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Airbus revela helicóptero capaz de voar sem piloto; veja como ele funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 02:47

Inovação Airbus revela helicóptero capaz de voar sem piloto; veja como ele funciona Segundo a fabricante, o voo inaugural poderá acontecer no fim deste ano. Em uma futura fase de plena operação, o modelo usará sensores e inteligência artificial para fazer trajetos por conta própria. Por Redação g1 — São Paulo

A fabricante europeia Airbus revelou na terça-feira (9) um modelo de helicóptero capaz de voar sem a presença de piloto. Segundo a empresa, o voo inaugural está previsto para o fim de 2026 e a entrada em operação poderá acontecer no início da próxima década.

Batizado de U145, o helicóptero teve seu protótipo em tamanho real divulgado pela empresa durante a feira aeroespacial ILA Berlin. Ele usará sensores e inteligência artificial para completar voos por conta própria.

O novo modelo é baseado no Airbus H145, que tem mais de 1.800 unidades em operação e mais de 8,5 milhões de horas de voo. A nova aeronave foi projetada para fins civis e militares, com foco no transporte de grandes volumes.

O primeiro voo de teste contará com um piloto de segurança a bordo que poderá entrar em ação caso algo não saia como previsto. Mas, no futuro, o U145 não terá sequer um painel de comando.

Airbus revelou protótipo do U145, helicóptero projetado para voar sem piloto — Foto: Divulgação/Airbus

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A aeronave terá uma porta frontal de carregamento, além de uma mesa dobrável e piso projetado para suportar grandes cargas.

Ainda segundo a fabricante, o U145 poderá ser utilizado para apoiar a gestão de desastres, o combate a incêndios, o reconhecimento armado e a vigilância, além de atuar como "aeronave-mãe" em missões com lançamento de outros dispositivos de voo.

"Para desenvolver o U145 e suas capacidades como um UAS [sistema de aeronave não tripulada] multimissão, uniremos forças com grandes especialistas em tecnologia autônoma para expandir ainda mais esse ecossistema na Europa", disse o CEO da Airbus Helicopters, Matthieu Louvot.

Esse é o segundo helicóptero não-tripulado criado pela empresa a partir de uma versão tripulada. O primeiro foi o VSR700, baseado no Cabri G2.

O H145 é uma aeronave com espaço para oito passageiros, capaz de fazer voos de até 3h35 e até 650 km de distância com apenas um tanque. A Airbus não revelou se as especificações de autonomia se mantêm para o novo U145.

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‘Sem solução, a bola não rola’: professores pedem aumento de 100% em protestos contra a Copa no México

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 01:45

Trabalho e Carreira 'Sem solução, a bola não rola': professores pedem aumento de 100% em protestos contra a Copa no México Com bloqueios, incêndio em prédio público e confrontos com forças de segurança, protestos de professores se intensificam no México antes da Copa do Mundo. Por Redação g1 — São Paulo

Professores intensificam protestos na Cidade do México às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026.

Greve e mobilizações incluem bloqueios de vias, ocupações e confrontos com forças de segurança.

Sindicatos aproveitam a visibilidade global da Copa para pressionar o governo por reajustes salariais e mudanças na educação.

Polícia monta barreiras durante marcha de manifestantes perto de estádio da Copa no México. — Foto: REUTERS/Luis Cortes

A poucas horas da abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para esta quinta-feira (11), o México enfrenta uma escalada de protestos liderados por professores, que pedem aumentos salariais de até 100%. A situação aumenta a tensão no país e ameaça a realização do torneio.

Bloqueios de vias estratégicas, ocupações e confrontos marcaram os últimos dias na Cidade do México. Os sindicatos da categoria aproveitam a visibilidade global do evento para pressionar o governo por reajustes salariais e mudanças nas condições de trabalho.

Nesta terça-feira (9), milhares de manifestantes interditaram uma avenida que dá acesso ao Estádio Azteca, um dos principais palcos da competição, segundo a agência AFP. O local receberá a partida de abertura da Copa do Mundo, entre México e África do Sul.

A mobilização é organizada pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do principal sindicato da categoria.

Considerada a ala mais combativa dos professores mexicanos, a CNTE convocou uma greve nacional por tempo indeterminado em 1º de junho e, desde então, ampliou sua presença nas ruas da capital. Além dela, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE) também reivindica reajustes, embora adote uma postura mais moderada.

Os atos reúnem principalmente professores da educação básica, incluindo trabalhadores com contratos parciais, que representam uma parcela significativa da categoria no país.

Professores do México protestam antes da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Cidade do México, México, em 9 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Luis Cortes

O principal impasse está na remuneração. A CNTE exige um aumento salarial de 100%, proposta rejeitada pelo governo federal por ser considerada inviável.

A insatisfação ganhou força após o anúncio, em maio de 2025, de um reajuste de 10%, com aplicação prevista apenas para setembro de 2026. Para o sindicato, o percentual não acompanha o aumento do custo de vida.

Segundo dados citados pela Deutsche Welle, os salários dos professores no México variam de forma significativa conforme a carga horária e o tipo de contrato.

Em média, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 6 mil por mês, valor considerado acima da média nacional. No entanto, o salário inicial fica entre R$ 2,4 mil e R$ 4,2 mil, e muitos profissionais acabam recebendo menos devido a contratos parciais. Na prática, o rendimento médio de entrada no magistério gira em torno de R$ 2 mil.

Além da pauta salarial, os professores criticam políticas educacionais do governo e regras previdenciárias.

Já o SNTE defende um reajuste de 13% para 2026, argumentando que a inflação tem reduzido o poder de compra da categoria.

Manifestantes escreveram 'se não houver solução, a bola não rola' durante protestos de professores por melhores salários no México — Foto: REUTERS/Henry Romero

A proximidade da Copa transformou as reivindicações em uma questão de repercussão internacional. O México espera receber cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros durante o torneio, o que o torna uma vitrine global e amplia a visibilidade dos protestos.

Nos últimos dias, manifestantes ocuparam a fan zone montada no Zócalo, principal praça da capital, bloquearam ruas e avenidas importantes, derrubaram esculturas de jogadores instaladas para o evento e queimaram camisas gigantes em protesto.

Em algumas ações, deixaram mensagens como "sem solução, a bola não rola", em referência direta à competição.

A ocupação do Zócalo, que deve receber até 100 mil pessoas nos dias de jogos da seleção mexicana, também levou ao cancelamento de atividades organizadas pela Fifa, incluindo um treinamento de voluntários.

As manifestações registraram episódios de violência. Relatos da imprensa indicam confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo pela polícia. Um grupo também invadiu o Ministério da Educação, onde foi registrado um incêndio no hall do prédio.

A presidente Claudia Sheinbaum classificou os atos como uma "provocação" e afirmou que nem todos os envolvidos seriam professores, atribuindo parte da violência a grupos radicais.

Apesar disso, o governo evitou adotar uma repressão mais dura, para não expor negativamente o país sob os holofotes internacionais.

Os impactos já atingem a rotina da capital e a economia, segundo Deutsche Welle. Estimativas apontam perdas de cerca de R$ 119 milhões em razão de bloqueios, interrupções logísticas, fechamento de aeroportos e episódios de vandalismo.

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Pela primeira vez, Emirates promove duas pilotos dos Emirados Árabes a comandantes de aeronaves

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 01:45

Trabalho e Carreira Pela primeira vez, Emirates promove duas pilotos dos Emirados Árabes a comandantes de aeronaves Hanan Mohammed Jawad e Bakhita Al Mheiri receberam a 'quarta listra' e passaram a comandar aeronaves Boeing 777 da companhia. Por Redação g1 — São Paulo

Emirates promove primeiras mulheres dos Emirados Árabes Unidos ao cargo de comandante — Foto: Emirates

A Emirates promoveu duas pilotos ao cargo de comandante de aeronaves em um marco inédito para a companhia aérea. Hanan Mohammed Jawad e Bakhita Al Mheiri se tornaram as primeiras mulheres dos Emirados Árabes Unidos a alcançar esse posto na empresa.

As duas receberam oficialmente neste ano a quarta listra — símbolo do posto de comandante — e passaram a integrar o grupo de comandantes da companhia, operando aeronaves Boeing 777.

Hanan e Bakhita construíram toda a trajetória profissional na Emirates. A dupla ingressou na empresa por meio do Programa Nacional de Cadetes Pilotos, iniciativa criada para formar cidadãos emiratis para carreiras na aviação comercial.

Hanan entrou para o programa em 2008. O interesse pela profissão surgiu ainda na adolescência, quando ela viu pela primeira vez uma mulher piloto dos Emirados Árabes Unidos na televisão.

"Quando eu tinha 14 anos, vi a primeira mulher piloto dos Emirados Árabes Unidos na TV e fiquei impressionada com sua confiança e presença. A partir daquele momento, tudo o que eu queria era me tornar piloto", afirmou.

Ao longo da carreira, Hanan acumulou 9.253 horas de voo e avançou gradualmente até assumir o comando.

"Receber minha quarta divisa é um marco que me enche de orgulho, mas não a vejo como o destino final. Este é apenas o começo, e acredito que o céu é o limite. O caminho para o comando se constrói com o tempo, e meus anos como primeiro-oficial me prepararam para este momento", disse.

Bakhita Al Mheiri iniciou sua trajetória na Emirates em 2011. Inspirada por mulheres emiratis que já atuavam na aviação, ela seguiu carreira na companhia até alcançar o posto de comandante.

"Minha trajetória na Emirates foi profundamente influenciada pela mentoria e orientação que recebi de capitães instrutores e líderes excepcionais ao longo da minha jornada de voo e comando", afirmou.

"Com a oportunidade e a responsabilidade que me foram concedidas como capitã, espero levar adiante os mesmos valores e a mentoria que me foram confiados, e apoiar e orientar as gerações mais jovens que estão iniciando sua própria jornada na aviação."

Hanan Mohammed Jawad e Bakhita Al Mheiri são formadas pelo Programa Nacional de Cadetes Pilotos (NCPP) — Foto: Emirates

As duas comandantes são formadas pelo Programa Nacional de Cadetes Pilotos (NCPP), iniciativa lançada em 1993 e financiada integralmente pelo Grupo Emirates.

O programa oferece treinamento completo na Academia de Treinamento de Voo da Emirates, incluindo formação teórica, prática de voo, uso de tecnologia avançada e treinamento baseado em padrões rigorosos de segurança.

Os participantes também passam por treinamento no novo centro de formação de pilotos da companhia.

Ao longo de mais de três décadas, o programa formou pilotos emiratis que posteriormente assumiram cargos de comandante, instrutor de voo e funções de liderança na Emirates e em outras organizações da aviação nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo o capitão Hassan Alhammadi, vice-presidente sênior de Operações de Voo da Emirates, a iniciativa continua sendo importante para formar profissionais capazes de atender às necessidades futuras da companhia.

"Estamos imensamente orgulhosos de Hanan e Bakhita por se tornarem as primeiras capitãs emiratis da Emirates, uma conquista merecida que reflete anos de dedicação, profissionalismo e trabalho árduo", afirmou.

A promoção das duas pilotos faz parte da estratégia de emiratização do Grupo Emirates, que busca ampliar a participação de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos em diferentes áreas da empresa por meio de programas de formação, desenvolvimento profissional e liderança.

Em uma mensagem às futuras gerações de pilotos, Hanan e Bakhita destacaram o crescimento da participação feminina no setor.

"Nossa liderança há muito reconhece as mulheres como parceiras essenciais na construção do futuro de nossa nação, e a Emirates está criando o ambiente e as oportunidades para que as mulheres prosperem. Continuaremos a construir sobre isso para as futuras gerações", afirmaram.

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PEC que dá autonomia financeira ao BC deve ser votada na CCJ do Senado nesta quarta; texto inclui PIX na Constituição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

Sem acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC) deve ser votada nesta quarta-feira (10).

A equipe econômica diverge do parecer apresentado pelo relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), no que diz respeito à nova natureza jurídica conferida ao BC.

O relatório transforma o BC em uma entidade pública sob um novo regime jurídico. O governo defende a classificação de “autarquia de natureza especial”.

No regime defendido pelo governo, o BC precisa de autorização do Ministério da Gestão para realização de concursos, o que, segundo o relator, deixa o banco sem autonomia administrativa.

Pelo texto do relator, o BC pode realizar contrações como julgar necessário, desde que com a supervisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O governo preparou uma emenda alterando a natureza jurídica do BC, mas, antes de formalizar, encaminhou para a avaliação do relator.

Plínio Valério garantiu ao g1 que não aceitará a mudança proposta pelo governo Lula e acusou a equipe econômica de trabalhar para que a PEC não seja votada.

“Eu não vou nem ler. É absurdo dizer isso, mas eu não vou ler. Por quê? Porque eles vão sugerir coisas que vão protelar. Eu não vou mudar mais, eu não vou mexer mais no relatório. Se mexer de novo, tem outro pedido de vista. A gente vai para o voto e seja o que Deus quiser. Eles [governo] querem que fique subordinado ao ministério”, afirmou Valério.

Aliado de primeira hora do governo no Senado, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), confirmou que a PEC será votada na sessão desta quarta-feira (10), independente do risco de derrota do governo.

“Meu papel é colocar para votar e vou colocar para votar. Ninguém me procurou pedindo retirada de pauta porque sabem e respeitam a minha condução”, declarou Alencar.

Incluído nas justificativas para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros do governo dos Estados Unidos, o PIX entrou no relatório de Plínio Valério. Ele inclui o mecanismo na Constituição.

Hoje, o PIX é regulado por norma infralegal do BC. O texto de Valério prevê a garantia da gratuidade para pessoas físicas em nível constitucional e proíbe expressamente qualquer privatização, concessão ou transferência de sua gestão a qualquer ente que não seja o próprio Banco Central.

Com o argumento da soberania e inclusão financeira, Valério cobra que Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, apoiem a PEC.

“Os dois falam tanto na defesa do PIX, que o PIX é do Brasil, então têm que apoiar a PEC”, afirmou o relator.

Nesta terça-feira (9), gestores do BC divulgaram uma carta aberta em que apoiam de forma "integral" o relatório de Valério. O documento foi elaborado pelo secretário-executivo do órgão, Rogério Antônio Lucca, e por chefes de departamento e de gabinete, da diretoria e da presidência.

Os gestores defendem que o PIX seja fortalecido diante da garantia de "recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene" já que houve um aumento "expressivo" das instituições que são supervisionadas pelo BC.

De acordo com eles, a redução de pessoal na autarquia "ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do País".

Dados do BC revelam que, em 20 anos, de 2006 até este ano, o número de servidores caiu de 5.072 para 3.311. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou, em uma comissão no Senado, no dia 8 de abril, que essa redução ocorreu por conta da aposentadoria de quase um quarto dos funcionários.

Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) vem se posicionando contra o atual formato da PEC.

"A verdadeira proteção da gratuidade, da acessibilidade e da capacidade de inovação do PIX reside na preservação da natureza pública, estável e tecnicamente orientada do BC, autarquia responsável por sua concepção, operação e evolução", afirmou o Sinal.

O texto da PEC define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira.

Na prática, isso significa que a autarquia teria orçamento próprio, separado do Orçamento da União, e não precisará se submeter às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de limites de gastos que o governo federal precisa cumprir — até fazer a recomposição de seus quadros.

Após a recomposição do quadro de servidores, as despesas de pessoal e encargos sociais do BC não poderão superar o valor do ano anterior corrigido pelo IPCA mais 2,5% — mesma regra do arcabouço fiscal —, salvo autorização expressa do Senado Federal.

Com isso, o presidente e os oito diretores do banco — indicados pelo presidente da República e aprovados pelos senadores — passaram a ter mandatos fixos de quatro anos e garantiram estabilidade nos cargos contra demissões por motivações políticas.

Apesar da autonomia nas operações, o Banco Central continuou sem autonomia financeira, discutida agora pelo Senado.

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BRB: o que já se sabe e o que ainda é dúvida sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 00:50

Distrito Federal BRB: o que já se sabe e o que ainda é dúvida sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o banco Presidente do BRB detalhou números ao Senado nesta terça, e Câmara do DF deu aval para o crédito. Parâmetros como juros, carência e prazo para quitação ainda são dúvida. Por Mateus Rodrigues, g1 DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a autorização para o governo contrair um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco de Brasília de uma crise.

O acordo foi mediado pelo Supremo Tribunal Federal devido à baixa nota fiscal do Distrito Federal, que enfrentará restrições de ajuste fiscal até quitar a dívida.

A proposta inicial prevê carência de 3 anos e pagamento em 30 anos, com juros estimados entre IPCA mais 6% ou 7% ao ano.

Apesar da aprovação, detalhes da operação com o Fundo Garantidor de Créditos continuam indefinidos, e a oposição estima juros anuais de R$ 1 bilhão.

O governo do Distrito Federal se encaminha para tomar, nas próximas semanas, um empréstimo estimado em até R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB) – banco que entrou em apuros após transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O governo do DF é o acionista controlador do banco e utiliza o BRB para operar mais de 30 programas sociais, oferecer crédito habitacional e até para operar a folha de pagamento do funcionalismo distrital. Por isso, cabe ao Executivo local garantir que o banco funcione dentro das regras do sistema financeiro do país – o que foi comprometido pelas supostas fraudes nas transações com o Master.

Nesta terça (9), a Câmara Legislativa do DF aprovou, por margem apertada (11 a 9), a autorização para que a governadora Celina Leão (PP) peça o empréstimo. Deputados da oposição e da base aliada, no entanto, ecoaram a mesma reclamação: a falta de detalhes sobre a operação de crédito.

Também nesta terça, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, foi ao Senado para falar da crise do banco. Por lá, detalhou a modelagem que o governo propôs – mas reconheceu que quem define os termos do acordo é quem empresta, e não quem toma emprestado.

Até a manhã desta quarta (10), os detalhes da transação seguiam obscuros. Nem o governo, nem o BRB, nem o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) haviam definido como o empréstimo será operacionalizado. E nem como o DF vai fazer para pagar essa dívida nas próximas décadas.

por que o BRB está precisando desses bilhões;em que pé estão as tratativas para o empréstimo;o modelo que o DF propôs ao mercado financeiro;o que ainda terá de ser definido até a assinatura do contrato.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

"O que foi feito com o BRB foi cruel, foi muito difícil. Não está sendo fácil a recuperação do BRB. Os valores colocados foram muito grandes entre compra e venda de carteiras", afirmou o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, na audiência no Senado nesta terça.

O acordo entre União e DF foi homologado no fim de maio, após uma semana de negociações conduzidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

Ele foi necessário porque o DF está com nota ruim nas finanças públicas e, por isso, não poderia contratar um empréstimo desse tamanho no mercado.

O governo do DF acionou o STF para pedir que essas restrições fossem suspensas. E disse que, sem isso, o BRB poderia até ser liquidado, o que causaria um dano ainda maior ao sistema financeiro.

Pelo entendimento firmado, não haverá transferência de recursos federais nem aval da União. Em vez disso:

o dinheiro virá do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição privada composta por aportes dos maiores bancos do país justamente para evitar crises sistêmicas que ameacem o sistema financeiro;esses grandes bancos do país serão os garantidores do empréstimo – e podem ser acionados a recompor o FGC caso o governo do DF não pague as parcelas;se isso acontecer, o DF oferece os repasses federais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia, para ressarcir os bancos.

O acordo prevê ainda que, até o DF retomar o selo de "bom pagador" ou até quitar o empréstimo com o FGC (o que acontecer primeiro), ficam valendo as restrições de ajuste fiscal previstas no artigo 167 da Constituição Federal.

dar aumento a servidores públicos, exceto se houver ordem judicial definitiva;fazer concurso para criar novos cargos (só poderá repor aposentadorias e demissões);alterar estruturas das carreiras do setor público, se isso implicar em mais despesas;criar qualquer despesa obrigatória contínua, incluindo programas sociais e linhas de financiamento;conceder benefícios tributários.

Dentro da "mediação" feita pelo STF, o governo do Distrito Federal e o BRB propuseram uma modelagem para o empréstimo a ser tomado junto ao FGC.

valor: R$ 6,6 bilhões em parcela únicacarência: 18 meses (ou seja, primeira parcela da quitação ficaria para 2028)juros: IPCA + 4,5% ao anoquitação: 180 parcelas mensais (15 anos)

"Nessas condições, a primeira prestação seria para pagar a partir de 2028, na faixa de R$ 95,6 milhões por mês", estimou Nelson Souza no Senado.

Segundo o executivo, as tabelas do próprio BRB preveem que, quando o DF começar a pagar o empréstimo, em 2028, o banco já terá voltado ao patamar de R$ 1 bilhão de lucro anual. A distribuição dos dividendos e dos lucros do BRB poderia ajudar o Palácio do Buriti a quitar a dívida.

O próprio BRB reconhece que, no mercado financeiro, quem estabelece as condições de um crédito é o lado que empresta, e não, o lado que toma emprestado.

A negociação é monitorada por órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU). Se as condições do acordo ficarem muito distantes das práticas de mercado, os bancos privados e públicos que atuam na garantia podem ser pressionados a recuar da transação.

Qual será o custo total do empréstimo?Quando o DF vai começar a quitar? Em qual ritmo, e quanto será o desembolso mensal?De onde virá o dinheiro para o DF pagar essas parcelas mensais estimadas em quase R$ 100 milhões? O orçamento da capital comporta esses valores? Se não, o que será cortado?O BRB vai conseguir devolver recursos aos cofres do DF, quando se recuperar? Se sim, quanto e em qual ritmo?Os executivos que forem punidos devolverão dinheiro para ressarcir os cofres do BRB? Se sim, esse dinheiro será usado na quitação do empréstimo?

Cálculos feitos pela oposição ao governo Celina Leão estimam que o empréstimo pode custar, por ano, mais de R$ 1 bilhão aos cofres da capital só em pagamento de juros.

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Mega-Sena, concurso 3016: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/06/2026 21:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3016: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira era de R$ 3,2 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3016 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (9), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 3,2 milhões. No entanto, ningém acertou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 8 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BYD Atto 2 DM-i é primeiro híbrido plug-in flex da marca no Brasil, veja detalhes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/06/2026 19:44

Carros BYD Atto 2 DM-i é primeiro híbrido plug-in flex da marca no Brasil, veja detalhes SUV chega em 2 versões GL com 177 cv e bateria de 7,8 kWh e GS com 197 cv 18,03 kWh. O modelo será fabricado em Camaçari (BA) Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A BYD apresentou nesta terça-feira (9) o Atto 2 DM-i Flex, primeiro híbrido plug-in flex da marca. O modelo será produzido na fábrica de Camaçari (BA) em sistema CKD, ou seja, montado no Brasil neste primeiro momento.

O SUV tem visual semelhante ao Yuan Pro, seu equivalente 100% elétrico. No entanto, a versão híbrida utiliza a tecnologia DM-i, com motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Atkinson. O propulsor a combustão entrega quase 100 cavalos de potência e trabalha em conjunto com um motor elétrico de quase 200 cavalos. O torque passa de 30 kgfm e é gerado principalmente pelo motor elétrico.

O modelo será oferecido em duas configurações de bateria. A versão com bateria de 7,8 kWh, GL, tem potência combinada de 177 cavalos. Já a opção com bateria de 18,3 kWh, GS, supera os 197 cavalos. O torque passa de 30 kgfm e é gerado principalmente pelo motor elétrico.

Segundo a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita 8,5 segundos na versão GL e 8,4 segundos na versão GS. A autonomia divulgada pela BYD no ciclo europeu (NEDC) é de 1.045 quilômetros, embora o valor seja reduzido após a correção aplicada nos testes do Inmetro.

Também utilizando o ciclo NEDC, o Atto 2 Flex na versão GL consegue percorrer até 45 km usando só a energia da bateria. Já a configuração GL percorre 110 km no mesmo teste.

Por ser plug-in, o Atto 2 permite recarregar a bateria por wallbox. A capacidade máxima de recarga, ou seja, o quanto o carro suporta para "encher" as baterias é de 3,3 kW na versão GL e 6,6 kW na GS.

Nas dimensões, o SUV mede 4,33 m de comprimento, 2,62 m de entre-eixos, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura. O peso ultrapassa 1.600 kg.

O porta-malas tem capacidade de 455 litros, volume maior do que o do Yuan Pro, versão totalmente elétrica do modelo.

Na cabine, o Atto 2 DM-i Flex mantém diversas semelhanças com o Yuan Pro. Uma das principais diferenças está no console central. Enquanto o modelo elétrico traz uma grande alavanca de câmbio, a versão híbrida plug-in adota comandos por botões.

O SUV também conta com central multimídia de grandes dimensões e painel de instrumentos digital, equipamentos presentes tanto na versão híbrida quanto na elétrica.

O volante multifuncional, os painéis das portas e os bancos seguem um desenho semelhante ao encontrado no Yuan Pro.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Estudo aponta que 20% das indústrias tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos; 68% dos casos foram em rodovias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/06/2026 17:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 20% das indústrias brasileiras relataram que tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos.

🚛 Desses, 68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas e 21% nos armazéns e terminais de carga. Entre as empresas atingidas, 42% registraram prejuízos de até R$ 50 mil.

Além disso, 16% das indústrias afirmaram ter sido vítimas de furtos, roubos ou atos de vandalismo em instalações ou fábricas no mesmo período.

fios, cabos e metais (60%); seguidos por ferramentas (31%); e máquinas e equipamentos de produção (23%).

💰 Nesses casos, 70% das empresas relataram prejuízos de até R$ 50 mil no último ano. A pesquisa, encomendada pela CNI, ouviu 500 indústrias de pequeno porte e 503 de médio e grande porte em todo o país, entre 12 de março e 7 de abril de 2026.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (9), durante audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, que discutiu segurança pública e estratégias integradas de combate às ilegalidades.

💻 Outro tema abordado no levantamento foi a segurança digital. Segundo os relatos, nos últimos cinco anos, 17% das empresas já foram alvo de incidentes envolvendo dados sensíveis, como vazamentos de informações ou sequestro de dados.

Entre as indústrias que sofreram esse tipo de ataque, 30% tiveram perdas financeiras diretas no último ano, 23% precisaram interromper as operações e 17% registraram vazamento de dados de clientes e funcionários.

68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas — Foto: Reprodução/RBS TV

Segundo os empresários, os custos da insegurança também chegam ao consumidor. Para 62% das indústrias, o custo da segurança com transporte causa algum nível de aumento nos custos finais dos produtos.

💵 Em 45% das empresas, os investimentos gerais em segurança também encarecem significativa ou moderadamente as mercadorias.

"A segurança patrimonial do Brasil é um sobrecusto da produção brasileira, que altera a competitividade do Brasil”, afirmou o deputado federal Julio Lopes, presidente da frente parlamentar.

O assessor da presidência da CNI, Cássio Borges, diz que os dados “são muito preocupantes porque a segurança da informação é crucial para o negócio".

"Esse tipo de crime traz prejuízos diferentes, como perdas financeiras, perturbações operacionais, danos à reputação, responsabilidades legais, danos físicos ou até riscos à segurança nacional”, disse.

A pesquisa da CNI também identificou que 53% dos empresários da indústria avaliam que a insegurança contribui significativamente para o fortalecimento do mercado ilegal e para o aumento da circulação de mercadorias roubadas.

Entre as empresas entrevistadas, 54% acreditam que o aumento do policiamento em áreas industriais deve ser prioridade. Outros 43% defendem o aperfeiçoamento da legislação sobre o tema.

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União Europeia manda Meta liberar acesso gratuito ao WhatsApp para chatbots rivais de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/06/2026 17:46

Tecnologia União Europeia manda Meta liberar acesso gratuito ao WhatsApp para chatbots rivais de IA Medida provisória da União Europeia obriga empresa a restabelecer, em até cinco dias, acesso de concorrentes à API do WhatsApp Business enquanto investigação antitruste segue em andamento. Por Redação

Reguladores antitruste da União Europeia ordenaram nesta terça-feira (9) que a Meta permita o acesso gratuito de chatbots de inteligência artificial concorrentes ao WhatsApp, enquanto seguem investigando se a empresa abusou de sua posição dominante ao bloquear rivais no aplicativo de mensagens.

A decisão da Comissão Europeia de impor uma medida provisória contra a Meta — a primeira do tipo em 17 anos — ocorreu após reclamações da empresa americana The Interaction Company, desenvolvedora do assistente de IA Poke.com, da startup francesa Agentik e de uma concorrente espanhola.

As queixas levaram a Comissão, responsável pela defesa da concorrência na UE, a abrir uma investigação em dezembro do ano passado. Dois meses depois, o órgão apresentou acusações formais contra a Meta, alegando violações das regras antitruste do bloco.

“Em mercados que evoluem rapidamente, a concorrência pode ser perdida muito antes da adoção de uma decisão final”, afirmou a chefe de concorrência da UE, Teresa Ribera, em comunicado.

Segundo ela, as medidas provisórias vão proteger a concorrência no crescente mercado de assistentes de IA ao preservar um canal importante para alcançar consumidores na Europa: o WhatsApp.

“A Comissão Europeia decidiu que a OpenAI e algumas das maiores empresas do mundo podem usar gratuitamente o produto pago WhatsApp Business”, afirmou um porta-voz da companhia por e-mail.

“Trata-se de um excesso regulatório subsidiado pelas muitas empresas europeias que pagam pelo serviço. Vamos recorrer.”

Em outubro do ano passado, a Meta bloqueou o acesso de serviços rivais de IA à interface de programação (API) do WhatsApp Business, ferramenta que permite a integração de sistemas empresariais ao aplicativo de mensagens. A exceção foi o próprio assistente da empresa, o Meta AI.

Em março, a companhia voltou a permitir o acesso dos concorrentes, mas mediante pagamento — medida que gerou objeções da Comissão Europeia.

Pela determinação provisória, a Meta deverá restabelecer, em até cinco dias úteis, o acesso dos rivais à API do WhatsApp Business nas mesmas condições vigentes antes de outubro.

Se for considerada culpada por infringir as regras antitruste da União Europeia, a Meta poderá ser multada em até 10% de seu faturamento anual global.

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Alcolumbre recebe ministro da Fazenda para discutir pauta-bomba no Senado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/06/2026 16:56

Política Alcolumbre recebe ministro da Fazenda para discutir pauta-bomba no Senado Impacto de propostas é de mais de R$ 270 bilhões, segundo o governo. Renegociação de dívidas de produtores rurais e regras para aposentadoria de agentes de saúde estão na pauta. Por Caetano Tonet, g1 — Brasília

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu nesta terça-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir projetos sensíveis à equipe econômica pelo elevado impacto nas contas públicas.

O custo fiscal das matérias em debate no Senado ultrapassa R$ 270 bilhões, segundo estimativas da equipe econômica.

O encontro ocorreu na residência oficial do Senado em meio a uma relação conturbada entre Alcolumbre e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar do cenário, Durigan é dos ministros que tem melhor relação com Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios.

Uma das propostas, a com maior impacto, está na pauta da sessão do Senado de amanhã: o projeto de lei (PL) que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais.

O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e tem um impacto estimado de R$ 120 bilhões nas contas públicas nos próximos dez anos.

Outro tema que preocupa a equipe econômica é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde também, aprovada pela Câmara no ano passado.

A PEC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e a Fazenda calcula um custo de R$ 99 bilhões.

O projeto de lei que estabelece o novo piso salarial para médicos e cirurgiões dentistas é outro que preocupa o Ministério da Fazenda pelo impacto fiscal, calculado em R$ 47 bilhões.

A proposta tramita em caráter terminativo — se aprovada vai direto pra Câmara — na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O governo também quer adiar a discussão da PEC que aumenta a fatia de recursos da União destinada ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O impacto estimado é de R$ 10 bilhões apenas neste ano.

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