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‘Eu gostava da minha galinha’: francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

Agro 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça Espécie é ameaçada de extinção e protegida no país. Animal de criação também morreu. Por RFI

O tribunal criminal de Estrasburgo, no leste da França, analisou nesta sexta-feira (27) o caso da morte de um filhote de lince espancado por uma mulher em uma cidade no norte da Alsácia.

Na manhã de 18 de outubro de 2024, o felino, uma fêmea de 4,2 kg, entrou em um cercado onde viviam cinco galinhas, no jardim de uma área residencial de Niederbronn-les-Bains, uma cidade de 4.000 habitantes.

A dona da propriedade conta ter entrado “em pânico” quando viu uma de suas aves, Marie-Thérèse, ser atacada.

O tribunal criminal de Estrasburgo, no leste da França, analisou nesta sexta-feira (27) o caso da morte de um filhote de lince espancado por uma mulher em uma cidade no norte da Alsácia, após o animal atacar sua galinha, Marie Thérèse. O lince é uma espécie ameaçada de extinção e protegida no país.

Na manhã de 18 de outubro de 2024, o felino, uma fêmea de 4,2 kg, entrou em um cercado onde viviam cinco galinhas, no jardim de uma área residencial de Niederbronn-les-Bains, uma cidade de 4.000 habitantes.

A dona da propriedade conta ter entrado “em pânico” quando viu uma de suas aves, Marie-Thérèse, ser atacada. “Fiquei chocada, gritei, mas ele não soltava. Bati para que soltasse minha galinha”, relatou ao tribunal, onde responde por destruição de uma espécie animal protegida.

Depois de tentar afugentar o predador, a agressora, que diz estar arrependida, pegou um pedaço de madeira e o golpeou na cabeça. Em seguida, chamou a polícia municipal, que acionou o Escritório Francês de Biodiversidade (OFB).

“Eu estava a dez minutos dali. Vim ver o que podia ser feito para salvar o filhote que agonizava”, contou Claude Kurtz, especialista em linces e representante do OFB na Alsácia.

O lince estava debilitado e faminto. “Tentei prestar os primeiros socorros e rapidamente o levei à clínica veterinária”, mas “duas horas depois, ele estava morto”, acrescentou o defensor dos animais, que representou a associação SOS Falcão-peregrino Lince.

Segundo o relatório de autópsia, o felino sofreu “vários golpes”, além de duas fraturas no crânio e um hematoma.

Os defensores do lince ainda não haviam escolhido um nome para a filhote, mas conheciam sua linhagem: seus pais, Taïga e Filou, eram da “segunda geração” de linces reintroduzidos na Alemanha entre 2016 e 2021.

A mulher e o marido só alertaram as autoridades quando o animal já estava agonizando. “Eles poderiam ter chamado antes”, lamenta Kurtz, que denuncia “atos de crueldade”.

Marie-Thérèse, a galinha, não sobreviveu. Mas, segundo Kurtz, se a dona não tivesse atacado o lince, “ela teria sido indenizada pela perda da galinha”.

A espécie está ameaçada de extinção, segundo associações de defesa dos animais, que apontam números alarmantes: existem apenas cerca de 150 linces em toda a França e apenas dez nas montanhas da região de Vosges, perto da fronteira com a Alemanha.

Nesse contexto, “cada indivíduo conta para a sobrevivência da espécie”, destaca Sandrine Farny, responsável pelo tema no Parque Natural Regional dos Vosges do Norte. Ela lembra que linces são, com frequência, vítimas de atropelamentos.

“Você se dá conta de que, ao tentar salvar um animal, acabou matando outro?”, questionou a juíza, Valentine Seyfritz.

“Era meu animal doméstico, senhora. Eu gostava da minha galinha, como a senhora gosta do seu gato ou do seu cachorro”, respondeu a acusada.

A “legítima defesa” não se aplica ao caso, afirmou a promotora, Priscille Cazaux, que pediu quatro meses de prisão com suspensão condicional da pena para a mulher “sinceramente abalada pelos fatos”.

Mas a alegação de que ela teria confundido o lince com um gato é difícil de acreditar, segundo a promotora. 

Para a advogada da ré, Juliette Isaac, a sexagenária não é uma “caçadora experiente” nem uma “caçadora ilegal”, mas uma pessoa que enfrentou uma “situação estressante que não soube administrar”.

Aquela que “viu crescer suas cinco galinhas” simplesmente “reagiu diante da agressão a um ser querido”; e, desde então, tem dificuldades com o luto e não “substituiu Marie-Thérèse”.

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Sony anuncia aumento global de preços do PlayStation 5 e outros dispositivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,235-0,4%Dólar TurismoR$ 5,445-0,08%Euro ComercialR$ 6,032-0,4%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.487 pts-0,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,235-0,4%Dólar TurismoR$ 5,445-0,08%Euro ComercialR$ 6,032-0,4%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.487 pts-0,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,235-0,4%Dólar TurismoR$ 5,445-0,08%Euro ComercialR$ 6,032-0,4%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.487 pts-0,13%Oferecido por

A empresa japonesa de entretenimento Sony anunciou nesta sexta-feira (27) um aumento nos preços de alguns produtos da linha PlayStation.

O reajuste atinge os consoles PlayStation 5 (PS5), PS5 Pro e o PlayStation Portal, e passa a valer em todo o mundo a partir de 2 de abril. É o segundo aumento desse tipo em cerca de um ano.

"Considerando as pressões persistentes sobre a economia global, decidimos aumentar os preços do PS5, do PS5 Pro e do PlayStation Portal" em todo o mundo, "a partir de 2 de abril", afirmou o grupo no blog do PlayStation.

Na Europa, o preço dos consoles ficará 100 euros mais caro (cerca de R$ 603). O PlayStation Portal terá aumento de 30 euros (aproximadamente R$ 181), passando a custar 249,99 euros (cerca de R$ 1.500).

Nos Estados Unidos, os reajustes devem variar entre US$ 100 e US$ 150 (de cerca de R$ 523 a R$ 784), dependendo da versão do aparelho.

Parte da linha já havia sofrido reajuste recentemente. Em abril de 2025, a versão digital do PS5 ficou 50 euros mais cara na Europa. Na mesma época, os modelos com e sem leitor de Blu-ray também tiveram aumento no Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália.

Lançado em 2020, o PlayStation 5 já vendeu mais de 92 milhões de unidades no mundo e está entre os consoles mais populares do mercado.

Mesmo assim, as vendas globais caíram 16% no período de outubro a dezembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, apesar do lançamento do PS5 Pro em novembro de 2024.

Empresas do setor também enfrentam dificuldades para obter semicondutores, componentes eletrônicos usados na fabricação de consoles e outros dispositivos.

A escassez desses itens tende a elevar os custos de produção. Em maio, a Microsoft também anunciou aumento global nos preços dos consoles Xbox Series, citando as mesmas condições de mercado.

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Argentina consegue reverter condenação de US$ 16 bilhões nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,239-0,33%Dólar TurismoR$ 5,447-0,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,33%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.766 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,239-0,33%Dólar TurismoR$ 5,447-0,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,33%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.766 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,239-0,33%Dólar TurismoR$ 5,447-0,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,33%Euro TurismoR$ 6,291-0,08%B3Ibovespa182.766 pts0,02%Oferecido por

Um tribunal de apelações de Nova York anulou, nesta sexta-feira (27), uma decisão que obrigava a Argentina a pagar US$ 16,1 bilhões (R$ 84,2 bilhões) em indenizações pela nacionalização da petroleira YPF, ocorrida em 2012. A informação consta na decisão judicial obtida pela AFP.

A condenação havia sido determinada em 8 de setembro de 2023 pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan.

Na ocasião, ela concluiu que a Argentina deveria compensar empresas que, segundo a decisão, foram prejudicadas pela forma como ocorreu a nacionalização da companhia.

“VENCEMOS O PROCESSO DA YPF. O Tribunal acaba de reverter integralmente a sentença contra a Argentina: o melhor cenário possível”, escreveu.

Em 2012, o governo argentino expropriou 51% das ações da YPF, empresa que na época era parcialmente controlada pela petroleira espanhola Repsol.

Dois anos depois, a companhia espanhola recebeu US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para encerrar a disputa com o país.

A situação foi diferente para acionistas minoritários — investidores que tinham participações menores na empresa. Entre eles estavam a Petersen Energia e a Eton Park Capital, que juntos detinham 25,4% do capital da YPF.

Em 2015, essas empresas entraram na Justiça alegando que a Argentina deveria ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) — mecanismo pelo qual um comprador oferece adquirir ações de outros investidores — conforme previsto nas regras da companhia.

O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Francisco Loureiro

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Veja como combater as principais pragas e doenças do maracujá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 13:53

GLOBO RURAL Veja como combater as principais pragas e doenças do maracujá Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem um folheto gratuito com as dicas. Por Globo Rural

A produtora rural Hilda escreveu ao Globo Rural pedindo ajuda para controlar problemas no cultivo do maracujá.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem um folheto gratuito com as informações sobre as principais pragas e doenças do maracujazeiro.

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Lucro da BYD cai quase 20%, mas chinesa segue à frente da Tesla nos elétricos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 12:44

Carros Lucro da BYD cai quase 20%, mas chinesa segue à frente da Tesla nos elétricos Mesmo com queda no lucro, a expansão internacional da marca continua forte e, em 2024, a BYD superou a Tesla em receita, graças aos modelos híbridos. Por France Presse

A gigante chinesa de veículos elétricos BYD informou nesta sexta-feira (27) que seu lucro anual caiu 19,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, em um cenário econômico marcado pela fraqueza do consumo interno.

Segundo comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, o lucro da BYD destinado aos acionistas somou 32,6 bilhões de yuans (R$ 24,6 bilhões) no ano passado, abaixo dos 40,3 bilhões de yuans (R$ 30,49 bilhões) registrados em 2024.

A BYD consolidou-se como a principal empresa no competitivo mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo.

Embora a indústria chinesa de veículos elétricos lidere o mercado global, a concorrência interna tem reduzido os ganhos das empresas. Diante disso, muitas companhias — entre elas a BYD — passaram a direcionar seus esforços para o exterior.

A pressão regulatória também aumentou. Em maio, uma entidade do setor criticou as montadoras chinesas por estimularem uma guerra de preços, poucos dias depois de a BYD anunciar descontos.

No ano passado, a BYD teve receita de 804 bilhões de yuans (R$ 606 bilhões), um crescimento modesto de 3,5% em relação a 2024.

Em 2024, a receita anual da empresa superou a de sua rival americana, a Tesla, e ultrapassou a marca simbólica de US$ 100 bilhões (R$ 523 bilhões). Paralelamente, a expansão internacional da BYD vem ganhando ritmo.

Em setembro, a empresa vendeu mais de 13 mil veículos nos países da União Europeia, um salto de 272,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.

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Seis vezes em que mercados se movimentaram de maneira suspeita antes de anúncios de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 12:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%Oferecido por

Decisões de Trump influenciam mercados de maneira decisiva – e algumas apostas antecipadas de investidores têm gerado questionamentos — Foto: Martin Meissner/AP Photo/picture alliance

Cerca de 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã, na última segunda‑feira (23/03), os mercados registraram uma movimentação abrupta nos contratos de petróleo. Nesse intervalo, investidores negociaram centenas de milhões de dólares da commodity, antecipando-se à publicação do republicano e evitando perdas com a posterior queda nos preços.

O episódio reacendeu o escrutínio no país por repetir um padrão observado durante sua presidência, em que investidores adotam comportamentos atípicos pouco antes de anúncios oficiais sobre temas como operações militares e tarifas.

Além dos contratos futuros de petróleo, atividades cronometradas deste tipo também surgiram em outros segmentos financeiros nos últimos meses, incluindo índices de ações (S&P 500 e Nasdaq), mercados de apostas, operações de câmbio e até criptomoedas.

Os casos levantaram suspeitas nos Estados Unidos sobre possíveis vazamentos de informação do governo ao mercado, inclusive o brasileiro. A prática irregular, associada ao insider trading, ocorre quando investidores operam com base em informações privilegiadas que deveriam ser confidenciais, negociando de forma a lucrar com a antecipação de um anúncio oficial.

Não há evidências concretas de que a Casa Branca esteja repassando informações confidenciais para beneficiar investidores ou suavizar impactos. Especialistas apontam que o comportamento súbito e as frequentes mudanças de direção de política de Trump acabam fornecendo sinais ao mercado, que interpreta esses padrões e tenta antecipar decisões políticas.

No caso do presidente americano, que anuncia decisões oficiais diretamente nas redes sociais e sem aviso prévio, os mercados passaram a monitorar diretamente sua comunicação online – fenômeno apelidado nos EUA de "Volfefe Index". Na prática, suas postagens têm potencial para mover mercados globais e estimular comportamentos preditivos, inclusive em bolsas europeias.

Além disso, grandes fundos operam constantemente com base em sinais macroeconômicos, o que pode gerar a percepção de movimentos "perfeitos" antes de anúncios.

Por outro lado, a repetição recente dessas "coincidências" vem aumentando as críticas sobre a gestão Trump. A Casa Branca afirma reiteradamente que não tolera qualquer autoridade que se "beneficie ilegalmente de informações privilegiadas".

"O que chama atenção aqui não é apenas o tamanho das operações, mas o timing", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência de notícias AFP, ao ser questionado sobre a movimentação mais recente.

"Traders não são clarividentes. Quando as posições mudam minutos antes de um anúncio capaz de mexer com o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com […] informações antes de a notícia vir a público", acrescentou.

Acertos sobre data de ataques ao Irã levaram lucros a apostadores — Foto: Evelyn Hockstein/REUTERS

No último sábado (21/03), Trump havia prometido destruir a infraestrutura energética do Irã se o país não permitisse o tráfego de navios no Estreito de Ormuz em 48 horas. O bloqueio da navegação no Golfo tem gerado forte pressão sobre o governo americano, devido à disparada de preços do petróleo e sua reação em cadeia em outros setores.

Teerã, porém, não cedeu à ameaça, o que levou o preço da commodity a subir mais uma vez nas primeiras horas de segunda-feira (23/03), com a abertura das bolsas na Ásia.

Às 7:04 daquele dia (horário local), Trump subiu seus primeiros posts indicando que recuaria dos ataques. Segundo ele, houve "conversas produtivas" com Teerã que o levaram a postergar a ofensiva contra as bases energéticas do Irã por cinco dias. Os preços do petróleo bruto Brent caíram de 114 dólares por barril para 97 dólares em poucas horas.

No entanto, minutos antes, entre 6:49 e 6:51 do mesmo dia, mais de 760 milhões de dólares (R$ 4 bilhões) em contratos futuros de petróleo foram negociados, incluindo o Brent e o West Texas Intermediate. O jornal americano Wall Street Journal também indica que um movimento similar ocorreu no índice de ações americano S&P 500, o que levou investidores a contornarem perdas.

Na comparação com semanas anteriores, o movimento pode ser considerado atípico para uma segunda-feira, indicam observadores.

Além disso, não havia sinais claros de que uma negociação entre Washington e Teerã poderia sair do papel. O Irã chegou a rebater Trump horas depois e afirmar que nenhuma conversa sobre o estreito havia ocorrido durante o final de semana.

A especulação sobre uso de informação privilegiada também se espalhou para os mercados de previsão, que permitem aos usuários apostar na probabilidade de milhares de eventos globais.

A empresa de análise Bubblemaps afirmou que seis contas lucraram cerca de 1,2 milhão de dólares (R$ 6 milhões) com dezenas de apostas feitas na plataforma Polymarket, prevendo corretamente ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. As apostas foram registradas horas antes de os ataques começarem.

Além de informações privilegiadas, críticos apontam risco de apostas incentivarem conflitos — Foto: Berno/SIPA/picture alliance

Segundo a Bubblemaps, um único apostador apresenta um padrão recorrente de apostas certeiras. Ele também lucrou em outubro de 2024, quando acertou a data dos ataques israelenses contra o Irã, com aposta realizada novamente poucas horas antes de seu início.

Uma revisão do site da Polymarket feita pela agência de notícias Reuters identificou que, ao todo, um total 529 milhões de dólares foram apostados em contratos ligados ao timing de ataques (R$ 2,7 bilhões), enquanto 150 milhões de dólares (R$ 790) foram direcionados a contratos sobre a possível remoção do antigo líder supremo aiatolá Ali Khamenei de seu cargo.

Senadores democratas também manifestaram preocupação, em 23 de fevereiro, de que os mercados de previsão estariam violando regras ao criar incentivos para fomentar conflitos ou divulgar informações sigilosas, depois que um trader obteve cerca de 410 mil dólares (R$ 2,1 milhões) apostando na queda do líder venezuelano Nicolás Maduro.

Em 2 de janeiro, Trump autorizou a ação que levou à captura de Maduro, em Caracas. Embora a notícia da operação só tenha sido divulgada posteriormente, uma série de apostas na queda do venezuelano foram feitas na Polymarket entre dezembro e janeiro.

O que gerou suspeita foi a identificação de que a última aposta fora registrada menos de uma hora antes de os militares serem autorizados pela Casa Branca a prosseguir com a intervenção na Venezuela.

A guerra comercial lançada por Trump contra diversos países também gerou especulações de insider trading e manipulação de mercado.

Entre os dias 9 e 14 de abril de 2025, Trump anunciou diversos recuos ao seu tarifaço global, reduzindo restrições à importação de produtos eletrônicos ou mesmo pausando o tarifaço horas após sua entrada em vigor.

As decisões reverteram temporariamente quedas históricas nas bolsas de valores ao redor do mundo disparadas por sua decisão anterior de sobretaxar parceiros comerciais com tarifas que chegavam a 50%.

Em 9 de abril de 2025, a sobretaxa a países e blocos como China, Japão e União Europeia entrou em vigor, levando a um choque nos mercados. Trump procurou amenizar o impacto, afirmando nas redes sociais que era uma "ótima hora para comprar". Horas depois, interrompeu as tarifas globais por 90 dias, o que levou o índice americano S&P 500 ao seu maior ganho diário desde 2008 e o Nasdaq ao segundo melhor desempenho em quase duas décadas.

Em meio às movimentações, observadores identificaram negociações na bolsa americana que envolviam opções de compra que só dariam retorno se o índice encerrasse em alta no mesmo dia, algo não esperado em meio às tarifas recém-impostas. Foi o suficiente para democratas no Congresso pedirem repetidas investigações sobre possível manipulação de mercado e insider trading.

Em 10 de outubro de 2025, foi a vez de movimentações atípicas no mercado de criptomoedas levarem a especulações sobre informações privilegiadas.

Na ocasião, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses, levando a uma liquidação generalizada no mercado de criptomoedas, como o bitcoin, que chegou a cair 19 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões).

Segundo análise do Wall Street Journal, porém, duas contas haviam apostado contra o mercado minutos antes da publicação do presidente, lucrando cerca de 160 milhões de dólares (R$ 842 milhões).

As apostas foram alavancadas para lucrar com um possível derretimento no preço das criptomoedas e foram executadas na plataforma Hyperliquid.

Apesar de o investimento ter sido realizado minutos antes do anúncio, naquele momento Pequim já havia restringido sua exportação de terras raras, o que levou à contramedida de Trump.

No Brasil, anúncios de Trump também geraram suspeitas de que informações privilegiadas chegaram ao mercado.

A Advocacia‑Geral da União identificou movimentações cambiais atípicas em 9 de julho de 2025, quando o americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Uma reportagem do G1 mostrou que menos de 3 horas antes de Trump publicar uma carta em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sobretaxar o Brasil, operadores compraram entre 3 e 4 bilhões de dólares (entre R$ 15 e R$ 21 bilhões) ao custo de R$ 5,46 o dólar. Após a publicação da Casa Branca, o câmbio subiu a R$ 5,60. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso.

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Operação Vem Diesel: se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 10:48

Política Operação Vem Diesel: se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? Entenda A Polícia Federal está nas ruas em uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em 11 estados e no Distrito Federal. O objetivo é combater preços abusivos. 27/03/2026 10h28 Atualizado 27/03/2026

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em todo o território nacional.

O objetivo é combater preços abusivos. Mas se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo?.

De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.

Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.

Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos.

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater preços abusivos. Mas se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo?

⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.

🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.

Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos:

Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.

Para verificar se houve abuso, órgãos de defesa do consumidor fazem uma análise técnica. Entre os principais pontos avaliados estão:

notas fiscais de compra e venda dos últimos meses;evolução dos preços ao longo do tempo (série histórica);custos na cadeia produtiva, da refinaria ao posto;comparação com outros estabelecimentos.

A apuração envolve diferentes órgãos. Os Procon de todos os estados recebem denúncias e monitoram preços localmente. Já a Secretaria Nacional do Consumidor coordena a política nacional.

Quando há suspeita de práticas como cartel ou abuso de poder econômico, o caso pode ser encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF.

São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.

A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor.

Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.

A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril

Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.

LEIA TAMBÉM: Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã

Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

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Dólar abre em alta com atenção a desemprego no Brasil e conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (27) em alta, avançando 0,18% na abertura, aos R$ 5,2654. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu estender por dez dias a pausa nos ataques à infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, investidores seguem preocupados com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, o que mantém o viés negativo observado nas últimas sessões.

▶️ No cenário internacional, os preços do petróleo continuam em alta, enquanto os contratos futuros das principais bolsas de Nova York registram queda. Na Europa, os mercados acionários também operam em baixa.

▶️ Em meio ao aumento da aversão ao risco, o dólar avança frente a outras moedas. Ao mesmo tempo, os mercados de juros passam por nova reprecificação diante das expectativas em torno dos rumos da política monetária global.

▶️ No Brasil, a agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação de dados do setor externo e da taxa de desemprego referente a fevereiro, indicadores que podem influenciar as expectativas sobre a atividade econômica.

▶️ Caso os números venham próximos das projeções do mercado, a tendência é que os investidores continuem acompanhando com mais atenção o cenário internacional, que tem direcionado o comportamento dos ativos nos últimos dias.

A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados internacionais nesta quinta-feira. O preço do petróleo subiu, enquanto bolsas de valores ao redor do mundo caem, refletindo a incerteza sobre quanto tempo o conflito pode durar e quais serão seus efeitos sobre a economia global.

A reação do mercado ocorre em meio a sinais ainda incertos de negociação entre EUA e Irã. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para encerrar o conflito, que completa um mês no próximo sábado (28), mas não chegaram a um entendimento.

A Casa Branca enviou ao governo iraniano um plano de paz com 15 pontos. Entre eles estão a proibição do desenvolvimento de armas nucleares, limites para mísseis de longo alcance, o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

O Irã rejeitou a proposta, classificando o plano como “excessivo”, e apresentou uma contraproposta com cinco condições. Entre elas estão o fim das agressões, reparações por danos causados durante a guerra e o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

Mesmo com a troca de propostas, autoridades iranianas sinalizaram alguma disposição para negociar. Ao mesmo tempo, os EUA intensificaram a pressão militar e diplomática na região.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,44% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,1% observados no período anterior.

Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam uma alta mensal de 0,29% e um avanço de 3,74% no acumulado de 12 meses.

O levantamento do IBGE mostra que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março.

Alimentação e bebidas: 0,88%Habitação: 0,24%Artigos de residência: 0,37%Vestuário: 0,47%Transportes: 0,21%Saúde e cuidados pessoais: 0,36%Despesas pessoais: 0,82%Educação: 0,05%Comunicação: 0,03%

Os mercados globais fecharam em queda nesta quinta-feira, enquanto o preço do petróleo voltou subir.

O movimento ocorreu em meio à percepção de que uma redução das tensões na guerra envolvendo o Irã está mais distante, o que aumenta a cautela entre investidores.

Nos EUA, os principais índices de Wall Street registraram perdas. O Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 teve perdas de 1,74% e o Nasdaq despencou 2,38%.

Na Europa, o dia também foi de baixa. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caiu 1,13%, aos 580,84 pontos.

Entre os principais mercados, o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,33%, enquanto o CAC 40, da França, caiu 0,98%. Na Alemanha, o índice DAX perdia 1,64%.

O índice de Xangai caiu 1,1%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 1,3%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,9%.

No Japão, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,3%, aos 53.603,65 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma queda mais intensa, de 3,2%, fechando em 5.460,46 pontos.

Entre outras negociações relevantes do dia, os metais preciosos também registravam perdas. O ouro recuava 2,3%, sendo negociado a US$ 4.446 por onça, enquanto a prata caía 6,2%, para US$ 68 por onça.

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PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos em postos de combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 09:52

Política PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos em postos de combustíveis Objetivo é coibir práticasque possam gerar prejuízo ao consumidor por conta do aumento de preços. Ação conta com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por Fábio Amato, Ana Flávia Castro, TV Globo e g1 — Brasília

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação de fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio.

A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor.

⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.

🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.

Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos:

Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.

Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF.

São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.

Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.

A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril

Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.

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Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

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Desemprego fica em 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma alta em relação ao trimestre anterior, encerrado em novembro de 2025 (5,2%), e representa uma queda de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,8%.

Sergundo o IBGE, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.

Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que atinge novamente patamar recorde, chegando a R$ 3.679, aumento de 2,0% no trimestre e de 5,2% no ano.

Taxa de desocupação: 5,8%Taxa de subutilização: 14,1%População desocupada: 6,2 milhõesPopulação ocupada: 102,1 milhõesPopulação fora da força de trabalho: 66,6 milhõesPopulação desalentada: 2,7 milhõesEmpregados com carteira assinada: 39,2 milhõesEmpregados sem carteira assinada: 13,3 milhõesTrabalhadores por conta própria: 26,1 milhõesTrabalhadores informais: 38,3 milhões

Segundo o instituto, a população ocupada chegou a 102,1 milhões. O total representa uma queda de 0,8% no trimestre anterior, com 874 mil pessoas e menos no mercado de trabalho.

Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) 0,4 acima do registrado um ano antes.

A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, praticamente estável.

A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,5 milhões no trimestre encerrado em janeiro e permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,6 milhões de pessoas. O contingente cresceu 0,9% no trimestre, com o acréscimo de 608 mil pessoas, e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas).

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