RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Entrepay

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 09:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Entrepay — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta sexta-feira (27) a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento e, por extensão, das empresas Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e Octa Sociedade de Crédito Direto, que integram o conglomerado Entrepay.

Em dezembro de 2025, o conglomerado representava cerca de 0,009% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal.

O Banco Central destacou ainda que, por se tratarem de instituições de pagamento e de sociedade de crédito direto, as empresas não realizam captação de recursos por meio de instrumentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Com a liquidação extrajudicial, a autoridade passa a conduzir o processo de encerramento ordenado das atividades das instituições, com o objetivo de proteger credores e preservar a estabilidade do sistema financeiro.

O BC informou que seguirá com a apuração de responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de informações a outros órgãos competentes.

"Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação decretada", afirmou o Banco Central.

Fundada em 2022, a Entrepay Instituição de Pagamento é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de pagamentos, que oferece serviços que vão do processamento à adquirência para empresas interessadas em operar ou expandir suas atividades financeiras no Brasil.

🔎Na prática, a companhia fornece a infraestrutura que permite que negócios aceitem pagamentos com cartão, conectando estabelecimentos, bandeiras e bancos, além de processar e liquidar as transações com segurança.

Com sede em São Paulo, a Entrepay também mantém um portal para desenvolvedores, voltado à integração de sistemas e à ampliação de sua atuação no mercado digital.

A empresa faz parte do Grupo Entre, ecossistema que reúne companhias de tecnologia e serviços financeiros, como Entre Investimentos, Acqio, Octa, Pmovil, Leads Securitizadora, Bcodex e iniciativas de mídia como a IstoÉ. O grupo foi fundado por Antonio Carlos Freixo Júnior, que atua como CEO.

Criado em 2016, o Grupo Entre cresceu por meio da aquisição de empresas nos segmentos de meios de pagamento e crédito, formando uma estrutura que afirma reunir 26 companhias e cerca de 700 funcionários. Em 2022, a holding adquiriu a operação brasileira da Global Payments, dando origem à Entrepay.

A Entrepay passou a ser alvo de críticas após o aumento de relatos de lojistas sobre demora no repasse de valores de vendas feitas via maquininhas, conforme noticiado pelo site NeoFeed.

Segundo a reportagem, a empresa possui parceria com o Banco do Nordeste para fornecer equipamentos a participantes do Crediamigo, programa de microcrédito voltado a pequenos empreendedores. A instituição financeira confirmou os atrasos e atribuiu o problema a falhas operacionais da Entrepay.

Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou casos de possíveis irregularidades no mercado financeiro, uma delas ligada ao grupo Entrepay.

No principal processo, a autarquia rejeitou um acordo de cerca de R$ 21,3 milhões apresentado por empresas e executivos, incluindo Entre Investimentos, Banco Master e Viking Participações.

O caso envolve suspeitas de operações fraudulentas com cotas de um fundo imobiliário. Mesmo com recomendação favorável de um comitê técnico, o colegiado decidiu não aceitar a proposta, o que faz com que o processo continue e ainda possa resultar em punições, como multas e até impedimento de atuação no mercado.

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Como o Irã usa o Estreito de Ormuz com arma de guerrilha econômica global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 08:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

A simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones foi suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras — Foto: Getty Images via BBC

Até o dia 28 de fevereiro de 2026, o Irã, com uma produção diária de cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo cru e condensados, controlava o equivalente a 4% da oferta global do produto.

Depois dos ataques norte-americanos e israelenses, a república islâmica passou a dispor de 20% do petróleo mundial.

A chave para esse incremento não é econômica ou política, mas militar, e reside no domínio sobre um corredor marítimo de 150 a 170 quilômetros entre os golfos Pérsico e de Omã: o Estreito de Ormuz.

Situado na margem norte do estreito — ao sul, está Omã, sultanato que historicamente mantém relações amistosas com Teerã —, o Irã pode atingir com facilidade embarcações que usam o estreito para escoar a produção petrolífera do Golfo, responsável por um quinto da oferta mundial de óleo.

A situação foi sintetizada na capa da edição de 28 de março da revista britânica The Economist, que mostra um mapa-múndi de papel amassado em formato de funil por uma mão que ostenta um anel com a bandeira iraniana, sob o título "Vantagem para o Irã".

Embora tenha ameaçado fechar o estreito anteriormente, esta é a primeira vez que o Irã adota a medida de fato — alegando que vale apenas para "nações hostis" como Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Desde o início da Guerra do Irã, apenas algumas dezenas de petroleiros tiveram sinal verde para cruzar o estreito — em tempos de paz, esse é volume de tráfego de um único dia na região.

Para bloquear a passagem pelo local, as forças armadas iranianas não precisam de grandes recursos dissuasórios: a simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones é suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras.

Nos estudos de segurança e defesa, o gesto iraniano recebe um nome sofisticado: guerra assimétrica.

O termo designa um tipo de conflito armado no qual as estratégias e meios militares das potências envolvidas não são equivalentes, ou seja, quando há profunda disparidade de objetivos e recursos entre os beligerantes.

"Apesar de ser uma potência média, o Irã não consegue travar uma guerra em pé de igualdade com os Estados Unidos e, por isso, desenvolveu a capacidade de lutar de forma assimétrica", explica Eduardo Svartman, professor do Programa de Pós-graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed).

Entre os recursos utilizados pela república islâmica, explica o pesquisador, a principal é o apoio a forças irregulares como o Hezbollah no Líbano e os houthis no Iêmen.

No conflito atual, o Irã decidiu dificultar, limitar ou restringir a circulação de navios por Ormuz a fim de "impor custos que serão dirigidos aos Estados Unidos e a seus aliados", explica Svartman.

"O estreito não é chave apenas para a produção de petróleo cru. Fertilizantes, polímeros e outros derivados também transitam a bordo dos navios que o atravessam."

As características de Ormuz, com uma profundidade máxima de cem metros e canais de navegação de apenas três quilômetros em cada direção, permitem que o bloqueio seja efetivado até mesmo por meio de drones, afirma o professor.

Para Juliano Cortinhas, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), o uso da guerra assimétrica por parte do Irã era previsível diante dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

"Cada país usa o que tem. O Irã teve a sua soberania atacada, estava pronto para esse cenário e tinha uma capacidade de impor perdas aos Estados Unidos e seus aliados maior do que esses imaginavam", sustenta.

A abordagem da guerra pelo Irã, se não chegou a surpreender o governo americano, deixou evidentes os erros de cálculo da maior potência militar do mundo, avalia Cortinhas.

"A máquina de guerra, de poder militar absoluto dos Estados Unidos dá a essas pessoas que têm pouca capacidade analítica a impressão de que podem fazer qualquer coisa. No mundo atual de guerras assimétricas e tecnologias emergentes, isso não é mais possível porque a resistência também é facilitada pelo uso desses recursos."

Segundo Cortinhas, o presidente dos EUA, Donald Trump, cercou-se de colaboradores que tinham como principal credencial a afinidade ideológica com o chefe e não a competência, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Além disso, lembra o professor, a inteligência norte-americana parece ter falhado ao não dispor de uma avaliação precisa da capacidade iraniana de defesa.

As falhas na campanha norte-americana contra o Irã não decorrem de simples improvisação, na opinião de Svartman.

"Deve haver uma salinha no Pentágono [sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, D.C.] cheia de planos para dar conta do Estreito de Ormuz desde a Revolução Islâmica. Planejamento militar certamente há. A questão é que, enquanto o planejamento militar é mais técnico, a decisão de usar o poder militar é política", argumenta.

Uma das possibilidades, cogita Svartman, é de que o governo norte-americano tenha confiado na versão propalada pela inteligência de Israel de que, se a cúpula do regime fosse eliminada por meio de ataques aéreos, uma revolução eclodiria naturalmente no país.

Lembrando que Trump havia prometido durante a campanha eleitoral não empregar forças terrestres no exterior, Svartman explica que o poder aéreo, embora importante, não é onipotente.

"Há limites do que se pode obter com ataques aéreos. Uma mudança de regime ou da postura do regime existente não se produziu, e esse timing está começando a ficar caro para os Estados Unidos."

Além de compensar a inferioridade bélica, a guerra assimétrica pode servir ao Irã como forma de conferir certa ambiguidade ao conflito, diz Maria Eduarda Dourado, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba.

"[A guerra assimétrica] dificulta o reconhecimento pela comunidade internacional das ações iranianas como atos formais de guerra", afirma.

Para a pesquisadora, responder a ameaças assimétricas requer o abandono da mentalidade militar convencional.

"A lógica da vitória militar convencional deve ser substituída por outra de resiliência e dissuasão multidimensional. A ideia central é tornar o ataque do inimigo inútil, caro ou politicamente impossível", explica Maria Eduarda.

"A eficácia do controle de Ormuz depende menos da destruição física do adversário e mais da capacidade de sustentar narrativas e coalizões internacionais. A presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) torna-se importante, visto que transformará a disputa entre Estados Unidos e Irã em uma questão de segurança coletiva."

Ex-embaixador no Irã e com passagens pelas embaixadas brasileiras no Iraque e no Kuwait, o embaixador aposentado Sérgio Tutikian lembra que a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz é feita pelo regime de Teerã desde a Guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988.

O próprio diplomata alerta para esse risco em conversas e entrevistas desde janeiro de 2022, quando os EUA mataram o general iraniano Qassem Soleimani, 62 anos, no aeroporto de Bagdá, no Iraque.

Tutikian diz que, se eventuais operações terrestres dos EUA na região do Golfo forem estendidas até junho, quando se inicia o verão na região, as forças norte-americanas enfrentarão temperaturas de até 50ºC.

"Quase todos os países da região têm a mesma temperatura, com a exceção do Bahrein, de clima mais ameno. A umidade relativa do ar é de 100% no verão, causando dor de cabeça. A própria água do Golfo Pérsico é quente", explica.

Entre as localidades do Golfo que Tutikian visitou ao servir na região, está a ilha iraniana de Kharg, sede de importantes instalações de distribuição de petróleo e cogitada como possível objetivo de uma invasão terrestre dos Estados Unidos.

"Quando estive no Irã pela primeira vez, nos anos 1970, a ilha era basicamente um ponto turístico."

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Governo prorroga até junho prazo de contestação de descontos indevidos de aposentados do INSS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 08:02

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O governo federal prorrogou o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 20 de junho.

Conforme adiantou o g1, a medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27).

O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os descontos até 20 de março, mas decidiu estender a data novamente.

Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões.

Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.

Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir).

🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.

Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS — Foto: Reprodução/TV Globo

Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.

O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

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Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 06:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.

Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. (leia mais aqui)

Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

O diesel S-500, usado principalmente por veículos mais antigos, teve alta de 71,6% no período.No diesel S-10, usado por veículos mais novos, o aumento foi de 45%.Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 32,2%.

Os dados utilizados são do Ministério de Minas e Energia (MME), no Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo.

Embora o movimento recente acompanhe a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra, o aumento das margens de distribuidoras e postos ocorre desde 2021, segundo o Ibeps.

No diesel S-500, a alta é de 238,8% no período.No diesel S-10, o aumento foi de 111,8%.Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 90,7%.

Segundo o economista do Ibeps Eric Gil Dantas, dois fatores explicam a alta das margens ao longo do tempo. "O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país", afirma.

Naquele período, a Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado, com fortes reajustes — tanto para cima quanto para baixo.

"Essa tendência de alta, junto com a volatilidade dos preços e a perda de referência para os consumidores, permitiu que as margens crescessem sem serem percebidas. Mas isso não acabou com o período de maior volatilidade: as margens continuaram subindo ao longo de 2023, mesmo com poucos reajustes", explica o economista.

O segundo fator, diz Dantas, foi a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, as únicas estatais em setores altamente concentrados.

"Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu", completa.

Questionada sobre o aumento das margens e se o setor tende a se beneficiar de choques nos preços internacionais do petróleo, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) não respondeu até a publicação desta reportagem.

Já a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou que "não se manifesta sobre a formação de preços, pois essa é uma questão estratégica de cada associada, sem interferência da entidade."

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional.

O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27).

Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano.

Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

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Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 05:12

Agro Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Brasil tem mais de 250 espécies do inseto, que produzem méis raros e com sabores únicos — alguns lembram até madeira ou queijo. Por Rayane Macedo*, g1

Essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida.

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação.

Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão.

🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

“O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural.

Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos).

Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis.

Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto.

Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) — Foto: Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo.

Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá

Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel.

Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga.

Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe.

Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país.

É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste.

Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará.

De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste.

Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil.

Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A).

Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais.

No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas — Foto: Pexels/Pixabey

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Governo deve prorrogar por mais 90 dias contestação de descontos indevidos de aposentados do INSS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 02:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

O governo federal vai prorrogar por mais 90 dias a possibilidade de aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os deconstos até 20 de março, mas decidiu prorrogar a data novamente.

Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões.

Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.

Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir).

🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.

Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.

O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

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Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 01:12

Agro Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair Remuneração mais baixa levou agricultores a plantar menos, e o clima atrapalhou a colheita. Estoques atuais durariam cerca de três semanas de consumo interno, segundo especialista do Cepea. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do IPCA-15, atingindo 19,69% no acumulado de 12 meses.

No preço pago ao produtor, a alta foi ainda maior: 29,3% entre janeiro e fevereiro, o maior nível da série histórica do indicador.

Isso ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado. Ao mesmo tempo, a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade.

A oferta do produto, somando estoque inicial e importações, está com o menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas.

O consumidor pode sentir um alívio já no segundo semestre, quando acontece a colheita da safra irrigada.

O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, divulgados na quinta-feira (26). O produto acumula alta de 19,69% nos últimos 12 meses.

O valor do feijão já vinha subindo no mês anterior. Em fevereiro, a alta foi de cerca de 11% tanto no mês quanto no acumulado em 12 meses.

No preço pago ao produtor, a alta foi de 29,3%, entre janeiro e fevereiro. É o maior nível da série histórica do indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024.

🫘 A alta ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado, enquanto a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade, aponta Tiago Pereira, assessor técnico da CNA.

A safra atual de feijão é a menor em quatro anos, com 2,92 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Já a oferta do produto, somando estoques iniciais e importações, está no menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas.

O consumo interno está previsto em 2,7 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem somar 214,3 mil toneladas no ano, segundo estimativas do Cepea. Se esses números se confirmarem, o estoque final será equivalente a cerca de 6% do consumo.

"Isso significa que os estoques seriam suficientes para pouco mais de três semanas de consumo interno", afirma Lucilio Alves, pesquisador da área de grãos do Cepea.

A oferta reduzida ocorre por causa das chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, que comprometeram a qualidade e reduziram a disponibilidade de lotes de melhor padrão.

Além disso, os produtores estão plantando menos feijão. No ano passado, a leguminosa teve preços mais baixos e não remunerou o agricultor, que ficou desestimulado, explica Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe).

"Alguns produtores que não colheram uma quantidade ideal por hectare tiveram prejuízo e reduziram a área plantada", afirma.

O consumidor pode sentir algum alívio já no segundo semestre, afirma Lüders. Entre julho e setembro, ocorre a colheita do feijão carioca irrigado, principal fonte do produto. Com isso, a oferta deve aumentar.

Até lá, o consumidor pode optar por outros tipos de feijão, que ainda estão mais baratos, segundo o presidente do Ibrafe.

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Imposto de Renda 2026: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 27/03/2026 01:12

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo O prazo de entrega do IR começou em 23 de março e vai até o dia 29 de maio. Por André Catto, g1

A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir.

O aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2026.

Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto.

⚠️ Esta reportagem detalha os cálculos válidos para os rendimentos de 2025, declarados no Imposto de Renda de 2026. A ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor neste ano, só terá impacto nas declarações a partir de 2027.

Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2026Prazo para declarar já começou vai até 29 de maioQuando vou receber restituição? Veja o calendário completo

A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68.

Faixa 1: até R$ 2.428,80: isentoFaixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73

O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa.

Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo)

Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente.

Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil):

R$ 4.000 – R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80;R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92;R$ 508,92 – R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês.

O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.

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China diz que quer fortalecer cooperação econômica e comercial com os EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/03/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

A China está disposta a fortalecer a cooperação econômica e comercial com os Estados Unidos, afirmou o ministro do Comércio, Wang Wentao, durante reunião com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, nesta quinta-feira (26).

A informação foi divulgada em comunicado pelo ministério chinês. Segundo a pasta, a conversa ocorreu durante uma reunião da Organização Mundial do Comércio, em Camarões.

Wang afirmou que as relações econômicas e comerciais devem ser o motor do vínculo entre China e EUA e que ambos os lados devem “lidar adequadamente com a relação entre concorrência e cooperação”.

Os dois países devem ampliar a cooperação de benefício mútuo, “evitar uma competição prejudicial” e, juntos, “olhar para frente” para promover uma relação econômica e comercial bilateral saudável e estável, acrescentou.

Wang também expressou “séria preocupação” com as investigações da Seção 301 conduzidas pelos EUA contra várias economias, incluindo a China.

O escritório do representante de Comércio dos EUA afirmou, em março, que iniciou uma nova rodada de investigações da Seção 301 sobre práticas comerciais consideradas injustas em 60 economias, relacionadas ao que chamou de falhas no combate ao trabalho forçado.

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Mega-Sena, concurso 2.989: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/03/2026 21:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.989: resultado Veja os números sorteados: 06 – 14 – 28 – 31 – 56 – 59. Prêmio é de R$ 16.544.766,69. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.989 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ 16.544.766,69.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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