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‘Desenrola 2.0’: dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 13:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%Oferecido por

Por Aline Freitas, Alexandro Martello, Kellen Barreto, Mariana Assis, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília

O "Novo Desenrola Brasil", anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100.

Ou seja, esses devedores não estarão mais com o "nome sujo". A medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, o programa é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam.

O "Novo Desenrola Brasil", anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100. Ou seja, eles não estarão mais com o "nome sujo".

Atualização: anteriormente, o ministro da Fazenda Dario Durigan falou, durante o lançamento do programa, que as dívidas de até R$ 100 seriam perdoadas. Mais tarde, porém, a informação foi corrigida pelo Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ele afirmou que o nome dos devedores serão apenas desnegativados. Ou seja, a dívida continua válida, mas o devedor não ficará mais com o nome sujo.

Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado;Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado;

Segundo o ministro, é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam. Por conta disso, as instituições financeiras enfrentam contrapartidas com o programa.

O "Novo Desenrola Brasil", também chamado de "Desenrola 2.0", consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.

Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.

O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para:

"Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo.

Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano.

"É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento", afirmou Lula durante coletiva.

"Estamos  tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça", prosseguiu o presidente.

Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses — Foto: Ministério da Fazenda

O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026.

Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo.

Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

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Setor bancário cita ‘grande preocupação’ com suspensão do consignado do INSS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 13:03

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Empréstimo consignado: veja o que muda com nova regra para quem tem desconto direto no salário ou na aposentadoria — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Entidades do setor bancário manifestaram nesta segunda-feira (04) "grande preocupação, surpresa e insegurança" com a decisão do Tribunal de Contas da União, na semana passada, que suspendeu todas as modalidades de crédito consignado do INSS.

"É indispensável mitigar riscos de fraudes, coibir contratações indevidas e corrigir fragilidades operacionais no ecossistema do consignado", afirmaram a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta, associação que reúne fintechs e instituições de pagamento.

"No entanto, a paralisação do consignado do INSS, por decisão inesperada do poder público, interrompe um mercado regulado que movimenta cerca de R$100 bilhões por ano, com aproximadamente R$9 bilhões em descontos mensais, e penaliza sobretudo uma população de baixa renda e alta vulnerabilidade financeira."

Na última quarta-feira (29), decisão cautelar do TCU determinou ao INSS e às instituições financeiras conveniadas a suspensão temporária da concessão de novos empréstimos consignados aos beneficiários do sistema previdenciário até que sejam implantadas e comprovadas travas de segurança e controles automatizados no sistema eConsignado, bem como suspensão das modalidades cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício.

Na nota conjunta, ABBC, a Febraban e a Zetta citam que cerca de 4 em cada 10 aposentados e pensionistas — aproximadamente 17 milhões de beneficiários do INSS — têm empréstimos consignados e que a carteira total do consignado do INSS (empréstimos e cartão) reúne 65,4 milhões de contratos ativos e R$283,9 bilhões em crédito.

Também citam que a taxa média do consignado do INSS é de 1,82% ao mês, uma das mais baixas disponíveis para os segmentos de menor renda.

As entidades também afirmaram ser indispensável calibrar as medidas para proteger o planejamento financeiro dos beneficiários e assegurar a estabilidade e a previsibilidade de um ecossistema regulado, com contratos vigentes e múltiplos participantes, públicos e privados.

A ABBC, a Febraban e a Zetta destacaram que buscarão a modulação dos efeitos da decisão cautelar, com base em um compromisso firme das instituições financeiras associadas de continuar implementando, de forma gradual e verificável, todas as medidas e controles compatíveis com o racional definido pelo Tribunal.

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Telefonia móvel em áreas rurais e rodovias: leilão da Anatel alcança R$ 23 milhões com outorgas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 13:03

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retomou, nesta segunda-feira (04), o leilão para as subfaixas de 700 MHz (708–718 MHz e 763–773 MHz), que visa acelerar a expansão da cobertura móvel em áreas rurais ou distritos distantes dos centros urbanos.

O certame foi realizado após uma decisão judicial. Ao todo, os lotes vencedores somam cerca de R$ 23 milhões em outorgas para operadoras regionais.

🔎O sinal de 700 MHz percorre longas distâncias e atravessa obstáculos físicos com mais facilidade. Também exige menos antenas para cobrir grandes áreas. Por isso, é uma opção para zonas rurais e de rodovias.

Lote A1 (Norte e São Paulo): Amazônia Serviços Digitais, outorga mínima de R$ 7 milhões Lote A2 (Nordeste) Brisanet Serviços de Telecomunicações, outorga mínima de R$ 6,2 milhõesLote A3 (Centro-Oeste, exceto Triângulo Mineiro): Brisanet Serviços de Telecomunicações, outorga mínima de R$ 1,8 milhãoLote A4 (Sul): Unifique telecomunicações, outorga mínima de R$ 3,4 milhões Lote A5: (Sudeste, exceto SP): IEZ! Telecom, outorga mínima de R$ 4,4 milhões

De acordo com a Anatel, o modelo adotado não é arrecadatório, pois o leilão exigirá das empresas vencedoras compromissos diretos de investimento em infraestrutura e modernização de redes, para garantir serviços mais estáveis.

O edital estabelece a obrigatoriedade de cobertura em mais de 6,5 mil quilômetros de rodovias federais distribuídas por 16 estados.

O foco são as chamadas “zonas de silêncio”, trechos sem sinal de telecomunicações, que incluem vias estratégicas como as BR-101, BR-116, BR-135, BR-163, BR-242 e BR-364.

A licitação dá prioridade a provedores regionais que já venceram lotes no Edital do 5G de 2021, na faixa de 3,5 GHz.

De acordo com a Anatel, a oferta da faixa de 700 MHz a esses investidores cria melhores condições técnicas para competir com as operadoras nacionais. Isso porque essas empresas já detêm autorizações em outras porções dessa faixa, além de frequências com características de propagação semelhantes, como a de 850 MHz.

Sem acesso à faixa de 700 MHz, avalia a agência, novos entrantes enfrentariam custos mais elevados para cobrir grandes áreas utilizando apenas frequências mais altas, o que, em alguns casos, poderia inviabilizar a operação, especialmente em regiões de menor atratividade econômica e baixo potencial de receita.

O investimento previsto é de cerca de R$ 2 bilhões, com potencial para beneficiar mais de 864 localidades, sobretudo em áreas rurais e remotas.

Segundo a Anatel, o objetivo é assegurar cobertura contínua de voz e dados nas rodovias, contribuindo para a eficiência logística e ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência.

O edital também prevê a possibilidade de outorga do Serviço Móvel Pessoal (SMP), com o objetivo de ampliar a concorrência e elevar a qualidade dos serviços no setor de telecomunicações.

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Países da UE pressionam para finalizar acordo comercial com os EUA e evitar aumento de tarifas de automóveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%Oferecido por

Os países da União Europeia estão pressionando pela rápida implementação da parte do bloco em um acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado para evitar a ameaça de tarifas automotivas mais altas.

Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho, o órgão que representa os governos da UE, retomarão na quarta-feira as negociações sobre a legislação para reduzir as tarifas da UE sobre produtos importados dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aumentará as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25% na próxima semana porque a UE não está cumprindo os termos do acordo firmado em seu resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho.

Nove meses depois, a UE ainda não removeu as tarifas sobre os produtos industriais importados dos EUA, conforme acordado entre as duas partes.

Os países da União Europeia estão pressionando pela rápida implementação da parte do bloco em um acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado para evitar a ameaça de tarifas automotivas mais altas, disseram diplomatas da UE nesta segunda-feira.

Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho, o órgão que representa os governos da UE, retomarão na quarta-feira as negociações sobre a legislação para reduzir as tarifas da UE sobre produtos importados dos EUA, com a assembleia da UE querendo estabelecer várias salvaguardas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que aumentará as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25% na próxima semana porque a UE não está cumprindo os termos do acordo firmado em seu resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho.

Nove meses depois, a UE ainda não removeu as tarifas sobre os produtos industriais importados dos EUA, conforme acordado entre as duas partes. A legislação para isso foi suspensa duas vezes pelo Parlamento Europeu após as ameaças de Trump de impor novas tarifas aos aliados europeus que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e sua nova taxa de importação.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, cujo país provavelmente será o mais afetado por um aumento nas tarifas de automóveis, disse à emissora ARD: "Os norte-americanos já finalizaram o acordo, e os europeus não – e é por isso que espero que possamos chegar a um acordo o mais rápido possível."

Os membros da UE querem um acordo rápido entre o Parlamento e o Conselho sobre a implementação da parte do bloco no acordo, disseram os diplomatas.

Manfred Weber, chefe do Partido Popular Europeu, de centro-direita e o maior grupo no Parlamento da UE, também disse que deve haver uma conclusão rápida das negociações para permitir que o Parlamento dê sua aprovação final neste mês.

Esse seria um cronograma ambicioso. Bernd Lange, que preside o comitê de comércio do Parlamento e liderará as negociações para a assembleia da UE, disse que o comportamento de Trump é inaceitável e que as várias salvaguardas buscadas são ainda mais necessárias.

Lange disse que organizará uma reunião com outros parlamentares na quarta-feira para discutir os próximos passos.

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Nubank Parque: novo naming rights do estádio do Palmeiras está entre os mais caros do Brasil; lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9530,02%Dólar TurismoR$ 5,1590,07%Euro ComercialR$ 5,802-0,17%Euro TurismoR$ 6,052-0,19%B3Ibovespa186.951 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,9530,02%Dólar TurismoR$ 5,1590,07%Euro ComercialR$ 5,802-0,17%Euro TurismoR$ 6,052-0,19%B3Ibovespa186.951 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,9530,02%Dólar TurismoR$ 5,1590,07%Euro ComercialR$ 5,802-0,17%Euro TurismoR$ 6,052-0,19%B3Ibovespa186.951 pts-0,2%Oferecido por

O acordo de naming rights entre o Nubank e a WTorre, gestora do estádio do Palmeiras, deve ser um dos mais caros do Brasil.

O novo nome oficial da arena, Nubank Parque, foi anunciado nesta segunda-feira (4), após votação popular.

Pela estimativa anual, o contrato já nasce no topo: o banco digital deve desembolsar cerca de R$ 50 milhões por ano para estampar seu nome em uma das principais arenas do país.

Se o contrato for cumprido até 2044, o total deve chegar a cerca de R$ 900 milhões, tornando este o segundo maior acordo de naming rights de estádios do país.

O acordo de naming rights entre o Nubank e a WTorre, gestora do estádio do Palmeiras, deve ser um dos mais caros do Brasil. O novo nome oficial da arena, Nubank Parque, foi anunciado nesta segunda-feira (4), após votação popular.

Pela estimativa anual, o contrato já nasce no topo: o banco digital deve desembolsar cerca de R$ 50 milhões por ano para estampar seu nome em uma das principais arenas do país — o maior valor já pago nesse tipo de acordo no Brasil.

Se o contrato for cumprido até 2044, o total deve chegar a cerca de R$ 900 milhões, tornando este o segundo maior acordo de naming rights de estádios do país. (veja o ranking abaixo)

🔎 Em português, naming rights significa “direitos de nome”, prática em que empresas pagam para rebatizar espaços e associar suas marcas a eles.

O montante do Nubank Parque só perderia para o Mercado Livre Arena Pacaembu, estimado em R$ 1 bilhão ao longo de 30 anos — cerca de R$ 33,3 milhões por ano. Os dados foram compilados pelo especialista em gestão e marketing esportivo Fernando Trevisan, da Trevisan Escola de Negócios.

Segundo o levantamento, a Neo Química Arena, estádio do Corinthians, ocupa a terceira posição, com contrato de 20 anos firmado em 2020 e valor total previsto em R$ 300 milhões.

O Allianz Parque, que cede lugar ao Nubank Parque, tinha contrato previsto também em R$ 300 milhões. O acordo, porém, foi encerrado antecipadamente, levando a estimativa final a R$ 195 milhões após 13 anos de naming rights.

📝 O estudo considera valores históricos divulgados pela imprensa, sem correção pela inflação. Os totais foram estimados a partir das cifras anuais multiplicadas pelo prazo dos contratos.

O novo contrato prevê que o Nubank detenha os naming rights da arena até 2044. As estimativas indicam que o banco deve pagar cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) por ano pelo direito. Valores oficiais não foram divulgados.

Para Fernando Trevisan, o acordo reforça que a febre dos naming rights segue em alta no mercado brasileiro — especialmente nos estádios, que continuam entre os principais ativos.

“O valor anual estimado é o maior da história no Brasil, coerente com o estádio do Palmeiras, um dos que mais recebem shows no mundo. São mais de dois eventos musicais por mês, em média, além dos jogos do Palmeiras e de eventos corporativos”, afirma.

O novo nome do estádio, após 13 anos sob a marca Allianz, foi anunciado nesta segunda-feira, após votação popular entre três opções: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank.

A visibilidade da marca é um dos principais atrativos desses acordos. Mas o impacto vai além: depende de uma série de frentes que compõem a estratégia, afirmam especialistas em marketing ouvidos pelo g1.

“Nas negociações de naming rights, também pode ficar acertado que, dentro do espaço, a empresa instale lojas, pontos de venda ou outras operações, em uma presença que vai muito além de dar nome ao local”, explica Idel Halfen, que já liderou equipes de marketing de grandes companhias.

Contratos recentes no país seguem essa lógica. Além de rebatizar estádios, empresas têm garantido o direito de operar suas marcas nesses espaços, criando um ecossistema de contato direto com o público. Especialistas também destacam que, para gerar efeito, a exposição precisa ser contínua.

Por isso, os contratos são longos, muitas vezes por décadas. É esse horizonte que permite consolidar a presença da marca e aprofundar a relação com o público.

A premissa dos naming rights é simples: associar a marca a locais com grande fluxo de pessoas, de preferência alinhados ao perfil de público que a empresa quer atingir.

Com o tempo, porém, o modelo se mostrou mais aderente a espaços de esporte e entretenimento, como estádios, casas de shows e teatros.

Isso não acontece à toa. Esses ambientes costumam estar ligados a momentos de lazer e alegria, em que o público vive experiências marcadas por emoção e cria memórias — um contexto que favorece a conexão com as marcas.

“Quando vamos a um show ou a um jogo, existe ali um ambiente mágico, em que você está bem aberto a sensações e emoções. Por isso é tão especial se associar a um equipamento desse tipo”, conclui Fernando Trevisan.

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Nubank anuncia ‘Nubank Parque’ como novo nome da arena do Palmeiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%Oferecido por

O Nubank anunciou nesta segunda-feira (04), que a arena da Sociedade Esportiva Palmeiras passará a se chamar “Nubank Parque”, em mais um movimento de reposicionamento de marca no esporte.

A mudança envolve o acordo de naming rights do estádio, atualmente conhecido como Allianz Parque, e reforça a estratégia da fintech de ampliar sua presença em grandes eventos e no futebol brasileiro.

“Nubank Parque” recebeu 47,5% dos votos.“Nubank Arena” ficou com 29,8% dos votos,“Parque Nubank” ficou em último com 22,7%.

Pela estimativa anual, o contrato já nasce no topo: o banco digital deve desembolsar cerca de R$ 50 milhões por ano para estampar seu nome em uma das principais arenas do país — o maior valor já pago nesse tipo de acordo no Brasil.

Se o contrato for cumprido até 2044, o total deve chegar a cerca de R$ 900 milhões, tornando este o segundo maior acordo de naming rights de estádios do país. (veja o ranking abaixo)

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo lança ‘Desenrola 2.0’, programa que vai liberar parte do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%Oferecido por

Por Alexandro Martello, Kellen Barreto, Mariana Assis, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília

O governo anunciou nesta segunda-feira (4) o "Novo Desenrola Brasil" também chamado de "Desenrola 2.0", um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.

Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.

O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã.

Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para:

"Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, credito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT).

➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo.

Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano.

"É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento", afirmou Lula durante coletiva.

"Estamos  tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça", prosseguiu o presidente.

Dados do Banco Central (BC) mostram que o nível de endividamento está elevado, do ponto de vista histórico.

Em um ano marcado por eleições, o governo atua para reduzir o comprometimento de renda dos trabalhadores com empréstimos.

"O comprometimento da renda com pagamentos de operações de crédito, mais sensível aos movimentos nas taxas de juros e à maior expansão do crédito emergencial, tipicamente com taxas mais elevadas, alcançou nível recorde no quarto trimestre [de 2025]", informou a instituição, em março.

Em março, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, avaliou que quatro choques econômicos impulsionaram a inflação nos últimos anos, corroendo a renda dos trabalhadores: Covid, guerra na Ucrânia, guerra tarifária dos Estados Unidos e agora o conflito no Oriente Médio.

Por conta disso, apesar dos juros altos, os preços relativos subiram nos últimos anos. Desse modo, explicou ele, houve um impacto na renda do trabalhador brasileiro, que buscou complementá-la com financiamentos junto aos bancos.

O presidente do Banco Central afirmou, naquele momento, que é preciso que os trabalhadores busquem linhas de crédito mais compatíveis com renda, não usando o crédito rotativo como complemento de renda — pois essa linha de crédito tem taxas "punitivas".

Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses — Foto: Ministério da Fazenda

No primeiro programa Desenrola, anunciado em 2023 e que durou até maio de 2024, foram renegociados R$ 53,2 bilhões em empréstimos de 15 milhões de pessoas, o que contribuiu para reduzir a inadimplência naquele período.

O programa começou com os principais bancos retirando 10 milhões de registros de dívidas de até R$ 100 dos cadastros de inadimplentes, somando cerca de R$ 1 bilhão em débitos.

Também foram feitas negociações das dívidas diretamente pelos bancos credores (Faixa 2 do Desenrola) com pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.

Essa faixa terminou no fim de dezembro de 2023 e englobou três milhões de pessoas com a negociação de R$ 25,7 bilhões em débitos.

No site do programa, a média de descontos foi de 90% para pagamentos à vista e de cerca de 85% nos pagamentos parcelados.

O ticket médio foi de R$ 250 nas operações à vista; e de R$ 1.031 nas renegociações parceladas.

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Desenrola 2.0: governo reduz para 40% margem do consignado de servidores e aposentados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%Oferecido por

A equipe econômica anunciou nesta segunda-feira (4) mudanças nas regras dos empréstimos consignados, ou seja, com desconto na folha de pagamentos, para os servidores públicos e para os aposentados e pensionistas.

A principal delas é a redução da margem de consignação, ou seja, o comprometimento da renda, que os trabalhadores e aposentados poderão utilizar: o limite passou de 45% para 40%.

De acordo com o governo, as mudanças no consignado dos aposentados "darão mais acesso e ajudarão o aposentado e o pensionista que precisa desse crédito".

Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios (5% e 5%), que é dívida cara, e o limite de consignação total que antes era de 45% (5% do cartão de crédito, 5% do cartão de benefícios e 35% geral) passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada;Ampliação do prazo da operação de 96 para 108 meses;Fim da vedação à carência e permissão para que ela seja de até 90 dias;Além da redução de 45% para 40%, haverá redução gradual da margem consignável de 2 pontos percentuais ao ano até atingir 30%.

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Dúzia de ovos a R$ 4 na China e até R$ 50 nos EUA: veja contraste nos preços de alimentos e comparação com o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Fantástico Dúzia de ovos a R$ 4 na China e até R$ 50 nos EUA: veja contraste nos preços de alimentos e comparação com o Brasil A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre os países quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor. Por Fantástico

A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre China, Estados Unidos e Brasil quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor.

Uma comparação de itens básicos mostra o contraste. Na China, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75. No Brasil, o mesmo produto sai por aproximadamente R$ 12. Já nos Estados Unidos, o preço pode chegar a R$ 50.

O impacto desses preços aparece também no prato. Cada chinês consome, em média, mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano. Nos Estados Unidos, o número cai para cerca de 130 quilos.

O modelo chinês combina forte atuação do Estado com incentivo à produção local. Em grandes cidades como Xangai, alimentos frescos são vendidos em feiras e pequenas barracas próximas às casas — muitas vezes com aluguel subsidiado pelo governo para manter os preços baixos.

A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre China, Estados Unidos e Brasil quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor.

Uma comparação de itens básicos mostra o contraste. Na China, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75. No Brasil, o mesmo produto sai por aproximadamente R$ 12. Já nos Estados Unidos, o preço pode chegar a R$ 50.

Arroz: o quilo na China está R$ 5, valor semelhante ao Brasil, e até R$ 14 nos EUA Tomate: R$ 5 na China, R$ 10 no Brasil e R$ 14 nos EUA Peixe: R$ 18 na China, R$ 40 no Brasil e R$ 60 nos EUA

O impacto desses preços aparece também no prato. Cada chinês consome, em média, mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano. Nos Estados Unidos, o número cai para cerca de 130 quilos.

Além disso, em um almoço farto para várias pessoas em Xangai, a conta surpreende: cerca de R$ 50 por pessoa, com sobra de comida.

Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China — Foto: Reprodução/TV Globo

O modelo chinês combina forte atuação do Estado com incentivo à produção local. Em grandes cidades como Xangai, alimentos frescos são vendidos em feiras e pequenas barracas próximas às casas — muitas vezes com aluguel subsidiado pelo governo para manter os preços baixos.

Além disso, há investimento pesado em tecnologia agrícola, subsídios à produção e controle indireto de preços. O país também mantém estoques estratégicos de alimentos e políticas para equilibrar oferta e demanda, o que ajuda a evitar oscilações bruscas.

Outro fator é a logística: a cadeia é mais curta, com menos intermediários. A margem de lucro de atacadistas gira em torno de 3%, bem abaixo dos cerca de 15% nos Estados Unidos.

Do outro lado, os Estados Unidos enfrentam um cenário oposto. Milhões de pessoas vivem nos chamados “desertos alimentares”, áreas onde é preciso dirigir pelo menos meia hora para encontrar comida fresca. O que sobra, muitas vezes, são produtos ultraprocessados.

A preocupação com o custo de vida domina o debate político. Programas como o SNAP (os “vales-alimentação”) ajudam cerca de 40 milhões de americanos, mas consomem cifras muito maiores do que programas similares no Brasil — e ainda assim não impedem a escalada dos preços.

O Brasil aparece como um ponto de equilíbrio nessa comparação. Em vários itens básicos, os preços brasileiros ficam entre China e Estados Unidos. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas enfrenta gargalos históricos de logística, desigualdade e renda.

Enquanto a China atua fortemente na origem — produção, transporte e oferta —, Brasil e EUA concentram esforços no consumo, com programas de transferência de renda para garantir acesso à comida. No Brasil, o Bolsa Família atende cerca de 50 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo, o país ganha espaço no tabuleiro global: com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a soja brasileira avançou, tornando-se ainda mais estratégica para alimentar o mercado chinês.

Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e Chin — Foto: Reprodução/TV Globo

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Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,950-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1570,04%Euro ComercialR$ 5,795-0,29%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.324 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 4,950-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1570,04%Euro ComercialR$ 5,795-0,29%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.324 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 4,950-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1570,04%Euro ComercialR$ 5,795-0,29%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.324 pts0%%Oferecido por

O governo federal informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

Esse dinheiro irá para um fundo público para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Balanço divulgado no mês passado pelo Banco Central mostra que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. Deste total:

R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas;R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas.

Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.

Segundo o Ministério da Fazenda, será publicado um edital para que interessados possam reclamar os recursos no período de 30 dias.

"Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo.

O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, "passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas".

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