RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.004 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 36 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (7), em São Paulo.

O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Lula e Trump: por que o PIX deve ser assunto central do encontro entre os presidentes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%Oferecido por

O PIX, sistema brasileiro de pagamento instantâneo, entrou na mira do governo dos Estados Unidos a pedido do presidente Donald Trump.

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.

Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA.

Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Pelo contrário: o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA.

Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.

O PIX deve ser assunto central do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que ocorre nesta quinta-feira (7).

O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta na em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump.

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro. O PIX é o único sistema do governo com essa finalidade.

"O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Já neste ano, em abril, um relatório divulgado pela Casa Branca ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento.

Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.

Veja, nos tópicos abaixo, os possíveis motivos apontados por especialistas para Trump questionar o PIX.

Concorrência com empresas dos EUAPIX Internacional, 'efeito Brics' e ameaça ao dólarSucesso do PIX vira vitrine para o BrasilOfensiva dos EUA contra sistemas de pagamentosExigências legais do Brasil — e apoio às big techs

O PIX é gratuito para pessoas físicas e tem custo baixo para empresas, representando forte concorrência para grandes operadoras de cartão de crédito americanas, como Visa e Mastercard, afirma Jorge Ferreira dos Santos Filho, economista e professor da ESPM.

"O sistema também compete com fintechs americanas. Enquanto nos EUA a regulação permite a cobrança por transferências instantâneas, no Brasil essas empresas são obrigadas a integrar o PIX para operar", diz.

Segundo o professor, as regras forçam as companhias a ajustarem seus modelos de negócio diante da possível perda de receita, já que empresas de alta tecnologia lucram com taxas sobre transações. O cenário também afeta big techs que oferecem serviços de pagamento, como o Google.

Para Ralf Germer, CEO da PagBrasil, o PIX é um sistema tecnologicamente avançado que promove uma concorrência saudável no mercado. Ele não acredita, porém, que o sistema conflite diretamente com os interesses dos EUA, nem que isso justifique a investigação do governo americano.

"O PIX não foi criado para concorrer ou substituir outros meios de pagamento, como o cartão de crédito. Desde o lançamento do sistema, as demais formas de pagamento, especialmente os cartões, continuaram crescendo", afirma.

"Além disso, houve tempo suficiente para que se adaptassem e desenvolvessem soluções capazes de competir com as vantagens do PIX, seja em custo, experiência do usuário ou do comércio", acrescenta.

Entre as novidades do PIX, o Banco Central do Brasil (BC) segue trabalhando para adotar, no futuro, o PIX Internacional, que já é aceito de forma limitada em alguns países, como Argentina, EUA (Miami e Orlando), Portugal (Lisboa), entre outros.

O BC avalia que o uso atual do PIX em outros países é "parcial", restrito a estabelecimentos específicos. A expectativa é que, no futuro, os pagamentos transfronteiriços sejam realizados de forma definitiva, interligando sistemas de pagamento instantâneo.

Nesse sentido, especialistas acreditam que a possibilidade de uso do PIX Internacional como meio de pagamento entre países do Brics, por exemplo, pode ter incomodado os EUA por ameaçar a paridade do dólar nas negociações, comprometendo a hegemonia da moeda no sistema financeiro global.

"Esse pode ser o ponto que mais incomoda o governo americano: a criação de uma moeda única do Brics e o possível uso do sistema PIX para reduzir a influência do dólar nas negociações entre esses países", diz Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora.

🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

Durante o tarifaço, o presidente Donald Trump ameaçou, em mais de uma ocasião, aplicar taxas de 10% às nações integrantes do grupo. Ele é contra a criação de uma nova moeda ou meios de pagamento que substituam o dólar — uma das prioridades do Brasil dentro do grupo.

Segundo o professor Jorge Ferreira, da ESPM, o PIX Internacional pode enfrentar resistência dos EUA, já que concorreria diretamente com o sistema SWIFT — rede global de transferências financeiras adaptada, inclusive, para cumprir sanções internacionais, especialmente dos EUA e da União Europeia.

Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo e fundador do RegLab, afirma que a principal queixa dos EUA parece ser a percepção de que o governo brasileiro teria favorecido seu próprio sistema de pagamento eletrônico — prejudicando, assim, empresas privadas norte-americanas.

Ele avalia que, quando o regulador também atua como operador bem-sucedido — como o Banco Central do Brasil com o PIX —, é natural que surja uma “pressão internacional” nesse cenário de competição.

"De uma forma ou de outra, o PIX se tornou um modelo de inovação estatal eficiente, que pode ser replicado por outros países — o que representa uma possível ameaça ao domínio de empresas americanas no mercado global de meios de pagamento", explica.

Para o especialista, o sucesso massivo do PIX também virou uma vitrine e confere ao Brasil peso geopolítico para influenciar padrões e negociar aberturas no mercado internacional. “É um grande modelo a ser seguido em termos de infraestrutura pública digital de pagamentos.”

Pedro Henrique Ramos, do RegLab, lembra que os EUA têm um histórico de contestar políticas que favorecem infraestruturas domésticas, citando os casos da Indonésia, Índia e China (com a UnionPay).

Ao anunciar tarifas de 32% sobre produtos importados da Indonésia, no ano passado, os EUA também alegaram "prática comercial injusta", citando impacto em empresas americanas como Visa, Mastercard e Amex.

Segundo Ramos, esse tipo de infraestrutura pública de baixo custo, criado por países emergentes, é adotado como instrumentos de inclusão social e financeira, e de redução da dependência de redes atreladas ao dólar.

"Então, você tem um atrito geopolítico claro entre interesses comerciais e também com os discursos políticos que são usados para fundamentar e fomentar essas infraestruturas digitais soberanas dos países", afirma.

Ralf Germer, da PagBrasil, destaca que os EUA têm sistemas semelhantes, como o Zelle — criado por grandes bancos, com possíveis taxas conforme a instituição — e o FedNow, do Federal Reserve, que permite cobrança de taxas pelos bancos, mas geralmente não repassadas ao consumidor final.

Os sistemas norte-americanos, no entanto, não chegaram nem perto do sucesso do PIX, afirma Pedro Henrique Ramos, do RegLab.

"A adesão ao FedNow, por exemplo, foi opcional. Nenhum dos grandes bancos americanos aderiu. Então, de uma forma ou de outra, o PIX virou um modelo, uma vitrine", diz.

Os questionamentos dos EUA sobre os pagamentos eletrônicos fazem parte de uma discussão mais ampla que envolve big techs americanas, como Google e Meta (WhatsApp ), que operam seus próprios sistemas de pagamento e podem ver o PIX como concorrente.

"Empresas americanas do setor frequentemente resistem a determinadas decisões do Supremo Tribunal Federal [STF], especialmente sobre exigências legais como a proibição de veicular certos conteúdos", diz Lia Valls, pesquisadora associada do FGV Ibre e professora da UERJ.

Segundo a especialista, apesar de não ter relação direta, o conflito com as big techs também contribui para as alegações de Donald Trump, que em diversas ocasiões tentou pressionar a Suprema Corte brasileira.

Também no ano passado, por exemplo, a maioria dos ministros do STF votou a favor de responsabilizar as redes sociais pelo conteúdo publicado por seus usuários — como discursos de ódio, fake news ou prejudiciais a terceiros.

No mesmo dia, o Google, dono do YouTube, afirmou que "abolir regras que separam a responsabilidade civil das plataformas e dos usuários não contribuirá para o fim da circulação de conteúdos indesejados na internet [como fake news]".

Já a Meta, proprietária do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, manifestou preocupação com "as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil".

Além disso, há o caso específico do WhatsApp. Em junho de 2020, antes mesmo do lançamento do PIX, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam a função de pagamentos e transferências por meio do aplicativo no Brasil.

Na época, o BC determinou que as bandeiras Visa e Mastercard, que viabilizavam as transações, suspendessem a função de pagamentos para que o órgão avaliasse riscos e garantisse o bom funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já o Cade apontava possíveis riscos à concorrência.

Em 2023, com o PIX já em funcionamento, o BC autorizou o WhatsApp a oferecer pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pago. Em dezembro, porém, a empresa descontinuou no Brasil a função de pagamento entre pessoas com cartão de débito no aplicativo.

Em nota enviada ao g1 em novembro de 2024, a empresa informou que a decisão de suspender a função com cartão de débito no país teve como objetivo priorizar as transações via PIX.

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Escala 6×1: novas regras para jornada de trabalho serão divididas em PEC e projeto de lei, diz relator

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 20:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%Oferecido por

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), disse nesta quarta-feira (6) que o tema deverá ser dividido em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e um projeto de lei.

A declaração foi após audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com outros membros da comissão que analisa o assunto, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP).

No entanto, Prates e Santana não confirmaram se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição.

O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6×1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial.

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga), deputado Léo Prates (Republicanos-BA), disse nesta quarta-feira (6) que o tema deverá ser dividido em umaProposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei.

A declaração foi após audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com outros membros da comissão que analisa o assunto, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP).

“Eu disse o formato. Hoje o ministro Marinho trouxe uma posição que é uma posição que eu considero interessante. Eu acho que o presidente Alencar também considera interessante”, afirmou o relator.

No entanto, Prates e Santana não confirmaram se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição.

O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6×1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

No entanto, especificidades de alguns setores e até eventual regra transição para adoção da medida poderão ser tratados no projeto de lei.

Ontem, o relator havia anunciado que a PEC deve ser analisada pela comissão especial da Câmara no dia 26 de maio.

Hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, que é tema central do debate sobre o fim da escala 6×1.

O governo enviou um projeto de lei que trata do tema. Porém, já tramitava na Câmara propostas constitucionais sobre o assunto.

Portanto, a declaração do relator indica uma solução para o impasse sobre como o fim da escala seria encaminhada.

“A PEC é importante e não briga com o PL. Na PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país a partir dessa aprovação dessa PEC. Quais as regras gerais, mas as especificidades têm papel do PL. Portanto, não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro Marinho.

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Bradesco tem lucro de R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre, alta de 16% em um ano

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 06/05/2026 20:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%Oferecido por

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% na base trimestral.

A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, para quase R$ 10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, ante 14,4% um ano antes.

A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% um ano antes e no quarto trimestre de 2025.

O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, para quase R$ 9,7 bilhões.

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% na base trimestral, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira.

A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, para quase R$ 10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, ante 14,4% um ano antes.

"Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos. Seguiremos em frente, 'step by step'", disse o presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, em comunicado à imprensa sobre o balanço, acrescentando que o avanço ocorreu com cautela.

"O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade."

A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas. Nesse segmento, houve aumento de 3,3% nas grandes companhias e de 14,4% nas micro, pequenas e médias empresas.

Na base trimestral, a carteira expandida ficou quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física e queda de 1,1% em pessoa jurídica — recuo de 0,2% nas grandes empresas e de 2,3% nas MPMEs.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% um ano antes e no quarto trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, o resultado foi influenciado pelas operações de capital de giro com garantias, que têm dinâmica específica de recuperação e impactaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual.

No começo da semana, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população.

O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, para quase R$ 9,7 bilhões. O banco afirmou que o movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito no varejo.

No atacado, a PDD expandida somou R$ 800 milhões, ante R$ 300 milhões no trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes.

No varejo, a PDD expandida foi de R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 7,4 bilhões um ano antes, impactada por "operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada".

Na movimentação da carteira por estágios, o montante no estágio 1 somava R$ 715,7 bilhões, enquanto no estágio 2 totalizava R$ 40,0 bilhões e, no estágio 3, R$ 57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram de R$ 712,4 bilhões, R$ 37,2 bilhões e R$ 59,4 bilhões, respectivamente.

O banco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 entre 8,5% e 10,5%.

As receitas totais do banco atingiram R$ 36,9 bilhões, alta de 14% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. As receitas com prestação de serviços cresceram 6,2%, para R$ 10,4 bilhões.

As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual. O índice de eficiência ficou em 49,2%, ante 51,8% um ano antes.

O resultado de seguros mostrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual, com ROAE de 21,6%.

Em fevereiro, o banco e a Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, conglomerado formado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações.

"Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a organização. Seu potencial em saúde é grande, e há também benefícios para o grupo", acrescentou Noronha.

O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%. Os ativos totais somavam quase R$ 2,48 trilhões.

Ao fim de março, o banco tinha 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Em dezembro, eram 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento.

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Tesla anuncia recall de quase 219 mil carros por falha na câmera de ré; veja modelos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 19:49

Carros Tesla anuncia recall de quase 219 mil carros por falha na câmera de ré; veja modelos Montadora afirma que defeito está ligado a um curto-circuito em componente do computador do veículo, afetado no momento da partida do carro elétrico. Por Reuters

A Tesla anunciou, nesta quarta-feira (6), um recall de 218.868 veículos nos Estados Unidos devido a uma falha na imagem da câmera de ré.

Segundo a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA), órgão equivalente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) no Brasil, em alguns veículos a imagem da câmera de ré pode demorar a aparecer ao se engatar a marcha à ré, o que reduz a visibilidade do motorista.

"Em uma pequena porcentagem dos veículos afetados, no momento em que o veículo é ligado, a placa do computador do carro pode sofrer um curto-circuito, resultando na perda da funcionalidade da câmera de ré", diz a Tesla em no comunicado do recall.

Tesla Model 3 de 2024 até 2025;Tesla Model Y de 2023 até 2025;Tesla Model S de 2024 até 2025;Tesla Model X de 2023 até 2025.

A Tesla informou que já disponibilizou uma atualização de software remota para corrigir o problema.

No mês passado, a NHTSA encerrou uma investigação que envolvia cerca de 2,6 milhões de veículos da Tesla, relacionada a um recurso que permitia movimentar os carros à distância, após concluir que os casos estavam ligados apenas a incidentes em baixa velocidade.

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Desenrola cria cultura que ignora razão do endividamento recorde, diz pesquisador do ‘Brasil dos boletos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 15:25

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%Oferecido por

'O parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas', aponta Kauê Lopes dos Santos — Foto: AFP via Getty Images

O investimento em programas de renegociação de dívidas mostra que o governo brasileiro está atento aos problemas da população e funciona como uma injeção de renda para permitir a volta ao consumo, afirma o geógrafo Kauê Lopes dos Santos, que estuda a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo.

Por outro lado, diz o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), programas como o Desenrola, que teve sua segunda versão lançada oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana, podem criar uma cultura de renegociação de débitos que não resolve o problema estrutural causado pelo consumo via crédito no Brasil.

"Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo", diz Lopes dos Santos, autor do livro Parcelado (Editora Fósforo).

Segundo o pesquisador, programas como o Desenrola 2.0 podem criar uma cultura de renegociação que podem "complexificar o jogo". "Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais", diz.

A iniciativa, lançada oficialmente na segunda-feira (4), prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

Em Parcelado, Kauê Lopes dos Santos analisa como o consumo via crédito passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico das famílias brasileiras, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência.

"Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda", disse em entrevista à BBC News Brasil.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 80,4% das famílias brasileiras se encontravam endividadas em março, um recorde na série histórica do levantamento.

Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13.

O geógrafo aponta que o sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, "construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas", tornando o cenário cada vez mais complexo para as famílias de baixa renda.

"Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência."

E se por um lado o acesso ao crédito se transforma em inclusão social e maior acesso a produtos, ele também compromete o futuro financeiro de parte da população, diz o autor.

"Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento."

Nos últimos anos, afirma Lopes dos Santos, a situação se agravou ainda mais diante da disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets.

"Frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito etc.", diz.

➡️ Leia, a seguir, a entrevista completa com Kauê Lopes dos Santos, editada para maior clareza e concisão.

Kauê Lopes dos Santos – Eu resolvi estudar o tema, na verdade, em decorrência de uma pesquisa que desenvolvi no mestrado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), que objetivava entender os contrastes materiais perceptíveis na periferia de São Paulo.

Quando fazia visitas de campo, observava nos bairros periféricos a presença de um conjunto de infraestruturas e serviços muito precários, como rede de saneamento básico, rede de eletricidade e telecomunicações, equipamentos de infraestrutura e lazer e etc.

Só que, ao mesmo tempo, nas moradias, observava uma presença de bens considerados modernos, como televisões, geladeiras, mais recentemente celulares, computadores e assim por diante. Esse contraste me chamava a atenção e, quando fui tentar entender o motor por trás desse contraste, cheguei na questão do crédito.

Lopes dos Santos – O endividamento crônico é aquele que está ligado a uma lógica de repetição. Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda.

Vamos supor que eu tenha um orçamento de um salário mínimo, mas não consiga comprar várias das coisas que tem na minha casa com esse valor. Então eu parcelo a geladeira, depois o fogão, depois a televisão. E aí chega um momento que algo como, por exemplo, uma roupa, que eu poderia comprar com o meu salário mínimo e estaria dentro do meu orçamento, já não está mais porque parte da minha renda está comprometida com as outras parcelas. Então o que eu faço? Parcelo a roupa também. Parcelo até o supermercado.

Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento.

BBC News Brasil – O senhor entrevistou centenas de famílias. Com o que as pessoas se endividam no Brasil hoje?

Lopes dos Santos – Na minha pesquisa, o foco principal são equipamentos elétricos e eletrônicos, mas em paralelo acompanho dados de outras pesquisas maiores, de institutos, que têm mais condições de ampliar a análise. E o que observo é que o parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas.

Há também o uso para emergências, como um conserto de carro. Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência.

Mais recentemente, também temos visto o crescimento das bets, que drenam o orçamento e fazem com que as pessoas se endividem cada vez mais. E, frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito, etc.

BBC News Brasil – Hoje quase metade da renda dos brasileiros está comprometida em dívidas com instituições financeiras, segundo o Banco Central (BC). Como chegamos a esse ponto?

Lopes dos Santos – O Brasil construiu nos últimos 25 ou 30 anos uma sociedade cujo consumo é catalisado pelo crédito. O consumo já acontecia, obviamente, mas agora o sujeito na periferia, que não era bancarizado e não tinha acesso a crédito, pode não só comprar sem ter o dinheiro em reserva, mas em uma velocidade muito maior.

E o sistema foi percebendo ao longo do tempo que o mais pobre paga – há situações de calote, de insolvência, mas a grande maioria da população paga porque é importante ter o nome limpo, até para poder continuar consumindo.

O sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas, o que torna a situação cada vez mais difícil de resolver, pois mesmo que você tenha chegado ao fim de um parcelamento, ainda tem a parcela de um outro produto que você comprou.

Há ainda um conjunto de variáveis de ordem macroeconômica que são muito problemáticas. Inclusive, porque com a população sempre com o orçamento no limite, qualquer alteração de ordem macroeconômica, como por exemplo aumento do desemprego, ou a diminuição da renda, vai aumentar muito o número de pessoas em situação de inadimplência e insolvência.

Endividamento crônico é 'variante nociva' da inclusão financeira, vê pesquisador — Foto: Getty Images

BBC News Brasil – Até que ponto o acesso ao crédito se converteu em inclusão social e aumento do poder aquisitivo no Brasil?

Lopes dos Santos – Essa questão é importante, porque o termo inclusão financeira é muito celebrado como algo positivo, pois tínhamos uma população que anteriormente estava excluída desse sistema e passa a ser incluída. Mas me parece importante qualificar essa inclusão.

O que eu fui descobrindo com a pesquisa, a partir dos entrevistados, é que eles identificam que houve uma melhora na vida deles a partir do consumo via crédito – do ponto de vista objetivo e subjetivo. Por exemplo, uma família poder ter acesso a uma geladeira para conservar alimentos significa melhora na qualidade de vida em uma dimensão objetiva.

Já do ponto de vista subjetivo, temos a percepção do sujeito cuja família vive num bairro que tem uma infraestrutura precária, mas agora consegue comprar uma coisa moderna. Ou seja, chega a lugares que nunca tinha chegado antes, ou acessa produtos a que nunca teve acesso

Mas, ao mesmo tempo, na forma como essa inclusão financeira acontece, ela também pode ser negativa. As taxas de juros empregadas vão comprometer o orçamento e vão comprometer o futuro dessas famílias.

O endividamento crônico, para mim, é uma variável nociva dessa inclusão financeira. Por isso que eu chamo de capilarização do crédito, porque as regras do sistema são verticais: elas são decididas e a população tem que acatar, e a taxa de de juros não é negociável.

BBC News Brasil – Existe espaço para algum tipo de reforma ou maior regulação no mercado de oferta de créditos?

Lopes dos Santos – Economistas são melhores para formulação de políticas públicas de curto prazo, nas humanidades fazemos mais a leitura crítica de construção de estrutura. Mas têm muitos caminhos para serem pensados, nem todos eles de fácil resolução. Por exemplo, redução de taxas de juros não é uma coisa tão simples de ser de ser construída. Ou então educação financeira, que é muito importante, mas como isso seria feito? Se for apenas para gente em idade escolar, como é que garantimos que a maior parte da população economicamente ativa e que é tomadora de crédito vai ter acesso a esse conhecimento? E esse letramento financeiro deveria ser crítico, né? Não adianta só explicar como deve ser o orçamento da família, esse sujeito precisa também saber ler a estrutura, conhecer o sistema financeiro, os bancos, as taxas de juros cobradas.

Outra política importante, que se conecta com o debate da escala 6×1, é a questão de aumento da renda do trabalhador. Isso daria maior segurança em termos de não entrada em circuitos de insolvência. Mas tudo tem que ser feito de uma forma combinada, não dá para apostar só em uma dessas políticas.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, na apresentação do Desenrola 2.0 — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

BBC News Brasil – O novo Desenrola Brasil foi lançado oficialmente pelo governo Lula no dia 4 de maio. Como o senhor avalia a primeira iniciativa do Desenrola, em 2023, e quais são suas perspectivas para a nova edição?

Lopes dos Santos – Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo. Mas como muitas políticas públicas, tem um impacto de curto e médio prazo.

O Desenrola 1 teve um papel importante como um primeiro exercício de atenção para essa questão do endividamento, ao mesmo tempo em que serviu como uma garantia para os bancos, já que a forma como foi arquitetado gera menor risco nas operações do crédito. Mas há também uma leitura crítica, ligada sobretutudo ao fato de que o sujeito vai receber um desconto em sua dívida para depois voltar a consumir. Entre o Desenrola 1 e o Desenrola 2.0., mais de 9 milhões de pessoas voltaram para a condição de super endividamento, o que mostra o quão complexa é a situação.

Em termos gerais, eu entendo [as iniciativas] como algo positivo no curto prazo. No médio prazo é uma questão para ser analisada, pois pode criar uma cultura de renegociação que pode complexificar todo o jogo. Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais.

Não vamos conseguir resolver efetivamente o problema [do endividamento e do parcelamento], pois o Brasil me parece um dos países que adotaram com mais força essa lógica. Os países europeus, nos quais os inspiramos para muita coisa, não tem essa mesma lógica operante.

O Desenrola, na verdade, é feito para lidar com as situações de inadimplência e insolvência – que são produtos do endividamento –, sobretudo para populações de baixa renda que teriam menores condições de resolver isso por conta própria. Essa injeção de verba do Estado não deixa de ser uma injeção de rendimento para essas pessoas positivem a sua situação no mercado de crédito e voltem a consumir mais.

BBC News Brasil – Mas e a percepção pessoal em relação ao estado da economia? Sabemos o peso que o endividamento tem para as famílias brasileiras, então do ponto de vista pessoal, o programa pode ter impacto na percepção sobre o estado do país e aprovação do govermo?

Lopes dos Santos – A minha hipótese é de que isso vai ter um efeito positivo na leitura da população em relação ao governo – e a expectativa do governo também é essa.

Mas um ponto interessante em relação a essa discussão é que, nos anos 2000 e 2010, durante a ascensão da nova classe C, havia uma euforia em relação ao consumo. Essa população teve acesso, pela primeira vez, a uma TV de plasma, a um computador.

Só que, com o tempo, essas pessoas entram em um novo ciclo de consumo, de obsolescência programada, de crédito, e não há mais a mesma euforia. Aqueles bens já não são mais uma novidade e o eleitor de hoje já naturalizou a presença desses objetos no seu cotidiano.

Mas claro, o parcelamento compromete o orçamento familiar, muitas famílias vivem em situação de inadimplência e insolvência, comprometendo seu bem-estar. Isso também impacta na leitura da população diante da própria situação do consumo.

BBC News Brasil – Uma das possibilidades da nova iniciativa é o uso de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar as dívidas. Mas há uma preocupação de alguns setores de que isso possa comprometer a função original do FGTS de aquisição da casa própria e proteção em caso de demissão. Qual sua visão?

Lopes dos Santos – Isso tem gerado uma disputa entre empresários e diferentes setores de economia. A construção civil, por exemplo, não gosta do uso do FGTS para garantir negociação com o sistema financeiro porque o fundo é um recurso que pode ser historicamente capturado por esse setor.

Outra frente é o debate sobre o sistema financeiro ter mais uma forma de capturar o rendimento dos trabalhadores. Na verdade, se pararmos para pensar, o sujeito na periferia já está pagando as maiores taxas de juros, e está trabalhando e gerando renda que é drenada pelo sistema.

Muitas vezes ele já terminou e pagar o preço do produto à vista e segue pagando parcelas referentes apenas ao juros. Isso não deixa de ser uma captura de recursos.

Agora, além dessa captura de recursos pelo sistema, temos o FGTS, que seria mais um braço para extração de renda do trabalhador.

BBC News Brasil – O presidente Lula afirma que quem aderir ao novo Desenrola ficará bloqueado de apostar em bets por um ano. Te parece uma boa solução para a crise de endividamento gerada pelas apostas?

Lopes dos Santos – Me parece, pelo menos, um exercício de conscientização. Em alguns países se proíbe apostas a partir de um horário específico, e eu acho corretíssimo. São jogos azar, o próprio nome já diz muito né? E, claro, chega de forma muito irresponsável para populações em situação de maior vulnerabilidade, que vão ter seu orçamento também drenado por isso. Inclusive porque, no começo, chegou-se a vender [as bets] como uma possibilidade de renda extra, o que já foi proibido. Chega a ser imoral.

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O custo silencioso do presencial: por que a volta ao escritório enfrenta tanta resistência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 13:45

Trabalho e Carreira O custo silencioso do presencial: por que a volta ao escritório enfrenta tanta resistência Estudos mostram que empresas aceleram o retorno ao presencial por preocupações com produtividade e gestão, enquanto trabalhadores relatam aumento de custos, desgaste no deslocamento e preferência por modelos mais flexíveis. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O movimento acontece aos poucos, mas já dá para perceber: mais gente no trânsito, elevadores cheios, escritórios voltando a ganhar movimento.

Depois que o home office virou regra para milhares de empresas durante a pandemia da Covid-19, as empresas estão puxando o retorno ao presencial — e os dados indicam que essa virada já está em curso.

Um estudo da WeWork, em parceria com a Offerwise, divulgado nesta quarta-feira (6), ajuda a dimensionar essa mudança. Hoje, 63% dos brasileiros trabalham de forma presencial. Para a maioria deles (79%), isso não é uma escolha, mas uma exigência.

Quando a decisão depende do profissional, apenas 42% dos entrevistados optariam por trabalhar exclusivamente no escritório. Os demais preferem modelos híbridos ou totalmente remotos.

⚠️ Esse desencontro já aparece na prática. Em São Paulo, a taxa de vacância de imóveis corporativos atingiu 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível registrado em 14 anos, segundo a consultoria imobiliária JLL.

No mercado de trabalho, o cenário é semelhante: vagas remotas diminuem, enquanto oportunidades presenciais e híbridas avançam, sendo que estas já superam as totalmente remotas, apontam plataformas de recrutamento como a Gupy.

O Nubank, por exemplo, enfrentou resistência ao anunciar o fim do modelo 100% remoto no ano passado. Em carta, trabalhadores citaram impactos diretos, como a necessidade de mudança de cidade e a reorganização da rotina.

🤔 Mas o que explica esse movimento? Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e na cultura organizacional.

Por outro lado, se para as empresas o retorno parece fazer sentido, entre os trabalhadores ele encontra resistência.

A resistência ao retorno não está, necessariamente, no escritório em si, mas no que ele exige. O principal fator é o deslocamento. Para 65% dos trabalhadores, o tempo gasto no trajeto é a maior desvantagem do modelo presencial — um desgaste diário que afeta diretamente a vida pessoal.

É um custo silencioso, explica Beatriz Kawakami, gerente de negócios da WeWork Brasil. Não aparece no salário, mas aumenta o cansaço, reduz o tempo livre e interfere na rotina fora do expediente.

Há também impacto financeiro. Mais da metade dos profissionais, 53%, relata aumento de gastos com transporte, alimentação e outras despesas associadas ao trabalho presencial.

E, ao chegar ao escritório, nem sempre a experiência compensa. Ambientes barulhentos, apontados por 57%, e a falta de espaços de descanso, mencionada por 53%, estão entre as principais reclamações.

Nesse contexto, a flexibilidade ganha um novo peso. Quando retirada, deixa de ser um benefício e passa a atuar como fator de saída: 44% dizem que a perda da flexibilidade gera desmotivação, e 38%, ansiedade.

Essa insatisfação se conecta a uma transformação mais ampla. O mercado de trabalho brasileiro em 2026 já não aceita o emprego como um “pacote fechado”, afirma Kawakami. O trabalho passou a ser avaliado pelo impacto que tem na vida das pessoas.

Segundo o estudo da WeWork, 93% dos profissionais consideram essencial equilibrar vida pessoal e trabalho. Além disso, 64% afirmam que trocariam de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo com salário menor.

A pesquisa, feita com 2,5 mil profissionais em todo o país, mostra predominância de millennials, que representam 37%, e da geração Z, com 32%. Esses grupos priorizam propósito e flexibilidade, enquanto a geração X, com 26%, mantém o papel de estabilidade nas equipes.

A própria geração Z ajuda a ilustrar essa mudança. A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a perder força. “As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos”, afirma o sociólogo Ricardo Nunes.

Para 55% dos profissionais, ele ainda é importante para a integração das equipes, e 49% destacam o fortalecimento das relações interpessoais.

“O escritório não compete mais apenas com outras empresas — ele compete com o conforto do lar”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam.

Quando há investimento em melhorias, como escritórios maiores e mais bem estruturados, o nível de satisfação pode chegar a 96%.

Para a WeWork, a lógica é direta: o tempo de deslocamento precisa ser compensado por uma experiência superior no destino.

Segundo Beatriz Kawakami, as empresas têm adotado uma combinação de estratégias para tornar o presencial mais atrativo e reduzir resistências, especialmente relacionadas ao tempo de deslocamento.

A principal delas é a flexibilização dos modelos de trabalho. Equipes com maior autonomia tendem a buscar formatos híbridos, com horários ajustáveis à realidade de cada time, em vez de uma regra única para toda a companhia.

A lógica, explica Beatriz, é reconhecer as diferenças entre áreas e funções. Quando as decisões são feitas por time, e não de forma padronizada, a produtividade tende a aumentar.

Essa flexibilidade inclui também a possibilidade de trabalhar em outros prédios ou unidades mais próximas de casa, reduzindo o tempo gasto no transporte.

Outra frente é a escolha de escritórios inseridos em complexos multiuso, que concentram diferentes serviços no mesmo local.

🏋️‍♀️Esses espaços costumam ter comércio no térreo, restaurantes, academias, cabeleireiros e outros serviços, o que facilita a rotina e diminui a necessidade de novos deslocamentos ao longo do dia. Esse tipo de solução, segundo Beatriz, já aparece com força no mercado.

Levantamentos do setor indicam que cerca de 70% dos novos projetos corporativos seguem essa lógica, apoiada em quatro pilares principais: flexibilidade de horários, diversidade de local de trabalho, integração com serviços e estímulo à convivência urbana.

A tendência, afirma, é que esse modelo se torne cada vez mais comum. Ou seja, mesmo com a pressão pelo retorno, ainda há espaço para negociação.

Ainda segundo o estudo, 82% aceitariam trabalhar mais dias no escritório em troca de um salário maior.

Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo — Foto: Gladstone Campos/ Conta Simples

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Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 12:44

Mundo Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Empresário, que foi casado com a atriz Jane Fonda, revolucionou jornalismo dos EUA ao fundar o modelo de notícias 24 horas, em 1980. Causa da morte não foi divulgada. Magnata também comprou a MGM e lutou por causas ambientais. Por Redação g1

O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.

➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. — Foto: Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.

O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. — Foto: Reuters

Registrado como Robert Edward Turner III, Ted Turner nasceu na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio, em 1938. Depois, mudou-se para o sul dos EUA e enviado para escolas militares, onde se tornou um campeão de debates e iatismo.

Na juventude irritou seu pai ao ir estudar literatura clássica na Universidade Brown em vez de administração. Mas Turner sofreu infrações da universidade por colocar uma namorada em seu quarto no dormitório da Brown, entre outras infrações, e nunca se formou.

Ele foi então ajudar o pai a tocar os negócios de sua família em Savannah, no estado da Geórgia, vendendo espaços em outdoors. Aos 24 anos, assumiu o comando da empresa após seu pai cometer suicídio.

O negócio foi vendido para pagar dívidas, mas após uma disputa familiar na qual Turner saiu vitorioso, ele recomprou a empresa e a tornou um sucesso.

Em 1970, contrariando a recomendação de seus consultores, ele comprou uma emissora de televisão UHF em dificuldades em Atlanta, hoje chamada WTBS, por US$ 2,5 milhões.

Após um início difícil, Turner finalmente tornou a emissora lucrativa com programação 24 horas de baixo custo. A sorte da emissora melhorou em 1976, após uma decisão federal que permitiu que sistemas de televisão a cabo utilizassem sinais de satélite para programação.

Ao ser um pioneiro no uso de satélites, Turner ajudou a WTBS a se tornar a primeira "superestação", com sua programação sendo transmitida por sistemas de TV a cabo locais em todo o país.

Em 1980, ele fundou a CNN na cidade de Atlanta, na Georgia. A proposta de Turner, à época, era combater a cobertura que ele chamava de "sensacionalista" das principais redes de televisão.

Oferecendo baixos salários, mas com a promessa de aventura, Turner contratou jornalistas e equipe técnica que enfrentaram deboches de que a rede não prosperaria. Em vez disso, prosperou como o primeiro canal de notícias 24 horas, estabeleceu um modelo para a cobertura jornalística mundial de guerras, julgamentos, revoluções e desastres naturais e provocados pelo homem.

"A menos que haja problemas com o satélite, não vamos sair do ar até o fim do mundo", disse Turner em uma entrevista à CNN em 2013. Em 2018, em meio ao turbulento primeiro mandato do presidente Donald Trump, Turner disse em uma entrevista que raramente assistia à emissora que fundara, alegando que ela se concentrava demais em política.

Como "televisionário", Turner foi nomeado Homem do Ano em 1991 pela revista Time por "influenciar a dinâmica dos eventos e transformar telespectadores em 150 países em testemunhas instantâneas da história".

Em 1996, a Time Warner Inc. comprou a Turner Broadcasting System, empresa de Turner, por US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 37 bilhões) criando a maior empresa de comunicações do mundo, com marcas como HBO, o estúdio de cinema Warner Bros., a revista Time, a CNN, o Cartoon Network e o Turner Classic Movies.

Em 2001, a Time Warner fundiu-se com a provedora de internet AOL, um negócio de US$ 99 bilhões (cerca de R$ 489,4 bilhões) que contou com o voto favorável de Turner. No entanto, na reorganização subsequente, ele foi destituído do cargo de responsável pelas redes de TV a cabo que havia criado e acabou perdendo bilhões com a queda do valor das ações da empresa.

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‘Um dos maiores de todos os tempos’: Trump lamenta morte do fundador da CNN

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 12:44

Mundo 'Um dos maiores de todos os tempos': Trump lamenta morte do fundador da CNN Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de amigo. Turner revolucionou o jornalismo nos EUA ao fundar a 1ª rede dedicada a notícias durante 24 horas por dia. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a morte do fundador da rede de TV CNN, Ted Turner. Turner morreu aos 87 anos nesta quarta-feira (6), segundo informou a emissora.

Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de "um dos maiores de todos os tempos".

"Ele fundou a CNN, vendeu-a e ficou pessoalmente devastado com o negócio, pois os novos proprietários pegaram a CNN, seu 'xodó', e a destruíram (…); De qualquer forma, ele foi um dos maiores nomes da história da radiodifusão e um amigo meu. Sempre que precisei dele, ele estava lá, sempre disposto a lutar por uma boa causa!", escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais.

➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede dos EUA dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. — Foto: Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda, e também se destacou no mundo dos esportes.

Na década de 1970, foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.

O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. — Foto: Reuters

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Nova CNH: aluno agora pode escolher instrutores e autoescolas dentro de aplicativo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 11:48

Carros Nova CNH: aluno agora pode escolher instrutores e autoescolas dentro de aplicativo Instrutores agora têm uma credencial para identificação; aluno poderá buscar instrutores e autoescola por geolocalização e depois avaliar aula com até cinco estrelas. Por Redação g1

O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou nesta quarta-feira (6) novas funcionalidades da CNH do Brasil. O aplicativo passa a mostrar ao aluno instrutores habilitados e autoescolas, que podem ser filtrados por geolocalização, CEP ou endereço.

No aplicativo agora também é possível dar avaliação de zero até cinco estrelas para o instrutor e autoescola.

Os instrutores passam a ter dentro do aplicativo uma Credencial do Instrutor de Trânsito. Segundo o ministro, essa credencial facilita a identificação do instrutor por parte das autoridades de fiscalização. A habilitação dos instrutores continua sob responsabilidade de cada Detran estadual.

As aulas são cadastradas no aplicativo e geram um certificado para o aluno. Os instrutores podem registrar essas aulas como autônomos ou quando estão a serviço de uma autoescola.

Todas as atualizações feitas no aplicativo serão inscritas de maneira imediata no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) com comunicação automática com os Detrans.

Segundo dados do ministério, hoje existem 170 mil instrutores habilitados no Brasil. Ainda segundo o órgão, apenas 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos. O restante das aulas é feito por instrutores a serviço de autoescolas.

Segundo Adrualdo Catão, secretário nacional de trânsito, as atualizações do aplicativo colocam em pé de igualdade instrutor e autoescola. “O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) diz que o instrutor é essencial na formação do condutor. Ele tem de contratar um instrutor autorizado. Vinculado ou não a uma autoescola”, explica o secretário.

Catão explica que a dinâmica anterior criava uma reserva de mercado. Instrutores somente podiam ministrar aulas em autoescola e alunos não tinham liberdade de contratar fora da autoescola.

De acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro, as atualizações do aplicativo são uma mudança de cultura e procedimento. “Serve para estimular a competição entre instrutor e autoescola. Quem tem de escolher é o aluno, qual ele achar melhor. Queremos estimular os empreendedores”, diz o ministro.

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