RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Brasil está comprometido com a manutenção da América do Sul como zona de paz’, diz Lula na Índia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Política 'Brasil está comprometido com a manutenção da América do Sul como zona de paz', diz Lula na Índia Presidente discursou ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e defendeu que fortalecer o Sul Global "para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências". Por Redação g1, com AFP e RFI

Lula discursou neste sábado (21) na Índia e defendeu a manutenção da paz na América do Sul e o fortalecimento do Sul Global.

Brasil e Índia assinaram um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O pacto visa fortalecer a cooperação em minerais essenciais para tecnologias como veículos elétricos e painéis solares.

A Índia busca diversificar fornecedores e diminuir a dependência da China nesses recursos estratégicos.

O Brasil detém as segundas maiores reservas mundiais desses minerais, posicionando-se como parceiro chave.

O presidente Luiz Inácio Lula (PT) afirmou neste sábado (21) que o Brasil está comprometido com a manutenção da América do Sul como zona de paz. Lula discursou ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante sua visita à Índia.

Lula também destacou que Brasil e Índia são países com muitas similaridades e defendeu fortalecer a relação do Mercosul com o Sul Global para que nunca mais aconteça "uma guerra fria entre duas potências".

" Nós temos na Índia um país com muitas similaridades. Apesar da diferença de quantidade de habitantes, vários dos nossos problemas são similares, nossos conhecimentos científicos e tecnológicos estão próximos e, se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação bilateral Brasil-Índia A gente vai fortalecer o Sul Global, para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências".

O presidente Lula ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em 21 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Adnan Abidi

Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou Narendra Modi, ao lado de Lula.

O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.

Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética.

“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula.

“No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou.

Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”.

O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos. A Índia, que busca reduzir a dependência da China, tem investido na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de fornecedores.

Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral.

Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030.

Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial.

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Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos e terras raras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

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A Índia busca diversificar fornecedores e diminuir a dependência da China nesses recursos estratégicos.

O Brasil detém as segundas maiores reservas mundiais desses minerais, posicionando-se como parceiro chave.

O primeiro-ministro Modi declarou que o entendimento "é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes".

Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética.

“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula.

“No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou.

Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”.

O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos. A Índia, que busca reduzir a dependência da China, tem investido na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de fornecedores.

Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral.

Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030.

Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial.

O presidente Lula ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em 21 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Adnan Abidi

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Nova CNH: veja os novos limites de pontos para perder a carteira após mudança de regra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Carros Nova CNH: veja os novos limites de pontos para perder a carteira após mudança de regra Limites de pontos são diferentes a depender da quantidade de infrações gravíssimas cometidas pelo condutor nos últimos 12 meses. Motorista profissionais têm regime especial. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Em 2026, houve mudança nas regras para acúmulo de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O limite agora depende da quantidade de infrações gravíssimas cometidas nos últimos 12 meses.

A nova legislação stabelece limites de pontos variáveis para suspensão da CNH, dependendo da gravidade das infrações cometidas.

O teto de 40 pontos é concedido apenas a condutores que não cometeram nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses.

O limite para suspensão da carteira cai para 20 pontos caso o motorista acumule duas ou mais infrações gravíssimas.

Motoristas profissionais mantêm o limite de 40 pontos para suspensão, independentemente do número de infrações gravíssimas.

Este ano passou a vigorar uma nova regra para o acúmulo de pontos na CNH. Agora, o limite para suspensão da carteira depende de quantas infrações gravíssimas o condutor cometeu nos últimos 12 meses.

O teto é de 40 pontos, mas apenas para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 365 dias. Dependendo das infrações registradas, o limite para suspensão da CNH pode cair para 20 pontos.

A exceção são os condutores que exercem atividade remunerada, o que inclui motoristas de aplicativo. Nesse caso, o limite de pontos acumulados em 365 dias é sempre de 40.

Ao alcançar 30 pontos, o motorista profissional pode fazer um curso de reciclagem para reduzir a chance de ter a CNH suspensa. Essa regra vale apenas para o acúmulo de pontos e não se aplica a infrações que, sozinhas, já geram suspensão imediata da carteira.

Já os outros motoristas precisam ficar atentos para não ultrapassar os novos limites. Na dúvida, a orientação é consultar o aplicativo da CNH no celular ou o Detran do seu estado.

Limite de 40 pontos : vale para o motorista que não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses. Portanto, ele pode acumular pontos por infrações graves, médias e leves até esse teto.Limite de 30 pontos: se o motorista tiver uma infração gravíssima nos últimos 12 meses, o teto cai para 30 pontos. Nesse caso, a regra fica mais rígida e o motorista precisa redobrar a atenção.Limite de 20 pontos: com duas ou mais infrações gravíssimas no período, o total permitido cai para 20 pontos.

É preciso ficar atento ao prazo de validade desses pontos, pois eles só deixam de contar após 12 meses da data da infração.

🔎 Por exemplo: um motorista cometeu infrações leves e médias e tem 27 pontos acumulados na CNH nos últimos 12 meses. Se ele cometer uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos e o teto pode ser ultrapassado. Nesse caso, há risco de suspensão da carteira.

Além de acumular pontos, as infrações também geram multas. Os valores podem ser multiplicados por agravantes e reajustados pelos órgãos competentes.

Infrações leves: exemplos incluem parar o carro na calçada, estacionar no acostamento e buzinar em local proibido. Essas infrações somam 3 pontos à CNH e geram multa de R$ 88,38.Infrações médias: incluem circular com velocidade até 20% acima da permitida, transitar com velocidade inferior a 50% da máxima da via e parar sobre a faixa de pedestres. São 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16.Infrações graves: exemplos incluem estacionar em ciclofaixa, não usar cinto de segurança e ultrapassar em mais de 20% o limite de velocidade. Nesses casos, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23.Infrações gravíssimas: incluem dirigir sob efeito de álcool ou de substância psicoativa, deixar de prestar socorro à vítima de acidente em que o condutor esteja envolvido e estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. A multa é de R$ 293,47 e são 7 pontos na CNH.

No caso de dirigir embriagado, a multa pode chegar a quase R$ 3 mil se o teor alcoólico aferido for superior a 0,04 mg/L. Esse tipo de conduta também leva à suspensão imediata da CNH, mas não é a única infração com essa consequência.

Se o motorista cometer uma infração gravíssima autossuspensiva, a CNH fica suspensa imediatamente, independentemente da quantidade de pontos acumulados.

Alguns exemplos são transitar em velocidade 50% acima do limite da via, dirigir ameaçando pedestres, conduzir de forma a intimidar outros veículos, participar de rachas e fazer manobras perigosas.

O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros.

Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada.É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos.Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias.Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer.

Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos.

A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação.

Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.

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O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O número de navios abandonados por seus proprietários ao redor do mundo aumentou significativamente no último ano.

A instabilidade geopolítica é apontada como um dos principais fatores por trás do crescimento recente.

A crescente presença das chamadas "frotas fantasmas" pode ter contribuído para o forte aumento registrado no ano passado.

Esses navios costumam ser embarcações antigas, de propriedade obscura, muitas vezes sem condições adequadas de navegação.

O número de petroleiros abandonados e de outras embarcações comerciais disparou — Foto: AFP via BBC

Ao longo do último ano, houve um grande aumento no número de petroleiros e outras embarcações comerciais que vêm sendo abandonados por seus proprietários ao redor do mundo. O que está por trás desse aumento repentino? E qual é o impacto humano sobre os marinheiros mercantes afetados?

Ivan (nome fictício) falou com a BBC no mês passado a partir de um petroleiro que permanece abandonado fora das águas territoriais da China. Ele é um funcionário sênior de convés.

"Houve falta de carne, grãos, peixe — coisas simples para a sobrevivência", disse o fncionário russo. "Isso afetou nossa saúde e o clima operacional a bordo.

A tripulação estava com fome, a tripulação estava com raiva, e tentávamos sobreviver apenas dia após dia."

O navio — que não será identificado para proteger Ivan — transporta cerca de 750 mil barris de petróleo bruto russo, com valor nominal de aproximadamente US$ 50 milhões (R$ 260 milhões). Ele havia zarpado do Extremo Oriente da Rússia em direção à China no início de novembro.

A embarcação foi dada como abandonada em dezembro pela federação sindical internacional International Transport Workers' Federation (ITF), após a tripulação relatar que não recebia salários havia meses.

O navio permanece em águas internacionais. O nível de escrutínio em torno do caso é tal que a China, ao que tudo indica, não está disposta a permitir sua entrada em um porto.

No entanto, a ITF interveio para garantir o pagamento dos salários de Ivan e de seus colegas até dezembro, além de organizar o envio de alimentos, água potável e outros itens essenciais para o navio.

Às vezes, os navios são abandonados em portos; em outros casos, ficam à deriva no mar — Foto: ITF via BBC

Segundo a ITF, 20 navios foram abandonados ao redor do mundo em 2016. Em 2025, esse número saltou para 410, com 6.223 marinheiros mercantes afetados. Ambos os números do ano passado representaram um aumento de quase um terço em relação a 2024.

A instabilidade geopolítica é apontada como um dos principais fatores por trás do crescimento recente. Conflitos generalizados em várias partes do mundo e a pandemia de covid-19 provocaram interrupções nas cadeias de suprimento e grandes variações nos custos de frete, fazendo com que algumas empresas tenham dificuldade para se manter operando.

Mas a ITF afirma que a crescente presença das chamadas "frotas fantasmas" pode ter contribuído para o forte aumento registrado no ano passado.

Esses navios — geralmente petroleiros, como aquele em que Ivan está preso — costumam ser embarcações antigas, de propriedade obscura, muitas vezes sem condições adequadas de navegação, provavelmente sem seguro e com operações perigosas. Em geral, eles navegam sob bandeiras de conveniência (FOCs, na sigla em inglês), ou seja, são registrados em países com fiscalização regulatória muito limitada.

As embarcações dessas frotas fantasmas tentam operar fora do radar para ajudar países como Rússia, Irã e Venezuela a exportar petróleo bruto em violação às sanções ocidentais.

O caso da Rússia é um exemplo. Após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, o país passou a enfrentar sanções que limitaram o preço que poderia cobrar por seu petróleo.

Ainda assim, a Rússia encontrou compradores dispostos a pagar valores mais altos, como China e Índia — embora esta última tenha agora se comprometido a interromper as compras, conforme os termos de um recente acordo comercial com os Estados Unidos.

As bandeiras de conveniência (FOCs, na sigla em inglês) são usadas por navios mercantes há mais de um século como forma de os proprietários contornarem leis e regulações em seus países de origem. Nos anos 1920, por exemplo, era comum que navios de passageiros de propriedade americana fossem registrados no Panamá para driblar as normas da Lei Seca nos EUA e vender álcool a bordo.

Panamá, Libéria e Ilhas Marshall são hoje os Estados mais comuns de bandeira de conveniência, respondendo por 46,5% de todos os navios mercantes em termos de tonelagem. Mas a Gâmbia se tornou um novo ator nesse cenário nos últimos anos.

Em 2023, não havia nenhum petroleiro registrado na Gâmbia. Já em março do ano passado, o país havia se tornado, no papel, o Estado anfitrião de 35 dessas embarcações. Os países que oferecem esse tipo de registro recebem taxas consideráveis.

Navios com bandeira de conveniência aparecem com destaque nos casos de abandono. Em 2025, eles representaram 337 embarcações — ou 82% do total. O número exato de navios de "frotas fantasmas" dentro desse grupo não é claro, mas, dado o estado precário dessas embarcações e as estruturas de propriedade obscuras por trás delas, tudo indica que isso expõe tanto os navios quanto suas tripulações a riscos maiores.

De acordo com as diretrizes da Organização Marítima Internacional (IMO), um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de arcar com os custos de sua repatriação, ou o deixa sem a cobertura de custos e o apoio necessários, ou ainda rompe unilateralmente o vínculo com ele. Este último caso inclui a falta de pagamento dos salários contratuais por um período mínimo de dois meses.

O secretário-geral da ITF, Stephen Cotton, disse à BBC que "o abandono não é um acidente". E acrescentou: "Os marinheiros, na verdade, não sabem exatamente para onde estão indo. Eles assinam um contrato, vão para alguma outra parte do mundo e se deparam com muitos desafios diferentes."

No ano passado, tripulações da marinha mercante abandonadas ao redor do mundo tinham, juntas, US$ 25,8 milhões em salários atrasados, segundo dados de duas agências da ONU, a Organização Marítima Internacional (IMO) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A ITF afirma ter recuperado e devolvido quase dois terços desse valor, o equivalente a US$ 16,5 milhões. No navio em que Ivan está, os salários atrasados somavam cerca de US$ 175 mil no momento da primeira intervenção da ITF.

A nacionalidade mais afetada pelo abandono marítimo em 2025 foi a indiana, com 1.125 marinheiros — 18% do total. Filipinos (539) e sírios (309) aparecem em segundo e terceiro lugar.

Em setembro do ano passado, para proteger sua importante comunidade de trabalhadores do mar, o governo da Índia colocou na lista negra 86 embarcações estrangeiras por casos de abandono de marinheiros e violações de direitos. As investigações constataram que muitas delas tinham proprietários impossíveis de rastrear ou não recebiam qualquer resposta dos Estados de bandeira.

Mark Dickinson é secretário-geral do Nautilus International, um sindicato que representa profissionais do setor marítimo.

Ele responsabiliza os Estados que oferecem bandeiras de conveniência (FOCs) por uma "completa abdicação de responsabilidade" em relação às suas frotas mercantes e às tripulações que navegam sob essas bandeiras.

Segundo ele, é preciso haver "um vínculo genuíno entre os proprietários dos navios e as bandeiras sob as quais eles navegam". Esse vínculo já é exigido pelo direito marítimo internacional, mas não existe uma definição universalmente aceita do que ele significa na prática.

O navio de Ivan navegava sob uma bandeira gambiana falsa, sem registro e desconhecida pelas autoridades da Gâmbia. Desde então, ele foi aceito provisoriamente sob a bandeira de outro país africano, que, segundo informações, abriu uma investigação formal sobre a embarcação.

O inspetor da ITF Nathan Smith disse que espera que o destino do petroleiro só seja resolvido quando o petróleo for transferido para outro navio por meio de uma operação de navio a navio em alto-mar.

"Com certeza vou ter uma conversa adequada sobre as condições da embarcação, sobre pagamento e provisões. E vou recorrer à internet, onde podemos ver quais navios são proibidos, quais estão sob sanções."

Marinheiros como Ivan muitas vezes ficam à mercê dos contratos disponíveis. Com as viagens das chamadas frotas fantasmas sendo uma peça-chave da cadeia de suprimento do petróleo russo, será necessária uma cooperação internacional maior para proteger os trabalhadores do mar dos riscos inerentes ao serviço marítimo.

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Haddad diz que Brasil é ‘grande demais para ser quintal’ e defende parceria ‘madura’ com os EUA após queda de tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA anulou as tarifas de 40% impostas por Trump, que afetavam 22% das exportações brasileiras.

O tribunal justificou a decisão afirmando que Donald Trump excedeu seus poderes presidenciais na aplicação das taxas.

Mesmo com a anulação, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10%, que passará a valer também para produtos do Brasil.

Haddad assegurou que a competitividade brasileira não será prejudicada e defende uma relação "robusta" com os EUA.

Trump assina decreto com nova tarifa global de 10% depois que a Suprema Corte considerou o tarifaço do ano passado ilegal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse neste sábado (21) que o Brasil é “grande demais para ser quintal” de qualquer país e defendeu uma relação “madura” com os Estados Unidos após a Suprema Corte norte-americana derrubar o tarifaço imposto por Donald Trump.

Na sexta-feira (20), a Corte decidiu que Trump extrapolou os poderes da Presidência ao aplicar tarifas com base em uma lei de 1977. Com a decisão, deixam de valer as sobretaxas de 40% que atingiam 22% das exportações brasileiras.

Após o revés no tribunal, Trump anunciou uma tarifa global de 10%, que deve passar a valer também para produtos brasileiros. Segundo Haddad, a competitividade do Brasil não será afetada.

Em entrevista na Índia, o ministro afirmou que o país está construindo uma “ponte robusta” para restabelecer a relação com os Estados Unidos e disse acreditar que o processo deve se acelerar.

“Tudo o que nós queremos, em relação à Ásia, à Europa e aos Estados Unidos, é ter parcerias maduras, com vantagens mútuas. Não pode ser bom para um lado e ruim para o outro”, afirmou.

“O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo.”

Mais cedo, Haddad afirmou que o Brasil agiu “de forma impecável” enquanto as tarifas estavam em vigor e disse que a decisão da Suprema Corte dos EUA favorece os países afetados pela medida.

Alckmin diz que decisão da Suprema Corte dos EUA é 'importante' para o Brasil e que tarifa global de 10% preserva competitividadeDecisão da Suprema Corte de derrubar tarifas é uma vergonha, diz TrumpTarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante evento na Índia — Foto: Ricardo Reichhardt/TV Globo

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, ele aplicou uma sobretaxa de 40%, levando o total a 50%.

A medida veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Ficaram fora da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A nova alíquota entrou em vigor em 6 de agosto.

Em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de outros produtos, como café, carnes e frutas. Meses antes, em discurso na ONU, Trump afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.

Com a decisão da Suprema Corte e o novo anúncio feito nesta sexta-feira, o resultado final é uma tarifa de 10% sobre a maioria dos produtos brasileiros, segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirma.

Ele ressalta que aço e alumínio continuam com alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recém-anunciados.

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Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Trabalho e Carreira Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem Para muitos, a pausa é uma forma de evitar o burnout e repensar trajetórias profissionais, apontam entrevistados. Por Associated Press

Microaposentadorias e mini-sabáticos estão crescendo entre profissionais que buscam descanso e reinvenção da carreira — Foto: Freepik

Se você sonha acordado com uma pausa no trabalho, pode imaginar duas semanas de férias ou um fim de semana prolongado. Mas algumas pessoas ousam imaginar algo maior e encontram maneiras de dar um respiro substancial ao estresse ou à rotina diária.

Mini-sabáticos. Anos sabáticos para adultos. Microaposentadoria. Pausas prolongadas na carreira recebem muitos nomes e assumem diversas formas — desde usar o tempo entre empregos para explorar novos caminhos ou tirar uma licença aprovada pelo empregador até se tornar um nômade digital ou economizar para uma aventura de meses. Criar espaço para uma reinicialização, seja mental, física ou espiritual, é o fio condutor.

Custos, responsabilidades pessoais e o medo de serem julgados por colegas, amigos e familiares estão entre os obstáculos que impedem as pessoas de dar uma pausa na vida profissional e partir em busca de novas perspectivas, de acordo com especialistas em períodos sabáticos e pessoas que já passaram por essa experiência.

A visão dos americanos sobre tirar férias é diferente da de grande parte da Europa, onde o tempo livre e o descanso são priorizados, disse Kira Schrabram, professora assistente de gestão na escola de negócios da Universidade de Washington, que estuda trabalho significativo e sustentável.

Na União Europeia, os trabalhadores têm direito, por lei, a pelo menos 20 dias de férias remuneradas por ano.

Mas, de acordo com Schrabram, cada vez mais empresas estão permitindo semanas ou meses de licença remunerada ou não remunerada como forma de reter funcionários valiosos. Há sete anos, ela levou sua experiência em pesquisa sobre burnout para o Sabbatical Project, uma iniciativa fundada por DJ DiDonna, professora sênior da Harvard Business School, que promove o período sabático como “um ritual humano sagrado” ao qual mais pessoas deveriam ter acesso.

Schrabram, DiDonna e o professor emérito da Universidade de Notre Dame, Matt Bloom, entrevistaram 50 profissionais americanos que fizeram uma pausa prolongada em atividades não acadêmicas.

A partir das respostas, identificaram três tipos de sabáticos: férias de trabalho, que envolvem a busca de um projeto pessoal; “mergulhos livres”, que combinam aventuras emocionantes com períodos de descanso; e jornadas empreendidas por pessoas esgotadas, que se engajam em explorações transformadoras após se recuperarem o suficiente.

Mais da metade dos entrevistados financiou os próprios períodos sabáticos. Em um artigo para a Harvard Business Review, os pesquisadores defenderam o uso dessas pausas como ferramenta para recrutar, reter e desenvolver talentos.

Mas, como licenças remuneradas prolongadas não são comuns, “estamos realmente questionando a ideia de que um período sabático precisa ser patrocinado por um empregador”, disse Schrabram sobre o projeto, que criou uma rede de consultores e mentores para incentivar quem tem interesse em tirar um período sabático.

Cada vez mais pessoas estão optando por pausas prolongadas no trabalh — Foto: Ilustração da AP / Peter Hamlin

Roshida Dowe tinha 39 anos e trabalhava como advogada corporativa na Califórnia quando foi demitida, em 2018. Em vez de procurar um novo emprego imediatamente, decidiu passar um ano viajando. Surpresa com a quantidade de pessoas que perguntavam como havia conseguido, resolveu trabalhar como coach online para quem deseja fazer uma pausa na carreira.

Ela e Stephanie Perry, ex-técnica de farmácia que também tirou um ano sabático para viajar e descobriu sua vocação como coach, cofundaram a ExodUS Summit, uma conferência virtual para mulheres negras discutirem a possibilidade de tirar um ano sabático ou morar no exterior.

As palestrantes abordam tanto questões práticas, como finanças, segurança e saúde, quanto temas mais filosóficos, como o valor do descanso e a superação de traumas intergeracionais.

Dar destaque a mulheres que partiram para conhecer o mundo é algo poderoso porque “muitas de nós não estamos abertas a possibilidades que não nos foram apresentadas antes”, disse Dowe, que se mudou para a Cidde do México como parte de sua própria reinvenção.

“Quando dou consultoria para mulheres que querem tirar um período sabático, a principal coisa que elas procuram é permissão”, afirmou.

Para Perry, as férias no Brasil, em 2014, serviram de catalisador quando conheceu pessoas hospedadas no mesmo hostel que viajavam por meses, e não apenas por dias. Ela pesquisou sobre viagens econômicas e descobriu que era possível se manter com US$ 40 por dia.

Antes disso, “eu tinha certeza de que todas as pessoas que viajavam por longos períodos eram herdeiras de grandes fortunas”, disse.

O principal desafio é financeiro e social: muitos precisam planejar e enfrentar o medo de julgamento — Foto: Freepik

O custo é um obstáculo comum para quem considera fazer uma pausa na carreira. Existem maneiras criativas de contornar isso, afirmou Perry, que tem residência legal no México e um apartamento em Bogotá, na Colômbia.

Perry, que mantém um canal no YouTube onde publica vídeos sobre viagens e sobre como se tornar expatriada sendo uma mulher negra americana, arrecada dinheiro por meio dos inscritos para patrocinar mulheres negras em períodos sabáticos.

Quando Ashley Graham fez uma pausa no trabalho em uma organização sem fins lucrativos em Washington, DC, planejou uma viagem de carro que incluía visitar amigos com quem poderia se hospedar gratuitamente.

“Foi uma ótima maneira de me conectar com minha vida passada”, disse Graham, que posteriormente se mudou para Nova Orleans depois de se apaixonar pela cidade durante o período sabático.

Taylor Anderson, planejadora financeira certificada baseada em Vancouver, Washington, é especializada em ajudar clientes a planejar períodos sabáticos. Ela afirma que muitos dos mesmos princípios aplicados à poupança para um período sabático valem para a aposentadoria. Ambos exigem disciplina financeira, além da capacidade de reconhecer quando é seguro gastar.

“Falamos sobre o dinheiro respirando. Às vezes é inspirando, às vezes expirando”, disse Anderson, que também experimentou os benefícios de um período sabático para se reinventar. “Muitas vezes descobrimos que as pessoas têm dinheiro guardado, mas têm medo de gastá-lo.”

Será que todos podem se dar ao luxo de ficar um mês ou mais sem salário? Claro que não. Mas, para aqueles que conseguiram juntar uma reserva financeira, “o custo é, na verdade, menor do que se imagina”, afirmou.

Nesta foto fornecida por Micaela Sling Media, Roshida Dowe, em primeiro plano, monta um camelo acompanhada por várias participantes do ExodUS Summit — Foto: Micaela Peters/Micaela Sling Media via AP

Em 2018, os artistas Eric Rewitzer e Annie Galvin deixaram dois funcionários responsáveis por sua galeria em São Francisco para passar o verão na França e na Irlanda.

“Foi aterrador”, disse Rewitzer, que se descreve como viciado em trabalho e controlador compulsivo. “Foi um enorme exercício de confiança.”

Ao retornar a São Francisco, passou a ver a cidade de forma diferente. Sentia que sua vida estava desequilibrada — muito trabalho e pouco tempo em contato com a natureza.

Essa mudança de perspectiva levou o casal a comprar o que imaginavam ser uma casa de fim de semana na Serra Nevada. O imóvel se tornou residência permanente quando fecharam a galeria durante a pandemia de Covid-19.

Ao interromper os estudos para curtir a vida de esquiador em Vail, no Colorado, Gregory Du Bois adotou o hábito de tirar mini-sabáticos ao longo da carreira corporativa na área de TI.

A cada novo emprego, negociava períodos prolongados de férias, explicando aos gerentes que, para ter o melhor desempenho, precisava de pausas para recarregar as energias.

“É um estilo de vida tão arraigado que quase não o considero um período sabático”, disse Du Bois, que se aposentou da área de tecnologia e passou a trabalhar como coach de vida em Sedona, no Arizona. “Para mim, é uma regeneração espiritual.”

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Trump diz que vai aumentar para 15% tarifa global de importação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Mundo Trump diz que vai aumentar para 15% tarifa global de importação O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h depois de informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou. Por Redação g1

Donald Trump anunciou em sua rede social Truth Social o aumento das tarifas globais de importação para 15%. Percentual é maior do que anunciado antes, de 10%.

A Suprema Corte derrubou a política tarifária anterior, exigindo "autorização clara do Congresso" para tais medidas.

Trump justificou a elevação para corrigir "décadas de práticas comerciais injustas" e manter sua estratégia "Making America Great Again".

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou na tarde deste sábado (21) que elevará as tarifas globais de importação para 15%. Na sexta-feira, a Suprema Corte do país derrubou o tarifaço imposto no ano passado.

O anúncio foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h depois de informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou.

Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana.

No comunicado, Trump afirma que, após “uma análise completa e detalhada” de uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA contrária a parte de sua política tarifária, decidiu elevar imediatamente a tarifa mundial de 10% para 15%.

Na mensagem publicada por volta das 13h, o presidente disse que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes, e que nas próximas semanas a administração Trump definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” que serão aplicadas globalmente.

Ele também reforçou que a medida faz parte da estratégia para continuar o processo de “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!” (tornando a América grande novamente — ainda maior do que antes).

“…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, com efeito imediato, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%.”

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump.

Na prática, os juízes confirmaram a decisão de instância inferior que concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a IEEPA, de 1977.

Em reunião com governadores estaduais, Trump classificou a decisão como "uma vergonha" e disse que j tinha um "plano B" para manter as taxas sobre produtos importados, segundo a agência Reuters.

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Derrubada de tarifaço pela Suprema Corte dos EUA impacta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras, estima CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Donald Trump classificou a decisão da Suprema Corte como "uma vergonha" — Foto: Getty Images

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar o chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a importações de alguns países impacta o correspondente a US$ 21,6 bilhões em vendas externas brasileiras ao país.

O cálculo foi feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC).

Sobre alguns produtos brasileiros, o presidente Donald Trump havia imposto uma sobretaxa que variava de 10% a 40% – derrubada pela Justiça dos EUA.A decisão do tribunal atingiu principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço e alumínio, não foram afetadas.

“Acompanhamos a decisão de hoje com atenção e cautela. O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, tendo em vista a relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele destacou que a instituição seguirá monitorando os desdobramentos para avaliar com mais precisão os impactos para o Brasil.

Após a decisão da Suprema Corte, Trump classificou a definição como "uma vergonha" e informou que usará um novo instrumento legal para aplicar uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato.

O republicano afirmou ainda que há “métodos ainda mais fortes” à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. “Outras saídas serão usadas”, disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar “ainda mais dinheiro”.

Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado — uma queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões.

Com isso, o déficit comercial do Brasil com os americanos cresceu de forma expressiva, somando US$ 7,53 bilhões no ano passado. O avanço foi de quase 2.900% na comparação com 2024, quando o déficit foi de US$ 253 milhões.

Dados da série histórica do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009, há 17 anos. O resultado negativo de 2025 foi o pior desde 2022, em um intervalo de três anos.

O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio.Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes.Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Nesta sexta-feira, a Suprema Corte dos EUA derrubou tarifas adicionais de 10% a 40% que ainda vigoravam para alguns produtos brasileiros.

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Jornada diária de até 12h e salário em moeda estrangeira: a polêmica reforma trabalhista de Milei que gerou greves e protestos na Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A reforma trabalhista de Milei, já aprovada na Câmara, retornará ao Senado após a retirada de um artigo sobre licença médica.

O governo defende a reforma como "modernização" para gerar empregos formais, mas críticos a veem como um retrocesso de direitos.

A Argentina enfrenta alta informalidade, com quase metade dos trabalhadores sem direitos como seguro saúde e previdência.

A proposta redefine o cálculo de indenização por demissão e amplia a lista de "serviços essenciais" com restrições de greve.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou greve e protestos, declarando que "direitos não são negociáveis".

Na Argentina, existe um amplo consenso de que uma reforma trabalhista é necessária — Foto: AFP/Getty Images

A Argentina está discutindo uma reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei, que pretende redefinir as condições de trabalho no país. Mas o assunto vem causando polêmica e polarização. O governo descreve a iniciativa como uma "modernização" das relações trabalhistas, enquanto críticos dizem que se trata de um grande retrocesso.

Na quinta-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou preliminarmente o projeto de lei, que já havia passado no Senado uma semana antes.

No entanto, um artigo polêmico sobre licença médica foi retirado pelo partido governista durante a votação na Câmara dos Deputados, o que significa que o projeto terá que retornar ao Senado para poder virar lei.

O debate de quinta-feira no Congresso ocorreu em meio a uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) — a principal central sindical do país — e manifestações na Praça dos Congressos, onde os deputados estavam reunidos.

Entre as propostas mais polêmicas estão a extensão da jornada de trabalho para um máximo de 12 horas, o cálculo da indenização por demissão e restrições na licença médica.

Para muitos setores da sociedade, a proposta de Milei representa um debate há muito esperado na Argentina, um país com longa tradição sindical e amplos direitos trabalhistas que muitos consideram antiquados.

"Nossa legislação trabalhista foi consolidada na década de 1970 e reflete um mundo diferente, um modelo trabalhista baseado em funcionários de escritório e operários de fábrica", disse Miguel Ángel Maza, professor de Direito do Trabalho, à BBC Mundo.

Hoje, o país enfrenta um nível recorde de informalidade, com quase metade dos trabalhadores sem direitos trabalhistas garantidos.

Esse número representa quase 6 milhões de pessoas que não têm direito a seguro saúde, licença médica, indenização por demissão ou contribuições para a previdência.

Entre os menores de 29 anos, a taxa de emprego informal chega a quase 6 em cada 10, e esse número é ainda maior entre as mulheres jovens, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos.

A insegurança no trabalho vem aumentando nos últimos 13 anos, com mais trabalhadores em empregos informais, de acordo com dados do Sistema Integrado de Pensões da Argentina e da Pesquisa Permanente de Domicílios.

Em meio ao debate parlamentar sobre a reforma trabalhista, a principal fabricante de pneus da Argentina anunciou seu fechamento — Foto: Getty Images/via BBC

Entre os principais pilares da reforma, o governo propõe permitir a extensão da jornada de trabalho diária de 8 para 12 horas sem a necessidade de pagamento de horas extras, desde que o período de descanso de 12 horas seja respeitado e o limite legal semanal de 48 horas não seja ultrapassado.

Para tanto, será criado um banco de horas extras para cada funcionário, que a empresa poderá compensar com folgas ou dias de folga em vez de dinheiro.

"Não é o ideal, mas a realidade é que muitas pessoas trabalham mais de 8 horas, muitíssima gente, e nem sempre recebem horas extras", diz Maza.

O governo defende que os trabalhadores poderão negociar, por exemplo, trabalhar mais horas todos os dias de segunda a quinta-feira e ter folga às sextas-feiras.

O projeto de lei permite o pagamento de salários em moeda nacional ou estrangeira, em uma economia onde o dólar tem grande importância, e também uma parte em "benefícios em espécie, moradia ou alimentação".

Este ponto implica que o empregador tem maior liberdade para negociar novas condições após a assinatura do contrato.

A fórmula para o cálculo da indenização por demissão está sendo redefinida, restringindo o que constitui remuneração do empregado.

Caso a medida seja aprovada, férias, bônus e outros itens não incluídos no salário mensal serão excluídos do cálculo.

O partido governista argumenta que se desenvolveu na Argentina uma "indústria de litígios trabalhistas" porque, devido a regulamentações vagas, juízes estavam concedendo indenizações que multiplicavam os salários por dezenas de vezes, incentivando os empregados a recorrerem à justiça.

Em relação às demissões, o governo propôs a criação de um fundo com contribuições patronais, que poderia ser usado para o pagamento das indenizações.

Essa porcentagem viria das contribuições patronais já existentes, portanto sem custos adicionais aos empregadores. Já o Estado receberia menos dinheiro.

O projeto ainda amplia a lista de "serviços essenciais" que têm fortes restrições ao direito de greve, incluindo o setor da educação e serviços alfandegários, entre outros.

A reforma estabelece alterações na lei sobre sindicatos. As assembleias sindicais não poderão interromper o funcionamento normal da empresa, precisarão da autorização do empregador e o trabalhador não será remunerado durante esse período.

A proposta inclui benefícios fiscais para incentivar as empresas a contratarem novos funcionários. As empresas que contratarem desempregados, trabalhadores autônomos ou ex-funcionários públicos receberão descontos nas contribuições previdenciárias patronais durante os primeiros quatro anos.

O artigo 44 do projeto de lei, que foi retirado pelo próprio governo após a primeira votação no Senado, estipulava que, em casos de licença médica ou acidentes não relacionados ao trabalho, os trabalhadores receberiam 50% ou 75% do seu salário, dependendo do caso. Hoje, o valor é de 100%.

A reforma de Milei surge em um momento de fechamento de vagas qualificadas na Argentina. O setor industrial acumulou uma perda de quase 65 mil empregos nos últimos dois anos, segundo a União Industrial Argentina (UIA).

Milei pôs fim às políticas protecionistas anteriores, que descreveu como as de empresários que "caçavam dentro de um zoológico" e que elevavam o custo dos produtos para os argentinos.

Para o partido governista, o problema tem origem em governos anteriores, com uma legislação atual contraproducente.

O governo acredita que o novo marco regulatório gerará mais empregos formais devido aos menores custos para as empresas.

"Esta lei representa um ponto de virada na história trabalhista argentina", afirmou a Presidência da República em um comunicado à imprensa após a aprovação do projeto pelo Senado.

"Após anos de litígios trabalhistas que beneficiaram apenas alguns, burocracia excessiva e regulamentações obsoletas diante de profundas mudanças econômicas e tecnológicas, estamos agora diante de uma profunda transformação que restaura a previsibilidade, o dinamismo e a liberdade do mercado de trabalho."

O documento enfatiza que a iniciativa é "uma reforma estrutural destinada a atualizar um sistema que, durante décadas, excluiu milhões de argentinos do emprego formal e dificultou a criação de empregos registrados".

Milei já havia insistido em diversas ocasiões sobre a necessidade de atualizar as normas trabalhistas na Argentina.

Antes da sessão na Câmara dos Deputados, um debate acalorado aconteceu na quarta-feira em uma comissão parlamentar, onde Gabriel Buenos, diretor de assuntos corporativos da Rappi, aplicativo de entrega em domicílio, defendeu a proposta.

"Apoiamos esse tipo de discussão. Precisamos de regras claras que permitam o desenvolvimento da economia de plataformas", afirmou Buenos, segundo a imprensa argentina.

O principal sindicato da Argentina colou cartazes em espaços públicos falando em perda de direitos trabalhistas — Foto: Getty Images/via BBC

Uma das principais críticas às mudanças é que elas equiparam o poder de negociação das empresas ao dos trabalhadores.

"A reforma tem uma falha fundamental muito grave e perigosa. Ela mascara a crença ideológica de que as relações de trabalho são relações comuns, de que o direito do trabalho não é necessário. É uma descrença na inferioridade do trabalhador em relação ao empregador", diz Maza.

"O direito do trabalho não é uma invenção peronista; ele surge do reconhecimento de que o trabalhador, individualmente, não pode negociar em igualdade de condições com o empregador", acrescentou.

Segundo o especialista em direito do trabalho, a nova lei incentivará a demissão de trabalhadores, pois os empregadores não hesitarão em usar o fundo criado especificamente para esse fim.

"Minha experiência me diz que o emprego provavelmente não aumentará após a medida, porque a contribuição para a previdência social não é o fator mais importante. O que os empregadores levarão em consideração ao contratar é se terão clientes e se a margem de lucro permitirá a sustentabilidade do negócio", afirmou.

O líder do bloco de oposição peronista, União pela Pátria, Germán Martínez, declarou antes da votação de quinta-feira que "a lei é horrível e absolutamente inconstitucional".

"Longe de ser uma lei que moderniza, é uma lei que nos faz retroceder e não acrescenta nenhum novo direito aos trabalhadores. Pelo contrário, o que ela faz é gerar um processo regressivo em termos de direitos, sem precedentes na Argentina", acrescentou à Rádio 10.

"Atacam os direitos dos trabalhadores, atacam a indústria nacional e o futuro do país. Direitos não são negociáveis", declarou a CGT (Confederação Geral do Trabalho) após convocar uma greve.

Os governadores das províncias de Buenos Aires, Terra do Fogo, Formosa, Santiago del Estero, La Rioja e La Pampa manifestaram sua rejeição à reforma.

"Estamos convencidos da necessidade de empreender reformas e transformações nos marcos regulatórios que governam o mundo do trabalho", disse o governador peronista Axel Kicillof nas redes sociais.

"No entanto, nenhuma reforma pode ter como objetivo desmantelar direitos arduamente conquistados ou reduzir proteções, mas sim, pelo contrário, reconhecer novas garantias em um mercado de trabalho instável", acrescentou o governador.

Em meio a acusações cruzadas e opiniões divergentes sobre o assunto, os mais céticos acreditam que a reforma pode simplesmente manter o status quo.

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Azul diz que reduziu em 1,1 bilhão de dólares as dívidas de empréstimos e financiamentos com recuperação judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Campinas e Região Azul diz que reduziu em 1,1 bilhão de dólares as dívidas de empréstimos e financiamentos com recuperação judicial Em comunicado, companhia diz que deixa o processo do Capítulo 11 da Lei de Falências com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações. Por g1 Campinas e Região

A recuperação judicial da Azul resultou na redução total de cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas, incluindo arrendamento de aeronaves.

A companhia aérea obteve US$ 850 milhões em novos investimentos em ações ao finalizar o processo de reestruturação financeira.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava queda de mais de 2 bilhões de dólares e o aporte de 950 milhões de dólares.

A saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil – foi anunciado nesta sexta-feira (20).

O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos.

Somada a queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares.

Além da redução das dívidas, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares.

A saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil – foi anunciado na noite de sexta-feira (20) pela companhia aérea brasileira.

Além da redução dos valores de empréstimos e financiamentos e da queda de cerca de 40% na dívida por arrendamento de aeronaves, os outros resultados indicados pela companhia são:

redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.

"Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global", destacou John Rodgerson, CEO da Azul, em comunicado.

Na quinta, a Azul havia anunciado três acordos para investimentos de 300 milhões de dólares que serão feitos por duas companhias aéreas norte-americanas, além de outros credores como parte do processo de recuperação judicial.

Os aportes serão feitos pela American Airlines e pela United Airlines, que vão investir 100 milhões de dólares cada. Nos dois casos, a expectativa é que as companhias recebam ações da Azul.

O comunicado da Azul, feito para o mercado na quarta-feira (18), indica que a companhia firmou acordo de investimento adicional com "determinados credores existentes", sem detalhar quais são, na ordem de mais 100 milhões de dólares.

O plano de converter parte das dívidas em ações chegou a gerar uma queda de até 70% na Bolsa de Valores em 8 de janeiro deste ano. A estratégia é fazer com que os credores deixem de receber juros e passam a se tornar acionistas.

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1

No comunicado em que informa a saída do Chapter 11, nesta sexta, a Azul destaca que o processo foi concluído em menos de nove meses.

Segundo a companhia, a operação com cerca de 800 voos diários, com pontualidade de 85,1% e 32 milhões de clientes atendidos em 2025.

Voo da Azul no Amapá é cancelado após problemas em pneu de avião — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica

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