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Powell diz que permanecerá no Fed como diretor após o fim do mandato como presidente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 17:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.533 pts-2,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.533 pts-2,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.533 pts-2,17%Oferecido por

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que permanecerá como diretor do banco central dos Estados Unidos após 15 de maio, quando seu mandato se encerra.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa após o Fed revelar sua decisão de manter a taxa básica de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Esta foi a última reunião em que o Fed definiu os juros com Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo.

A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja no comando do Fed já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho.

O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.

Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. — Foto: Reuters

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que permanecerá como diretor do banco central dos Estados Unidos após 15 de maio, quando seu mandato se encerra.

"Após o término do meu mandato como presidente, continuarei a atuar como diretor por um período a ser determinado", afirmou, acrescentando que pretende manter "um perfil discreto" no cargo.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa após o Fed revelar sua decisão de manter a taxa básica de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Esta foi a última reunião em que o Fed definiu os juros com Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo.

A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja no comando do Fed já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho.

O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.

“Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, afirmou Powell, reforçando que a intenção dele não é "interferir" na liderança.

A afirmação tem um contexto: é praxe que presidentes do Fed também deixem o cargo de diretor ao fim do mandato. Neste caso, a decisão de Powell foge ao padrão.

O atual presidente do BC tem mandato na instituição até 2028 e, portanto, pode seguir na diretoria até o término do governo Trump.

Ao longo dos últimos anos, o presidente dos EUA elevou o tom das críticas a Powell, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”.

Sua trajetória foi marcada por grandes choques econômicos, como a pandemia de Covid-19 — que, além das perdas humanitárias, desorganizou a economia global e provocou uma disparada nos preços ao redor do mundo.

Mais recentemente, outros fatores ampliaram a pressão sobre o banqueiro central. Entre eles estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, o tarifaço global promovido por Trump e a recente escalada das tensões no Oriente Médio, com EUA e Israel em conflito contra o Irã.

Em comum, esses episódios sustentam um ambiente de inflação persistente — dor de cabeça constante para os chefes dos bancos centrais.

🔎 O Fed tem um mandato duplo: controlar a inflação e sustentar o mercado de trabalho. Sua principal ferramenta é a taxa de juros. Quando os preços aceleram, o banco central sobe os juros para conter o consumo e o crédito. Quando a economia perde força, a estratégia é reduzir as taxas para estimular a atividade.

Diante desse cenário, os juros do país atingiram, em 2023, o maior nível desde 2001. A partir do fim de 2024, o referencial passou a cair, e hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

É nesse contexto que Donald Trump passou a disparar críticas contra Powell. O presidente dos EUA fez sucessivas investidas e pressões públicas para que o Fed reduzisse os juros.

A lógica é simples: juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, o que tende a esfriar a atividade econômica — efeito que pode se traduzir em maior insatisfação dos consumidores e impacto político na popularidade do governo.

Como mostrou o g1, críticas a presidentes de bancos centrais não são exclusividade de Trump. No Brasil, o presidente Lula (PT) também se posicionou contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — ainda que sem o tom de ofensas adotado pelo republicano.

O Departamento de Justiça dos EUA decidiu, na última sexta-feira (24), encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Fed, sob a gestão de Jerome Powell.

A decisão, anunciada pela procuradora federal Jeanine Pirro, elimina um dos fatores que vinham sendo usados como justificativa para travar a confirmação, no Senado, de Kevin Warsh para o comando do banco central.

O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado.

Powell foi investigado por suspeita de ter mentido ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed, especialmente após o aumento relevante do valor do projeto, estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões). Nenhuma acusação formal foi apresentada.

A investigação foi iniciada pelo governo Trump justamente em um momento de escalada da pressão do republicano por cortes nos juros.

Após a decisão de juros nesta quarta-feira, a atenção se volta para os rumos da política monetária americana com a saída de Powell do comando da instituição.

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MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na ‘lista suja’ do trabalho escravo no PA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 17:07

Pará MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na 'lista suja' do trabalho escravo no PA Ação civil pública na Vara do Trabalho de Xinguara cita relações com 7 pecuaristas na Lista Suja do MTE de 2014 a 2025. Ao todo, 53 trabalhadores foram resgatados em propriedades ligadas à empresa, segundo o MPT. Por g1 Pará — Belém

O Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a empresa, após constatar em investigação que ela possui, na cadeia produtiva na pecuária, mão de obra em condições análogas às de escravo.

Durante o período investigado, no Estado do Pará, houve resgate de trabalhadores em propriedades de pecuaristas diretamente vinculados à JBS trabalho escravo pecuária Pará nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025, totalizando 53 resgatados.

De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte.

No Pará, o MPT pediu a condenação da multinacional JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões por trabalho escravo na cadeia produtiva da pecuária. O g1 solicitou posicionamento da empresa, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.

O Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a empresa na Vara do Trabalho de Xinguara, no sul do Pará, após constatar em investigação que ela possui, na cadeia produtiva na pecuária, mão de obra em condições análogas às de escravo.

Durante o período investigado, no Estado do Pará, houve resgate de trabalhadores em propriedades de pecuaristas diretamente vinculados à JBS trabalho escravo pecuária Pará nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025, totalizando 53 resgatados.

Mesmo tendo ciência da situação, a empresa manteve transações comerciais com esses fornecedores incluídos na “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “demonstrando um padrão sistemático de negligência”, segundo o MPT.

De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações do grupo especial de fiscalização móvel, ocorridas nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte.

Para o MPT, a JBS, na condição de empresa líder, tinha o dever de monitorar todas as etapas de sua cadeia produtiva no estado, adotando práticas para prevenir, identificar e corrigir violações aos direitos trabalhistas fundamentais, conforme imposto pelo ordenamento jurídico nacional e internacional.

O valor de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 118.941.340,55, correspondente ao total das transações comerciais documentadas com fornecedores flagrados por trabalho análogo à escravidão no período investigado.

Além disso, também é pedido a imposição de obrigações de fazer e de não fazer em relação à própria empresa, eventuais subsidiárias, filiais, subcontratadas, fornecedores diretos ou indiretos localizados no Pará, inseridos na cadeia produtiva da pecuária, a partir de 44 diretrizes.

A ação civil pública é um dos frutos do Projeto Reação em Cadeia, implementado pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de rastrear e responsabilizar empresas líderes de cadeias produtivas que se beneficiam, em suas relações comerciais, do trabalho em condições análogas à escravidão.

No Pará, o MPT instaurou procedimento promocional para implementação do referido projeto na cadeia da pecuária, com enfoque no gado bovino, quando identificou as empresas líderes no processamento de carne bovina que estariam se beneficiando, direta ou indiretamente, de relações comerciais com fornecedores envolvidos em trabalho escravo.

O rastreamento da cadeia da JBS na pecuária Pará ocorreu a partir do cruzamento de dados fiscais com informações constantes na “Lista Suja do MTE”, bem como a partir de Relatórios de Fiscalizações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), analisados por meio de estudo desenvolvido pela Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), tornando possível o mapeamento de fluxos comerciais entre fornecedores e produtores de carne bovina no Estado do Pará.

A documentação comprobatória das transações financeiras realizadas entre a JBS S.A. e empregadores que figuraram na “Lista Suja” do trabalho escravo foi anexada aos relatórios da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE/MPT) e obtida por meio de consulta aos sites do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) e demonstra a inexistência ou ineficácia de medidas de diligência em direitos humanos por parte da empresa ré.

O cruzamento de dados revelou que a JBS S.A. manteve relações comerciais regulares e duradouras com fornecedores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas às de escravo, adquirindo insumos para sua atividade econômica, consistente na produção e comercialização de gêneros alimentícios, dentre eles, carne bovina.

Em 2025, a atividade agropecuária registrou R$ 775,3 bilhões de valor adicionado bruto (crescimento de 11,7%), representando participação aproximada de 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que foi fortemente impulsionado pela pecuária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No ano anterior, especificamente no setor da bovinocultura, o Brasil se manteve como detentor do maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado em 194 milhões de cabeças, o equivalente a 11,6% do rebanho global.

Nesse cenário, a JBS figura como a maior produtora de proteína animal do mundo e está presente em mais de 20 países, com 280 mil funcionários. No Brasil, a empresa possui operações em 16 Estados e no Distrito Federal, com mais de 158 mil empregados.

Somente no Pará, a empresa possui atividades em 6 fábricas e 1 centro de distribuição nos municípios de Marituba, Tucumã, Marabá, Santana do Araguaia, Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras, contabilizando cerca de 4 mil empregados e estabelecendo parcerias comerciais com mais de 2 mil pecuaristas, os quais são responsáveis pelo fornecimento de animais e produtos derivados.

O setor da pecuária bovina acumula o maior número de trabalhadores resgatados no país, estando constantemente associado, na região amazônica, ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras e à ocupação de territórios indígenas.

50 vídeos Brasil Novo Cumaru do Norte JBS Novo Repartimento Ourilândia do Norte Pacajá São Félix do Xingu Uruará Xinguara Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Trump comemora saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca, na quarta-feira (29), que considera ótimo que os Emirados Árabes Unidos estejam saindo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio.

A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito.

A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo.

A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca, na quarta-feira (29), que considera ótimo que os Emirados Árabes Unidos estejam saindo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), informou a agência de notícias Reuters.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio. (saiba mais abaixo)

A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito.

A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África.Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional.

A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo.

Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash

“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.

Leia também: Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar

A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.

A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.

Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.

Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.

Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupoEmirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja MAPA

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Tesouro cobra dados para analisar garantia da União em empréstimo para o BRB, mas já indica que pedido deve ser rejeitado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Distrito Federal Tesouro diz que faltam dados para União garantir crédito para o BRB, mas indica que pedido será rejeitado Governo do DF, que é acionista majoritário do banco, enviou pedido de crédito R$ 6,6 bilhões ao FGC. Nota baixa do DF em gestão fiscal pode impedir que a União entre como garantia. Por Alexandro Martello, g1 DF — Brasília

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, informou nesta quarta-feira (29) que foi recebido, de fato, um pedido de operação de crédito ao Banco Regional de Brasília com aval da instituição, mas que ainda faltam informações para ser possa ser formalmente analisada.

Ele indicou, porém, que a operação será rejeitada, pelo fato de o governo do Distrito Federal ter a chamada "capacidade de pagamento", uma análise que apura a situação fiscal dos estados nacionais que querem contrair novos empréstimos com garantia da União, inferior à possível pela legislação.

De acordo com ele, o governo do Distrito Federal tem capacidade de pagamento classificada com nota "C", enquanto o aval do Tesouro Nacional para operações de crédito só é possível para estados ou municípios com um índice melhor, de "A" ou "B".

Para melhorar essa capacidade de pagamento, o secretário do Tesouro Nacional explicou que o Distrito Federal teria de ingressar no chamado Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), pelo qual os entes federativos são incentivados a implementar medidas de ajuste para equilibrar suas contas e retomarem os investimentos por meio de operações de crédito com garantia da União.

Daniel Cardoso Leal explicou, porém, que como esse é o último ano do mandato, sendo também um ano eleitoral, também não é permitido, pelas regras, que o Distrito Federal ingresse no PEF para melhorar sua capacidade de pagamento e, consequentemente, conseguir o empréstimo com aval da União.

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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em última decisão com Powell na presidência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%Oferecido por

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.

Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump. (leia mais abaixo)

A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global continuaram em destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Esta é a 11ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a atividade econômica dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, enquanto a criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses.

O colegiado destacou que a inflação "está elevada, refletindo, em parte, o recente aumento nos preços globais de energia", em meio à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. (leia mais abaixo)

"Os desdobramentos no Oriente Médio estão contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas. O Comitê está atento aos riscos", diz o texto.

O Fomc afirmou ainda que "continuará monitorando as implicações das novas informações recebidas para a perspectiva econômica" e que está "preparado para ajustar a política monetária, conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance de seus objetivos".

Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120, o maior nível desde 2022. Na tarde desta quarta-feira, o barril do tipo Brent era cotado a US$ 118,70, o que representa uma alta de mais de 60% desde o início do conflito.

Diante do cenário, Trump passou a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais aqui)

Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre os preços de diversos produtos nos EUA. O cenário preocupa, em especial, o Fed, que tem mandato duplo: controlar a inflação e manter o mercado de trabalho aquecido.

"O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e em trazer a inflação de volta à meta de 2%", declarou o Fomc nesta quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 3,3% no acumulado em 12 meses.

Nos dados mais recentes, os preços nos EUA subiram 0,9% em março, no maior aumento desde maio de 2024, influenciados pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia.

A pressão é reforçada pelos combustíveis: dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu mais de 40% desde que o republicano iniciou a guerra.

🚢 O fator central da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros.

O fluxo da commodity na região passou a preocupar Trump, que chegou a pedir apoio de outros países para monitorar e “cuidar” da passagem — solicitação rejeitada por aliados europeus e asiáticos.

Na sequência, o presidente determinou que a Marinha dos EUA bloqueasse a passagem de navios petroleiros ligados ao Irã que ainda circulavam pela área. Com isso, o estreito segue no centro da disputa, tanto sob o ponto de vista geopolítico quanto econômico.

Esta é a última reunião de decisão de juros com Jerome Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo.

A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado por Trump, esteja à frente da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.

Apesar do fim do mandato como presidente, Powell afirmou nesta quarta que permanecerá como diretor do Fed. Ele tem mandato até janeiro de 2028.

“Continuarei a servir como diretor por um período ainda a ser determinado”, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira. “Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, acrescentou.

O economista pode seguir na diretoria até o término do governo Trump, que, ao longo dos últimos anos, elevou o tom das críticas ao atual chefe da instituição, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”.

No segundo semestre de 2025, Trump intensificou as críticas ao Federal Reserve e passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria da instituição.

Em setembro, o republicano nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída e deixou o cargo em agosto. Além disso, há o nome de Warsh, indicado para chefiar a instituição.

Paralelamente, a Suprema Corte ainda analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed , além do presidente da instituição.

Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros.

Mais uma vez, a decisão de juros nesta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, outros nove diretores votaram para manter a taxa inalterada — três deles, no entanto, divergindo do tom do comunicado. Apenas Stephen Miran, nomeado por Trump, se posicionou a favor de um corte de 0,25 ponto percentual.

Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes.

Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar.

Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana.

Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

DF envia ao Ministério da Fazenda pedido de garantia para empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC ao BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Distrito Federal DF envia ao Ministério da Fazenda pedido de garantia para empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC ao BRB Ofício pede que União seja garantidora do empréstimo, o que melhora as condições do crédito; 'nota baixa' do DF em gestão fiscal é entrave. Banco enfrenta crise após perdas ligadas ao Banco Master. Por Isabela Camargo, Ana Lídia Araújo, TV Globo e g1 DF — Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), formalizou ao governo federal o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB).

O pedido consta em ofício enviado ao Ministério da Fazenda na terça-feira (28), ao qual o g1 teve acesso. No documento, o GDF solicita aval para contratar a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com objetivo de reforçar o capital do banco público.

A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à operação Compliance Zero.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), formalizou ao governo federal o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB).

O pedido consta em ofício enviado ao Ministério da Fazenda na terça-feira (28), ao qual o g1 teve acesso. No documento, o DF solicita aval para contratar a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com objetivo de reforçar o capital do banco público.

➡️ Celina Leão também enviou um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (28) para pedir uma reunião, ainda esta semana, sobre a crise do BRB. Até a tarde desta quarta, não havia confirmação do encontro.

A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à operação Compliance Zero.

"Esses eventos produziram efeitos diretos sobre a geração de caixa esperada e demandaram reforço de provisões, pressionando a posição de liquidez e os indicadores prudenciais da instituição", diz o documento assinado por Celina e pelo secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira.

O empréstimo seria tomado pelo governo do DF, acionista controlador do BRB, e repassado ao banco para sanear a crise patrimonial vivida pela instituição desde as transações malsucedidas com o Banco Master.

Em nota, o GDF afirmou que a iniciativa integra uma lista de medidas para “garantir a estabilidade do BRB” (veja a nota na íntegra abaixo).

A movimentação ocorre apesar de o Distrito Federal estar atualmente com nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal de estados e municípios.

➡️ Como mostrou o g1, essa classificação impede que a União atue como garantidora em novas operações de crédito — prerrogativa restrita a entes com notas A ou B.

Na prática, a ausência de garantia federal dificulta a obtenção de empréstimos em condições mais vantajosas, com juros menores e prazos mais longos.

O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez (veja detalhes abaixo) que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, indicam o risco de aquele governo dar o calote em um empréstimo.

➡️ A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B).

➡️ O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês.

"O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos. A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil cria 228,2 mil vagas de emprego formal em março, quase três vezes mais que 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%Oferecido por

O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (29) a criação de mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março.

O resultado é quase três vezes maior que o saldo registrado em março do ano passado, quando foram registrados 79.994 empregos, e o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, iniciada em 2020.

O setor de serviços foi o que mais criou emprego com carteira assinada no mês passado (152.391 vagas), seguido por construção civil (38.316 vagas).

No acumulado de janeiro a março, o Brasil gerou mais de 613 mil vagas formais de trabalho neste ano. Isso representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 675.119 vagas.

2020: – 294.960 (negativo, fechamento de vagas)2021: 154.2262022: 99.1682023: 195.0282024: 245.5992025: 79.994

Em março, as unidades da federação que tiveram maior número de vagas formais criadas foram São Paulo, com 67.876 postos criados; Minas Gerais, com 38.845; e Rio de Janeiro, com 23.914 postos. No acumulado do ano, o resultado foi maior em São Paulo, com 183,1 mil vagas criadas; Minas Gerais, com 70,6 mil; e Santa Catarina, com 59,4 mil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do FGTS para reduzir endividamento, diz ministro do Trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 15:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,56%Dólar TurismoR$ 5,2190,71%Euro ComercialR$ 5,8480,24%Euro TurismoR$ 6,1000,3%B3Ibovespa185.086 pts-1,87%Oferecido por

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), disse nesta quarta-feira (29), que devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas.

💳 Essa medida faz parte do pacote que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar nos próximos dias para reduzir o endividamento das famílias e empresas do país. Um dos pilares do pacote será a renegociação de dívidas que a população tem com bancos.

O ministro afirmou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos.

💵 Essa medida que envolve o FGTS deverá atender a quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês.

💰 Além disso, para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos – isso depois que a renegociação for feita e o trabalhador autorizar o repasse.

Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores.

“Nesse momento estamos debruçados, consolidando medidas, Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará a medida na semana seguinte, talvez na segunda-feira ou na sequência”, disse Marinho.

Integrantes do governo trabalham nos ajustes finais para que as ações sejam apresentadas, inicialmente, pelo presidente Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30), véspera do 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador.

No entanto, se ainda for necessário um prazo para que bancos e órgãos públicos se alinhem para colocar as medidas em prática, o presidente deverá manter a menção ao programa contra o endividamento no discurso.

Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz.

O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros.

Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Contas do governo têm déficit de R$ 73,7 bilhões em março, pior resultado para o mês da história

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 14:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9970,32%Dólar TurismoR$ 5,2020,38%Euro ComercialR$ 5,8390,09%Euro TurismoR$ 6,0960,24%B3Ibovespa185.769 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9970,32%Dólar TurismoR$ 5,2020,38%Euro ComercialR$ 5,8390,09%Euro TurismoR$ 6,0960,24%B3Ibovespa185.769 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9970,32%Dólar TurismoR$ 5,2020,38%Euro ComercialR$ 5,8390,09%Euro TurismoR$ 6,0960,24%B3Ibovespa185.769 pts-1,51%Oferecido por

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, informou Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.

➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado positivo foi de R$ 1,52 bilhão (valor corrigido pela inflação).

➡️Esse também foi o pior resultado para meses de março desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997, ou seja, em 30 anos.

➡️De acordo com o governo, a piora no resultado negativo está relacionada, principalmente, pela antecipação no pagamento de precatórios (sentenças judiciais) neste ano.

📈Segundo o Tesouro Nacional, as despesas totais do governo somaram R$ 269,88 bilhões em março deste ano, com uma alta real de 49,2% no período.

Esse forte aumento de despesas, por sua vez, está relacionada, principalmente, pelo cronograma de pagamentos de precatórios (sentenças judiciais).

"Em 2026, esses pagamentos concentraram-se em março, enquanto no ano anterior ocorreram majoritariamente em julho", informou o Tesouro Nacional.

Sentenças Judiciais e Precatórios (+R$ 34,9 bilhões), Benefícios Previdenciários (+R$ 28,6 bilhões), e dePessoal e Encargos Sociais (+R$ 11,3 bilhões).

A elevação nos gastos com benefícios previdenciários e pessoal também foram influenciadas, em menor proporção, pelo aumento na base de segurados, pela política de valorização do salário mínimo e pelos reajustes salariais concedidos ao funcionalismo público.

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Caiado diz que é ‘agro raiz’ e critica políticos que se aproximam do setor por conveniência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 14:49

RIBEIRÃO E FRANCA Agrishow 2026 Caiado diz que é 'agro raiz' e critica políticos que se aproximam do setor por conveniência Em visita a Ribeirão Preto (SP) para a Agrishow, pré-candidato à presidência disse ter relação verdadeira com o segmento, diferente de outros políticos. Nomes pré-cotados para as eleições como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também passaram pela feira no interior de São Paulo. Por Rodolfo Tiengo, g1 Ribeirão Preto e Franca

Ronaldo Caiado (PSD) criticou políticos que se dizem alinhados com o agro por conveniência em época de eleição.

A declaração foi dada em Ribeirão Preto (SP), onde Caiado esteve para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país.

Ao longo desta semana, outros nomes que se pré-candidataram à presidência, como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, também estiveram na feira do interior de São Paulo.

Pela representatividade no agro, a Agrishow se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026.

Sem mencionar nomes, o pré-candidato à presidente Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quarta-feira (29) os políticos que, por conveniência, se dizem alinhados com o agronegócio em época de eleição.

"Eu posso dizer a você que eu sou um agro raiz. Eu não sou uma geração que tem sabor de agro, mas não é agro raiz, entendeu? Alguns que se propõem a entender do agro em períodos de campanhas eleitorais, são aqueles que eu os denomino sabor agro", disse o ex-governador de Goiás.

A declaração foi dada em Ribeirão Preto (SP), onde Caiado esteve para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que, assim como outros grandes eventos do setor, tem sido frequentada por pré-candidatos que buscam apoio do segmento nas eleições 2026.

Ao longo desta semana, os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo-MG) também estiveram na feira do interior de São Paulo.

O ex-governador de Goiás disse que atua em defesa do setor há décadas, desde quando, segundo ele, o agronegócio era demonizado, e reiterou que não é a primeira vez que visita a Agrishow.

"Estou nessa luta em defesa do setor produtivo primário da agropecuária brasileira no direito de propriedade desde 1986. Depois na Constituinte, depois mais 24 anos no Congresso, depois como governador do Estado. (…) Agro raiz mesmo, na essência, aí realmente, nós começamos essa luta há muitos anos e vimos aí a superação da classe."

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

Durante a visita, o ex-governador também criticou os políticos que se utilizam do prestígio nas redes sociais para se eleger, mas que, segundo ele, não têm competência para governar.

"Espero que as pessoas que muitas vezes alimentam a sua popularidade por rede social e TikTok, que aquele que está assistindo, faça uma reflexão e pesquise o que ele já fez. Porque você, para se sentar na cadeira da Presidência da República, não pode ser apenas você dizer na rede social que você vai consertar as coisas. Vem cá, mas você já fez alguma coisa? Você já mostrou que você é capaz disso? Porque escrever no papel ou falando é muito fácil."

Nesse contexto, ele mencionou que Lula voltou ao poder por problemas na gestão depois de 2018, quando o Brasil estava sob o comando de Jair Bolsonaro.

"Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Você tem que ter mais responsabilidade com isso. Então, este é o momento. Por que nós perdemos as eleições em 2022? Porque não tiveram as entregas. Então, você já aprovou esses dois modelos. Você quer repetí-los?"

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

Ainda durante a passagem pelo interior de São Paulo, Caiado defendeu um memorando que assinou com grupos estrangeiros para a exploração das terras raras, com minérios visados por potências como EUA e China, em Goiás, estado que governou até o fim de março.

"Terras raras é o que é mais demandado no mundo hoje. Então, calma lá, isso não pode ser assim, eu não posso estar vendendo uma tonelada de minério concentrado por 50 dólares", disse.

Segundo ele, o objetivo foi garantir que a atividade resulte em um maior valor agregado para as exportações a partir da separação de materiais, em vez da comercialização que já ocorre com minérios brutos como nióbio e cobre.

O ex-governador argumentou que, antes de dar autorização ambiental para a atividade no estado, foi o próprio governo federal quem deu a concessão para a mineradora Serra Verde, e que apenas buscou dar uma melhor destinação econômica para a exploração por meio de tecnologia própria.

"O que Goiás está fazendo é dizer: 'Olha, o minério que está saindo aqui do subsolo foi autorizado pelo governo federal a uma empresa de capital americano e inglês e vocês, governo federal, autorizaram. A hora que ela sai daqui, ela vai de forma bruta para a China. Eu falei: 'Calma lá. O que eu quero é que vocês separem o produto aqui no Brasil."

Caido foi o um dos políticos que, nesta semana, visitaram a Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026.

Antes dele, também passaram pelo evento o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB). Acompanhado por autoridades, e diante de críticas do segmento com relação a problemas como altas taxas de juros e endividamento, ele anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas.

Zema afirma que equilíbrio de poderes depende de Supremo 'sem rabo preso'Em primeira agenda conjunta com Tarcísio, Flávio Bolsonaro critica atuação de Lula no agroAlckmin anuncia programa para diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas

Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira, em um primeiro ato pré-eleitoral conjunto entre o governador, que acena com a tentativa de buscar a reeleição, e do senador, que anunciou sua pré-candidatura à presidência da República.

Durante o evento, eles fizeram críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário.

Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele.

Agrishow 2026: Visitantes poderão encontrar o que há de mais novo em máquinas e implementos agrícolas em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

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