RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 27/07/2026 02:56

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês Após criar uma escola de equitação com R$ 4 mil investidos, empreendedora transformou o negócio em cursos e imersões realizados em diferentes estados do país. Por PEGN

Após sonhar em ter um cavalo desde criança, a empreendedora abriu uma escola de equitação com R$ 4 mil e transformou a paixão em profissão.

Erros na gestão e na precificação marcaram o início da empresa, que foi profissionalizada com cursos e formação em gestão.

A procura de alunos de outros estados levou à mudança do modelo de negócio. Hoje, ela ministra cursos pelo Brasil e fatura, em média, R$ 60 mil por mês.

As imersões combinam técnicas de equitação e desenvolvimento pessoal, com foco no público feminino.

Quando criança, Maria Jordana ouviu dos pais que, para ter um cavalo, precisaria juntar dinheiro. A resposta não a desanimou. Com uma caixa de miçangas e linha de anzol, começou a produzir pulseiras para vender.

Era o primeiro passo de uma trajetória empreendedora que, anos depois, transformaria a paixão pelos animais em um negócio com faturamento médio mensal de R$ 60 mil. Natural de Goiás, Jordana construiu sua carreira em torno dos cavalos.

O sonho de infância se concretizou quando ganhou seu primeiro animal, o Silver. Mas logo veio uma das primeiras lições sobre escolhas e renúncias. Ao decidir competir na modalidade de três tambores, precisou vender o cavalo para comprar uma égua adequada às competições.

A decisão foi difícil, mas marcou uma filosofia que ela carrega até hoje. Anos depois, ao conquistar estabilidade financeira, conseguiu recomprar Silver e trazê-lo de volta para sua vida.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

O interesse pelos cavalos evoluiu para um projeto profissional. Com um investimento inicial de R$ 4 mil, valor acumulado a partir do estágio que fazia na época, Jordana abriu uma escola de equitação em Catalão (GO). O começo, no entanto, foi cheio de desafios.

Ela conta que precisou aprender na prática conceitos básicos de gestão, como precificação e administração financeira. Em vários momentos, cobrava abaixo do valor justo para conquistar clientes e acabava comprometendo a rentabilidade do negócio.

A virada aconteceu após um grave acidente. Durante um treinamento, um cavalo caiu sobre ela, causando uma fratura no quadril. O período de recuperação, que incluiu cadeira de rodas e meses de fisioterapia, tornou-se um momento de reflexão.

Enquanto estava afastada das atividades, começou a desenhar em um caderno o futuro da empresa. Ao voltar a caminhar, colocou em prática os planos para estruturar melhor a escola e investir na profissionalização do negócio.

A formação em Gestão de Empresas ajudou a consolidar esse processo. Paralelamente, Jordana buscou especializações na área equestre, incluindo cursos de gestão de centros equestres e estudos sobre horsemanship, método que busca compreender o comportamento dos cavalos e fortalecer a relação entre animal e cavaleiro sem o uso de técnicas coercitivas.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Com o crescimento da escola, alunos de diferentes cidades passaram a procurá-la. O ponto de virada para um novo modelo de negócio aconteceu quando uma cliente do Mato Grosso a convidou para ministrar um curso a mais de 1.400 quilômetros de distância.

A experiência deu certo. O curso foi divulgado nas redes sociais e novas oportunidades surgiram em diferentes estados. Aos poucos, Jordana percebeu que poderia ampliar seu alcance transformando a escola física em uma operação itinerante.

Hoje, ela realiza imersões em parceria com centros equestres espalhados pelo Brasil. Os cursos, que duram três dias e custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, combinam aulas práticas, manejo dos animais, técnicas de equitação e atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal.

Entre os formatos oferecidos, um dos mais procurados é o "Só Para Elas", programa voltado exclusivamente ao público feminino.

A proposta vai além do aprendizado técnico. As participantes encontram nos cavalos uma ferramenta para trabalhar liderança, confiança, autoconhecimento e superação de desafios pessoais.

Os encontros costumam reunir mulheres de diferentes perfis, incluindo empresárias, executivas e profissionais em busca de novas experiências. Muitas relatam que as vivências com os animais ajudam a desenvolver competências que também são aplicadas no ambiente corporativo.

Para Jordana, esse é justamente o diferencial do negócio. Mais do que ensinar a montar ou conduzir um cavalo, ela busca criar conexões capazes de gerar transformações duradouras.

Hoje, ao olhar para a própria trajetória, a empreendedora vê a realização de um sonho que começou na infância. E acredita que o verdadeiro legado do negócio não está apenas nos números, mas no impacto que consegue deixar na vida das pessoas.

“Você precisa ter visão, ação e propósito. Ver uma oportunidade, agir para fazê-la acontecer e entender por que está fazendo aquilo. É isso que sustenta um negócio no longo prazo”, afirma.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

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Governo lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas; veja regras e modelos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 00:53

Carros Governo lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas; veja regras e modelos Programa oferece financiamento de até 100% do valor de motos e bicicletas, com juros abaixo dos praticados pelo mercado. O g1 explica quem pode participar, os modelos aceitos e como fazer o cadastro. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O governo federal lança nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que facilita o financiamento de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não, para entregadores de aplicativo e mototaxistas. As taxas de juros são inferiores à metade das normalmente praticadas no mercado.

A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Os pedidos de financiamento já podem ser feitos pelo portal do programa, e o g1 reuniu abaixo os principais pontos da iniciativa.

Antes de conferir a lista, é necessário que a moto, o ciclomotor ou a bicicleta atendam aos seguintes critérios:

Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.

Honda Biz 125 EX: R$ 16.840;Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390;Yamaha Factor: R$ 18.490;Yamaha Factor DX: R$ 18.990;Honda CG 160 Titan: R$ 20.590;Honda CG 160 Fan: R$ 20.590;Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190;Honda CG 160 50 anos: R$ 21.270;Honda NXR160 Bros CBS: R$ 22.400;Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790;Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990;Honda NXR160 Bros ABS: R$ 23.390.

Shineray SE1: R$ 12.490;Shineray SE2: R$ 12.490;Watts W125: R$ 15.992;Shineray SHE-S: R$ 16.490;Yamaha Neos: R$ 25.990.

O que é o programa?Quem pode participar do programa?Quais veículos estão incluídos?Posso financiar motos de até qual valor?Quais são os juros do financiamento?Qual é o prazo do financiamento?Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?Quais documentos são necessários?Como posso participar?Tenho nome sujo, e agora?Como sei se fui aprovado?Como contratar o financiamento?

O programa é uma linha de crédito criada pelo governo federal e que estará disponível a partir do dia 27 de julho, voltada para veículos de duas rodas utilizados em serviços de entrega e no transporte individual por aplicativo ou mototáxi.

Ele cria uma linha de crédito operada pela Caixa Econômica Federal, com subsídios do governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Além da compra de veículos novos, o programa também prevê apoio para que empresas ampliem redes de recarga ou de troca de baterias para modelos elétricos.

Para participar do programa, é necessário ser um profissional de aplicativo ou contratado no regime CLT.

Profissional de aplicativo: é preciso ter, no mínimo, 6 meses de cadastro na plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas realizadas.Profissional CLT: incluem-se ciclistas, motofretistas e mototaxistas com contrato formal (CLT), que tenham a carteira assinada há pelo menos 6 meses na mesma empresa.

Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex de até 160 cilindradas e que sejam fabricadas no Brasil;Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas com potência de até 7.500 watts, produzidos no Brasil ou com projeto de investimento para fabricação no país;Bicicletas elétricas com potência de até 1.000 watts.

O programa não estabelece limite de preço para os veículos, considerando apenas critérios como potência, tipo de combustível e fabricação nacional.

No entanto, devido à restrição a motos de até 160 cilindradas, os preços variam entre R$ 16.840 e R$ 23.990. No caso dos modelos elétricos, o valor é mais alto, a partir de R$ 25.990.

O financiamento cobre 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada. No programa, a taxa de juros é de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres.

Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,6% ao ano em abril de 2026.

Pessoa física: prazo fixo de 48 meses, com dois meses de carência;Pessoa jurídica (apenas para estrutura de recarga ou troca de baterias): prazo de até 48 meses, com dois meses de carência, durante os quais são cobrados apenas encargos financeiros.

Além da linha de crédito para o financiamento de motos, o programa também prevê a expansão de pontos de recarga ou de troca de baterias para motocicletas elétricas.

Nesses casos, podem ser financiadas itens da estrutura do local e as baterias, enquanto o capital de giro associado fica limitado a 30% do valor dos investimentos.

Para se cadastrar no programa, não é necessário apresentar documentos. Como o registro é feito pela conta gov.br, os dados do usuário já estão disponíveis, incluindo a CNH.

O cadastro para adesão ao programa deve ser feito pelo site gov.br/movebrasil. A resposta é enviada em até cinco dias úteis, mas só a partir do dia 27 de julho.

Ter o nome sem restrições não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelos bancos para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.

Após a análise do programa, os motoristas aprovados podem buscar o financiamento diretamente em uma concessionária ou no banco onde já possuem conta, para a análise de crédito e a contratação do financiamento.

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INSS inicia pagamento de benefícios de julho nesta segunda; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 00:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de julho a partir desta segunda-feira (27).

O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço).

Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência.

Final 1: 27/7Final 2: 28/7Final 3: 29/7Final 4: 30/7Final 5: 31/7Final 6: 3/8Final 7: 4/8Final 8: 5/8Final 9: 6/8Final 0: 7/8

O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.

Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br.

Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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Mega-Sena, concurso 3036: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 11:55

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3036: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição deste domingo (26) seria de quase R$ 70 milhões. Mas ninguém acertou os 6 números e o valor estimado acumulou para R$ 78 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3036 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (26), em São Paulo. O prêmio para a aposta que acertasse as seis dezenas seria de R$ 69.545.142,81 milhões. Mas ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 78 milhões.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaClique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista Área de 33.845 hectares de Mata Atlântica, em Teodoro Sampaio (SP), é considerada o santuário do mico-leão-preto. Por Nosso Campo, TV TEM

Temporais com granizo e ventos fortes castigam as lavouras de café em Garça (SP). Os cafeicultores locais aceleram o trabalho para salvar a safra deste ano.

As fortes tempestades derrubam os grãos na terra úmida. O fenômeno reduz a qualidade da bebida e atrasa o andamento das atividades no campo.

O produtor José Carlos de Morais Filho relata que 40% de sua produção de 370 mil pés caiu no chão. O prejuízo dele é estimado em R$ 700 mil.

A cafeicultora Ellaritta Crude projeta uma perda semelhante de 40% em seus 450 hectares cultivados. O prejuízo estimado é de R$ 7 mil por hectare.

Para evitar perdas maiores com novas frentes frias, produtores intensificaram o uso de maquinário. A colheita manual emergencial também foi adotada para salvar os frutos.

Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista — Foto: Nosso Campo/TV TEM

Lar de espécies como onça-pintada, bugio e tamanduá, o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), abriga 33.845 hectares de Mata Atlântica preservada, a maior do interior paulista.

Criada em 1941 para a conservação da floresta, a reserva é um verdadeiro santuário ecológico. Ériqui Inazaqui, gestor do parque, fala sobre a importância do bom estado de conservação do bioma para a fauna e a flora. Como exemplo, pode-se citar o mico-leão-preto, espécie dada como extinta na década de 1970 e redescoberta no Morro do Diabo.

A reserva possui a maior população do primata livre na natureza, com uma média de 1,2 mil indivíduos.

Mico-leão-preto é uma espécie dada como extinta na década de 1970 e que foi redescoberta no Morro do Diabo — Foto: Nosso Campo/TV TEM

Além da preservação, o parque é um grande polo ecoturístico no oeste paulista. As atrações diversas, como o ponto mais alto da região (uma torre de observação de 12 metros de altura), o montanhismo, as trilhas e as rotas de ciclismo, atraem mensalmente 2 mil visitantes.

Entre os visitantes, está Leonardo Nascimento Soares, professor de Geografia em uma escola de Presidente Epitácio (SP). Ele explica o valor do contato entre os alunos e o bioma ameaçado de extinção para estudos sobre conscientização e conservação ambiental.

Com um nome fora do convencional, o morro carrega diversas histórias sobre sua origem. A monitora ambiental Gabrielle Vilhena conta um pouco sobre três dessas lendas:

Devido às suas extremidades salientes, o morro formava o rosto do diabo quando visto de longe;Após massacrar uma aldeia indígena, um grupo de bandeirantes foi morto e pendurado no topo do morro por caçadores, para não amaldiçoar a terra. Quando um segundo grupo os avistou no topo, sem ninguém por perto, concluiu que havia sido "obra do diabo";Quando Teodoro Fernando Sampaio mapeou o Rio Paranapanema, em 1886, passou por uma correnteza nomeada "correnteza do diabo". Ao avistar o morro próximo do local, nomeou-o com o mesmo nome da correnteza.

De terça a domingo, a entrada no parque é gratuita e deve ser feita mediante agendamento via internet. Para o passeio pela trilha do Morro do Diabo, é necessária a compra de ingresso, com reserva on-line. A programação de férias vai até quarta-feira (29).

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma cuca de banana com doce de leite

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma cuca de banana com doce de leite Programa deste domingo (26) ensina a preparar uma cuca de banana com doce de leite. Por Nosso Campo, TV TEM

O programa Nosso Campo deste domingo (26) ensina a preparar uma receita de cuca de banana com doce de leite.

O prato conta com orientações específicas para a elaboração do recheio e de uma farofa crocante.

O Nosso Campo deste domingo (26) ensina a preparar uma deliciosa cuca de banana com doce de leite. Saiba como fazer:

3 ovos;1 xícara de chá de açúcar; 3 colheres de sopa de manteiga ou margarina; 1 xícara de leite;2 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;1 colher de sopa de fermento em pó;1 pitada de sal para realçar o sabor.

1 colher de chá de canela em pó;1/2 xícara de açúcar; 1/2 xícara de farinha de trigo;2 colheres de sopa de manteiga gelada.

Em um liquidificador, coloque os ovos e a manteiga. Bata até ficar homogêneo;Após bater bem, acrescente o açúcar, a farinha de trigo e o leite aos poucos;Quando a massa estiver aerada, formando algumas bolhas, adicione o sal e o fermento.

Despeje a massa em uma forma untada com manteiga;Adicione as bananas cortadas em rodelas e o doce de leite ;Finalize cobrindo a massa com a farofa;Leve a cuca em um forno preaquecido a 180° por 45 minutos;Sirva sozinha ou com uma bola de sorvete.

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Dieta puro grão acelera ganho de peso de bezerros e pode aumentar lucro de produtores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Dieta puro grão acelera ganho de peso de bezerros e pode aumentar lucro de produtores Experimento composto por 85% de milho inteiro e 15% de vitaminas, proteínas e minerais aumenta valor dos bezerros. Por Nosso Campo, TV TEM

A dieta experimental "puro grão", desenvolvida pela CATI Regional de Jales (SP), acelera o ganho de peso de bezerros. O método visa aumentar os lucros dos produtores.

A ração mistura 85% de milho inteiro e 15% de nutrientes. Segundo o veterinário Ivan Vitorelli, a técnica reduz em 2 anos o tempo de abate.

Produzir a arroba custa de R$ 220 a R$ 250, com venda de até R$ 350. O produtor pode obter lucro de R$ 900 a R$ 1.000.

O método exige vacinação, vermifugação e controle de carrapatos. O produtor Danilo Monção aplicou o modelo e obteve ganho médio de 40 kg em 50 dias.

Ração é uma mistura composta por 85% de milho inteiro e 15% de vitaminas, proteínas e minerais — Foto: Reprodução / TV TEM

A dieta experimental criada pela CATI Regional de Jales (SP) tem como objetivo aumentar a lucratividade com bezerros e encurtar o tempo de criação. A ração é uma mistura composta por 85% de milho inteiro e 15% de vitaminas, proteínas e minerais.

Em Urânia (SP), Ivan Vitorelli, veterinário da CATI, reproduz o método "puro grão" para 20 bezerros. De acordo com o veterinário, o modelo pode reduzir em dois anos o tempo para abater bezerros de origem leiteira, passando de três anos e meio para um ano e meio.

Em 60 dias, os 20 animais passaram de sete para mais de dez arrobas. Em dois meses, devem superar o peso de 14 arrobas, marca suficiente para o abate.

A aceleração do ganho de peso ajuda na valorização da venda. A arroba que custa entre R$ 220 e R$ 250 para ser produzida é vendida entre R$ 330 e R$ 350, gerando um lucro de R$ 900 a R$ 1.000 para o produtor e a possibilidade de uma nova fonte de renda.

A adoção da dieta "puro grão" exige protocolos sanitários prévios: vacinação, vermifugação e controle de carrapatos.

O produtor de leite Danilo Rodrigues Monção aplicou o modelo após assistir a uma palestra da CATI. Em 50 dias, dois bezerros de 130 kg ganharam em média 40 kg. Ao chegarem ao peso de 15 arrobas (em torno de 225 kg), os bezerros poderão ser vendidos pelo preço de boi.

Para quem tiver interesse na dieta "puro grão", é possível entrar em contato com a CATI de Jales pelo número (17) 3632-1909.

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Demitido menos de uma hora após assumir, procurador contesta exoneração na Justiça dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 05:53

Trabalho e Carreira Demitido menos de uma hora após assumir, procurador contesta exoneração na Justiça dos EUA Ação pode definir se o governo pode demitir procuradores federais nomeados por juízes antes da confirmação de um indicado pelo Senado. Por Associated Press — São Paulo

O juiz Roger Rogoff, do Tribunal Superior do Condado de King, em audiência realizada em 10 de outubro de 2016, em Seattle — Foto: AP/Ted S. Warren, Arquivo

Demitido menos de uma hora após tomar posse, o principal procurador federal de Seattle, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial para contestar sua exoneração na última terça-feira (22). O caso inaugura um novo capítulo na disputa sobre os esforços do governo Trump para controlar quem ocupa os poderosos cargos do Departamento de Justiça.

Roger Rogoff é o mais recente de uma série de procuradores federais nomeados por tribunais que foram destituídos pelo governo Trump. No entanto, acredita-se que seja o primeiro desse grupo a recorrer à Justiça para contestar a medida. Sua ação cria um caso inédito que deverá testar a autoridade do Departamento de Justiça para demitir procuradores federais nomeados por juízes.

Rogoff foi escolhido por unanimidade pelos juízes federais do Distrito Oeste de Washington para assumir o cargo de procurador dos Estados Unidos na região. Mas, pouco depois de tomar posse, recebeu um e-mail informando que o presidente Donald Trump havia determinado sua demissão.

A ação sustenta que a exoneração foi inconstitucional e desrespeitou a autoridade dos juízes do distrito, que o haviam nomeado para exercer a função até que a vaga fosse preenchida por um indicado confirmado pelo Senado. O processo pede uma decisão judicial que declare a demissão "ilegal e sem efeito" e permita que Rogoff permaneça, ao menos temporariamente, no cargo.

“As ações do presidente violam a lei e ignoram as proteções da Constituição dos Estados Unidos”, afirmou Rogoff em comunicado divulgado pelo escritório de advocacia que o representa. “Sua remoção, assim como a de outros procuradores federais nomeados pelos tribunais em todo o país, é ilegal e não pode ser tolerada.”

Os procuradores dos Estados Unidos, responsáveis por comandar os escritórios regionais do Departamento de Justiça em todo o país normalmente são indicados pelo presidente e posteriormente confirmados pelo Senado.

➡️ Quando surge uma vaga, o procurador-geral pode nomear um ocupante interino por até 120 dias. Se esse período expira sem a confirmação de um novo indicado pelo Senado, os juízes federais do distrito têm autoridade para fazer uma nomeação temporária — como ocorreu no caso de Rogoff — válida até a escolha de um titular definitivo.

Sob o governo Trump, porém, o Departamento de Justiça tem buscado manter procuradores não confirmados em seus cargos por períodos mais longos ou substituir procuradores nomeados pelos tribunais.

O Distrito Oeste de Washington não tem um procurador federal confirmado pelo Senado desde 2023. Rogoff apresentou sua candidatura após os juízes sinalizarem, em janeiro, a intenção de preencher a vaga aberta com o encerramento do mandato de 120 dias de Charles Neil Floyd, que havia sido nomeado interinamente no ano anterior pela então procuradora-geral Pam Bondi.

Segundo a ação judicial, mesmo antes da escolha de Rogoff, o procurador-geral interino Todd Blanche já havia indicado que pretendia demitir qualquer pessoa nomeada pelos juízes.

Após o tribunal anunciar a formação de um comitê de seleção baseado em mérito, Blanche escreveu na rede social X que os candidatos não contavam com o apoio do presidente e que provavelmente teriam “o mesmo destino de outros quando os juízes ignoram o Artigo II” da Constituição.

“Juízes distritais podem nomear temporariamente um procurador dos EUA, e o presidente pode demiti-lo”, escreveu.

Segundo ele, os juízes do Distrito Oeste de Washington “abandonaram o processo tradicional de consulta ao governo para garantir que o procurador escolhido estivesse qualificado para servir na administração”. “Roger Rogoff foi demitido pelo presidente”, acrescentou.

O Departamento de Justiça afirmou em nota divulgada que “o tribunal distrital não coordenou essa seleção com o Departamento de Justiça” e que a decisão está “plenamente dentro da autoridade do presidente”.

Washington não é o único estado a registrar embates entre o Judiciário e o governo Trump sobre a ocupação de cargos de procuradores federais.

Em Nova Jersey, a ex-advogada pessoal de Trump, Alina Habba, deixou o cargo em dezembro após um tribunal de apelações decidir que ela estava exercendo a função de forma ilegal.

Na Virgínia, Lindsey Halligan, outra advogada ligada a Trump e nomeada pela administração republicana, também deixou o cargo de procuradora federal interina depois que um juiz concluiu que sua nomeação era irregular.

Na mesma decisão, o magistrado determinou que fossem rejeitadas as acusações apresentadas por Halligan contra a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e contra o ex-diretor do FBI James Comey.

O processo movido por Rogoff pode agora definir os limites da autoridade presidencial sobre procuradores federais nomeados pelos tribunais e estabelecer um importante precedente para futuras disputas entre o Executivo e o Judiciário.

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IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 05:53

Tecnologia IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada? Episódio reacende debate sobre a segurança de sistemas de inteligência artificial após agentes acessarem a internet e atacarem, de forma autônoma, uma plataforma externa. Por France Presse

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

O ciberataque perpetrado de maneira autônoma por dois agentes de inteligência artificial da OpenAI levantou dúvidas sobre como os modelos de IA mais poderosos serão controlados.

O teste da OpenAI, em um ambiente fechado, buscava avaliar as habilidades de seu modelo "mais avançado", GPT-5.6 Sol, e seu sucessor, ainda não comercializado, uma avaliação que a startup americana costuma aplicar às suas IAs.

Os agentes conseguiram se conectar à internet e lançaram um ataque à plataforma Hugging Face, um repositório de modelos de IA.

"Eles entendiam que a OpenAI não queria que saíssem de seu ambiente de testes e invadissem outra empresa, mas mesmo assim fizeram isso", disse Jeffrey Ladish, diretor da Palisade Research, uma organização independente que avalia os novos modelos em termos de cibersegurança.

"Quase parecia que eles fizeram isso antes mesmo de ter um plano sobre o que fazer com o acesso à internet", segundo Ladish.

Em março, um grupo de desenvolvedores afiliados à empresa chinesa Alibaba descobriu que um de seus modelos tentava, por conta própria, criar uma criptomoeda após se conectar, sem autorização, a um servido externo.

Em abril, Sam Bowman, responsável pela segurança na Anthropic, recebeu um e-mail do modelo Mythos, que estava sendo testado. Ele informou que estava navegando na internet apesar de, inicialmente, estar isolado.

Os modelos, advertiu Ladish, "buscam liberdade para cumprir com seus objetivos de maneira mais efetiva. E isso dá muito medo".

O relatório de eventos publicados pela OpenAI sugere que a startup não detectou a situação suficientemente cedo para solucioná-la em tempo real ou alertar a Hugging Face. Questionada sobre o assunto pela AFP, a empresa não respondeu.

Desde os ataques hackers, a OpenAI disse que "implementou proteções mais fortes" para suas próximas avaliações.

Para Gang Wang, professor de Ciência da Computação na Universidade de Illinois, ainda é possível impedir que um modelo se conecte à internet cortando fisicamente o acesso. O problema, disse, é que "as pessoas subestimam a IA".

Garantir o ambiente "é algo que devemos prestar mais atenção (…) como se faz com os acidentes de laboratório" que liberam vírus ou bactérias, advertiu Andrew Lohn, do Centro de Segurança e Tecnologias Emergentes da Universidade de Georgetown.

Porém, para Dan Lahav, diretor executivo da Irregular – uma empresa de cibersegurança dedicada à IA de ponta -, realizar simulações em um ambiente completamente isolado "é um desafio de pesquisa muito difícil".

"É possível aplicar medidas de mitigação, mas devido à forma como a tecnologia está construída, quanto mais se tenta dar liberdade e autonomia para realizar tarefas mais sofisticadas, será mais difícil supervisioná-la", explicou Lahav sobre as salvaguardas nos testes.

O incidente da OpenAI sem dúvida impulsionará o atual debate no governo dos Estados Unidos sobre se deve inspecionar os modelos mais avançados de IA antes de seu lançamento.

O governo de Donald Trump obrigou a Anthropic a suspender dois de seus modelos e a OpenAI a submeter seus desenvolvimentos a testes antes de comercializá-los.

Na quinta-feira (23), dois congressistas americanos, um republicano e outro democrata, apresentaram um projeto de lei que obrigaria os gigantes de IA a contar com um "interruptor de desligamento" ("kill switch") que permita desativar seus sistemas caso representem um risco grave.

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Mundo bebe cada vez menos cerveja, e cervejarias em crise penam para se reinventar

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 26/07/2026 05:53

Empreendedorismo Mundo bebe cada vez menos cerveja, e cervejarias em crise penam para se reinventar Produção da bebida vem caindo até na Alemanha, onde as cervejarias atravessam uma grave crise. EUA, China, Austrália e outros também registraram quedas. Brasil segue tendência contrária. Por Deutsche Welle

Na Alemanha, país mundialmente conhecido pela cultura da cerveja, o consumo da bebida vem caindo drasticamente — Foto: Robert B. Fishman/picture alliance

A produção de cerveja caiu 0,7% em nível global, totalizando 189,6 bilhões de litros em 2025, segundo uma análise da BarthHaas, a maior comerciante de lúpulo do mundo, com sede em Nuremberg, na Alemanha. Esse número também inclui as cervejas sem álcool, que vêm ganhando popularidade em algumas partes do mundo.

A produção caiu particularmente na Austrália e Oceania, onde a diminuição foi de 2,4%. Mas essa região, com 1,8 bilhão de litros, representa apenas uma pequena fração do consumo global da bebida.

A queda ocorreu também nos principais países produtores de cerveja. Na Europa, a produção caiu 1,6%, para 51 bilhões de litros. Os resultados foram influenciados, em particular, pelas quedas registradas na Alemanha e na Polônia.

Ainda assim, a Alemanha manteve a sexta posição entre os maiores produtores de cerveja do mundo, com 7,9 bilhões de litros, atrás da China, Estados Unidos, Brasil, México e Rússia.

No continente asiático, a produção caiu 1,2%, para 59 bilhões de litros. O aumento registrado na Índia foi mais do que compensado pelas quedas de produção na China, Vietnã, Japão, Coreia do Sul e Mianmar. Os chineses, no entanto, continuam sendo, de longe, os maiores produtores de cerveja do mundo, responsáveis por mais de um sexto da produção global.

A América do Norte também teve uma queda significativa, de 1,9%, para 34 bilhões de litros. O fato de a produção apenas nos Estados Unidos ter caído quase um bilhão de litros, para pouco mais de 17 bilhões, não foi suficiente para compensar a alta substancial registrada no México, que atingiu quase 15 bilhões de litros.

Na América do Sul, a produção aumentou 1,7%, para 25 bilhões de litros, principalmente graças ao Brasil, cuja produção subiu para mais de 15 bilhões de litros. O aumento foi ainda maior na África, chegando a 2,6%, para quase 17 bilhões de litros.

A Alemanha é atualmente a maior produtora mundial de lúpulo tanto em área cultivada quanto em volume de colheita, com o país se mantendo à frente dos Estados Unidos. No entanto, a produção global do ingrediente essencial na fabricação da cerveja também está em declínio, em ritmo ainda mais acelerado do que a produção de cerveja.

A área global de cultivo de lúpulo diminuiu 5,5%, para 52.660 hectares. O volume da colheita caiu 3,8%, chegando a 109.188 toneladas. A quantidade, no entanto, ainda é excessiva, segundo especialistas. "A produção voltará a superar a demanda em 2025", afirmou Heinrich Meier, da BarthHaas.

A empresa não acredita em um crescimento na produção de cerveja este ano. "Prevemos que a produção permanecerá praticamente inalterada, talvez até um pouco menor", declarou o diretor-geral da BarthHaas, Thomas Raiser. "O crescimento na África, Ásia e América Central e do Sul provavelmente será compensado pelas quedas na Europa e na América do Norte."

De acordo com o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis), as cervejarias alemãs registraram em 2025 a maior queda nas vendas desde o início dos registros, em 1993. As vendas caíram 6% em comparação com o ano anterior, para cerca de 7,8 bilhões de litros.

Até mesmo grandes cervejarias, como a Veltins, vêm enfrentando dificuldades. A empresa somente conseguiu aumentar suas vendas de bebidas no primeiro semestre de 2026 por meio da aquisição da marca Karamalz – uma cerveja sem álcool de sabor levemente caramelizado. As vendas de sua principal marca, Veltins Pils, caíram aproximadamente 4,3%.

Outro exemplo notável é o Grupo Warsteiner. Em maio, a empresa anunciou o fechamento de sua cervejaria em Herford e a venda de outra unidade de produção em Paderborn. Cerca de 220 empregos foram afetados.

Essas empresas são representativas de todo o setor. De acordo com a Associação Alemã de Cervejeiros, cerca de 100 cervejarias fecharam as portas desde o final de 2019. O diretor-geral da entidade, Holger Eichele, teme que mais cervejarias sigam o mesmo caminho.

Área global de cultivo de lúpulo, ingrediente fundamental na fabricação da cerveja, diminuiu 5,5%, — Foto: Armin Weigel/dpa/picture alliance

As cervejarias enfrentam uma dupla crise. Por um lado, os custos com energia, pessoal, produção, transporte e embalagem vêm aumentando — em parte devido às crises internacionais.

Por outro lado, os consumidores vêm demonstrando cautela em tempos de incertezas econômicas. Além disso, muitos alemães — especialmente os mais jovens — optam por se abster completamente do álcool.

Para compensar a queda nas vendas, cada vez mais cervejarias se voltam para bebidas não alcoólicas. A gama de produtos se multiplicou nas últimas décadas, incluindo sucos de frutas gaseificados, refrigerantes, bebidas energéticas e água aromatizada.

Muitas empresas querem vender mais bebidas não alcoólicas para atingir o público que não gosta de cerveja, ao mesmo tempo em que visam preservar suas marcas tradicionais.

De acordo com a Associação Alemã de Cervejeiros, as cervejas sem álcool já detêm uma participação de mercado de mais de 10%. A Alemanha está à frente de outros países nesse quesito. "Somos campeões europeus na produção de cervejas sem álcool", afirmou Holger Eichele.

Especialistas, no entanto, alertam que isso pode funcionar para algumas empresas, mas não para todas, uma vez que o mercado já está saturado e terá que encolher.

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