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Croissant para cachorro? Mercado pet avança no luxo, com cafés exclusivos e doces gourmet de até R$ 30

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 03:47

Trabalho e Carreira Croissant para cachorro? Mercado pet avança no luxo, com cafés exclusivos e doces gourmet de até R$ 30 Estabelecimentos oferecem doces, cafés e petiscos especiais para cães em meio ao crescimento do mercado pet de luxo. Por France Presse

Entre doces gourmet e cafés pet friendly, cães ganham rotina cada vez mais “humana” — Foto: Photo by Xavier GALIANA / AFP)

Em um sofá confortável, uma parisiense elegante saboreia até a última migalha um biscoito macio em um café da moda na capital francesa. A cena só não é comum por um detalhe: a cliente tem quatro patas e late.

Loulou, uma Spitz Alemã anã de pelo branco esvoaçante, solta um “au-au” entusiasmado depois de devorar o “Merveilleux”, de cinco euros (R$ 29,55), um biscoito feito com finas camadas de purê de banana, cream cheese, maçã e carne bovina.

A cachorrinha de um ano é cliente assídua dessa confeitaria canina, onde os quitutes expostos em um balcão de vidro — como o “Le Mignon”, em formato de coração e preparado com batata-doce, cream cheese e mirtilos — poderiam dar água na boca até nos humanos.

A proprietária da confeitaria, a francesa Clara Zambuto, explica que adotar Hulk, seu Spitz Alemão anão de três anos, a inspirou a abrir o espaço, onde cães e tutores podem fazer uma refeição juntos.

“Muitas vezes eu saía para passear com ele (…) Entrávamos em um café, como uma boa parisiense, mas ele logo se entediava”, lembra a dona da Casa del Doggo, de 26 anos. “Pensei que era uma pena não haver lugares em Paris onde, enquanto você toma um café, possa oferecer um agrado ao seu animal de estimação”, diz.

“Hoje em dia, o cachorro é quase como um filho, e queremos levá-lo para todos os lugares”, acrescenta.

A confeitaria é um dos diversos estabelecimentos voltados para cães que vêm surgindo na capital francesa, onde se estima que vivam cerca de 100 mil animais.

A confeitaria é um dos diversos estabelecimentos voltados para cães que estão surgindo na capital francesa — Foto: (Photo by Xavier GALIANA / AFP)

Zambuto começou a preparar os petiscos em casa antes de contar com a ajuda de um confeiteiro profissional. Mas sem “nada de chocolate, nada de abacate, nada de uvas e nada de cebola”, ressalta, porque esses alimentos são tóxicos para os cães.

Assim como ocorre com os humanos, a moderação é essencial para evitar o ganho excessivo de peso, explica Lolita Sommaire, veterinária especializada em nutrição de cães e gatos.

“Se eles forem a uma confeitaria, é preciso ajustar a refeição seguinte, reduzi-la um pouco ou incentivar mais atividade física. Mas, se isso acontecer uma vez por mês, não há problema”, afirma.

Em outro café para cães, os animais circulam por um terraço com bancos, enquanto alguns mordiscam petiscos em forma de “croissant” e “baguette”, que custam quatro euros (R$ 23,24).

Marley, um pastor americano de boina vermelha, lambe uma sobremesa cremosa servida em uma taça prateada.

Para a americana Rebecca Anhalt, a decisão de abrir o café Bone Appart — onde “os cães são os reis” — surgiu após receber uma multa elevada por deixar Napoleão, seu whippet de cinco anos, solto em um parque.

“Eu queria criar um lugar onde as pessoas pudessem vir sem medo (…) de serem repreendidas por estarem com seu cão”, acrescenta a proprietária. O nome do estabelecimento faz um trocadilho com o sobrenome do imperador francês Napoleão Bonaparte.

Cerca de 100 mil animais vivem em Paris — Foto: Photo by Xavier GALIANA / AFP) Conteúdo relacionado

Embora Paris tenha cerca de cinquenta parques destinados a cães, onde eles podem circular sem coleira, o coletivo de associações Paris Condition Canine considera esses espaços “insuficientes, desigualmente distribuídos e, às vezes, pouco adequados”.

Os cães, inclusive, viraram tema de campanha nas eleições municipais de março: o novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, dedicou a eles uma conta no Instagram, enquanto a adversária dele, Rachida Dati, ofereceu “aperitivos caninos”.

Para Sarah Elgamal, que se autodenomina “mãe” de Loulou, as visitas à confeitaria vão além das guloseimas: são uma oportunidade de estreitar o vínculo com a cachorrinha. “Melhora nossa conexão, porque estamos em um ambiente que não é nem o trabalho, nem a casa”, afirma a farmacêutica de 32 anos.

Embora os cães sejam a prioridade no café, Anhalt destaca que muitos frequentadores também vão ao local para socializar com outros tutores: “Os cães são um ótimo ponto de encontro”.

Ela conta que um cliente habitual e o dachshund dele, de 17 anos, recém-chegados a Paris, vão todos os dias ao café para “conhecer gente”. Afinal, “você acaba conversando com qualquer pessoa por causa do seu cachorro”.

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Barbeiro especializado em crianças neurodivergentes vira referência e fatura R$ 70 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 24/05/2026 02:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Barbeiro especializado em crianças neurodivergentes vira referência e fatura R$ 70 mil por mês Negócio aposta em atendimento humanizado, soma 4,5 mil na fila e atrai clientes até do exterior. Por PEGN

Renan cresceu entre tesouras e maquininhas. Chegou a iniciar uma faculdade de engenharia, mas foi na barbearia que encontrou seu propósito.

Ao começar a atender crianças, percebeu uma demanda pouco explorada e passou a desenvolver um atendimento mais humanizado.

Com o tempo, virou referência na região e passou a atrair famílias em busca de um ambiente preparado para lidar com dificuldades sensoriais.

O crescimento ganhou impulso com as redes sociais. Um vídeo de atendimento a uma criança que não aceitava cortar o cabelo viralizou e alcançou milhões de visualizações.

Cortar o cabelo pode ser um desafio para muitas crianças. O barulho das máquinas, o uso de tesouras e o tempo prolongado sentado costumam transformar um momento simples em uma experiência desconfortável – especialmente para crianças neurodivergentes.

Em um salão na cidade de Mauá, na região do ABC paulista, no entanto, essa lógica foi invertida. O corte deixou de ser apenas um serviço e passou a ser um processo de acolhimento, respeito ao tempo de cada criança e adaptação às suas necessidades.

À frente do negócio está o barbeiro Renan Santana, que se especializou no atendimento infantil e em crianças com autismo, síndrome de Down e outras condições. “Aqui é um espaço que acolhe a criança no âmbito geral”, afirma.

Filho de profissionais da área da beleza, Renan cresceu entre tesouras e maquininhas. Chegou a iniciar uma faculdade de engenharia, mas foi na barbearia que encontrou seu propósito.

Ao começar a atender crianças, percebeu uma demanda pouco explorada e passou a desenvolver um atendimento mais humanizado. Com o tempo, virou referência na região e passou a atrair famílias em busca de um ambiente preparado para lidar com dificuldades sensoriais.

A aposta no público infantil evoluiu para um nicho ainda mais específico: crianças neurodivergentes. A decisão veio ao perceber que poucos profissionais atuavam nessa área, enquanto a procura por seu trabalho aumentava.

“Se você resolve uma dor, existe um mercado”, resume. Hoje, o salão tem faturamento médio mensal de cerca de R$ 70 mil.

O crescimento ganhou impulso com as redes sociais. Um vídeo de atendimento a uma criança que não aceitava cortar o cabelo viralizou e alcançou milhões de visualizações. A repercussão trouxe uma alta demanda e ampliou a visibilidade do negócio.

O espaço também foi adaptado para reduzir estímulos que possam gerar desconforto. Espelhos não ficam à frente das crianças durante o corte, e o ambiente conta com elementos lúdicos e brinquedos sensoriais.

Renan buscou ainda formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), técnica utilizada no atendimento a pessoas com autismo, para aprimorar o manejo durante os atendimentos.

Com o tempo, ele percebeu que não eram apenas as crianças que precisavam de cuidado. As famílias também chegavam fragilizadas e encontravam no espaço um ambiente de acolhimento. Para muitos pais, ver o filho conseguir passar por uma experiência simples representa uma conquista importante.

Hoje, o salão atende clientes de diferentes regiões e até de outros países, como Canadá e Austrália, e acumula uma lista de espera que já ultrapassa 4.500 pessoas. Apesar da expansão, o empreendedor afirma que o foco segue o mesmo: oferecer um serviço que una técnica, sensibilidade e inclusão.

📍 Endereço: Rua Aquidabam, 445 – Térreo Mauá/ SP –CEP: 09360-020📞 Telefone: (11) 93205-8280📧 Email: equipetiorenan@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/orenanbarbeiro📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1HzLx4qMC7/?mibextid=wwXIfr

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Que horas é o sorteio da Mega-Sena 30 anos? g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 00:50

Loterias Oferecido por: Que horas é o sorteio da Mega-Sena 30 anos? g1 transmite ao vivo Sorteio será realizado neste domingo, 24 de maio às 11h. Concurso comemorativo terá prêmio estimado em R$ 300 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

Segundo a Caixa, o prêmio não acumula: se ninguém acertar as seis dezenas, a bolada vai para a quina.

A Caixa Econômica Federal realiza neste domingo (24) o sorteio especial da Mega-Sena 30 anos, concurso comemorativo que terá prêmio estimado em R$ 300 milhões. O sorteio será realizado às 11h.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

Acompanhe o sorteio da Mega 30 anos no site do g1Acompanhe o sorteio da Mega 30 anos no canal do g1 no YouTube

Segundo as regras divulgadas pela Caixa, o prêmio do sorteio especial não acumula. Com isso, se ninguém acertar as seis dezenas, o valor principal será dividido entre os apostadores que acertarem a quina.

Se ainda assim não houver vencedores suficientes, seguirá para a quadra, aumentando as chances de alguém acertar a sequência de números.

De acordo com a Caixa, 980 apostas já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria. O maior prêmio pago em um concurso regular da Mega-Sena — sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em outubro de 2022.

O sorteio do concurso especial da Mega-Sena 30 anos será no próximo domingo, 24 de maio de 2026. A Caixa Econômica Federal elevou a estimativa do prêmio para R$ 300 milhões — Foto: Cesar ConventiI/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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Mega-Sena 30 anos: prêmio especial sobe para R$ 320 milhões; g1 transmite sorteio no domingo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 14:52

Loterias Oferecido por: Mega-Sena 30 anos: prêmio especial sobe para R$ 320 milhões; g1 transmite sorteio no domingo Sorteio será realizado em 24 de maio. As apostas podem ser registradas até as 22h (horário de Brasília) de 23 de maio. Por Redação g1 — São Paulo

A Caixa Econômica Federal aumentou a estimativa do prêmio do concurso especial de 30 anos da Mega-Sena para R$ 320 milhões. O sorteio será realizado às 11h do dia 24 de maio.

A estimativa para o concurso 3.010 era inicialmente de R$ 150 milhões, conforme divulgado pela Caixa em abril. O valor subiu para R$ 200 milhões, depois foi elevado novamente para R$ 320 milhões, e chegou a R$ 320 milhões neste sábado (23).

Segundo as regras divulgadas pela Caixa, o prêmio do sorteio especial não acumula. Com isso, se ninguém acertar as seis dezenas, o valor principal será dividido entre os apostadores que acertarem a quina.

Se ainda assim não houver vencedores suficientes, seguirá para a quadra, aumentando as chances de alguém acertar a sequência de números.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A Caixa havia informado que, desde domingo (17), todas as apostas na modalidade da Mega-Sena passarão a ser exclusivas para a Mega 30 anos.

Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6.

Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante.

De acordo com a Caixa, 980 apostas já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria. O maior prêmio pago em um concurso regular da Mega-Sena — sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em outubro de 2022.

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Dona da Fleischmann assina acordo de compra da rede de franquias Casa de Bolos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 13:35

RIBEIRÃO E FRANCA Dona da Fleischmann assina acordo de compra da rede de franquias Casa de Bolos Negócio prevê aquisição de 100% da empresa de Ribeirão Preto (SP). Valor da transação não foi divulgado e ainda depende de aprovação do Cade. Por g1 Ribeirão e Franca

AB Mauri Brasil, dona das marcas Fleischmann e Ovomaltine, anunciou a compra de 100% da rede de franquias Casa de Bolos.

Segundo o Cade, após a avaliação, a Superintendência-Geral pode aprovar a compra sem restrições, aprovar mediante condições ou encaminhar para apreciação do Tribunal do Cade.

A rede de franquias foi fundada em 2010, em Ribeirão Preto, e atualmente conta com mais de 600 lojas em mais de 250 cidades brasileiras.

A AB Mauri Brasil, subsidiária da Associated British Foods (ABF) e dona das marcas Fleischmann e Ovomaltine, anunciou nesta semana que assinou um acordo de compra para adquirir 100% da Casa de Bolos, rede de franquias com sede em Ribeirão Preto (SP).

O valor da transação está em sigilo e ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Casa de Bolos fechou o ano de 2025 com faturamento de R$ 720 milhões.

Segundo a empresa, após a conclusão da transação, ela continuará operando de forma independente, como uma unidade de negócios dentro da AB Mauri Brasil, mantendo a marca, o posicionamento, o portfólio e o modelo de franquias.

Ao g1, o Cade informou que foi notificado pelas empresas na terça-feira (19) e disse que, após o protocolo da operação, o processo será instruído pela Superintendência-Geral do Cade, que vai avaliar os possíveis impactos concorrenciais da operação.

Ainda segundo o Cade, após a avaliação, a Superintendência-Geral do órgão pode aprovar a compra sem restrições, aprovar mediante condições ou encaminhar para apreciação do Tribunal do Cade.

"Caso a operação seja analisada sob procedimento sumário, o prazo é de até 30 dias. Se o ato de concentração tramitar sob procedimento ordinário, em que a análise é mais complexa, aplica-se o prazo legal de até 240 dias, prorrogável nas hipóteses previstas na Lei nº 12.529/2011".

MP pede interdição da Delegacia da Polícia Civil em Cravinhos por situação precária do prédioVídeo: ladrões empurram carro quebrado na fuga após furto de loja em Ribeirão Preto

A rede de franquias Casa de Bolos foi fundada em 2010, em Ribeirão Preto, e atualmente conta com mais de 600 lojas em mais de 250 cidades brasileiras.

A AB Mauri Brasil tem de mais de 90 anos de história e atualmente, atende clientes com amplo portfólio de produtos sob as marcas Fleischmann, Fleischmann Gran Finale, Mauri, Aromaferm, Sohovos e Softase-R, além de atuar como parceira de distribuição de Twinings, Ovomaltine, Amigos do Bem e Danke.

Rede de franquias Casa de Bolos foi criada em 2010, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

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Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo a produtores em MS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 10:45

Mato Grosso do Sul Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo a produtores em MS Produtores de Costa Rica relatam perdas na produção de leite e apontam possível ligação entre a infestação e o uso de vinhaça em lavouras de cana-de-açúcar. Por Débora Ricalde, Alyson Maruyama, g1 MS e TV Morena

O problema, que se intensificou nos últimos anos no município, afeta o gado, reduz a alimentação dos animais e provoca queda na produção de leite.

A usina citada pelos produtores fica a cerca de 10 quilômetros de Costa Rica. A vinhaça, gerada durante o processamento da cana-de-açúcar, é utilizada como biofertilizante nas lavouras.

Pequenos produtores rurais de Costa Rica relatam prejuízos causados pela infestação da mosca-do-estábulo. O problema, que se intensificou nos últimos anos no município, afeta o gado, reduz a alimentação dos animais e provoca queda na produção de leite. Em uma das propriedades atingidas, a perda chegou a 30%.

Segundo os produtores, a infestação se agravou nos últimos anos. Eles suspeitam que o aumento da população de moscas esteja relacionado ao manejo da vinhaça, resíduo gerado na produção de açúcar e etanol e utilizado como fertilizante em lavouras de cana-de-açúcar.

As moscas se concentram no corpo dos animais, que tentam se proteger permanecendo agrupados. O comportamento foge do habitual, já que o gado normalmente fica espalhado pelo pasto.

Diferentemente da mosca doméstica, a mosca-do-estábulo possui estrutura adaptada para picar e sugar o sangue dos animais.

O produtor rural Manoel Rodrigues afirma que os animais passam grande parte do dia tentando se defender dos insetos. Segundo ele, a situação compromete a alimentação do rebanho e reduz a produção de leite.

"Ele não consegue alimentar, só alimenta à noite. Durante o dia ele fica todo montuado e se batendo, encosta umas nas outras pra se defender, porque onde ela tá encostada ali, ela não vai ser atingida, né? E é dessa forma aí que a gente tá convivendo há vários dias aqui", conta.

O produtor Vanderlei de Souza relata situação semelhante. Para ele, a infestação pode estar relacionada às atividades de uma usina instalada nas proximidades do município.

"Acredito que é da usina. Porque não tinha isso aqui com o tempo. E, às vezes, quando eles param na época de moagem, de jogar essa vinhaça, elas diminui. Então, da noite pro dia, ela forma muito", comenta.

A usina citada pelos produtores fica a cerca de 10 quilômetros de Costa Rica. A vinhaça, gerada durante o processamento da cana-de-açúcar, é utilizada como biofertilizante nas lavouras. O manejo do material deve seguir normas técnicas, incluindo medidas para evitar o acúmulo de líquido nas áreas agrícolas.

O produtor Arionildo Nogueira afirma que a presença da mosca-do-estábulo se tornou frequente após a instalação da usina na região, há cerca de 14 anos.

"A gente está aqui há 30 anos, né? E, de 14 anos pra cá, que a usina instalou aqui no nosso município, começou o ataque da mosca e nunca teve um ano que não teve. Tem os altos e baixos".

Para tentar reduzir a infestação, a usina tem aplicado produtos de controle em áreas próximas às propriedades rurais e instalado armadilhas nas cercas. Os dispositivos são formados por faixas plásticas com material adesivo que captura os insetos.

Apesar das medidas adotadas, os produtores afirmam que os resultados ainda são insuficientes e cobram uma solução definitiva para o problema.

"Ninguém está pedindo para que a usina feche, pare de operar. A gente só quer que eles resolvam o problema e deixem a gente trabalhar", diz Manoel.

Manoel destaca ainda que os prejuízos atingem principalmente os pequenos produtores, que dependem da renda gerada pela atividade rural.

"Para o pequeno, o impacto se torna maior ainda, né? Porque aquilo ali já é a rendinha dele sobreviver. Ele conta com todo o centavo ali para sobreviver. E aí, vem esses prejuízos aí, o cara deixa de produzir, e no final do ano ele está no vermelho, devendo. Não consegue fechar a conta."

Em nota, a indústria informou que realiza o manejo da vinhaça de acordo com protocolos agronômicos, a legislação vigente e as práticas técnicas do setor. A empresa também afirmou que mantém monitoramento contínuo das áreas e diálogo com produtores rurais e órgãos competentes.

Segundo a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), a mosca-do-estábulo é um desafio para a agropecuária. A entidade afirma que a ocorrência do inseto está relacionada a diferentes fatores ambientais e climáticos, principalmente em períodos de temperaturas elevadas e maior volume de chuvas.

Ainda conforma a Biosul, a associação atuam há mais de uma década em parceria com produtores rurais, usinas, órgãos públicos e a Embrapa Gado de Corte. O trabalho inclui pesquisas, ações preventivas e protocolos voltados ao manejo de áreas agrícolas e resíduos orgânicos.

Gados apresentam comportamento incomum de ficarem agrupados por causa de moscas em Costa Rica (MS) — Foto: Sergio Saturnino/TV Morena

Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo em MS — Foto: Sergio Saturnino/TV Morena

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Documentos mostram transferências de parte do salário de secretária parlamentar, que confirmou repasses.

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Entrada da SpaceX na bolsa pode consolidar Musk como um dos homens mais poderosos do planeta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Inovação Entrada da SpaceX na bolsa pode consolidar Musk como um dos homens mais poderosos do planeta IPO da SpaceX pode aproximar Elon Musk do posto de primeiro trilionário da história e ampliar sua influência na tecnologia, no espaço e até na geopolítica mundial. Por Darlan Helder, Janize Colaço, g1 — São Paulo

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, acompanhou lançamento da Starship junto com o bilionário Elon Musk, na base aérea da SpaceX — Foto: Brandon Bell/Pool via AP

A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, caminha para entrar na bolsa de valores dos Estados Unidos. O pedido de IPO foi protocolado na quarta-feira (20), com expectativa de estreia em meados de junho.

🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

A SpaceX estima que seu valor de mercado seja de US$ 1,25 trilhão (cerca de R$ 6 trilhões). As ações da empresa devem ser negociadas na Nasdaq (bolsa de tecnologia norte-americana) sob o código SPCX.

A abertura de capital da SpaceX, antes considerada improvável pelo bilionário, agora é vista como um desejo de Musk, e pode ampliar ainda mais sua influência nos setores de tecnologia e espacial, além da geopolítica.

Caso a operação se concretize, o empresário, que já é o homem mais rico do mundo, poderá se aproximar do posto de primeiro trilionário da história do planeta Terra.

Além disso, a SpaceX deixaria de ser vista apenas como uma empresa de lançamentos espaciais para atuar como um conglomerado com diferentes serviços e fontes de receita, o que pode ampliar ainda mais seu faturamento. É o que dizem especialistas consultados pelo g1.

Em fevereiro, Musk anunciou a compra da sua empresa de inteligência artificial, xAI, pela SpaceX. O negócio também envolveu a Starlink, operação de internet via satélite ligada à SpaceX. Com isso, a companhia passou a controlar também o X, rede social que já fazia parte do grupo xAI.

"O que Musk busca com o IPO é organizar melhor todos esses negócios ele que criou, além de ganhar acesso a mais capital (dinheiro) e ao mercado de varejo. Estamos falando, provavelmente, do maior IPO da história", afirma Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.

Segundo Alvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em IA, projetos como a Starship — considerada a maior nave espacial do mundo —, além dos planos da SpaceX de levar data centers para o espaço e avançar na industrialização lunar, exigem um volume de investimento que só o mercado público consegue oferecer.

Com o IPO, enquanto os investidores comuns terão acesso a ações com direito a um voto, haverá uma classe especial de ações destinada a Musk com 10 votos por cada papel.

"Essa estrutura permitirá que ele controle cerca de 85% dos votos da companhia, mantendo o domínio total sobre os rumos do negócio", explica Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP.

Starship posicionada em base de lançamento da SpaceX, em foto divulgada em 27 de maio de 2025 — Foto: Divulgação/SpaceX

Em 2025, a SpaceX gerou US$ 18,67 bilhões em receita, sendo boa parte desse valor vinda da Starlink, que já tem presença global mais consolidada do que a SpaceX.

Ao mesmo tempo, a empresa registrou um prejuízo de US$ 4,94 bilhões no ano passado, impulsionado pelos altos custos com pesquisa e desenvolvimento, de acordo com o jornal "The Wall Street Journal".

➡️ Segundo o próprio documento enviado ao regulador dos EUA para abrir capital, a SpaceX afirmou ter faturado, em 2025:

Conectividade (Starlink): US$ 11,39 bilhõesEspaço (SpaceX): US$ 4,09 bilhõesIA (xAI/X): US$ 3,20 bilhões

Enquanto a Starlink responde por quase toda a receita, o restante das operações da empresa consome dinheiro em um ritmo tão acelerado que as rodadas de investimento privado já não conseguem sustentar o negócio com a mesma facilidade, analisa Alvaro Machado Dias.

Um possível "super IPO", como é esperado, pode ampliar ainda mais a influência de Elon Musk e facilitar o avanço de pautas de interesse dos seus negócios, avalia Diogo Cortiz.

O professor destaca que o movimento acontece em um momento estratégico da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, em que a SpaceX ocupa um papel central em áreas consideradas críticas, como exploração espacial e inteligência artificial.

"Talvez ele se torne o primeiro trilionário da história da humanidade, controlando uma empresa poderosa e com diferentes frentes de atuação", afirma o especialista.

Álvaro Machado Dias avalia que o IPO também coloca uma estrutura considerada estratégica para a defesa dos EUA sob a lógica do mercado financeiro, sem que o governo reduza sua dependência da empresa.

Segundo ele, isso cria uma espécie de "tecnoabsolutismo", em que o poder passa a ser dividido de forma híbrida entre Musk e o Estado americano.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

A convocação dos 26 jogadores que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 movimentou o mercado publicitário.

O próprio formato de divulgação dos nomes relacionados ao Mundial, realizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na última segunda-feira (18), foi um indicativo do que o esporte se transformou quando o assunto é marketing e engajamento de empresas.

Em um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, diversas companhias aproveitaram para ativar suas marcas e surfar a onda do ato inicial do maior torneio esportivo do mundo.

Neymar, o jogador mais midiático do futebol brasileiro, foi o grande destaque em ações de marketing, em meio a dúvidas sobre a presença do atacante do Santos na lista de Ancelotti.

O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, incluiu o Neymar, do Santos, em sua convocação durante a coletiva de imprensa. — Foto: Reuters/Ricardo Moraes

A convocação dos 26 jogadores que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 movimentou o mercado publicitário e deve render ganhos aos atletas da seleta lista do treinador Carlo Ancelotti.

O próprio formato de divulgação dos nomes relacionados ao Mundial, realizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na última segunda-feira (18), foi um indicativo do que o esporte se transformou quando o assunto é marketing e engajamento de empresas.

Em um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro — com estimativa de mais de mil convidados e cerca de 700 jornalistas credenciados — diversas companhias aproveitaram para ativar suas marcas e surfar a onda do ato inicial do maior torneio esportivo do mundo.

O movimento, claro, também ocorreu na televisão e nas redes sociais. Neymar, o jogador mais midiático do futebol brasileiro, foi o grande destaque em ações de marketing, em meio a dúvidas sobre a presença do atacante do Santos na lista de Ancelotti.

🔎 Além dele, outros três convocados participaram de iniciativas publicitárias, mostra levantamento da consultoria de análise de dados Bites (veja abaixo). Recorte considera o período entre segunda-feira (18), dia do anúncio, e quarta (20).

Sozinho, Neymar emplacou seis posts no Instagram com cinco marcas diferentes logo após o anúncio: Red Bull (dois vídeos), Canção Alimentos, Mercado Livre, Puma e Loovi. Além disso, publicou um story da Blaze. Todas já mantinham parceria com o atleta.

O jovem talento Endrick, por sua vez, fez uma ação no Instagram com a Neosaldina — marca com a qual também já possui contrato — logo após a divulgação da lista.

Enquanto isso, a novidade veio do volante Casemiro, homem de confiança de Carlo Ancelotti, anunciado como embaixador da companhia aérea Azul ao longo da Copa.

O jogador repostou, nos stories, uma publicação da empresa sobre a parceria. Além de escolher o atleta do Manchester United como embaixador, a companhia já havia anunciado, em abril, acordo de patrocínio com a CBF até 2030.

O especialista em marketing esportivo Idel Halfen explica que é difícil mensurar os ganhos nesses casos, já que, na prática, pode haver diferentes formas de remuneração — a depender do que consta em cada contrato. Alguns já preveem, por exemplo, gatilhos por performance.

"Pode até ser que já exista algum tipo de bonificação pelos resultados obtidos. Uma coisa é a marca patrocinar um jogador que não vai ser convocado e outra, um que vai para a Copa. Em muitos casos, há uma premiação por isso", diz.

Os gatilhos contratuais estão relacionados, principalmente, à grande exposição do atleta em eventos como a Copa. "Na prática, a convocação gera exposição, crescimento digital e, consequentemente, maior interesse comercial", acrescenta.

O movimento também encarece a imagem do atleta, o que pode garantir maior rentabilidade em futuras parcerias.

Apesar de o destaque publicitário inicial ter ido para Neymar, Vinícius Júnior e Endrick — que estão, atualmente, entre os atletas mais midiáticos da seleção brasileira —, os outros jogadores também deverão ser beneficiados pela visibilidade.

Os benefícios também passam pelos números nas redes sociais. A convocação rendeu a Neymar 2,1 milhões de novos seguidores no Instagram até a última quarta-feira (20). O jogador lidera a lista de ganhos, seguida pelo perfil oficial da CBF (+684 mil) e pelo de Endrick (+620,6 mil).

Dados levantados pela consultoria de dados Bites mostram que a convocação rendeu oito milhões de publicações sobre o assunto em diferentes redes sociais, incluindo Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. O número de interações superou 372 milhões.

"Na prática, isso mostra como o futebol ainda é um dos grandes motores das redes. Ele ainda chama mais atenção do que política, cinema e, muitas vezes, até TV", analisa André Eler, diretor técnico da Bites.

Ele afirma que, além do potencial comercial, a convocação reforça o poder de influência dos atletas, que passam a ter maior engajamento do público nas redes — com impactos também no longo prazo.

Idel Halfen reforça que os valores pagos pelos vídeos publicitários nas redes dependem, principalmente, pela quantidade de seguidores e de interações.

"Então, quando você é convocado, aumenta seu engajamento e seu número de seguidores. Isso tem um preço", conclui.

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Brasil tem quase 20 ‘presidentes da República’ ou vice com registro em carteira de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Trabalho e Carreira Brasil tem quase 20 ‘presidentes da República’ ou vice com registro em carteira de trabalho Dados do Ministério do Trabalho mostram presidentes e vices contratados por indústrias de móveis, restaurantes, lavanderias e empresas de transporte rodoviário de carga. Especialistas apontam que trabalhadores devem ficar atentos a erros cadastrais. Por Bianca Muniz, Rayane Moura, g1 — São Paulo

Dados do Ministério do Trabalho mostram que o Brasil tinha 19 vínculos ativos registrados para os cargos de presidente da República e vice em 2024, apesar de os ocupantes exercerem funções incompatíveis.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os casos refletem erros de preenchimento em sistemas trabalhistas, que podem se espalhar automaticamente para bases como Carteira de Trabalho Digital e INSS.

As inconsistências ficaram mais comuns após a digitalização dos sistemas trabalhistas e podem gerar constrangimentos profissionais, além de afetar benefícios sociais e previdenciários.

O Ministério do Trabalho afirma que os dados podem ser corrigidos pelo empregador ou diretamente pelo trabalhador junto ao INSS. Dependendo do prejuízo causado, o empregado pode pedir indenização na Justiça por danos morais.

O município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, tem, ao menos, três presidentes da República em exercício desde 2002. O primeiro caso divulgado pelo g1 foi o da técnica de enfermagem Aldenize Ferreira, de 46 anos.

Na semana passada, ao procurar emprego na Agência do Trabalhador da região, a técnica de enfermagem descobriu que o nome dela consta, há 24 anos e 2 meses, como ocupante do cargo de presidente da República.

Além de Aldenize Ferreira, outras duas mulheres da mesma cidade descobriram ser, pelo menos na carteira de trabalho, chefes de Estado. E esses casos não são os únicos.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram a existência de 19 vínculos empregatícios ativos, no fim de 2024, registrados para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

As informações constam em bases oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e envolvem funções públicas eletivas que, em tese, não se enquadram no modelo tradicional de emprego formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No entanto, os dados mostram "Presidentes da República" contratados por indústrias de móveis, restaurantes, lavanderias e empresas de transporte rodoviário de carga.

Em Apucarana (PR), por exemplo, uma mulher de 57 anos aparecia registrada como presidente da República, mesmo trabalhando no comércio varejista de vestuário e recebendo entre 1 e 2 salários mínimos.

Ou no município de Abaetetuba, no Pará, que em maio de 2024 registrou a admissão de uma mulher de 28 anos com a ocupação de presidente da República. O vínculo, ativo no final daquele ano, mostrava um salário de aproximadamente R$ 1,5 mil em uma empresa do setor de serviços hoteleiros.

Em dezembro de 2024, o dado mais recente disponível da RAIS, a base indicava a existência de 13 vínculos ativos como presidente da República e 6 vices.

🔎 Na RAIS, “vínculo” é o registro de uma relação formal de trabalho entre uma pessoa e um empregador. Se uma pessoa trabalhou em duas empresas diferentes no mesmo ano, ela terá dois vínculos (cada contrato ou relação de trabalho registrada). Se mudou de emprego durante o ano, pode aparecer mais de uma vez na base de dados.

Além dos vínculos ativos, outros 40 vínculos de presidência e 2 de vice foram registrados em 2024, mas ficaram inativos ao término daquele ano.

Muitos desses registros inativos estão concentrados em prefeituras municipais, onde o cargo de "Presidente da República" é frequentemente confundido com cargos de gestão local ou contratos temporários.

Canto do Buriti (PI): 28 vínculos (todos inativos em dezembro de 2024)Jacareacanga (PA): 7 vínculos (todos inativos em dezembro de 2024)Tasso Fragoso (MA): 2 (sendo 1 ativo em dezembro de 2024)Apucarana (PR): 2 (ambos ativos em dezembro de 2024)Santos (SP): 2 (ambos ativos em dezembro de 2024)Amapá (AP): 1 (ativo em dezembro de 2024)Barra do Mendes (BA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Riachão do Jacuípe (BA): 1 (inativo)Aiuaba (CE): 1 (ativo em dezembro de 2024)Canindé (CE): 1 (inativo)Brasília (DF): 1 (ativo em dezembro de 2024)Colinas (MA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Gonzaga (MG): 1 (inativo)São Sebastião do Paraíso (MG): 1 (ativo em dezembro de 2024)Abaetetuba (PA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Campina Grande (PB): 1 (inativo)Arapongas (PR): 1 (inativo)Muliterno (RS): 1 (inativo)Santiago (RS): 1 (ativo em dezembro de 2024)Uruguaiana (RS): 1 (ativo em dezembro de 2024)Navegantes (SC): 1 (ativo em dezembro de 2024)São Paulo (SP): 1 (ativo em dezembro de 2024)

Dados da RAIS mostram 58 vínculos de presidente da República e vice em 2024. — Foto: Alberto Correa – Arte/g1

Os vínculos de presidentes e vice presentes na RAIS correspondem à empresas com as atividades abaixo:

Administração pública em geralTelecomunicaçõesAtividades de organizações sindicaisSeguridade socialComércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentíciosAtividades de assessoria em gestão empresarialFabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e estuqueEstabelecimentos hoteleirosEnsino fundamentalComércio varejista de artigos do vestuário e complementos

Técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva foi registrada em carteira de trabalho digital como presidente da República — Foto: Reprodução/WhatsApp

Além da RAIS, outro sistema do Ministério do Trabalho mostra contratações e demissões de presidentes da República e vices com informações incompatíveis com a realidade: o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Caged registra 62 movimentações entre 2009 e 2025 envolvendo admissões e desligamentos de presidentes da República e vice-presidentes. No período, o Brasil teve cinco movimentações na Presidência da República.

Dados do CAGED entre 2009 e 2025 mostram admissões e desligamentos incompatíveis com as funções de presidente da República e vice. — Foto: Alberto Correa – Arte/g1

Entre esses casos, destacam-se uma admissão para o cargo de Presidente da República em uma empresa de fabricação de móveis em Arapongas (PR) em 2021, com salário de R$ 1.766,88, e desligamentos em empresas de transporte de carga em São Paulo.

🔎 O Caged é um sistema voltado ao acompanhamento das admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada. Criado para monitorar a evolução do emprego formal no Brasil, o cadastro passou a ser integrado ao eSocial e hoje é utilizado para gerar os indicadores mensais de criação e fechamento de vagas formais no país.

Procurada pelo g1, a assessoria do Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que o preenchimento dos dados da RAIS é de responsabilidade dos empregadores, e ao identificar inconsistências, notifica os estabelecimentos para correção. (veja nota completa abaixo)

Segundo a advogada trabalhista Isabel Cristina, do escritório Ferraz dos Passos, erros desse tipo se tornaram mais comuns após a digitalização dos sistemas trabalhistas e previdenciários do governo federal.

A especialista explica que, desde a implementação do eSocial e da Carteira de Trabalho Digital, um único lançamento incorreto pode ser replicado automaticamente para diferentes bases do governo, como INSS, Receita Federal e a própria carteira digital do trabalhador.

“O erro acontece em um sistema só, mas se replica em efeito cascata para todos os outros”, afirma.

De acordo com a advogada, na maioria dos casos não há fraude, mas sim falhas operacionais, como o uso incorreto da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) ou lançamentos equivocados feitos por equipes de recursos humanos (RH).

Ainda segundo Isabel, a alta rotatividade em prefeituras e a falta de treinamento técnico em setores administrativos ajudam a explicar esse tipo de erro. “O Brasil tem mais de 5,5 mil municípios e a realidade estrutural deles é muito desigual. Nem todas as prefeituras possuem um RH consolidado, com servidores concursados e permanentes”, explica.

“Muitas vezes, essa função é exercida por servidores comissionados ou empresas terceirizadas. Com a troca de governo a cada quatro anos, há uma rotatividade natural de pessoal e, infelizmente, perda de dados e histórico”, completa a advogada.

Segundo Isabel, o eSocial é uma ferramenta complexa e passa por atualizações constantes. Sem treinamento técnico adequado, especialmente em trocas de gestão, erros podem ocorrer nos registros trabalhistas.

Os problemas, no entanto, podem trazer consequências imediatas para o empregado. Um vínculo em aberto pode indicar ao sistema que a pessoa ainda está empregada, o que pode levar ao bloqueio do seguro-desemprego, à negativa de benefícios previdenciários e até a constrangimentos em processos seletivos.

"O novo empregador certamente vai pedir esclarecimentos para saber se a pessoa realmente acumulava duas funções ou se a carteira de trabalho está com informações incorretas, o que pode gerar constrangimento desnecessário ou até perda da vaga."

Outro ponto é que o registro também pode afetar benefícios sociais, como o Bolsa Família, porque o vínculo – ainda que incorreto – indica que aquela pessoa estaria empregada e recebendo renda mensal.

Nesses casos, a responsabilidade pela correção das informações é exclusivamente do empregador, que tem acesso ao sistema para retificação dos dados. Caso o empregado identifique essa situação, a primeira medida é procurar diretamente o setor de Recursos Humanos da empresa, prefeitura ou órgão que consta como empregador.

“Se o cidadão trabalhou lá, mas o contrato não foi fechado, o pedido deve ser para inserir a data de encerramento. Agora, se a pessoa nunca trabalhou naquele local e o vínculo é totalmente fictício, o pedido deve ser de exclusão imediata dos dados”, explica a advogada.

Ela ainda destaca que, na prática, o problema só costuma ser resolvido quando o trabalhador identifica a inconsistência e cobra providências. Caso não haja solução administrativa, pode ser necessário recorrer à Justiça. Nesses casos, a advogada alerta que existem dois caminhos.

“A depender de como o município organiza suas leis trabalhistas, a ação terá que correr na Justiça Comum ou na Justiça do Trabalho. Por isso, o auxílio de um advogado ou da Defensoria Pública é fundamental para direcionar o processo para o tribunal correto”, afirma.

Por isso, a recomendação é que o próprio trabalhador acompanhe regularmente suas informações nos aplicativos oficiais, como Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS e FGTS. “Hoje, mais do que nunca, é fundamental que o cidadão fiscalize seus próprios dados. A prevenção digital se tornou uma ferramenta essencial de proteção de direitos”, conclui.

Apesar dos transtornos, Isabel Cristina ressalta que registros fictícios não geram automaticamente direitos trabalhistas, como salários, FGTS ou verbas rescisórias, quando não houve prestação de serviço. Segundo ela, no Direito do Trabalho, o que vale é a realidade dos fatos: se não houve trabalho, não há direito a essas verbas.

Além disso, registros incorretos podem inflar o número de funcionários da empresa. Isso pode obrigá-la a contratar mais jovens aprendizes ou pessoas com deficiência (PCDs) para cumprir metas legais que talvez não precisasse atingir, sob pena de multas do Ministério do Trabalho.

Por outro lado, dependendo do prejuízo causado, o trabalhador pode pedir indenização na Justiça por danos morais. “Nesse caso, a pessoa precisa comprovar que sofreu um prejuízo real com a anotação incorreta. Por exemplo: perdeu o Bolsa Família, o seguro-desemprego ou uma nova vaga de emprego por causa disso”, completa.

Carolina Lima descobriu que está registrada como 'presidente da República' na carteira de trabalho digital — Foto: Reprodução/TV Globo

Em nota enviada ao g1, o Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que, entre 2002 e 2019, algumas empresas registraram de forma equivocada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) de trabalhadores em sistemas previdenciários, incluindo, em alguns casos, o código referente ao cargo de Presidente da República.

Segundo a pasta, as informações exibidas atualmente na Carteira de Trabalho Digital foram importadas automaticamente da base do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O ministério destacou ainda que, com a implantação do eSocial e da Carteira de Trabalho Digital, esse tipo de inconsistência foi reduzido, já que passou a ser exibido o cargo informado diretamente pela empresa.

O MTE informou também que erros cadastrais podem ser corrigidos pelo trabalhador junto ao INSS, por meio do serviço “Atualização de Vínculos e Remunerações”, disponível pelo telefone 135 e pelo portal Meu INSS.

Ainda segundo o ministério, esse tipo d'e inconsistência não impede a concessão da aposentadoria e não há risco de o trabalhador perder o direito ao benefício por causa do erro cadastral.

“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esclarece que, entre 2002 até 2019, os empregadores informavam ao INSS os vínculos empregatícios de seus trabalhadores por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). Nesse período, algumas empresas registraram a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), incluindo, em determinados casos, o código referente ao cargo de Presidente da República.

Com a implantação da Carteira de Trabalho Digital, em setembro de 2019, as informações passaram a ser importadas da base de dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), administrado pelo INSS. Dessa forma, registros enviados pelos empregadores foram automaticamente reproduzidos na carteira digital, que fica na aba outros vínculos.

Para os vínculos já da Carteira de Trabalho Digital, não há mais apresentação da descrição da CBO e sim do cargo informado pela empresa na descrição do campo "cargo" do eSocial, o que evita esse tipo de erro.

O MTE ressalta que as informações relativas aos vínculos empregatícios, inclusive os códigos da CBO, são de responsabilidade do empregador, cabendo às empresas o correto envio dos dados ao eSocial e a devida regularização das informações quando identificada qualquer inconsistência cadastral.

Os trabalhadores podem também fazer essa correção ligando para a Central 135 ou pelo portal MEU INSS. O atendimento telefônico é fundamental para abrir o protocolo, segundo o INSS. O trabalhador deve solicitar ‘Atualização de Vínculos e Remunerações’. Depois, envia um documento pelo site do Meu INSS ou pelo aplicativo”.

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Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Tecnologia Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’ Fenômeno envolve nostalgia, busca por mais foco e até uma rejeição simbólica da hiperconectividade, segundo especialista. Buscas e vendas de iPods cresceram em plataformas de revenda no Brasil. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Jovens da Geração Z voltaram a usar iPods para ouvir música longe de notificações, algoritmos e distrações do celular.

Segundo usuários ouvidos pelo g1, o aparelho tem sido usado em treinos, estudos e deslocamentos do dia a dia.

🎵 O ritual parece ter saído de 2006: conectar um fone com fio, girar a roda do aparelho e escolher um álbum baixado manualmente. Mas a cena acontece em 2026, com jovens que estão trocando o celular por… iPods.

O MP3 player lançado pela Apple há mais de duas décadas voltou à rotina da Geração Z — não só pela nostalgia, mas justamente pelo que ele não tem: notificações, algoritmos e feeds infinitos. 🔕

O g1 conversou com jovens que voltaram a usar o iPod no dia a dia para ouvir música durante treinos, estudos e deslocamentos. Segundo eles, o celular passou a atrapalhar demais por causa das notificações e das redes sociais.

"Até hoje existe uma comunidade enorme de pessoas que restauram iPods antigos com bateria nova e mais armazenamento, seja para manter o produto vivo como lembrança ou até mesmo para usá-lo no dia a dia", conta o especialista em Apple Filipe Esposito, que acompanha a empresa há 17 anos.

E a procura pelo dispositivo vem aumentando, segundo empresas consultadas pelo g1. O site de vendas Enjoei informou que o valor total de iPods vendidos na plataforma no primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março) foi 47% maior do que no mesmo período de 2025.

Já a OLX informou que as buscas por iPods cresceram 18,9% em abril de 2026 na comparação com abril de 2025. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Emanuelle Assunção, de 27 anos, Lisandra Reis, de 29, e Cláudio Wollace, de 26, não se conhecem, mas têm algo em comum: estão cansados de perder tempo nas redes sociais. Por isso, voltaram a usar o iPod, que, além do gostinho de nostalgia, ajuda os três a evitar distrações.

"Eu sentia que o celular acabava me atrapalhando um pouco. Às vezes, eu saía para correr na rua e acabava parando porque chegava alguma notificação e eu ficava curiosa para ver. Óbvio que eu também adoro a vibe nostálgica que ele passa, mas é muito mais para ouvir música em paz", conta Lisandra.

Ela tem um iPod Touch, aquele modelo parecido com um iPhone, e comprou o dispositivo em 2019. Lisandra diz não se lembrar quanto pagou pelo aparelho na época.

Quem também tem um iPod Touch é Emanuelle (todo decorado com adesivos na capinha 💅). Ela conta que comprou o MP3 da Apple em 2024, de segunda mão, por R$ 230.

"Hoje eu uso ele durante os treinos de musculação, às vezes quando estou lendo e também nos deslocamentos de carro por aplicativo", diz Emanuelle.

Segundo ela, em 2024 ainda conseguia usar o Spotify no iPod Touch — modelo que permitia baixar aplicativos. Mas, quando voltou a usar o aparelho em 2026, o aplicativo já não funcionava mais.

Por causa disso, voltou a baixar músicas manualmente no computador para depois transferi-las para o iPod. O g1 verificou que, na App Store, loja de aplicativos da Apple, o Spotify não aparece mais como compatível com nenhum modelo de iPod.

Cláudio diz que muita gente considera ruim o processo de baixar músicas no computador e transferi-las para o iPod, mas que, para ele, isso é "revigorante". Segundo ele, o fato de o aparelho não ter algoritmos também faz diferença, porque permite ouvir apenas as músicas que decidiu colocar ali.

"Mesmo assinando serviços de streaming, como o Spotify, eu ainda prefiro o iPod. Sinto que a qualidade sonora é até melhor", conta.

Ele usa um iPod Nano de segunda mão, comprado em 2025 por R$ 130. O aparelho costuma acompanhá-lo na academia e nos estudos da faculdade. "Eu gosto porque é um aparelho feito só para música, sem notificações ou outras coisas que tirem minha atenção".

Cláudio também diz ter uma relação afetiva com o iPod. "Quando eu era mais novo, sempre quis ter um, principalmente o iPod Touch de 4ª geração, mas não tinha condições na época. Hoje, minha vontade mesmo é ter um iPod Classic (um dos primeiros lançados). Para mim, ele é o top dos tops, mas está muito caro".

Para o especialista em Apple Filipe Esposito, a combinação entre iTunes e iPod não só ajudou a combater a pirataria, como também consolidou o aparelho no mercado. "Existiam outros tocadores de MP3, mas nenhum tinha a conveniência de uma loja própria de músicas ou um gerenciador de playlists como o iTunes", diz.

O primeiro iPod funcionava apenas com computadores Mac, o que limitou as vendas no início. Segundo Esposito, o cenário mudou quando a Apple lançou uma versão do iTunes para PC e tornou o iPod compatível com o sistema da Microsoft.

Pouco tempo depois do lançamento do iPod, a Apple também criou a iTunes Store, sua loja online de músicas.

"Pela primeira vez, os usuários podiam comprar músicas separadamente por US$ 0,99 (cerca de R$ 1,80 na época). Todo o processo era extremamente rápido e fácil, e as músicas podiam ser transferidas em segundos para o iPod", afirma.

A sensação é de que estamos cada vez mais resgatando produtos que pareciam ter ficado no passado: foi assim com os fones de ouvido com fio, com as câmeras Cyber-shot e, agora, com os iPods.

Para Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, área que estuda os impactos da tecnologia no comportamento humano, a tendência reflete uma busca por um período em que a tecnologia tinha limites mais definidos e interferia menos na atenção das pessoas.

Segundo ela, o movimento representa uma recusa simbólica da hiperconectividade e também uma tentativa de diferenciação social.

"No caso dos iPods, baixar as músicas e atualizar manualmente as playlists vão na contramão da conveniência a que fomos acostumados, mas também devolvem um certo nível de autonomia. Hoje, quando uma playlist termina, as plataformas logo sugerem uma sequência parecida para manter o usuário em um ciclo infinito", diz.

Segundo a especialista, o retorno dos fones com fio tem um efeito parecido. "A pessoa sente o cabo, que literalmente conecta o usuário ao dispositivo. Existe uma materialidade que foi eliminada com o Bluetooth", afirma.

Ela também avalia que essa busca por simplicidade acabou ficando cara, o que pode ser percebido nos preços de dispositivos antigos, como iPods, walkmans e câmeras Cyber-shot, em sites de revenda. Um iPod Classic usado — modelo que Cláudio diz sonhar em ter — pode custar mais de R$ 1 mil na internet.

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