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Michelle Bolsonaro e Flávio voltam a se seguir nas redes sociais, mas ainda não se encontraram

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 17:56

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltaram a se seguir nas redes sociais após a reconciliação virtual de quinta-feira (23). Ambos postaram vídeos em seus perfis afirmando que trabalharão juntos na campanha à Presidência da República de Flávio.

A reaproximação ocorre após Flávio publicar um vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama. Na gravação, divulgada na quinta, o pré-candidato ao Palácio do Planalto também fez um aceno político à ex-primeira dama.

Os dois deixaram de se seguir em redes sociais, em especial o Instagram, em 29 de junho, após Michelle divulgar um vídeo em que criticou o comportamento de Flávio em articulações políticas e afirmou que os dois não se falavam desde o fim de 2025.

Integrantes do entorno da família disseram ao blog que Michelle e Flávio ainda não tiveram um encontro pessoal reservado para conversar sobre o episódio que desencadeou a crise. A expectativa é de que essa conversa ocorra nos próximos dias, longe dos holofotes.

Michelle também não participará da convenção nacional do PL, marcada para este fim de semana, em São Paulo, que oficializará Flávio como candidato do partido à Presidência da República.

Segundo interlocutores, a ausência já estava prevista e não tem relação com o desentendimento recente entre ela e o senador.

O gesto de aproximação ocorre em um momento delicado para a pré-campanha de Flávio, que não consegue fechar alianças com partidos do centrão e pode ter que optar por uma chapa pura, com vice do próprio PL.

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Governo estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O governo federal estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cálculo considera as tarifas de 12,5%, anunciadas nesta quinta-feira (23), as de 25%, anunciadas na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo governo norte-americano.

Considerando apenas as novas taxas, o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) estima que as novas medidas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras e que 52,7% permanecem sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.

4,7% das exportações são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, incluindo, por exemplo, obras de pedra, gesso e matérias semelhantes; minérios; óleos essenciais e produtos de perfumaria; e pescados;1,9% das exportações é alcançada exclusivamente pela sobretaxa de 25%, abrangendo, entre outros produtos, o açúcar; e16,5% das exportações são alcançadas simultaneamente pelas duas medidas e, portanto, sujeitam-se à sobretaxa acumulada de 37,5%, caso de produtos como máquinas e equipamentos; vários tipos de madeira; gorduras e óleos; calçados; móveis; confecções.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira (24).

Na semana passada, o governo norte-americano confirmou aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos.

Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A taxa, que até então eram de 25%, passou a ser de 50%.

LEIA TAMBÉM: Tarifas de 50% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; entenda os impactos para o Brasil.

A aplicação dessas taxas atingiu diretamente o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como Canadá e México. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado.

O MDIC afirma ainda que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram queda no primeiro semestre, com redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral.

"Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos."

Em ao tarifaço anunciado neste mês, o governo brasileiro disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

No entanto, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.

Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;somente depois, a sugestão das contramedidas.

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Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

A Justiça dos EUA suspendeu por mais 14 dias a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões. A decisão atende a uma ação de 12 estados.

Os estados alegam que a fusão pode elevar preços de filmes e programas. A Paramount poderia iniciar demissões e compartilhar dados estratégicos antes da decisão final.

A Paramount afirma que a ação judicial interpreta mal as leis antitruste. O negócio, anunciado em fevereiro, também passa por análises regulatórias na Europa e Reino Unido.

Se aprovada, a fusão criará um grupo com 200 milhões de assinantes de streaming. A família Ellison passará a comandar marcas como a CNN e CBS News.

A Paramount concordou em não concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery até que um tribunal americano decida sobre o processo movido por estados dos Estados Unidos contra a operação ou até 1º de junho de 2027, segundo um documento apresentado à Justiça.

O acordo evita que a fusão bilionária avance antes da análise de possíveis impactos concorrenciais levantados pelas autoridades. A decisão foi tomada pela pela juíza americana Araceli Martínez-Olguín de Oakland, na Califórnia.

A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores.

Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor.

Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter.

O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA.

A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos.

"Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais", afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters.

Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais.

Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência.

A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia.

Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos.

Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos.

A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária.

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento.

Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon.

O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura.

Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

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Pequenas empresas dos EUA processam Trump por novas tarifas sobre 60 países

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 15:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%Oferecido por

Duas pequenas empresas dos Estados Unidos entraram com uma ação na Justiça nesta sexta-feira (24) para contestar a nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos de 60 parceiros comerciais.

Segundo elas, assim como ocorreu com a maior parte das tarifas impostas anteriormente pelo presidente, a nova política excede a autoridade legal do Executivo para taxar importações.

A ação foi protocolada no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Nova York, e argumenta que as novas tarifas exigiriam conclusões mais detalhadas e específicas para cada país sobre a existência de trabalho forçado para terem respaldo legal.

As duas empresas, representadas por uma organização jurídica sem fins lucrativos que já obteve vitória em ações contra rodadas anteriores de tarifas, afirmam que Trump tenta restabelecer medidas tarifárias que já foram consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

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Governo anuncia liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos no orçamento de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 15:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%Oferecido por

A equipe econômica anunciou nesta sexta-feira (25) a liberação de R$ 5,7 bilhões para gastos dos ministérios no orçamento deste ano.

A informação consta no relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre, divulgado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento.

🔎 A autorização foi concedida porque o governo revisou a estimativa para baixo das despesas previstas para 2026 e concluiu que havia espaço dentro do limite existente no chamado arcabouço fiscal – a norma para as contas públicas aprovada em 2023.

🔎 Pelas regras, o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. E o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.

Apesar da autorização para novas despesas, R$17,9 bilhões ainda seguem bloqueados em 2026, visto que, em maio, o governo informou que o valor total da contenção era de R$ 23,7 bilhões.

O governo também reduziu projeções de despesas primárias, como o gasto com pessoal e encargos sociais (R$4,2 bilhões), benefícios previdenciários (R$3,2 bilhões), além do Benefício de Prestação Continuada (R$3,2 bilhões).

Sobre as despesas previdenciárias, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que a variação foi na "margem" e que está relacionada à concessão de benefícios e que, apesar de contribuir para a redução das despesas. Por outro lado, o governo prevê mais gastos com o abono e o seguro desemprego (R$1,6 bilhões) e gastos com saúde (R$3,4 bilhões).

A liberação de despesas será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios.

O detalhamento de quais pastas serão contempladas será feito por meio do decreto de programação orçamentária e financeira, que será publicado no dia 30 de julho

Entre os gastos livres, estão: despesas administrativas, investimentos, verbas para universidades federais, agências reguladoras, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes e fiscalização ambiental e do trabalho escravo, entre outros.

💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser alvo de bloqueio de recursos, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros.

Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Além do limite para gastos da regra fiscal, o governo também tem de atingir a meta para as suas contas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

➡️Com isso, o déficit estimado de R$ 52 bilhões em 2026 está bem próximo do limite fixado pela regra fiscal (com abatimento de precatórios).

pessoas e encargos sociais em R$ 4,2 bilhões;benefícios previdenciários em R$ 3,2 bilhões;Benefício de Prestação Continuada (BPC) em R$ 3,2 bilhões.

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‘Brasil precisa agir com firmeza’: setor produtivo pede negociação e rapidez após nova tarifa de até 37,5%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 14:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%Oferecido por

O anúncio da nova tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos aumentou a pressão sobre a indústria brasileira. Enquanto o agronegócio ficou quase de fora dos impactos do tarifaço, a indústria foi a mais afetada e, por isso, cobra agilidade do governo federal.

O pedido do setor é negociar diretamente com os americanos, descartando qualquer tentativa de responder na mesma moeda por meio da Lei da Reciprocidade. Com o novo anúncio, o imposto total cobrado sobre determinados produtos brasileiros exportados pode chegar a 37,5%.

Mas o Palácio do Planalto afirmou nesta sexta-feira (24) que a medida tem "caráter completamente arbitrário e injustificado". Por isso, o governo iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

A nova cobrança foi anunciada pelo órgão de comércio dos EUA. O governo americano alegou que o Brasil não tem leis rigorosas o suficiente para proibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado e aplicou taxa adicional de 12,5% ao país. (entenda a situação na reportagem abaixo)

De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), que reúne representantes de empresas americanas no país, 85,3% das exportações brasileiras para os EUA passarão a ser atingidas pela sobretaxa máxima de 37,5% — resultado da soma dos 25% anunciados no dia 15 com os 12,5% apresentados agora —, "fragilizando cadeias produtivas e encarecendo custos".

Na avaliação da entidade, o novo cenário compromete ainda mais a competitividade das exportações brasileiras, tende a aprofundar a retração do comércio bilateral, fragiliza cadeias produtivas integradas entre os dois países e pode elevar os custos para empresas e consumidores norte-americanos.

"A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirmou o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

A Amcham afirmou ainda que medidas de reciprocidade, cogitadas pelo governo federal como resposta ao tarifaço, apresentam elevado risco de provocar uma escalada política e comercial e agravar os impactos econômicos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros.

A indústria de máquinas e equipamentos, uma das mais vulneráveis ao tarifaço, prevê impacto imediato sobre suas operações.

Segundo a Abimaq, associação que representa as empresas do setor, a soma das alíquotas elimina a competitividade dos fabricantes brasileiros frente aos concorrentes dos EUA, ameaçando contratos e a previsibilidade dos negócios.

Em 2025, as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos somaram US$ 13,8 bilhões. Os EUA foram o principal destino individual, com compras de cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a 23% das vendas externas do setor.

O presidente executivo da entidade, José Velloso, avaliou que a justificativa apresentada pelo governo americano tem motivação política e foi uma resposta à exigência da Suprema Corte dos EUA para que o Executivo apresentasse uma fundamentação para a adoção de novas tarifas.

Ele ressaltou ainda que, para o setor, a situação deve se agravar. "Estamos imaginando que devemos ter uma queda entre 10% e 11% nas nossas exportações para os EUA."

"Entendemos que a motivação do governo norte-americano em tarifar produtos importados alegando trabalho forçado é uma decisão que tem um cunho político. Foi uma resposta à Suprema Corte norte-americana, que em fevereiro proibiu o governo americano de taxar produtos sem uma motivação clara. Agora tem a motivação, que é o trabalho forçado."

Segundo Velloso, a soma das duas tarifas coloca a indústria brasileira em desvantagem frente aos fabricantes americanos. "No caso do Brasil, isso é ruim porque nós já tínhamos uma tarifa de 25% e agora passamos a ter uma tarifa de 37,5% com a soma dos 12,5%. Isso tira a nossa competitividade frente às máquinas e aos equipamentos fabricados nos EUA."

A associação também defende a regulamentação do Plano Brasil Soberano 3, o diferimento de tributos federais, a ampliação do Reintegra para 5% e o fortalecimento da promoção comercial voltada para a diversificação de mercados.

A Abimaq também se posiciona contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas americanas. Na avaliação da entidade, uma escalada de barreiras comerciais tende a ampliar custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e prejudicar cadeias produtivas altamente integradas entre Brasil e Estados Unidos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representa as federações industriais de todos os estados, também defendeu a continuidade das negociações diplomáticas para evitar novos prejuízos ao comércio bilateral.

Após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo continuará apoiando a estratégia adotada pelo governo brasileiro. (veja as medidas do governo)

"Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando."

Segundo Alban, a CNI trabalha em conjunto com o governo na criação de uma nova missão da política Nova Indústria Brasil (NIB), voltada ao apoio das empresas atingidas pelas tarifas e à internacionalização das cadeias produtivas brasileiras.

"Conversamos sobre como podemos ser efetivos de forma emergencial e de forma planejada. Estamos trazendo o apoio imediato do SESI, do SENAI e da CNI para apoiar as empresas afetadas."

O presidente da entidade afirmou ainda que o impacto tende a ser maior sobre os produtos manufaturados. Diferentemente de matérias-primas como café e petróleo, isentas da rodada de tarifas, os bens industriais enfrentam concorrência acirrada e têm margens de lucro mais apertadas, o que impede a absorção de um imposto tão elevado.

Sem conseguir repassar a sobretaxa de 37,5% ao preço final, os fabricantes brasileiros correm o risco de perder clientes para concorrentes locais ou de outros países.A entidade endossa a posição da CNI e da Abimaq ao afirmar que o cenário pode resultar em perda de contratos, redução das margens de lucro, queda da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre o emprego.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entidade que representa o segundo maior estado exportador para o mercado norte-americano, também defendeu a negociação diplomática.

A entidade destacou que o governo brasileiro deve atuar de forma firme, técnica e coordenada para ampliar a lista de exceções e garantir maior previsibilidade às empresas exportadoras.

"O Brasil precisa agir com firmeza, rapidez e capacidade técnica para evitar que essa nova tarifa comprometa ainda mais a competitividade da indústria nacional. A prioridade deve ser ampliar as exceções, garantir previsibilidade às empresas e construir uma solução negociada que preserve contratos, investimentos e empregos", afirmou a coordenadora de Negócios Internacionais da Fiemg, Verônica Winter.

Na avaliação da federação, a combinação das tarifas pode aumentar o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocar os exportadores nacionais em desvantagem frente a concorrentes submetidos a alíquotas menores.

A entidade endossa a posição da CNI e Abimaq ao afirmar que o cenário pode resultar em perda de contratos, redução das margens de lucro, queda da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre o emprego.

Por fim, a CNI propõe a criação de uma missão específica dentro da política Nova Indústria Brasil, voltada ao apoio das empresas afetadas pelas tarifas e ao fortalecimento da internacionalização da indústria brasileira.

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Meta adiciona recursos de automação de tarefas ao assistente de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 14:57

Tecnologia Meta adiciona recursos de automação de tarefas ao assistente de IA Atualização permite que o Meta AI execute tarefas recorrentes, gere resumos personalizados e atue de forma mais autônoma, com lançamento inicial em mercados selecionados. Por Reuters

Ilustração mostra um logotipo da Meta impresso em 3D ao lado da sigla "AI", em imagem produzida em 20 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

A Meta anunciou, nesta sexta-feira (24), a implementação de novos recursos para o Meta AI em mercados selecionados. As novidades permitem que o assistente de inteligência artificial execute determinadas tarefas de forma autônoma, reduzindo a necessidade de comandos constantes dos usuários.

A versão atualizada do Meta AI, baseada no novo modelo Muse Spark 1.1, foi desenvolvida para compreender o contexto de cada usuário e realizar atividades de maneira mais independente.

Entre os novos recursos, a empresa destaca a geração de resumos diários com compromissos da agenda e a possibilidade de programar tarefas recorrentes, como sugestões semanais de refeições e atualizações sobre tendências de interesse.

Inicialmente, as funcionalidades estarão disponíveis em mercados selecionados por meio do aplicativo Meta AI e do site meta.ai. A empresa informou que pretende ampliar o acesso gradualmente para outras regiões e plataformas, incluindo o WhatsApp.

A controladora do Facebook afirmou que os usuários continuarão tendo controle sobre a forma como utilizam a inteligência artificial e que conversas anônimas permanecerão disponíveis para quem desejar mais privacidade.

"Este é o nosso próximo passo rumo à superinteligência pessoal: uma IA que conhece o seu contexto e está disponível sempre que você precisar", afirmou a Meta em publicação em seu blog.

Em outra frente, a companhia lançou nesta sexta-feira (24) o aplicativo Seller, voltado a comerciantes que utilizam o Facebook Marketplace. A ferramenta reúne recursos específicos para apoiar a gestão e as vendas na plataforma.

A Meta divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre após o fechamento do mercado, em 29 de julho.

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Após multa contra o Google, Trump anuncia investigação contra a União Europeia e ameaça novas tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 14:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,27%Dólar TurismoR$ 5,270-0,42%Euro ComercialR$ 5,766-0,34%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.325 pts-1,36%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que vai abrir uma investigação comercial contra a União Europeia sob a Seção 301 da Lei de Comércio, acusando o bloco de aplicar multas "ilegais e discriminatórias" contra empresas americanas de tecnologia.

Em publicação na Truth Social, sua rede social, Trump disse que a UE "rouba" companhias dos EUA, prometeu reverter as penalidades e afirmou que o bloco poderá enfrentar novas tarifas "o mais rápido possível".

O presidente cita as multas contra Apple, de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões), Meta, de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), e Amazon, de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões).

A nova multa contra a empresa Google teria sido a gota d'água para o norte-americano, que escreveu que a UE "pagará um preço muito alto por esse conduto ilegal e altamente antiético, sobre a qual" vem alertando constantemente.

Com as duas sanções anunciadas nesta quinta-feira (23), o Google acumula seis multas aplicadas pela União Europeia por práticas anticompetitivas.

Donald Trump desembarca do novo Air Force One na Base Aérea Andrews — Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP Photo

Agora, a empresa recebeu mais duas penalidades com base na Lei dos Mercados Digitais (DMA): uma de € 460 milhões (R$ 2.658,8 bilhões), por favorecer seus próprios serviços nos resultados de busca, e outra de € 430 milhões (R$ 2.485,4 bilhões), por restringir desenvolvedores no Google Play.

Ao todo, as multas somam € 10,38 bilhões (cerca de R$ 65,3 bilhões) ao longo de quase duas décadas de investigações conduzidas pela Comissão Europeia.

Embora as duas multas desse ano tenham sido anunciadas no mesmo dia, a Comissão Europeia as trata como duas decisões distintas, razão pela qual o total chega a seis multas.

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Veto ao foie gras no Brasil reacende tensão comercial com a França após acordo Mercosul-UE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 14:57

Agro Veto ao foie gras no Brasil reacende tensão comercial com a França após acordo Mercosul-UE Embora o mercado brasileiro de foie gras seja pequeno, a decisão repercutiu imediatamente na França, maior produtora mundial da iguaria. Por RFI

O presidente Lula sancionou nesta sexta-feira (24) a lei que proíbe a produção e comercialização de foie gras no Brasil. A medida gerou atrito com produtores franceses.

A nova legislação entra em vigor em 6 meses. Quem descumprir a regra poderá ser punido com até 1 ano de prisão, além de multas.

Produtores franceses temem o precedente para outros produtos agrícolas europeus. O Brasil representa um mercado anual de cerca de € 1 milhão para a iguaria.

A medida torna o Brasil um dos poucos países a proibir tanto a produção quanto a venda. Ela é mais rigorosa do que as normas de nações europeias.

Método para produção de foie gras, com tubo enfiado na garganta da ave, é considerado cruel — Foto: Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (24) a lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras no Brasil, uma medida celebrada por organizações de proteção animal, mas que volta a provocar atritos com produtores franceses poucos meses após a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A França é a principal produtora mundial da iguaria.

A nova legislação veta produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais, seja por técnicas mecânicas ou manuais, destinadas a levá-los a consumir alimento “além do limite de satisfação natural”. No caso do foie gras, a prática consiste em introduzir um tubo na garganta de patos e gansos para acelerar o crescimento do fígado, considerado uma iguaria da gastronomia francesa.

A lei entrará em vigor em seis meses. Quem descumpri-la poderá ser condenado a penas de três meses a um ano de prisão, além de multas e sanções administrativas. O projeto havia sido apresentado em 2020 e foi aprovado pelo Congresso em abril deste ano, após uma primeira tentativa fracassada.

O deputado Fred Costa (PRD-MG), relator da proposta, argumentou durante a tramitação que a técnica de engorda forçada pode multiplicar em até 25 vezes a mortalidade dos animais em comparação com outros métodos de criação. Organizações de defesa dos animais pressionaram pela aprovação da medida por meio de abaixo-assinados e cartas abertas ao presidente Lula, com apoio de parlamentares ligados às pautas ambiental e animalista.

Embora o mercado brasileiro de foie gras seja pequeno, a decisão repercutiu imediatamente na França, maior produtora mundial da iguaria. Segundo o Comitê Interprofissional de Aves Aquáticas para Foie Gras (Cifog), o Brasil representa um mercado anual de aproximadamente € 1 milhão, concentrado em restaurantes de alto padrão e importadores de grandes cidades.

Antes mesmo da sanção presidencial, a entidade francesa havia pedido uma intervenção diplomática da União Europeia para tentar barrar a medida. Em maio, o Cifog classificou a futura proibição como uma “primeira violação” do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, firmado em dezembro após 25 anos de negociações.

Mais do que o impacto econômico imediato, os produtores franceses temem o precedente que a decisão pode criar para outros produtos agrícolas europeus. O setor argumenta que o foie gras integra uma lista de indicações geográficas protegidas reconhecidas pelo acordo entre os dois blocos.

A controvérsia se torna ainda mais sensível porque toca em um tema frequentemente defendido pelos próprios agricultores europeus: as chamadas “cláusulas-espelho”, que exigem que produtos importados respeitem padrões ambientais, sanitários ou de bem-estar animal semelhantes aos adotados pela União Europeia.

Em entrevista anterior à RFI, o especialista em comércio internacional Bruno Capuzzi, pesquisador do Insper Agro Global, observou que a situação coloca os produtores franceses diante de uma contradição: “Seria um contrassenso, porque os agricultores franceses pedem para a União Europeia aplicar as famosas cláusulas-espelho. Se a lei brasileira passar como está, estará fazendo exatamente isso”, avaliou.

Segundo ele, a proibição não se dirige ao produto em si, mas ao método de produção. “Se houvesse uma forma de engordar a ave sem alimentação forçada, o foie gras por si só não seria proibido. É uma distinção importante”, destacou.

Leia tambémPossível proibição do foie gras no Brasil enfurece produtores franceses, que exigem ‘intervenção’ da UE

Com a nova lei, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países que proíbem simultaneamente a produção e a venda de foie gras. A medida é considerada mais rigorosa do que a adotada em diversos países europeus, em que a alimentação forçada é restringida ou proibida, mas a comercialização da iguaria continua autorizada.

Para os defensores da iniciativa, o país dá um passo importante na proteção do bem-estar animal. Para os produtores franceses, porém, a decisão pode se transformar no primeiro teste concreto das relações comerciais entre Mercosul e União Europeia após a assinatura histórica do acordo entre os dois blocos.

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Presidente do BC compara cartão de crédito brasileiro a jabuticaba: ‘É uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 13:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,29%Dólar TurismoR$ 5,269-0,43%Euro ComercialR$ 5,769-0,28%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.803 pts-1,09%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sessão no Congresso. — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comparou nesta sexta-feira (24), o sistema brasileiro de cartão de crédito a uma jabuticaba, ou seja, algo único no mundo.

Galípolo também defendeu que, com o passar do tempo, o país caminhe para um arranjo de pagamentos mais parecido com o que acontece em outras economias — indicando assim que poderiam ser adotados prazos menores de quitação para evitar maior endividamento.

Durante participação na "XP Expert", em São Paulo, Galípolo lembrou que o juro do cartão de crédito rotativo está atualmente, em 15% ao mês (acima de 400% ao ano), enquanto a taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, está em 14,25% ao ano.

Ele concluiu que a taxa de juros do cartão de crédito é "pouco sensível" à fixação do juro básico pela autoridade monetária, e avaliou que isso pode estar relacionado com a evolução e história da economia brasileira — marcada pela hiperinflação.

"Estrutura acontece dessa maneira por atavismos [característica comportamental de um ancestral remoto] de quando a gente tinha inflação mais alta, o [cheque] 'pré-datado, o cheque que é 'bom para quando'. Quando você tenta explicar a um estrangeiro a expressão 'passa à vista no crédito'. Para pra pensar nessa expressão. Quando você olha pro resto do mundo, isso não existe. Se passa no cartão, vai quitar em dois dias [no resto do mundo], na Argentina em 15. A gente [no Brasil] vai quitar em 30 [dias]", disse Galípolo.

Segundo ele, esse modelo gera uma cadeia de crédito envolvendo 100 milhões de pessoas, na qual 60 milhões usaram o cartão de crédito à vista, para pagar no mês seguinte, ou parcelaram a operação — quitando mês a mês —, sem a incidência de taxa de juros.

Ao mesmo tempo, porém, outras 40 milhões de pessoas não quitam integralmente o crédito contratado — pagando juros de 15% ao mês, "sustentando" assim aqueles que parcelam as compras.

"Me parece que há um tema de ordem estrutural, que se potencializou, que demanda fazer uma normalização. Quando surge um problema, parto do pressuposto que não somos os primeiros e nem os únicos. Existem sistemas e arranjos de pagamento no mundo como um todo. Olha como as coisas funcionam lá fora. Tem coisa que é legal ter especificamente no Brasil, a jabuticaba é uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter", acrescentou o presidente do BC.

Ele concluiu dizendo que vale a pena olhar o resto do mundo e ver como é possível fazer uma migração para algo mais parecido com o que são os arranjos em outros países, mas "dentro do tempo, sem causar prejuízo".

"Na linha da estabilidade, a gente se move mais como transatlântico do que como jet ski", declarou.

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