RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EUA dizem que bloqueio naval ao estreito de Ormuz começará em poucas horas e preço do petróleo dispara novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

Desde o início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).

"Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno".

Mais tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o bloqueio será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos.

O Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no estreito de Hormuz se elas estiverem a caminho "de e para portos não iranianos".

Pelo menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última terça-feira (7/4).

Trata-se de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information Centre.

Após as declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se aproximem do estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação do cessar-fogo e serão "tratadas severamente".

Em um comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que, "ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos", o estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre] de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em conformidade com regulamentos específicos" do Irã.

A ameaça de Trump, porém, afetaria apenas um pequeno número de embarcações que ainda navegam pela via, segundo o especialista em transporte marítimo Lars Jensen.

"Se isso for realmente feito pelos americanos, vai interromper um fluxo muito pequeno de navios. No contexto geral, isso não muda realmente nada", afirma.

Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, diz que a ameaça de Trump de impedir a passagem segura de quaisquer navios que paguem pedágios ao Irã também teria pouco impacto, já que qualquer empresa que fizesse isso já estaria sujeita a sanções por pagar ao regime.

"Antes de tudo, são pouquíssimos navios que passam. Ainda menos são os que pagam, e aqueles que pagam já estarão sujeitos a sanções americanas", diz.

Trump também comentou as negociações conduzidas por seu vice, J.D. Vance, em Islamabad, capital do Paquistão.

O presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não foi".

Segundo Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares".

Donald Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará tudo o que queremos".

Em uma entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que precisávamos", exceto o nuclear.

Ele afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações". "Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou no domingo (12/4) que agora é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não".

Em uma publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto".

Ele afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações".

Ele prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã".

Ele acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao Paquistão por facilitá-las.

Respondendo a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse em um comunicado no último domingo que "essas ameaças não têm efeito sobre os iranianos" e que o Irã não irá "se render sob ameaças".

No centro desta guerra, o estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte.

Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio.

Até então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali. Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Quase 90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%, seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão.

Além disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em vários países.

No sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o Oriente Médio.

Antes do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de 95%.

Qualquer instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.

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Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/04/2026 03:07

Empreendedorismo Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer Lei entrará em vigor de forma gradual, com início em 2027 e implementação total até 2029. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A nova lei amplia a licença-paternidade no Brasil e passa a incluir trabalhadores sem vínculo formal, como microempreendedores individuais (MEIs), autônomos, domésticos e avulsos.

O período será ampliado gradualmente, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. O salário-paternidade garante renda durante esse período em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial.

Para trabalhadores sem carteira assinada, o pagamento será feito diretamente pelo INSS. A implementação será gradual: a licença será de 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

Até o início de 2027, permanece a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença pagos pela empresa.

Na última terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria um novo benefício previdenciário para trabalhadores sem vínculo formal de emprego.

A medida amplia gradualmente o período de afastamento, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. (Veja abaixo como vai funcionar)

A nova legislação regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia o alcance da licença. Agora, também passam a ter acesso ao benefício microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais.

A principal mudança para esses trabalhadores é a criação do chamado salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante renda durante o afastamento em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente.

Na prática, trabalhadores fora do regime formal também terão a renda assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento. Segundo a advogada trabalhista Ana Luísa Santana, a medida corrige uma lacuna histórica.

“Não se trata de licença no sentido clássico, porque não há empregador, mas de um benefício pago pela Previdência. Isso permite que o MEI ou o autônomo se afaste das atividades sem ficar totalmente sem renda”, explica.

Para especialistas, a principal inovação está no reconhecimento da paternidade como um evento protegido pela Previdência Social, mesmo para quem não tem vínculo formal de emprego.

Para trabalhadores com carteira assinada, o pagamento continua sendo feito pela empresa, que depois é ressarcida pela Previdência Social. Já no caso de MEIs, autônomos, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, o valor será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o Ministério da Previdência Social, as regras para concessão do salário-paternidade devem seguir a mesma lógica do salário-maternidade.

No caso dos trabalhadores avulsos, o pagamento será feito pelo sindicato da categoria ou pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), já que esses profissionais têm direitos equiparados aos dos empregados com carteira assinada.

Já os contribuintes individuais — categoria que inclui os microempreendedores individuais (MEIs) — deverão solicitar o benefício diretamente ao INSS.

De acordo com a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o benefício terá valor equivalente à renda mensal do segurado, calculado com base nas contribuições feitas à Previdência Social.

No caso dos MEIs, que normalmente contribuem sobre o salário mínimo, o valor tende a seguir esse piso. Já para contribuintes individuais com recolhimentos maiores, o pagamento será proporcional à base de contribuição.

Segundo o Ministério da Previdência Social, não há valor mínimo de contribuição nem carência para acessar o salário-paternidade. O requisito é ter qualidade de segurado no momento do nascimento, da adoção ou da guarda.

Na prática, MEIs e autônomos que contribuem regularmente para o INSS já têm direito ao benefício, seguindo a mesma regra do salário-maternidade.

A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029.

Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação.

10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa.

A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo.

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De BH para Los Angeles: como um post viral dobrou as vendas e levou marca mineira a faturar R$ 30 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/04/2026 00:50

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De BH para Los Angeles: como um post viral dobrou as vendas e levou marca mineira a faturar R$ 30 mil por mês Empreendedor viu a produção disparar após viralizar nas redes sociais, estruturou um time de crocheteiras e hoje fatura com peças feitas à mão. Por PEGN

Márgelo Barbosa, empreendedor de Belo Horizonte, viu a rotina mudar da noite para o dia depois que um vídeo com suas criações viralizou nas redes sociais. Ele é criador de bolsas de crochê, macramê e tressê.

Com a explosão da demanda, a produção precisou ser reorganizada. Hoje, Márglo coordena cerca de 25 crocheteiras, que trabalham em casa seguindo orientações de tamanho, técnica e acabamento.

As peças são vendidas na feira hippie de Belo Horizonte e também pela internet, com preços que variam de R$ 70 a R$ 420. Atualmente, a marca comercializa cerca de 120 bolsas por mês e alcança um faturamento médio de R$ 30 mil.

Um ponto puxa o outro, cores se entrelaçam e fios antigos ganham novos caminhos. Foi assim que o trabalho artesanal de Márgelo Barbosa, empreendedor de Belo Horizonte, saiu da Feira Hippie da capital mineira para alcançar clientes em todo o Brasil — e até no exterior.

Criador de bolsas de crochê, macramê e tressê, Márgelo viu a rotina mudar da noite para o dia depois que um vídeo com suas criações viralizou nas redes sociais.

Em poucos minutos, o número de seguidores saltou de cerca de 100 para mais de 2 mil, e as vendas, antes pontuais, passaram a acontecer em ritmo acelerado. “Eu vendia cinco bolsas em menos de 15 minutos”, lembra.

A trajetória no artesanato, no entanto, começou muito antes da internet. Ao longo da vida, Márgelo já trabalhou como cabeleireiro, maquiador, vitrinista e decorador de eventos, mas nunca abandonou a banquinha de artesanato nas feiras de Belo Horizonte.

Do crochê à internet: como um post dobrou as vendas de bolsas artesanais em BH — Foto: Reprodução/PEGN

Na década de 1970, vendia chapéus; depois, passou pelas bolsas de couro até migrar para materiais e técnicas mais sustentáveis. Há quatro anos, com um investimento inicial de cerca de R$ 1 mil em fios, decidiu apostar definitivamente na produção de bolsas de crochê.

A criação, segundo ele, vem da intuição — e até do sono. “Eu crio sonhando, eu crio dormindo”, diz. As peças valorizam técnicas tradicionais, como o “quadradinho da vovó”, reinterpretadas com cores vibrantes e design autoral.

Com a explosão da demanda, a produção precisou ser reorganizada. Hoje, Márgelo coordena cerca de 25 crocheteiras, que trabalham em casa, seguindo orientações de tamanho, técnica e acabamento. Para muitas delas, o trabalho significou uma mudança de vida.

Algumas deixaram profissões anteriores para se dedicar exclusivamente à produção das bolsas, encontrando no artesanato uma nova fonte de renda e realização pessoal.

As peças são vendidas na Feira Hippie de Belo Horizonte e também pela internet, com preços que variam de R$ 70 a R$ 420. Atualmente, a marca comercializa cerca de 120 bolsas por mês e alcança um faturamento médio de R$ 30 mil.

O crescimento também trouxe a família para dentro do negócio. A irmã, Margely Barbosa, assumiu as vendas online, além da logística e das exportações.

As bolsas já chegaram a destinos como Los Angeles e começaram a ocupar pontos físicos em regiões turísticas como Trancoso, Arraial da Ajuda e Campos do Jordão. Há, inclusive, pedidos vindos de países como a Índia.

Cada coleção recebe um nome próprio — geralmente inspirado na primeira cliente que compra a peça. Para quem usa, o valor vai além do acessório. “A bolsa tem história. Ela tem personalidade e acompanha a gente em vários momentos”, conta uma cliente.

Aos 70 anos, Márgelo diz que ainda está aprendendo a empreender no ambiente digital, mas não pensa em parar. Entre os próximos passos, planeja criar uma cooperativa de crocheteiras para ampliar a produção e compartilhar conhecimento. “Você acredita no seu sonho e vai sem medo”, resume.

Do crochê à internet: como um post dobrou as vendas de bolsas artesanais em BH — Foto: Reprodução/Tv Globo

📞 Telefone: (31) 99993‑7780📧 E-mail: mgbolsas712@gmail.com🛍️ Loja online: https://mgsacolasebolsasartesanai2.lojavirtualnuvem.com.br/🌐 Site: https://margelobolsas.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/bolsas.artesanais_margelo

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Petróleo dispara acima de US$ 100 após fracasso em negociações e falas de Trump sobre Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 20:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

O preço do petróleo no mercado internacional disparou neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump se pronunciou nas redes sociais, fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

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O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 18:23

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O Cofre de Ouro do Fed, em Nova York, é o maior depósito de ouro conhecido do mundo, com cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação.

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá. — Foto: Fotos: New York Fed | Montagem: Caroline Souza via BBC

A 25 metros abaixo do solo, na Liberty Street, em Nova York, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) guarda no subsolo de sua sede mais de meio milhão de barras de ouro pertencentes a bancos centrais, governos e instituições de todo o mundo.

Essa câmara-forte é protegida por um cilindro de aço de 90 toneladas e, uma vez fechada, sua gigantesca fechadura só pode ser aberta no dia seguinte.

É o Cofre de Ouro do Fed, o maior depósito de ouro conhecido do mundo, que abriga cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras cujo valor, aos preços atuais, ultrapassa US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) — aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro — o ativo de proteção por excelência, usado para respaldar suas moedas e enfrentar contingências em cenários de crise.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação. Por isso, o metal precioso representa uma parte significativa das reservas dos bancos centrais em todo o mundo, especialmente na Europa.

"É um dos ativos mais importantes deles porque, diante de eventos geopolíticos adversos, permite atuar como emprestadores de última instância para bancos e empresas e intervir nos mercados cambiais", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Barry Eichengreen, especialista em sistema monetário internacional da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Durante décadas, os Estados Unidos e seu banco central (o Fed) foram vistos como os guardiões mais confiáveis de um ativo tão essencial — especialmente por muitos países europeus que se sentiam ameaçados pelo poder da União Soviética e passaram a acumular ali grandes quantidades de ouro.

Mas, desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos — sobre temas como tarifas comerciais, a soberania dinamarquesa da Groenlândia ou, mais recentemente, a guerra contra o Irã — têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

Ao contrário da Rússia, cujo banco central mantém suas reservas de ouro em seu próprio território — o que as protege de possíveis sanções ocidentais —, vários países europeus ainda guardam suas reservas no exterior, muitas delas no Cofre de Ouro de Nova York.

Os países europeus acumularam seu ouro nos Estados Unidos a partir da década de 1950 por temor à ameaça soviética — Foto: Getty Images via BBC

Segundo Barry Eichengreen, "Alemanha e outros países europeus, cujas economias estavam se recuperando e exportavam cada vez mais para os Estados Unidos, recebiam os pagamentos em uma combinação de ouro e dólares".

"Transportar ouro em navios ou aviões e contratar seguros para protegê-lo custa caro, então pareceu uma boa ideia armazená-lo no cofre do Federal Reserve — que, além disso, não cobra pela custódia", explicou Eichengreen.

O sistema criado em Bretton Woods, em 1944, estabeleceu um regime de câmbio fixo com o dólar atrelado ao ouro. Com isso, ouro e dólar passaram a ser os ativos mais confiáveis — e, para as enfraquecidas potências europeias do pós-guerra, era vantajoso acumulá-los sem custo sob a custódia do Federal Reserve dos Estados Unidos.

Diante da ameaça soviética do outro lado da Cortina de Ferro, a guarda americana era vista como a melhor garantia.

Mas a União Soviética já não existe — e o retorno de Donald Trump à Casa Branca tem alterado a sintonia de décadas entre Washington e seus aliados europeus.

Na Alemanha, que possui as segundas maiores reservas de ouro do mundo — atrás apenas dos Estados Unidos — e, portanto, é um dos países mais expostos a possíveis riscos, diversas vozes têm feito alertas.

O economista Emanuel Mönch, que foi o principal pesquisador do Bundesbank, o banco central alemão, defendeu a repatriação do ouro que o banco central alemão mantém em Nova York — cerca de 1,2 mil toneladas, segundo estimativas da imprensa alemã, com valor aproximado de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão).

"Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos", afirmou Mönch, que acredita que trazê-lo de volta contribuiria para uma "maior independência estratégica" do país.

Na mesma linha, Michael Jäger, presidente da Associação Alemã de Contribuintes, disse: "Trump é imprevisível e é capaz de tudo para gerar receitas. Por isso, nosso ouro já não está seguro no cofre do Fed".

"O que aconteceria se a provocação sobre a Groenlândia continuar?… Aumenta o risco de que o Bundesbank não consiga acessar seu ouro, por isso deveria repatriar suas reservas", acrescentou Jäger.

Essa preocupação também foi manifestada por deputados da CDU, o partido do chanceler Friedrich Merz, além de outras forças políticas.

"Não há motivo para preocupação", disse Nagel em outubro passado, durante uma reunião do Fundo Monetário Internacional, em Washington.

Em fevereiro, ele voltou a comentar o tema em uma coletiva de imprensa: "Isso não tira meu sono. Tenho total confiança em nossos colegas do banco central dos Estados Unidos".

Mas, do outro lado do Atlântico, nem o Federal Reserve nem o governo de Trump reafirmaram essa confiança.

"Não ouvi nenhuma palavra tranquilizadora e acho que seria oportuno", disse o analista Barry Eichengreen.

O silêncio da instituição ocorre em um momento de tensão nas relações entre seu presidente, Jerome Powell, e o governo.

Trump o criticou repetidamente por se recusar a reduzir as taxas de juros, e o Departamento de Justiça chegou a abrir uma investigação criminal contra Powell — que denunciou a iniciativa como parte de "ameaças e pressões" do Executivo para enfraquecer a independência do Fed e forçá-lo a "seguir as preferências do presidente".

A Holanda fez isso a partir de 2014, quando reduziram de 51% para 31% a parcela de suas reservas depositadas no Federal Reserve.

A Alemanha também repatriou parte de suas barras naquele período, mas uma grande quantidade permaneceu no Cofre de Ouro.

"Era a época da crise da dívida grega e do euro, e os europeus queriam ter a segurança de que sua moeda e seus depósitos bancários estavam respaldados por algo tangível", explica Eichengreen.

Muitos anos antes, na década de 1960, o presidente Charles de Gaulle decidiu trazer de volta à França as barras de ouro que o país mantinha no Fed — segundo diversos autores, por temer uma desvalorização repentina do dólar, cujo valor estava atrelado ao ouro no sistema de Bretton Woods.

Em 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon pôs fim à conversibilidade do dólar em ouro, desmantelando o sistema monetário internacional criado após a Segunda Guerra Mundial.

A França, que já havia repatriado suas reservas, saiu em melhor posição do que os países que viram suas barras guardadas em Nova York perderem grande parte de seu valor em dólares da noite para o dia.

Segundo dados do Federal Reserve, o volume de reservas internacionais de ouro depositadas no cofre de Nova York vem apresentando queda contínua desde 1973, quando chegou a ultrapassar 12 mil toneladas do metal.

Clemens Fuest, do Instituto IFO de Pesquisa Econômica da Alemanha, disse ao jornal The Guardian que repatriar o ouro "apenas colocaria mais lenha na fogueira da situação atual" e poderia trazer consequências indesejadas.

Alguns especialistas ressaltam que a independência do Federal Reserve em relação ao governo de Trump impede que este tome medidas unilaterais sobre o ouro — e destacam os custos, além dos desafios logísticos e de segurança envolvidos no transporte de uma carga tão valiosa.

Por outro lado, as dúvidas sobre a confiabilidade do Federal Reserve como guardião do ouro europeu ameaçam abrir mais uma fissura na ordem mundial vigente há décadas.

Segundo Eichengreen, "embora a retirada não tivesse impactos financeiros particularmente significativos para os Estados Unidos, a custódia do ouro é um bem global que o país tem oferecido gratuitamente — assim como o guarda-chuva de segurança da Otan ou o dólar como moeda global — em troca de construir relações de amizade e parcerias comerciais".

"Este governo não acredita que os Estados Unidos devam prestar serviços gratuitamente — e tudo o que alimenta dúvidas entre aliados sobre a segurança de seus depósitos no país corrói ainda mais essa boa vontade, algo essencial quando você precisa do apoio deles, por exemplo, em uma guerra no Oriente Médio."

Não há registro de que algum país europeu tenha decidido, até agora, repatriar seu ouro durante o segundo mandato de Trump.

Mas, talvez, nas mentes de alguns governantes ecoem as palavras de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, em um discurso no ano passado: "Na história do sistema monetário internacional, há momentos em que os alicerces que pareciam inabaláveis começam a tremer".

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O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 14:06

Mundo O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA Inspirada nos castelos franceses, a mansão é um testemunho de uma era de opulência gerada pelo crescimento repentino da riqueza de algumas poucas famílias americanas. Por Caryn James

Biltmore House é uma mansão com 250 quartos construída por George W. Vanderbilt na Carolina do Norte, nos EUA.

A casa é um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali, a Era Dourada, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias.

Biltmore House, a maior casa particular dos Estados Unidos, é considerada 'uma fantasia para viajar no tempo'. Ela fica nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. — Foto: William Abranowicz

Quando George W. Vanderbilt (1862-1914) convidou familiares e amigos para conhecer sua casa recém-construída, na noite de Natal de 1895, eles chegaram em vagões de trem particulares, por uma ferrovia construída especialmente para levar à sua propriedade nas montanhas de Asheville, no Estado americano da Carolina do Norte.

O projeto da mansão com 250 quartos foi inspirado nos centenários castelos franceses do vale do Loire. A escolha é evidente nas suas torres e pináculos.

O brasão da família Vanderbilt estava presente em toda parte, desde uma mesa em estilo renascentista até a decoração de uma lareira no salão de banquetes, com altura de quatro andares.

A criação de Vanderbilt foi "um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu", segundo o livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em tradução livre), um histórico oficial da casa e do seu interior, escrito pelo curador-chefe da propriedade, Darren Poupore, e pela historiadora de arte Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz.

Atualmente, Biltmore é um destino turístico popular. Seus quartos são um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali.

Entrar na casa é como ingressar em uma versão real de Downton Abbey (2010-2015) ou da série atual da HBO A Idade Dourada.

Mas ela também é um avatar da cultura americana, com todas as aspirações e excessos da verdadeira Era Dourada, na virada do século 20, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias — e que, hoje, chamaríamos de uma era de grande desigualdade de renda.

Jardim de inverno de Biltmore House, a maior mansão particular dos Estados Unidos — Foto: William Abranowicz

Pouco mais de um século depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), que deu origem ao novo país, alguns americanos ansiavam pela cultura aristocrática representada pelo Velho Mundo.

Por isso, eles tentaram importar essa cultura, construindo mansões ostentosas, trazendo móveis e obras de arte do exterior e alardeando sua vida de prazer e riqueza.

É claro que o brasão da família em Biltmore era totalmente novo. George era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), conhecido como o Comodoro. Com origem humilde, ele se tornou um magnata do transporte marítimo e ferroviário.

O Comodoro personificou as impiedosas táticas dos "barões ladrões" do início da Era Dourada, criando enormes monopólios com métodos questionáveis ou antiéticos, como a manipulação das cotações nas bolsas, suborno de políticos e exploração dos trabalhadores.

Atualmente, ela é mais conhecida como a inspiração da personagem Bertha Russel, a nova rica da série A Idade Dourada. Interpretada pela atriz Carrie Coon, ela abre seu próprio caminho para a alta sociedade.

Não é por acaso que o brasão toma para si um pouco de história imerecida, com suas bolotas e folhas de carvalho, dispostas para evocar a flor-de-lis da casa real francesa de Valois.

Os Vanderbilt, os Astor e outras famílias abastadas foram celebridades da sua época. E os jornais acompanhavam com entusiasmo suas exibições de riqueza.

George W. Vanderbilt (o último à direita, com amigos em Granada, na Espanha) mandou construir Biltmore House, a encarnação do glamour da Era Dourada dos Estados Unidos — Foto: Biltmore Company Archives

"Ele não se encaixa necessariamente no molde dos Vanderbilt", declarou Jenkins à BBC. "Não participa ativamente da sociedade nova-iorquina. Não herda nenhuma responsabilidade empresarial pelos interesses ferroviários da família."

"Mas ele começa a ser colecionador desde muito jovem. E, assim, durante a evolução do projeto da casa, observamos suas viagens, sua formação e suas relações com artistas e comerciantes de obras de arte."

Amante dos livros, George Vanderbilt viajou, ao longo dos anos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e norte da África, acumulando conhecimentos e obras de arte para levar para casa.

Biltmore House, segundo Jenkins, "acaba sendo uma espécie de retrato incrivelmente pessoal de um homem" que participou do seu planejamento em cada detalhe.

Decidiu construir sua mansão em um lugar isolado, longe das extravagantes casas dos Vanderbilt na Quinta Avenida em Nova York e em Newport, no Estado americano de Rhode Island.

Para isso, contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt (1827-1895), que havia criado outras mansões com influência europeia para membros da sua família.

O arquiteto e paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903), famoso pelo projeto do Central Park em Nova York, criou os jardins solenes de Biltmore, as paisagens dos terraços e um caminho sinuoso de 5 km que levava à propriedade.

O caminho era rodeado de árvores e arbustos floridos que ocultavam a visão da casa, até que uma das curvas a revelava repentinamente, em uma estratégia criada para causar assombro e admiração.

Da mesma forma que outras mansões da época, Biltmore refletia a cultura aristocrática do Velho Mundo. Na imagem, sua coleção de tapeçaria. — Foto: William Abranowicz

Antes que Hunt começasse seu projeto, ele e George Vanderbilt viajaram juntos pela França, visitando castelos dos séculos 15 e 16.

O lado externo de Biltmore foi especialmente inspirado no castelo de Blois, com sua combinação de épocas.

Fotografias do livro comparando as construções destacam a similaridade do seu estilo neorrenascentista, que incorpora elementos medievais. Hunt acrescentou gárgulas, com alguns rostos inspirados no seu — uma espécie de "ovo de Páscoa" particular.

Em outras viagens, Vanderbilt adquiriu 300 tapetes em uma única parada em Londres. E, do Cairo, ele enviou palmeiras e outras plantas para o jardim de inverno de Biltmore.

Além disso, ele incorporou tecnologia de vanguarda em toda a casa. Uma grande escada central se encontra ao lado de um estreito elevador, um dos primeiros em uma casa particular.

Embora a casa evoque uma certa nostalgia do passado europeu, ou de qualquer outro passado marcado pela cultura, a combinação de épocas no seu interior não se devia à ignorância, nem ao desespero.

"Eles decoravam quartos específicos de formas específicas, mas não há um estilo unificador no interior", explica ele. "Por isso, você pode ter um salão em estilo francês, uma sala de fumo de inspiração britânica e uma sala de jantar renascentista."

"Eles aproveitam esses momentos do passado e os utilizam no interior, de forma a quase evocar uma residência já existente de longa data e que, de certa forma, evoluiu com o passar do tempo."

A grandeza e a opulência de Biltmore é influenciada pelos castelos do vale do Loire, na França — Foto: William Abranowicz

Com este espírito, a entrada dos quartos de hóspedes de Biltmore exibe retratos de corpo inteiro de Hunt e Olmsted, de autoria de John Singer Sargent (1856-1925), encomendados por Vanderbilt.

Um opulento quarto de hóspedes em estilo Luís 16 contém móveis inspirados em alguns do palácio de Versalhes, na França.

E o salão de banquetes abriga um trono de madeira talhada em estilo gótico, um tapete do século 17 com o brasão de armas do cardeal Richelieu (1585-1642) e uma das obras mais importantes da coleção: um conjunto de tapetes flamengos do século 16, feitos de lã, seda e ouro, contando a história de Vulcano e Vênus.

Fora dos portões de entrada, no caminho que leva até a mansão, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, similares a um povoado inglês, com escola e capela.

Biltmore House tem uma sala de bilhar, uma sala para fumo e um depósito de armas, embora seu proprietário não gostasse de caçar. E os empregados trabalhavam em enormes cozinhas e lavanderias no porão.

"Acredito que exista interesse em saber como viviam as pessoas mais abastadas", declarou Poupore, sobre a atração de Biltmore para os visitantes.

Mas ele destaca que "muitos dos nossos hóspedes nos comentam que se identificam mais com os trabalhadores domésticos."

Durante a Era Dourada, surgiram descontentamentos contra os muito ricos em alguns setores. Afinal, eles eram a prova viva da enorme desigualdade entre ricos e pobres.

Mas a economia, mais que a indignação pública, veio cobrar a conta. Após a Grande Depressão, nem mesmo os Vanderbilt conseguiram continuar sendo suficientemente ricos.

Em 1930, como tantas propriedades britânicas imitadas por George Vanderbilt, Biltmore abriu as portas ao público, para evitar sua venda. Ele morreu em 1914, mas sua viúva Edith (1873-1958) e a filha Cornelia (1900-1976) continuaram morando em Biltmore.

Cornelia Vanderbilt foi uma das mulheres mais curiosas da família. Ela se casou (talvez de forma não surpreendente) com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954), mas depois deixou o marido e seus dois filhos pequenos em Biltmore, fugindo para sempre.

Uma reportagem não confirmada afirmou que, em Nova York, Cornelia Vanderbilt tingiu seu cabelo de rosas e se identificava com o nome de Nilcha.

Dali, ela se mudou definitivamente para a Inglaterra, onde se casou outras duas vezes e prosseguiu discretamente com seu trabalho filantrópico.

Cecil permaneceu em Biltmore e administrou a propriedade, que ainda é mantida pelos seus descendentes. Eles expandiram os negócios, com pousadas, lojas e uma vinícola.

Um Natal em Biltmore (2023), um filme romântico de viagem no tempo filmado no local, fez tanto sucesso no canal americano Hallmark que um segundo filme já está sendo produzido na propriedade, para lançamento no final deste ano.

O quarto de George W. Vanderbilt é um dos que aparecem no novo livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt" ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em inglês) — Foto: William Abranowicz

De certa forma, a fascinação do século 19 pelos ricos da Era Dourada é diferente da nossa atual conexão com as celebridades.

Atualmente, podemos comprar maquiagem e modeladores da marca Kardashian ou a linha de geleias e conservas de Meghan Markle e, assim, adquirir um pouco do seu glamour. E nenhum americano médio conseguia sequer sonhar em entrar no mundo dos Vanderbilt no seu apogeu.

O apresentador da rede de TV CNN Anderson Cooper é tataraneto do Comodoro e filho da atriz e estilista Gloria Vanderbilt (1924-2019). Ele contou a história da sua família no livro Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty ("Vanderbilt: ascensão e queda de uma dinastia americana", em tradução livre).

Ele também retratou outra família no seu livro Astor. Nesta obra, Cooper afirma que a extravagância e os gastos com ostentação da Era Dourada têm reflexos no mundo atual.

"Agora, observamos os ultrarricos com trajes espaciais feitos sob medida, viajando em foguetes financiados com fundos privados", escreve ele.

Como no filme do Hallmark, Biltmore House é uma espécie de fantasia para viajar no tempo, que nos permite escapar das dificuldades atuais rumo a um passado de arte e luxo, sem a incômoda realidade de vivermos no porão do 1% mais rico da população.

O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, foi publicado pela editora americana Rizzoli.

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Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões De coordenador que participa desde a década de 60 a criador que começou como visitante, festa pecuarista espera superar os R$ 5 milhões movimentados no ano passado. Por Nosso Campo, TV TEM

Com mais de 50 anos de história, a Expo Agro de Itapetininga acompanha gerações. Décio Albino de Oliveira participa desde a década de 1960, quando a festa ainda era pequena, com poucos animais e espaço reduzido.

Em 2026, ele é o coordenador de leilões da exposição e divide a rotina com o filho, Ricardo Fernando Matos Oliveira. Uma paixão que começou na infância e continua até hoje.

Para quem vive a Expo Agro há anos, a tradição precisa ser mantida. Além da cultura pecuarista, o evento também tem forte impacto econômico. Segundo os organizadores, em 2025, a festa movimentou mais de R$ 5 milhões. Para 2026, a expectativa é de crescimento e de superar os números do ano anterior.

Para expositores como Fábio Rodrigues Torres, que participa há 30 anos, a feira é uma oportunidade de ampliar negócios.

Já Guilherme Saad começou como visitante e hoje é criador. Foi na exposição que decidiu trabalhar com cavalos. Dez anos depois, administra um haras com 250 animais em Itapetininga e agora também organiza a exposição de cavalos do evento.

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Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima Entre a oscilação de preços e o manejo artesanal, agricultores do interior paulista apostam em métodos próprios para garantir a produtividade na safra de 2026. Por Nosso Campo, TV TEM

Com queda no valor da caixa produtores de maracujá buscam eficiência máxima no interior paulista — Foto: Reprodução/TV TEM

A vida de quem cultiva maracujá no interior paulista é marcada por dedicação e técnica, mas também por desafios constantes.

Em Gália (SP), José Roberto Martineli mantém três hectares com 2,5 mil pés da fruta. No entanto, nem sempre o esforço se reflete no bolso: ele já fez as contas e viu que a caixa, de aproximadamente 20 quilos, vai sair por R$ 40, um valor bem inferior aos R$ 100 que a caixa alcançou no final do ano passado.

Além do preço, o clima também tem sido um vilão. As temperaturas mais baixas prejudicaram a formação da fruta em 2025.

Mesmo com os desafios, o produtor não desanima e aposta em um método próprio que desenvolveu para aumentar a florada e a produção, especialmente visando a melhor época de vendas, que é dezembro.

"No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias, quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro", revela. Segundo ele, deixar apenas dois brotos resultaria em menos guias e, consequentemente, impediria de alcançar uma meta de duas mil caixas até dezembro.

A cerca de 40 quilômetros dali, em Alvinlândia (SP), a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira trabalha incansavelmente. Em um hectare, a família cultiva 830 pés de maracujá, cuidando de cada detalhe, como a crucial polinização manual.

A produção deste ano foi boa, e a expectativa é de um resultado ainda melhor que o do ano passado. "Para 2026 a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé", projeta o produtor Donizete Pereira. Em termos de volume, isso significa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos.

A dedicação desses produtores garante não apenas o sustento de suas famílias, mas também a continuidade de uma cultura agrícola para as próximas gerações. "Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali", ressalta Donizete.

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Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP Os ataques de Israel e dos EUA ao Irã têm causado aumento no preço do barril de petróleo, principal matéria-prima para a produção do diesel. Por Nosso Campo, TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível.

Guerra no Médio Oriente causa impacto no preço do diesel; podendo afetar a colheita da cana no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o litro do diesel ficou cerca de dois reais mais caro, o que já impacta o planejamento da nova safra.

Alexandre cultiva dois mil hectares de cana-de-açúcar em dezoito áreas na região de São José do Rio Preto (SP). Além do diesel, ele também enfrenta aumento no preço de insumos importantes, como o fertilizante. Mesmo tendo adquirido parte do produto antes da alta, a expectativa é de gastos maiores ao longo da safra.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível. Outro ponto de preocupação no campo é a possibilidade de falta de diesel durante o período de safra.

De acordo com a Associação dos Plantadores de Cana da região, além dos aumentos recentes, os produtores ainda lidam com os reflexos dos baixos preços da safra passada, o que pode dificultar novos investimentos e plantios.

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Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 06:54

Carros Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena? O modelo é 100% elétrico e traz itens inspirados nos carros da Tesla, como a chave em formato de cartão, o teto solar panorâmico fixo e o acabamento interno em tom único. Por André Fogaça, g1 — Cabreúva (SP)

O novo Leapmotor B10, com visual minimalista e preço de R$ 182.990, é mais um integrante da lista cada vez maior de SUVs elétricos chineses disponíveis no Brasil.

Com concorrentes como BYD Yuan Pro (R$ 182.990), Omoda E5 (R$ 209.990) e GAC Aion V (R$ 219.990), o SUV elétrico da Leapmotor cumpre bem sua função, mas peca em originalidade e criatividade.

O g1 passou uma tarde ao volante do B10 para avaliar se ele tem atributos suficientes para se destacar em um mercado tão disputado. O percurso incluiu um curto trajeto urbano em São Paulo (SP) e 75 quilômetros de estrada até Cabreúva (SP).

Começando pelo visual externo, o Leapmotor B10 não se destaca pela criatividade. Basta observar outros SUVs médios de marcas chinesas para perceber que muitos dos elementos presentes nesses modelos também aparecem aqui.

frente com grade bastante reduzida, escondida abaixo da placa;luzes de rodagem diurna separadas do conjunto principal dos faróis;linhas simples e discretas, com poucos ângulos marcados;logotipo da fabricante aplicado em um ângulo pouco chamativo;tampa do porta-malas quase alinhada ao para-choque;maçanetas embutidas na carroceria;nome da fabricante escrito por extenso na tampa do porta-malas.

Se, por um lado, a falta de originalidade é evidente e faz com que o modelo possa ser facilmente confundido com SUVs chineses rivais, por outro, o formato da carroceria favorece a aerodinâmica e contribui para uma maior autonomia da bateria a cada recarga.

teto solar panorâmico fixo, sem abertura;central multimídia de 14,6 polegadas, que concentra a maioria dos comandos, incluindo ajustes dos retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar;revestimento macio ao toque, mas sem variação visual de textura ou cor;volante com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, cujas funções mudam conforme o menu selecionado;câmbio posicionado atrás do volante;ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio;chave em formato de cartão.

Se o interior tem pouca personalidade própria, ao menos há um ponto que chama a atenção: uma série de furos localizados à frente do passageiro, ao lado do motorista. Na China, a própria Leapmotor vende acessórios e enfeites que podem ser encaixados nesse espaço.

Há opções como bonecos, luzes e até uma pequena bandeja semelhante às usadas em aviões. No Brasil, esses acessórios ainda não são vendidos oficialmente, mas os encaixes estão presentes e podem ser usados livremente, por exemplo, para prender uma sacola ou bolsa.

Do ponto de vista tecnológico, um dos destaques é o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, fabricante do componente, ele é capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição.

O chip também oferece conexão 4G e é compatível com o Android Automotive, sistema utilizado em carros de marcas como Chevrolet e Volvo.

No Leapmotor B10, esse chip é responsável por comandar toda a central multimídia, além das câmeras e sensores que auxiliam o motorista. Isso permite respostas mais rápidas do sistema, como o envio de alertas e a identificação correta dos veículos ao redor, bem como das faixas de circulação disponíveis.

O componente também influencia diretamente a qualidade das imagens, animações e efeitos exibidos na central multimídia.

Há até efeitos visuais que simulam reflexos na água em movimento, criados em tempo real, mesmo quando o usuário toca e gira a representação tridimensional do veículo. Durante todo o teste, a interface não apresentou travamentos, falhas nem lentidão.

Logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5. Isso também se aplica ao sistema do carro e conta pontos bastante positivos para o Leapmotor B10.

No asfalto, enquanto o Leapmotor C10 deixou a sensação de que recebeu poucos ajustes pensados para o público brasileiro, o B10 apresentou um acerto mais adequado. A posição de dirigir é mais elevada, como se espera de um SUV médio, e agradou.

Em termos simples, o B10 tem uma suspensão mais firme. A Leapmotor afirma que componentes como a suspensão traseira, a rigidez das molas e o ajuste dos amortecedores passaram por melhorias.

Esses ajustes puderam ser percebidos tanto na absorção de impactos de buracos menores e emendas de pontes na cidade quanto na maior estabilidade da carroceria em curvas mais rápidas na estrada.

O motor, por sua vez, pode passar a sensação de ser mais fraco. Isso não se deve aos 218 cv de potência, mas à força nas arrancadas, medida pelo torque, que no B10 é de 24,5 kgfm.

Ainda assim, o B10 não apresentou dificuldades em ultrapassagens na cidade nem em velocidades mais altas na estrada. Vale destacar que, durante o teste, havia dois adultos a bordo.

Um ponto importante é que a tração atua apenas nas rodas traseiras. O B10 controla bem esse comportamento e evita sustos para quem não está acostumado a esse tipo de condução — algo raro entre SUVs, já que a maioria utiliza tração dianteira.

Um efeito negativo dessa configuração é o volante excessivamente leve. O Leapmotor B10 não chega a ter uma direção solta como a famosa Kombi, mas, ainda assim, é possível fazer curvas com facilidade exagerada, girando o volante com apenas um dedo.

No fim das contas, o Leapmotor B10 pode fazer sentido para alguns perfis específicos de clientes, como:

Quem busca um carro com fabricação nacional, já que ele será produzido em Goiana (PE);Quem deseja um SUV elétrico chinês, mas com o respaldo da Stellantis, grupo que controla marcas como Fiat e Jeep;Quem procura um SUV elétrico com experiência de condução mais próxima à de um Tesla;Quem prioriza tecnologia e recursos digitais em vez de foco absoluto na condução.

Fora desse grupo, o Leapmotor B10 acaba ficando atrás dos concorrentes em alguns aspectos. O principal deles é a autonomia da bateria: com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5.

Outro ponto negativo é o excesso de minimalismo, influência clara da chamada “teslização” dos veículos, especialmente entre os modelos chineses.

Embora agrade a um público específico, há quem se incomode com a ausência de botões físicos para funções básicas, como ligar ou desligar os faróis, abrir o teto solar ou ajustar os retrovisores laterais — tudo concentrado na central multimídia.

Ainda assim, o teste ao volante foi positivo dentro do que se espera da proposta do carro. Mesmo sem números chamativos de potência e torque, não faltou força em ultrapassagens na estrada. O conjunto de suspensão também agradou.

Para encerrar, o Leapmotor B10 está entre os modelos mais baratos da categoria. Na mesma faixa de preço, apenas o BYD Yuan Pro custa o mesmo ou menos que o SUV avaliado.

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