialmente pelas melhores oportunidades de estudo universitário. Mas, agora, acha difícil se imaginar retornando.

"Sydney é uma versão melhorada de Auckland", contou ela à BBC. "Há muito mais coisas acontecendo, as oportunidades de carreira são muito boas e também é um pouco mais conectada ao resto do mundo."

O irmão de Ballantyne também se mudou para a Austrália e nenhum membro do seu coeso grupo de amigos do ensino médio permanece morando na Nova Zelândia.

Ballantyne destaca seu orgulho por ser kiwi. "Sempre vou torcer pelos All Blacks", a seleção neozelandesa de rúgbi.

Mas, brincadeiras à parte, ela conta que conseguiu construir na Austrália uma vida que ela não teria na Nova Zelândia.

O Reino Unido e os EUA são destinos populares, mas se estima que metade dos neozelandeses que saem para morar no exterior seguem em direção aos portos da Austrália. Lá, eles têm direitos de trabalho essencialmente iguais há mais de meio século.

Na Austrália, os tempos atuais também são difíceis. Mas o país oferece melhores perspectivas de trabalho, salário e moradia.

"Existe um certo movimento no sentido oposto, mas, atualmente, é muito menor", segundo Gamlen.

O êxodo dos jovens da Nova Zelândia vem causando angústia entre os legisladores do país, tanto no campo político quanto pessoalmente.

"Meu filho mais velho se mudou para Melbourne [na Austrália] porque não consegue encontrar emprego aqui", declarou recentemente ao Serviço Mundial da BBC a parlamentar trabalhista Ginny Andersen (de oposição).

"Meu próprio irmão, professor escolar formado, agora trabalha na China porque os salários lá são melhores. Esta é uma realidade para muitas famílias neozelandesas, que foram divididas… para mim, é desolador."

Com o país caminhando para eleições gerais em novembro, muitos políticos tentam convencer os eleitores de que têm soluções para o problema.

Todos concordam que a Nova Zelândia precisa de uma reviravolta na economia, mas suas visões sobre como fazer isso são diferentes.

Elas variam desde reduzir as pressões sobre o mercado de trabalho e infraestrutura com reduções da imigração até criar mais empregos com incentivos a investimentos na construção de moradias.

Os parlamentares da coalizão governista destacam que o "êxodo de cérebros" não é um problema novo para o país. Eles afirmam que a recente fase, mais profunda, é uma ressaca da pandemia de covid-19.

O ministro da Habitação, Chris Bishop, afirma que seu governo está revertendo a situação — Foto: Getty Images/ BBC

Mas especialistas indicam que a emigração não é tão ruim assim para a Nova Zelândia. Afinal, as pessoas que retornam enriquecem o país com sua experiência e podem promover inovações.

"Cada partida representa novas conexões e uma rede em expansão", declarou em 2025 à revista Ingenio, da Universidade de Auckland, Merryn Tawhai, do Instituto de Bioengenharia de Auckland.

O ministro da Habitação, Chris Bishop, declarou ao Serviço Mundial da BBC (em inglês), que seu governo vem atingindo "bons progressos" para fazer do país um lugar onde seus cidadãos desejem ficar.

"Mas não vou fingir, nem por um momento, que tudo é perfeito na Nova Zelândia", ressalta ele.

"Certamente, não é. Existe um profundo mal-estar entre muitos neozelandeses sobre o estado" do país, segundo o ministro.

Nicole Ballantyne imagina que a decisão da ex-primeira-ministra de se mudar para a Austrália tem razões mais sutis.

"Provavelmente, existe um certo nível de assédio por lá (na Nova Zelândia) e ela é uma figura pública… Na Austrália, talvez ela consiga viver mais discretamente."

Ardern saiu da Nova Zelândia pouco depois de deixar a política, em janeiro de 2023, e ganhou uma bolsa na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Seu escritório afirma que a família passou alguns anos viajando e, agora, decidiu se estabelecer na Austrália "por enquanto".

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Petróleo supera barreira dos US$ 100 pela primeira vez em quatro anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 20:32

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,286-0,03%Dólar TurismoR$ 5,4980,16%Euro ComercialR$ 6,115-0,06%Euro TurismoR$ 6,3730,08%B3Ibovespa180.681 pts-2,53%Oferecido por

O petróleo de referência dos Estados Unidos disparou para mais de US$ 100 por barril na abertura do mercado neste domingo (8).

O West Texas Intermediate (WTI) subiu 20%, chegando a US$ 109,17 por barril, nível que não era visto desde fevereiro de 2022.

Já o contrato internacional de referência Brent avançou 19%, sendo negociado a US$ 110,35 por barril.

O petróleo de referência dos Estados Unidos disparou para mais de US$ 100 por barril na abertura do mercado neste domingo (8), com investidores se preparando para mais turbulências após o Irã nomear Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Esta é a primeira vez em quatro anos que o barril é negociado acima de US$ 100.

O West Texas Intermediate (WTI) subiu 20%, chegando a US$ 109,17 por barril, nível que não era visto desde fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou sua invasão da Ucrânia.

Já o contrato internacional de referência Brent avançou 19%, sendo negociado a US$ 110,35 por barril (cerca de R$ 583,44).

Ainda neste domingo, Donald Trump disse que o aumento do preço do petróleo é um preço "muito pequeno a se pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo". Em seu perfil no Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que os preços cairão rapidamente quando "a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar".

A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal neste domingo (8). Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder.

Mojtaba é filho de Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã.

Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei e candidato a novo líder supremo do Irã. Foto de 2019. — Foto: AP Photo/Vahid Salemi/File

Mojtaba, clérigo de escalão médio com laços estreitos com os Guardas Revolucionários, já era visto há anos como possível sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.

Apesar de a ideologia dominante do Irã não favorecer a sucessão hereditária, ele conta com apoio significativo dentro da Guarda e da estrutura política que ainda mantém a influência do falecido líder.

Segundo a imprensa iraniana, além do pai, Mojtaba perdeu a esposa e um filho pequeno. Apesar das tragédias pessoais, mesmo ostentando o título de aiatolá, Mojtaba é um clérigo de nível intermediário e uma das figuras mais influentes do establishment clerical iraniano.

Ele é conhecido por ter uma postura linha-dura e tem laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã.

O anúncio da nomeação foi confirmado pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda e dependia do chefe do secretariado da Assembleia de Especialistas, Hosseini Bushehri, responsável por tornar pública a decisão, segundo a agência iraniana Mehr.

De acordo com o The New York Times, a nomeação também reflete a tentativa do governo iraniano de manter a continuidade em meio aos ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel, nove dias após o início da guerra.

Mojtaba assume não apenas como a nova autoridade religiosa e política do país, mas também como comandante-em-chefe das Forças Armadas, reforçando sua posição de influência no Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. A afirmação foi feita antes de o regime iraniano ter nomeado Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor.

“Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. "Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito".

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio.

"Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder", declarou Abbas Araghchi no programa "Meet the Press", do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã.

Araghchi também afirmou que o presidente republicano "deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram".

O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que faz dele o quarto maior produtor de petróleo da Opep. É também um dos maiores produtores de gás natural do mundo. O país possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, representando cerca de um quarto das reservas do Oriente Médio e 12% das mundiais, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). No entanto, a produção iraniana se manteve limitada devido a anos de investimentos baixos e sanções internacionais.

Mas o Irã encontrou maneiras de contornar as sanções ocidentais e, atualmente, exporta 90% do seu petróleo para a China. Na realidade, foi a demanda da China que levou o Irã a aumentar a produção de petróleo bruto em cerca de 1 milhão de barris por dia entre 2020 e 2023.

A economia iraniana é relativamente diversificada em comparação com outras do Oriente Médio dependentes do petróleo, mas as exportações de energia constituem uma fonte significativa de receita para o governo em Teerã. Em 2023, as empresas petrolíferas do país registraram cerca de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões) em receitas líquidas com a exportação do combustível fóssil, de acordo com estimativas da EIA.

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Conflito no Oriente Médio: USP analisa possíveis impactos no mercado brasileiro de carne de frango; veja principais desafios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 18:49

Piracicaba e Região Conflito no Oriente Médio: USP analisa possíveis impactos no mercado brasileiro de carne de frango; veja principais desafios Avicultores consultados pelo Cepea, da Esalq-USP em Piracicaba (SP), avaliam realocar a carne para outros mercados, dado que os países afetados compram sobretudo o frango inteiro do Brasil. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Produtores brasileiros de carne de frango estão em alerta diante o atual conflito no Oriente Médio, segundo agentes do setor consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

Avicultores consultados pelo Cepea avaliam realocar a carne para outros mercados, dado que os países afetados compram sobretudo o frango inteiro do Brasil.

O Centro de Estudos da Esalq destaca que, em 2025, o Oriente Médio foi destino de 25% dos embarques brasileiros de carne de frango.

Mas, diante das incertezas globais desenhadas pela guerra entre os Estados Unidos e Irã, novas exportações para a região podem ser suspensas, estima o Cepea, a partir de relatos de avicultores.

Caso, de fato, as exportações brasileiras da carne sejam bastante comprometidas pelo contexto e pelas consequências das tensões no Oriente Médio, a proteína pode ser destinada e comercializada no mercado interno.

Os produtores brasileiros de carne de frango estão em alerta diante o atual conflito no Oriente Médio, segundo agentes do setor consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

Avicultores consultados pelo Cepea avaliam realocar a carne para outros mercados, dado que os países afetados compram sobretudo o frango inteiro do Brasil. A informação foi divulgada em boletim mais recente, divulgado nesta sexta-feira (6).

O Centro de Estudos da Esalq destaca que, em 2025, o Oriente Médio foi destino de 25% dos embarques brasileiros de carne de frango.

Mas, diante das incertezas globais desenhadas pela guerra entre os Estados Unidos e Irã, novas exportações para a região podem ser suspensas, estima o Cepea, a partir de relatos de avicultores.

O que pode ocorrer? Caso, de fato, as exportações brasileiras da carne sejam bastante comprometidas pelo contexto e pelas consequências das tensões no Oriente Médio, a proteína pode ser destinada e comercializada no mercado interno.

Desafios para avicultura brasileira: Agentes relatam que essa alternativa, contudo, traz novos desafios ao setor, já que exigiria algumas adaptações, como embalagens, etiquetas e afins.

"Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores destinos da carne de frango do Brasil. Dados da Secex mostram que, em 2025, foram escoadas mais de 877 mil toneladas da proteína para estes países", destacou o Cepea.

O comércio exterior, ressalta pesquisadores do Cepea, também envolve questões logísticas, legais e fitossanitárias, o que dificulta essa alternativa.

"Países vizinhos já foram atingidos pelo conflito, como o Catar, os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Líbano. Além disso, o Irã também anunciou o fechamento do estreito de Ormuz na segunda-feira (2), importante rota marítima que viabiliza comércio com certos países da região da Península Arábica", analisa o Cepea.

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos, que atinge todo o Oriente Médio, pode encarecer os alimentos para os consumidores brasileiros nos próximos meses, apontam economistas.

Isso porque alguns custos da produção agrícola já subiram em menos de uma semana de guerra. Veja abaixo os principais motivos.

Fevereiro de 2026 foi o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme análises do Cepea. Os preços do frango vivo tiveram quedas ao longo do período.

Até o dia 25 de fevereiro, três dias antes do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o preço do frango registrou o menor patamar real desde maio de 2024, na série de medições deflacionada pelo IGP-DI de janeiro deste ano. Os preços médios do milho estão praticamente estáveis e os do farelo apresentam pequeno avanço.

No estado de São Paulo, dados do Cepea mostram que o valor do frango vivo registra média de R$ 5,04 o quilo até o dia 25 de fevereiro, uma queda de 2,1% em relação à de janeiro.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A pesquisadora que estuda o mercado de trabalho das mães solo no Brasil: ‘Ganham 40% menos que pais casados’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:45

Trabalho e Carreira Vagas de Emprego A pesquisadora que estuda o mercado de trabalho das mães solo no Brasil: 'Ganham 40% menos que pais casados' Mariene Ramos cresceu ajudando a mãe a cuidar dos filhos de mães solo, e se tornou uma delas na vida adulta. Agora, ela busca entender como trabalham essas quase 11 milhões de brasileiras, que ganham menos, são mais informalizadas e estão mais relegadas ao trabalho doméstico. Por Thais Carrança — São Paulo

Mariene Ramos cresceu cercada de mães solo — mulheres que criam seus filhos sem o apoio de um parceiro ou parceira.

Com pai e mãe que não concluíram o ensino fundamental, Mariane se formou no ensino médio, tornou-se funcionária pública e completou duas faculdades, de gestão pública e jornalismo.

Nesse meio tempo, porém, tornou-se ela mesma uma mãe solo — tema que decidiu estudar em seu mestrado em políticas públicas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Desde 2022, as mulheres passaram à frente dos homens na chefia dos lares brasileiros, tornando-se responsáveis por 52% dos domicílios.

Mariene Ramos cresceu ajudando a mãe a cuidar dos filhos de mães solo. Agora, ela busca entender como trabalham essas quase 11 milhões de brasileiras — Foto: Janaíne Meira via BBC

A pesquisadora Mariene Ramos cresceu cercada de mães solo — mulheres que criam seus filhos sem o apoio de um parceiro ou parceira.

Nascida em Ponte Alta do Bom Jesus, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes no interior do Tocantins, Mariene se mudou com a família para o Distrito Federal aos 7 anos, por motivo de doença de um irmão mais novo.

Após o falecimento deste irmão e com o pai aposentado precocemente por um acidente de trabalho, sua mãe passou a complementar a renda da família cuidando dos filhos de vizinhas em Novo Gama, cidade goiana da periferia de Brasília.

"Passei cerca de três anos morando com amigos da família para poder estudar, enquanto meus pais trabalhavam no setor de chácaras de Brasília", lembra Mariane, que antes disso estudou em escola rural, onde alunos de diversas idades convivem em uma mesma série.

"Quando mudamos para o Novo Gama, eu já tinha 13 para 14 anos, e ajudava minha mãe com essa dinâmica, de deixar e buscar criança na escola, de fazer comida", conta a pesquisadora, hoje com 36 anos.

"Eu eu via a luta daquelas mulheres. A maioria eram domésticas, nem todas eram mães solo — mas muitas eram. Enquanto outras eram casadas, mas não podiam contar com os maridos, por questões como o vício em bebida, então, na prática, se tornavam meio mães solo também."

Com pai e mãe que não concluíram o ensino fundamental, Mariane se formou no ensino médio, tornou-se funcionária pública e completou duas faculdades, de gestão pública e jornalismo.

Nesse meio tempo, porém, tornou-se ela mesma uma mãe solo — tema que decidiu estudar em seu mestrado em políticas públicas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

"Sem rede de apoio, após me mudar do Novo Gama para Brasília para o mestrado, precisei levar minha filha para muitas das aulas", lembra Mariene. "Todas as aulas à noite, eu levava, então, no aniversário dela de 14 anos, ela estava em uma aula de Econometria junto comigo."

"Foi aí que me deu mais vontade ainda de estudar sobre esse tema", conta a pesquisadora, destacando a importância do assunto em um momento em que o Brasil passou a ter maioria de domicílios chefiados por mulheres.

Desde 2022, elas passaram à frente dos homens na chefia dos lares brasileiros, tornando-se responsáveis por 52% dos domicílios.

Nos lares monoparentais — aqueles onde apenas um adulto vive com os filhos, sem a presença de um cônjuge — a chefia feminina chega a 92%, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Coorientada pelos pesquisadores Carlos Corseuil e Marcos Hecksher, a pesquisa de mestrado de Mariene traça um retrato de como trabalham as mães que criam seus filhos sozinhas no Brasil, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, de 2022.

No estudo, a pesquisadora considera como mães solo as mulheres chefes de domicílio, com filhos e sem cônjuge. Em 2022, o Brasil somava mais de 10,9 milhões de mães solo responsáveis por domicílio, o equivalente à população total de países como Portugal ou Bélgica.

"Sempre ouvimos falar de penalidade pela maternidade, mas tratando as mulheres como um grupo homogêneo — mas elas não são iguais."

Penalidades pela maternidade são desvantagens profissionais e econômicas que mulheres enfrentam no mercado de trabalho após se tornarem mães, incluindo menor probabilidade de contratação ou promoção e percepção de menor competência, que se expressam, por exemplo, em rendimentos mais baixos.

Em 2022, mães solo tinham o menor rendimento médio (R$ 2.322) entre os arranjos familiares, quase 40% abaixo dos pais com cônjuge (R$ 3.869) e 11,5% inferior à renda média das mães com cônjuge — pessoas com cônjuge contam ainda com o rendimento do parceiro para compor a renda familiar.

"As mães solo não sofrem penalidade apenas no rendimento, elas sofrem também na questão da precariedade do trabalho", observa Mariene.

Em 2022, o grupo apresentava uma taxa de ocupação de 50,2%, inferior aos pais com cônjuges (81%) e às mães com cônjuge (53,2%).

Elas também tinham a menor taxa de contribuição previdenciária (28,3%), significativamente inferior aos pais com cônjuge (54,8%) e mesmo às mães com cônjuge (34,7%).

"Essa baixa cobertura previdenciária representa uma vulnerabilidade de longo prazo para as mães solo, comprometendo a segurança social na velhice ou em situações de incapacidade", destaca a autora do estudo.

Analisando a população ocupada por setores da atividade econômica, Mariene observa que há uma concentração de mães solo em setores historicamente desvalorizados e marcados por baixos salários, como serviços domésticos (21,9%).

O percentual de mães solo trabalhando como empregadas domésticas é significativamente superior ao das mães com cônjuge (11,8%) e quase 27 vezes maior que o dos pais com cônjuge (0,8%).

"Isso reforça a hipótese de que as mães solo estão confinadas em setores com menores remunerações", destaca a pesquisadora, em sua dissertação.

A escolaridade é um fator importante para compreender essa precária inserção das mães solo no mercado de trabalho.

Pouco mais de 55% têm, no máximo, o ensino médio incompleto, percentual superior ao de pais com cônjuge (46,6%), mães com cônjuge (39,9%) e mulheres sem filhos (47,9%), ficando atrás apenas dos pais solo (61,4%).

E apenas 13,7% das mães solo concluíram o ensino superior, abaixo das mulheres sem filhos (22,1%) e também das mães com cônjuge (19,9%).

Mariene destaca, porém, que a escolaridade não explica tudo, e que é preciso levar em conta também a discriminação sofrida pelas mães solo no mercado de trabalho.

"Muitas vezes, o empregador supõe que aquela pessoa vai ter menos disponibilidade, menos flexibilidade e vai render menos", observa a pesquisadora.

"Então, ela acaba não conseguindo ocupar cargos mais altos ou ocupa aqueles com salário um pouco mais baixo."

Analisando o perfil racial, 62% das mães solo são negras, sendo 14% pretas e 47% pardas, enquanto 37% são brancas e 2% de outras raças ou cor. O percentual de pessoas negras no grupo é superior ao do conjunto de pais solo (60%), mães com cônjuge (59%), pais com cônjuge (56%) e mulheres sem filhos (50%).

Mariene destaca ainda a questão da "geração sanduíche" — mulheres pressionadas simultaneamente pelo cuidado de filhos e de pais idosos.

No caso das mães solo, 33,5% residem em domicílios com pessoas acima de 60 anos. Essa proporção é mais que o dobro das mães com cônjuge (15,7%) e supera significativamente a dos pais com cônjuge (19,4%).

Mais de 33% das mães solo residem em domicílios com idosos, o que pode implicar em uma rede de apoio, mas também em uma dupla jornada de cuidado — Foto: Getty Images via BBC

"Esses idosos podem representar uma rede de apoio, mas também podem precisar da ajuda dessa mãe, então, muitas delas vivem uma jornada dupla de cuidado, ou uma jornada tripla", diz a pesquisadora.

Por fim, ela observa que 57% das mães solo recebem algum tipo de benefício social do Estado, proporção substancialmente superior à dos pais com cônjuge (19%) e também superior à das mães com cônjuge (34%), dos pais solo (49,9%) e das mulheres sem filhos (48,6%).

A pesquisadora destaca que isso é consequência direta da falha do mercado de trabalho em absorver adequadamente a mão de obra dessas mulheres.

"Como essas mães não estão conseguindo receber [através do trabalho] um rendimento que consiga arcar com suas despesas, o Estado acaba tendo que entrar com benefícios", afirma.

Para mudar esse quadro, Mariene defende que é preciso aumentar a oferta de creches em tempo integral no país.

Um estudo recente da ONG Todos pela Educação mostrou que, em 2024, apenas 41,2% das crianças de até 3 anos eram atendidas por creches no país — ainda distante da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

Entre os mais pobres, 30,6% das crianças eram atendidas, enquanto entre as mais ricas, a taxa chegava a 60%.

O levantamento também mostrou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas.

Quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas — Foto: Altemar Alcantara/Semcom/Agência Senado

A pesquisadora do Ipea diz ainda que é preciso reconhecer o tempo de cuidado dessas mães, debate que vem ganhando espaço no Brasil, a partir da aprovação da Política Nacional de Cuidado.

Estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), com base em dados da Pnad Contínua de 2019, mostra que, somadas as horas remuneradas e não remuneradas, as mulheres brasileiras trabalham em média 58,1 horas semanais, ante 50,3 horas dos homens.

A carga de trabalho não remunerado das mulheres chega a 21,3 horas semanais, mais do que o dobro das 8,8 horas masculinas, "configurando uma jornada total equivalente a uma escala 7×0: todos os dias da semana, sem folga", destacam os pesquisadores do Made, em estudo lançado neste domingo (8/3), por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

Por fim, Mariene defende ainda que é preciso investir na qualificação profissional das mães solo, para que um maior número delas possa obter renda suficiente por meio do trabalho. Mas, para isso, ela reforça novamente a importância da oferta de creches, para que essas mães possam estudar e trabalhar.

"Hoje, eu entendo minha mãe como uma política pública ambulante", brinca a pesquisadora, sobre o trabalho de sua mãe como cuidadora dos filhos de vizinhas. "Naquela época, eu não entendia assim, mas, hoje, entendo que é isso."

"Precisamos olhar para essas mulheres — essa maioria de mulheres nas chefias de lar, essas 11 milhões de mães solo. Não se trata mais de um grupo marginal, mas de uma transformação estrutural do país", considera a pesquisadora.

"Quando o mercado e as políticas públicas se ajustam a essa realidade, toda a economia ganha", diz Mariene.

"Precisamos inseri-las no mercado de trabalho, não de forma assistencialista, mas para que elas consigam viver do seu próprio trabalho."

Fazendo isso, afirma a pesquisadora, será possível ter uma próxima geração, que são os filhos dessas mulheres, talvez com menos dificuldades.

"Eu furei essa bolha: me tornei servidora pública, fiz mestrado, e pretendo continuar esse estudo no doutorado. Mas, para que mais pessoas possam furar a bolha, é preciso trazer essas mulheres, essas mães, para um mercado de trabalho menos precário."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Oferta de bezerros diminui e custos aumentam para pecuaristas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:14

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Oferta de bezerros diminui e custos aumentam para pecuaristas Escassez de bezerros pressiona confinamentos e contribui para valorização da arroba do boi gordo no interior de São Paulo. Por Nosso Campo, TV TEM

A pecuária paulista enfrenta escassez de bezerros, resultado de abate intenso de fêmeas e retenção de matrizes para recompor rebanho.

Confinamentos operam com baixa capacidade e o "ágio do bezerro" atinge 35%, elevando custos de reposição para produtores.

Arroba do boi gordo valorizada (R$350/SP) por demanda interna e exportações recordes, com oferta restrita prevista para meses.

Oferta restrita de bezerros tem dificultado a reposição de animais em confinamentos no interior de São Paulo — Foto: TV TEM/Reprodução

A oferta restrita de bezerros tem imposto desafios para pecuaristas e confinamentos no interior de São Paulo. A dificuldade de reposição de animais ocorre após três anos de abate elevado de fêmeas no país, movimento que agora dá lugar à retenção de matrizes para recomposição do rebanho.

Em um confinamento no município de Bálsamo (SP), com capacidade para 5 mil cabeças de gado, o número atual de animais está pouco acima da metade do total que a estrutura comporta. Para cumprir contratos com frigoríficos, produtores precisam buscar bezerros até fora do estado.

Segundo especialistas do setor, o momento é mais favorável para quem trabalha com cria e vende bezerros. Já os confinamentos, responsáveis pela fase de engorda, enfrentam custos maiores para adquirir os animais e precisam investir em estratégias de alimentação para garantir desempenho na terminação.

O chamado ágio do bezerro, valor pago acima do equivalente ao preço da arroba do boi gordo, também tem aumentado. Em algumas regiões do país, a diferença passou de cerca de 30% em meados de 2025 para perto de 35% neste ano.

Para compensar os custos mais altos de reposição, pecuaristas têm apostado em estratégias dentro das propriedades. Em uma fazenda em Mirassol (SP), por exemplo, o produtor investe no ganho de peso do rebanho e no aproveitamento de matrizes da raça Angus para produção de bezerros.

Retenção de matrizes para recompor o rebanho reduziu a disponibilidade de bezerros no mercado — Foto: TV TEM/Reprodução

Com a arroba do boi gordo sendo negociada perto de R$ 350 em São Paulo, produtores também buscam entregar animais mais pesados para o abate, mas ainda jovens.

A valorização da arroba não está ligada apenas à menor oferta de animais. A demanda interna aquecida e o volume recorde de exportações também influenciam o mercado.

Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 20% no volume e de 40% no faturamento em relação a 2024.

Em um frigorífico em Estrela d’Oeste (SP), cerca de 60% da produção é destinada ao mercado externo, principalmente para China e Europa. Apesar da menor oferta de gado para abate, a indústria mantém projeções positivas para o primeiro semestre.

Especialistas avaliam que os próximos meses ainda devem refletir esse cenário de oferta mais restrita de animais e preços sustentados no mercado pecuário.

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Excesso de chuva atrapalha produção de látex no Oeste Paulista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:14

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Excesso de chuva atrapalha produção de látex no Oeste Paulista Mesmo com o cenário positivo, os produtores estão tendo que lidar com o aumento no volume de chuvas. De acordo com o Inmet, a região de Presidente Prudente (SP) registrou índice 40% acima do previsto. Por Nosso Campo, TV TEM

Instabilidade das chuvas tem prejudicado a coleta de látex no interior de SP, principalmente quando chove logo após a sangria.

Isso porque as canecas onde o látex é armazenado acabam acumulando água, o que compromete o produto.

Além das perdas do látex já coletado, a própria sangria pode ficar comprometida, já que o corte não é recomendado com a árvore molhada.

Excesso de chuva no oeste paulista tem impactado a produção de látex e provocado perdas nos seringais — Foto: Reprodução/TV TEM

É aproveitando as primeiras horas do dia, quando o calor do sol ainda é mais ameno, que os seringueiros começam a fazer a sangria nos seringais. Em plena safra, a expectativa é de aumento na produção em comparação a 2025.

Em uma fazenda no oeste paulista, em Indiana (SP), o produtor Paulo Renato Cardoso espera produzir, neste ano, cerca de 30 mil quilos de látex em quase 10 hectares.

Segundo ele, o crescimento é resultado do aumento no número de árvores em produção e do avanço natural da cultura, que tende a produzir mais a partir da quarta safra.

Apesar de o momento parecer positivo, a instabilidade das chuvas tem prejudicado a coleta, principalmente quando chove logo após a sangria.

As canecas onde o látex é armazenado acabam acumulando água, o que compromete o produto. Em alguns casos, não há tempo suficiente para realizar a coagulação e evitar perdas.

Excesso de chuva no oeste paulista tem impactado a produção de látex e provocado perdas nos seringais — Foto: Reprodução/TV TEM

Em Rancharia (SP), o produtor Paulo Mellotti também sentiu o impacto do excesso de chuva. Ele tem 36 hectares de seringueiras em produção.

Somente nos primeiros 45 dias do ano, o volume de chuva ficou 40% acima do previsto na região de Presidente Prudente (SP), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com a pesquisadora Elaine Tucci Gonçalves, além das perdas do látex já coletado, a própria sangria pode ficar comprometida, já que o corte não é recomendado com a árvore molhada.

Mudanças no manejo, como o uso de protetores nas árvores e ajustes no cronograma de extração, podem ajudar a reduzir os prejuízos.

No ano passado, o cultivo da borracha natural avançou quase 9% em todo o estado. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o valor da produção agropecuária da borracha ultrapassou R$ 1,5 bilhão.

Mesmo assim, os produtores enfrentam oscilações no preço pago pelo quilo do látex e aumento nos custos de insumos, como fertilizantes, defensivos e diesel.

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Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/03/2026 08:14

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque Clima afetou a quantidade colhida, mas produtores de São Roque (SP) avaliam que qualidade da fruta pode garantir vinhos de melhor padrão. Por Nosso Campo, TV TEM

A colheita de uvas em São Roque (SP) sofreu atraso e redução de volume devido ao frio e chuvas, mas a qualidade das frutas é elogiada.

A variedade BRS Lorena, de perfil aromático intenso e caráter moscatel, destaca-se e conquista produtores na região.

O produtor Leodir Ribeiro afirma ter colhido "uma fruta mais doce", prometendo "bebidas de melhor padrão" nesta safra.

Uva BRS Lorena é cultivada em vinhedos de São Roque (SP) e usada na produção de vinhos e espumantes — Foto: TV TEM/Reprodução

A colheita de uvas para produção de vinho teve atraso de pelo menos 15 dias nesta safra em áreas produtoras de São Roque (SP). O frio registrado no ano passado e as chuvas de janeiro também provocaram redução no volume colhido.

Apesar da queda na quantidade, produtores avaliam que a qualidade das frutas tem sido positiva. A uva produzida na região é destinada principalmente à fabricação de vinhos e espumantes.

No vinhedo do produtor Leodir Ribeiro, em São Roque, uma das variedades cultivadas é a BRS Lorena, plantada em quase dez hectares, com cerca de 36 mil pés. A uva tem perfil aromático intenso e caráter moscatel e vem ganhando espaço entre produtores.

Nesta safra de verão, o produtor afirma que conseguiu colher uma fruta mais doce, o que pode resultar em bebidas de melhor padrão.

A variedade também é cultivada por outros produtores da região. A família do produtor Fábio foi uma das primeiras a investir na BRS Lorena em São Roque e hoje a propriedade é considerada referência no cultivo da uva.

No local, a área plantada soma seis hectares e a fruta é utilizada na produção de três rótulos de vinho branco.

Produtor Leodir Ribeiro cultiva cerca de 36 mil pés da variedade BRS Lorena em São Roque (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

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