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É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 05:46

Fato ou Fake É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos Post alega que barras foram vendidas em Nova York. Ao Fato ou Fake, assessoria da instituição confirmou operações envolvendo 129 toneladas, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, que renderam US$ 12,8 bilhões. Dinheiro foi usado para comprar ouro guardado em Paris. Por Jorge Fofano — g1

Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a França vendeu toda a sua reserva de ouro guardada em Nova York para comprar uma quantia equivalente na Europa. É #FATO.

Publicado nesta segunda-feira (6) no X, onde já foi visto mais de 7,1 milhões de vezes, o post apresenta a legenda, em inglês:"A França vendeu seu ouro armazenado em Nova York e comprou uma quantidade equivalente na Europa. Todas as reservas de ouro da França agora estão localizadas em Paris".Abaixo, há imagems do presidente do país, Emmanuel Macron, e de barras de ouro.

Procurado pelo Fato ou Fake, o Banco Central da França confirmou a venda do ouro alocado no Federal Reserve, em Nova York. Veja a nota enviada por e-mail: "Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco Central francês executou a venda de 129 toneladas de ouro, que correspondia ao total do metal guardado em Nova York. Foram 26 operações de venda pontuais, que geraram um ganho de capital excepcional de US$ 12,8 bilhões. As barras de ouro compradas com esse valor estão, agora, sendo mantidas em Paris".

Segundo a instituição, essas operações de venda não estão relacionadas a questões geopolíticas:

"Não se trata de um gesto geopolítico. O movimento de recompra de novas barras de ouro atende a uma política conduzida desde 2005 e a recomendações de um relatório de controle interno de 2024, que exigem a modernização e padronização do ouro francês, conforme os padrões internacionais. Ainda há um estoque residual de 5% do total da reserva, localizada em Paris, que ainda precisa passar pela padronização. Isso será cumprido até 2028".

Ao Fato ou Fake, Ramiro Ferreira, especialista em investimentos e cofundador do Clube do Valor, analisa que, embora o BC negue uma motivação geopolítica para a venda, o momento escolhido para a repatriação do ouro casa coincide com a deterioração das relações comerciais e políticas entre o governo Trump e a Europa:

"A França diz que foi uma decisão técnica. E, tecnicamente, não está mentindo: as barras armazenadas em Nova York datavam do final da década de 1920 e não atendiam mais aos padrões modernos de pureza e peso exigidos no comércio internacional de ouro. Mas a repatriação ocorreu justamente quando o Fed de Nova York recebia um número recorde de pedidos de bancos centrais estrangeiros para retirar e repatriar fisicamente suas reservas de ouro, coincidentemente, o mesmo período em que tarifas, guerras comerciais e a imprevisibilidade do governo Trump dominaram a agenda global".

Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a agência de notícias Reuters revelou que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais passaram a deter mais ouro nas reservas do que títulos da dívida pública americana. Segundo estudo do Banco Central Europeu (BCE), o estoque do metal pelas entidades monetárias chegou a 36 mil toneladas.

Já nesta quarta-feira (8), a própria Reuters informou, com base em uma pesquisa com gestores de quase 100 bancos centrais, que 40% dos entrevistados avaliavam aumentar ainda mais sua exposição ao ouro.

🥇 O ouro é considerado um investimento seguro pelos investidores e tende a se valorizar em momentos de crise . Atualmente, a elevação da dívida soberana dos Estados Unidos, preocupações sobre a independência do Fed e tensões geopolíticas em diferentes pontos do mundo diminuíram a confiança no dólar e aumentaram a procura pelo metal precioso.

O ouro chegou a bater US$ 5.595 a onça (31,1035 gramas) em janeiro deste ano, a maior cotação da história. A cotação do metal desta quinta-feira (9) foi de US$ 4,7 mil, uma queda de 16% em relação ao pico.

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Post alega que barras foram vendidas em Nova York. Ao Fato ou Fake, assessoria da instituição confirmou operações envolvendo 129 toneladas, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, que renderam US$ 12,8 bilhões. Dinheiro foi usado para comprar ouro guardado em Paris.

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Manicure transforma problema de unhas quebradas em negócio de R$ 11 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 10/04/2026 05:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Manicure transforma problema de unhas quebradas em negócio de R$ 11 mil por mês Após alcançar 5 milhões de visualizações, manicure de Minas Gerais transforma ideia em negócio, cria produto com impressora 3D e já ganha mais que no salão. Por PEGN

Manicure de Ipatinga (MG) criou abridor de latas em formato de esmalte para preservar as unhas das clientes.

Com investimento inicial de R$ 6 mil, o casal estruturou a operação do zero e começou a produzir os abridores sob demanda.

Hoje, o negócio já gera mais receita do que o próprio trabalho como manicure, com faturamento mensal de R$ 11 mil.

Um abridor de latas para que mulheres evitassem danificar as unhas recém-feitas foi a ideia que fez a manicure Karina Drumond, de Ipatinga (MG), viralizar nas redes sociais.

A ideia nasceu dentro do próprio salão. Karina queria oferecer um brinde diferente para as clientes no fim de ano e lembrou de um modelo de abridor de latas. Com a ajuda do namorado, que tinha uma impressora 3D, começou a desenvolver um acessório em formato de esmalte — pensado para preservar as unhas.

Os primeiros testes não deram certo. Protótipos quebraram e não conseguiam abrir as latas. Após ajustes no design, o casal chegou a um modelo funcional. A validação veio em um evento com amigas e clientes: o produto funcionou e foi bem recebido.

Com a repercussão inesperada dos vídeos, que chegaram a ultrapassar cinco milhões de visualizações, Karina recebeu diversas mensagens de seguidores em busca do produto. Foi então que decidiu transformar a ideia em negócio, mesmo sem experiência em vendas ou precificação.

Com investimento inicial de cerca de R$ 6 mil, o casal estruturou a operação do zero. Criaram um site, estudaram vendas online e começaram a produzir os abridores sob demanda. A primeira venda foi de 100 unidades.

Hoje, o negócio já gera mais receita do que o próprio trabalho como manicure. Enquanto o salão fatura cerca de R$ 6,5 mil por mês, os abridores rendem aproximadamente R$ 11 mil mensais, com unidades vendidas a partir de R$ 9,90.

Além do faturamento, a visibilidade também impulsionou a clientela do salão, evidenciando como o digital pode potencializar pequenos negócios. Agora, os próximos passos incluem investir em mais impressoras 3D para ampliar a produção e reduzir o prazo de entrega, hoje entre cinco e seis dias úteis.

Para Karina, o momento é de aproveitar a oportunidade. A ideia é consolidar a marca no mercado e transformar a solução criativa em referência — sem abrir mão do propósito inicial: ajudar clientes a manter as unhas intactas.

📍 Endereço: Rua Salgueiro n°96 – Bairro Bom Jardim Ipatinga -MG – CEP: 35162295 Telefone: (31) 98449-3008🌐 Site: www.unhasseguras.com.br📧 E-mail: unhasseguras@gmail.com📘 Facebook: Unhasseguras( página)📸 Instagram: @unhasseguras.oficial📲 Tiktok: Unhas.seguras

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Como Trump fez o dólar ‘flopar’ – e ajudou a valorizar o real

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 04:45

Como Trump fez o dólar 'flopar' – e ajudou a valorizar o real No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

A política externa imprevisível de Donald Trump tem mexido com o humor dos mercados — e ajudado a explicar por que o dólar perdeu força nos últimos meses, enquanto moedas como o real ganharam terreno.

Diante das incertezas sobre os rumos dos Estados Unidos, investidores passaram a buscar oportunidades fora do país. Parte desse dinheiro migra para mercados emergentes, como o Brasil, o que aumenta a entrada de recursos e favorece a valorização do real.

Na prática, funciona assim: quando há mais dólares entrando no país — seja por exportações ou por investimentos — cresce a troca da moeda americana por reais. Com mais oferta de dólares circulando, o preço tende a cair.

No vídeo acima, você entende como esse movimento global acabou fazendo o dólar “flopar” e por que isso impacta diretamente o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica destrincha temas de economia e finanças para mostrar, de forma simples, o que está por trás das mudanças no mercado

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Os seis quitutes que ganharam da coxinha como melhor comida de rua da América do Sul

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 04:03

Agro Os seis quitutes que ganharam da coxinha como melhor comida de rua da América do Sul No ranking feito pelo TasteAtlas, salgado ficou em 7º lugar, perdendo espaço para pratos peruanos e argentinos, como espetinhos de coração bovino, empanadas e até milho com queijo. Por Redação g1

A coxinha brasileira ficou em 7º lugar no ranking TasteAtlas de melhores comidas de rua da América do Sul, atrás de pratos peruanos e argentinos.

Os seis primeiros lugares foram: anticuchos de coração e de peixe (Peru), empanadas tucumanas e argentinas, choclo con queso (Peru) e sandwich de lomo (Argentina).

O guia do TasteAtlas descreve a coxinha como um dos salgados favoritos do Brasil e conta um pouco sobre a história do prato.

Segundo o TasteAtlas, o ranking é feito com base em avaliações de usuários reais, com mecanismos para evitar votos falsos ou motivados por patriotismo.

Imagem de coxinhas de frango; quitute ficou em 7º lugar. — Foto: Centro de Comunicação Social da Prefeitura de Piracicaba

A coxinha provavelmente ficaria em primeiro lugar em qualquer lista de melhores comidas de rua feita por brasileiros. Não é o caso do TasteAtlas.

No ranking da plataforma sobre os melhores quitutes de rua da América do Sul, a coxinha ficou em 7º lugar, perdendo espaço para pratos peruanos e argentinos, como espetinhos de coração bovino, empanadas e até milho com queijo.

O TasteAtlas é uma enciclopédia gastronômica criada pelo jornalista croata Matija Babić, em 2018.

Os rankings são baseados em avaliações dos usuários da plataforma, mas, segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras.

O anticucho de coração é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de coração bovino. A receita leva cubos de coração marinados em uma mistura de óleo, vinagre de vinho tinto, alho, orégano, cominho, sal e pasta de pimenta ají panca.

Depois de absorver os temperos, a carne é colocada em espetos e levada à grelha até ficar bem cozida e levemente tostada por fora.

O anticucho costuma ser servido com acompanhamentos como rodelas grossas de batata cozida, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A recomendação do TasteAtlas é aproveitar o prato com uma cerveja bem gelada.

Essas empanadas são uma especialidade da região de Tucumán, na Argentina, e bem diferentes das versões mais comuns em Buenos Aires. As tucumanas costumam ser feitas à mão, seguindo receitas tradicionais, e se destacam pela massa crocante e pelo equilíbrio entre massa e recheio.

A massa é preparada com farinha de trigo e gordura bovina. Já o recheio pode levar carne, frango ou até dobradinha, além de ingredientes como cebola, ovo cozido, páprica e cominho.

As tucumanas autênticas são assadas em forno de barro, e ficam ainda melhores acompanhadas de uma taça de vinho local.

As empanadas argentinas já são bastante conhecidas entre os brasileiros. Embora sejam mais consumidas na versão salgada, também existem opções doces, com recheios como doce de leite e marmelo.

A massa, geralmente feita com farinha de trigo, é aberta fina, recheada e dobrada, formando um “pacotinho” que depois é assado ou frito até ficar dourado. As versões mais tradicionais levam carne moída, cebola e especiarias, garantindo um sabor marcante.

Cada região da Argentina, no entanto, tem seu próprio estilo: há as menores e mais picantes de Salta; as maiores, ao estilo de Mendoza, com alho e azeitonas; as da Cordilheira, feitas com carne de cordeiro, entre outras variações.

Mais do que um prato, as empanadas são um símbolo cultural do país — as chamadas empanadas criollas já foram, inclusive, declaradas Patrimônio Cultural Alimentar pelo Ministério da Cultura argentino.

O anticucho de pescado é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de peixe. A receita começa com a marinada de peixes brancos mais firmes em uma mistura de alho, páprica, sal, vinagre, suco de limão, óleo, cominho e pimenta-do-reino.

Na hora de servir, os espetinhos costumam vir acompanhados de fatias grossas de batata cozida, alface, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A finalização é com gomos de limão, que realçam o sabor.

O "choclo con queso" nada mais é do que um milho com queijo, prato típico do Peru que costuma ser consumido como lanche, entrada ou acompanhamento.

Ele é feito com o choclo peruano, um tipo de milho com grãos grandes, sabor levemente adocicado e textura mais firme.

Apesar de também aparecer em restaurantes, é mais comum encontrar esse preparo nas ruas, vendido por ambulantes. Em versões mais modernas, o prato pode ganhar forma de um gratinado, com ingredientes como cebola, cominho, farinha e leite.

Esta é uma versão “turbinada” do sanduíche de carne: recheado com fatias finas de bife de lomo, tomate, cebola, alface, maionese, molho chimichurri, presunto, queijo e ovo frito, o sanduíche de lomo — ou lomito — é praticamente um exagero de tão recheado.

Apesar da receita tradicional, o preparo é aberto a variações: há quem substitua a carne bovina por porco ou acrescente ingredientes como berinjela, entre outros.

Popular na Argentina e no Uruguai, o sanduíche é facilmente encontrado em carrinhos de rua espalhados pelas áreas urbanas dos dois países.

O guia do TasteAtlas descreve a coxinha como "um dos salgados favoritos do Brasil" e conta um pouco sobre a história do prato.

Segundo a publicação, a coxinha surgiu em São Paulo no século 19 e, a partir dos anos 1950, se espalhou para os estados do Rio de Janeiro e Paraná.

"Reza a lenda que o quitute foi criado para o filho da princesa Isabel, que só gostava de comer coxa de frango", diz a publicação.

Já historiadores da alimentação apontam outra origem: "o salgado teria surgido durante a industrialização paulista, como uma alternativa mais barata e durável aos cortes tradicionais de frango vendidos na porta das fábricas para os trabalhadores", acrescenta.

8º – Papa rellena (Peru): batatas recheadas típicas do Peru — uma espécie de croquete de purê de batata frito com recheio de carne. O recheio costuma levar carne bovina picada, misturada com cebola e cominho. 9º – Choripán (Argentina): considerado um dos ícones da comida de rua argentina, é um sanduíche feito com linguiça chorizo e diferentes condimentos, servido em pão crocante. 10º – Picada Colombiana (Colômbia): Prato tradicional em que uma variedade de carnes e vegetais grelhados ou fritos é servida em uma grande travessa. Costuma incluir batatas papa criolla, porco, frango, carne bovina, morcela (chouriço de sangue), longaniza, arepas, guacamole e milho doce.

Segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras.

Na lista “Top 49 South American Street Food”, até 15 de março de 2026, foram registradas 8.147 avaliações. Desse total, 3.620 foram reconhecidas pelo sistema como legítimas.

O TasteAtlas afirma que os rankings não devem ser vistos como uma conclusão definitiva sobre comida no mundo. O objetivo, segundo a plataforma, é promover pratos locais, valorizar culinárias tradicionais e despertar a curiosidade sobre receitas ainda não experimentadas.

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Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 04:03

Tecnologia Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers Com alto consumo de energia dos data centers, parlamentares discutem suspender temporariamente a criação desses empreendimentos. Maine pode se tornar o primeiro estado americano a barrar novos projetos. Por Redação g1

Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados.

Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços.

O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata.

A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados.

Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços.

O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata.

❓ Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos.

A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal.

A medida prevê ainda um conselho responsável por propor medidas para garantir que os data centers não prejudiquem a população do Maine.

Apenas 9 data centers estão em funcionamento no Maine, segundo dados do site Data Center Map. A Virgínia lidera o ranking nos EUA com 579 data centers em operação, enquanto o Brasil tem 204 empreendimentos desse tipo.

Mas, apesar de o Maine ter poucos empreendimentos, a preocupação é com o possível aumento no custo de energia causado por esses empreendimentos. O estado já tem uma das maiores tarifas do país, segundo o Administração de Informação de Energia dos EUA.

Data centers costumam usar muita energia elétrica e podem contribuir com o aumento da conta de luz nos Estados Unidos. Por lá, concessionárias de energia investirão em infraestrutura para atender à demanda e poderão repassar os custos para consumidores, afirmaram analistas à CNBC.

Os empreendimentos também levantam preocupações sobre o uso de água. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside.

A deputada estadual Melanie Sachs, do Partido Democrata, disse que a proibição no Maine garantirá a gestão responsável da terra e da água. "Este projeto não é contra a inovação, nem rejeita o desenvolvimento econômico", afirmou em março, segundo o site Maine Morning Star.

Já o deputado estadual Steven Foster, do Partido Republicano, disse que já há regras para data centers e que a proibição não é necessária. "Muito medo foi alimentado sobre a construção de um data center de inteligência artificial em qualquer lugar do Maine, o que é contrário à realidade", afirmou em março.

Propostas de suspender a construção de data centers também surgiram em estados como Virgínia e Geórgia, bases de projetos de empresas como Meta, Google e Microsoft.

Esses projetos também foram apresentados em estados como Nova York, Maryland e Oklahoma, mas, por enquanto, não se tornaram lei em nenhum deles.

A proibição temporária a novos data centers já existe por meio de leis municipais de algumas cidades no Michigan e em Indiana, segundo o Wall Street Journal. A lei do Maine teria o maior alcance até o momento.

Projeto do Scala AI City, 'cidade' de servidores que será construída em Eldorado do Sul (RS) — Foto: Divulgação/Scala Data Centers

No Brasil, os primeiros projetos de data centers de IA poderão ter consumo equivalente ao de mais de 16 milhões de casas. Os empreendimentos serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE).

O projeto de Caucaia é da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, e envolve um complexo com cinco data centers que deverão entrar em operação em setembro de 2027. Ele terá capacidade inicial de 200 megawatts.

O projeto da ByteDance prevê um investimento de mais de R$ 580 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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Plano do governo para liberar FGTS e quitar dívidas reacende debate sobre uso do fundo; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 02:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas.

A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A iniciativa reacende o debate sobre o papel do FGTS. Embora ainda haja detalhes limitados sobre o formato da medida, especialistas consultados pelo g1 apontam que as medidas podem desvirtuar a função original do fundo, criado como uma reserva de proteção ao trabalhador em casos como demissão sem justa causa e também como fonte de financiamento para áreas como habitação e saneamento.

Entenda qual é o papel do FGTS, como ele pode ser usado atualmente e o que está em jogo na proposta do governo.

Criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, o FGTS funciona como uma espécie de poupança compulsória formada ao longo do vínculo de trabalho.

Todos os meses, os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário em contas do FGTS vinculadas ao contrato de trabalho, abertas em nome de trabalhadores com carteira assinada. O fundo é voltado a trabalhadores formais, como empregados regidos pela CLT e domésticos com registro, e não contempla autônomos, MEIs ou profissionais informais.

Os recursos pertencem ao trabalhador, mas só podem ser sacados em situações específicas previstas em lei.

Além de servir como reserva financeira para o trabalhador, o fundo também tem papel relevante na economia. Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo desde a Lei 8.036/90, os recursos são usados para financiar projetos de habitação, como o programa Minha Casa, Minha Vida, saneamento e infraestrutura.

Aposentadoria;Aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional;Saque-aniversário;Desastre natural (Saque Calamidade);Demissão sem justa causa pelo empregador;Término do contrato por prazo determinado;Doenças graves;Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;Suspensão do trabalho avulso;Falecimento do trabalhador (saque por dependentes/herdeiros);Idade igual ou superior a 70 anos;Aquisição de órtese e prótese;Três anos fora do regime do FGTS (para contratos extintos a partir de 14/07/1990);Conta vinculada sem depósitos por três anos (para contratos extintos até 13/07/1990);Mudança de regime jurídico (ex: CLT para estatutário);Saque residual (saldo inferior a R$ 80);

Além disso, existe a possibilidade de saque por comum acordo entre empregado e empresa, com liberação parcial dos recursos.

Nos últimos anos, o FGTS passou a ter novas formas de uso. Uma das principais é o saque-aniversário, modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar parte do saldo todos os anos, no mês de nascimento.

🔍 Por meio do saque‑aniversário, criado em 2019, o trabalhador pode sacar parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional.

Quem escolhe essa opção, porém, perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão — podendo retirar apenas a multa rescisória de 40%, calculada sobre o total de todos os depósitos realizados pela empresa na conta do FGTS do trabalhador durante o período em que ele trabalhou na empresa.

Outra mudança recente, anunciada em outubro do ano passado, envolve a antecipação desse saque. Bancos passaram a oferecer crédito com base nesses valores futuros, o que levou o governo a impor limites à prática.

há teto de R$ 500 por parcela antecipada;limite de até cinco parcelas no primeiro ano, com valor máximo de R$ 2,5 mil;depois, o limite cai para três parcelas;só é permitido um contrato por ano;

A medida busca evitar o uso excessivo do fundo como garantia de empréstimos, prática que vinha crescendo nos últimos anos.

Hoje, o FGTS já pode ser usado como garantia em algumas modalidades de crédito, como o consignado privado, com a vinculação de parte do saldo e da multa rescisória.

Enquanto não é sacado, o dinheiro do FGTS não fica parado. Os recursos são usados pelo governo para financiar projetos de habitação, saneamento e infraestrutura em todo o país.

No caso do Minha Casa, Minha Vida, o fundo pode ser usado para comprar, construir, quitar ou reduzir parcelas da casa própria, segundo a Caixa Econômica Federal. Também é possível abater até 80% do valor das prestações por até 12 meses.

Para utilizar os recursos, é preciso ter ao menos três anos de trabalho com FGTS e não possuir outro imóvel na mesma região. O uso é restrito a imóveis residenciais destinados à moradia própria.

O aumento do endividamento das famílias tem sido um dos principais alvos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, e tem servido como um componente eleitoral — principalmente em um momento em que Lula enfrenta uma piora na aprovação de sua gestão.

Em pronunciamento recente, o presidente afirmou que o endividamento tem consumido quase toda a renda das famílias e indicou que o governo estuda novas propostas para enfrentar a situação.

Entre as medidas em discussão está a unificação de dívidas, com juros menores e descontos que podem chegar a 80%, além de iniciativas para conter novos débitos, como a imposição de limites para gastos com apostas.

Dados recentes reforçam o cenário de endividamento. Em março, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas — o maior nível da série histórica, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A inadimplência ficou em 29,6%, patamar superior ao registrado um ano antes. Apesar do início do ciclo de queda da Selic, os juros ainda elevados mantêm o crédito caro e pressionam o orçamento das famílias.

O crédito rotativo do cartão, considerado um dos principais vilões do endividamento, se aproximou de R$ 400 bilhões no ano passado, com juros que chegaram a 436% ao ano e cerca de 40 milhões de brasileiros endividados nessa modalidade.

Nesse contexto, a possibilidade de liberar recursos do FGTS para quitar dívidas divide opiniões. Especialistas apontam que a medida pode trazer alívio imediato, mas não resolve o problema de forma estrutural e ainda levanta preocupações sobre o uso do fundo.

“Pode haver um alívio no curto prazo, mas o trabalhador perde essa reserva. Se ele usar o FGTS para quitar dívidas, deixa de ter esse recurso em um eventual desemprego. É um cobertor curto: cobre de um lado e descobre do outro", afirma o economista Rafael Chaves, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE).

Chaves ainda destaca que ainda há o risco de mudança de finalidade do fundo. “O FGTS é uma poupança forçada do trabalhador, criada para protegê-lo em momentos de necessidade, como demissão ou aposentadoria”, afirma.

Em nota, o presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhor, Mario Avelino, se mostrou contrário à proposta, afirmando que a medida tende a beneficiar principalmente os bancos. A organização sem fins lucrativos atua na conscientização sobre o FGTS.

“Na prática, o que se pretende é usar a poupança do trabalhador para pagar dívidas com bancos", disse Avelino, reiterando que a iniciativa “não resolve o problema, apenas o adia: o trabalhador quita uma dívida hoje, mas contrai outra amanhã, criando um ciclo vicioso.”

“O FGTS é um fundo de investimento social, voltado para habitação, saneamento e infraestrutura. Reduzir esses recursos significa menos investimentos, menos empregos e mais dificuldade para reduzir o déficit habitacional", afirmou Avelino em nota.

De acordo com o executivo, os sucessivos saques que já acontecem desde a criação do saque-aniversário, por exemplo, já têm comprometido o volume total do fundo.

Dados levantados pelo próprio instituto mostram que o FGTS tinha um ativo total estimado em R$ 810 bilhões em 31 de dezembro de 2025, com saldo de R$ 686 bilhões nas contas dos trabalhadores.

O economista e conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Pedro Afonso Gomes, avalia que a proposta pode ajudar a restabelecer a adimplência de parte dos trabalhadores, mas não representa a melhor solução.

“Sem medidas que promovam melhor educação financeira dos trabalhadores e da população em geral, iniciativas para facilitar a quitação de dívidas anteriores não impedem que o indivíduo e sua família voltem a se endividar, recaindo na mesma ciranda de sempre”, afirma.

Para ele, também existem riscos ao financiamento de setores estratégicos: “Se houver saques relevantes, diminui o volume de recursos disponíveis para crédito imobiliário e projetos de infraestrutura, que são funções centrais do FGTS. Nesse cenário, os empregos tendem a cair e o trabalhador, sem renda ou com renda menor, pode voltar a se endividar.”

Apesar das críticas, há quem veja efeitos positivos no curto prazo. Para Carlos Eduardo Oliveira Jr., economista e membro do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP), a medida pode aliviar o orçamento das famílias.

“Sob a ótica econômica, a substituição de passivos com taxas de juros elevadas por recursos do FGTS tende a melhorar o fluxo de caixa das famílias e a reduzir os níveis de inadimplência.”

Ele ressalta, porém, que o impacto é limitado. Segundo o economista do Corecon, a medida funciona mais como um mecanismo para suavizar os efeitos do ciclo atual — marcado por juros altos e renda deprimida — do que como uma solução estrutural para a economia.

“A redução do endividamento e da inadimplência contribui para melhorar o equilíbrio financeiro das famílias e pode gerar estímulos pontuais ao consumo, com efeitos limitados sobre o PIB", avalia Oliveira Jr..

"No entanto, trata-se mais de um mecanismo de suavização dos impactos econômicos do ciclo atual do que de uma medida capaz de promover, por si só, uma aceleração significativa e sustentada do crescimento econômico", completa.

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Posso sacar o FGTS para quitar dívidas? Entenda o plano em estudo pelo governo que pode liberar R$ 17 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/04/2026 00:12

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governo estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas. A proposta ainda está em análise pelo Ministério do Trabalho e pode ser lançada nos próximos dias.

A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.

A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.

O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.

Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.

Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador.

A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.

Lula quer socorrer endividados unificando débitosGoverno avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas

Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.

Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.

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Maior distribuidora do país, Vibra adere ao programa do governo de subvenção do diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal.

A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vibra, as conversas buscam "esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística".

As companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa.

Em nota, a Vibra reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vibra, as conversas buscam "esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística".

As companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa.

Em nota, a Vibra reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.

A primeira fase do programa federal de subvenção ao diesel havia terminado com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e a Sul Plata Trading.

As três maiores distribuidoras do país — Vibra Energia, Raízen e Ipiranga — ficaram de fora da etapa inicial. Entre elas, a Vibra foi a única a confirmar adesão até o momento.

Pelas regras, os agentes do setor tiveram até 31 de março para aderir à primeira fase, referente ao período de 12 a 31 de março. Para abril, o prazo permaneceu aberto.

O anúncio da Vibra ocorre poucos dias após o governo elevar o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro.

O governo federal publicou na terça-feira (7) uma medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com o objetivo de frear os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira.

Entre as medidas está a nova subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, o benefício total chega a R$ 1,52 por litro.

O objetivo central da medida é proteger o setor produtivo, especialmente o agronegócio, da alta de preços provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O aumento do frete tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.

Nesse contexto, a divisão entre estados e União busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo.

O benefício é direcionado aos importadores de diesel, responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país.

Segundo o governo, a medida será aplicada ao menos durante abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões — R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

Pelo lado dos estados, o subsídio será viabilizado por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), mecanismo pelo qual o governo federal repassa recursos mensalmente aos governos estaduais.

Agora, parte desses valores será retida, em montante equivalente a R$ 0,60 por litro, como contribuição de cada estado.

➡️ O FPE é formado por 21,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Entre as medidas anunciadas, o governo também criou uma subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se soma à de R$ 0,32 por litro já em vigor.

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Mega-Sena, concurso 2.994: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 21:15

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.994: resultado Veja os números sorteados: 01 – 10 – 23 – 31 – 40 – 55. Prêmio é de R$ 18.403.609,72. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.994 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (9), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ 18.403.609,72.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Governo estuda liberar R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores endividados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 18:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas, especialmente as do cartão de crédito. A proposta ainda está em análise e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias.

A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.

A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.

O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.

Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.

Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador.

A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.

Lula quer socorrer endividados unificando débitosGoverno avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas

Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.

Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.

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