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Fim da escala 6×1: comissão da Câmara aprova texto-base da PEC que reduz jornada e aumenta folgas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 16:15

Política Fim da escala 6×1: comissão da Câmara aprova texto-base da PEC que reduz jornada e aumenta folgas Proposta reduz jornada semanal em quatro horas, com implementação em até 14 meses. Parecer segue para plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos para ser aprovada. Por Luiz Felipe Barbiéri, g1 — Brasília

O texto aprovado estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A transição gradual ocorrerá em até 14 meses após a promulgação.

A proposta garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos. A mudança na escala entra em vigor 60 dias após a aprovação final.

Trabalhadores com diploma superior e salário acima de R$ 21,1 mil ficam fora das novas regras. A medida visa combater a chamada pejotização.

A matéria segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados. Para ser aprovada definitivamente, precisará do apoio de 308 parlamentares em dois turnos.

A comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O parecer foi aprovado 34 a favor e 4 contra.

O parecer do deputado, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. (veja detalhes da proposta)

O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A proposta poderia ter sido votada já na segunda (25), mas o deputado Maurício Marcon (PL-SP) pediu vista e adiou a análise.

Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como exige regras de aprovação muito rígidas — precisando de votação em dois turnos nas duas casas do Congresso (Câmara e Senado)

O pedido de vista na comissão especial é contado em sessões realizadas no plenário. O prazo da vista é de duas sessões plenárias.

Nesta terça, a Câmara realizou uma sessão e, na manhã desta quarta, antes da abertura da comissão especial, Motta convocou uma nova sessão para vencer o prazo mínimo.

A sessão durou oito minutos e nenhum projeto foi votado, o que mostra empenho do presidente da Casa em votar a matéria com celeridade.

Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação.

O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período.

A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 15:13

Tecnologia YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial Plataforma diz que sistema não terá impacto no alcance dos vídeos nem no funcionamento do algoritmo. Por France Presse

O YouTube anunciou nesta quarta-feira (27) que passará a detectar e rotular automaticamente conteúdos criados com inteligência artificial (IA). Até agora, a identificação desses vídeos dependia apenas das declarações feitas pelos próprios criadores.

"Se um criador não indicar se utilizou IA ou não, mas nossos sistemas detectarem um uso significativo de IA realista, aplicaremos um rótulo automaticamente", destacou a empresa em uma postagem no blog.

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial capazes de criar conteúdos, o YouTube adotou as primeiras medidas em 2024, solicitando que os criadores informassem quando recorressem a esse tipo de tecnologia.

Com o novo sistema automatizado, os criadores poderão contestar a rotulagem de seus vídeos caso considerem que a identificação tenha sido feita de forma incorreta, segundo o YouTube.

A plataforma também informou que a aplicação desses rótulos não terá impacto no funcionamento do algoritmo de recomendações.

Outras plataformas e redes sociais também lidam com o crescimento acelerado de conteúdos produzidos com IA, que muitas vezes são difíceis de identificar devido à rápida evolução da tecnologia.

No fim de abril, a plataforma de streaming de áudio Spotify lançou um novo selo, chamado “Verified by Spotify”, que indica que o artista ou grupo é, provavelmente, humano, e não um personagem criado por inteligência artificial.

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Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tira dúvidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 13:48

Economia Ao vivo Encerrada Especial Publicitário Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tira dúvidas Até a próxima sexta-feira, expectativa da Receita Federal é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues. Carregando

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PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 13:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%Oferecido por

A plataforma Downdetector registrou reclamações a partir das 7h56 desta quarta-feira (27). Em seis horas, o sistema acumulou mais de 1,7 mil queixas de usuários.

Usuários de diversas instituições financeiras utilizaram as redes sociais para relatar dificuldades em realizar transferências. O problema afetou múltiplos aplicativos bancários ao longo do dia.

Em nota oficial, o Nubank confirmou que "está ciente de uma instabilidade afetando o app". A instituição financeira declarou que trabalha para normalizar os serviços rapidamente.

O Banco Central, órgão responsável pela operação do Pix, foi procurado pela reportagem. No entanto, a instituição ainda não se manifestou sobre as causas da instabilidade.

Outras instituições financeiras afetadas pelas falhas não responderam aos questionamentos enviados. A reportagem segue em atualização para acompanhar a normalização do sistema de pagamentos.

Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta quarta-feira (27) para reclamar de instabilidade no PIX.

A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 7h56. Em pouco mais de seis horas, o sistema já contabilizava 1.766 ocorrências.

O g1 procurou o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo Pix, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado assim que houver um retorno da instituição.

O Nubank, por sua vez, informou em nota que "está ciente de uma instabilidade afetando o app e trabalha para restabelecer os serviços o quanto antes".

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MPT pede que Brasil proíba uso do glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 11:51

Agro MPT pede que Brasil proíba uso do glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo Procuradoria do trabalho também acusa Anvisa de acelerar aprovação de novas susbtâncias, mas de demorar para revisar produtos que já estão no mercado e que apresentam riscos à saúde e ao meio ambiente. Agência disse que não foi comunicada pela Justiça. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o governo federal pedindo o banimento do glifosato, agrotóxico mais usado no mundo, principalmente nos plantios de soja transgênica.

O documento, protocolado na última sexta-feira (22) na Justiça do Trabalho do Distrito Federal, afirma que o agrotóxico oferece risco grave à saúde dos trabalhadores, especialmente rurais e indígenas, além de provocar danos ao meio ambiente, como a contaminação das águas.

Nos EUA, a Bayer, fabricante do glifosato, é alvo de processos bilionários movidos por trabalhadores que alegam terem desenvolvido câncer, entre eles o linfoma não-Hodgkin, após exposição ao agrotóxico.

A ação do MPT cita estudos acadêmicos que relacionam o uso do glifosato ao desenvolvimento de 28 tipos de doenças, incluindo câncer, Alzheimer, infertilidade, autismo, depressão, diabetes, doenças renais e problemas digestivos.

Por causa disso, o processo pede que o governo não só cancele os registros de agrotóxicos à base do glifosato, como também proíba a produção, exportação, importação, comercialização e utilização desses produtos.

Os procuradores do trabalho também acusam a Anvisa de agir com rapidez para aprovar novos agrotóxicos, mas demorar de forma "excessiva" para reavaliar e fiscalizar substâncias já usadas no país e que apresentam riscos.

Ao g1, a Anvisa disse que não foi oficialmente comunicada pela Justiça, mas não respondeu aos pedidos de comentários sobre o conteúdo da ação.

A Bayer disse que "autoridades científicas regulatórias em todo o mundo – incluindo o Brasil – têm reiteradamente concluído, em suas revisões periódicas ao longo de muitos anos, que o glifosato pode ser utilizado com segurança e não é carcinogênico."

"Estamos confiantes de que os fatos baseados em ciência prevalecerão ao longo do processo", acrescentou.

O procurador Leomar Daroncho, um dos autores da ação, diz que o processo é resultado de um grupo de trabalho do MPT, criado em 2023, para estudar os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente.

"A gente trabalha ouvindo muito a academia e os cientistas, principalmente do Inca [Instituto Nacional de Câncer], da Fiocruz e da Universidade Federal de Mato Grosso [UFMT], que estudam profundamente esse tema", diz.

"Nosso objetivo não é agir contra os produtores, mas encontrar alternativas menos tóxicas. A meta é o desenvolvimento, sim, mas sustentável, sem expor os trabalhadores, que podem ser, em muitos casos, os proprietários", destaca o procurador.

Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bateu novo recorde no Brasil em 2025O acordo bilionário da Bayer para indenizar usuários do glifosato

A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana.

Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo".

"É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho.

"Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”.

Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA).

Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado.

Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo.

Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato.

Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão."

"Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato."

"O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais."

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Google inaugura centro de engenharia de IA dentro da USP; g1 conheceu o espaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 11:51

Tecnologia Google inaugura centro de engenharia de IA dentro da USP; g1 conheceu o espaço Novo espaço, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP, terá foco em inteligência artificial, segurança digital e parceria com startups de tecnologia. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

O Google inaugurou nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia de IA no Brasil. O espaço fica em São Paulo, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP.

Anunciado em fevereiro de 2024, o novo local terá capacidade para receber até 400 funcionários. Entre as frentes de atuação estão projetos ligados à inteligência artificial e à segurança na internet. O centro também terá foco em parcerias com startups voltadas para IA.

O Google afirma que as equipes trabalharão no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção de usuários em serviços como Gmail e Busca.

Participaram da inauguração o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho.

Na cerimônia de inauguração, Fábio Coelho afirmou que tecnologias desenvolvidas no novo centro poderão ser usadas futuramente no mundo inteiro. Segundo ele, o Brasil tem muitos profissionais qualificados em tecnologia, mas ainda faltam espaços para que essas pessoas pudessem desenvolver suas habilidades.

"O time de engenharia presente na sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google, e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo e com o próximo capítulo da história do Google neste novo espaço", disse Fábio Coelho.

O prédio, que tem mais de 100 anos, foi restaurado pelo Google, mas continuará pertencendo à USP. A big tech ficará responsável pela conservação do espaço, explicou Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT. Segundo ele, a empresa também restaurou outros prédios dentro do instituto.

Embora o espaço seja voltado principalmente para as operações do Google e para atividades ligadas à universidade, o prédio também conta com uma cafeteria aberta ao público.

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, discursa em cerimônia de inauguração do centro do Google. — Foto: Darlan Helder/g1

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou empresas que, segundo ele, estão deixando a cidade para migrar para o Paraguai e comemorou o investimento do Google no Brasil.

O Google disse que não informa os valores investidos no espaço. O primeiro centro de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte, e foi o primeiro da empresa na América Latina.

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Justiça suspende indenização bilionária a empresas de energia e determina devolução de valores a consumidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%Oferecido por

Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP). — Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu anular parte de uma regra do governo federal que permitia o pagamento de uma indenização bilionária a empresas transmissoras de energia elétrica por meio das tarifas cobradas dos consumidores, segundo informações da agência Reuters.

A decisão também determina que os valores já pagos às empresas sejam devolvidos aos consumidores nas próximas contas de luz.

O caso envolve uma compensação ligada à chamada Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), criada após a renovação antecipada de contratos de transmissão de energia em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff.

As empresas mais afetadas pela decisão são a Axia Energia e a ISA Energia, que ainda tinham bilhões de reais a receber nos próximos anos.

De acordo com comunicados divulgados pelas companhias, o tribunal analisou as ações apresentadas em 2017 e 2018 por grandes consumidores de energia, como a Companhia Siderúrgica Nacional, além de geradoras do setor, contra a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Essas ações questionam parte dos pagamentos feitos às transmissoras, especialmente uma remuneração adicional relacionada ao custo do capital das empresas. Os desembargadores entenderam que esse trecho da regra federal não deveria continuar valendo.

A disputa se arrasta há anos. Em 2025, a Aneel já havia recalculado os valores da indenização, reduzindo em R$ 5,6 bilhões os custos que ainda seriam cobrados dos consumidores nas tarifas futuras.

Além de suspender novas cobranças a partir do ciclo tarifário de 2026/2027 para os autores das ações, o TRF1 também determinou que os valores pagos anteriormente sejam compensados nas próximas tarifas, como forma de ressarcimento.

Em comunicado, a Axia afirmou que ainda poderá recorrer da decisão. Já a ISA Energia disse que aguarda a publicação completa do acórdão para analisar os impactos e os próximos passos jurídicos.

Embora cerca de 80% do valor devido às transmissoras já tenha sido pago, ainda restavam bilhões de reais previstos para serem incluídos nas tarifas de energia nos próximos anos.

Segundo dados divulgados anteriormente pelas empresas, a Axia ainda teria parcelas anuais de cerca de R$ 5,5 bilhões a receber entre os ciclos de 2025/2026 e 2027/2028. Já a ISA Energia informou no ano passado que esperava receber R$ 3,8 bilhões até junho de 2028.

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Conselho da Paz de Trump não recebeu um único dólar, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 09:42

Mundo Conselho da Paz de Trump não recebeu um único dólar, diz jornal Segundo o "Financial Times", o conselho criado por Trump está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento. Por France Presse

O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times.

Criado do zero em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal, que cita quatro fontes próximas ao processo.

Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa.

Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos.

Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção.

Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump.

No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump.

O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse os 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões) exigidos.

Até agora, há depósitos no valor de "zero dólar" na conta aberta especialmente no Banco Mundial, afirmou uma fonte ao FT.

O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov.

O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa.

Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados.

Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 09:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%.

Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio.

Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais.

Alimentação e bebidas: 1,38%Habitação: 1,03%Artigos de residência: 0,21%Vestuário: 0,36%Transportes: -0,33%Saúde e cuidados pessoais: 1,05%Despesas pessoais: 0,50%Educação: 0,01%Comunicação: 0,36%

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio.

O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês.

A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia:

O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde.

🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60%💊 Produtos farmacêuticos: +1,25%🏥 Plano de saúde: +0,50%

No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril.

Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período.

O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%.

Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior.

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Dólar inicia o dia em alta com petróleo e IPCA-15 no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 09:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (27) em alta, avançando 0,36% por volta das 9h10, cotado a R$ 5,0443. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Mesmo após novos ataques entre Estados Unidos e Irã, investidores seguem monitorando possíveis avanços nas negociações entre os dois países. O cenário ajudava a reduzir a tensão nos mercados internacionais nesta manhã.

Por volta das 8h50, o barril do Brent para entrega em julho caía 2,66%, cotado a US$ 94,10. Já o WTI, referência nos EUA, recuava 3,70%, para US$ 90,42.

▶️ No Brasil, a agenda econômica é marcada pela divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa dos economistas, que projetavam alta de 0,57% no mês. Já no acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,64%, acima da projeção de 4,59%.

▶️ No cenário político, investidores acompanham a votação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 em comissão da Câmara dos Deputados.

Os preços do petróleo operam em queda nesta quarta-feira, após o governo do Irã afirmar que considera improvável uma retomada do conflito com os EUA, apesar dos ataques recentes realizados por Washington.

A avaliação do mercado é de que a redução do risco de uma escalada militar no Oriente Médio ajuda a aliviar parte das preocupações com o abastecimento global de energia.

🔎 Por volta das 8h50 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para entrega em julho recuava 2,66%, cotado a US$ 94,10. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caía 3,70%, para US$ 90,42 por barril.

A declaração do Irã ocorre um dia após Teerã acusar os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde abril. Mesmo assim, autoridades iranianas sinalizaram que a chance de uma nova guerra é baixa neste momento.

“A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta”, afirmou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.

Nas últimas semanas, EUA e Irã vêm alternando ameaças e negociações diplomáticas, enquanto tentam avançar em um acordo mediado pelo Paquistão. Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao risco de novos impactos sobre a produção e o transporte de petróleo na região.

O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques americanos e israelenses contra o Irã, e acabou ampliando as tensões em diferentes partes da região, o que aumentou a volatilidade no mercado internacional de energia.

Nos EUA, os índices futuros de Wall Street avançavam pela manhã. Os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,45%, enquanto os do S&P 500 avançavam 0,31%. Já o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, registrava alta de 0,48%.

Na Europa, o tom também era majoritariamente positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,43%, aos 630,70 pontos.

Na Alemanha, o DAX avançava 0,7%, para 25.359,59 pontos, enquanto o CAC 40, da França, ganhava 0,5%, aos 8.215,74 pontos. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 0,1%, para 10.484,65 pontos.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em queda na maior parte dos mercados. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,25%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,80%, aos 4.908 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,06%, aos 25.328 pontos. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão praticamente estável, aos 64.999 pontos.

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