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‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Tecnologia ‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas Irlanda está investigando Facebook e Instagram por suspeita de uso dos chamados padrões "sombrios" ou "obscuros" para manipular usuários. A internet está repleta dessas armadilhas. Saiba as mais comuns. Por Thomas Latschan

Enquanto usuários, ainda temos controle sobre quais conteúdos nos são apresentados no Facebook ou no Instagram? Ou somos direcionados deliberadamente a algoritmos personalizados para que eles coletem mais dados sobre nós e aumentem o tempo que passamos nessas plataformas?

Essas são as questões centrais das investigações mais recentes da autoridade irlandesa de fiscalização de mídia contra a Meta, empresa‑mãe de ambas as redes sociais.

A autoridade está examinando se os sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram violam o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA, na sigla em inglês), criada para proteger cidadãos do bloco contra práticas desleais na internet.

Segundo a DSA, os usuários devem ter, a qualquer momento, a possibilidade de compreender e modificar os algoritmos de suas redes sociais.

Agora, no entanto, o foco é investigar se Meta usa interfaces manipulativas, conhecidas como "dark patterns" (padrões obscuros), para dificultar desnecessariamente essas opções de escolha.

Caso seja confirmada uma violação do DSA, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento anual global. No caso da Meta, isso poderia chegar a 20 bilhões de euros (R$ 116 bilhões).

Dark patterns são truques específicos de design na internet que têm como objetivo levar os usuários a fazer algo que, na verdade, não querem ou que não é de seu interesse.

Eles exploram, por exemplo, a comodidade das pessoas, a falta de tempo ou o medo de perder algo. Assim, os usuários são induzidos a realizar compras, contratar assinaturas ou divulgar dados pessoais.

No caso atual, a autoridade irlandesa de mídia investiga, por exemplo, se a Meta esconde deliberadamente, em vários submenus, a opção de alternar entre um feed personalizado e um feed puramente cronológico.

Também se analisa se a empresa simplesmente redefine essa configuração após o fechamento do aplicativo, para que os usuários, frustrados, acabem concordando com o feed personalizado apenas para não serem mais incomodados.

A Meta está longe de ser a única empresa de internet suspeita de usar esse tipo de prática. Interfaces do gênero existem tanto em redes sociais quanto em lojas virtuais, jogos para celular ou outros aplicativos. E praticamente todos nós já devemos ter nos deparado com um ou outro desses exemplos.

Períodos de teste gratuitos que se convertem automaticamente em assinaturas pagas se não forem cancelados com antecedência. Os custos posteriores costumam ser exibidos de forma muito discreta.

Com o Digital Services Act, a UE teoricamente proibiu operadores de plataformas online de usar tais práticas. Usuários não podem ser enganados, manipulados ou impedidos de tomar decisões livres por meio do design de um site.

No entanto, os dark patterns frequentemente se movem em uma zona cinzenta jurídica. Não existe uma definição legal única e totalmente clara sobre a partir de quando um design é considerado "manipulativo".

Por isso, a conscientização continua sendo a melhor proteção contra esses truques. Existem inúmeros dark patterns na internet – tantos que organizações de defesa do consumidor e projetos científicos já catalogaram diversos exemplos e tornaram públicos os mecanismos por trás deles.

De modo geral, a Central Alemã de Defesa do Consumidor recomenda agir sempre com cautela na internet, não clicar rapidamente em botões pré‑definidos e verificar cuidadosamente caixas de seleção e carrinhos de compra. Além disso, usuários não devem se deixar pressionar a tomar decisões de compra apressadas nem permitir que sites provoquem sentimentos de culpa.

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Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba Negócio em João Pessoa começou com aulas na piscina de casa e hoje leva turistas a recifes e naufrágios; empresa já tem barcos próprios e equipe de sete pessoas. Por PEGN

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio.

Hoje, a empresa conta com: 3 embarcações, 130 novos mergulhadores formados em 2025 e faturamento de cerca de R$ 900 mil.

O que começou com dois cilindros de mergulho e aulas improvisadas na piscina de casa se transformou em um negócio que hoje movimenta centenas de milhares de reais por ano.

Em João Pessoa, na Paraíba, o empreendedor Vitor Freire criou uma escola de mergulho que une turismo e formação profissional — e levou o faturamento a cerca de R$ 900 mil em 2025.

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano. Mas foi durante a faculdade de Turismo, ao participar de um projeto sobre naufrágios, que encontrou o que viraria sua profissão.

“Respirei pela primeira vez embaixo d’água, voltei para a superfície e pensei: preciso trabalhar com isso”, conta.

Ainda estudante, ele começou a trabalhar como guia turístico, levando visitantes para piscinas naturais e passeios de buggy. A experiência ajudou a criar rede de contatos no setor e abriu caminho para o empreendedorismo.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio. Com cerca de R$ 14 mil, comprou dois equipamentos de mergulho: um para ele e outro para o cliente.

No início, só conseguia atender uma pessoa por vez. Com o tempo, a operação ganhou escala. Linhas de crédito ajudaram na expansão, que incluiu novos equipamentos, embarcações e equipe.

50 cilindros de mergulho;25 conjuntos completos de equipamentos;3 embarcações próprias;7 funcionários.

A estratégia de crescimento incluiu parcerias com hotéis e divulgação nas redes sociais, focando principalmente turistas que visitam o litoral paraibano.

A escola oferece desde o “batismo de mergulho”, voltado a iniciantes, até cursos completos de formação. Os valores variam:

Em 2025, o negócio formou 130 novos mergulhadores. Para muitos alunos, a atividade começa como lazer, mas pode se tornar uma ferramenta profissional. É o caso de Yan Moisés, estudante de medicina, que decidiu avançar na formação.

“Comecei pelo básico e fui evoluindo. Hoje faço curso de resgate, e isso agrega muito à minha carreira”, diz Yan Moisés.

Além das aulas, a empresa organiza passeios em alto-mar para regiões de recifes e naufrágios — um nicho crescente dentro do turismo de experiência.

O investimento em três embarcações, que somam cerca de R$ 370 mil, permitiu ampliar o alcance das atividades e atender grupos maiores.

A expansão também impactou a equipe. Profissionais como o capitão Madgiel Soares, de família de pescadores, passaram a ter uma rotina mais estável.

O negócio segue em crescimento. Vitor prepara o lançamento de uma marca de roupas para mergulho e planeja expandir as operações com viagens para outros destinos — inclusive internacionais.

“O mergulho é um mercado muito abrangente. Dá para fazer muita coisa”, afirma. O objetivo é ambicioso: levar a experiência para diferentes partes do mundo. “Quero chegar a todos os continentes”, diz.

📍 Endereço: Av. Nego, 96 – Sala 112 – Tambaú – João Pessoa – PB, 58039-100📞 Telefone: (83) 99676-0806🌐 Site: www.papuanmergulho.com.br / www.papuan.com.br📧 E-mail: papuanmergulho@gmail.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/p/Papuan-Mergulho-e-Turismo📸 Instagram: https://www.instagram.com/papuanmergulho

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Soterrados por juros: como 30% das famílias no Brasil já não conseguem pagar suas dívidas?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

Soterrados por juros: como 30% das famílias no Brasil já não conseguem pagar suas dívidas? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda.

Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações.

No VÍDEO ACIMA, Renata Ribeiro conta como esse processo já leva 3 de 10 famílias brasileiras a não conseguir pagar as parcelas de suas dívidas.

Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos.

Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Vaca superfértil no MT produz 12 vezes mais células reprodutivas que uma fêmea comum

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

GLOBO RURAL Vaca superfértil no MT produz 12 vezes mais células reprodutivas que uma fêmea comum O animal produziu recorde de 724 oócitos viáveis durante uma única coleta. O normal é entre 10 e 60. Por Globo Rural

Uma vaca bateu recorde de fertilidade no Mato Grosso, ao atingir cerca de 12 vezes mais células reprodutivas do que normalmente acontece entre fêmeas da espécie.

O animal produziu 724 oócitos viáveis em uma única coleta. Normalmente, uma vaca produz entre 10 e 60 oócitos.

Os oócitos são as células reprodutivas das fêmeas bovinas. Eles são usados para formar embriões no processo de fertilização in vitro.

Uma vaca bateu recorde de fertilidade no Mato Grosso, ao atingir cerca de 12 vezes mais células reprodutivas do que normalmente acontece entre fêmeas da espécie.

O animal produziu 724 oócitos viáveis em uma única coleta. Normalmente, uma vaca produz entre 10 e 60 oócitos.

🔎 Os oócitos são as células reprodutivas das fêmeas bovinas. Eles são usados para formar embriões no processo de fertilização in vitro.

Na prática, isso permite produzir mais embriões de alto padrão genético em laboratório. Com isso, o melhoramento do rebanho pode acontecer mais rapidamente.

Exportação de carne bovina do Brasil pode cair 10% em 2026 com restrição da China, diz AbiecComo sementes usam o som da chuva para decidir quando germinar

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Chefes padrão ‘Diabo Veste Prada’ estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

Trabalho e Carreira Chefes padrão 'Diabo Veste Prada' estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle Especialistas explicam como discussões sobre saúde mental, reputação e produtividade mudaram a forma de enxergar chefes autoritários e por que empresas voltam a reforçar hierarquias. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Debates sobre burnout, saúde mental e assédio mudaram a forma como empresas enxergam chefes e relações de trabalho.

Redes sociais, pressão reputacional e canais de denúncia aumentaram a cobrança sobre empresas e lideranças abusivas.

Mesmo assim, grandes companhias voltaram a endurecer regras, ampliar o controle e reforçar hierarquias no pós-pandemia.

Especialistas avaliam que o futuro do trabalho deve exigir líderes capazes de equilibrar produtividade, confiança e bem-estar.

Estar disponível a qualquer hora do dia. Buscar cafés, carregar casacos, resolver problemas pessoais da chefe. Aceitar broncas públicas, cumprir ordens impossíveis e até correr atrás de um manuscrito inédito do novo livro de Harry Potter em menos de 24 horas.

👠 Em 2006, tudo isso apareceu nas telas em O Diabo Veste Prada, filme que retrata os bastidores de uma revista de moda nos Estados Unidos. No centro da história está Miranda Priestly, a (nem tão) fictícia editora-chefe, conhecida por comandar a equipe com exigências extremas, frieza e humilhações públicas.

Na época, muitas dessas cenas foram recebidas com fascínio. Em vez de provocar indignação coletiva, ajudaram a transformar Miranda em um símbolo aspiracional de liderança corporativa.

Para muita gente, ela representava um ideal de sucesso. Era inacessível e exigente. Características admiradas justamente por sua capacidade de liderar pelo medo.

"Ser 'workaholic' era romantizado (…) Durante muito tempo existiu a crença de que a pressão extrema gerava excelência, mas hoje as empresas entenderam que performance depende de uma cultura saudável", explica Tatiana Marzullo, fundadora do 'Salto Alto', programa focado em liderança feminina.

⚠️ Antes de continuar a leitura, vale o aviso: esta reportagem contém spoilers de O Diabo Veste Prada 2, sequência lançada em abril. O principal deles é que o mundo corporativo que transformou Miranda Priestly em ícone do sucesso profissional já não existe da mesma forma.

Na continuação do filme, Miranda continua respeitada, mas deixa de ser intocável. Pela primeira vez, a personagem enfrenta denúncias internas feitas por funcionários à diretoria. Seu comportamento deixa de ser tratado como "parte do jogo' e passa a ser questionado.

Mudanças sutis ganham força simbólica. O gesto clássico de jogar o casaco sobre a mesa da assistente desaparece. Agora, é a própria Miranda quem o pendura.

Essa nova versão da personagem surge em um mundo do trabalho atravessado por debates que eram bem menos visíveis há duas décadas: saúde mental, burnout, assédio moral, riscos psicossociais, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, programas de conformidade e canais formais de denúncia.

Hoje, comportamentos antes vistos como prova de comprometimento passaram a ser interpretados como possíveis violações das leis trabalhistas.

“Com o tempo, o burnout deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a ser entendido como reflexo de culturas organizacionais adoecidas”, diz Tatiana.

Não por acaso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) usou Miranda Priestly em uma publicação nas redes sociais para exemplificar situações que podem configurar abusos no ambiente profissional. A publicação alcançou mais de 50 mil curtidas no Instagram.

Mas, se o cinema e parte das empresas parecem rever os excessos do passado, o cenário corporativo real está longe de seguir uma trajetória linear.

🚩 Enquanto a ficção revisita Miranda sob o filtro da responsabilização, grandes empresas dão sinais de endurecimento nas relações de trabalho.

Uma reportagem recente da Bloomberg aponta uma retomada da lógica de "comando e controle" dentro das empresas, com menos flexibilidade, mais supervisão e regras internas mais rígidas.

Esse movimento aparece em diferentes frentes: retorno obrigatório ao trabalho presencial, intensificação do monitoramento da produtividade, redução de políticas flexíveis e até códigos de vestimenta mais restritivos.

Empresas como Target e Starbucks, por exemplo, passaram a limitar estampas, cores e elementos visuais usados por funcionários nas lojas.

➡️ Diante desse cenário, a pergunta que fica é: o estilo de liderança de Miranda Priestly saiu de moda ou o mundo corporativo apenas encontrou novas formas de exercer controle?

A transformação do ambiente corporativo nas últimas duas décadas não aconteceu por acaso. Ela foi impulsionada por mudanças culturais, geracionais, tecnológicas e econômicas que alteraram a forma como os trabalhadores enxergam carreira, sucesso e qualidade de vida.

Segundo as especialistas ouvidas pelo g1, o modelo de liderança representado por Miranda começou a perder força quando profissionais passaram a questionar padrões que, por muito tempo, foram tratados como normais dentro das empresas.

Nos anos 2000, jornadas exaustivas, disponibilidade constante e chefes agressivos eram frequentemente vistos como parte inevitável do crescimento profissional. Em muitos setores, sofrer no trabalho funcionava quase como uma prova de comprometimento.

Mariana Laselva, especialista em lideranças, avalia que esse comportamento estava ligado a um contexto em que a estabilidade profissional era prioridade absoluta.

“Independentemente do que você enfrentasse no ambiente de trabalho, a lógica era: você não pode perder seu emprego”, afirma. “O padrão de abuso ficava muito naturalizado.”

Ao longo dos anos, porém, essa lógica começou a mudar. O avanço das discussões sobre saúde mental teve papel importante nesse processo.

Temas como burnout, ansiedade, depressão e assédio moral deixaram de ser tratados como fragilidade individual ou falta de dedicação e passaram a ser reconhecidos como questões legítimas de saúde e gestão, pontua Tatiana.

"Quanto mais eu me conheço, menos eu tolero determinadas situações", diz a especialista.

A pandemia acelerou ainda mais essa transformação. A imposição do trabalho remoto, o isolamento social e a sobreposição entre vida pessoal e profissional levaram muitas pessoas a repensar limites, prioridades e relações de trabalho.

📢 As mudanças vieram acompanhadas de uma pressão crescente sobre as empresas. Se antes comportamentos abusivos podiam ficar restritos aos bastidores corporativos, hoje funcionários contam com redes sociais, plataformas de avaliação e canais públicos para expor experiências negativas.

Segundo as duas especialistas, foi essa combinação entre maior conscientização dos trabalhadores e medo de danos à reputação que levou empresas a fortalecer áreas de compliance, criar canais de denúncia e revisar políticas internas relacionadas a assédio, ética corporativa e saúde mental.

Ou seja, não se trata apenas de altruísmo empresarial. Além do risco jurídico e de imagem, as organizações passaram a perceber impactos financeiros concretos provocados por ambientes tóxicos, como afastamentos por burnout, aumento da rotatividade, perda de talentos e queda de produtividade.

Esse movimento também mudou a própria ideia do que significa liderar. Se há 20 anos competência técnica e cobrança extrema bastavam para legitimar um chefe, hoje as empresas passaram a exigir habilidades ligadas à inteligência emocional, capacidade de escuta, desenvolvimento de equipes e construção de confiança.

"A régua da liderança atual ficou mais alta porque ela inclui humanidade (…) A pressão sobre o líder hoje não é apenas por resultados. É também por coerência”, afirma Tatiana.

"Você não é melhor do que ninguém por estar em uma posição de liderança (…) Somos todos adultos. Não é preciso maltratar ninguém', diz.

🤔 Mas, se o mundo corporativo mudou tanto nos últimos 20 anos, por que tantas empresas parecem voltar a endurecer regras e retomar estruturas mais rígidas de comando?

Depois de anos defendendo flexibilidade, autonomia e ambientes mais horizontais, grandes companhias passaram a reforçar hierarquias, ampliar mecanismos de supervisão e reduzir liberdades concedidas aos funcionários no pós-pandemia.

De acordo com uma reportagem recente da Bloomberg, lideranças estariam vivendo uma era de retomada do modelo de “comando e controle”.

A Target, segunda maior rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, endureceu regras sobre aparência e vestimenta dos funcionários. Agora, eles não podem mais usar bermudas e, se um cliente estiver a até três metros, a orientação é sorrir.

Já a Starbucks passou a reforçar padrões visuais mais rígidos para atendentes, limitando estampas, logotipos e cores fora do padrão definido pela empresa.

Segundo a análise publicada pela Bloomberg, as mudanças vão além da roupa. Elas refletem uma tentativa das empresas de reafirmar autoridade em um momento de pressão econômica, insegurança corporativa e perda do poder de barganha dos trabalhadores.

Esse movimento também aparece no retorno obrigatório ao trabalho presencial, na intensificação do monitoramento da produtividade e no aumento da vigilância sobre funcionários.

Uma pesquisa da WeWork, feita com quase 2 mil trabalhadores brasileiros, mostrou que 63% dos entrevistados atuam de forma presencial — e, para a maioria (79%), isso não é uma escolha, mas uma exigência.

Para Mariana Laselva, porém, é importante evitar análises simplistas. Na avaliação dela, o controle sempre existiu dentro das empresas. O que muda são as ferramentas e a forma como ele se manifesta.

“O controle não necessariamente tem uma única forma”, afirma. “Você passa de uma relação baseada na confiança para uma relação baseada no controle.”

Ela avalia que parte desse endurecimento está ligada à insegurança de lideranças que acreditam ter perdido a capacidade de supervisão durante os anos de maior flexibilização do trabalho remoto.

Ao mesmo tempo, Mariana ressalta que nem toda retomada do presencial representa automaticamente uma volta ao modelo “Miranda Priestly”.

Em alguns setores, a convivência física continua tendo valor estratégico para troca de conhecimento, formação de equipes e construção de vínculos profissionais.

Tatiana Marzullo faz uma leitura semelhante. Para ela, muitas empresas perceberam queda de produtividade, enfraquecimento da cultura organizacional e dificuldades de gestão após as mudanças aceleradas impostas pela pandemia.

"Vejo esse movimento mais como um ajuste do que como uma regressão", afirma. Ainda assim, ela alerta para uma diferença importante entre reorganizar processos e retomar culturas baseadas no medo.

Segundo Tatiana, empresas que ignorarem completamente os aprendizados dos últimos anos correm o risco de repetir modelos que já demonstraram impactos negativos na saúde mental, na retenção de talentos e na produtividade.

"As empresas mais inteligentes serão aquelas capazes de equilibrar alta performance com autonomia, confiança e bem-estar”" diz.

Na prática, o que especialistas observam é que o mundo corporativo atual vive uma espécie de disputa entre dois modelos de liderança.

De um lado, empresas pressionadas por produtividade, resultados financeiros e eficiência operacional. De outro, trabalhadores que passaram a valorizar mais equilíbrio, flexibilidade, saúde emocional e relações menos hierárquicas.

Ou seja, para Tatiana e Mariana, as lideranças que tendem a prevalecer no mercado são aquelas capazes de conciliar essas duas dimensões.

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Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 00:53

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.005 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (9), em São Paulo.

O g1 trasmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Mais crédito, renegociação de dívidas e prazo ampliado: como funciona o Desenrola 2.0 para empresas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 09/05/2026 00:53

Empreendedorismo Guia do empreendedor Mais crédito, renegociação de dívidas e prazo ampliado: como funciona o Desenrola 2.0 para empresas Nova fase do programa inclui empresas e permite renegociar dívidas com mais prazo, carência ampliada e crédito facilitado. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nesta semana, cria novas formas de renegociação de dívidas, amplia prazos de pagamento e facilita o acesso ao crédito para pequenos negócios. Nesta nova fase, o programa passa a atender também empresas.

Segundo o governo, o endividamento elevado afeta o consumo e compromete a atividade produtiva quando atinge pequenos negócios. Esse grupo concentra a maior parte dos empregos no país e costuma enfrentar mais dificuldades para acessar crédito em momentos de aperto financeiro.

O Desenrola Empresas opera a partir de mudanças em políticas já existentes, principalmente no Pronampe e no Procred, que passam a ter regras mais flexíveis, prazos maiores e maior tolerância a atrasos.

A mudança inclui negócios negativados ou com pequenos atrasos, possibilitando a troca de dívidas de curto prazo e juros elevados por financiamentos mais fáceis de administrar.

📎 O público-alvo inclui microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, dentro dos limites de faturamento estabelecidos em lei. As condições de acesso variam de acordo com o porte do negócio.

Para negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, atendidas principalmente pelo Procred, o novo Desenrola prevê mudanças na estrutura dos financiamentos.

Uma das principais alterações é a ampliação do prazo de carência, período em que a empresa ainda não começa a pagar as parcelas. Esse intervalo passa de até 12 para até 24 meses, criando uma margem maior para que o empreendedor reorganize as finanças.O prazo total do financiamento também foi ampliado. Antes limitado a 72 meses, agora pode chegar a 96 meses. Com isso, o valor das parcelas é diluído ao longo do tempo, reduzindo a pressão mensal sobre o caixa do negócio.Outro ponto é o aumento da tolerância a atrasos. Pelas regras anteriores, empresas com mais de 14 dias de atraso já encontravam obstáculos para contratar novas operações. Com o novo Desenrola, o limite passa a ser de 90 dias, levando em conta que oscilações temporárias de caixa são comuns entre pequenos negócios.O limite de crédito disponível também foi ampliado. O teto deixa de ser 30% do faturamento anual e passa para 50%, com valor máximo de R$ 180 mil por empresa.

👩🏻‍💼 No caso de microempresas comandadas por mulheres, esse percentual pode chegar a 60% do faturamento, como forma de incentivo ao empreendedorismo feminino.

Para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, as mudanças se concentram no Pronampe, linha criada durante a pandemia e que se consolidou como uma das principais fontes de crédito para esse segmento.

O prazo de carência foi ampliado para até 24 meses, e o prazo máximo de pagamento passou de 72 para 96 meses. A proposta é dar fôlego para que empresas endividadas consigam se reorganizar antes de retomar os desembolsos.A tolerância a atrasos também foi ampliada, passando de 14 para 90 dias. A medida evita o bloqueio automático do acesso ao crédito em situações de dificuldade financeira temporária.Outra mudança é o aumento do limite máximo de crédito, que sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Segundo o governo, a intenção é ampliar o acesso a recursos para capital de giro e criar condições para que empresas substituam dívidas mais caras, como cheque especial empresarial ou empréstimos de curto prazo, por financiamentos com juros menores e prazos mais longos.

Um dos principais elementos do Desenrola Empresas é o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O fundo funciona como uma proteção para os bancos, ao assumir parte das perdas em caso de inadimplência. Com isso, o risco das operações diminui.

Com menor risco, as instituições financeiras conseguem oferecer juros mais baixos e prazos mais longos, mesmo para empresas com histórico recente de atrasos ou com restrições no nome.

Esse modelo diferencia o novo Desenrola de uma renegociação comum entre banco e cliente. Ao assumir parte do risco, o governo tenta ampliar o acesso ao crédito para quem enfrenta mais barreiras no mercado.

As empresas interessadas não precisam acessar um site do governo nem se cadastrar em uma plataforma centralizada. O acesso ocorre diretamente nas instituições financeiras participantes, pelos canais habituais de crédito.

Cabe ao banco verificar se a empresa se enquadra nos critérios, como faturamento, programa aplicável e tipo de operação, e apresentar as condições previstas nas novas regras.

O governo não renegocia as dívidas diretamente, mas estabelece os parâmetros para que esse redesenho do crédito seja feito.

No caso dos microempreendedores individuais, a situação pode variar. Dependendo do tipo de dívida, o MEI pode acessar tanto as condições destinadas a pessoas físicas quanto as linhas voltadas a empresas, desde que cumpra os critérios de cada frente.

Além da linha empresarial, o programa mantém frentes voltadas às famílias, com renegociação de dívidas de consumo e descontos que podem chegar a 90%, aos estudantes com débitos do Fies, com abatimentos que podem alcançar 99% para inscritos no CadÚnico, e aos agricultores familiares, com a prorrogação do Desenrola Rural até 2026.

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Ministro diz que grupo de trabalho com os Estados Unidos para evitar novas tarifas já iniciou tratativas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (8) que o grupo de trabalho criado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais começou oficialmente os trabalhos.

Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que convidou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para uma videoconferência na próxima semana, possivelmente na terça-feira (12).

Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.

Segundo o ministro, o governo brasileiro pretende manter o diálogo para compreender quais são os pontos que levam os norte-americanos a avaliarem que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (8) que o grupo de trabalho criado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais começou oficialmente os trabalhos.

"O grupo de trabalho começou hoje, hoje eu mandei uma mensagem de WhatsApp para o Greer, dizendo 'ontem a conversa foi boa e vai ser melhor ainda no futuro', porque quando nós saímos da reunião, tanto ele quanto o próprio presidente Trump, ele me deu o cartão com o WhatsApp para o presidente Trump, falou, baixe as tarifas, estava brincando comigo", afirmou o ministro.

Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que convidou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para uma videoconferência na próxima semana, possivelmente na terça-feira (12).

"Eu mandei a mensagem convidando para uma conversa já na terça-feira (12) por videoconferência, se for possível, terça ou quarta-feira (13). Na segunda-feira (11), eu tenho uma reunião no Palácio Planalto com o presidente Lula, alinhamento de alguns detalhes que eu estou levantando", disse.

Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.

“É óbvio que nós vamos ter que, no próximo capítulo, discutir concretamente o que eles querem de redução [de tarifas] e ali vamos precisar entender se é possível ou não”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo brasileiro pretende manter o diálogo para compreender quais são os pontos que levam os norte-americanos a avaliarem que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados.

“Agora, óbvio que se nos for apresentado argumento factível de necessidade de revisão, de realinhamento, nós temos que ter boa vontade”, disse.

O ministro também destacou que, atualmente, 74% da pauta de importações brasileiras vindas dos Estados Unidos não pagam imposto de importação.

Apesar disso, Márcio Elias Rosa avaliou que o déficit comercial não representa um problema, já que existe complementaridade entre os investimentos e as economias dos dois países.

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026. Márcio Elias Rosa logo atrás (gravata cinza) — Foto: Presidência da República

Lula se reuniu na quinta-feira (7) com Trump, em Washington, em uma conversa descrita por ambos como positiva. O encontro durou cerca de três horas e teve como foco a retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países, especialmente nas áreas comercial e de investimentos.

A questão das tarifas também entrou na pauta. Embora Lula tenha evitado detalhar negociações específicas, ele indicou que houve disposição para tratar de barreiras comerciais e de medidas que afetam exportações brasileiras.

A leitura do governo é que o diálogo abre caminho para reduzir tensões e dar mais previsibilidade ao comércio bilateral.

Ao final do encontro, Lula avaliou que a conversa representou um “passo importante” para consolidar a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Trump, por sua vez, afirmou em rede social que a reunião foi “muito boa” e elogiou o presidente brasileiro, sinalizando que novos encontros devem ocorrer em breve.

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Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 18:45

Distrito Federal Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF Grupo afirma que cerca de 1,2 mil clientes podem ter sido afetados; empresa diz que faz auditoria após identificar inconsistências em dados. Por Ana Lídia Araújo, Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

A fintech Naskar Gestão de Ativos passou a ser investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo da empresa e falta de respostas da companhia.

Segundo a PCDF, foram registradas quatro ocorrências policiais contra a Naskar, entre esta quinta-feira (7) e sexta-feira (8). Os registros foram feitos em delegacias diferentes, e cada unidade ficará responsável pela apuração de forma independente.

Uma das ocorrências foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF — Foto: Reprodução

A fintech Naskar Gestão de Ativos passou a ser investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo da empresa e falta de respostas da companhia.

Segundo a PCDF, foram registradas quatro ocorrências policiais contra a Naskar, entre esta quinta-feira (7) e sexta-feira (8). O g1 apurou que duas empresas, somadas, estimam um prejuízo de pelo menos R$ 335 milhões (entenda abaixo).

Os registros foram feitos em delegacias diferentes, e cada unidade ficará responsável pela apuração de forma independente.

Considerando toda a operação da Naskar, a estimativa é de aproximadamente R$ 850 milhões em contratos e impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas, segundo informou o Grupo Nexco, uma das empresas contratantes.

A Naskar informou, em nota (veja íntegra abaixo), que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados.

Segundo a empresa, equipes técnicas trabalham na revisão e validação das informações para garantir a segurança e a precisão no tratamento dos dados. A companhia afirmou ainda que os clientes serão atualizados “o mais breve possível”.

Uma das ocorrências foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

De acordo com o registro policial, Wesley afirma que sua empresa atuava na indicação de clientes para produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes fizeram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões.

Segundo o empresário, os problemas começaram nesta semana, quando pagamentos previstos para segunda-feira (4) deixaram de ser feitos, e o aplicativo utilizado pelos clientes para consultar saldos e solicitar resgates saiu do ar.

“Meu dinheiro da vida está dentro dessa instituição. Minha mãe vendeu uma casa que ela tinha e colocou o dinheiro lá para viver da renda”, afirmou Wesley ao g1.

Segundo Wesley, clientes e parceiros passaram anos confiando na empresa e nunca haviam enfrentado atrasos semelhantes.

Wesley afirma ainda que representantes da empresa deixaram de responder mensagens, ligações e notificações formais, sem apresentar esclarecimentos sobre os valores investidos ou previsão de regularização.

Segundo ele, após orientação jurídica, decidiu registrar boletim de ocorrência e entrar com medida cautelar na Justiça.

“O medo é que essas pessoas estejam fugindo com o nosso dinheiro. A gente quer que o dinheiro seja bloqueado para ressarcir os clientes”, afirmou.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Segundo a Nexco, os repasses previstos em contratos de mútuo — espécie de empréstimo entre as partes — deveriam ter sido feitos no primeiro dia útil do mês, mas não foram honrados.

A empresa afirma que clientes e agentes também relataram impossibilidade de acessar o aplicativo, movimentar contas e obter respostas da Naskar.

Para o grupo, a situação deixou de ser um atraso pontual e passou a representar uma “crise de confiança e de informação”.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial”, afirma o advogado Kauê Machado, que representa a Nexco e clientes.

A empresa diz que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à sua base podem ter sido afetados, com prejuízo estimado em R$ 288 milhões.

A Nexco também afirma que não havia identificado, até então, qualquer sinal de irregularidade na operação da Naskar que justificasse a interrupção ou inviabilizasse a comercialização dos contratos.

A companhia diz ainda que seus próprios diretores e colaboradores estão entre os prejudicados e que passou a organizar ações judiciais para reunir os clientes afetados e buscar reparação.

Clientes da Naskar passaram a relatar problemas na plataforma e dificuldades para acessar valores em publicações no site Reclame Aqui. As queixas mencionam indisponibilidade do aplicativo e falta de comunicação por parte da empresa.

“Estou sem acesso ao banco Naskar há vários dias. Aparece uma mensagem de problemas no sistema. Quero resgatar meu dinheiro”, escreveu um usuário de Brasília.

Outro cliente, do Paraná, afirma que o aplicativo saiu do ar sem aviso prévio e relata prejuízo financeiro.

"Desde segunda-feira, sem nenhum comunicado por parte da instituição. O aplicativo sumiu do ar e todo o meu dinheiro investido simplesmente desapareceu do dia para a noite. Foram anos trabalhando”, disse.

Há ainda relatos de ausência de posicionamento oficial da empresa diante da situação. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte da Naskar que justificasse o bloqueio dos valores ou que apresentasse um cronograma de devolução”, diz outra reclamação.

As manifestações reforçam o aumento da insatisfação entre clientes e a pressão por esclarecimentos sobre a situação da empresa.

“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível",

"Nexco entra com processo contra Naskar após atraso inédito e falta de informações sobre contratos de mútuo

Grupo ajuizou ação com pedido cautelar para resguardar seus direitos e os de clientes afetados; empresa afirma que também foi surpreendida pela interrupção operacional e pela ausência de respostas.

O Grupo Nexco ajuizou ação contra a Naskar Holding após uma sequência de fatos que causaram forte insegurança sobre o que ocorreu com a operação. Conforme a sistemática contratual, os pagamentos que deveriam ocorrer sempre no primeiro dia útil de cada mês, não foram honrados, e a medida judicial foi adotada após a confirmação da impossibilidade de acesso ao aplicativo, movimentação das contas e a ausência de resposta às tentativas de contato por clientes e agentes.

Na avaliação da companhia, o ponto que transformou a situação em crise foi justamente o fato de que esse atraso nunca havia ocorrido, somado à falta de transparência dos sócios da Naskar sobre a origem do problema e os desdobramentos da operação. A Nexco afirma que, até o momento, também não recebeu esclarecimentos consistentes sobre o que de fato aconteceu, o que levou à adoção das medidas judiciais cabíveis.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial para resguardar direitos e buscar esclarecimentos”, afirma Kauê Machado, do escritório Machado Gobbo, que representa o grupo e alguns clientes.

A empresa destaca que os instrumentos firmados com a Naskar são contratos de mútuo, isto é, contratos de empréstimo com amparo no Código Civil, com previsão de prazos, condições de devolução e remuneração pactuadas entre as partes. Segundo a Nexco, trata-se de uma relação civil contratual, e não de produto financeiro ou investimento regulado pelo mercado de capitais.

A companhia também ressalta que sua atuação comercial sempre envolveu diferentes soluções e modalidades contratuais, como seguros, consórcios e outros produtos que igualmente não se enquadram como investimentos financeiros. No caso da Naskar, a Nexco afirma que a comercialização ocorreu porque acreditava na regularidade da operação e na transparência apresentada pela empresa, posicionando-se também como cliente.

De acordo com a companhia, a própria Nexco foi diretamente atingida pela situação, uma vez que Diretores e diversos colaboradores do grupo aderiram à solução e hoje figuram entre os prejudicados, ao lado da própria empresa.

“Tão logo a gravidade da situação foi verificada, a Nexco acionou seu corpo jurídico para dar suporte aos parceiros e clientes. A partir daí, foi estruturado o procedimento para adesão dos prejudicados, com o objetivo de permitir que essas pessoas integrem os processos de forma conjunta e tenham seus direitos resguardados de forma organizada”, afirma o advogado.

A estimativa apresentada pela companhia é de que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à base da Nexco tenham sido afetados, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 288 milhões. Considerando toda a operação da Naskar, mensura-se que a empresa possui cerca de R$ 850 milhões em contratos de mútuo, com impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas.

A Nexco afirma ainda que, até o surgimento do problema, não havia identificado em registros públicos ou em suas verificações qualquer sinal que indicasse irregularidade capaz de inviabilizar a continuidade da comercialização do produto. Segundo a companhia, não houve alerta prévio de órgãos como Procon ou Ministério Público que apontassem, até então, qualquer impedimento conhecido em relação à atuação da Naskar.

Para o grupo, a ação judicial tem dupla finalidade: buscar proteção patrimonial e documental para os afetados e, ao mesmo tempo, forçar o esclarecimento institucional sobre a dimensão do problema. A companhia diz que seguirá concentrando sua comunicação por meio da assessoria jurídica e de imprensa, e que manterá os afetados informados dentro dos limites processuais.

“O Grupo Nexco lamenta profundamente o ocorrido. A companhia acreditou na operação apresentada pela Naskar, assim como seus clientes, colaboradores e diretores. Diante do atraso inédito, da frustração das expectativas de pagamento e da falta de transparência dos sócios da empresa, a via judicial foi a medida necessária para buscar esclarecimento, responsabilização e resguardo de direitos”, afirma a banca.

A Nexco diz que continuará acompanhando o caso e reforça que sua postura seguirá pautada pela escuta dos afetados e pela transparência possível dentro dos limites do processo judicial. A empresa afirma ainda que a divulgação do episódio também busca alertar o mercado para evitar que outras pessoas sejam expostas à mesma situação."

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Governo Trump recorre após Justiça dos EUA considerar ilegal tarifa global de 10%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%Oferecido por

A medida havia sido adotada por Trump em fevereiro como alternativa após uma derrota anterior na Suprema Corte.

A nova decisão judicial, divulgada na quinta-feira (7), concluiu que Trump não tinha autoridade legal para aplicar o aumento generalizado das tarifas usando uma lei comercial da década de 1970.

O tribunal, porém, limitou os efeitos da decisão apenas aos autores da ação: duas pequenas empresas americanas e o estado de Washington.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recorreu nesta sexta-feira (8) da decisão da Corte de Comércio Internacional dos EUA que considerou ilegal a tarifa global de 10% aplicada sobre importações, segundo a agência Reuters.

A medida havia sido adotada por Trump em fevereiro como alternativa após uma derrota anterior na Suprema Corte.

A nova decisão judicial, divulgada na quinta-feira (7), concluiu que Trump não tinha autoridade legal para aplicar o aumento generalizado das tarifas usando uma lei comercial da década de 1970. O placar foi de 2 votos a 1.

O tribunal, porém, limitou os efeitos da decisão apenas aos autores da ação: duas pequenas empresas americanas e o estado de Washington.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA já havia decidido que o presidente extrapolou seus poderes ao impor o chamado “tarifaço” global usando uma lei de emergência nacional de 1977.

Na ocasião, a Corte entendeu que apenas o Congresso americano pode criar tarifas amplas sobre produtos importados e que o presidente não poderia usar poderes emergenciais para fazer isso sozinho. A decisão afetou as chamadas tarifas recíprocas, aplicadas a diversos países, incluindo o Brasil.

Depois dessa derrota, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% sobre importações, desta vez baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Agora, a Corte de Comércio Internacional também colocou em dúvida essa nova estratégia. Segundo os juízes, a lei usada pelo governo não foi criada para permitir tarifas amplas desse tipo.

As tarifas atuais tinham caráter temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.

Ao comentar a decisão, Trump criticou os magistrados responsáveis pelo julgamento e afirmou que a decisão partiu de “dois juízes radicais de esquerda”.

O caso acontece em meio às tensões comerciais entre os EUA e a China e poucos dias antes de uma reunião prevista entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Como o g1 mostrou, mais de 330 mil empresas foram afetadas pelas tarifas em cerca de 53 milhões de remessas importadas. Após a decisão da Suprema Corte, empresas passaram a ter direito de pedir reembolso das taxas pagas.

Estimativas da Universidade da Pensilvânia apontam que os reembolsos podem chegar a US$ 175 bilhões (cerca de R$ 859 bilhões), além de juros. (veja mais aqui)

Recentemente, Trump afirmou que a decisão da Justiça americana foi “ridícula” e criticou os juízes por não incluírem uma cláusula impedindo a devolução do dinheiro já arrecadado.

No mês passado, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE.

O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação.

Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões). Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso.

Segundo informações da Reuters, parlamentares democratas têm pressionado grandes empresas para que eventuais reembolsos sejam revertidos em preços menores aos consumidores, e não usados para recompra de ações ou bônus a executivos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciando tarifas recíprocas globais — Foto: REUTERS/Carlos Barria

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