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Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 06:54

Carros Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena? O modelo é 100% elétrico e traz itens inspirados nos carros da Tesla, como a chave em formato de cartão, o teto solar panorâmico fixo e o acabamento interno em tom único. Por André Fogaça, g1 — Cabreúva (SP)

O novo Leapmotor B10, com visual minimalista e preço de R$ 182.990, é mais um integrante da lista cada vez maior de SUVs elétricos chineses disponíveis no Brasil.

Com concorrentes como BYD Yuan Pro (R$ 182.990), Omoda E5 (R$ 209.990) e GAC Aion V (R$ 219.990), o SUV elétrico da Leapmotor cumpre bem sua função, mas peca em originalidade e criatividade.

O g1 passou uma tarde ao volante do B10 para avaliar se ele tem atributos suficientes para se destacar em um mercado tão disputado. O percurso incluiu um curto trajeto urbano em São Paulo (SP) e 75 quilômetros de estrada até Cabreúva (SP).

Começando pelo visual externo, o Leapmotor B10 não se destaca pela criatividade. Basta observar outros SUVs médios de marcas chinesas para perceber que muitos dos elementos presentes nesses modelos também aparecem aqui.

frente com grade bastante reduzida, escondida abaixo da placa;luzes de rodagem diurna separadas do conjunto principal dos faróis;linhas simples e discretas, com poucos ângulos marcados;logotipo da fabricante aplicado em um ângulo pouco chamativo;tampa do porta-malas quase alinhada ao para-choque;maçanetas embutidas na carroceria;nome da fabricante escrito por extenso na tampa do porta-malas.

Se, por um lado, a falta de originalidade é evidente e faz com que o modelo possa ser facilmente confundido com SUVs chineses rivais, por outro, o formato da carroceria favorece a aerodinâmica e contribui para uma maior autonomia da bateria a cada recarga.

teto solar panorâmico fixo, sem abertura;central multimídia de 14,6 polegadas, que concentra a maioria dos comandos, incluindo ajustes dos retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar;revestimento macio ao toque, mas sem variação visual de textura ou cor;volante com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, cujas funções mudam conforme o menu selecionado;câmbio posicionado atrás do volante;ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio;chave em formato de cartão.

Se o interior tem pouca personalidade própria, ao menos há um ponto que chama a atenção: uma série de furos localizados à frente do passageiro, ao lado do motorista. Na China, a própria Leapmotor vende acessórios e enfeites que podem ser encaixados nesse espaço.

Há opções como bonecos, luzes e até uma pequena bandeja semelhante às usadas em aviões. No Brasil, esses acessórios ainda não são vendidos oficialmente, mas os encaixes estão presentes e podem ser usados livremente, por exemplo, para prender uma sacola ou bolsa.

Do ponto de vista tecnológico, um dos destaques é o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, fabricante do componente, ele é capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição.

O chip também oferece conexão 4G e é compatível com o Android Automotive, sistema utilizado em carros de marcas como Chevrolet e Volvo.

No Leapmotor B10, esse chip é responsável por comandar toda a central multimídia, além das câmeras e sensores que auxiliam o motorista. Isso permite respostas mais rápidas do sistema, como o envio de alertas e a identificação correta dos veículos ao redor, bem como das faixas de circulação disponíveis.

O componente também influencia diretamente a qualidade das imagens, animações e efeitos exibidos na central multimídia.

Há até efeitos visuais que simulam reflexos na água em movimento, criados em tempo real, mesmo quando o usuário toca e gira a representação tridimensional do veículo. Durante todo o teste, a interface não apresentou travamentos, falhas nem lentidão.

Logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5. Isso também se aplica ao sistema do carro e conta pontos bastante positivos para o Leapmotor B10.

No asfalto, enquanto o Leapmotor C10 deixou a sensação de que recebeu poucos ajustes pensados para o público brasileiro, o B10 apresentou um acerto mais adequado. A posição de dirigir é mais elevada, como se espera de um SUV médio, e agradou.

Em termos simples, o B10 tem uma suspensão mais firme. A Leapmotor afirma que componentes como a suspensão traseira, a rigidez das molas e o ajuste dos amortecedores passaram por melhorias.

Esses ajustes puderam ser percebidos tanto na absorção de impactos de buracos menores e emendas de pontes na cidade quanto na maior estabilidade da carroceria em curvas mais rápidas na estrada.

O motor, por sua vez, pode passar a sensação de ser mais fraco. Isso não se deve aos 218 cv de potência, mas à força nas arrancadas, medida pelo torque, que no B10 é de 24,5 kgfm.

Ainda assim, o B10 não apresentou dificuldades em ultrapassagens na cidade nem em velocidades mais altas na estrada. Vale destacar que, durante o teste, havia dois adultos a bordo.

Um ponto importante é que a tração atua apenas nas rodas traseiras. O B10 controla bem esse comportamento e evita sustos para quem não está acostumado a esse tipo de condução — algo raro entre SUVs, já que a maioria utiliza tração dianteira.

Um efeito negativo dessa configuração é o volante excessivamente leve. O Leapmotor B10 não chega a ter uma direção solta como a famosa Kombi, mas, ainda assim, é possível fazer curvas com facilidade exagerada, girando o volante com apenas um dedo.

No fim das contas, o Leapmotor B10 pode fazer sentido para alguns perfis específicos de clientes, como:

Quem busca um carro com fabricação nacional, já que ele será produzido em Goiana (PE);Quem deseja um SUV elétrico chinês, mas com o respaldo da Stellantis, grupo que controla marcas como Fiat e Jeep;Quem procura um SUV elétrico com experiência de condução mais próxima à de um Tesla;Quem prioriza tecnologia e recursos digitais em vez de foco absoluto na condução.

Fora desse grupo, o Leapmotor B10 acaba ficando atrás dos concorrentes em alguns aspectos. O principal deles é a autonomia da bateria: com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5.

Outro ponto negativo é o excesso de minimalismo, influência clara da chamada “teslização” dos veículos, especialmente entre os modelos chineses.

Embora agrade a um público específico, há quem se incomode com a ausência de botões físicos para funções básicas, como ligar ou desligar os faróis, abrir o teto solar ou ajustar os retrovisores laterais — tudo concentrado na central multimídia.

Ainda assim, o teste ao volante foi positivo dentro do que se espera da proposta do carro. Mesmo sem números chamativos de potência e torque, não faltou força em ultrapassagens na estrada. O conjunto de suspensão também agradou.

Para encerrar, o Leapmotor B10 está entre os modelos mais baratos da categoria. Na mesma faixa de preço, apenas o BYD Yuan Pro custa o mesmo ou menos que o SUV avaliado.

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Em meio a debate sobre o fim da escala 6×1, Banco Central vê ‘crescimento modesto’ da produtividade nos últimos anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi "modesto" e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas.

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 com faixas e cartazes. — Foto: Cláudio Pinheiro / O Liberal

A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1.

"Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)", avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia.

Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência.

Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada.

"A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias", acrescentou o BC.

Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. (entenda mais abaixo)

De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira.

Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores.

Segundo Marinho, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. "Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais", explicou.

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6×1 durante evento em Vitória, Espírito Santo, em março — Foto: Alice Souza

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6×1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário.

O ministros Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o governo segue disposto a enviar uma proposta sobre o tema para análise dos parlamentares. O governo deve se reunir nos próximos dias para fechar o texto do projeto. Segundo Boulos, o governo defende as seguintes mudanças nas regras trabalhistas – sem redução de salário:

fim da escala 6×1 e implementação da 5×2, com dois dias de descanso semanais; ejornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo.

Ministro Guilherme Boulos defende envio de projeto que preveja jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial — Foto: Divulgação

De acordo com o Banco Central, a alta relativamente modesta da produtividade do trabalho entre 2019 e 2025 (média de 0,6% ao ano) refletiu dinâmicas distintas ao longo do período.

Em 2020, observou-se forte elevação da produtividade, associada à pandemia, quando a redução da população ocupada superou a queda Valor Adicionado Bruto (VAB). Este é um indicador econômico que mede a riqueza gerada por uma empresa, setor ou região. A alta da produtividade foi gradualmente revertida até 2022, quando a variação acumulada da produtividade desde 2019 ficou praticamente nula. Em 2023, a produtividade apresentou alta expressiva, influenciada pelo aumento da produtividade da agropecuária em ano de safra recorde, passando a avançar em ritmo moderado nos dois anos seguintes.

"Setorialmente, a agropecuária foi o principal destaque em termos de elevação da produtividade, resultado da combinação de expansão da produção e redução da população ocupada. O segmento de outros serviços também apresentou desempenho positivo desde 2019, possivelmente associado à maior incorporação de tecnologia e mudanças organizacionais, embora essa hipótese exija investigação adicional", diz o BC

De acordo com a instituição, os demais segmentos registraram contribuições mais modestas ou mesmo negativas para a evolução da produtividade do trabalho agregada.

Segundo o BC, agropecuária foi setor de destaque no aumento da produtividade desde 2019 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, avaliou que o debate sobre qualidade de vida é legítimo e necessário, mas pontuou que a economia brasileira passa por um momento de desemprego historicamente baixo, com dificuldade de contratação.

"Mudar a jornada sem avaliar os impactos estruturais pode gerar efeitos econômicos e fiscais relevantes. Se a jornada diminui e o salário é mantido, o custo aumenta. Em um mercado já pressionado por escassez de profissionais, isso pode gerar inflação na mão de obra e parte desse aumento tende a ser repassado aos preços de produtos e serviços", afirma Domingos.

Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial, observou que alterações no regime de trabalho atingem operações que dependem de cobertura contínua, como indústria, logística, varejo e serviços, e, com isso, 'reverberam ao longo de cadeias de fornecedores e clientes".

recomposição de horas produtivas via contratação ou pagamento adicional;elevação do custo fixo; e pressão sobre preços e margens, especialmente em mercados com pouca capacidade de repasse dos custos.

Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta de redução do limite semanal das horas trabalhadas de 44 para 40 horas de trabalho – com 8 horas diárias em 5 dias por semana e manutenção do salário mensal pago – tem como resultado imediato o aumento do valor da hora trabalhada regular para os empregados cujo contrato de trabalho atual exceda 40 horas semanais.

"O exercício mostra que, como consequência da elevação do custo do trabalho, tem-se, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços da economia. Tanto de bens e serviços para os consumidores finais, como também de insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade. A menor competitividade implicará em perda de participação nos mercados exterior e doméstico, resultando em queda das exportações e alta das importações", avaliou a CNI.

"Assim, as horas trabalhadas perdidas com a redução do limite semanal não são integralmente recompostas e, como resultado, tem-se queda da atividade econômica como um todo. Estimamos que isso geraria uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, o equivalente a uma perda de R$ 76,9 bilhões", concluiu.

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De ‘mato de comer’ à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Espírito Santo Agronegócios De 'mato de comer' à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES Cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis é feito na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, mas já é distribuído fora do Espírito Santo. Por g1 ES e TV Gazeta

Empresa criada pelo agrônomo Giliard Prúcoli, em pouco mais de dois anos, conseguiu dobrar o farturamento.

Ele se especializou no cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, em um sistema de agricultura periurbana, que é o meio termo entre a cidade e o campo.

Um produto extremamente delicado, colhido folha por folha e flor por flor, tem ganhado espaço na alta gastronomia e impulsionado um negócio no Espírito Santo. As chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), além de microverdes e flores comestíveis, viraram uma ideia lucrativa nas mãos do agrônomo Giliard Prúcoli.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, em um sistema de agricultura periurbana, uma transição entre a cidade e o campo. Parte da produção acontece em ambiente controlado e outra parte ao ar livre.

A aposta da empresa é um mercado ainda pouco explorado. Entre os produtos estão as PANCs, muitas vezes conhecidas popularmente como "mato de comer", como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha.

"A capuchinha é muito utilizada para decoração de pratos, mas também é rica em nutrientes e antioxidantes", explicou Giliard.

Além das PANCs, a empresa produz microverdes, que são versões em miniatura de vegetais como couve, beterraba, mostarda e rabanete. Colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, eles concentram altos níveis de vitaminas e minerais.

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Giliard e Jardel investem na produção de PANCs, microverdes e flores comestíveis no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

Foi depois da criação do negócio que o empresário Jadiel Assunção passou a integrar a empresa e ajudar na expansão da produção.

Com o crescimento da demanda, a estrutura inicial ficou pequena e foi necessário buscar um novo espaço, além de investir em melhorias no cultivo.

"A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir. Antes de vir para cá, teve todo um processo de análise de solo, de água e de construção, para que tudo ficasse conforme tem que ser”, contou Jadiel.

A empresa também aposta nas flores comestíveis, que têm apelo estético e nutricional. Segundo os produtores, os itens são cada vez mais procurados, principalmente por chefs e restaurantes.

“Tem um lado decorativo e tem um lado nutricional. Os microverdes, por exemplo, são indicados até por nutricionistas. Já as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes”, explicou Jadiel.

A produção segue práticas sustentáveis. O substrato utilizado no plantio é reaproveitado como compostagem, e as embalagens usadas na entrega são biodegradáveis.

Atualmente, a empresa produz cerca de 4 mil unidades por mês, distribuídas no Espírito Santo e também enviadas para São Paulo.

Antes de entrar no negócio, Jadiel trabalhava na área da moda. A mudança de carreira veio junto com a parceria com Giliard.

"Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo. Moda é a forma como você se mostra para o mundo, e hoje a gente aplica isso no cultivo, nas variedades e no atendimento", disse.

Entre os diferenciais da produção está o cultivo de espécies menos comuns, como o jambu, planta de origem amazônica conhecida por causar uma leve sensação de formigamento na boca.

O ingrediente tem ganhado espaço na alta gastronomia. Em um restaurante de Vila Velha, por exemplo, as PANCs já estão presentes em metade dos pratos do cardápio.

"Não é só estética. A gente usa para compor sabor, trazer acidez, amargor ou até um toque picante", explicou o sous chef Pedro Cardozo Thomazini.

Apesar de ainda causar estranhamento em parte do público, os produtores acreditam que o mercado está em crescimento.

"À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos", afirmou Giliard.

Uso de microverdes e flores comestíveis na alta gastronomia, no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

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‘Bom pra cachorro’: conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Bom pra cachorro': conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet). Por PEGN

Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet).

Expectativa é que o setor movimente mais de R$ 80 bilhões no país no próximo ano, puxado por serviços e produtos voltados à saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais.

O avanço reflete uma mudança no comportamento dos tutores, que enxergam os animais de estimação como parte da família. Com isso, eles investem cada vez mais em cuidados que vão além do básico.

Em São Paulo, uma empreendedora soube transformar essa demanda em oportunidade e criou um spa canino, com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

Tratar cães e gatos como membros da família deixou de ser exceção e virou regra em milhões de lares brasileiros.

Esse comportamento ajuda a explicar a expansão do mercado pet, que deve crescer 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), com expectativa de movimentar mais de R$ 80 bilhões no país.

O avanço do setor é impulsionado pela maior demanda por saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais. Alimentação natural, funcional e personalizada, planos de saúde veterinários, estética especializada e soluções sustentáveis estão entre as principais tendências.

Em São Paulo, a empreendedora Raquel Yukie Hama apostou no segmento para transformar essa demanda em oportunidade e focou em um modelo de negócio mais sofisticado: a creche e resort para cães, que combina lazer, socialização, terapias e acompanhamento profissional.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

O espaço conta com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

“Criamos um resort, um spa para cães”, explica a empreendedora. Além dos serviços de day care e hotel, os animais têm acesso a atividades planejadas de acordo com o perfil de cada um. “O foco é sempre o bem-estar. Cada cão precisa gastar energia na medida certa”, afirma.

A piscina interna aquecida, por exemplo, é voltada a animais que precisam de tratamento específico, como cães obesos ou com problemas articulares. Já os mais ativos podem brincar em áreas externas, com lago e obstáculos. “Tudo pensado para atender diferentes necessidades”, diz a empreendedora.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

A ideia de abrir a creche surgiu da própria experiência de Raquel como tutora. Ao perceber dificuldades no comportamento de cães criados em apartamento, ela começou a passear com animais de amigos e clientes, levando-os a parques e oferecendo momentos de descanso e socialização.

“A demanda foi crescendo e eu senti a necessidade de ter um espaço maior”, conta. O negócio começou de forma informal e foi sendo adaptado conforme surgiam novas necessidades — um caminho comum entre pequenos empreendedores do setor pet.

Hoje, após mais de duas décadas de atuação, a empresária vê um mercado em plena expansão. “Quando comecei, praticamente não existiam referências no Brasil. Hoje, só em São Paulo, já são cerca de 900 espaços diferentes”, afirma.

Além da operação própria, Raquel passou a oferecer cursos, treinamentos e consultorias para quem deseja entrar no segmento.

Com o aumento da expectativa de vida dos animais, outro nicho ganha força: o de pets idosos e com necessidades especiais. Para 2026, a creche planeja investir em um espaço exclusivo para esses cães, com atividades de baixo impacto e ambiente mais tranquilo.

“A dinâmica é completamente diferente. São animais que precisam de descanso, terapias e muito carinho”, explica Raquel. A proposta reflete uma das principais tendências do mercado pet: a personalização dos serviços, respeitando o ritmo e a história de cada animal.

Para quem empreende — ou pensa em empreender — no setor, o recado é claro: o mercado continua crescendo, mas exige preparo, sensibilidade e visão de longo prazo. Afinal, como resume a própria empreendedora, “trabalhar com cães é uma emoção diária. Não existe um dia igual ao outro”.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Av. Indianópolis, 1819 – Planalto Paulista, São Paulo/SP – CEP: 04062‑003📞 Telefone: (11) 97165‑4433📧 E-mail: contato@dogresort.com.br🌐 Site: www.dogresort.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/dogresortsp📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/18BNAis5MD/?mibextid=wwXIfr

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Três frutas brasileiras aparecem em ranking das 100 melhores do mundo; veja quais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:06

Agro Três frutas brasileiras aparecem em ranking das 100 melhores do mundo; veja quais Lista do TasteAtlas, considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA, classifica as melhores frutas do mundo segundo avaliação dos usuários. Por Redação g1

Jabuticaba, açaí e guaraná são as três frutas brasileiras no ranking das 100 melhores do mundo do TasteAtlas.

Jabuticaba ficou em 18º lugar, açaí em 40º e guaraná em 79º, segundo avaliações dos usuários do site.

O ranking é liderado pelo morango polonês truskawka kaszubska, seguido por pêssegos gregos e espanhóis.

Três frutas brasileiras aparecem no ranking atual de 100 melhores do mundo do TasteAtlas, portal considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA: a jabuticaba, o açaí e o guaraná.

A jabuticaba, que chegou a ficar em segundo lugar no ranking em 2023 e apareceu na décima posição no ano passado, agora está em 18º lugar. A fruta de tom roxo escuro, com polpa doce e saborosa, é uma favorita dos usuários do TasteAtlas.

Atualmente, a jabuticaba possui 4,3 estrelas (de 5) no site, uma nota baseada na avaliação dos usuários. A primeira colocada do ranking é a polonesa truskawka kaszubska, um tipo de morango, que tem 4,7 estrelas (veja abaixo as cinco melhores frutas do ranking).

Apesar de a polpa ser a parte mais doce da jabuticaba, a riqueza nutricional da fruta está na casca. Abaixo, confira os principais benefícios da fruta:

A casca da jabuticaba é rica em antioxidantes;Tem vitaminas C e do complexo B;Contém minerais como o ferro, o magnésio e o potássio;É fonte de pectina, uma fibra que auxilia as "bactérias do bem" do intestino.

A fruta reforça ainda o sistema imunológico, diminui o risco do diabetes tipo 2 e reduz o colesterol, por ter alta capacidade antioxidante, segundo a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chaves.

Além disso, os antioxidantes da jabuticaba protegem o organismo dos radicais livres, que podem provocar doenças.

Para conseguir os benefícios para a saúde, segundo a pesquisadora, a dica é consumir dez jabuticabas por dia (com a casca).

A truskawka kaszubska é um tipo de morango cultivado nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia.

Ele se destaca pelo alto teor de açúcar, com sabor doce, aromático e bem equilibrado, segundo o TasteAtlas.

A rodakina naoussas é um tipo de pêssego cultivado na vila de Naoussas, na ilha de Paros, na Grécia — daí o nome “naoussas”.

Mesmo tendo origem na China, essa fruta doce e com aroma forte se tornou uma das mais populares da Grécia. Isso porque, segundo o TastleAtlas, o clima e o solo locais favorecem o seu cultivo.

Atualmente, os "pêssegos" gregos também são vendidos em mercados da Europa e do Oriente Médio, especialmente, entre os meses de maio e outubro.

Os pêssegos Melocotón de Calanda, da Comunidade Autônoma de Aragão, na Espanha, aparecem na terceira posição e são considerados únicos devido ao tamanho grande, doçura e sabor, segundo o TasteAtlas.

Eles são cultivados na região espanhola desde o século 19 e colhidos no ponto correto de maturação, garantindo o sabor e a textura ideal para consumo.

Com um diâmetro mínimo de 73 mm, os Melocotón de Calanda são maiores do que os pêssegos de outros locais, aponta o TasteAtlas, e não podem apresentar nenhuma imperfeição visual.

Mandarini chiou é um tipo de tangerina cultivado em Quios, uma ilha da Grécia — Foto: Reprodução/@visit_chios

A quarta fruta da lista é a mandarini chiou (tangerina de Quios, na tradução livre do grego para o português). Quios é a ilha na Grécia na qual essa fruta é tradicionalmente cultivada.

O cheiro é tão marcante que fez com que a ilha ganhasse o apelido de "Myrovolos" – a ilha perfumada, segundo a publicação.

A fruta também se destaca por ser muito doce, o que é atribuído ao clima quente e as propriedades do solo.

Segundo o TasteAtlas, as laranjas, tangerinas, toranjas, limas e limões produzidas na região do Algarve, em Portugal, compartilham uma casca fina, cores intensamente vivas e elevado teor de sumo.

Eles podem ser consumidos após as refeições ou como aperitivo, mas também são utilizados na preparação de sucos, sobremesas, licores e compotas.

O site ainda destaca que as árvores de Natal na região portuguesa são decoradas com citrinos desde os tempos antigos, demonstrando a importância deste produto para a região.

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Mega-Sena, concurso 2.995: prêmio acumula e vai a R$ 45 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 22:00

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.995: prêmio acumula e vai a R$ 45 milhões Os números sorteados foram 08 – 29 – 42 – 49 – 50 – 58. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.995 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 45 milhões.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Anvisa manda apreender lote de mostarda após suspeita de produto irregular

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 21:07

Agro Anvisa manda apreender lote de mostarda após suspeita de produto irregular Lote de mostarda Cepêra foi alvo de apreensão após inconsistências no rótulo e na validade; empresa diz que número citado não aparece em seus registros e pode não fazer parte de sua cadeia oficial. Por Redação g1 — São Paulo

A Anvisa determinou a apreensão de um lote de mostarda da marca Cepêra após identificar indícios de irregularidade no produto.

Ao g1, companhia afirma que realizou uma investigação interna e não encontrou qualquer correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela empresa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote de mostarda da marca Cepêra após identificar indícios de irregularidade no produto. A medida foi publicada nesta sexta-feira (10) e atinge o lote 316625 da mostarda amarela de 3,3 kg.

A decisão também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso desse lote específico. Segundo o órgão, a medida foi adotada após a própria fabricante informar que o produto não corresponde a um lote oficialmente produzido ou registrado em seus sistemas de controle.

A resolução publicada pela Anvisa também aponta inconsistências no rótulo. De acordo com o documento, há diferenças no padrão de impressão e nas informações de validade indicadas na embalagem.

Segundo o órgão, a fabricante afirma utilizar um sistema específico de codificação da data de validade, com formato juliano (sistema que usa o número do dia do ano para indicar a data) e indicação abreviada do ano — padrão que não foi identificado no lote apreendido.

Em nota enviada ao g1, a Cepêra Alimentos informou ter identificado indícios de irregularidade em três unidades do produto “mostarda amarela” atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo e padrões gráficos diferentes daqueles adotados pela empresa.

A companhia afirmou ainda que realizou uma investigação interna e não encontrou qualquer correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela empresa, o que indica que o item pode não fazer parte de sua cadeia regular de fabricação.

"A Cepêra Alimentos informa que identificou indícios de irregularidade em três unidades do produto 'mostarda amarela' atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo, com padrões diferentes dos adotados pela empresa.

Assim, foi conduzida uma investigação interna, que não encontrou correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela Cepêra, indicando que se trata de um item alheio à sua cadeia regular.

Diante disso, a situação foi prontamente comunicada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a empresa segue colaborando com as autoridades, fornecendo todas as informações necessárias para a apuração do caso.

A Cepêra Alimentos reforça que adota rigorosos controles de qualidade, segurança e rastreabilidade em toda a sua cadeia produtiva e de comercialização, garantindo aos consumidores produtos seguros e de procedência conhecida."

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Com relação à pesquisa anterior, presidente foi de 46% para 45%, e Flávio Bolsonaro, de 43% para 46%. Caiado e Zema marcaram agora 42%.

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Eleições no Peru: como crises políticas levaram país a ter uma ‘economia zumbi’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 18:25

Mundo Eleições no Peru: como crises políticas levaram país a ter uma 'economia zumbi' Mesmo com toda a instabilidade política e as constantes trocas de presidentes, a economia peruana conseguiu crescer nos últimos anos. Mas especialistas ressaltam que nem tudo o que reluz é ouro no país. Por BBC

Especialistas acreditam que o crescimento da economia peruana poderia ser maior — Foto: Ernesto Benavides via Getty Images

O Peru, país que vai escolher seu novo presidente em eleições neste domingo (12), foi um exemplo de gestão macroeconômica por anos.

Apesar da permanente instabilidade política e das constantes mudanças de presidente nos últimos anos, o país conseguiu manter suas contas públicas saneadas, atrair investimentos estrangeiros significativos, continuar crescendo e manter o valor da sua moeda.

A aparente impermeabilidade da sua economia e o vaivém da política peruana são admirados e invejados por outros países latino-americanos, castigados pelas turbulências financeiras.

E contribuíram para prolongar o relato de sucesso que o país começou a escrever no início deste século, quando reformas econômicas agressivas superaram sua grave crise e definiram as bases para décadas de expansão do PIB.

Mas especialistas alertam que nem tudo o que reluz é ouro. E, apesar dos seus indicadores positivos, os peruanos pagam um preço pela instabilidade política e pelas constantes mudanças de governo.

"Esta questão de que a economia e a política do Peru andam por cordas separadas é uma meia verdade. Existe um ponto a partir do qual a política afeta a economia", explica à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o economista Armando Mendoza, do Centro Peruano de Estudos Sociais.

Para ele, o Peru possui há tempos "uma economia que caminha em piloto automático, em modo zumbi".

Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal peruano El Comercio, os dois favoritos para passarem ao segundo turno são Rafael López Aliaga, ex-prefeito de direita e conservador da capital, Lima; e Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações aos direitos humanos, e que tenta virar presidente há quatro eleições.

Trata-se de uma economia aberta que, de forma geral, vem oferecendo segurança jurídica aos investidores nos últimos anos.

Diferentemente de outros países do continente, habituados a enfrentar problemas financeiros, o Peru tem uma das moedas mais estáveis da América Latina, o sol.

Graças à autonomia concedida a ele pela Constituição do país, o organismo se mantém à margem das disputas políticas e realizou uma gestão orientada por critérios técnicos.

Os especialistas reconhecem que este é um dos fatores fundamentais para a estabilidade macroeconômica do país.

Nas duas primeiras décadas do século 21, o Peru viu seu Produto Interno Bruto (PIB) crescer em cerca de 4% ao ano. E, em alguns anos, o país chegou a superar a barreira dos 10% de crescimento interanual.

Mas o ritmo de crescimento vem diminuindo desde 2018, com a renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, o PPK. Ela deu início a uma caótica sucessão de presidentes — oito, desde então.

Se ignorarmos os anos da pandemia de covid-19, a economia peruana cresceu em média cerca de 2,3% desde 2022. Segundo os especialistas, este índice está longe do seu potencial.

"A economia peruana continua crescendo, mas existe um custo de oportunidades perdidas", explica Mendoza. "Se tivéssemos políticas sustentadas, não estaríamos crescendo em 3%. Provavelmente, estaríamos crescendo em níveis de 5 ou 6%."

Seguindo esta mesma linha, o diretor do Instituto Peruano de Economia e membro da diretoria do BCRP, Diego Macera, declarou à BBC que o Peru deveria ter se beneficiado mais da atual conjuntura de altos preços do ouro e do cobre, duas das suas maiores matérias-primas de exportação.

"Com os preços internacionais atuais e a macro estabilidade que vivenciamos, não há motivo para não termos crescido mais de 4,5%, se nossos governos tivessem sido razoavelmente previsíveis e competentes", explica ele.

Tudo isso explica por que, apesar dos anos de crescimento, a economia peruana se expandiu abaixo do esperado e o país não conseguiu retornar aos níveis de pobreza e emprego formal anteriores à pandemia.

Em 2019, 20% dos peruanos viviam em situação de pobreza e este índice atingiu 27,6% em 2024. E o Instituto Nacional de Estatísticas e Informática do país indica que a renda real formal em 2024 também não retornou aos níveis de 2019.

O exemplo mais claro do preço que os peruanos pagam pela sua instabilidade política é o ano de 2023, depois que o então presidente Pedro Castillo foi destituído e preso por tentativa de golpe de Estado, gerando protestos em todo o país.

"Foi um ano em que ficou muito claro que o desajuste político afetou o andamento da economia", indica Mendoza.

Para Mendoza, quando o Peru entrou no "carrossel político" dos últimos anos, "passou a ser impossível ter políticas econômicas sustentadas". E Macera recorda que "os presidentes, em média, não chegaram a ficar dois anos no cargo".

O atual presidente, José María Balcázar, foi eleito pelo Congresso no último dia 18 de fevereiro, substituindo José Jerí, que foi destituído depois de pouco mais de quatro meses de mandato.

Se os presidentes duram pouco, menos ainda os ministros. "Um ministro da Economia dura hoje, em média, sete ou oito meses", destaca Macera.

"Com esta volatilidade, é muito complicado ter políticas de Estado razoavelmente consistentes e fazer com que o setor privado saiba com clareza quem são seus interlocutores dentro dos ministérios."

No Peru, os presidentes duram pouco. O atual mandatário, José María Balcázar, assumiu o cargo em fevereiro e precisará sair em julho. — Foto: Jorge Cerdán via Getty Images

Para setores que exigem grandes investimentos e anos de planejamento, como a mineração, que é um dos principais setores da economia do Peru, saber ao certo quais serão as políticas futuras do país é fundamental na hora de decidir e executar investimentos.

"Como você pode fazer um planejamento se os ministros e suas equipes mudam a cada poucos meses?", questiona Macera.

Além disso, o ciclo eleitoral deste ano agrava ainda mais as incertezas que se transformaram em rotina no Peru.

Em poucos meses, serão realizadas eleições gerais (para escolher o presidente e o Congresso) e pleitos locais e regionais, para eleger prefeitos e governadores.

A julgar pelo descontentamento dos eleitores, refletido nas pesquisas, é provável que se decida mudar a maioria dos governantes.

Todas as pesquisas indicam que os peruanos consideram que a corrupção é um dos principais problemas do país.

A vida política peruana foi marcada, nos últimos anos, pelos escândalos que custaram o cargo de quase todos os últimos mandatários, um após o outro.

Mendoza lamenta que "segmentos significativos do Estado tenham sido capturados e depredados pelas máfias". Para ele, "já não se trata apenas da corrupção tradicional, mas da criminalidade vinculada ao crime comum".

"Calculamos que, no ano passado, tenha havido cerca de US$ 11,5 bilhões [cerca de R$ 58,2 bilhões] de exportação ilegal de ouro, um número similar ao exportado pela agroindústria peruana em 2014."

Todas as previsões estão, agora, à mercê do que vier a acontecer com a guerra no Oriente Médico, que já provocou o aumento dos preços do petróleo e poderá causar uma recessão mundial, caso não seja encerrada rapidamente.

Novamente, um dado de crescimento positivo que, se confirmado, colocaria o Peru como a segunda economia com maior crescimento do continente. Mas o cenário pode variar, em caso de prolongamento do conflito no Oriente Médio.

O Peru continua se beneficiando dos altos preços dos metais, da estabilidade da sua moeda e da solidez das suas contas públicas. E se espera que os investimentos e o emprego formal continuem aumentando.

A diretoria do Banco Central peruano também deverá ser renovada este ano, em outra medida importante.

"O Banco tem grande independência nas suas operações, mas a escolha dos membros da diretoria dependerá do novo presidente e do novo Congresso", indica Macera.

Ele espera que haja um consenso para manter Julio Velarde como presidente do Banco Central. Ele está à frente da instituição há 20 anos e é amplamente considerado uma das garantias da solidez macroeconômica peruana.

Os governantes que sairão das urnas terão o desafio de fazer com que a economia peruana abandone seu "modo zumbi" e passe a trabalhar a todo vapor, em prol da coesão social e do progresso dos seus cidadãos.

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Quem é Satoshi Nakamoto? Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 05:44

Tecnologia Quem é Satoshi Nakamoto? Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin Dezessete anos após o lançamento, identidade do criador segue cercada por teorias, suspeitos e novas investigações — sem nenhuma prova definitiva. Por BBC

O criador do bitcoin segue desconhecido 17 anos após publicação do white paper assinado por Satoshi Nakamoto.

Diversas teorias já apontaram nomes como Dorian Nakamoto, Craig Wright e Elon Musk, mas nenhuma foi comprovada.

Nova investigação levanta hipótese de que criptógrafo britânico Adam Back estaria por trás da criação.

Adam Back, indicado por investigação do NYT como possível criador do bitcoin — Foto: Getty Images

Em 31 de outubro de 2008, foi publicado o white paper intitulado "Bitcoin: Um Sistema de Dinheiro Eletrônico Peer-to-Peer" (documento técnico que descreve o funcionamento e os fundamentos de uma tecnologia), assinado por Satoshi Nakamoto — um pseudônimo.

Assim como outras figuras contemporâneas envoltas em anonimato — da autora napolitana Elena Ferrante ao artista de rua britânico Banksy — a identidade por trás de Nakamoto permanece um mistério.

Há, no entanto, um elemento que torna tudo ainda mais intrigante: uma simples busca na internet coloca Nakamoto em diferentes listas das pessoas mais ricas do mundo.

Como alguém que revolucionou o sistema financeiro, criando um sistema de transação global descentralizado de governos, deu origem a uma indústria avaliada em US$ 2,4 trilhões e acumulou uma das maiores fortunas do planeta poderia continuar completamente anônimo — e, ao que tudo indica, sem jamais tentar reivindicar publicamente esse poder?

Satoshi Nakamoto nunca movimentou suas bitcoins, e sua última interação pública aconteceu em 2010, por meio de um post no fórum BitcoinTalk, um fórum online onde os usuários se reuniam para discutir o software, a economia e a filosofia da moeda digital.

Último post de Nakamoto no Bitcointalk, lançando uma nova versão do Bitcoin (0.3.19) e explicando ajustes técnicos — Foto: BBC

Sua identidade, desde a criação do sistema, é cercada por teorias. Há quem suponha que, quem quer que esteja por trás do nome, já não esteja mais vivo — já que não há qualquer indício de atividade desde 2010.

Outros acreditam que se trate de alguém que já acumulava grande fortuna em outras áreas de negócio e que, por isso, nunca precisou recorrer aos bilhões associados a criptomoeda.

Diversos nomes já foram apontados como, potencialmente, a verdadeira identidade do criador do bitcoin.

Em 2014, a revista americana Newsweek publicou uma reportagem de grande repercussão afirmando que o criador da criptomoeda seria Dorian Nakamoto, um nipo-americano radicado na Califórnia.

Ele negou, e a teoria acabou sendo amplamente desacreditada. No ano seguinte, o cientista da computação australiano Craig Wright foi apontado por jornalistas como o verdadeiro Satoshi.

Ele primeiro negou, depois passou a afirmar que era, mas nunca conseguiu comprovar — e, em 2024, o Tribunal Superior de Londres concluiu que Wright não é o criador do bitcoin, após considerar que ele apresentou documentos falsos e fez alegações enganosas por anos.

Outros nomes também já foram levantados, celebridades como o bilionário Elon Musk — que também negou qualquer envolvimento — e até Jeffrey Epstein, também bilionário e que foi condenado por abusos sexuais.

Nenhuma dessas hipóteses resistiu ao escrutínio, e agora, uma nova investigação do New York Times aponta para outro nome, já levantado em outras ocasiões: Adam Back, um criptógrafo britânico altamente ativo na comunidade de bitcoin.

O texto do New York Times sobre a possibilidade de Adam Back ser o verdadeiro criador da criptomoeda aponta que, ao longo dos últimos 16 anos, as teorias mais atraentes se apoiaram em coincidências que se encaixavam no pouco que se sabe sobre Satoshi: um estilo específico de programação, um histórico profissional nebuloso, domínio dos conceitos técnicos centrais do Bitcoin e até uma visão de mundo crítica ao Estado.

A reportagem destaca paralelos em relação à Beck: ele é o criador do Hashcash, um sistema de prova de trabalho citado diretamente no white paper do Bitcoin; participou ativamente das discussões iniciais sobre criptografia e dinheiro digital; e usava expressões e construções linguísticas semelhantes às encontradas nos textos atribuídos a Satoshi.

Além disso, análises apontam que sua atividade online diminui em períodos que coincidem com a atuação mais intensa de Satoshi — e volta a crescer após o desaparecimento do pseudônimo.

O texto também chama atenção para características da escrita de Satoshi, que misturava ortografia britânica com expressões americanas. Para alguns, isso poderia indicar uma tentativa deliberada de disfarce.

Mas há um indício que aponta na direção oposta: na primeira transação registrada no blockchain, Satoshi incluiu a manchete de um jornal — "The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks" — publicada na edição impressa britânica do The Times, o que indica uma conexão com o Reino Unido.

Sua trajetória acadêmica e profissional, desde o interesse precoce por codificação até a atuação em comunidades que discutiam dinheiro digital anônimo, também se encaixa no perfil esperado do criador da criptomoeda.

Ao mesmo tempo, há pontos que complicam essa hipótese: Back apresentou e-mails de 2008 mostrando que Satoshi entrou em contato com ele antes da publicação do white paper, o que, em tese, indicaria que eram pessoas diferentes — embora o próprio texto levante a possibilidade, ainda que especulativa, de que essa troca pudesse ter sido criada como forma de despistar.

A reportagem também aponta paralelos mais sutis — e, em alguns casos, mais ideológicos — entre Back e Satoshi. Ambos demonstravam uma visão libertária sobre dinheiro e Estado, defendendo o uso da criptografia como forma de reduzir o poder governamental.

Há coincidências curiosas: Back questionou, anos antes, as restrições ao ouro nos EUA — tema que Satoshi parece ter referenciado simbolicamente ao indicar sua data de nascimento; os dois também compartilhavam uma preocupação incomum com spam e propunham soluções semelhantes para lidar com mensagens indesejadas usando sistemas de custo computacional.

Além disso, Back já defendia o uso de pseudônimos e estratégias para escapar da vigilância estatal — algo que dialoga diretamente com o anonimato extremo de Satoshi. Em comum, eles também tinham posições críticas a patentes e copyright e optaram por tornar seus projetos de código aberto.

Ainda assim, como destaca a própria reportagem, esses paralelos — embora intrigantes — permanecem circunstanciais e não constituem prova definitiva.

A investigação vai além das coincidências de perfil e linguagem e aponta que Back chegou a descrever, ainda nos anos 1990, um sistema de dinheiro eletrônico com características quase idênticas às do Bitcoin: descentralizado, baseado em uma rede de computadores independentes, com oferta limitada para evitar inflação e sem necessidade de confiança em instituições ou intermediários.

Em diferentes mensagens na lista dos cypherpunks, ele também discutiu soluções para problemas centrais da moeda digital — como a validação pública das transações, a emissão de novas unidades por meio de esforço computacional e até o aumento progressivo da dificuldade de mineração. Em um dos pontos mais destacados, a reportagem sugere que o Bitcoin pode ser visto como a combinação direta de duas ideias já debatidas por Back: o Hashcash e o sistema b-money, de Wei Dai — exatamente como descrito por Satoshi anos depois.

A reportagem também destaca momentos posteriores que alimentam as suspeitas. Quando a fortuna atribuída a Satoshi começou a ser mapeada publicamente, Back chegou a sugerir que investigações muito precisas poderiam prejudicar o próprio Nakamoto — um comentário visto como incomum.

Pouco depois, aponta o texto, ele passou a se envolver intensamente com o ecossistema do Bitcoin, propondo mudanças técnicas, ganhando influência entre desenvolvedores e fundando empresas centrais para o desenvolvimento da rede.

Em alguns episódios, há paralelos diretos até no discurso: análises apontam que posições defendidas por Back em debates técnicos (como a oposição ao aumento do tamanho dos blocos) coincidem com mensagens atribuídas a Satoshi que surgiram anos depois, com linguagem e argumentos semelhantes.

Para o autor do texto, John Carreyrou, não se trata de uma prova definitiva, mas de um conjunto de coincidências que, somadas, tornam difícil ignorar a hipótese.

A reportagem também recorre a análises linguísticas mais detalhadas para tentar aproximar Back de Satoshi. Em um dos exercícios, ao filtrar milhares de participantes de fóruns de criptografia por esses traços específicos, apenas um nome permanecia ao final do cruzamento de critérios: Adam Back.

Ainda assim, especialistas ouvidos ressaltam que esse tipo de análise não é conclusivo, especialmente porque o próprio Satoshi poderia ter ajustado deliberadamente seu estilo de escrita para evitar identificação.

Em entrevista à BBC, Adam Back negou qualquer envolvimento com a identidade de Satoshi Nakamoto. Após reportagem do New York Times sugerir que ele poderia estar por trás da criptomoeda, Back classificou a investigação como fruto de "viés de confirmação" e reiterou: "Eu não sou o Satoshi".

Em publicação na plataforma X, ele afirmou que, embora não seja o criador, esteve entre os primeiros a se dedicar às implicações da criptografia para a privacidade online e o dinheiro eletrônico. Back também contestou pontos centrais da apuração, dizendo que as semelhanças apontadas — tanto de linguagem quanto de atividade online — são "uma combinação de coincidência e frases semelhantes usadas por pessoas com experiências e interesses parecidos".

A hipótese de que Back seria Satoshi não é nova, e ele já foi apontado outras vezes como possível autor do Bitcoin. Desta vez, a investigação destacou paralelos entre seus escritos e os de Nakamoto, além de sugerir que sua atividade online teria coincidido com o desaparecimento do pseudônimo. Back rebateu, afirmando que participou ativamente de fóruns na época e que a interpretação dos dados está incorreta.

Ele também ironizou as especulações sobre a fortuna atribuída ao criador do Bitcoin — estimada em cerca de US$ 70 bilhões — dizendo que gostaria de ter minerado mais moedas no início. "Me arrependo de não ter minerado com mais intensidade em 2009", escreveu.

Para Back, o mistério em torno da identidade de Satoshi pode, inclusive, ser positivo. "Não sei quem é Satoshi — e acho que isso é bom para o Bitcoin", afirmou.

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OpenAI, dona do ChatGPT, vê ameaça da IA ao emprego e defende semana de 4 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 03:49

Tecnologia OpenAI, dona do ChatGPT, vê ameaça da IA ao emprego e defende semana de 4 dias Documento da OpenAI defende que a IA deve gerar ganhos sociais, como redução da jornada de trabalho sem corte salarial e participação dos trabalhadores nas decisões sobre o uso da tecnologia. Por Redação g1

Relatório da OpenAI afirma que avanço da IA deve ir além do lucro e gerar benefícios para a sociedade.

Documento sugere que ganhos de produtividade sejam revertidos em mais tempo livre para trabalhadores.

A OpenAI também propõe participação dos funcionários no uso da IA e criação de fundo para distribuir ganhos econômicos.

Um relatório da OpenAI, dona do ChatGPT, propõe que o avanço da inteligência artificial não seja usado apenas para aumentar lucros, mas também para ampliar o bem-estar da população.

O documento da bigtech, intitulado "Política Industrial para a Era da Inteligência", foi divulgado neste mês.

Nele, a empresa afirma que, enquanto novas formas de trabalho surgirão, "alguns empregos desaparecerão" e indústrias inteiras serão remodeladas em uma velocidade sem precedentes históricos.

Entre as propostas apresentadas, a OpenAI defende a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. A sugestão é incentivar testes com semanas de quatro dias (32 horas), mantendo os níveis de produção e serviço.

Segundo o relatório, o tempo economizado com a automação de tarefas poderia ser convertido em folgas ou em uma jornada menor.

A empresa argumenta que a automação de atividades repetitivas e administrativas tende a liberar tempo, que deveria ser "devolvido" aos trabalhadores. O documento também sugere ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer apoio para cuidados com filhos e idosos.

A OpenAI diz que trabalhadores deveriam ter voz formal nesse processo, ajudando a definir como a tecnologia será usada, com foco na redução de tarefas perigosas ou exaustivas, e não apenas no aumento da produtividade ou da vigilância.

O relatório também menciona a criação de um fundo para distribuir parte dos ganhos econômicos gerados pela IA à população, independentemente da renda.

Por fim, a empresa afirma que a IA deve ser tratada como infraestrutura essencial, semelhante à eletricidade e à internet, e defende a oferta de versões acessíveis da tecnologia para pequenos negócios e comunidades de baixa renda.

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