RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desenrola 2.0: pessoas com salário de até R$ 8.105 poderão renegociar dívidas; saiba mais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 11:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,01%Dólar TurismoR$ 5,1580,05%Euro ComercialR$ 5,797-0,26%Euro TurismoR$ 6,049-0,25%B3Ibovespa187.244 pts-0,04%Oferecido por

O programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, lançado pelo nesta segunda-feira (4), tem como público alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

Nele, serão renegociadas dívidas contratadas até 31 e janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

O pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (30).

Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito.

O programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, lançado pelo nesta segunda-feira (4), tem como público-alvo pessoas que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

Nele, serão renegociadas dívidas contratadas até 31 e janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Segundo o governo, para entrarem no programa, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para:

"Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população foi anunciado pelo presidente na última quinta-feira (30).

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos.

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026.

Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo.

Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

Há 43 minutos Política Guerra no Oriente MédioIrã impede navio de guerra dos EUA de entrar no Estreito de Ormuz

Há 18 minutos Mundo SANDRA COHEN: Trump usa cessar-fogo para burlar prazo Há 18 minutosIrã divulga novo mapa com linhas vermelhas em Ormuz; veja

Há 4 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 4 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 4 horasMorte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 3 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 3 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 5 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 5 horasPolícia apreende mais um adolescente; 5 suspeitos estão detidos Há 5 horasAnúncio oficial’Nubank Parque’ será o novo nome do estádio do Palmeiras

Há 36 minutos Economia Novo naming rights está entre os mais caros do BrasilHá 36 minutosSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 3 horas Fantástico Preso em São LuísSuspeito de matar estudante de medicina no Paraguai se entrega

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Instagram passa a identificar contas que criam conteúdo com IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:55

Tecnologia Instagram passa a identificar contas que criam conteúdo com IA Em fase de testes, selo pode ser ativado pelos próprios criadores e também aplicado automaticamente pela plataforma em contas que usam IA com frequência. Por Redação g1

O Instagram anunciou nesta segunda-feira (4) que está lançando a etiqueta "Criador de conteúdo de IA", para sinalizar aos usuários quando uma conta cria conteúdos com inteligência artificial.

A empresa explica que o novo rótulo começa a ser disponibilizado hoje, em fase de teste, e deve chegar a mais pessoas nas "próximas semanas".

Criadores que optarem por ativar a etiqueta terão a mensagem "Criador de conteúdo de IA" exibida no perfil, no feed, nos Reels e na aba Explorar.

O Instagram diz também que passará a rotular automaticamente contas que usam com frequência ferramentas de IA no processo de criação.

A rede social admite que mais usuários veem, pela primeira vez, conteúdos gerados por IA, enquanto outros recorrem à tecnologia para "expressar sua criatividade".

"Sabemos que as pessoas querem mais transparência sobre quem ou o que está por trás do que veem e, por isso, estamos tomando medidas para elevar o padrão de transparência sobre IA no Instagram e ajudar as pessoas a reconhecer quando algo foi criado com IA", afirma a empresa.

Há 3 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 3 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 3 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 2 horas Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 4 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 4 horasPolícia apreende mais um adolescente; 5 suspeitos estão detidos Há 4 horasCaso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 57 minutos Rio Grande do Sul Blog do Valdo CruzPena por atos golpistas: por que o STF não deve rever decisão do Congresso

Há 32 minutos Blog do Valdo Cruz Pleito inéditoAcompanhe a eleição indireta para escolher novo governador do Amazonas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Recall: Ford Bronco Sport e Maverick podem ter defeito em sensor e não ativar airbag de passageiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:55

Carros Recall: Ford Bronco Sport e Maverick podem ter defeito em sensor e não ativar airbag de passageiro Unidades no Brasil têm sensor que não detecta passageiro e, por isso, desativa airbag dianteiro. Reparo só será feito no fim do ano, pois Ford não conta com solução no Brasil. Por Redação g1

A Ford do Brasil anunciou um recall para Bronco Sport e Maverick nas versões Tremor, Black e Hybrid.

A Ford do Brasil anunciou um recall para Bronco Sport e Maverick nas versões Tremor, Black e Hybrid. Segundo a empresa, o sensor de detecção de passageiro dianteiro pode apresentar defeito.

“Em caso de colisão, o não acionamento do airbag aumenta o risco de danos físicos e até mesmo fatais ao passageiro dianteiro”, explica em nota a Ford.

De acordo com a montadora, o sensor apresenta defeito por uma falha no processo de fabricação. “O motorista será avisado pela luz de advertência no painel de instrumentos e pela indicação do airbag do passageiro desligado”, diz o comunicado da Ford.

A solução é substituição do componente, que será gratuita. Os clientes só poderão fazer o reparo no último trimestre de 2026, pois a solução ainda não está disponível nas concessionárias Ford.

3FMCR9DA9SRF14826 – produzido em 29 de julho de 2025.3FMCR9DAXSRF14799 e 3FMCR9DA5SRF15519 – produzidos em 5 de agosto de 2025.

Esta não é a primeira campanha de reparo que a Ford faz para os modelos Bronco e Maverick. Em março, a empresa anunciou o recall de Ford Bronco Sport 2025 e Ford Maverick Black e Tremor 2025 por um problema na válvula de recirculação de gases do escape (EGR).

Segundo a montadora, o componente pode não funcionar corretamente em razão de uma falha no processo de fabricação.

De acordo com a Ford, o defeito pode provocar aceleração fraca, vibração do motor, dificuldade na partida, acendimento da luz de aviso de mau funcionamento do motor e perda de força motriz, especialmente em baixas velocidades, de até 20 km/h.

Nessas condições, há aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.

Há 3 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 3 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 3 horasMorte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 4 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 4 horasPolícia apreende mais um adolescente; 5 suspeitos estão detidos Há 4 horasNovo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Subsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 2 horas Fantástico Caso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 1 hora Rio Grande do Sul Blog do Valdo CruzPena por atos golpistas: por que o STF não deve rever decisão do Congresso

Há 36 minutos Blog do Valdo Cruz Pleito inéditoAcompanhe a eleição indireta para escolher novo governador do Amazonas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tribunal russo bloqueia bens de bilionário do agro no país, dizem agências locais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:55

Mundo Tribunal russo bloqueia bens de bilionário do agro no país, dizem agências locais Desde o início da campanha militar na Ucrânia, em 2022, o Estado russo já confiscou mais de US$ 50 bilhões em propriedades privadas. Por Reuters

Promotores calculam que só a transferência de ativos para o governo russo soma US$ 29 bilhões, o maior movimento do tipo desde as privatizações dos anos 1990. — Foto: REUTERS/Marina Lystseva

Um tribunal da Rússia determinou o bloqueio dos bens de Vadim Moshkovich, fundador bilionário da gigante agrícola Vadim Moshkovich, segundo a mídia local. A decisão inclui uma participação de 49% na empresa, avaliada em 49 bilhões de rublos (R$ 3 bilhões).

Moshkovich foi preso em março de 2025 e é acusado de desviar 30 bilhões de rublos (cerca de R$ 2 bilhões). Ele se declarou inocente.

Promotores pediram à Justiça, em 1º de maio, a apreensão dos bens. O tribunal informou que realizou nesta segunda-feira os “preparativos” para uma audiência marcada para 5 de maio.

Segundo uma fonte ouvida por agências russas, foi imposto um bloqueio cautelar sobre bens móveis e imóveis de Moshkovich, além de 100% das ações de várias empresas, incluindo a Rusagro. A decisão abrange todas as ações da companhia pertencentes ao empresário.

Desde o início da campanha militar na Ucrânia, em 2022, o Estado russo já confiscou mais de US$ 50 bilhões em propriedades privadas, incluindo ativos de empresas estrangeiras que deixaram o país. A estimativa é de um escritório de advocacia de Moscou. Promotores calculam que só a transferência de ativos soma US$ 29 bilhões — o maior movimento do tipo desde as privatizações dos anos 1990.

A prisão de Moshkovich, que já foi deputado e construiu um dos maiores grupos agrícolas da Rússia após começar vendendo computadores no período pós-soviético, causou forte reação no meio empresarial.

Este é o caso mais relevante envolvendo um empresário russo desde a prisão, em 2018, de Ziyavudin Magomedov, fundador do grupo Summa, e da detenção domiciliar, em 2014, de Vladimir Yevtushenkov, acionista do AFK Sistema.

A Rusagro, única grande empresa agrícola russa listada em bolsa, afirmou anteriormente que segue operando normalmente apesar da prisão do fundador. A companhia é uma grande produtora de açúcar, carne suína e óleos vegetais, e exporta para 23 países, incluindo China, Turquia e Irã.

As ações da Rusagro caíam 1,4% nesta segunda-feira e acumulam perda de cerca de 7% desde que começaram a ser negociadas na Bolsa de Moscou, em julho do ano passado.

Há 3 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 3 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 3 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 1 hora Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 4 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 4 horasPolícia apreende mais um adolescente; 5 suspeitos estão detidos Há 4 horasCaso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 55 minutos Rio Grande do Sul Blog do Valdo CruzPena por atos golpistas: por que o STF não deve rever decisão do Congresso

Há 30 minutos Blog do Valdo Cruz Pleito inéditoAcompanhe a eleição indireta para escolher novo governador do Amazonas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que a China tem comida fresca e barata, enquanto os EUA enfrentam alta de preços e consumo de alimentos industrializados?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Fantástico Por que a China tem comida fresca e barata, enquanto os EUA enfrentam alta de preços e consumo de alimentos industrializados? O segundo episódio da série “Entre Dois Mundos” mostra como subsídios, tecnologia e logística moldam o preço e a qualidade da comida nos dois países. Por Fantástico

A diferença entre a comida fresca e barata da China e os alimentos caros e empacotados dos Estados Unidos foi o tema do segundo episódio da série “Entre Dois Mundos”, exibida pelo Fantástico.

A reportagem investigou como o país asiático conseguiu garantir segurança alimentar para mais de 1,4 bilhão de pessoas, enquanto os americanos enfrentam inflação nos alimentos, desertos alimentares e uma dieta cada vez mais baseada em produtos ultraprocessados.

A China tem apenas 10% das terras aráveis do planeta, mas precisa sustentar cerca de 20% da população mundial. O país promoveu reformas econômicas, devolveu poder de decisão aos produtores rurais e passou a tratar a comida como uma questão estratégica de Estado.

Hoje, esta é a primeira vez na história em que a China consegue alimentar toda a sua população com estabilidade.

A diferença entre a comida fresca e barata da China e os alimentos caros e empacotados dos Estados Unidos foi o tema do segundo episódio da série “Entre Dois Mundos”, exibida pelo Fantástico. A reportagem investigou como o país asiático conseguiu garantir segurança alimentar para mais de 1,4 bilhão de pessoas, enquanto os americanos enfrentam inflação nos alimentos, desertos alimentares e uma dieta cada vez mais baseada em produtos ultraprocessados.

Alimentar 1,4 bilhão de pessoas nunca foi simples. A China tem apenas 10% das terras aráveis do planeta, mas precisa sustentar cerca de 20% da população mundial. O desafio carrega um peso histórico: entre 1959 e 1962, durante o episódio conhecido como Grande Salto Adiante, uma combinação de políticas fracassadas e retirada de agricultores do campo levou a uma das maiores fomes da história, com a morte de até 50 milhões de pessoas.

O trauma virou projeto. A partir do fim dos anos 1970, o país promoveu reformas econômicas, devolveu poder de decisão aos produtores rurais e passou a tratar a comida como uma questão estratégica de Estado.

Hoje, esta é a primeira vez na história em que a China consegue alimentar toda a sua população com estabilidade.

Em Xangai, uma das maiores metrópoles do mundo, plantações convivem com arranha-céus. Por decisão do governo, cerca de 20% da área urbana da cidade deve ser destinada à produção de alimentos. Estufas inteligentes, algumas com mais de 100 mil metros quadrados, produzem verduras, legumes e até frutas como banana — tradicionalmente importada de países tropicais.

Sensores monitoram nível de água, gás carbônico e oxigênio. Drones aplicam fertilizantes e ajudam na colheita. Cada nova tecnologia ou alimento cultivado localmente rende subsídios estatais aos produtores.

O objetivo é simples: encurtar o caminho entre o campo e a mesa. A comida sai da terra, vai direto para a geladeira do consumidor — muitas vezes entregue por caminhões sem pedágio ou até por drones.

Apesar da forte presença do Estado, os preços nos mercados chineses não são oficialmente tabelados. O controle acontece de forma indireta. O país mantém enormes estoques reguladores: em 2024, a colheita de grãos bateu recorde histórico, chegando a cerca de 700 milhões de toneladas. Mais da metade é comprada pelo governo.

Existe um sistema que compara o preço do porco e do arroz. Se o preço do porco cai demais, o governo compra. Se sobe, vende parte das reservas. Quanto mais oferta no mercado, mais barato fica o alimento.

Outro fator decisivo é a margem de lucro. Atacadistas chineses operam com ganhos em torno de 3%. Nos Estados Unidos, essa margem chega a 15%.

Uma refeição completa em Xangai, com várias entradas, pratos quentes e sobremesa, pode custar o equivalente a R$ 50 por pessoa — e ainda sobra comida. Não é exceção: o chinês médio consome mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano.

Nos Estados Unidos, esse número é muito menor. Milhões de americanos vivem nos chamados desertos alimentares, regiões onde só é possível comprar comida fresca depois de dirigir por longos minutos. O resultado aparece nas estatísticas: maior consumo de ultraprocessados, mais casos de diabetes tipo 2 e expectativa de vida até cinco anos menor nessas áreas.

A alta do custo de vida virou tema central na política americana. O preço da comida já foi decisivo nas últimas eleições presidenciais e voltou ao debate em campanhas mais recentes. Em Nova York, um novo prefeito surpreendeu ao defender a criação de mercados populares em terrenos públicos, com subsídios para manter os preços baixos — uma ideia inspirada, em parte, no modelo chinês.

Enquanto isso, agricultores dos EUA enfrentam custos crescentes de fertilizantes e combustível, agravados por conflitos internacionais que afetam rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Na China, produtos importados contam outra história. Um vinho californiano pode custar mais de três vezes o preço praticado nos Estados Unidos, por causa de tarifas de importação, imposto sobre luxo e IVA. O chamado “imposto do burguês” torna esses produtos inacessíveis para a maioria da população.

Essa política fechou uma porta para os americanos — mas abriu outra para o Brasil. Com a guerra tarifária, a venda de soja brasileira para a China cresceu significativamente. O país asiático é hoje o principal cliente do Brasil no setor, impulsionado pela maior renda da população chinesa e pelo aumento no consumo de carne.

Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China — Foto: Reprodução/TV Globo

O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Há 2 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 2 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 2 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 53 minutos Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Blog do Valdo CruzPor que o STF não deve rever decisão do Congresso sobre penas de atos golpistas

Há 22 minutos Blog do Valdo Cruz Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 3 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 3 horasCaso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 20 minutos Rio Grande do Sul Doença raraHantavírus: o que se sabe sobre as mortes em cruzeiro no Atlântico

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo lança hoje o ‘Novo Desenrola Brasil’, pacote para renegociação de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Política Ao vivo Encerrada Especial Publicitário Governo lança hoje o ‘Novo Desenrola Brasil’, pacote para renegociação de dívidas Objetivo é reduzir nível de endividamento das famílias. Segundo o Banco Central, mais de 100 milhões têm pendências com instituições financeiras. Carregando

Últimos destaques Resumo Logo g1Atualizado há 1 hora porRedação G1O governo federal lança hoje (4) o 'Novo Desenrola Brasil' – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população. O g1 transmite o evento ao vivo nesta página.

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo sobe após relato de que navio de guerra dos EUA foi atingido por mísseis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

Os preços do petróleo subiam nesta segunda-feira (4) após a agência iraniana Fars relatar um incidente envolvendo um navio de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.

A notícia aumentou o temor de uma interrupção prolongada em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

🔎Por volta das 8h25 (horário de Brasília), o petróleo Brent avançava US$ 3,74, ou 3,46%, a US$ 111,88 por barril, depois de ter recuado US$ 2,23 na sexta-feira. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) subia US$ 3,43, ou 3,36%, a US$ 105,36 por barril, após queda de US$ 3,13 na sessão anterior.

Segundo a Fars, um navio de guerra americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz foi forçado a recuar após ignorar um aviso do Irã. A agência, citando fontes locais, afirmou ainda que dois mísseis teriam atingido a embarcação perto da região de Jask.

A Marinha iraniana também declarou que impediu a entrada de navios militares dos EUA na área. As informações, porém, não puderam ser confirmadas de forma independente. Não houve resposta imediata dos Estados Unidos, mas o site Axios citou uma autoridade americana negando que qualquer navio tenha sido atingido.

Mesmo antes dos relatos, os preços do petróleo já operavam em alta, pressionados pelas interrupções no fluxo da commodity pelo estreito.

“A tendência dos preços segue de alta enquanto a passagem pelo estreito continuar limitada”, afirmou Giovanni Staunovo, analista do UBS.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país pretende ajudar embarcações retidas na região. Ainda assim, os preços permaneceram acima de US$ 100 por barril, diante da ausência de um acordo de paz e das restrições ao tráfego marítimo.

Em resposta, militares iranianos alertaram nesta segunda-feira que reagirão com firmeza a qualquer presença considerada ameaçadora no estreito.

No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que vai aumentar a produção em 188 mil barris por dia em junho para sete países, marcando o terceiro mês seguido de elevação.

O ajuste repete o volume acordado para maio, sem a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a Opep em 1º de maio. Ainda assim, a expectativa é de que boa parte desse aumento não se concretize, já que o conflito envolvendo o Irã continua afetando o fornecimento de petróleo na região.

Há 2 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 2 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 2 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 9 minutos Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 8 horas Economia Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 1 hora Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 1 horaCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 2 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 2 horasDoença raraHantavírus: o que se sabe sobre as mortes em cruzeiro no Atlântico

Há 36 minutos Saúde Programe-se! 📅🧳Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis)

Há 9 horas Trabalho e Carreira Show histórico em CopacabanaShakira cita ‘dia difícil’: ‘A vida do jeito que é, com acertos e imperfeições’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre a R$ 4,96 com foco no petróleo e cenário doméstico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (4) em alta, avançando 0,26% na abertura, sendo negociado a R$ 4,9622. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados começam a semana sob impacto das tensões no Oriente Médio, que impulsionam o preço do petróleo e elevam preocupações sobre inflação. No Brasil, a agenda econômica ganha destaque com novos dados e medidas do governo.

▶️ Os preços do petróleo sobem com a escalada das tensões no Estreito de Ormuz, após relatos de ataque a uma embarcação americana — ainda não confirmados — e alertas do Irã contra a presença dos EUA na região.

Por volta das 8h40, o Brent para julho subia 3,47%, a US$ 111,92 por barril, enquanto o WTI para junho avançava 3,45%, a US$ 105,46, refletindo o risco para a oferta global.

▶️ No Brasil, investidores retomam as atenções após o feriado com foco em indicadores de atividade e revisões econômicas. O boletim Focus mostrou nova alta na previsão de inflação para 2026, de 4,86% para 4,89%, marcando a oitava semana seguida de revisão para cima.

A escalada do petróleo, que opera acima de US$ 110, é apontada como um dos fatores de pressão sobre a inflação, especialmente por meio do impacto nos combustíveis.

▶️ Ainda na agenda doméstica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 10h a Medida Provisória relacionada ao Novo Desenrola Brasil.

A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo a níveis elevados nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar os US$ 125 nas primeiras horas do dia, em meio à falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã.

Os preços arrefeceram ao longo do dia, mas as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e sobre uma solução para o conflito continuam a pairar sobre o mercado.

Ao final da sessão, o barril do Brent (referência internacional) fechou em queda de 3,41%, cotado a US$ 114,01 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estaods Unidos, caiu 1,23% na sessão, a US$ 105,57 o barril.

A volatilidade recente está diretamente ligada ao impasse geopolítico, que segue sem sinais claros de resolução:

a guerra já entra na nona semana, sem avanço significativo nas negociações;os EUA mantêm restrições aos portos iranianos;a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece comprometida, afetando a oferta global.

Vale lembrar que, nos últimos dias, declarações do presidente Donald Trump ampliaram o grau de incerteza. O governo americano avalia diferentes caminhos, que vão desde intensificar a pressão até reduzir sua presença militar na região.

Do outro lado, o Irã indica que pode reagir a novos ataques e tem usado o período de cessar-fogo para reorganizar sua estrutura militar.

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta quinta-feira, registrando os maiores ganhos mensais em anos. O avanço veio apoiado em resultados corporativos positivos, que acabaram compensando as preocupações com a oferta global de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio.

Enquanto o Dow Jones subiu 1,62% na sessão, para 49.652,14, o S&P 500 avançou 1,02%, para 7.209,01 pontos e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,89%, aos 24.892,31 pontos.

Na Europa, o desempenho foi majoritariamente positivo. O STOXX 600 avançou 0,35%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 1,03%. O DAX, da Alemanha, teve alta de 0,28%. Na contramão, o CAC 40, da França, caiu 0,59%.

Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,3%, aos 25.772,50 pontos. Já o Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,1%, aos 4.109,99 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 1,1%, enquanto, em Seul, o KOSPI teve baixa de 1,38%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

Há 2 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 2 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 2 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 54 minutos Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Blog do Valdo CruzPor que o STF não deve rever decisão do Congresso sobre penas de atos golpistas

Há 23 minutos Blog do Valdo Cruz Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 3 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 3 horasCaso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 21 minutos Rio Grande do Sul Doença raraHantavírus: o que se sabe sobre as mortes em cruzeiro no Atlântico

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercado eleva estimativa de inflação para 4,89% em 2026, na 8ª alta seguida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é oitava semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

Os analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é oitava semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,86% para 4,89%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%;➡️ Para 2028, a previsão avançou de 3,61% para 3,64%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 13% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 11% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,25 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,35 para R$ 5,30 por dólar.

Há 2 horas Mundo Países europeus entenderam ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 2 horasBilhões de refeições estão em risco por causa da guerraHá 2 horasSubsídios, tecnologia e logísticaPor que a China tem comida fresca e barata e os EUA, não?

Há 54 minutos Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 9 horas Economia Blog do Valdo CruzPor que o STF não deve rever decisão do Congresso sobre penas de atos golpistas

Há 23 minutos Blog do Valdo Cruz Morte após erro médicoMédica vendia maquiagem enquanto Benício agonizava, diz polícia

Há 2 horas Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 2 horasCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 3 horas São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 3 horasCaso família AguiarPM é denunciado pelo assassinato de ex-mulher e pais dela

Há 21 minutos Rio Grande do Sul Doença raraHantavírus: o que se sabe sobre as mortes em cruzeiro no Atlântico

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 07:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

A inédita distinção de dois restaurantes paulistanos, Evvai e Tuju, com três estrelas na mais recente edição do Guia Michelin, a mais alta distinção do setor, extrapolou o circuito especializado.

Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países com restaurantes três estrelas e torna-se o único representante da América Latina nesse patamar, ao lado de potências como França, Japão, Espanha e China.

Um levantamento feito por pesquisadores das universidades do Estado da Carolina do Norte e do Kansas indicou que, em termos gerais, uma estrela pode incrementar o que fatura um restaurante em 20% e que três delas podem ter um efeito estrondoso sobre as contas, duplicando o faturamento em um ano.

A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios — Foto: Getty Images via BBC

Durante décadas, a garantia de que um restaurante era "bom" vinha estampada nas paredes por fotografias: artistas, políticos e outras figuras públicas que por ali haviam passado funcionavam como selo informal de prestígio. Hoje, esse código mudou.

Antes mesmo de o maître dar as boas-vindas, o cliente já é recebido por placas, troféus e prateleiras repletas de prêmios que representam uma nova linguagem de validação que tomou a gastronomia. No lugar das celebridades, são as distinções que falam mais alto: quanto mais numerosas, maior a promessa (ao menos aparente) de qualidade.

Os prêmios e rankings tornaram-se ativos centrais no universo gastronômico — e, no Brasil, não é diferente.

A inédita distinção de dois restaurantes paulistanos, Evvai e Tuju, com três estrelas na mais recente edição do Guia Michelin, a mais alta distinção do setor, extrapolou o circuito especializado: ganhou espaço nos jornais, na televisão aberta e repercutiu internacionalmente.

Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países com restaurantes três estrelas e torna-se o único representante da América Latina nesse patamar, ao lado de potências como França, Japão, Espanha e China.

Um fato a ser celebrado, principalmente pelos restaurantes premiados. As estrelas representadas na placa vermelha à porta de um deles podem significar maior faturamento.

Um levantamento feito por pesquisadores das universidades do Estado da Carolina do Norte e do Kansas indicou que, em termos gerais, uma estrela pode incrementar o que fatura um restaurante em 20% e que três delas podem ter um efeito estrondoso sobre as contas, duplicando o faturamento em um ano. O que explica o jogo quase obsessivo por conquistá-las.

"Não há como não reconhecer que eles [os prêmios] comercialmente ajudam muito um restaurante", afirma o chef Rafa Costa e Silva, do Lasai, no Rio de Janeiro. De acordo com ele, quando o restaurante conquistou sua segunda estrela em 2024, as reservas e o faturamento multiplicaram.

"Não sei dizer exatamente em números, mas é certo que esse e outros reconhecimentos tiveram um papel fundamental para nós e muitos. Não trabalhamos para prêmios, mas é impossível ignorar a importância que eles conquistam", acrescenta.

Costa e Silva se refere ao Michelin, mas também a outros reconhecimentos, como os influentes rankings dos 50 Best, além de prêmios como o The Best Chefs Awards, o La Liste, o World Culinary Awards, entre tantos que passaram a dominar o cenário da gastronomia recentemente. A cada ano, novas listas e honrarias surgem para tentar girar ainda mais forte as engrenagens de um segmento que não para de crescer.

"Os prêmios rendem um volume significativo de imprensa internacional e visibilidade, geram negócios para os restaurantes, mas também para as cidades que os recebem, por isso se tornaram, um excelente modelo", explica o consultor gastronómico Nidal Barake, da agência Gluttonomy, em Miami, mas que trabalha com empresas na área em todo o mundo.

"A proliferação se torna problemática quando muitos prêmios começam a parecer iguais, ou quando parecem mais guiados por patrocínios e cliques do que por um reconhecimento genuíno", afirma.

Por décadas, o Guia Michelin dominou o mercado basicamente sozinho. Criado pela maior fabricante de pneus da Europa em 1900 para incentivar viagens — e o consumo de seus produtos — ganhou seu atual sistema de estrelas em 1936: uma indica um restaurante "muito bom na sua categoria"; duas estrelas significam "excelente cozinha, que vale o desvio"; enquanto três estrelas, a distinção máxima, indicam uma "cozinha excepcional, que vale uma viagem especial".

As avaliações são feitas por inspetores anônimos, que visitam os restaurantes em mais de 40 países (incluindo o Brasil), pagam as contas pela empresa e elaboram relatórios detalhados após cada refeição.

Por décadas, o Guia Michelin dominou o mercado basicamente sozinho. Criado pela maior fabricante de pneus da Europa em 1900 para incentivar viagens — Foto: Getty Images

Outros guias com modelos próprios de avaliação, como o Gault&Millau, baseados em pontuações foram surgindo no horizonte da gastronomia, ao mesmo tempo em que outros aparecem para propor modelos distintos.

Foi o caso dos 50 Best: criado em 2002, o ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo é definido por 1.120 votantes (entre jornalistas, chefs e viajantes) anônimos, que escolhem os lugares onde mais gostaram de comer.

Eles não podem ter interesses financeiros nos restaurantes e devem ter visitado os locais em que votaram nos últimos 18 meses. Todo ano, elege o melhor restaurante do mundo e a lista dos outros 49 colocados, além de prêmios especiais (como sommelier, chef eleito por seus pares, etc).

Para Érica Schecter, diretora de Relações Públicas e Comunicações da The World's 50 Best, o sucesso do ranking deu-se sobretudo por ter conseguido cobrir algo que os modelos críticos tradicionais historicamente negligenciaram: o cenário internacional, que os 50 Best, com votantes distribuídos por todos os continentes, tratou de abarcar.

"A lista reformulou a ideia de 'o melhor' como uma conversa mais global, e não como um veredito exclusivamente europeu", ela diz. Entre os vencedores número 1 já estiveram representantes de países como Espanha, Dinamarca, mas também Estados Unidos e Peru.

O prêmio ganhou tanta importância no meio gastronômico que a William Reed, empresa de mídia que detém a marca, passou a diversificar suas listas também mais regionalmente (América Latina, América do Norte, Ásia, mas também Oriente Médio e Norte da África) buscando ampliar suas atuações. E, claro, seus negócios.

Impulsionados por um boom do turismo gastronômico mundial — um pilar central da economia global de viagens, com a gastronomia respondendo por cerca de 30% da receita turística em muitos destinos, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (UNWTO) — os prêmios e listas viram nos governos ávidos por se promoverem uma mina de ouro.

Embora não exista um número oficial único sobre o total de turistas motivados pela comida, estimativas da UNWTO indicam que mais de 80 bilhões de refeições são servidas anualmente a viajantes internacionais e domésticos, o que ajuda a explicar por que o turismo gastronómico se tornou um dos segmentos mais dinâmicos de uma indústria que gera de R$ 8 a R$ 10 trilhões por ano.

Esses viajantes tendem a ter um padrão de gasto mais elevado: ficam em hotéis melhores, exploram vários restaurantes, visitam cafés e bares e se envolvem mais com o ecossistema local. Ou seja, são os turistas mais desejados.

Assim, os prêmios encontraram um modelo de financiamento que passa pelos investimentos municipais, regionais ou nacionais para receber principalmente cerimônias de premiações, e, com elas, todo o holofote que podem trazer.

"Os governos começaram a entender que o turismo gastronômico é uma das ferramentas de soft power mais impactantes à sua disposição, que nenhuma campanha publicitária consegue igualar", afirma Schecter.

Ela justifica que há o impacto econômico direto, com participantes do evento reservando hotéis, voos e restaurantes durante o período da premiação, mas também indiretos ao trazer às cidades grandes nomes da indústria, que acabam frequentando e valorizando os estabelecimentos locais.

De forma mais estratégica, as parcerias ajudam a reposicionar um destino no imaginário global por meio da cobertura midiática que gera. "Quando cidades como Valência, Melbourne ou Turim sediam o evento, estão sinalizando que fazem parte do topo das conversas gastronômicas mundiais, colocando-se firmemente no mapa dos destinos imperdíveis para estes viajantes internacionais", justifica.

A gastronomia se tornou uma importante bandeira da atual gestão do Turismo da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, que tem patrocinado a participação de seus chefs em eventos de caráter mundial (como o importante congresso Madrid Fusión, onde foi cidade internacional convidada) e buscado receber a nata da gastronomia mundial em premiações que acontecem na cidade.

Em 2023 e 2024, o Rio sediou o Latin America's 50 Best Restaurants e, no início de abril, a gala do Guia Michelin (que volta a se repetir nos próximos anos)— eventos que ampliaram significativamente a projeção internacional da cidade, em investimentos totais estimados em cerca de R$ 24 milhões até agora.

A aposta faz parte de uma política mais ampla de posicionar a cidade no mapa da diplomacia gastronômica, tratando grandes eventos do setor como ferramentas de promoção de destino e estímulo econômico.

Embora raramente divulgados, os valores pagos por cidades anfitriãs ajudam a sustentar o modelo de prêmios como o do 50 Best — como mostram casos pontuais, como o de Melbourne, que investiu cerca de US$ 600 mil, segundo dados divulgados à época pelo governo local, para receber a cerimônia em 2017.

Estima-se que os valores tenham aumentado consideravelmente com os anos, ainda que as empresas que promovem os prêmios não divulguem abertamente sobre as negociações.

O Guia Michelin e outros prêmios, como o The Best Chef Awards, ao lado de patrocinadores privados (muitos deles ligados ao fornecimento de bebidas, equipamentos e insumos para restaurantes) passaram a capitalizar a busca cada vez mais intensa por visibilidade das secretarias de turismo.

Cidades e regiões, ávidas por atrair visitantes, entram assim numa disputa geopolítica que hoje também se joga à mesa.

"Vemos o crescente envolvimento dos governos na gastronomia como um sinal claro de que o setor agora é reconhecido como um ativo cultural e econômico estratégico", afirma Joanna Slusarczyk, uma das criadoras do The Best Chefs Awards.

"A gastronomia não é mais vista apenas como hospitalidade ou entretenimento, mas como um poderoso motor do turismo, da identidade, da educação e do desenvolvimento local", acrescenta.

Para ela, ao apoiar prêmios gastronômicos, os governos não apenas ganham visibilidade, atraem turismo de alto valor e fortalecem seu posicionamento no panorama cultural internacional, mas sobretudo ajudam a promover talentos locais, produtores e ecossistemas culinários, algo que premiações já fizeram por outras áreas, como música e cinema.

"Comparada a áreas como música ou cinema, a gastronomia ainda é um ecossistema de premiações global relativamente jovem, portanto a rápida expansão de listas e rankings pode ser facilmente interpretada como inflação em vez de evolução", diz ao rebater a crítica de que há muitas premiações hoje no setor.

O consultor Nidal Barake concorda que mais prêmios — ainda que briguem pelas mesmas fatias do mercado — são sinal de um crescimento do segmento. Mas alerta que o modelo baseado substancialmente no dinheiro dos governos tem um efeito colateral mais amplo.

"Se o financiamento depender excessivamente de recursos públicos, apenas cidades ou destinos com maior capacidade financeira conseguirão sediá-los. Isso cria um cenário desigual, no qual muitos destinos gastronômicos relevantes ficam de fora, não por falta de importância, mas simplesmente por não terem recursos para competir", diz.

Na Argentina, o governo nacional decidiu deixar de financiar a edição de 2026 do Guia Michelin, a um custo estimado em cerca de US$ 400 mil, agora assumido pela cidade de Buenos Aires e pela província de Mendoza.

A mudança, abrupta, evidencia o envolvimento cada vez mais direto (e indissociável) de destinos turísticos na promoção gastronômica como estratégia de posicionamento internacional.

O modelo de financiamento público também voltou ao centro do debate com a parceria entre o The World's 50 Best Restaurants e o governo de Abu Dhabi, sede da gala deste ano, reforçando críticas de que rankings e premiações operam, hoje, como ferramentas de promoção turística sustentadas por verbas estatais.

Reportagem do The New York Times aprofundou a polêmica ao questionar a escolha da capital de um país acusado de violações de direitos humanos. O texto aponta que o uso da gastronomia como instrumento para projetar uma imagem de modernidade, tolerância e abertura, com apoio de guias como o Michelin, financiado localmente pelo Departamento de Cultura e Turismo, contrasta com denúncias de organizações como a Human Rights Watch.

Sem uma base financeira que prescinda de recursos públicos, essas premiações passam a arcar também com os custos reputacionais de seu próprio modelo de financiamento, argumenta Barake. "Com o tempo, isso pode não só limitar a diversidade e a independência, mas comprometer a credibilidade — e, no limite, a própria legitimidade — desses prêmios", conclui.

Há 3 minutos Mundo Escassez de fertilizantesBilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra

Há 2 horas Agronegócios Países europeus entenderam o ‘recado de Trump’, diz chefe da OtanHá 2 horasSubsídios, tecnologia e logísticaQuais os segredos por trás da comida fresca e barata da China?

Há 10 horas Fantástico Novo Desenrola BrasilGoverno lança hoje pacote para renegociação de dívidas; entenda

Há 6 horas Economia Investigação de morteCaso Benício: médica vendia maquiagem enquanto menino agonizava

Há 5 minutos Fantástico Benício foi vítima de erro médico, conclui políciaHá 5 minutosCrime em SPPolícia diz que suspeitos atraíram crianças com pipa antes de estupro

Há 54 minutos São Paulo Família descobriu estupro coletivo de crianças via rede socialHá 54 minutosCaso Melqui GalvãoAmeaças e abusos: alunas detalham acusações contra treinador de jiu-jítsu

Há 2 horas Fantástico Programe-se! 📅🧳Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis)

Há 7 horas Trabalho e Carreira Show histórico em CopacabanaShakira fala em ‘dia difícil’ e agradece público: ‘Fomos celebrar a vida’

0

PREVIOUS POSTSPage 243 of 441NEXT POSTS