RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Fazenda vê desaceleração da atividade nos próximos trimestres, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%Oferecido por

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

Por meio de nota informativa, a SPE acrescentou que segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária.

"No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso", avaliou o Ministério da Fazenda.

PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41% — Foto: Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM

De acordo com a SPE, a expansão de 1,1% do PIB nos três primeiros meses deste ano ficou marginalmente acima da sua projeção.

Informou, porém, que composição se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado.

"Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo", avaliou o governo.

Segundo o governo, dentre os países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupou a quarta posição na margem; a sexta posição na comparação interanual e a quinta posição no acumulado em quatro trimestres.

Comparação internacional (PIB primeiro trimestre 2026) — Foto: Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda

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Contas públicas têm superávit de R$ 24,6 bilhões em abril; dívida sobe para 80,4% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com abril do ano passado, houve forte melhora, uma vez que foi registrado saldo positivo de R$ 14,2 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo positivo de R$ 26,1 bilhões;estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 330 milhões;empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,78 bilhão.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 31,2 bilhões — o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 102,8 bilhões (2,5% do PIB).

Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 9 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 68,6 bilhões nos quatro primeiros meses de 2025.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 60,1 bilhões nas contas do setor público em abril.

➡️No acumulado em 12 meses até abril, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,22 trilhão, ou 9,4% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,4% do PIB) em doze meses até abril deste ano.

Mesmo com superávit nas contas públicas em abril, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões.

➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos.

➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros.

➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em abril: 93,1% do PIB.

A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente.

➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras:

a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação;a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano;o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro.

Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos.

Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia.

Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 99,4% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa.

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Dólar inicia o dia em alta com foco no Oriente Médio e no PIB do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (29) em alta, avançando 0,36% na abertura, negociado a R$ 5,0501. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No cenário externo, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã para consolidar um acordo de paz. Os países concordaram em ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

O avanço das tratativas ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump, o que mantém os investidores em compasso de espera. Com isso, os preços do petróleo recuam nesta manhã.

O Brent, referência mundial, para julho caía 1,57%, cotado a US$ 92,23 o barril. Já o petróleo WTI, referência para os EUA, recuava 1,37%, negociado a US$ 87,68 por barril.

▶️ No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE. Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,3 trilhões no período.

▶️ Também está no radar dos investidores o fato de que o Departamento de Estado dos EUA anunciou na quinta-feira (28) que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

As indicações, no final da manhã desta quinta-feira, de que os negociadores dos EUA e do Irã haviam chegado a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as tratativas sobre o programa nuclear iraniano foram bem recebidas pelo mercado financeiros nesta quinta-feira.

O acordo, no entanto, ainda dependia da aprovação final do presidente americano, Donald Trump, e representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. As informações foram divulgadas pelo site de notícias Axios.

Esse acordo, no entanto, ainda não é final — para isso, a expectativa é que hajam negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio.

Apesar do avanço, no entanto, as tensões se intensificaram após ataques militares de ambas as partes. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes.

Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”.

🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.

Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região.

Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã.

A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas.

Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão.

O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia.

Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.

Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.

Em Wall Street, os índices futuros avançam levemente: o Dow Jones subia 0,26%, o S&P 500 ganhava 0,12% e o Nasdaq avançava 0,07%.

Na Europa, as bolsas registravam alta generalizada por volta das 9h30 (horário de Brasília). O índice STOXX 600 subia 0,43%, aos 627,80 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançava 0,2%, para 10.446,42 pontos. O DAX, da Alemanha, ganhava 0,3%, aos 25.157,61 pontos, enquanto o CAC 40, da França, tinha alta de 0,9%, para 8.262,90 pontos.

Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos.

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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

O resultado representa uma aceleração em comparação aos últimos três meses de 2025, quando a economia brasileira cresceu 0,3% (número ajustado). Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestre, a alta foi de 2%.

O destaque ficou mais uma vez com a agropecuária, que marcou um avanço de 2% nos primeiros três meses do ano — resultado do crescimento de produção e do ganho de produtividade vistos no setor por conta das condições climáticas mais favoráveis e da expansão da área plantada, que impulsionou o cultivo de soja.

🔎 Enquanto o crescimento da produção indica que a economia passou a produzir um volume maior de bens e serviços, o ganho de produtividade mostra que isso ocorreu sem a necessidade de ampliar, na mesma proporção, o uso de insumos — como mão de obra, máquinas ou horas trabalhadas.

Os outros dois setores avaliado também registraram uma variação positiva, com crescimento de 1% da Indústria e de 0,5% de Serviços.

Na indústria, a atividade Extrativa Mineral e a Construção registraram um forte crescimento no período, com altas de 3,6% e 2,9%, respectivamente. Houve queda em Eletricidade, gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%), enquanto a atividade de Transformação ficou praticamente estável, com alta de 0,1%.

“Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a Agropecuária, a Extrativa mineral e as Outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Ele explica, ainda, que o crescimento da atividade brasileira ficou próximo ao da Indústria na série com ajuste sazonal — que desconsidera os efeitos típicos de determinadas épocas do ano, como colheitas agrícolas ou datas festivas, para mostrar a tendência real da economia de um período para o outro.

Já no setor de serviços, que têm um peso de aproximadamente 70% na economia do país, o destaque ficou com as atividade de Informação e comunicação (2,4%) e Atividades imobiliárias (1,2%). Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) também registraram crescimento no período.

Serviços: 0,5%Indústria: 1,0%Agropecuária: 2,0%Consumo das famílias: 1,0%Consumo do governo: 0,4%Investimentos: 3,5%Exportações: -1,7%Importação: 4,4%

Pela ótica da demanda, o destaque ficou com o consumo das famílias, que registrou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano, em ritmo próximo ao do PIB.

O resultado representa uma aceleração em comparação aos três meses anteriores (0,2%) e também em relação ao primeiro trimestre de 2025 (0,3%).

“Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre", afirma Moraes.

Já o volume de investimentos feitos no país — chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — cresceu 3,5% nos primeiros três meses de 2026. Com isso, diz o coordenador do IBGE, o resultado voltou ao patamar em que estava no terceiro trimestre do ano passado.

"Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento", comenta.

O consumo do governo, por sua vez, cresceu 0,4% no período. Em relação ao setor externo, as exportações caíram 1,7%, enquanto as importações tiveram uma variação positiva de 4,4%.

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Discord: o que é a rede social usada pela suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Tecnologia Discord: o que é a rede social usada pela suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos De acordo com a Polícia Civil, Daiana Schuinsekel de Almeida usava o Discord para comercializar vídeos com agressões. Por Redação g1

O Discord é uma plataforma de comunicação digital que permite que os usuários conversem por meio de mensagens de texto, voz e vídeo.

Agressores se aproveitam das transmissões em vídeo ao vivo do Discord para, por exemplo, para chantagear vítimas a cumprir desafios sob a ameaça de ter fotos íntimas vazadas.

Em setembro de 2023, o aplicativo lançou a ferramenta "Central da Família", que permite que pais ou responsáveis sejam informados sobre parte das atividades de seus filhos na plataforma.

Uma empresária é suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com os pés e as mãos para vender vídeos no Discord. Ela foi presa na quinta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, mas acabou sendo solta horas depois.

Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões a animais e vendia os vídeos na plataforma para pessoas de países da Europa. Nas imagens, a mulher aparece esmagando os animais com os pés e as mãos.

De acordo com informações da TV Globo, os celulares de Daiana não puderam ser acessados. Com isso, não houve flagrante e a suspeita foi liberada. Ela vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos.

O Discord é uma plataforma de comunicação digital que permite que os usuários conversem por meio de mensagens de texto, voz e vídeo.

O aplicativo é usado principalmente por adolescentes que querem jogar e conversar ao mesmo tempo, e, inclusive, foi desenvolvido com esse propósito.

Discord — Foto: Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Ivan Radic/Flickr

Segundo o site oficial do Discord, os empresários Jason Citron e Stanislav Vishnevskiy criaram a plataforma em 2015 em busca de uma “maneira confiável de conversar enquanto jogavam on-line”.

Por meio de transmissões ao vivo de vídeos, os usuários assistem, participam dos jogos e fazem comentários.

"O Discord é uma experiência multimídia. Você pode usá-lo para transmitir vídeos, jogar jogos de tabuleiro a distância, ouvir música em grupo e, simplesmente, passar tempo juntos", descreve a revista norte-americana de tecnologia Wired.

Vale destacar que, apesar de ser difundido pelo público adolescente, o Discord também é usado para trabalhar e fazer cursos, por exemplo.

Segundo a Wired, a plataforma conquistou ainda mais usuários durante a pandemia, momento em que conseguiu alcançar grupos além dos gamers.

Em 2025, o Discord tinha 200 milhões de usuários mensais globalmente, dos quais 93% jogam on-line, segundo o próprio aplicativo.

O Discord é pago? A versão básica do Discord é gratuita, mas a plataforma oferece planos pagos, chamados de “Nitro”. Eles incluem vantagens como a criação de emojis personalizados e o envio de arquivos maiores.

Agressores têm se aproveitado das transmissões em vídeo ao vivo da plataforma para, por exemplo, chantagear vítimas a cumprir desafios sob a ameaça de ter fotos íntimas vazadas, conforme reportagem do Fantástico mostrou em maio de 2023.

“É importante que fique muito claro que não se trata de desafios que estão sendo praticados por adolescentes. Trata-se de criminosos, a grande maioria maiores de idade, que utilizam a insegurança dessa plataforma em relação a crianças e adolescentes para praticar crimes gravíssimos contra essas meninas”, diz a promotora Maria Fernanda Balsalobra em reportagem para o Fantástico no mesmo ano.

A plataforma se tornou um ponto de encontro para propagadores de narrativas de contracultura, como o movimento incel (celibatário involuntário), grupos de hackers e investidores em criptomoedas, segundo a agência DW.

Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, explica que o Discord é um ambiente propício para esse tipo de situação por uma combinação de fatores:

foi criado para o público gamer, por isso, é muito conhecido pelos jovens;permite formar grupos privados com facilidade, ao contrário de redes sociais que priorizam conteúdos públicos;a moderação é descentralizada. São os criadores das comunidades que fazem a maioria da moderação dos usuários e das mensagens de cada comunidade, dificultando o controle.

Em setembro de 2023, o aplicativo lançou a ferramenta "Central da Família" (ou "Family Center", em inglês), que permite que responsáveis sejam informados sobre parte das atividades de seus filhos na plataforma.

A ferramenta permite que os responsáveis saibam com quais usuários seu filho adolescente está conversando e de quais comunidades do Discord ele participa. No entanto, eles não podem ver o conteúdo dessas conversas.

A empresa orienta que a ativação da Central da Família seja feita junto com o filho adolescente, já que a atividade da conta não será compartilhada sem a aprovação dele. Veja o passo a passo:

Para ativar a ferramenta, é necessário que você tenha o aplicativo Discord no celular.No aplicativo, você vai acessar a opção "Central da Família", que pode ser encontrada em "Configurações do usuário".Então, clique em "ativar Central da Família".Nessa etapa, o adolescente vai precisar fornecer a você o código QR que será gerado no aplicativo dele. Ele fica disponível na guia da "Central da Família", na opção "Conectar com o pai".Você deve escanear o código fornecido pelo seu filho com seu aplicativo Discord.Depois que o adolescente aceitar a conexão, os dois terão acesso total à Central da Família.

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Imposto de renda 2026: veja quem precisa declarar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia Imposto de renda Imposto de renda 2026: veja quem precisa declarar Prazo para entrega da declaração termina nesta sexta (29). Entenda como usar a declaração pré-preenchida e evite multas. Por Redação g1 — São Paulo

O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 termina nesta sexta-feira (29). Os contribuintes que enviarem a declaração após o fim do prazo estão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido.

quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para quem ainda não entregou o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação.

Ela pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata.

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O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20).

Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções;Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar";Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente;Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar";Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar".

Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal.

▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento:

de rendimentos tributáveis recebidos do exterior;que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos;que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira;que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui.

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Planos de saúde individuais terão reajuste máximo de 5,11%; entenda quem entra na regra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Saúde Planos de saúde individuais terão reajuste máximo de 5,11%; entenda quem entra na regra Índice definido pela ANS é o menor desde a pandemia e valerá para cerca de 7,7 milhões de beneficiários. Apesar disso, custos da assistência médica seguem em alta. Por Redação g1

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o teto de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. — Foto: Reprodução/TV Globo

Manter um plano de saúde vai pesar um pouco menos no bolso dos brasileiros que têm contratos individuais e familiares. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu nesta sexta-feira (29) que o reajuste anual desses planos poderá ser de, no máximo, 5,11%. O percentual é o menor autorizado pela agência desde 2021, quando houve reajuste negativo em razão dos efeitos da pandemia de Covid-19.

A medida afeta cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos usuários de planos de assistência médica no país. O novo teto vale para contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde.

A decisão ocorre em um cenário em que os gastos com saúde continuam crescendo. Dados da própria ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário desses planos aumentaram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior. Segundo a agência, a alta reflete tanto o encarecimento de serviços e insumos médicos quanto mudanças no perfil dos pacientes e a incorporação de novos procedimentos obrigatórios na cobertura dos planos.

O limite de 5,11% vale apenas para planos individuais e familiares, aqueles contratados diretamente pelo consumidor junto à operadora.

A regra não se aplica aos planos coletivos empresariais, oferecidos por empresas aos funcionários, nem aos planos coletivos por adesão, contratados por meio de associações e entidades de classe. Nesses casos, os reajustes são negociados entre as operadoras e os contratantes, sem um teto definido pela ANS.

A agência estima que os planos individuais representam uma parcela cada vez menor do mercado. Hoje, a maior parte dos beneficiários está vinculada a contratos coletivos.

O percentual autorizado não corresponde apenas à inflação nem acompanha automaticamente a variação dos gastos das operadoras.

Desde 2019, a ANS utiliza uma metodologia que combina a evolução das despesas assistenciais dos planos com a inflação oficial da economia. O cálculo considera não apenas os preços dos serviços de saúde, mas também a frequência com que os beneficiários utilizam consultas, exames, internações e tratamentos.

Segundo a agência, o objetivo é evitar repasses automáticos de custos aos consumidores e incorporar ganhos de eficiência obtidos pelas operadoras.

Ao anunciar o índice, o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que o reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira do setor e a capacidade de pagamento das famílias.

A cobrança só pode ser aplicada no mês de aniversário do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi contratado.

Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com retroação ao mês de aniversário do plano.

Após o anúncio, os consumidores devem verificar se o percentual aplicado pela operadora não ultrapassa o limite de 5,11% e se a cobrança foi realizada dentro das regras estabelecidas pela agência.

Mesmo com um reajuste menor para os consumidores, os custos da assistência médica continuam pressionando o setor.

Segundo a ANS, o aumento das despesas está relacionado ao encarecimento de serviços e equipamentos médicos, ao maior uso dos planos de saúde e ao envelhecimento da população, que tende a demandar mais consultas, exames e tratamentos. Também contribuem para essa conta a incorporação de novos procedimentos e tecnologias ao rol de cobertura obrigatória da saúde suplementar.

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Posição de Lula sobre PCC e CV como terroristas nos EUA deve reforçar impacto econômico e risco ao PIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

O Palácio do Planalto está fechando uma nota oficial que irá ser divulgada ainda nesta sexta-feira (29) em reação ao anúncio dos Estados Unidos de equipararem a terroristas as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

O texto reforçará os danos que a medida pode trazer à economia do país, inclusive ao PIX, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (entenda mais abaixo).

Ponto central da posição do governo será reforçar que a parceria com os EUA no combate ao crime organizado continua forte assim como outras parcerias para combater as facções.

Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo blog, Lula não quer um enfrentamento com a gestão de Donald Trump.

Na arena eleitoral, a estratégia será reforçar não só possíveis perdas para o setor financeiro que podem ocorrer a partir da medida, mas até uma ameaça ao PIX — que já é alvo do governo Trump.

A acusação dos americanos é de que o meio de pagamento pode facilitar uso de recursos pelas organizações criminosas.

Na prática, a menção ao PIX comunica diretamente com a população, já que o meio de pagamento é o queridinho dos brasileiros.

Ao citar riscos ao PIX, o governo também joga na oposição, mais especialmente no pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a responsabilidade pela nova medida vinda do Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde o senador foi recebido na quarta (27).

Lula conversou nas últimas horas com diversos auxiliares sobre o tema. Além do chanceler Mauro Vieira, discutiu o assunto com o assessor internacional Celso Amorim e com os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Dario Durigan (Fazenda).

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Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril e já supera todo ano de 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano.

🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

Esse é o pior resultado para os quatro primeiros meses de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -2,73 bilhões).

O resultado negativo na parcial até abril já supera o déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões.

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro.

🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos.

Em de 2025, o prejuízo dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões.

Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa.

E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.

Para enfrentar rombo financeiro, governo autorizou em maio, os Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia.

De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional, o governo federal projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030.

Também segundo a LDO, os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo.

No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

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Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 29/05/2026 08:55

Tecnologia Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo Rodada bilionária fez empresa de inteligência artificial ultrapassar a OpenAI pela primeira vez e reforçou expectativas de uma abertura de capital ainda neste ano. Por France Presse

Anthropic arrecadou US$ 65 bilhões e alcançou valor de mercado de US$ 965 bilhões nesta quinta-feira (28).

Empresa superou a OpenAI pela primeira vez e reforçou expectativas de abertura de capital ainda neste ano.

Receita anualizada da Anthropic saltou de US$ 14 bilhões para mais de US$ 47 bilhões em três meses.

Crescimento foi impulsionado por ferramentas corporativas de IA, como o assistente de programação Claude Code.

Expansão acelerada elevou demanda por chips e servidores, levando a novos acordos com gigantes de tecnologia.

A Anthropic informou nesta quinta-feira (28) que arrecadou US$ 65 bilhões (R$ 328 bilhões) em uma nova rodada de financiamento. Com isso, a empresa responsável pelo Claude passou a ser avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), superando pela primeira vez sua rival OpenAI antes de uma esperada abertura de capital.

Fundada em San Francisco por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic quase triplicou seu valor de mercado em apenas três meses. Em fevereiro, a empresa havia sido avaliada em US$ 380 bilhões (R$ 1,9 trilhão).

A nova rodada foi liderada pelos fundos Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O pacote também inclui US$ 15 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em aportes já anunciados por empresas de computação em nuvem, entre elas a Amazon, que respondeu sozinha por US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões).

"Esses recursos nos ajudarão a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na vanguarda da pesquisa e levar o Claude a mais ambientes de trabalho", declarou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.

A Anthropic afirma que sua receita anualizada — uma projeção baseada no desempenho recente da empresa — ultrapassou US$ 47 bilhões. Em fevereiro, quando realizou a rodada anterior de financiamento, esse número era de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões).

O avanço reflete a rápida adoção de ferramentas voltadas a empresas, como o Claude Code, assistente de programação desenvolvido pela companhia.

A estratégia da Anthropic difere da adotada inicialmente pela OpenAI. Enquanto a dona do ChatGPT ganhou espaço primeiro entre consumidores, a Anthropic concentrou esforços em soluções voltadas ao mercado corporativo.

O crescimento acelerado, porém, também aumentou a pressão sobre a infraestrutura da empresa. A Anthropic enfrenta dificuldades para atender à demanda por capacidade computacional diante da escassez global de chips e servidores.

Para ampliar sua estrutura, a companhia fechou recentemente acordos com Amazon, Google e Broadcom para garantir mais capacidade de processamento, além de uma parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk.

Agora avaliada acima da OpenAI — que atingiu US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em sua última rodada de financiamento, realizada em março —, a Anthropic passou a ser apontada por analistas como uma das candidatas a abrir capital ainda neste ano.

A OpenAI também se prepara para avançar em seus planos de abertura de capital, segundo veículos internacionais. Já a SpaceX divulgou sua documentação preliminar na semana passada, em meio às expectativas de uma das maiores estreias recentes no mercado financeiro.

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