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Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 02:44

Trabalho e Carreira Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos Levantamento revela que mais da metade das empresas usa a inteligência artificial como argumento para explicar cortes de pessoal; 6 em cada 10 também planejam demitir em 2026. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Uma pesquisa nos Estados Unidos revela que 59% das empresas admitem usar a inteligência artificial como pretexto para justificar demissões e congelamento de vagas.

Embora a tecnologia seja muito citada, apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por ferramentas de inteligência artificial.

Segundo a especialista Kara Dennison, citar inovação transmite modernidade, enquanto apontar problemas financeiros gera forte desconfiança sobre a saúde real da empresa.

O levantamento mostra que habilidades humanas, como resolução de problemas, com 54%, continuam mais valorizadas pelos recrutadores do que o domínio de novas tecnologias.

🤖 A inteligência artificial (IA) está mesmo substituindo trabalhadores ou virou a desculpa perfeita para justificar cortes de pessoal? Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a segunda hipótese pode ser mais comum do que parece.

Segundo um levantamento da Resume Templates com 1 mil gestores de contratação, 59% das empresas admitem destacar a inteligência artificial ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação costuma ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras.

Embora a IA apareça como o principal motivo citado para demissões, os próprios dados do levantamento indicam que a tecnologia ainda não substituiu trabalhadores em larga escala na maioria das empresas.

Apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por IA. Já 45% relatam que a tecnologia reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% dizem que ela teve pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho das equipes.

Os números sugerem que a principal influência da IA tem sido aumentar a produtividade e desacelerar admissões futuras, mais do que provocar uma eliminação em massa de postos de trabalho.

Isso torna ainda mais relevante outro resultado da pesquisa: a diferença entre o impacto efetivo da tecnologia e a forma como ela vem sendo utilizada na comunicação corporativa.

Entre os gestores entrevistados, 17% afirmam que suas empresas utilizam diretamente a inteligência artificial como justificativa para congelar vagas ou promover demissões. Outros 42% dizem fazer isso parcialmente.

Na prática, quase seis em cada dez empresas reconhecem que destacam o papel da IA porque essa narrativa costuma ser melhor recebida por funcionários, investidores e pelo mercado em geral.

Para Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, existe uma razão simples para isso.

Segundo a especialista, mencionar inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa.

Se os funcionários não perceberem mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades, a justificativa pode comprometer a confiança na liderança. Em vez de reduzir tensões, o discurso pode acabar alimentando dúvidas sobre os reais motivos por trás das decisões.

Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança — Foto: Noah Berger/AP Images/picture alliance

Apesar das preocupações com o avanço da automação, a pesquisa indica que o mercado de trabalho não deve entrar em retração.

Embora 55% das empresas planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que pretendem contratar novos funcionários.

O cenário revela um mercado em constante movimentação e um discurso corporativo em que a inteligência artificial nem sempre aparece apenas como causa das mudanças, mas também como justificativa.

O resultado aponta para uma reorganização das equipes, na qual empresas eliminam determinadas posições enquanto reforçam outras consideradas mais estratégicas.

impacto da inteligência artificial, citado por 44%reestruturações organizacionais, com 42%restrições orçamentárias, com 39%

Segundo Kara Dennison, muitas empresas estão deixando de investir em cargos menos alinhados às novas prioridades do negócio para direcionar recursos a áreas ligadas à eficiência, tecnologia e crescimento.

"Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho", afirma a especialista. Segundo ela, as empresas estão priorizando "capacidade, flexibilidade e impacto" em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais.

O levantamento também ajuda a identificar quais perfis seguem valorizados em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.

A habilidade mais procurada pelos empregadores é a capacidade de resolver problemas, apontada por 54% dos gestores como uma das três competências mais importantes para novas contratações.

capacidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias, com 44%habilidades de comunicação, com 43%adaptabilidade, com 39%colaboração e trabalho em equipe, com 36%

Curiosamente, a familiaridade com ferramentas de inteligência artificial aparece atrás de todas essas competências, sendo citada por 31% dos entrevistados.

O resultado indica que, embora a tecnologia esteja transformando o ambiente corporativo, as empresas continuam valorizando habilidades humanas difíceis de automatizar, como pensamento crítico, aprendizado contínuo e capacidade de adaptação.

Outro dado chama atenção: apenas 21% dos gestores apontaram potencial de liderança entre as características prioritárias para novas contratações, sinalizando uma demanda maior por profissionais capazes de gerar resultados imediatos.

O levantamento foi realizado pela Resume Templates em dezembro de 2025, com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos.

Todos os participantes ocupavam cargos com influência direta ou responsabilidade sobre decisões de recrutamento em suas organizações.

A coleta de dados foi feita por meio da plataforma Pollfish, utilizando a metodologia Random Device Engagement, que recruta participantes por dispositivos móveis para ampliar a diversidade da amostra e reduzir vieses comuns em pesquisas online.

Segundo a empresa, as respostas foram anônimas e passaram por mecanismos de controle de qualidade antes da divulgação dos resultados.

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Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 01:44

Inovação Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto Dispositivo brasileiro busca tornar robôs mais inteligentes para atuar em empresas e, no futuro, até dentro de casa. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Uma startup brasileira criou um sistema chamado BotBrain para tornar robôs mais inteligentes com ajuda de inteligência artificial.

A tecnologia permite que os equipamentos compreendam comandos, analisem o ambiente e executem tarefas de forma mais autônoma.

Segundo a empresa, os robôs podem ser usados em rondas de segurança, inspeções e monitoramento de áreas de risco.

O sistema funciona em robôs humanoides, quadrúpedes (estilo "cachorrinho") e modelos com rodinhas.

Uma startup brasileira quer dar aos robôs uma coisa que muitos deles ainda não têm: um cérebro 🧠. A proposta é transformar máquinas que hoje fazem tarefas simples em equipamentos capazes de entender o ambiente e agir de forma mais autônoma.

O g1 conheceu o projeto durante a São Paulo Innovation Week, evento de tecnologia e inovação, realizado em maio na capital paulista.

A criação do equipamento é da BotBot, startup fundada em janeiro de 2025 em São Paulo. O objetivo é que os robôs deixem de apenas executar movimentos programados e passem a interpretar informações do ambiente ao redor.

Com isso, eles podem ser usados em atividades como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.

"Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do "cérebro"] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional", diz Danielle Santos, chefe de projetos da BotBot.

"A ideia é que ele consiga circular pelo ambiente para identificar se funcionários estão usando capacete, possam detectar vazamentos de gás ou até princípios de incêndio, tarefas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer hoje em dia", completa Danielle.

Por enquanto, a tecnologia é voltada para empresas. Mas o projeto também abre caminho para que, no futuro, robôs mais “espertos” façam parte da rotina dentro de casa.

O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 5 mil) e não inclui o robô, que é vendido separadamente por outros fabricantes. Segundo Danielle, o valor ainda é elevado porque é uma tecnologia nova. Ela afirma que os clientes recebem atualizações sempre que o produto ganha melhorias.

A ideia da BotBot não é inédita. Outras empresas também trabalham para deixar robôs mais inteligentes usando IA.

É o caso da Skild AI, startup fundada em 2023. Segundo a Nvidia, parceira deles, o sistema já foi capaz de executar algumas tarefas simples, como limpar uma mesa de escritório e guardar um fone de ouvido dentro da própria caixa durante testes — coisas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer, ou não fazem muito bem.

Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics, uma das principais fabricantes de robôs do mundo, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para tornar robôs humanoides mais inteligentes com ajuda de IA.

Segundo as empresas, o objetivo é que esses robôs consigam executar tarefas industriais complexas, começando pela indústria automotiva.

Em entrevista ao g1, em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que o mercado já está de olho no “Physical AI”, termo usado para definir a integração entre IA e sistemas físicos, como robôs.

Segundo ele, a tecnologia já avançou a ponto de permitir respostas e raciocínios cada vez mais rápidos por parte das máquinas.

O equipamento usado pela startup brasileira é chamado de BotBrain, um dispositivo roxo que fica acoplado ao robô (veja na imagem acima). Segundo Danielle Santos, a tecnologia é compatível com robôs bípedes (humanoides), quadrúpedes (estilo “cachorrinho”) e modelos com rodinhas.

Em alguns robôs, o módulo físico pode ser instalado diretamente no equipamento. Em outros, porém, os fabricantes não permitem esse tipo de adaptação. Nessa situação, a empresa utiliza apenas o software do BotBrain, que é transferido para o robô. (veja na imagem abaixo)

O aparelho conta com câmeras, sensores e alto-falantes, e funciona integrado a um software no computador. Por meio dele, um humano pode monitorar, configurar e definir ações para o robô que recebe o “cérebro”.

Modelo de robô que não permite a instalação do "cérebro" físico. — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo Danielle, o sistema permite que o equipamento tome decisões a partir de regras previamente definidas. Ela cita como exemplo um robô responsável por monitorar um ambiente com cinco portas.

"Suponhamos que o robô esteja em um ambiente com cinco portas. Ele já mapeou o local e entendeu que elas devem ficar fechadas. Se ele faz essa ronda a cada hora e encontra uma porta aberta, dependendo da configuração, pode enviar uma mensagem para a central de segurança", diz.

A empresa afirma que a tecnologia também pode ser usada em atividades de monitoramento de estruturas como pontes e barragens. Nesses casos, o robô faz a inspeção e transmite para um humano as informações coletadas no local.

A startup tem atualmente nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca novos investimentos para expandir o negócio e afirma já ter despertado o interesse de companhias do exterior.

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Copa 2026: servidores federais poderão encerrar expediente 3 horas antes dos jogos do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 21:45

Distrito Federal Copa 2026: servidores federais poderão encerrar expediente 3 horas antes dos jogos do Brasil Regra vale para servidores, estagiários, temporários e até terceirizados dos órgãos federais. Horas não trabalhadas serão compensadas depois; serviços essenciais não podem parar. Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

O Ministério da Gestão e Inovação autorizou nesta quarta-feira (10) que os servidores federais façam um expediente menor nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.

A portaria permite que os servidores saiam três horas antes do início da partida. A norma vale para a fase de grupos e também para o "mata-mata", conforme o Brasil avançar nas fases da competição.

A regra vale também para empregados públicos celetistas, contratados temporários, estagiários e para os terceirizados que atuam nos prédios da administração pública federal e das autarquias.

A norma prevê que as horas não trabalhadas deverão ser compensadas depois. Quem não trabalhar e não compensar terá o desconto proporcional no contracheque.

"A medida busca dar previsibilidade ao funcionamento dos órgãos federais durante os jogos da Seleção, sem interromper a prestação de serviços à população", diz o Ministério da Gestão e Inovação.

Ainda de acordo com a portaria, os órgãos públicos seguirão em funcionamento, inclusive no horário dos jogos. A medida permite que os servidores que assim desejarem possam trabalhar normalmente, sem mudar a escala.

Serviços essenciais também deverão ser mantidos sem interrupção. Nesse caso, caberá a cada gestor organizar as escalas para evitar a paralisação do atendimento.

A Seleção Brasileira venceu um amistoso contra o Panamá, no Maracanã, em 1º de junho de 2026 — Foto: @mrancelotti/Instagram/Reprodução

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Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 20:50

Política Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta Senado Federal aprovou o projeto nesta quarta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo. Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

O governo federal avalia vetar o projeto de renegociação de dívidas rurais aprovado pelo Senado nesta quarta, caso a proposta também passe pela Câmara.

A proposta beneficia produtores afetados por extremos climáticos e conflitos geopolíticos. O texto retornará para a Câmara dos Deputados devido a alterações feitas pelos senadores.

Considerada uma pauta-bomba, a medida pode custar até R$ 140 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos, segundo estimativas apresentadas pelo ministro da Fazenda.

O projeto prevê o uso de recursos do Fundo Social e estabelece prazo de pagamento de 10 anos, com 3 anos de carência para os produtores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (10) que o governo federal avalia vetar ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores seja aprovado na Câmara dos Deputados. (entenda)

O Senado Federal aprovou nesta quarta o texto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais.

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o ministro da Fazenda, o impacto que a proposta teria não poderá ser absorvido pelas contas públicas.

"Partes do projeto tem que serem revistas na Câmara ou, eventualmente, [por meio de] veto do presidente. E se preciso, a gente vai questionar eventual ação do Congresso que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal no STF. Isso tudo a ser avaliado com rigor, com serenidade, com ampla comunicação, amplo diálogo com o Congresso. Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa", disse Durigan após a aprovação no Senado.

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.

💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.

Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.

Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.

"O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre.

O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.

3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e7,5% ao ano para os demais produtores rurais.

Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite:

A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.

das receitas correntes de 2026 e 2027; edo superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.

Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.

Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.

O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.

Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.

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Trump reage a alta de preços nos EUA: ‘Eu amo a inflação’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 20:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (10) a divulgação de que a inflação no país chegou a 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, na maior alta desde abril de 2023.

"Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump ao ser questionado sobre o possível impacto da alta dos preços no desempenho de aliados de seu partido que disputarão as eleições de meio de mandato, em novembro.

O republicano afirmou ainda que os EUA realizaram, no mês passado, uma missão secreta para liberar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. O fechamento da principal rota marítima por Teerã elevou os preços da gasolina, de fertilizantes e de outros produtos.

"Quando tudo isso acabar, vocês verão o preço do petróleo cair para o nível anterior", afirmou. Vai despencar. Vai cair como uma pedra".

Segundo Trump, a missão secreta permitiu o transporte de mais de 100 milhões de barris de petróleo e a passagem de mais de 200 navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), divulgado nos Estados Unidos nesta quarta, é considerado um dos principais indicadores usados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nas decisões sobre a taxa de juros.

A alta dos preços pode dificultar a redução das taxas de juros pelo Fed, o que ajudaria a reduzir os custos do crédito. Trump defende cortes nos juros desde que voltou ao poder, em 2025.

Os Estados Unidos realizaram, na noite desta quarta-feira (10), uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano, informou o Comando Central do Exército americano. Mais cedo, o Irã havia prometido retaliar.

Este é o segundo dia seguido em que os EUA realizam bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo entre os dois países. Segundo Washington, a primeira onda de ataques ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelas forças iranianas.

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Senado aprova renegociação de dívidas de produtores rurais; governo é contra e vê projeto como pauta-bomba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 19:49

Política Senado aprova renegociação de dívidas de produtores rurais; governo é contra e vê projeto como pauta-bomba Ministro da Fazenda afirmou que o impacto na dívida pública pode chegar a R$ 140 bilhões. Renan Calheiros, relator do projeto no Senado, diz que será menor, de R$ 120 bilhões. Por Caetano Tonet, g1 — Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que cria uma linha de crédito para renegociar dívidas de produtores rurais, mesmo sob forte oposição do governo federal.

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso.

A proposta é vista pelo governo como pauta-bomba. O Ministério da Fazenda estima um impacto fiscal de até R$ 140 bilhões.

O relator Renan Calheiros afirma que o impacto real nas contas públicas será de R$ 120 bilhões em 10 anos pois o texto se limita a dívidas atrasadas e não a todo o estoque.

Os recursos para subsidiar a medida virão do Fundo Social do pré-sal e de fundos regionais de financiamento, como o FNO, FNE e FCO.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.

💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, o impacto financeiro, na dívida pública, pode chegar a R$ 140 bilhões.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.

Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.

Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.

"O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.

3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e7,5% ao ano para os demais produtores rurais.

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A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.

das receitas correntes de 2026 e 2027; edo superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.

Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.

Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.

O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.

Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.

Aquecimento global chegou a 1,37°C em 2025; planeta pode ultrapassar limite crítico de 1,5°C até 2030

Relatório mostra que calor causado pelas atividades humanas tem aumentado —e que a margem para evitar níveis mais altos de aquecimento está menor.

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Bill Gates diz que Epstein tentou chantageá-lo por sua infidelidade com a esposa, Melinda Gates

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 16:46

Tecnologia Bill Gates diz que Epstein tentou chantageá-lo por sua infidelidade com a esposa, Melinda Gates Fundador da Microsoft foi ouvido na comissão da Câmara que apura a atuação das autoridades americanas nos processos ligados ao financista acusado de tráfico sexual. Por Redação g1 — São Paulo

Bill Gates, fundador da Microsoft, chega para prestar depoimento para a comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga a atuação das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Bill Gates disse aos membros do Congresso nesta quarta-feira (10) que “não compreendia totalmente a extensão” dos crimes de Jeffrey Epstein quando se associou ao falecido criminoso sexual condenado para arrecadar dinheiro para sua fundação filantrópica.

Gates também testemunhou que nunca presenciou qualquer conduta criminosa por parte de Epstein. Ele acusou Epstein de chantageá-lo por causa de seus casos extraconjugais. As informações são da agência Reuters.

“Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates, de acordo com uma cópia de sua declaração de abertura.

“Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que acrescentou — para me pressionar a retomar o contato com ele.”

O Congresso vem investigando a forma como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conduziu o caso Epstein. O depoimento do bilionário tratou de seus contatos com o criminoso sexual condenado que atraiu mulheres e meninas de origens pobres ou instáveis.

O cofundador da Microsoft, prestou depoimento de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes, que investiga possíveis falhas federais na condução dos casos contra Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell e questões relacionadas.

O deputado James Comer, presidente republicano do comitê, pediu em uma carta enviada em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial transcrita.

Gates contratou Jake Greenberg, que foi o principal investigador do comitê de supervisão até dezembro, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento, informou o New York Times na terça-feira. Um porta-voz do comitê disse à Reuters que o painel não trabalha com Greenberg desde sua saída.

Epstein se declarou culpado em 2008 de uma acusação criminal estadual de prostituição na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.

Promotores federais o acusaram de tráfico sexual de menores em 2019. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu no que foi considerado suicídio mais tarde naquele ano, antes de seu julgamento.

Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça indicaram que Gates e Epstein se encontraram repetidamente após o período de prisão de Epstein em 2008 para discutir a expansão dos esforços filantrópicos do bilionário da tecnologia.

Eles também incluíam fotos de Gates posando com mulheres cujos rostos foram ocultados. Gates já afirmou anteriormente que a relação com Epstein se limitava a discussões relacionadas à filantropia e disse que foi um erro encontrá-lo.

Gates “assumiu a responsabilidade por suas ações” em uma reunião geral realizada em fevereiro com funcionários da Fundação Gates, disse à Reuters um porta-voz da organização filantrópica.

A relação de Gates com Epstein também envolveu a Fundação Gates, que afirmou em abril ter iniciado uma revisão externa sobre seu relacionamento com o falecido financista.

E-mails divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da Fundação Gates.

A investigação do comitê da Câmara inclui a forma como as autoridades conduziram investigações e processos judiciais, acordos judiciais, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual, preocupações éticas e atrasos na divulgação de arquivos governamentais.

A divulgação pelo Departamento de Justiça de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou seus vínculos com muitas figuras proeminentes da política, das finanças, da academia e dos negócios, incluindo o presidente Donald Trump, que manteve ampla convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000.

Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein — Foto: House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters

Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.

Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades.

Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008.

Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais.

As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele.

Em fevereiro, Gates "assumiu a responsabilidade por seus atos" durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters.

A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril.

Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação.

A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais.

A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia.

Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.

A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.

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Trump diz que EUA conduziram operação secreta em Ormuz para liberar navios petroleiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 15:48

Mundo Trump diz que EUA conduziram operação secreta em Ormuz para liberar navios petroleiros Segundo o presidente dos EUA, mais de 100 milhões de barris de petróleo foram escoados. Por Redação g1

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) em um post na sua rede social que os EUA executaram uma missão secreta no mês passado para possibilitar a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã.

Como resultado, mais de 100 milhões de barris de petróleo foram escoados e mais de 200 navios comerciais fizeram a travessia, segundo Trump.

"Esse esforço extremamente bem-sucedido deve-se ao fato de que os ESTADOS UNIDOS da AMÉRICA CONTROLAM o Estreito de Ormuz — NÃO o Irã. As forças militares deles estão derrotadas e a economia deles está perdida. Acabou para o Irã!", escreveu Trump.

Mais cedo, Trump afirmou que voltará a atacar o Irã ainda nesta quarta (10) e que o novo ataque será "muito forte".

"Nos os atacamos fortemente ontem, e vamos atacá-los fortemente de novo hoje", disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. "Eles deveriam ter assinado um acordo".

➡️ Apesar do cessar-fogo em vigor, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques na terça-feira (9). Forças norte-americanas bombardearam sistemas de defesa e radares no Estreito de Ormuz, e Teerã revidou lançando mísseis a uma base dos EUA no Bahrein.

Trump afirmou ter retaliado o Irã por ter derrubado um helicóptero militar norte-americano que sobrevoava Ormuz.

Também nesta quarta (10), por meio de sua rede social Truth Social, o presidente norte-americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e teceu novas ameaças, afirmando que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!", escreveu Trump.

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora norte-americana Fox News, na qual anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

De acordo com uma fonte da agência de notícias Reuters, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta numa tentativa de finalizar um acordo, após consultas com os Estados Unidos.

Presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 10 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior.

O Irã, por sua vez, respondeu com ataques à Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein, segundo a mídia estatal.

A Guarda Revolucionária iraniana falou em resposta "contundente", e o chanceler Abbas Araghchi que "nenhum ataque ficará sem resposta" e disse que os americanos "deixar a região se quiserem ficar seguros".

"As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais.

Posteriormente, o Centcom afirmou ter alvejado alvos de defesa antiaérea iraniana, estações de controle e radares que controlavam o Estreito de Ormuz.

O bombardeio ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. “Acho que é muito importante responder. (…) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC após o início do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo.

As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios.

Mísseis iranianos são lançados, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter realizado ataques contra uma base americana na Jordânia e outros 21 alvos no Golfo Pérsico na quarta-feira, em retaliação aos ataques americanos no Estreito de Ormuz. A imagem, divulgada em 10 de junho de 2026, foi extraída de um vídeo estática de um local identificado como Teerã, Irã — Foto: WANA via Pool/via REUTERS

Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida".

Minutos após o ataque dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã disse que "assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA". O chanceler iraniano Abbas Araghchi, afirmou que o país "não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta".

Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito. Uma autoridade dos EUA afirmou à CNN Internacional que o ataque desta terça foi um aviso ao Irã e o governo Trump acreditam que isso irá prejudicar as negociações para encerrar a guerra.

Mesmo com o ataque desta terça, os EUA ainda buscam uma resolução do conflito, e Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. O analista Guga Chacra, da GloboNews, afirmou que o bombardeio dos EUA foi "uma resposta calibrada e proporcional" à derrubada do helicóptero.

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xAI, de Musk, é acusada de ilegalmente demitir engenheiro que denunciou falhas de segurança no Grok

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 14:50

Tecnologia xAI, de Musk, é acusada de ilegalmente demitir engenheiro que denunciou falhas de segurança no Grok Chatbot foi alvo de polêmicas por gerar milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores. Por Reuters

xAI, de Musk, é acusada de demitir ilegalmente engenheiro que levantou preocupações sobre IA — Foto: Reuters

Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, entrou com uma ação judicial alegando que foi demitido por levantar preocupações sobre os riscos que a inteligência artificial representa para a humanidade.

A xAI é dona do chatbot Grok, que foi alvo de polêmicas por gerar milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores.

O ex-funcionário Devin Kim afirma no processo, protocolado na terça-feira (09) em um tribunal estadual da Califórnia, que seus esforços para estabelecer proteções no desenvolvimento do chatbot Grok fizeram dele um alvo da liderança da empresa.

A ação foi apresentada às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO) planejada pela SpaceX para sexta-feira (12), que deve ser a maior da história.

“Kim reclamou repetidamente que a falha da xAI em priorizar a segurança da inteligência artificial, especialmente em relação ao Grok, praticamente garantia que a empresa cometeria atos ilegais, desde fomentar discriminação até contribuir para a proliferação de armas de destruição em massa”, afirma o processo.

Na semana passada, o Center for AI Safety, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo dos riscos potenciais da inteligência artificial, anunciou a nomeação de Kim para a presidência da entidade.

Musk, a pessoa mais rica do mundo, fundou a xAI em 2023 como o que descreveu ser uma alternativa mais segura à OpenAI, organização que ajudou a criar mais de uma década antes. No mês passado, um júri rejeitou uma ação movida por Musk que alegava que a OpenAI havia se desviado de sua missão original de beneficiar a humanidade.

Segundo o novo processo, Kim foi uma das primeiras contratações da xAI em 2024 e foi promovido a um cargo de liderança poucos meses após ingressar na empresa.

Kim afirma que Musk esperava que a xAI implementasse testes e procedimentos adequados de segurança. No entanto, segundo a ação, seu supervisor, Jimmy Ba, cofundador da xAI, ignorou essas diretrizes e rejeitou a insistência de Kim em adotar mecanismos de proteção.

Kim diz que Ba o demitiu abruptamente em setembro do ano passado, pouco antes de ele fazer uma apresentação sobre segurança em inteligência artificial para a liderança da empresa.

O processo acusa a xAI e a SpaceX de retaliação e demissão injusta em violação à legislação da Califórnia, e pede indenização por danos em valor não especificado.

A SpaceX e outros empreendimentos de Musk, incluindo a fabricante de veículos elétricos Tesla, enfrentam há anos alegações relacionadas à segurança, desde riscos para funcionários até preocupações envolvendo tecnologias de direção autônoma.

Em 2023, a Reuters documentou pelo menos 600 acidentes de trabalho anteriormente não divulgados na SpaceX, incluindo esmagamentos de membros, amputações, choques elétricos e uma morte.

Alguns funcionários atribuíram os problemas a uma cultura de segurança considerada permissiva e à crença de Musk de que a SpaceX está em uma corrida urgente para criar um refúgio no espaço diante de uma Terra em declínio.

Na época, a SpaceX não comentou o caso. Em documentos apresentados à Justiça e em outras ocasiões, porém, a empresa defendeu seu histórico de segurança e afirmou oferecer treinamento extensivo aos funcionários.

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TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 14:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1780,000%Dólar TurismoR$ 5,3870,11%Euro ComercialR$ 5,9780,04%Euro TurismoR$ 6,2360,14%B3Ibovespa168.747 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 5,1780,000%Dólar TurismoR$ 5,3870,11%Euro ComercialR$ 5,9780,04%Euro TurismoR$ 6,2360,14%B3Ibovespa168.747 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 5,1780,000%Dólar TurismoR$ 5,3870,11%Euro ComercialR$ 5,9780,04%Euro TurismoR$ 6,2360,14%B3Ibovespa168.747 pts-0,63%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (10), com ressalvas, as contas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referentes ao exercício financeiro de 2025. O relator do caso é o ministro Benjamin Zymler.

Uma das ressalvas do relator envolve os recursos que o governo federal colocou em empresas estatais que não dependem diretamente do Tesouro para funcionar.

Segundo o parecer, o governo não acompanhou de forma adequada o uso desse dinheiro — principalmente nos casos em que os valores ficaram parados por um período ou geraram rendimentos financeiros depois.

Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.

O parecer aponta possível descumprimento de normas de governança pública e de responsabilidade fiscal que exigem avaliação prévia dos riscos envolvidos na operação.

O relator também fez ressalvas à destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

De acordo com o relator, as receitas consideradas de natureza tipicamente pública não foram recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem incluídas no Orçamento da União, contrariando princípios constitucionais e regras orçamentárias relacionadas à legalidade, transparência e unidade de caixa.

Outra ressalva envolve a inclusão de novos projetos na Lei Orçamentária de 2025 pelos ministérios das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional, além da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Ainda nesse escopo, o relator destacou a situação dos Correios, que enfrenta uma crise econômico-financeira.

Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.

Para os técnicos, novos empreendimentos foram incluídos sem que obras já em andamento estivessem adequadamente atendidas e sem a previsão suficiente de recursos para conservação do patrimônio público, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo o relatório, o avanço das despesas obrigatórias, dos mínimos constitucionais e das emendas parlamentares tem comprimido recursos destinados a políticas públicas e investimentos que não possuem proteção legal específica.

O parecer cita especialmente o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf), apontando que o elevado volume de superávits financeiros revela um descompasso entre arrecadação e capacidade de execução das despesas previstas.

São uma prestação de contas que traz informações sobre os gastos do governo em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

🔎Ao TCU cabe apreciar as contas do presidente, ou seja, examinar detalhadamente e emitir um parecer técnico.🔎O julgamento, por outro lado, é função do Congresso Nacional, que dá a declaração final quanto à regularidade das contas aprovadas, aprovadas com ressalvas ou rejeitadas.

A apreciação do TCU é composta de dois documentos: um relatório e o parecer prévio. O relatório contém a análise do TCU sobre a execução orçamentária e a gestão dos recursos públicos.

Já o parecer prévio mostra as irregularidades e inconsistências identificadas, bem como as recomendações e alertas.

O parecer prévio tem que ser conclusivo, ou seja, deve indicar a aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas.

Os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, da Casa Civil, Miriam Belchior e o da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho acompanharam a sessão.

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