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YouTube lança no Brasil assistente de IA para ajudar criadores a melhorar vídeos e crescer canais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 11:44

Tecnologia YouTube lança no Brasil assistente de IA para ajudar criadores a melhorar vídeos e crescer canais Ferramenta permite analisar métricas, resumir comentários do público, revisar roteiros e sugerir ideias para novos vídeos. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

O YouTube lançou no Brasil o "Pergunte ao Studio", um chat com inteligência artificial voltado para criadores de conteúdo e integrado ao YouTube Studio.

A ferramenta permite analisar métricas do canal, entender o feedback do público, resumir comentários e identificar tendências de audiência.

A IA também pode sugerir ideias de vídeos, revisar roteiros antes da gravação e oferecer recomendações para melhorar o desempenho do conteúdo.

Segundo o Google, o ecossistema de criadores do YouTube gerou mais de 150 mil empregos no Brasil em 2025 e contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB do país.

YouTube lança no Brasil uma IA que funciona como assistente para criadores de conteúdo — Foto: Reprodução/YouTube

O YouTube anunciou nesta quarta-feira (10) o lançamento do "Pergunte ao Studio" no Brasil. A ferramenta funciona como um chat com IA, semelhante ao Gemini e ao ChatGPT, e ajuda criadores de conteúdo a entender o desempenho do canal, analisar a reação do público e encontrar ideias para novos vídeos.

A novidade foi apresentada durante o Google for Brasil 2026, evento anual em que a empresa divulga os principais lançamentos e iniciativas para o país.

Integrado ao YouTube Studio, o recurso permite que criadores façam perguntas sobre o desempenho de seus canais. Segundo o Google, a IA analisa os dados da conta para responder dúvidas, explicar métricas, resumir comentários do público e sugerir ideias para novos conteúdos.

Os usuários poderão fazer perguntas como "Como tem sido o desempenho do meu vídeo mais recente?", "O que o público está dizendo sobre o meu estilo de edição?", "Qual faixa etária mais interage com meu canal?" e "Que tipo de conteúdo mais atrai meu público?".

A empresa afirma que a ferramenta também pode analisar roteiros antes da gravação. Com base nesse material, a IA pode sugerir melhorias e "oferecer feedbacks baseados nas melhores práticas recomendadas pelo YouTube".

"Além de ajudar o criador a expandir o canal, a IA também pode dar orientações para melhorar a geração de receita dentro da plataforma", disse Max Oliveira, gerente sênior de marketing de produto do YouTube para a América Latina, em conversa com jornalistas antes do Google for Brasil.

A ferramenta já está disponível para todos os criadores no Brasil e aparece como um ícone de brilho (✨) dentro do YouTube Studio.

O YouTube também aproveitou o evento para divulgar dados sobre o impacto econômico da plataforma no Brasil. Segundo a empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos equivalentes a tempo integral no país em 2025.

Ainda de acordo com o Google, o YouTube e sua rede de criadores contribuíram com mais de R$ 6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período. A empresa também informou que mais de 4,5 mil canais brasileiros já ultrapassaram a marca de 1 milhão de inscritos.

YouTube lança no Brasil IA que funciona como assistente para criadores de conteúdo. — Foto: Reprodução/YouTube

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Onitsuka Tiger, marca de tênis japonesa, ganha operação própria após sucesso de vendas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%Oferecido por

A fabricante japonesa Asics anunciou que dará autonomia à Onitsuka Tiger. A marca de tênis retrô passará a operar como OT Group a partir de 1º de janeiro.

A mudança visa acelerar decisões e agilizar a gestão da marca. O sucesso dos tênis retrô e o turismo impulsionaram lucros recordes para o grupo Asics.

Analistas apontam que a separação facilita a administração do negócio em rápida expansão. Processos de aprovação tendem a ficar lentos em empresas muito grandes.

O novo presidente Ryoji Shoda planeja retomar a expansão nos Estados Unidos. A divisão resolve divergências internas sobre o posicionamento da marca entre moda e esporte.

A fabricante japonesa de artigos esportivos Asics anunciou nesta quarta-feira (10) que dará mais autonomia à Onitsuka Tiger, marca de tênis conhecida pelos modelos de inspiração retrô que se tornaram populares nos últimos anos.

A partir de 1º de janeiro, a Onitsuka Tiger passará a operar por meio de uma empresa própria, chamada OT Group, embora continue pertencendo integralmente à Asics.

Segundo a companhia, a mudança tem como objetivo acelerar a tomada de decisões e dar mais agilidade à gestão de uma marca que tem impulsionado os resultados financeiros do grupo, diz a agência de notícias Reuters.

O crescimento da Onitsuka Tiger foi impulsionado pelo aumento da demanda por seus tênis e pelo avanço do turismo, ajudando a Asics a registrar lucros recordes.

Nos últimos quatro anos, as ações da empresa se valorizaram cerca de sete vezes, elevando seu valor de mercado para aproximadamente US$ 20 bilhões.

Para analistas, a separação pode facilitar a gestão de um negócio que vem crescendo rapidamente. À medida que as empresas aumentam de tamanho, processos de aprovação tendem a se tornar mais lentos e complexos, o que pode dificultar a tomada de decisões.

O novo presidente-executivo do OT Group, Ryoji Shoda, afirmou que a separação também deve ajudar a marca a retomar sua expansão nos Estados Unidos. Segundo ele, havia divergências entre as equipes da Asics e da Onitsuka Tiger sobre a forma de posicionar a marca, dividida entre os universos da moda e do esporte.

Como parte dessa estratégia, a Onitsuka Tiger abrirá uma loja em Los Angeles em fevereiro. A empresa também planeja inaugurar novas lojas em Tóquio, Nagoya, Xangai, Milão e Seul nos próximos meses.

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PEC que dá autonomia financeira ao BC é aprovada na CCJ do Senado; texto inclui PIX na Constituição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,162-0,31%Dólar TurismoR$ 5,3860,08%Euro ComercialR$ 5,972-0,06%Euro TurismoR$ 6,2380,17%B3Ibovespa168.514 pts-0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,162-0,31%Dólar TurismoR$ 5,3860,08%Euro ComercialR$ 5,972-0,06%Euro TurismoR$ 6,2380,17%B3Ibovespa168.514 pts-0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,162-0,31%Dólar TurismoR$ 5,3860,08%Euro ComercialR$ 5,972-0,06%Euro TurismoR$ 6,2380,17%B3Ibovespa168.514 pts-0,76%Oferecido por

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia financeira ao Banco Central (BC).

🔎A votação simbólica ocorre quando os parlamentares não registram seus votos individualmente. Dessa forma, o resultado é definido pela manifestação geral dos parlamentares.

O texto da PEC define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira.  

O principal impasse entre o governo e o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), é justamente sobre a natureza jurídica do BC.

Ao classificar PEC o BC como entidade pública de natureza especial, um novo regime jurídico, a PEC permite ao órgão realizar concursos e contrações como julgasse necessário, mas sob supervisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apresentou uma emenda que classifica o BC como “autarquia federal de natureza especial”, mas foi rejeitada pelo relator.

Nessa classificação, o BC precisaria de autorização do Ministério da Gestão para realização de concursos e contratações, o que, segundo o relator, deixa o banco sem autonomia administrativa.  

Jaques Wagner argumentou que o Tesouro segue obrigado a cobrir qualquer prejuízo do BC mesmo com o órgão estando fora do orçamento da União.

Segundo o senador, essa foi uma demanda do ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas que poderá ser debatida antes da votação no plenário.

“Eu não estou querendo colocar procrastinação. Eu trouxe uma demanda do próprio ministro da Fazenda. Ele me fez essa demanda e eu acho que a gente pode abrir esse espaço, uma vez votado e aprovado aqui” afirmou Wagner.

O relator sinalizou que topa conversar com o ministro, mas destacou que argumentou que artigo 1º já trata do tema.

Incluído nas justificativas para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros do governo dos Estados Unidos, o PIX entrou no relatório de Plínio Valério, que foi aprovado na manhã desta quarta.

Hoje, o PIX é regulado por norma infralegal do BC. O texto de Valério prevê a garantia da gratuidade para pessoas físicas em nível constitucional e proíbe expressamente qualquer privatização, concessão ou transferência de sua gestão a qualquer ente que não seja o próprio Banco Central.

Com o argumento da soberania e inclusão financeira, Valério cobra que Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, apoiem a PEC.

“O PIX que é esse patrimônio histórico nacional vai estar contido na Constituição brasileira. Isso que a gente fez aqui é história. O cidadão comum tenha a certeza de que ele jamais será taxado”, afirmou o relator nesta quarta.

Nesta terça, gestores do BC divulgaram uma carta aberta em que apoiam de forma "integral" o relatório de Valério.

O documento foi elaborado pelo secretário-executivo do órgão, Rogério Antônio Lucca, e por chefes de departamento e de gabinete, da diretoria e da presidência.

Os gestores defendem que o PIX seja fortalecido diante da garantia de "recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene" já que houve um aumento "expressivo" das instituições que são supervisionadas pelo BC.

De acordo com eles, a redução de pessoal na autarquia "ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do País".

Dados do BC revelam que, em 20 anos, de 2006 até este ano, o número de servidores caiu de 5.072 para 3.311. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou, em uma comissão no Senado, no dia 8 de abril, que essa redução ocorreu por conta da aposentadoria de quase um quarto dos funcionários.

Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) vem se posicionando contra o atual formato da PEC.

"A verdadeira proteção da gratuidade, da acessibilidade e da capacidade de inovação do PIX reside na preservação da natureza pública, estável e tecnicamente orientada do BC, autarquia responsável por sua concepção, operação e evolução", afirmou o Sinal na ocasião.

O texto da PEC, aprovada pela CCJ nesta quarta, define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira.

Na prática, isso significa que a autarquia teria orçamento próprio, separado do Orçamento da União, e não precisará se submeter às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de limites de gastos que o governo federal precisa cumprir — até fazer a recomposição de seus quadros.

Após a recomposição do quadro de servidores, as despesas de pessoal e encargos sociais do BC não poderão superar o valor do ano anterior corrigido pelo IPCA mais 2,5% — mesma regra do arcabouço fiscal —, salvo autorização expressa do Senado Federal.

Com isso, o presidente e os oito diretores do banco — indicados pelo presidente da República e aprovados pelos senadores — passaram a ter mandatos fixos de quatro anos e garantiram estabilidade nos cargos contra demissões por motivações políticas.

Apesar da autonomia nas operações, o Banco Central continuou sem autonomia financeira, discutida agora pelo Senado.

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Dólar abre em alta, em meio a tensões renovadas entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (10) em alta e tinha um avanço de 0,23% perto das 9h, cotado a R$ 5,1895. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Após um leve alívio na véspera, as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Além dos contínuos ataques de Israel contra o Líbano, o presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano no Estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos vão responder à ofensiva.

Trump também chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em meio às crescentes tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,80%, cotado a US$ 92,18. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 1,18%, cotado a US$ 89,24 o barril.

▶️ Na agenda de indicadores, o foco dos investidores fica com os novos dados de inflação dos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, é visto como um dos dados preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em suas decisões de juros.

Os dados aumentam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando tanto o Fed quanto o BC brasileiro se reunião para decidir sobre o futuro dos juros básicos de seus respectivos países. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano.

Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)

O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias".

O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Em meio às tensões no Oriente Médio e à espera da próxima reunião de juros do Banco Central Europeu (BCE), as bolsas europeias operavam em queda.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha queda de 1,16% perto das 9h. Já o CAC-40, da França, caía 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,72%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando uma onda de vendas generalizada nos mercados asiáticos. O CSI300 recuou 1,1%, enquanto o Hang Seng caiu 0,6%.

No Japão, o Nikkei perdeu 1,89%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 4,52%.

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Quaest: 10% dizem ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola; endividamento atinge 69% da população

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 69% dos brasileiros estão endividados, mas apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola.

Relançado no início de maio, a nova versão do programa, conhecida como Desenrola 2.0, prevê renegociação de dívida com descontos e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

Segundo a Quaest, 88% dos entrevistados afirmaram não ter sido beneficiados pelo programa, enquanto 10% disseram ter sido alcançados. Outros 2% não souberam responder.

O programa é mais bem avaliado entre lulistas do que entre bolsonaristas. Quando questionados sobre o Novo Desenrola 2.0, 70% dos lulistas disseram considerar a iniciativa uma boa ideia, ante 33% dos bolsonaristas.

Já entre os eleitores de direita não bolsonarista, apenas 29% consideram o programa uma boa ideia, contra 73% entre os eleitores de esquerda não lulistas. Entre os independentes, o índice é de 51%.

O levantamento mostra ainda que 23% das pessoas têm muitas dívidas, uma redução em relação à pesquisa de maio (28%). Já o percentual de pessoas que afirmaram ter poucas dívidas chegou a 46% neste mês, e ficou praticamente estável em relação à maio (45%).

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Muitas dívidas: 23% (ante 32% em maio)Poucas dívidas: 50% (45% em maio)Não têm dívidas: 27% (23% em maio)

Muitas dívidas: 22% (26% em maio)Poucas dívidas: 50% (43% em maio)Não têm dívidas: 27% (31% em maio)

Muitas dívidas: 26% (24% em maio)Poucas dívidas: 36% (50% em maio)Não têm dívidas: 37% (26% em maio)

Boa ideia: 70% (75% em maio)Ajuda um pouco: 13% (13% em maio)Má ideia: 12% (10% em maio)NS/NR: 5% (2% em maio)

Boa ideia: 73% (68% em maio)Ajuda um pouco: 15% (20% em maio)Má ideia: 8% (10% em maio)NS/NR: 4% (2% em maio)

Boa ideia: 51% (48% em maio)Ajuda um pouco: 18% (26% em maio)Má ideia: 25% (21% em maio)NS/NR: 6% (5% em maio)

Boa ideia: 29% (34% em maio)Ajuda um pouco: 26% (33% em maio)Má ideia: 41% (27% em maio)NS/NR: 4% (6% em maio)

Boa ideia: 33% (30% em maio)Ajuda um pouco: 30% (24% em maio)Má ideia: 36% (42% em maio)NS/NR: 3% (4% em maio)

Há 44 minutos Eleições 2026 48% desaprovam e 47% aprovam governo LulaHá 44 minutos3 motivos para entender a birra de Trump com o PIXHá 44 minutosQuaest: 6% dizem que relação com Vorcaro aumenta vontade de votar em Flávio

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Bill Gates presta depoimento ao Congresso dos EUA em investigação sobre caso Jeffrey Epstein

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 07:44

Tecnologia Bill Gates presta depoimento ao Congresso dos EUA em investigação sobre caso Jeffrey Epstein Fundador da Microsoft será ouvido por comissão da Câmara que apura a atuação das autoridades americanas nos processos ligados ao financista acusado de tráfico sexual. Por Redação g1 — São Paulo

O bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, deve prestar depoimento nesta quarta-feira (10) a uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga a atuação das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein, financista acusado de tráfico sexual de menores.

Segundo a Reuters, Gates participará de uma sessão privada do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara. O grupo apura possíveis falhas na condução das investigações e processos relacionados a Epstein e sua ex-associada, Ghislaine Maxwell.

O presidente da comissão, o deputado republicano James Comer, havia solicitado em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial registrada oficialmente.

De acordo com o jornal The New York Times, Gates contratou Jake Greenberg, ex-principal investigador do comitê, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento. Um porta-voz da comissão afirmou à Reuters que Greenberg não trabalha mais no órgão desde sua saída, em dezembro.

Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein — Foto: House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters

Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.

Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades.

Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008.

Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais.

As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele.

Em fevereiro, Gates "assumiu a responsabilidade por seus atos" durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters.

A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril.

Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação.

A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais.

A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia.

Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.

A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que a entrada da SpaceX na bolsa pode ser a maior aposta de Elon Musk até agora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 05:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

São 7h25 da manhã do dia 13 de outubro de 2024 na Starbase, perto de Boca Chica, no lado texano da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Na plataforma de lançamento, está o maior foguete já construído.

Seus motores entram em funcionamento e a nave sobe pelos céus sobre o Golfo do México sob gritos e aplausos na sala de controle da SpaceX.

Mas o lançamento não é o principal acontecimento. Tudo o que sobe precisa descer, e a forma como esse foguete retorna à Terra se tornará um marco da exploração espacial.

Sete minutos depois, o enorme foguete propulsor que impulsionou a nave em direção ao espaço começa a cair de volta à Terra, até que seus motores se reativem como planejado.

Ele reduz a velocidade da descida e se posiciona com precisão milimétrica para ser capturado por uma estrutura chamada Mechazilla, apelidada de "hashis" (os "pauzinhos" da culinária japonesa), em uma operação inédita realizada pelos engenheiros.

Em meio aos gritos de comemoração e aos cumprimentos na sala de controle da SpaceX, o empresário Elon Musk diz a seus milhões de seguidores nas redes sociais que aquele é um "grande passo para tornar a vida multiplanetária", um foguete reutilizável capaz de reduzir drasticamente os custos de lançamentos para a órbita da Terra, a Lua e, um dia, Marte.

Uma empresa com visão futurista liderada por alguém que muitos descrevem como um gênio excêntrico e fora dos padrões, a SpaceX e Musk frequentemente são comparados a Tony Stark, líder da Stark Industries e também conhecido como Homem de Ferro no universo dos quadrinhos da Marvel Comics.

O lançamento da Starship em outubro de 2024 marcou mais um passo nas ambições de Elon Musk para a exploração do espaço — Foto: Anadolu via Getty Images/BBC

Em 12 de junho, começará a negociação de um lote das ações da empresa SpaceX que, até agora, só podia ser controlada ou acessada por Elon Musk e por um grupo seleto de grandes investidores privados.

Não surpreende que mais de uma corretora da Bolsa do Reino Unido tenha dito à BBC haver um "aumento repentino" no interesse de investidores interessados na chance de comprar ações dessa empresa cercada de expectativa, comandada por uma figura considerada carismática e que conquistou a imaginação do público ao redor do mundo.

Investidores de varejo britânicos devem receber cerca de £ 1,5 bilhão (cerca de R$ 11 bilhões) em ações, e uma das principais plataformas de investimento do Reino Unido acredita que a oferta pode atrair uma nova geração de investidores.

Simon Belsham, diretor de relacionamento com clientes da Hargreaves Lansdown, afirmou: "Embora reconheçamos que essa oferta pública inicial [IPO, na sigla em inglês] talvez não seja adequada para todos, este é um momento empolgante para muitos de nossos clientes. Esperamos que esta seja a primeira experiência de investimento de muitas pessoas."

Mesmo que você não compre ações diretamente, se tiver economias de aposentadoria aplicadas no mercado acionário, como ocorre com praticamente qualquer pessoa que possui um plano de pensão, é muito provável que em breve você se torne dono de uma pequena parte de uma empresa que está no cruzamento entre tecnologia e geopolítica e, como diria Musk, no centro do futuro da raça humana.

A possibilidade de pessoas comuns comprarem ações da SpaceX é um dos momentos mais importantes da história dos mercados financeiros e está prestes a acontecer, algo que quase certamente transformará Musk no primeiro trilionário em dólares da história.

A entrada da SpaceX na bolsa pode transformar Elon Musk no primeiro trilionário do mundo — Foto: Reuters via BBC

Nas primeiras páginas do prospecto — ou folheto de venda — das ações da SpaceX, aparece esta discreta declaração de missão: "Construir os sistemas e as tecnologias necessários para tornar a vida multiplanetária, compreender a verdadeira natureza do universo e levar a luz da consciência até as estrelas."

Mas a SpaceX não trata apenas de foguetes, e talvez nem principalmente de foguetes. A empresa é também uma aposta no futuro da inteligência artificial (IA).

E o sucesso ou fracasso de sua iminente venda parcial de ações ao público será um teste importante para o entusiasmo até agora praticamente irrestrito e, para alguns, alarmante, dos investidores em torno da ideia de que a IA irá absorver grandes parcelas da economia mundial.

A concentração contínua de poder em algumas megacorporações dos EUA também levanta questões importantes sobre a forma como negócios, economia e política funcionam na Terra.

E muitos veem este como o "momento Ícaro" de Musk, quando alguém voa perto demais do Sol. "Acho que este é um projeto movido pelo ego de Elon Musk", afirma Sinead O'Sullivan, economista que trabalhou anteriormente para a Nasa (agência espacial americana).

A SpaceX protocolou um pedido de oferta pública inicial de ações, conhecida como IPO. Embora apenas uma parte da empresa esteja sendo colocada à venda para investidores comuns, o preço das ações oferecidas por Musk permite calcular o valor estimado de toda a companhia.

Os bancos responsáveis pela venda das ações atribuíram à empresa um valor de mercado de US$ 1,75 trilhão (cerca de R$ 9,45 trilhões), o que a colocaria com folga entre as dez empresas mais valiosas do mundo.

Esse é um valor impressionante para uma empresa que perdeu quase US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 27 bilhões) no ano passado. Então, afinal, o que está sendo comprado?

A SpaceX é, na prática, várias empresas dentro de uma só. Ela projeta foguetes, fabrica e lança tanto seus próprios satélites quanto os de terceiros. Sua capacidade de lançamento sozinha supera a de qualquer outra empresa e até mesmo a de qualquer país do mundo.

Os satélites da própria companhia também formam a base da rede de comunicações Starlink, que se mostrou de importância geopolítica crucial durante a defesa da Ucrânia contra a invasão russa.

Esse é um negócio lucrativo e que gera receitas significativas. Ainda assim, mesmo as estimativas mais otimistas avaliam essa parte da SpaceX em cerca de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) — menos de 20% da meta de valor de mercado de US$ 1,75 trilhão (em torno de R$ 9,45 trilhões) atribuída à empresa.

A verdadeira aposta está na inteligência artificial (IA) porque a SpaceX também inclui a empresa de IA xAI, que também é controlada por Musk, além de um programa espacial mais ambicioso, com planos para criar centros de dados no espaço capazes de fornecer enorme poder computacional, alimentados por energia solar e resfriados pelo frio do espaço, ao mesmo tempo em que desenvolve bases tripuladas na Lua e, futuramente, em Marte.

O sucesso da SpaceX depende em grande medida de seu braço de IA. Dos US$ 28,5 trilhões (cerca de R$ 154 trilhões) em mercado potencial identificados pela empresa para seus serviços, conhecido como mercado total endereçável, US$ 26,5 trilhões (aproximadamente R$ 143 trilhões) estariam ligados à IA.

Para acreditar nisso, é preciso acreditar que a indústria de IA terá tamanho comparável ao de toda a economia dos EUA ou de toda a Europa.

O prospecto da SpaceX estima que o setor espacial e de comunicações representa menos de 10% desse mercado total de US$ 28 trilhões (R$ 154 trilhões), embora esses sejam os únicos negócios nos quais a empresa demonstrou vantagens comerciais e técnicas concretas.

"Se olharmos para o negócio em si, não está claro exatamente em que setor ou indústria a SpaceX atua", afirma O'Sullivan, ex-Nasa.

As ambições da SpaceX vão além dos foguetes e incluem inteligência artificial, computação e futuras missões a Marte — Foto: Getty Images via BBC

"A marca e a identidade da empresa foram construídas ao longo de duas décadas em torno de foguetes, mas a maior parte dos investimentos está sendo direcionada para centros de dados e para uma empresa de IA que parece muito mais ligada às redes sociais do que ao espaço", acrescenta O'Sullivan. "Tudo isso está reunido em uma espécie de conglomerado sob o nome de Elon Musk."

O prospecto da empresa admite que a SpaceX precisará fazer coisas que nenhuma empresa conseguiu realizar antes. O documento afirma que será necessário "desenvolver, comercializar e operar produtos e serviços (…) em uma escala nunca alcançada anteriormente".

O'Sullivan demonstra ceticismo. "Quando observamos o valor gigantesco que tentam atribuir à empresa, o que está sendo comprado é muito mais uma participação na marca Elon Musk do que propriamente na indústria espacial."

Mas não faltam admiradores dispostos a apontar a extraordinária capacidade de Musk de captar recursos, desafiar consensos e contrariar seus críticos.

Musk enfrentou o peso combinado da indústria automobilística global e, menos de 20 anos após sua fundação, sua montadora, a Tesla, passou a valer mais do que Toyota, Ford, General Motors e Volkswagen juntas.

Outro motivo pelo qual alguns investidores pretendem deixar passar a oportunidade de investir naquela que pode ser a maior aposta da carreira de Musk é a objeção ao nível de controle que ele exercerá sobre a empresa.

Musk aparece listado como fundador, diretor-presidente, diretor de tecnologia e presidente do conselho.

Embora detenha apenas 42% da empresa, suas ações possuem direitos adicionais de voto, o que lhe garante, na prática, controle sobre 85% da companhia.

O valor de mercado da Tesla cresceu rapidamente e, em menos de duas décadas, superou o valor combinado de várias montadoras tradicionais — Foto: Reuters via BBC

O jornalista de finanças Robert Armstrong questiona: "O que significa ter ações de uma empresa? Trata-se de propriedade, mas que tipo de propriedade é essa? Você realmente possui algo que não pode controlar?"

Armstrong acrescenta que investidores deveriam receber um desconto ao abrir mão do poder de decisão: "Quero pagar menos por uma empresa na qual minha participação acionária não inclui controle."

Mas, como disse à BBC um grande investidor institucional, "o culto em torno de Elon Musk exige que seus seguidores paguem mais pelo privilégio duvidoso de não terem voz real sobre a forma como a empresa da qual são donos é administrada. E as pessoas parecem satisfeitas com isso."

E esse controle está nas mãos de um homem que já utilizou seu poder e sua fortuna de maneiras controversas.

Musk gastou quase US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) na segunda campanha presidencial do atual mandatário americano, Donald Trump.

Também garantiu bilhões de dólares em contratos com o governo dos EUA e se envolveu em assuntos internos de outros países ao apoiar figuras da direita no Reino Unido e em outros lugares.

Ainda assim, apostar contra Musk não tem sido uma estratégia inteligente. Ele não se tornou o homem mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal superior a US$ 700 bilhões (cerca de R$ 3,8 trilhões) e que em breve pode ultrapassar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,4 trilhões), sem contrariar repetidamente seus críticos.

Desde 2020, as estimativas sobre o valor da SpaceX saltaram de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 216 bilhões) para US$ 1,75 trilhão (aproximadamente R$ 9,45 trilhões), um aumento de mais de 40 vezes. No mesmo período, as ações da Tesla tiveram um aumento de dez vezes.

A retomada da alta nas ações da Tesla, apesar da queda nas vendas, revela outro dos grandes talentos de Musk: apresentar metas novas e ambiciosas para justificar o valor da empresa, neste caso, a promessa de migrar para a área de robótica, com o objetivo de construir 1 bilhão de robôs humanoides.

Essa capacidade de mudar rapidamente de direção e se adaptar levou um grande investidor a dizer à BBC que "ele se parece mais com [o famoso empresário e showman] P. T. Barnum do que com [John D.] Rockefeller ou [Warren] Buffett".

Mas o Fomo (sigla em inglês para "medo de ficar de fora") é uma emoção poderosa quando o assunto é Musk. Os críticos da Tesla acabaram errando e perderam ganhos gigantescos.

O IPO da SpaceX é a maior oferta desse tipo da história, mas representa apenas a primeira de uma série de mega vendas de ações de empresas que estão na linha de frente da economia baseada em IA.

Essa enxurrada de novas ações chegando ao mercado faz alguns investidores temerem uma repetição da bolha das empresas pontocom do início dos anos 2000, quando companhias com metas grandiosas, mas pouco ou nenhum histórico de lucro, tentaram vender o máximo possível de ações ao público.

Por enquanto, a SpaceX colocará à venda inicialmente apenas 5% das ações da empresa, o equivalente a US$ 75 bilhões (cerca de R$ 405 bilhões).

E a expectativa é que concorrentes da área de IA, como Anthropic e OpenAI, também façam movimentos semelhantes no mercado aberto.

Depois que uma parte das ações começa a ser vendida, novas ofertas podem seguir o mesmo caminho, o que significa que trilhões de dólares em novos papéis podem chegar ao mercado nos próximos meses e anos.

Isso pode gerar um excesso de oferta difícil de ser absorvido pela demanda, pressionando os preços das ações para baixo.

Uma diferença importante em relação ao colapso das pontocom é que os fundos de índice, que compram automaticamente ações de empresas incluídas nos principais índices do mercado, podem acabar absorvendo parte dessa oferta ao longo do tempo.

Anthropic e OpenAI devem se juntar à SpaceX entre as megacorporações dos EUA, exercendo um nível de poder e influência global ainda inédito e um domínio sem precedentes sobre a vida dos cidadãos, ao menos segundo os defensores dessas empresas.

Assim, como ocorreu em 2024, os olhos do mercado voltam a se concentrar na plataforma de lançamento da SpaceX, palco daquela que pode ser a venda de ações mais importante da história dos mercados financeiros.

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Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um ‘computador’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 05:48

Tecnologia Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Modelo coleta dados 500 vezes por segundo, precisa ser recarregada na tomada e usa IA para ajudar em decisões de arbitragem. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

A Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, tem chip com bateria e é integrada com inteligência artificial.

Um sensor de movimento rastreia a bola durante toda a partida e envia dados em tempo real para o sistema do VAR.

Os dados são combinados com o posicionamento dos jogadores e analisados por IA para ajudar a arbitragem em lances como impedimentos e possíveis toques de mão.

⚽ Sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento. Parece que estamos falando de um computador ou de um celular, mas essas tecnologias fazem parte da Trionda, a bola da Copa do Mundo de 2026.

Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola será usada apenas nas partidas do Mundial da Fifa, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá. A versão vendida ao público não conta com esses recursos, segundo a fabricante.

Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).

Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo.

Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga.

Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita) — Foto: Divulgação/Adidas

Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem acima)

Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo.

O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis.

A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão.

"Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025.

Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes.

A Fifa também vai usar uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem.

Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo.

Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias.

Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada.

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3 motivos para entender a birra de Trump com o PIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 03:49

g1 explica 3 motivos para entender a birra de Trump com o PIX No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.

A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.

Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Turismo, cerveja e apostas: quem deve ganhar com a Copa de 2026, que pode movimentar R$ 200 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 02:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

A Copa do Mundo de 2026 deve injetar bilhões de dólares nas economias dos países-sede, impulsionada por um forte aumento do consumo que poderá beneficiar setores que vão do turismo ao varejo e à indústria de artigos esportivos, segundo analistas.

Marcado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, o torneio será o maior da história e poderá estimular os gastos dos consumidores em um momento em que a demanda global ainda mostra sinais de fragilidade.

A primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México — deverá acrescentar cerca de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 212 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um estudo de impacto socioeconômico da Fifa realizado em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC).

👉 Confira os setores e empresas que, na avaliação de analistas do mercado financeiro, devem ser favorecidos pelo evento.

A consultoria B. Riley estima que a Copa do Mundo atrairá 13,1 milhões de visitantes, incluindo pessoas com e sem ingressos para os jogos. O fluxo de turistas deverá resultar em cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem.

Analistas avaliam que redes hoteleiras como Marriott, Hilton e Hyatt, além de plataformas de hospedagem e viagens como Airbnb, Booking e Expedia, estão entre as empresas que podem se beneficiar do torneio.

Já o Airbnb projeta que anfitriões das regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles estejam entre os que mais deverão lucrar durante o evento.

O Goldman Sachs avalia que a Copa do Mundo tende a ter um impacto positivo para as companhias aéreas americanas.

Segundo o banco, junho costuma registrar menor fluxo de viagens corporativas e de lazer para os Estados Unidos, o que pode abrir espaço para que o aumento da demanda provocado pela Copa impulsione o setor.

🔎 Por outro lado, a alta dos preços do combustível de aviação em meio à guerra envolvendo o Irã levou companhias aéreas americanas a reajustarem tarifas, o que pode fazer alguns consumidores adiarem ou cancelarem viagens de verão.

A corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja sejam consumidos globalmente durante o período da Copa, o que poderá elevar em 0,3% o volume vendido pela indústria.

"Depois de cinco anos consecutivos de volatilidade, o mercado de cerveja deverá apresentar um desempenho melhor em 2026", afirmaram os analistas da Jefferies.

Os analistas destacam ainda que cerca de 75% das partidas serão disputadas nos Estados Unidos e que 84% dos jogos das seleções participantes ocorrerão em fusos horários favoráveis ao consumo de cerveja.

Bernstein, Goldman Sachs e Jefferies apontam a Anheuser-Busch InBev, fabricante da Corona e patrocinadora oficial da Copa, como uma das principais beneficiadas. A Heineken também deve registrar ganhos, impulsionada por sua forte presença na América Latina e na Europa.

copa do mundo, futebol, vitrine, brasil, bola, figurinha, amapá, macapá — Foto: Isadora Pereira/g1

O Goldman Sachs prevê um aumento na procura por produtos oficiais e itens ligados ao torneio, o que pode favorecer redes varejistas especializadas em artigos esportivos.

Marcas esportivas como Adidas, Puma e Nike também devem se beneficiar da maior visibilidade global e das ações de marketing associadas ao Mundial.

Segundo o Goldman Sachs, a Adidas pode obter ganhos adicionais por ser patrocinadora oficial da bola da competição e fornecer uniformes para diversas seleções participantes.

O Citi avalia que supermercados tradicionais, além de grandes varejistas, podem registrar aumento das vendas em razão do maior consumo das famílias durante o torneio.

A demanda por restaurantes também deve crescer, impulsionada pelo turismo e pelas reuniões de grupos para assistir aos jogos. Redes de alimentação, pizzarias e distribuidoras de alimentos estão entre as empresas que podem se beneficiar desse movimento.

Analistas do Deutsche Bank estimam que a Copa de 2026 gere a maior receita publicitária da história do torneio nos Estados Unidos.

Segundo o Morgan Stanley, a competição pode gerar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias para a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês.

Já o Deutsche Bank aponta a Telemundo, responsável pelas transmissões em espanhol, como outra beneficiada.

Plataformas digitais como YouTube e Instagram também podem registrar aumento de audiência e engajamento durante o evento, segundo o Citi.

O Deutsche Bank acredita que empresas de apostas esportivas online tendem a apresentar desempenho acima da média durante a Copa, impulsionadas pelo aumento do volume de apostas.

O banco Macquarie estima que o volume global de apostas ultrapasse US$ 50 bilhões durante o torneio, o equivalente a quase US$ 500 milhões por partida. Na edição de 2022, o total superou US$ 35 bilhões.

Imagem aérea do estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. — Foto: AP/Fernando Llano/Arquivo

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