RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de ‘novo Deepseek’

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Tecnologia Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de 'novo Deepseek' Empresa viralizou no começo do ano com agente de IA e depois mudou sua sede para Singapura. Por Reuters

A Meta anunciou nesta segunda-feira (29) que vai comprar a startup de inteligência artificial Manus, acelerando os esforços para integrar IA avançada em todas as suas plataformas.

A Manus foi fundada na China mas possui sede em Cingapura. Ela viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo.

A Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (29) que vai comprar a startup de inteligência artificial Manus, acelerando os esforços para integrar IA avançada em todas as suas plataformas.

Ela viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções necessárias do que os chatbots de IA como o ChatGPT e o DeepSeek. Isso levou os comentaristas a chamá-la de a próxima DeepSeek da China, e ela foi aclamada pela televisão estatal chinesa.

Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlegoAgentes de IA são aposta de empresas, e quem domina pode ganhar até R$ 20 mil

Meses depois, a empresa mudou sua sede para Cingapura, juntando-se a uma onda de outras empresas chinesas que fizeram o mesmo para reduzir os riscos decorrentes das tensões entre os Estados Unidos e a China.

A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI. Ela também tem uma parceria estratégica com a Alibaba para colaborar em seus modelos de IA.

A Meta operará e venderá o serviço Manus e o integrará em seus produtos para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, informou a empresa.

Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas uma fonte com conhecimento direto do assunto disse que o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.

Gigantes da tecnologia, como a Meta, têm aumentado os investimentos em IA por meio de aquisições estratégicas e contratações de talentos, à medida que enfrentam a acirrada concorrência do setor.

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

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WePink é multada em R$ 1,5 milhão pelo Procon-SP; entenda o que motivou a punição

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Virginia Fonseca, a sócia, Samara Pink, e seu marido, Thiago Stabile, nos bastidores de live shopping da marca WePink — Foto: Reprodução/Instagram

O Procon-SP anunciou nesta segunda-feira (29) a aplicação de uma multa de R$ 1.566.416,66 à empresa WePink, da influenciadora Virginia Fonseca, por “diversas infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC)”.

Segundo o órgão, a penalidade foi aplicada após sucessivas reclamações de consumidores da marca de cosméticos.

Descumprimento de prazos de entrega;Envio de pedidos incompletos;Demora excessiva para estorno de valores;Atraso na entrega de itens substituídos por defeito.

A investigação também considerou queixas sobre falhas no atendimento a consumidores que exerceram o “direito de arrependimento”, que permite ao cliente devolver o produto e receber o reembolso em até sete dias após o recebimento de compras feitas pela internet ou por telefone.

De acordo com nota do Procon-SP, a “WePink deixou de informar dados obrigatórios para o comércio eletrônico como o endereço físico e e-mail para contato”.

O valor da multa foi definido com base na gravidade das infrações, na condição financeira da empresa e nos benefícios obtidos.

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FedEx encerra transporte doméstico no Brasil e concentra força no internacional

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios FedEx encerra transporte doméstico no Brasil e concentra força no internacional A operação será descontinuada de forma gradual, enquanto a empresa mantém serviços internacionais e soluções de supply chain no país. Por Redação g1 — São Paulo

A FedEx deu início ao processo de encerramento de suas operações de transporte doméstico no Brasil.

A decisão foi comunicada na quarta-feira (7) a clientes e parceiros e envolve o desligamento de colaboradores vinculados ao serviço nacional.

Segundo a companhia, o movimento faz parte de um realinhamento estratégico de sua atuação no país.

Com a mudança, a empresa informou que manterá no Brasil apenas as operações voltadas ao transporte internacional e aos serviços de supply chain.

A FedEx informou a clientes e parceiros que vai encerrar o transporte doméstico no Brasil. O processo será gradual e prevê um período de transição de cerca de 30 dias. As coletas nacionais seguirão até 6 de fevereiro de 2026, e as entregas já contratadas serão realizadas conforme o previsto.

A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (7). Durante essa etapa, a empresa afirmou que manterá o suporte operacional e o atendimento aos clientes, e que o desligamento de equipes faz parte do processo de reestruturação.

Segundo a companhia, o movimento faz parte de um realinhamento estratégico de sua atuação no país. Com a mudança, a empresa informou que manterá no Brasil apenas as operações voltadas ao transporte internacional e aos serviços de supply chain — incluindo POS (máquinas de cartão).

"Como parte dos nossos esforços contínuos para fortalecer a rede global da FedEx e responder proativamente às dinâmicas do mercado, decidimos concentrar nossas operações no Brasil no transporte internacional – tanto aéreo quanto rodoviário – e em serviços de supply chain, incluindo POS (máquinas de cartão de crédito)", diz o comunicado.

👉 A empresa estabeleceu um período de transição de aproximadamente 30 dias e informou que manterá as coletas domésticas até 6 de fevereiro de 2026, além de concluir as entregas já contratadas dentro dos prazos acordados. 👉 Durante esse período, a companhia afirma que continuará prestando suporte operacional e atendimento aos clientes.

O processo de desmobilização, previsto para avançar até junho, inclui o fechamento de estruturas operacionais ligadas ao transporte doméstico e a reorganização dos ativos logísticos atualmente utilizados nessas atividades.

Em nota, a empresa afirmou que a decisão é uma “resposta proativa às dinâmicas do mercado”. A companhia ainda destacou que permanece comprometida com o cumprimento das obrigações contratuais e com a prestação de serviços aos clientes no país.

"Como parte dos nossos esforços contínuos para fortalecer a rede global da FedEx e responder proativamente às dinâmicas do mercado, decidimos concentrar nossas operações no Brasil no transporte internacional – tanto aéreo quanto rodoviário – e em serviços de supply chain, incluindo POS (máquinas de cartão de crédito). Essas áreas continuam sendo essenciais para conectar nossos clientes no Brasil e nos mercados globais.

A FedEx permanece totalmente comprometida com o cumprimento de todas as obrigações contratuais e com a prestação de um serviço confiável aos seus clientes, bem como em apoiar empresas em todo o país com soluções logísticas e de supply chain confiáveis, seguras e eficientes que refletem os mais altos padrões da FedEx."

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Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação por bactéria

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Saúde Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação por bactéria Medida é preventiva e envolve recall voluntário de lotes no Brasil e em outros países; consumo pode causar vômitos, diarreia e letargia. Por Redação g1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil. A decisão consta da Resolução nº 32/2026, publicada nesta quarta-feira (7), e tem caráter preventivo.

Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O aviso sobre o risco foi feito à agência pela Nestlé, que começou a recolher os lotes de forma voluntária.

A ingestão de alimentos contaminados pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia —caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e do raciocínio, além de dificuldade de reação.

A Nestlé informou que iniciou recolhimento voluntário dos produtos no Brasil e em outros países. A toxina foi detectada em itens provenientes de uma fábrica na Holanda, associada a um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados, o que levou à decisão de ampliar o recall de forma internacional.

Verifique o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis das marcas afetadas.Não utilize nem ofereça o produto se ele pertencer a um dos lotes recolhidos. Os demais lotes não foram afetados.Para trocas ou devoluções, procure o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé indicado na embalagem.Se a criança apresentar vômitos, diarreia ou sonolência excessiva após o consumo, procure atendimento médico. Ao buscar assistência, informe o alimento ingerido e, se possível, leve a embalagem.

Segundo a empresa, consumidores que tiverem produtos dos lotes especificados devem suspender imediatamente seu uso e entrar em contato com a área de Atendimento ao Consumidor para a devolução do item e reembolso integral. Para isso, a empresa disponibiliza os canais falecom@nestle.com.br ou 0800 761 2500, atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Em nota, a Nestlé afirma que, até o momento, não há registro de casos confirmados de reações adversas associadas aos produtos incluídos no recall, em nenhuma parte do mundo.

Ainda de acordo com a empresa, os consumidores que possuírem produtos dos lotes afetados devem interromper imediatamente o uso e entrar em contato com o Atendimento ao Consumidor da Nestlé para devolução gratuita e reembolso integral.

"A Nestlé afirma que está atuando em cooperação com as autoridades competentes e reforça que qualidade e segurança dos alimentos são prioridades inegociáveis. Após a identificação da inconformidade, a empresa realizou uma investigação interna, que apontou uma falha em um ingrediente fornecido por um terceiro. O fornecedor foi notificado e os protocolos de controle de qualidade foram reforçados para evitar recorrências."

Também nesta semana, a Anvisa determinou o recolhimento e a proibição da comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones da marca D'Viez, contaminados por fungos.

Ainda foram suspensos produtos alimentícios que levam cogumelos sem autorização para uso em alimentos no Brasil. As medidas foram publicadas em resolução no Diário Oficial da União.

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Warner rejeita oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount por considerar negócio arriscado

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios Warner rejeita oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount por considerar negócio arriscado Conselho da Warner afirmou que a proposta envolve alto endividamento, traz riscos à conclusão do negócio e oferece menos proteção aos acionistas do que a fusão com a Netflix. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

A Warner Bros. Discovery anunciou nesta quarta-feira (7) que seu conselho de administração rejeitou, por unanimidade, a oferta de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões, na cotação atual) apresentada pela Paramount Skydance para a aquisição do estúdio.

Segundo a empresa, a proposta revisada em 22 de dezembro de 2025 não se enquadra como uma “proposta superior”, nos termos previstos no acordo de fusão firmado com a Netflix no início do mês. Com isso, a Warner recomendou que seus acionistas rejeitem a oferta.

Após a Netflix anunciar um acordo de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões) para comprar os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner, a Paramount Skydance apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para assumir o controle da empresa.

Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação.

A Warner Bros. Discovery anunciou nesta quarta-feira (7) que seu conselho de administração rejeitou, por unanimidade, a oferta de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões, na cotação atual) apresentada pela Paramount Skydance para a aquisição do estúdio.

Segundo a empresa, a proposta revisada em 22 de dezembro de 2025 não se enquadra como uma “proposta superior”, nos termos previstos no acordo de fusão firmado com a Netflix no início do mês. Com isso, a Warner recomendou que seus acionistas rejeitem a oferta.

Após a Netflix anunciar um acordo de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões) para comprar os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner, a Paramount Skydance apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para assumir o controle da empresa.

🔎 Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da empresa que está sendo alvo. Em vez de negociar "amigavelmente" com os executivos, quem faz a oferta vai direto aos acionistas, normalmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle.

Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação.

Ainda assim, a decisão divulgada pela Warner nesta quarta-feira afirma que o conselho reafirmou seu apoio à proposta da Netflix e voltou a recomendar que os acionistas rejeitem a investida da Paramount Skydance.

Em comunicado, o presidente do conselho da Warner Bros. Discovery, Samuel A. Di Piazza Jr., afirmou que a proposta da Paramount oferece valor insuficiente e envolve riscos elevados, principalmente por depender de um grande volume de financiamento por dívida.

▶️ Financiamento por dívida é quando uma empresa usa empréstimos para bancar uma compra. No caso da Paramount, a aquisição da Warner dependeria de um volume muito alto de dinheiro emprestado, o que elevaria o endividamento e aumentaria o risco de o negócio não ser concluído.

Segundo a avaliação do conselho, a estrutura da proposta aumenta a incerteza quanto à conclusão do negócio e oferece pouca proteção aos acionistas caso a operação não seja concluída.

“A oferta da Paramount continua oferecendo valor insuficiente, pois depende de um volume elevado de financiamento por dívida. Isso aumenta os riscos de conclusão do negócio e reduz as garantias aos acionistas caso a transação não se concretize. Já o acordo vinculativo com a Netflix oferece mais valor e previsibilidade, sem os riscos e custos relevantes que a proposta da Paramount imporia aos investidores”, afirmou o presidente do conselho.

A Warner Bros. afirmou que a proposta da Paramount deixaria a empresa com uma dívida estimada em US$ 87 bilhões após a conclusão do negócio, o que tornaria a operação a maior aquisição já financiada majoritariamente por empréstimos.

Segundo o conselho, a Paramount teria de levantar um volume de recursos muito superior ao seu próprio tamanho, o que elevaria significativamente o risco da transação.

A Warner informou ainda que enviou uma carta aos investidores detalhando os motivos da decisão e reforçou que seguirá com o plano de fusão com a Netflix, considerado o caminho que oferece o melhor equilíbrio entre retorno e segurança.

Dias antes da divulgação da garantia financeira oferecida por Larry Ellison, o conselho da Warner Bros. Discovery já havia recomendado que os acionistas rejeitassem a proposta da Paramount.

Anunciado pela Netflix, o acordo avalia a Warner Bros. Discovery em cerca de US$ 82,7 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 72 bilhões seriam pagos diretamente aos acionistas.

A operação permitiria à Netflix fortalecer sua produção própria e expandir sua atuação para áreas como games, eventos ao vivo e novos serviços, além de manter os lançamentos de filmes da Warner nos cinemas.

A investida da Paramount ocorreu poucos dias após o anúncio do acordo com a Netflix e foi classificada como hostil, por contrariar a recomendação do conselho da Warner.

Embora o valor por ação seja maior, o custo total da transação, incluindo dívidas, chega a US$ 108,4 bilhões, exigindo uma estrutura de financiamento mais complexa, o que levantou dúvidas no mercado.

A disputa envolve mais do que valores financeiros. Quem assumir o controle da Warner passará a deter um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, com franquias de sucesso, produções da HBO e o HBO Max, em um cenário de forte concorrência no setor de streaming.

Como é de seu conhecimento, ao final do ano passado o Conselho de Administração concluiu um amplo processo com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas, que resultou na celebração de um acordo de fusão com a Netflix. Desde então, a Paramount Skydance (“PSKY”), uma das participantes desse processo, lançou uma oferta pública hostil para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD), posteriormente revisada em 22 de dezembro de 2025.

Após análise detalhada, o Conselho de Administração concluiu, por unanimidade, que a oferta revisada da PSKY continua inadequada. A proposta oferece valor insuficiente, apresenta incertezas relevantes quanto à capacidade de conclusão da transação e impõe riscos e custos significativos aos acionistas da WBD caso não seja finalizada. Diante disso, o Conselho recomenda unanimemente que os acionistas rejeitem a oferta da PSKY. Para uma avaliação completa dos fundamentos dessa recomendação, orientamos a leitura integral do Formulário 14D-9, incluindo a emenda apresentada nesta data.

O Conselho avaliou que a oferta da PSKY é inferior quando comparada à fusão com a Netflix, considerando os custos, riscos e incertezas envolvidos. Nos termos do acordo com a Netflix, os acionistas da WBD receberão uma contraprestação significativa, composta por US$ 23,25 em dinheiro e ações ordinárias da Netflix, com valor-alvo adicional baseado na cotação das ações da empresa no fechamento da transação, o que oferece potencial de criação de valor no longo prazo.

Além disso, os acionistas da WBD manterão participação na Discovery Global, uma empresa com escala relevante, presença global diversificada e ativos líderes nas áreas de esportes e notícias, além de flexibilidade estratégica e financeira para perseguir suas próprias iniciativas de crescimento.

O Conselho também considerou os custos diretos e a perda de valor associados à aceitação da oferta da PSKY. A WBD teria de arcar com uma taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões para encerrar o acordo com a Netflix, além de uma taxa adicional de US$ 1,5 bilhão relacionada à troca de dívida planejada e aproximadamente US$ 350 milhões em despesas adicionais com juros. No total, esses custos somariam cerca de US$ 4,7 bilhões, ou US$ 1,79 por ação. Na prática, isso reduziria substancialmente o valor líquido da taxa de rescisão regulatória da PSKY, de US$ 5,8 bilhões para apenas US$ 1,1 bilhão, em caso de fracasso da transação. O acordo com a Netflix, por sua vez, não impõe custos semelhantes à WBD.

O elevado volume de financiamento por dívida previsto na oferta da PSKY aumenta significativamente o risco de não conclusão da transação, especialmente quando comparado à estrutura mais segura da fusão com a Netflix. A PSKY, avaliada em cerca de US$ 14 bilhões em valor de mercado, busca realizar uma aquisição que exigiria aproximadamente US$ 94,65 bilhões em financiamento total — quase sete vezes o seu tamanho. Para isso, a empresa precisaria contrair mais de US$ 50 bilhões em dívida adicional junto a múltiplos parceiros financeiros.

Na prática, a operação proposta pela PSKY configura uma aquisição alavancada (LBO), que seria a maior já realizada, com dívida bruta estimada em US$ 87 bilhões e alavancagem próxima de sete vezes o EBITDA projetado para 2026, antes das sinergias. O Conselho avaliou que esse tipo de estrutura eleva substancialmente os riscos, pois depende da disposição contínua dos credores em honrar os compromissos de financiamento no fechamento do negócio. Mudanças no ambiente econômico, no setor ou no desempenho financeiro das empresas envolvidas podem comprometer esses acordos, como demonstram precedentes históricos.

Esses riscos são agravados pela situação financeira atual da PSKY, que possui classificação de crédito abaixo do grau de investimento, fluxo de caixa livre negativo e forte dependência do negócio tradicional de TV linear. Além disso, o prazo estimado para conclusão da transação, de 12 a 18 meses, amplia a exposição a incertezas e pressões financeiras adicionais.

O Conselho também destacou que as restrições operacionais impostas à WBD durante esse período poderiam prejudicar suas operações, limitar decisões estratégicas e abrir espaço para que a PSKY alegue a ocorrência de um “efeito adverso relevante”, o que poderia resultar na rescisão ou renegociação do acordo.

Em contraste, a Netflix possui valor de mercado próximo de US$ 400 bilhões, balanço sólido, classificação de crédito A/A3 e geração robusta de caixa. O acordo com a Netflix também garante maior flexibilidade operacional à WBD até a conclusão da transação. Por esses motivos, o Conselho reafirmou que a fusão com a Netflix permanece superior à oferta revisada da PSKY.

Caso a PSKY não consiga concluir a oferta, os acionistas da WBD enfrentariam custos relevantes e potencial destruição de valor. As restrições operacionais impostas poderiam comprometer a posição competitiva da empresa, dificultar a retenção de talentos e impedir a execução de iniciativas estratégicas importantes, como a separação planejada da Discovery Global e da Warner Bros.

Além disso, a WBD ficaria impedida de concluir a troca de dívida planejada e de refinanciar seu empréstimo-ponte de US$ 15 bilhões sem o consentimento da PSKY, reduzindo significativamente sua flexibilidade financeira. Se a transação não fosse concluída, os acionistas permaneceriam com ações de uma empresa limitada em suas principais decisões por até 18 meses.

A compensação financeira prevista nesse cenário também foi considerada insuficiente. O valor líquido da taxa de rescisão regulatória, de US$ 1,1 bilhão, representa apenas 1,4% do valor total da transação, percentual considerado inadequado para compensar os potenciais danos aos negócios da WBD.

Por outro lado, caso a fusão com a Netflix não seja concluída por razões regulatórias, a WBD receberá uma taxa de rescisão de US$ 5,8 bilhões e seguirá executando iniciativas estratégicas voltadas à criação de valor no longo prazo.

Apesar de diversas interações e orientações claras fornecidas pelo Conselho, pela administração e por seus consultores, a PSKY não conseguiu apresentar uma proposta que superasse ou sequer se equiparasse ao acordo com a Netflix. Mesmo após ter tempo suficiente para analisar o acordo de fusão já firmado, a PSKY optou por manter uma proposta que preserva as fragilidades previamente apontadas.

O Conselho de Administração negociou um acordo com a Netflix que maximiza o valor e reduz riscos de forma consistente. Por isso, acreditamos unanimemente que essa fusão representa a melhor alternativa para os acionistas e seguimos focados em avançar com a transação para entregar valor sustentável no longo prazo.

Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes — Foto: REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

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Nestlé faz recall de lotes de fórmulas infantis em mais de 30 países por risco de toxina

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Nestlé anunciou nesta terça-feira (6) um recall de alguns lotes de produtos de nutrição infantil, incluindo as fórmulas SMA, BEBA e NAN, principalmente na Europa, devido à possível contaminação por uma toxina que pode causar náuseas e vômitos.

A multinacional suíça informou que o recall abrange lotes vendidos em toda a Europa, além da Turquia e da Argentina, devido à possível contaminação por cereulida, uma toxina produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus.

O recall, iniciado em menor escala em dezembro, aumenta a pressão sobre o novo presidente-executivo, Philipp Navratil, que tenta retomar o crescimento do grupo por meio de uma revisão do portfólio.

A Nestlé afirmou, no fim da segunda-feira, que nenhuma doença havia sido confirmada em relação aos produtos recolhidos.

A empresa informou que identificou o risco potencial em uma fábrica na Holanda. Já a autoridade holandesa de segurança alimentar (NVWA) afirmou que a investigação mostrou que a matéria-prima contaminada foi usada em vários locais de produção, inclusive fora do país.

Logo da Nestlé na sede da empresa em Vevey, na Suíça, em 25 de novembro de 2024. — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

A Nestlé anunciou nesta terça-feira (6) um recall de alguns lotes de produtos de nutrição infantil, incluindo as fórmulas SMA, BEBA e NAN, principalmente na Europa, devido à possível contaminação por uma toxina que pode causar náuseas e vômitos.

A multinacional suíça informou que o recall abrange lotes vendidos em mais de 30 países, incluindo Europa, Ásia e Américas, devido à possível contaminação por cereulida, uma toxina produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus.

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“É improvável que a toxina seja desativada ou destruída pelo cozimento, pelo uso de água fervente ou durante a fabricação do leite infantil”, informou a agência de padrões alimentícios do Reino Unido (FSA).

“A cereulida pode causar sintomas de intoxicação alimentar que se desenvolvem rapidamente e incluem vômitos e cólicas estomacais”, disse Jane Rawling, chefe de incidentes da FSA.

O recall, iniciado em menor escala em dezembro, aumenta a pressão sobre o novo presidente-executivo, Philipp Navratil, que tenta retomar o crescimento do grupo por meio de uma revisão do portfólio.

A Nestlé afirmou, no fim da segunda-feira, que nenhuma doença havia sido confirmada em relação aos produtos recolhidos.

Após a identificação de um problema de qualidade em um ingrediente fornecido por um dos principais parceiros, a Nestlé realizou “testes em todos os óleos de ácido araquidônico e nas misturas correspondentes usadas na produção de produtos de nutrição infantil potencialmente afetados”, segundo um porta-voz da empresa.

Com a conclusão dos testes, a Nestlé realizou o recall dos produtos afetados e passou a acionar fornecedores alternativos de óleo de ácido araquidônico, além de aumentar a produção em várias fábricas e acelerar a liberação de itens não afetados dos centros de distribuição para manter o abastecimento.

O Ministério da Saúde da Áustria informou que o recall afeta mais de 800 produtos de mais de 10 fábricas da Nestlé e seria o maior da história da empresa. Um porta-voz da companhia disse não ser possível confirmar esses números.

A Nestlé divulgou os números dos lotes vendidos em vários países que não devem ser consumidos e afirmou que trabalha para minimizar impactos no fornecimento.

A empresa informou que identificou o risco potencial em uma fábrica na Holanda. Já a autoridade holandesa de segurança alimentar (NVWA) afirmou que a investigação mostrou que a matéria-prima contaminada foi usada em vários locais de produção, inclusive fora do país.

Problemas envolvendo fórmulas infantis podem causar impactos relevantes às empresas. A Reckitt, por exemplo, avalia opções — incluindo uma possível venda — para seus negócios com a Mead Johnson, que enfrenta centenas de ações judiciais nos Estados Unidos por alegações, negadas pela empresa, de que sua fórmula pode causar uma doença intestinal fatal em bebês prematuros.

A Nestlé, cujas ações caíram mais de 3% nas duas últimas sessões, controla quase um quarto do mercado global de nutrição infantil, estimado em US$ 92,2 bilhões, segundo o SkyQuest Technology Group.

A Nestlé não divulga dados específicos de vendas, mas as fórmulas infantis integram a divisão de Nutrição e Ciências da Saúde, responsável por 16,6% das vendas totais de 91,4 bilhões de francos suíços (US$ 115,4 bilhões) em 2024.

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Com lucro em alta, PicPay entra com pedido de IPO na Nasdaq pela segunda vez

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios Com lucro em alta, PicPay entra com pedido de IPO na Nasdaq pela segunda vez Banco digital faz sua segunda tentativa de entrar na bolsa dos EUA, após desistir de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado. Por Reuters

O banco digital PicPay apresentou nesta segunda-feira (5) um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, bolsa de valores dos Estados Unidos.

A empresa, com sede em São Paulo, registrou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

O número de clientes ativos subiu de 37,5 milhões para 42,1 milhões no fim de setembro do ano passado.

Controlada pela holding J&F — também proprietária da processadora de carnes JBS —, a PicPay faz sua segunda tentativa de abrir capital nos EUA, após desistir de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado.

O banco digital PicPay apresentou nesta segunda-feira (5) um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, bolsa de valores dos Estados Unidos.

A empresa, com sede em São Paulo, registrou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

O número de clientes ativos subiu de 37,5 milhões para 42,1 milhões no fim de setembro do ano passado. A receita média trimestral por cliente aumentou de R$ 38,10 para R$ 65,40, enquanto o custo de atendimento passou de R$ 16,80 para R$ 17,80.

A companhia informou ainda que o volume total de pagamentos atingiu R$ 392,46 bilhões nos nove meses encerrados em setembro do ano passado, cerca de 32% acima do registrado no mesmo período de 2024.

Controlada pela holding J&F — também proprietária da processadora de carnes JBS —, a PicPay faz sua segunda tentativa de abrir capital nos EUA, após desistir de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado.

O mercado de ofertas iniciais de ações nos Estados Unidos ganhou impulso em 2025, após quase três anos de atividade reduzida.

No entanto, a expectativa de uma recuperação mais sólida foi limitada pela volatilidade causada pelas tarifas de importação do governo Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos Estados Unidos e pela queda das ações de empresas ligadas à inteligência artificial no fim do ano passado.

Analistas projetam que o mercado de ofertas iniciais volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital sinalizando planos de abertura de capital.

Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.

A PicPay pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “PICS” e usar os recursos do IPO para finalidades corporativas gerais, como capital de giro, despesas operacionais, cumprimento de exigências regulatórias e investimentos.

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Quem é Nelson Tanure, empresário alvo de operação da PF sobre o Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios Quem é Nelson Tanure, empresário alvo de operação da PF sobre o Banco Master Conhecido por um perfil polêmico e por se envolver em disputas societárias, o empresário construiu uma trajetória marcada pela compra e reestruturação de companhias em dificuldade. Por Redação g1 — São Paulo

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase de uma operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação inclui buscas em endereços ligados ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, também estão entre os investigados.

Tanure foi abordado quando se preparava para embarcar em um voo para Curitiba, no Paraná, e teve o celular apreendido. A TV Globo apurou que o investidor faria um “bate e volta” à capital paranaense e estava sem bagagem. Ele entregou o celular e documentos sem resistência e foi liberado.

Conhecido pelo perfil polêmico e pela participação em disputas entre sócios e renegociações de dívidas de empresas em crise, Tanure construiu uma trajetória marcada pela compra e reestruturação de companhias nos setores de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia.

Entre as empresas nas quais possui participação estão a Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO, TIM Brasil e Docas Investimentos.

Também integram seu portfólio a Sequip e a Ligga, grupo de telecomunicações formado a partir da união de antigas operadoras regionais, e o fundo Saint German, acionista do Grupo Pão de Açúcar.

Nascido em Salvador, em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Iniciou a carreira ainda jovem, trabalhando na empresa imobiliária fundada pelo pai. A partir da década de 1980, passou a investir em companhias com dificuldades financeiras, estratégia que se tornaria a principal marca de sua atuação empresarial.

Um dos primeiros negócios de destaque foi a aquisição de uma participação na Sequip, empresa de engenharia ligada ao setor de petróleo.

Pouco depois, assumiu o controle de estaleiros em situação falimentar, como a Emaq, no Rio de Janeiro, que foi reestruturada e posteriormente vendida. Ao longo dos anos, Tanure repetiu essa estratégia em diferentes setores, apostando na recuperação de ativos desvalorizados.

Nos anos 2000, assumiu o controle e a gestão de empresas tradicionais da imprensa brasileira, como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil, em um período de forte crise do setor.

No setor de petróleo, tornou-se um dos principais nomes ao assumir o controle da então HRT, que mais tarde deu origem à PetroRio — hoje PRIO, uma das maiores produtoras independentes de petróleo do país.

No setor de telecomunicações, passou a ter presença relevante com investimentos que levaram à criação da Ligga Telecom, a partir da aquisição de ativos como a Copel Telecom e a Sercomtel.

Na área da saúde, Tanure ampliou sua atuação ao assumir o controle da Alliança Saúde, grupo de medicina diagnóstica com presença nacional, que cresce por meio de aquisições regionais.

No setor elétrico, também é acionista da Light, distribuidora de energia que atende parte do estado do Rio de Janeiro, além de manter investimentos recentes em ativos de infraestrutura.

No último ano, um fundo ligado ao empresário participou de negociações para assumir o controle da gigante petroquímica Braskem. Tanure, no entanto, teria desistido do projeto.

Filho de pai espanhol e mãe brasileira, o empresário tem quatro filhos e, além dos negócios, mantém uma forte ligação com a música clássica e a ópera. Ele também já ocupou o cargo de vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Apesar do perfil discreto, Tanure aparece com frequência no noticiário econômico por envolvimento em disputas societárias, processos de recuperação judicial e debates sobre governança corporativa.

Sua estratégia, baseada no uso intenso de empréstimos e em reestruturações profundas, costuma gerar resultados expressivos, mas também provoca controvérsias.

Nesta quarta-feira (14), Tanure foi um dos alvos de busca e apreensão na segunda fase da operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

Os policiais foram até a casa de Tanure, mas não o encontraram no local. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular foi apreendido.

Ao todo, os agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões.

Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro envolvendo a concessão de supostos créditos fictícios pelo Master.

A 1ª fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões.

No ano passado, Tanure foi alvo de uma investigação da Polícia Federal, aberta a pedido do Ministério Público Federal, para apurar se ele seria o verdadeiro controlador do Banco Master, mesmo sem aparecer oficialmente como dono.

Segundo os investigadores, ele teria usado uma rede de empresas, fundos e estruturas financeiras para influenciar o banco sem a autorização do Banco Central. À época, o empresário negou qualquer vínculo societário ou poder de controle sobre a instituição.

Em agosto de 2025, a Receita Federal deflagrou a maior operação já realizada contra esquemas de lavagem de dinheiro no mercado financeiro, envolvendo centenas de fintechs, fundos e gestoras.

Embora Tanure não tenha sido acusado formalmente nessa operação, o episódio reacendeu questionamentos sobre a estrutura dos fundos ligados ao seu nome e sua proximidade com instituições sob investigação.

No fim do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reabriu a investigação sobre a OPA — proposta pública para comprar as ações de uma companhia que já está na Bolsa — da Alliança Saúde (antiga Alliar), que consolidou o controle da empresa nas mãos de Tanure.

O foco não está na compra em si, mas no tempo que ele levou para lançar a oferta obrigatória aos acionistas minoritários, prazo que, segundo a CVM, teria sido extrapolado. Tanure afirmou que seguiu a legislação e diz desconhecer irregularidades.

Outra polêmica recente envolve uma denúncia criminal do Ministério Público Federal, que acusa Tanure de suposto uso de informação privilegiada no processo de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020.

Segundo o MPF, ele teria participado de manobras financeiras para inflar artificialmente o valor da empresa, aumentando sua influência dentro da construtora. A defesa diz que não houve crime, que a operação foi aprovada pelos acionistas e que a CVM nunca apontou irregularidades.

Mais recentemente, os advogados de Tanure pediram que o processo da Gafisa fosse transferido ao Supremo Tribunal Federal, alegando ligação indireta com as investigações do Banco Master, hoje concentradas no STF por decisão do ministro Dias Toffoli.

O g1 procurou a defesa de Nelson Tanure, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

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Varejista de luxo Saks Global entra com pedido de falência nos EUA

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia Negócios Varejista de luxo Saks Global entra com pedido de falência nos EUA O processo judicial dá à loja de luxo tempo para reorganizar suas dívidas ou buscar um novo dono. Se isso não acontecer, a empresa pode ter que fechar. Por Redação g1 — São Paulo

O grupo de lojas de luxo Saks Global entrou com um pedido de falência na noite de terça-feira (13), em um dos maiores colapsos do varejo desde a pandemia, segundo informações da Reuters.

A solicitação acontece pouco mais de um ano depois de um acordo que reuniu três grandes redes de lojas de alto padrão nos Estados Unidos: Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus.

O anúncio gerou dúvidas sobre o futuro das lojas de luxo nos Estados Unidos. Mesmo assim, a empresa informou na manhã de quarta-feira (14) que as lojas permaneceriam abertas por enquanto, depois de conseguir um financiamento de US$ 1,75 bilhão e nomear um novo diretor executivo.

O ex-CEO da rede Neiman Marcus, Geoffroy van Raemdonck, vai substituir Richard Baker, que havia liderado a estratégia de compras que deixou a empresa com dívidas elevadas.

A Saks Global também escolheu dois ex-executivos da Neiman Marcus, Darcy Penick e Lana Todorovich, para cuidar, respectivamente, da área comercial e das parcerias com outras marcas.

Em documentos apresentados à Justiça dos EUA, a empresa estimou que seus ativos e dívidas variam entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões.

Com o processo de falência, a empresa agora ganha tempo para reetruturação ou um novo controlador. Se isso não acontecer, a empresa pode ter que fechar, segundo as agências de notícias.

A Saks sempre foi conhecida por atrair clientes ricos e famosos, de Gary Cooper a Grace Kelly, mas enfrentou dificuldades após a pandemia de Covid-19. A concorrência de lojas online cresceu, e muitas marcas passaram a vender seus produtos diretamente em suas próprias lojas.

A primeira Saks Fifth Avenue, famosa por marcas como Chanel, Cucinelli e Burberry, além dos shows de luzes de Natal, foi inaugurada em 1867 por Andrew Saks, um pioneiro do varejo americano.

A Saks Global foi criada em 2024 como resultado de uma reorganização dos ativos de luxo nos Estados Unidos.

O novo grupo reuniu sob a mesma estrutura redes tradicionais do varejo de alto padrão, como Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, após a compra da Neiman Marcus e a separação desses negócios da canadense Hudson’s Bay Company, que controlava a Saks desde 2013.

A proposta era formar um grande conglomerado para ganhar escala e eficiência em um mercado mais competitivo, movimento que acabou elevando o endividamento da empresa.

Segundo a Reuters, a Saks Global fechou um acordo de financiamento que garante US$ 1 bilhão imediato e prevê mais US$ 240 milhões com garantia em ativos, além de outros US$ 500 milhões após a saída do processo de falência.

Entre os credores estão grandes marcas de luxo, como Chanel, Kering e LVMH, em um universo que pode chegar a 25 mil credores.

A crise se agravou após a compra da Neiman Marcus, em 2024, operação financiada majoritariamente com dívidas. Com a desaceleração do mercado global de luxo, a empresa passou a enfrentar dificuldades para pagar fornecedores, perdeu clientes para concorrentes e precisou vender ativos.

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Ex-assessora de Trump é nova presidente da Meta

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Tecnologia Ex-assessora de Trump é nova presidente da Meta Dina Powell McCormick foi vice-assessora de Segurança Nacional de Donald Trump. Segundo a Meta, ela se concentrará na busca de financiamento para desenvolvimento da empresa no setor de inteligência artificial. Por France Presse

A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) que nomeou como presidente Dina Powell McCormick, ex-assessora do presidente americano Donald Trump.

Em sua nova posição, ela estará focada na busca de financiamento para o desenvolvimento da Meta no setor de inteligência artificial (IA).

McCormick foi vice-assessora de Segurança Nacional de Trump durante o primeiro mandato do republicano, sendo responsável pela região do Oriente Médio.

Trump disse que Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, fez uma "grande escolha" ao nomear McCormick.

A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) que nomeou Dina Powell McCormick como presidente e vice-líder do conselho administrativo da empresa.

McCormick é ex-assessora do presidente americano Donald Trump e sua escolha é apontada como um novo sinal de aproximação entre a gigante da tecnologia e o governo republicano.

Em sua nova posição, ela estará focada na busca de financiamento para o desenvolvimento da Meta no setor de inteligência artificial (IA), em particular a construção de data centers, informou a empresa em comunicado.

"A experiência da Dina no mais alto nível das finanças globais e sua rede de relações em todo o mundo lhe conferem uma legitimidade única para ajudar a Meta a conduzir essa próxima fase de crescimento", disse o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, citado no comunicado.

Como integrante do conselho administrativo da Meta, McCormick atuará ao lado de nomes como Dana White, chefão do UFC e apoiador de Trump que foi nomeado para o grupo no início do atual governo dos EUA.

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McCormick, que já integrou o conselho administrativo da Meta, foi vice-assessora de Segurança Nacional de Trump durante o primeiro mandato do republicano, sendo responsável pela região do Oriente Médio.

Trump disse que Zuckerberg fez uma "grande escolha" ao nomear McCormick. "Ela é uma pessoa fantástica e muito talentosa, que serviu à administração Trump com firmeza e distinção", disse o presidente dos EUA em sua rede Truth Social.

Dina Powell McCormick trabalhou com vários legisladores republicanos e para o próprio partido, antes de ocupar diversos cargos no governo de George W. Bush entre 2001 e 2007. Também trabalhou no banco Goldman Sachs por 16 anos.

Como os outros gigantes da IA generativa, a Meta está imersa em um ciclo de investimentos enormes para garantir as capacidades necessárias ao desenvolvimento dessa tecnologia.

No fim de outubro, o grupo anunciou investimentos de até US$ 72 bilhões (R$ 386,24 bilhões) em infraestrutura em 2025 e prevê um orçamento "sensivelmente maior" para 2026.

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