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O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Tecnologia O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país Na China, assistente de IA gerou onda de 'criação de lagostas', que é o nome usado para treinamento da ferramenta pelos usuários, de acordo com as suas necessidades. Por BBC

O assistente de IA OpenClaw despertou um frenesi na China em março, com seus usuários "criando lagostas" (treinando a ferramenta de acordo com as suas necessidades) — Foto: REUTERS/Florence Lo

Ele esteve tão imerso no uso do assistente de inteligência artificial (IA) OpenClaw (conhecido na China pelo nome de "lagosta") que não sabia se estava falando com IA ou com jornalistas.

Depois de respondermos que não era o caso, o jovem engenheiro de TI explicou como havia "mergulhado" na IA e, especialmente, no OpenClaw.

Incentivada pela liderança chinesa, a segunda maior economia do mundo abraçou a inteligência artificial, despertando curiosidade e preocupação.

Construído com dados e tecnologia em domínio público, o código é disponível para quem quiser personalizá-lo para trabalhar com modelos chineses de IA. Esta é uma enorme vantagem, pois os modelos ocidentais não são acessíveis na China, como o ChatGPT e o Claude.

Por isso, o OpenClaw despertou um frenesi no país, com cada vez mais pessoas experimentando o código.

Wang foi uma dessas pessoas. Ele não compartilhou seu nome completo porque mantém, como negócio paralelo, uma loja online que vende gadgets digitais no TikTok, o que é proibido na China.

Ele diz que ficou impressionador quando percebeu, pela primeira vez, o que sua "lagosta" (construída com o código do OpenClaw e alterada para seu uso) podfia fazer.

Carregar produtos na loja do TikTok é trabalhoso. Ele precisa adicionar imagens, escrever títulos e descrições, definir preços e descontos, se inscrever em campanhas e enviar mensagens para influenciadores. Normalmente, ele consegue administrar cerca de 12 listagens por dia.

Mas a sua "lagosta", ainda em fase de testes, pode fazer até 200 listagens em apenas dois minutos, segundo ele.

"É assustador, mas também é fascinante", ele conta. "Minha lagosta é melhor nisso do que eu."

"Ela escreve melhor e pode comparar meus preços instantaneamente com cada concorrente, algo que eu nunca teria tempo de fazer."

O OpenClaw já havia explodido na comunidade global de tecnologia. O CEO (diretor-executivo) da Nvidia, Jensen Huang, chamou a ferramenta de "o próximo ChatGPT". Seu desenvolvedor, Peter Steinberger, entrou recentemente para a OpenAI.

Mas o entusiasmo que transformou o OpenClaw em tendência foi "exclusivamente chinês", segundo Wendy Chang, do centro de estudos MERICS.

Wang chamou a OpenClaw de "a resposta da era da IA para as pessoas comuns". E as gigantes chinesas da tecnologia aparentemente concordam, já que estão publicando aplicativos construídos com base no OpenClaw.

Do centro de tecnologia de Shenzhen, no sul do país, até a capital, Pequim, centenas de pessoas fizeram fila no lado de fora da sede das empresas Tencent e Baidu, em busca de versões personalizadas gratuitas.

Entre os interessados estavam desde estudantes do ensino médio até aposentados. Muitos deles estavam curiosos para saber mais sobre as "lagostas".

Alguns usuários online contam que as usaram para investir em ações. As "lagostas" analisaram qual o melhor momento para comprar e vender e até fecharam os negócios, mesmo correndo o risco de terem prejuízo.

O famoso escritor e comediante chinês Li Dan contou aos seus milhões de seguidores no Douyin (a versão chinesa do TikTok) que ficou tão imerso no OpenClaw que chegava a sonhar que falava com sua lagosta.

O CEO da Cheetah Mobile, Fu Sheng, compartilhou incansavelmente nas redes sociais como ele "criou sua lagosta" — a expressão adotada para descrever o treinamento do assistente para atender necessidades específicas.

Quando o aplicativo chinês DeepSeek explodiu no mundo da IA, no início do ano passado, parecia que muitas pessoas haviam sido pegas de surpresa. Ele também é uma plataforma de código aberto, desenvolvida por engenheiros do país, formados em universidades chinesas de elite.

O DeepSeek surgiu após anos de investimentos para desenvolver tecnologia básica, incluindo a IA, que só aumentaram após o sucesso do aplicativo.

O que a ferramenta demonstrou foi o apetite inovador dos chineses para buscar oportunidades de pesquisa e inovação, apesar das restrições à importação de tecnologia avançada. E também comprovou como as pessoas estão ansiosas para adotar plataformas de código aberto.

Sua popularidade não passou despercebida pelo governo chinês. Diversas cidades e regiões forneceram incentivos para que os empresários usassem o OpenClaw nas suas companhias.

A cidade de Wuxi, no leste do país, ofereceu até cinco milhões de yuans (US$ 726 mil, cerca de R$ 3,7 milhões) para usos do aplicativo, como em robôs, na produção industrial.

"Todos na China sabem que o governo define o passo e diz a você onde estão as oportunidades", explica Rui Ma, fundador da newsletter Tech Buzz China.

"É prático para a maioria das pessoas. Provavelmente, é um plano melhor, simplesmente seguir as diretrizes do governo, em vez de tentar realmente descobrir sozinho."

Nos últimos anos, as companhias de tecnologia, grandes e pequenas, partiram para a corrida pela IA, apoiadas por subsídios para aluguel de escritórios, subvenções e empréstimos.

Da fabricação ao transporte, da assistência médica aos eletrônicos domésticos, as empresas chinesas buscam integrar a IA aos seus produtos e operações.

"Este é o espírito da AI Plus", afirma Chang, em referência à estratégia nacional chinesa de integração da IA pelas indústrias. "Pegue a IA e aplique em toda parte."

Mas a concorrência é acirrada. A imprensa chinesa apelidou de "Guerra dos 100 Modelos" o processo que levou ao surgimento de mais de 100 modelos de IA desde 2023, com apenas 10 ainda em contenção.

As plataformas chinesas de IA ainda estão atrás das suas concorrentes ocidentais, segundo os especialistas. Mas a distância está diminuindo.

Por isso, para as autoridades chinesas, promover a OpenClaw é uma medida estratégica, segundo a ex-pesquisadora da OpenAI, Jenny Xiao.

Grande parte do entusiasmo inicial diminuiu, quando os usuários começaram a calcular os custos envolvidos (já que a interação com o assistente ocasiona gastos) e devido às preocupações de segurança.

No mês passado, autoridades de cibersegurança de Pequim alertaram sobre os sérios riscos relacionados à instalação e ao uso inadequado do OpenClaw. Desde então, cada vez mais agências governamentais começaram a proibir os funcionários de instalar a ferramenta.

Com isso, a tendência logo deixou de ser a oferta de instalação, mas sim a sua remoção. E este tipo de contradição não é incomum no sistema vertical chinês, segundo Ma.

Muitas vezes, os governos concorrem pela aprovação de Pequim, adotando ferramentas alinhadas aos desejos da liderança do Partido Comunista, mas acabam retrocedendo quando surgem as dificuldades.

"É desordem com controle", define Ma. Ele destaca que a intervenção de Pequim não sinaliza desnecessariamente seu desestímulo.

Para começar, as startups de IA podem ajudar a combater um problema importante no país, que é a taxa de desemprego entre os jovens, de mais de 16%.

Muitos incentivos governamentais relacionados ao OpenClaw (alguns deles com subsídios de até 10 milhões de yuans, cerca de US$ 1,5 milhão ou R$ 7,5 milhões) mencionam "empresas individuais" — ou seja, start-ups, administradas por uma pessoa, com a ajuda da IA.

"Quem tem mais probabilidade de criar uma empresa individual? Provavelmente, os jovens que enfrentam um mercado de trabalho difícil", explica Xiao.

O medo de ficar para trás também é forte na China, considerando a intensa concorrência pelos empregos.

"Alguns afirmam que, em 2026, se você não 'criar lagostas', já perdeu na linha de partida", diz um comentário publicado no jornal estatal People's Daily.

"É realmente apavorante", afirma o programador de TI Jason. Sua equipe só contrata pessoas com experiência no uso de ferramentas de IA. "A maioria das pessoas está saindo e muito poucos contratados estão chegando."

Wang concorda que esta é uma época assustadora. "Qualquer pessoa pode ser substituída", mas ele não parece extremamente preocupado.

'Provavelmente não vou precisar trabalhar e este pode se tornar meu emprego em tempo integral", ele conta, em referência aos seus negócios no TikTok.

E se as "lagostas" puderem administrar suas próprias lojas e o expulsarem? "Vou usar a IA para encontrar outro negócio."

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Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%Oferecido por

Cerca de 8,5% do gás natural liquefeito, 7% do petróleo e 40% do combustível do bloco passam pelo Estreito de Ormuz.

Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. — Foto: REUTERS/Yves Herman

A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8).

A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8,5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra.

"O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE. "É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente."

Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder.

A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta. Por volta das 9h15, os preços futuros do Brent caíam 16,43%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 20%, para US$ 92,30 o barril.

Apesar do cessar-fogo temporário, o fim da guerra ainda depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos, gerando incerteza sobre possíveis consequências do conflito.

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Shell sinaliza menor produção de gás em meio à guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

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A Shell anunciou nesta quarta-feira (8) produção de gás mais fraca no primeiro trimestre e um impacto na liquidez de curto prazo. Segundo a empresa, esses problemas seriam compensados em parte por um aumento na comercialização de petróleo mais forte.

O petróleo Brent, referência global, subiu para máximas de vários anos, perto de US$120 por barril, depois que os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram no final de fevereiro, seguidos pelo fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e por ataques aos vizinhos do Golfo.

A unidade de produção de gás Pearl, da Shell, no Catar, pode levar cerca de um ano para ser reparada por completo.

A Shell disse que a volatilidade dos preços das commodities causou grandes oscilações nos valores dos estoques, levando o capital de giro (uma medida de liquidez dos ativos correntes menos os passivos ) para algo entre menos US$10 bilhões e menos US$15 bilhões no trimestre.

A Shell disse que espera que as movimentações de capital de giro se revertam com o tempo se os preços do petróleo e do gás diminuírem.

Os analistas do RBC disseram que a escala da oscilação evidenciou o quanto as condições atuais do mercado se tornaram incomuns, mas acrescentaram que o balanço patrimonial da Shell deve absorver o choque.

A Shell espera que os resultados comerciais de seu negócio de produtos químicos e produtos, que inclui a comercialização de petróleo, sejam significativamente mais altos do que no trimestre anterior.

Os ganhos ajustados em sua divisão de marketing, incluindo postos de combustível, também devem aumentar.

O RBC elevou sua estimativa de lucro líquido para o primeiro trimestre da Shell em 7%, para US$ 6,8 bilhões, e espera um salto de 31% no fluxo de caixa operacional, excluindo o capital de giro, para US$ 17,1 bilhões.

Os analistas do UBS elevaram suas estimativas para o lucro líquido do primeiro trimestre em 18%, para US$ 6,9 bilhões, e em 30% para o fluxo de caixa operacional, excluindo os efeitos do capital de giro, para US$ 16,3 bilhões.

No entanto, a Shell reduziu sua previsão para a produção integrada de gás no primeiro trimestre para 880 mil – 920 mil barris de óleo equivalente por dia, de 920 mil -980 mil anteriormente.

A perspectiva de produção de gás natural liquefeito de petróleo (GNL) da Shell ficou dentro das projeções anteriores, já que as restrições na Austrália e as interrupções no Catar foram compensadas por um aumento no GNL Canadá.

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Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%Oferecido por

Os preços globais do petróleo caíram e os mercados de ações dispararam depois que os Estados Unidos e o Irã prometeram um acordo de cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura da importante via navegável do estreito de Ormuz.

O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 13%, para US$ 94,80 (R$ 488,48) o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA caiu mais de 15%, para US$ 95,75 (R$ 493,40).

Mas os preços permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97).

O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas.

O diesel preocupa o governo Lula (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento.

O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado.

A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país.

Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho.

O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que ainda não chegaram integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção.

Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — a antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política.

A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de valores de mercado.

Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental.

Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil — Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

Os principais índices de ações da região Ásia-Pacífico subiram na manhã de quarta-feira (8/4).

O Nikkei 225 do Japão subiu 5%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul saltou quase 6%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,8%, enquanto o ASX 200 da Austrália teve alta de 2,7%.

O custo da energia havia disparado nessa região, já que o fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio foi severamente interrompido depois que o Irã ameaçou atacar navios que tentassem usar o estreito de Ormuz.

Apesar de suas ameaças, Trump provavelmente estava receoso de deixar os preços da energia aumentarem mais ainda ao intensificar o conflito, diz Xavier Smith, da empresa de pesquisa de mercado AlphaSense.

Isso poderia ter levado a uma "ferida econômica autoinfligida" que poucos arriscariam, especialmente considerando a pressão iminente dos índices de aprovação sobre a liderança de Trump, disse Smith, que é diretor de pesquisa.

Mais petroleiros retidos perto do estreito podem conseguir passar pela hidrovia durante o cessar-fogo, proporcionando algum alívio para os mercados nas próximas semanas, afirma o analista Saul Kavonic, da empresa de serviços financeiros MST Marquee.

Apesar do conflito, alguns navios passaram pelo estreito de Ormuz, embora em número muito menor do que o habitual.

Países asiáticos — incluindo Índia, Malásia e Filipinas — negociaram passagem segura para seus navios nas últimas semanas.

A China também admitiu que vários de seus navios cruzaram o estreito desde o início da guerra. E um navio porta-contentores com bandeira de Malta, pertencente à empresa francesa CMA CGM, cruzou a rota marítima, confirmou na sexta-feira a organização de mídia BFM TV, que pertence à empresa de navegação.

Um navio japonês transportando gás natural também conseguiu sair do estreito, confirmou a gigante do transporte marítimo MOL.

Kavonic afirmou que, embora haja um cessar-fogo em vigor, ainda é improvável que a produção de energia no Oriente Médio seja totalmente retomada até que haja confiança em um acordo de paz duradouro.

Ele acrescentou que a retomada da produção também pode levar meses devido aos danos causados ​​à infraestrutura energética da região.

O Irã atacou infraestruturas energéticas e industriais em toda a região rica em petróleo em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel.

A reparação dos danos pode levar anos e custar mais de US$ 25 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa Rystad Energy.

Os preços da energia dispararam em meados de março, após os ataques ao polo industrial de Ras Laffan, no Catar, que produz cerca de um quinto do gás natural liquefeito do mundo.

Os proprietários do polo disseram que os ataques reduziram a capacidade de exportação do país em 17% e que levará até cinco anos para reparar os danos.

A Ásia foi particularmente afetada pelas consequências econômicas da guerra com o Irã, já que muitos países dependem fortemente da energia do Golfo.

Governos e empresas em toda a região anunciaram medidas nas últimas semanas para lidar com os altos preços da energia e a escassez de combustível.

Em 24 de março, as Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, tornaram-se o primeiro país a declarar estado de emergência energética nacional depois que os preços da gasolina mais que dobraram.

Muitas companhias aéreas da região aumentaram as tarifas e reduziram os voos em resposta à alta dos preços do combustível de aviação.

Os países em desenvolvimento da Ásia foram especialmente afetados pelo conflito, pois muitos não têm refinarias próprias ou reservas de petróleo suficientes, diz Ichiro Kutani, do Instituto de Economia de Energia do Japão.

"O cessar-fogo é uma boa notícia para os países asiáticos. Se for mantido, os preços do petróleo retornarão aos níveis normais, embora isso leve tempo."

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Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Tecnologia Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook Homem teria criado script para driblar sistemas internos da empresa; caso foi comunicado à polícia e é investigado no Reino Unido. Por Redação g1

Um funcionário da Meta em Londres foi detido sob suspeita de baixar 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook, segundo o jornal britânico The Guardian. O homem, cuja identidade não foi divulgada, também foi demitido, confirmou a empresa.

De acordo com o Guardian, a Meta informou que a violação foi descoberta há mais de um ano e que, assim que tomou conhecimento do caso, comunicou o fato à polícia.

A empresa afirmou ainda que os usuários afetados foram notificados e que seus sistemas de segurança foram atualizados.

"Após descobrirmos o acesso impróprio de um funcionário há mais de um ano, imediatamente demitimos o indivíduo, notificamos os usuários, encaminhamos o caso às autoridades policiais e reforçamos nossas medidas de segurança. Estamos cooperando com a investigação em andamento", disse um porta-voz da big tech ao Guardian.

Documentos judiciais citados pela agência de notícias Press Association indicam que o funcionário teria criado um script para contornar os sistemas internos de detecção da Meta, permitindo o download das imagens.

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Dólar inicia o dia em queda de 1% com cessar-fogo entre EUA e Irã no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 09:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (8) em queda, recuando 1,39% um pouco depois da abertura, aos R$ 5,0831. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados ao redor do mundo acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Um acordo temporário entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir parte das tensões e passou a influenciar o comportamento dos preços no mercado internacional.

▶️ No exterior, investidores repercutem a decisão de EUA e Irã estabelecerem um cessar-fogo de duas semanas, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. A suspensão temporária dos ataques teve reflexo imediato no mercado de petróleo, que registrou queda na noite de terça-feira.

Pouco antes das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, recuava 15,31%, para US$ 92,54. Já o WTI, usado como referência nos EUA, caía 17,26%, para US$ 93,43.

▶️ O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações entre os países estão previstas para ocorrer em Islamabad, capital paquistanesa.

▶️ Além da questão geopolítica, investidores também aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. O documento detalha as discussões que levaram à decisão de manter os juros no país.

▶️ No Brasil, a agenda desta quarta-feira inclui a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado, prevista para começar às 9h.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) uma trégua temporária nas tensões com o Irã. Segundo ele, o governo americano decidiu adiar por duas semanas um ultimato que previa novos ataques, abrindo espaço para negociações entre os dois países.

Trump havia estabelecido prazo até 21h de ontem (horário de Brasília) para que o Irã aceitasse um acordo e garantisse a reabertura completa da passagem marítima.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que resolveu suspender temporariamente as ações militares após um pedido de autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras nas conversas entre os dois países.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão em Islamabad, capital do país. O objetivo é buscar um entendimento mais amplo entre as partes.

De acordo com autoridades da Casa Branca, o acordo de trégua também envolve Israel. Veículos da imprensa israelense afirmaram ainda que o cessar-fogo inclui o Líbano.

Trump declarou que os objetivos militares dos EUA no Irã já foram alcançados e que as negociações para um acordo definitivo de paz estariam avançadas.

Segundo ele, Washington recebeu de Teerã uma proposta com 10 pontos, considerada uma base possível para negociação. O presidente afirmou ainda que a maior parte das divergências entre os dois países já teria sido resolvida.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo foi fechado. Ele afirmou que o Irã vai suspender ações defensivas, desde que os ataques contra o país também sejam interrompidos.

Araghchi acrescentou que, durante o período de trégua, a navegação pelo Estreito de Ormuz será considerada segura, embora com algumas condições.

Nos EUA, os principais índices de Wall Street já indicavam um dia positivo antes mesmo da abertura do pregão.

No pré-mercado, os contratos futuros do S&P 500 subiam 2,7%, enquanto os do Dow Jones avançavam 2,6%. Já os futuros do Nasdaq registravam alta de 3,4%.

Na Europa, os mercados também apresentavam ganhos expressivos. Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o índice pan-europeu STOXX 600 avançava 4,05%, aos 614,52 pontos.

Entre as principais bolsas da região, o CAC 40, da França, subia 4,5% por volta do meio-dia. O DAX, da Alemanha, avançava quase 5%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, registrava alta de 2,9%.

Na Ásia, os mercados também fecharam em alta. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 3,1%, para 25.893,02 pontos, enquanto o Shanghai Composite, da China, avançou 2,7%, para 3.995,00 pontos.

O Nikkei 225, do Japão, terminou o pregão com alta de 5,4%, aos 56.308,42 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou ganho de 6,9%, aos 5.872,34 pontos.

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Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 09:50

Mundo Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã O anúncio foi feito em uma publicação nas redes sociais, um dia após o acordo de cessar-fogo de duas semanas com Teerã. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai aplicar tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã.

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Um dia após anunciar o acordo de cessar-fogo com Teerã, Trump afirmou em um post na rede Truth Social:

"O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!".

➡️ O cessar-fogo ao que ambas as partes chegaram nesta terça-feira (7) prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já registra movimentação intensa nesta quarta.

Em declarações na rede social, o presidente norte-americano também afirmou que "muitos pontos já foram acordados" com o Irã, negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido.

"Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque. Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", afirmou na rede social Truth Social.

A continuidade do programa de enriquecimento de urânio iraniano, que Teerã garante ser apenas para fins pacíficos, é uma das exigências do plano apresentado pelo regime do Irã para que a trégua seja definitiva.

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Por que Amado Batista e a BYD entraram na ‘lista suja’ do trabalho escravo — e o que acontece agora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 08:54

Trabalho e Carreira Por que Amado Batista e a BYD entraram na 'lista suja' do trabalho escravo — e o que acontece agora Cadastro do governo inclui casos após decisão definitiva; entenda as irregularidades apontadas, como funciona a fiscalização e quais as consequências para os empregadores. Por Redação g1 — São Paulo

A nova atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo chamou atenção por quem passou a constar no cadastro: uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo, a BYD, e um dos cantores mais populares, Amado Batista.

A inclusão no cadastro não é automática nem resulta apenas de uma fiscalização ou denúncia. Os nomes só passam a constar na lista após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso.

Em regra, cada nome permanece no cadastro por dois anos. Após esse período, o empregador é retirado da lista, desde que não haja reincidência. Na atualização desta segunda (6), por exemplo, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido esse prazo.

Nesta rodada, o governo incluiu 169 novos empregadores, o que elevou o total do cadastro para cerca de 613 nomes. Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.

A nova atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda‑feira (6), chamou atenção não apenas pela quantidade de novos nomes incluídos, mas também por quem passou a constar no cadastro: uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo, a BYD, e um dos cantores mais populares da música sertaneja, Amado Batista.

📌 A "lista suja" é um cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2004. O documento é divulgado duas vezes por ano, sempre em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão no Brasil.

A inclusão no cadastro não é automática nem resulta apenas de uma fiscalização ou denúncia. Os nomes só passam a constar na lista após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso.

Em regra, cada nome permanece no cadastro por dois anos. Após esse período, o empregador é retirado da lista, desde que não haja reincidência. Na atualização divulgada nesta segunda‑feira, por exemplo, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido esse prazo.

Nesta rodada, o governo incluiu 169 novos empregadores, o que elevou o total do cadastro para cerca de 613 nomes. Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.

Os episódios incluídos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros, com maior concentração em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. As atividades econômicas mais recorrentes foram serviços domésticos, criação de gado, construção civil e atividades agrícolas.

Entre as novas autuações, duas ocorreram em propriedades do cantor Amado Batista, no município de Goianápolis (GO).

Os autos envolvem o Sítio Recanto da Mata, voltado ao cultivo de milho, com quatro trabalhadores, e o Sítio Esperança, dedicado à pecuária leiteira, com dez trabalhadores.

No caso do cultivo de milho, os auditores encontraram trabalhadores sem registro, que relataram jornadas entre 12 e 16 horas diárias, de segunda a domingo, além da falta de pagamento dos salários desde outubro.

Ainda segundo as autuações, os trabalhadores pernoitavam em um galpão sem camas, dormindo sobre colchões no chão, sem roupas de cama, armários individuais ou espaço adequado para as refeições.

Já na propriedade voltada à produção de leite, não houve resgate imediato porque, inicialmente, a equipe não identificou trabalho forçado ou condições degradantes.

No entanto, a análise posterior de documentos revelou jornadas que chegavam a 18 horas diárias, o que configurou condição análoga à escravidão por jornada exaustiva, mesmo sem o resgate físico dos trabalhadores, segundo o MTE.

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que são falsas as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores. Disse ainda que houve apenas uma fiscalização em uma área arrendada para o plantio de milho e que as irregularidades envolveram uma empresa terceirizada.

O comunicado menciona a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta, o cumprimento das obrigações trabalhistas e a realização de melhorias estruturais nas propriedades.

Apesar disso, com a conclusão do processo administrativo, o nome de Amado Batista foi incluído na “lista suja”.

A BYD passou a integrar a "lista suja" após um caso registrado em dezembro de 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Ao todo, 220 trabalhadores chineses foram encontrados em situação considerada análoga à escravidão. Segundo as autoridades, eles viviam amontoados em alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local.

Os relatos indicam a retenção de passaportes e contratos que previam jornadas exaustivas, sem descanso semanal.

O Ministério Público do Trabalho da Bahia também apontou que os funcionários ingressaram no Brasil de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades efetivamente desempenhadas na obra.

À época, a BYD afirmou que as irregularidades foram cometidas por uma construtora terceirizada, a Jinjiang Construction Brazil Ltda., e anunciou o encerramento do contrato.

A empresa declarou não tolerar violações à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região.

No fim de 2025, o o Ministério Público do Trabalho firmou um acordo no valor de R$ 40 milhões com a montadora e duas empreiteiras, após ajuizar uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Mesmo assim, com a conclusão do processo administrativo, a BYD acabou incluída no cadastro.

Procurada após a atualização da lista, a empresa não se manifestou até a última atualização da reportagem.

As fiscalizações são conduzidas por auditores-fiscais do trabalho e podem envolver ações conjuntas com outros órgãos, como Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e polícias estaduais.

Quando uma fiscalização identifica trabalhadores em condição análoga à escravidão — o que inclui jornadas exaustivas, condições degradantes, trabalho forçado ou restrição de liberdade, ainda que sem cárcere físico —, é lavrado um auto de infração.

Cada auto resulta na abertura de um processo administrativo. O empregador tem direito à defesa em duas instâncias. Somente após a conclusão desse processo, com decisão definitiva, o nome é incluído na “lista suja”.

Desde julho de 2024, uma portaria passou a permitir que alguns empregadores evitem a entrada no cadastro ou deixem a lista antes dos dois anos, desde que firmem um Termo de Ajuste de Conduta, com indenização mínima de 20 salários mínimos por trabalhador e investimento em programas de apoio às vítimas.

Quem opta por esse caminho passa a integrar outro cadastro, o de Empregadores em Ajustamento de Conduta, mas pode retornar à “lista suja” em caso de descumprimento do acordo ou reincidência.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar a plataforma e inserir o maior número possível de informações.

A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local.

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Governo proíbe venda da marca de azeite Afonso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 08:54

Agro Governo proíbe venda da marca de azeite Afonso Produto tem origem desconhecida, foi reprovado em teste de qualidade e empresa importadora está irregular na Receita Federal. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A decisão determina a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto “aceite de oliva virgem extra – Afonso”.

Segundo o comunicado, o produto tem origem desconhecida e traz no rótulo como importadora a empresa Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda., que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024.

O governo federal proibiu nesta quarta-feira (8) a venda de azeites da marca Afonso após identificar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades na empresa responsável pela importação da marca.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

➡️A decisão determina a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto “aceite de oliva virgem extra – Afonso”.

Segundo o comunicado, o produto tem origem desconhecida e traz no rótulo como importadora a empresa Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda., que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024.

Além disso, uma tentativa de inspeção no endereço da empresa, realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba, constatou que o estabelecimento não está mais em funcionamento no local.

Outro ponto apontado foi a reprovação em teste de qualidade. O azeite apresentou resultado insatisfatório na análise do índice de refração, um dos parâmetros utilizados para verificar a autenticidade e a pureza do produto.

Diante das irregularidades, as autoridades determinaram a apreensão do produto e a retirada do mercado.

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Petróleo despenca nesta quarta e vai abaixo de US$100 após Trump anunciar cessar-fogo de duas semanas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 07:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1550,17%Dólar TurismoR$ 5,3610,3%Euro ComercialR$ 5,9770,62%Euro TurismoR$ 6,2240,64%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

Petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, manobra após chegar a Cuba com carregamento de petróleo em 31 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Norlys Perez

O preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (8), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã sujeito à reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz.

Por volta das 7h26, os preços futuros do Brent caíam 13,7%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 16%, para US$ 94,80 o barril.

Os preços do diesel europeu de referência também recuavam, com queda de US$ 271,50, ou 17,8%, para US$ 1.256,25 por tonelada métrica.

A reviravolta de Trump ocorreu pouco antes do fim de seu prazo para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo do mundo, ou enfrentaria ataques generalizados à sua infraestrutura civil.

"Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", escreveu ele nas mídias sociais, depois de publicar mais cedo na terça-feira que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se suas exigências não fossem atendidas.

O Irã disse que interromperá seus ataques se os ataques contra ele pararem e que o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz seria possível por duas semanas em coordenação com as forças armadas iranianas, de acordo com uma declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.

“Em teoria, os 10 a 13 (milhões de barris por dia) de oferta de petróleo bruto e derivados retidos atrás do Estreito deveriam agora ser liberados gradualmente”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil.

“Se o status quo anterior a março será restabelecido depende inteiramente de a trégua poder ser transformada em uma paz permanente durante as negociações no Paquistão.”

Vários países do Golfo Pérsico identificaram lançamentos de mísseis e ataques de drones ou emitiram alertas para que os civis se abrigassem.

"Mesmo com um acordo de paz, o Irã pode se sentir encorajado a ameaçar o Estreito de Ormuz com mais frequência no futuro, e o mercado precificará um risco maior para o Estreito de Ormuz daqui para frente", disse Saul Kavonic, analista da MST Marquee.

A guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã provocou o maior aumento mensal do preço do petróleo da história em março, de mais de 50%.

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