RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras; nome será escolhido pela torcida

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 10/04/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

A WTorre firmou, nesta sexta-feira (10), um acordo com o banco digital Nubank para a aquisição dos naming rights do estádio do Palmeiras.

Com isso, a arena — conhecida como Allianz Parque nos últimos 13 anos — passará por uma mudança de nome, que será definido por meio de votação popular.

O contrato terá vigência até 2044, período durante o qual a WTorre mantém os direitos de exploração do estádio.

Embora não tenha participado da negociação, o clube segue com direito a uma fatia das receitas geradas, atualmente fixada em 15%.

A WTorre firmou, nesta sexta-feira (10), um acordo com o banco digital Nubank para a aquisição dos naming rights do estádio do Palmeiras.

🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público.

Com isso, a arena — conhecida como Allianz Parque nos últimos 13 anos — passará por uma mudança de nome, que será definido por meio de votação popular.

O contrato terá vigência até 2044, período durante o qual a WTorre mantém os direitos de exploração do estádio. Após esse prazo, a gestão e o controle da arena passam integralmente ao Palmeiras.

Embora não tenha participado da negociação, o clube segue com direito a uma fatia das receitas geradas, atualmente fixada em 15%.

Em meio ao anúncio, o Nubank lançou uma campanha para definir o novo nome da arena do Palmeiras, convidando o público a participar diretamente da escolha (clique aqui).

Por meio de uma plataforma online, os participantes podem votar em uma das três opções disponíveis: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank.

Cada voto é vinculado ao CPF, e os nomes escolhidos ainda passarão por aprovação antes de serem exibidos. A ação também prevê um limite de participações.

Além da votação, a proposta é destacar o nome dos participantes na arena antes mesmo da definição oficial.

Mais cedo, a Allianz Brasil, até então detentora dos direitos, anunciou o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre.

A decisão, segundo a companhia, foi tomada em comum acordo e faz parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento da Allianz no Brasil, com foco na expansão nacional e no fortalecimento da marca em diferentes regiões e canais.

A meta da empresa é dobrar o tamanho da operação brasileira, além de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027. Em 2025, a Allianz Brasil registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, o que representa um crescimento de 23% em relação ao ano anterior.

Em comunicado, o CEO Eduard Folch destacou que a decisão reflete o momento de expansão da companhia. Segundo ele, o encerramento do contrato com o estádio abre espaço para ações mais amplas e próximas do público em todo o país.

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Allianz encerra naming rights com estádio do Palmeiras após 13 anos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 10/04/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

A Allianz Brasil anunciou nesta sexta-feira (10) o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada em comum acordo e marca o fim de um ciclo considerado "bem-sucedido", que consolidou a arena como referência no mercado brasileiro.

🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público.

O movimento faz parte de um reposicionamento da seguradora, que passa a adotar uma nova estratégia de marca voltada à expansão nacional.

O plano prevê dobrar o tamanho da operação no Brasil, além de alcançar a meta de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027.

Em 2025, a companhia registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, alta de 23% na comparação anual.

A nova fase inclui o aumento dos investimentos em marketing, com reforço em mídia tradicional e digital, além da ampliação de iniciativas em esportes e cultura.

“Somos profundamente gratos por tudo o que o Allianz Parque nos proporcionou e reconhecemos a importância do investimento para a consolidação da marca no país. No entanto, vivemos um período de crescimento acelerado e decidimos encerrar esse ciclo para iniciar uma nova fase”, afirmou o CEO Eduard Folch, em comunicado.

O executivo também agradeceu ao Sociedade Esportiva Palmeiras e aos torcedores, destacando a relevância da parceria. A WTorre classificou o movimento como uma evolução natural da relação entre as partes.

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Tribunal de comércio dos EUA avalia legalidade da tarifa global de 10% de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Um tribunal de comércio dos EUA analisará, nesta sexta-feira (10), a legalidade de um imposto global de importação de 10% adotado pelo governo Trump.

Segundo diversos estados e pequenas empresas, a medida contorna uma decisão da Suprema Corte que invalidou a maior parte das tarifas anteriores impostas pelo presidente americano.

Um grupo de 24 Estados — em sua maioria governados por democratas — e duas pequenas empresas acionaram a Justiça para barrar as novas tarifas, em vigor desde 24 de fevereiro.

Um tribunal de comércio dos Estados Unidos analisará, nesta sexta-feira (10), a legalidade de um imposto global de importação de 10% adotado pelo governo Trump.

Segundo diversos Estados e pequenas empresas, a medida contorna uma decisão da Suprema Corte que invalidou a maior parte das tarifas anteriores impostas pelo presidente americano.

Um grupo de 24 estados — em sua maioria governados por democratas — e duas pequenas empresas acionaram a Justiça para barrar as novas tarifas, em vigor desde 24 de fevereiro. Um painel formado por três juízes ouvirá os argumentos nesta sexta-feira.

No segundo mandato, Trump transformou as tarifas em um dos pilares de sua política externa, alegando ter ampla autoridade para aplicá-las sem a aprovação do Congresso.

O governo sustenta que a cobrança global é uma resposta legal e adequada ao déficit comercial persistente, resultado do fato de os Estados Unidos importarem mais do que exportam.

🔎 As tarifas foram implementadas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de taxas de até 15% por um período de até 150 dias em casos de “grandes e graves déficits na balança de pagamentos” ou para evitar uma desvalorização iminente do dólar.

Os autores das ações, no entanto, argumentam que essa autoridade se limita a emergências monetárias de curto prazo.

Eles afirmam ainda que déficits comerciais recorrentes não se enquadram na definição econômica de “déficits na balança de pagamentos”, conforme apontam os processos apresentados ao Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York.

As novas tarifas foram anunciadas em 20 de fevereiro, no mesmo dia em que a Suprema Corte impôs uma derrota significativa a Trump ao derrubar um amplo conjunto de tarifas anteriores.

Na decisão, o tribunal concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não concede ao presidente a autoridade que ele alegava ter.

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SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 10:45

Tecnologia SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site Prejuízo bilionário incluiria resultados da xAI, startup de IA de Elon Musk incorporada à SpaceX, segundo site; empresa se prepara para abrir capital Por Reuters

A SpaceX, de Elon Musk, que se prepara para abrir um IPO, registrou um prejuízo de quase US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) em 2025, com receita superior a US$ 18,5 bilhões, informou o site The Information na quinta-feira (9), citando fontes.

🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Segundo a reportagem, o prejuízo inclui os resultados da xAI, adquirida pela empresa em fevereiro. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da IA e da exploração espacial.

Procurada pela Reuters, a SpaceX não retornou aos contatos da agência de notícias para comentar a informação do The Information.

A empresa entrou de forma confidencial com pedido de abertura de capital nos Estados Unidos em março. No ano passado, teve lucro de cerca de US$ 8 bilhões, com receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, segundo a Reuters.

Hoje ela é a empresa de lançamentos mais ativa do mundo e tem como objetivo tornar viáveis as viagens interplanetárias. A companhia também planeja implantar centros de dados de inteligência artificial em órbita.

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Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 09:46

Agro Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato Alimentos subiram 1,56% em março e foi um dos principais responsáveis pela alta da inflação do mês, que subiu 0,88%, segundo o IBGE. Por Redação g1

Os preços dos alimentos aceleraram de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março e foram os principais responsáveis pela alta da inflação do mês, que subiu 0,88%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (10).

A alta foi puxada pela alimentação no domicílio, que subiu 1,94% – bem acima de fevereiro (0,23%) –, com destaque para o avanço dos preços do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%).

Os alimentos acima foram os que mais pesaram na inflação do período por estarem entre os itens mais consumidos pelas famílias e, assim, terem maior impacto sobre o índice geral de preços.

Mas, quando se considera as maiores altas percentuais, destacam-se cenoura e a abobrinha. Já entre as maiores quedas, estão o abacate e a laranja-baía.

Cenoura: 28,08%Abobrinha: 23,56%Tomate: 20,31%Cebola: 17,25%Feijão-carioca (rajado): 15,4%Batata-doce: 13,41%Açaí (emulsão): 12,56%Batata-inglesa: 12,17%Leite longa vida: 11,74%Pimentão: 8,58%

Abacate: -13,2%Laranja-baía: -8,19%Maçã: -5,79%Laranja-lima: -3,98%Peixe-palombeta: -3,84%Limão: -3,64%Banana-maçã: -3,46%Mandioca (aipim): -3,25%Inhame: -3,21%Açúcar refinado: -2,98%

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Há 4 horas São Paulo 2026 tem maior nº de mortes de mulheres cometidas pela políciaHá 4 horasVaivém do câmbioComo Trump fez o dólar ‘flopar’ e ajudou a valorizar o real

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Dólar abre com inflação no Brasil e nos EUA no radar e tensão no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (10) em baixa, recuando 0,22% por volta das 09h05, cotado a R$ 5,0520. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Brasil, o destaque da manhã é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. A expectativa do mercado é de alta de 0,7% no indicador na comparação mensal, e de 4% no acumulado em 12 meses.

▶️ Nos Estados Unidos, investidores acompanham novos dados relacionados à evolução dos preços e à confiança do consumidor. Ainda pela manhã, também serão divulgados os números de encomendas da indústria americana.

▶️ Ainda no cenário internacional, EUA e Irã se preparam para iniciar uma rodada de negociações de paz em Islamabad, no Paquistão, que pode encerrar a guerra no Oriente Médio.

O diálogo ocorre após um cessar-fogo anunciado na terça-feira, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel ao Irã. Em troca, Teerã se comprometeria a reabrir o Estreito de Ormuz.

▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Com isso, os preços do petróleo seguem operando em alta. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent subia cerca de 1%, negociado pouco abaixo de US$ 97 por barril, enquanto o WTI avançava 0,7%, para cerca de US$ 98,50.

Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates.

Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano.

Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua.

Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57.

Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra.

O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos.

Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%.

Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%.

Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%.

Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%.

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IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%.

A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Em março, os principais destaques do índice foram os grupos Transportes e Alimentação e bebidas. Transportes registrou alta de 1,64% e respondeu por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA do mês. Já Alimentação e bebidas subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p.

Alimentação e bebida: 1,56%;Habitação: 0,22%;Artigos de residência: 0,51%;Vestuário: 0,46%;Transportes: 1,64%;Saúde e cuidados pessoais: 0,42%;Despesas pessoais: 0,65%;Educação: 0,02%;Comunicação: 0,19%.

Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período.

E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA.

O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%.

🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões.

Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.

As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados.

Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.

O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte.

Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior.

Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada “Semana do Cinema”, realizada em fevereiro.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%.

Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW

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Governo anuncia parceria entre Receita Federal e agência de fronteiras dos Estados Unidos para combate ao crime organizado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O Ministério da Fazenda anunciou que está sendo fechada uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional.

A iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.

"A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional", informou o governo.

O anúncio da parceria acontece em um momento no qual os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pressionarem integrantes do governo de Donald Trump, segundo uma reportagem do jornal "The New York Times".

👉 Desde o início do seu mandato, Donald Trump, vem promovendo uma campanha para designar grupos criminosos de diferentes países da América Latina como organizações terroristas. No caso da Venezuela, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar perto das águas do país, que culminou na captura de Nicolás Maduro.

Oficialmente, o governo dos EUA não se pronunciou sobre a possibilidade. Mas, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs mais tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções caíram após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A rigor, no entanto, grupos incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado sofrem restrições e sanções econômicas.

A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana — a maioria é aplicada a cartéis do México, vizinho dos EUA —, o que não seria o caso das facções brasileiras.

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Por que governo Trump voltou a atacar o Pix (e o que EUA podem fazer contra ele)?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 06:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC

Quase dez meses depois de abrirem uma investigação comercial contra o Pix, os Estados Unidos voltaram a alfinetar o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, reacendendo a discussão sobre as investidas do governo Trump contra ele e as possíveis medidas de efeito prático que pode tomar nesse sentido.

O Pix foi mencionado em um relatório de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas.

O documento foi elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Office of the United States Trade Representative, USTR), a mesma agência que em julho do ano passado abriu um inquérito para apurar se considera o Pix uma "prática desleal", que fere a competitividade do setor produtivo americano.

O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026, em apenas um parágrafo:

"O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas."

O governo brasileiro reagiu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que o "o Pix é do Brasil". "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", ele declarou em entrevista na semana passada.

Até o presidente da Colômbia saiu em defesa do sistema de pagamentos brasileiro. Na segunda-feira (6/4), Gustavo Petro elogiou o modelo e, em uma longa publicação nas redes sociais, pediu que o sistema fosse estendido a seu país.

A investigação da USTR ainda está em andamento e não tem data fechada para ser concluída. Enquanto se aguarda o desfecho, uma das perguntas que surgem no debate em torno do caso é: o que os EUA podem fazer de concreto contra o sistema de pagamentos brasileiro?

Especialistas apontam que o PIX contraria interesses de big techs e de empresas de cartão — Foto: Getty Images/BBC

Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela reportagem frisaram que os EUA não têm jurisdição para agir diretamente contra o Pix.

As ferramentas à disposição dos americanos se concentram no âmbito comercial e estão descritas na própria legislação que foi usada para abrir a investigação contra o Brasil, a seção 301 do Trade Act de 1974.

Vão desde a suspensão de benefícios e acordos comerciais à restrição de importações de produtos e serviços ou imposição de tarifas sobre esses bens e serviços.

Ou seja, os EUA poderiam, por exemplo, dar início a um novo tarifaço sobre as exportações brasileiras com destino aos portos americanos ou retirar o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa de benefícios tarifários instituído nos anos 1970 para países em desenvolvimento.

"Trata-se, portanto, mais de um mecanismo de pressão externa e econômica sobre o Estado brasileiro do que um poder regulatório sobre a infraestrutura de pagamentos em si", destaca Camila Villard Duran, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário.

Duran destaca que no novo relatório do USTR a linguagem usada no capítulo do Brasil é semelhante à que descreve supostas "práticas desleais" no setor de pagamentos em diversos outros países que também são criticados pelos EUA.

"O caso brasileiro, nesse sentido, não é isolado, mas integrado a uma estratégia política mais ampla de contestação de práticas nacionais em serviços financeiros digitais", diz ela, que é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e cofundadora do Instituto Mulheres na Regulação.

"Assim, a consequência mais plausível não é uma medida direcionada tecnicamente ao Pix, mas sim alguma forma de retaliação comercial mais ampla", avalia Duran.

Nesse sentido, uma fonte brasileira próxima às negociações diz ser difícil arriscar o que exatamente viria, caso a investigação de fato concluísse que as acusações contra o Brasil são pertinentes.

Historicamente, pondera a fonte, os EUA pouco usaram o instrumento da seção 301 do Trade Act de 1974 e, no caso específico da investigação contra o Brasil, o escopo de temas analisados pelo USTR é amplo e vai bem além do Pix.

Também inclui, por exemplo, as tarifas a que os produtores de etanol americanos estão submetidos para acessar o mercado brasileiro e até o desmatamento ilegal, acusado de dar vantagem competitiva injusta às exportações agrícolas brasileiras.

Renê Medrado, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, faz avaliação semelhante e exemplifica: ainda que os EUA por ventura optassem por uma retaliação comercial ampla, é difícil estimar se as eventuais tarifas seriam colocadas para uma lista ampla de produtos ou se seriam seletivas.

"E tem isso de que o governo americano às vezes fala que vai [fazer alguma coisa], depois volta atrás…", ele acrescenta, ao comentar sobre o desafio de se traçar possíveis cenários.

"Agora, o ponto é: o ambiente hoje é bom", completa Medrado, referindo-se ao estado das relações entre os governos Lula e Trump.

Desde que os dois presidentes se cruzaram nos bastidores da assembleia-geral da ONU em Nova York em setembro do ano passado, há um diálogo bilateral maior entre Brasil e EUA e uma expectativa de que um encontro presencial formal entre os dois aconteça.

"O alcance dessas medidas dependerá muito mais da dinâmica da política bilateral e da eficácia da diplomacia brasileira", comenta a professora Camila Villard Duran.

Por que então os EUA voltaram a alfinetar o Pix? No relatório do USTR de março do ano passado, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro não havia nem sido mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.

Mesmo no documento em que formalizou a investigação contra o Brasil, a agência não citou o Pix nominalmente, apesar de ter feito referência indireta a ele ("O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", diz o texto).

A fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.

E há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.

Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, pode entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.

Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.

"O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran.

A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras".

"Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa.

Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem — Foto: Governo do Brasil/X

Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.

O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas".

"Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran.

"A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal."

Desde o início dos ataques do governo Trump ao sistema de pagamentos a gestão Lula tem procurado usar os episódios para melhorar sua imagem apostando em um discurso focado justamente na soberania nacional.

Membros do governo também têm buscado usar a polêmica para atingir adversários políticos, especialmente aqueles ligados ao bolsonarismo, que têm um histórico de proximidade com a gestão Trump.

Após a divulgação do último relatório do USTR, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o "silêncio" de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que o senador "prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros" e que acabaria com Pix.

Diversos vídeos e conteúdos anônimos compartilhados nos últimos dias também faziam afirmações nesse sentido.

Flávio, que é pré-candidato à presidência, chegou a se pronunciar sobre o assunto e negou qualquer intenção de acabar com o sistema de pagamentos.

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É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 05:46

Fato ou Fake É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos Post alega que barras foram vendidas em Nova York. Ao Fato ou Fake, assessoria da instituição confirmou operações envolvendo 129 toneladas, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, que renderam US$ 12,8 bilhões. Dinheiro foi usado para comprar ouro guardado em Paris. Por Jorge Fofano — g1

Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a França vendeu toda a sua reserva de ouro guardada em Nova York para comprar uma quantia equivalente na Europa. É #FATO.

Publicado nesta segunda-feira (6) no X, onde já foi visto mais de 7,1 milhões de vezes, o post apresenta a legenda, em inglês:"A França vendeu seu ouro armazenado em Nova York e comprou uma quantidade equivalente na Europa. Todas as reservas de ouro da França agora estão localizadas em Paris".Abaixo, há imagems do presidente do país, Emmanuel Macron, e de barras de ouro.

Procurado pelo Fato ou Fake, o Banco Central da França confirmou a venda do ouro alocado no Federal Reserve, em Nova York. Veja a nota enviada por e-mail: "Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco Central francês executou a venda de 129 toneladas de ouro, que correspondia ao total do metal guardado em Nova York. Foram 26 operações de venda pontuais, que geraram um ganho de capital excepcional de US$ 12,8 bilhões. As barras de ouro compradas com esse valor estão, agora, sendo mantidas em Paris".

Segundo a instituição, essas operações de venda não estão relacionadas a questões geopolíticas:

"Não se trata de um gesto geopolítico. O movimento de recompra de novas barras de ouro atende a uma política conduzida desde 2005 e a recomendações de um relatório de controle interno de 2024, que exigem a modernização e padronização do ouro francês, conforme os padrões internacionais. Ainda há um estoque residual de 5% do total da reserva, localizada em Paris, que ainda precisa passar pela padronização. Isso será cumprido até 2028".

Ao Fato ou Fake, Ramiro Ferreira, especialista em investimentos e cofundador do Clube do Valor, analisa que, embora o BC negue uma motivação geopolítica para a venda, o momento escolhido para a repatriação do ouro casa coincide com a deterioração das relações comerciais e políticas entre o governo Trump e a Europa:

"A França diz que foi uma decisão técnica. E, tecnicamente, não está mentindo: as barras armazenadas em Nova York datavam do final da década de 1920 e não atendiam mais aos padrões modernos de pureza e peso exigidos no comércio internacional de ouro. Mas a repatriação ocorreu justamente quando o Fed de Nova York recebia um número recorde de pedidos de bancos centrais estrangeiros para retirar e repatriar fisicamente suas reservas de ouro, coincidentemente, o mesmo período em que tarifas, guerras comerciais e a imprevisibilidade do governo Trump dominaram a agenda global".

Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a agência de notícias Reuters revelou que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais passaram a deter mais ouro nas reservas do que títulos da dívida pública americana. Segundo estudo do Banco Central Europeu (BCE), o estoque do metal pelas entidades monetárias chegou a 36 mil toneladas.

Já nesta quarta-feira (8), a própria Reuters informou, com base em uma pesquisa com gestores de quase 100 bancos centrais, que 40% dos entrevistados avaliavam aumentar ainda mais sua exposição ao ouro.

🥇 O ouro é considerado um investimento seguro pelos investidores e tende a se valorizar em momentos de crise . Atualmente, a elevação da dívida soberana dos Estados Unidos, preocupações sobre a independência do Fed e tensões geopolíticas em diferentes pontos do mundo diminuíram a confiança no dólar e aumentaram a procura pelo metal precioso.

O ouro chegou a bater US$ 5.595 a onça (31,1035 gramas) em janeiro deste ano, a maior cotação da história. A cotação do metal desta quinta-feira (9) foi de US$ 4,7 mil, uma queda de 16% em relação ao pico.

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Post alega que barras foram vendidas em Nova York. Ao Fato ou Fake, assessoria da instituição confirmou operações envolvendo 129 toneladas, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, que renderam US$ 12,8 bilhões. Dinheiro foi usado para comprar ouro guardado em Paris.

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