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‘Dava para sentir o medo na cozinha’: como era o ambiente no restaurante do chef acusado de agressões e humilhações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 05:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor ‘Dava para sentir o medo na cozinha’: como era o ambiente no restaurante do chef acusado de agressões e humilhações Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma. Chef René Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o comando do restaurante Noma, em Copenhague. Por Lara Castelo, g1 — São Paulo

Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma.

René Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o cargo de liderança do restaurante Noma, em Copenhague, após denúncias de agressões e humilhações contra funcionários.

O caso foi revelado nesta semana pelo jornal The New York Times, que ouviu cerca de 35 pessoas que trabalharam no restaurante entre 2009 e 2017.

É assim que Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, descreve a atmosfera na cozinha do restaurante Noma, em Copenhague, comandado por mais de duas décadas pelo chef dinamarquês René Redzepi.

Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o cargo de liderança do restaurante após denúncias de agressões e humilhações contra funcionários. O caso foi revelado nesta semana pelo jornal "The New York Times", que ouviu cerca de 35 pessoas que trabalharam no restaurante entre 2009 e 2017.

Namrata fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma. Na época, os estágios no restaurante não eram pagos. Apesar de não ter tido muito contato direto com Redzepi, ela diz que percebia claramente como o ambiente, que já era tenso, piorava quando o chef entrava na cozinha.

Ela conta que não foi fácil para a família apoiá-la financeiramente durante o período. Mesmo assim, decidiu ir. Trabalhar em um dos restaurantes mais famosos do mundo, com três estrelas Michelin e menu que pode custar cerca de R$ 7 mil por pessoa, era um sonho para uma chef recém-formada.

Segundo ela, o anúncio do estágio prometia uma experiência educacional completa, com jornada de cerca de 37 horas semanais. Os estagiários deveriam passar por diferentes áreas da cozinha, participar de atividades externas, workshops e sessões semanais de criação de pratos.

Além de realizar tarefas como separar e limpar ervas, Namrata acabou repetindo praticamente a mesma função durante boa parte do estágio: preparar os chamados “fruit-leather beetles”, uma preparação feita com massa de fruta moldada no formato de besouro que fazia parte de um dos pratos do menu. (veja na imagem que abre a reportagem)

O ambiente entre os estagiários também era difícil. Namrata descreve a cozinha como “extremamente competitiva e tensa”, já que muitos tentavam se destacar para sair das tarefas consideradas menos prestigiadas.

Ela diz que o clima também era marcado por silêncio e disciplina. "Você não podia conversar, não podia rir. Pegava mal”, diz.

Um episódio que marcou essa sua percepção aconteceu quando um dos estagiário cortou a mão enquanto fatiava maçãs em um utensílio de cozinha. Em vez de receber ajuda imediata, algumas pessoas riram e disseram que ele “não era material para o Noma”.

Para ela, o comportamento dentro da cozinha refletia a liderança. Segundo a chef, parte dessa cultura também deve continuar sendo reproduzida por outros chefs que seguem trabalhando no restaurante.

Após a experiência no Noma, ela relata ter enfrentado ansiedade, sensação constante de urgência e sintomas de estresse pós-traumático. Ao mesmo tempo, diz que o episódio enfatizou a sua forma de lidar com colegas de profissão.

Depois de trabalhar em outros restaurantes, ela decidiu deixar as cozinhas profissionais. Hoje vive em Nova York, onde atua com mídia gastronômica, trabalhando como food stylist e escreve sobre comida.

Segundo relatos da imprensa, ex-funcionários acusaram o chef René Redzepi de criar ambiente de trabalho tóxico, com abuso verbal e físico — Foto: Getty Images

No início da semana, o chef publicou uma nota no Instagram afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (veja o posicionamento completo no final da reportagem)

"Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota.

Ele também anunciou que deixou o cargo de conselheiro da MAD, organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef.

Namrata, porém, diz que não acredita que o chef vá realmente se afastar completamente. Segundo ela, Redzepi ainda está ligado a outros restaurantes na Dinamarca, e por isso vê o anúncio com ceticismo.

As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado.

Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações.

Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011.

Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo.

Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial.

A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.

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Pesquisa revela onde a carreira das mulheres mais trava — e não é no topo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 02:45

Trabalho e Carreira Pesquisa revela onde a carreira das mulheres mais trava — e não é no topo Estudo da infoJobs aponta que a barreira mais comum na carreira das mulheres surge antes do topo da hierarquia. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Pesquisa da InfoJobs mostra que 49% das mulheres dizem que a carreira trava na transição para cargos de gestão, antes mesmo de chegar à diretoria.

O resultado revela o chamado “degrau quebrado”, quando profissionais têm dificuldade para conquistar a primeira promoção para liderança, etapa considerada decisiva para avançar na carreira.

Entre os fatores apontados estão menor acesso a projetos estratégicos, vieses nas promoções e maior cobrança sobre o desempenho feminino.

Especialistas também apontam que a desigualdade na divisão do trabalho doméstico e a falta de critérios claros de promoção ainda influenciam a presença feminina nos cargos de liderança.

Apesar das barreiras, metade das entrevistadas se diz otimista sobre o futuro do trabalho para as mulheres, com expectativa de avanços em igualdade salarial e oportunidades de crescimento.

Pesquisa da InfoJobs mostra que 49% das mulheres dizem que a carreira trava na transição para cargos de gestão — Foto: Freepik

Uma pesquisa da plataforma de empregos InfoJobs mostra que quase metade das profissionais acredita que o crescimento trava justamente na passagem para cargos de gestão — etapa que costuma ser a porta de entrada para a liderança nas empresas.

Segundo o levantamento, 49% das mulheres dizem sentir um "teto de crescimento' na transição de funções técnicas para posições de gestão, enquanto 20% apontam que a barreira aparece apenas na chegada à diretoria ou nível executivo.

Na prática, isso indica que muitas carreiras encontram obstáculos antes mesmo de alcançar o topo da hierarquia corporativa.

O estudo faz parte da Pesquisa Panorama da Mulher no Mercado de Trabalho 2026, realizada pela InfoJobs com 1.022 profissionais. O levantamento, divulgado com exclusividade para o g1, reúne percepções sobre crescimento profissional e ambiente de trabalho.

Especialistas costumam explicar esse fenômeno apontando na pesquisa com dois conceitos que ajudam a entender a desigualdade de gênero nas empresas:

🪟 Teto de invisível / vidro : barreira invisível que impede o avanço até as posições mais altas da hierarquia;🪜 Degrau quebrado: dificuldade que muitas mulheres enfrentam para conquistar a primeira promoção para cargos de liderança.

Hosana Azevedo, gerente de RH do Redarbor – grupo responsável pelo InfoJobs – explica que, embora muitas mulheres avancem bem em funções técnicas, a passagem para a liderança costuma depender de outros fatores além da entrega individual.

"Esse é um momento em que as promoções passam a depender menos de entrega individual e mais de visibilidade, networking interno e confiança da liderança — fatores que historicamente favoreceram trajetórias masculinas".

Hosana também ressalta que o problema não está na qualificação das profissionais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres já têm, em média, níveis de escolaridade mais altos que os homens no Brasil. Ainda assim, permanecem sub-representadas em posições de liderança.

Para ela, o desafio aparece justamente na transição entre a performance técnica e o reconhecimento como potencial líder dentro das empresas.

Quando esse primeiro obstáculo aparece cedo, o efeito se espalha ao longo da carreira. Menos mulheres conseguem avançar para os níveis seguintes da estrutura corporativa. E a presença feminina diminui conforme os cargos se tornam mais altos.

Entre as mulheres entrevistadas na pesquisa da InfoJobs, a maior parte ainda está distante das posições de liderança — ou sequer conseguiu permanecer no mercado de trabalho.

Mais da metade das participantes (54%) afirmou que não está trabalhando atualmente. Outras 21% estão no início da carreira e 17% ocupam cargos de especialista ou analista. Já os postos de liderança aparecem com participação bem menor: 5% disseram atuar em coordenação ou gestão, enquanto apenas 3% chegaram à liderança sênior ou à diretoria.

A pesquisa também analisou como as empresas distribuem projetos estratégicos — tarefas que costumam aumentar a visibilidade dentro das organizações e influenciar decisões de promoção.

Quase metade das entrevistadas (46%) avalia que a distribuição ocorre de forma equilibrada e baseada em competência. Ainda assim, uma parcela relevante percebe diferenças. Cerca de 31% dizem que mulheres recebem projetos estratégicos, mas com maior nível de cobrança, enquanto 23% afirmam que há tendência de direcionar projetos críticos para perfis masculinos.

Hosana afirma que projetos estratégicos costumam funcionar como uma vitrine dentro das empresas, pois são eles que aumentam a visibilidade de profissionais e influenciam decisões de promoção.

Segundo a executiva, quando mulheres têm menos acesso a essas experiências — ou precisam comprovar resultados sob níveis mais altos de exigência — cria-se um desequilíbrio que se acumula ao longo da trajetória profissional.

A percepção sobre o ambiente corporativo também ajuda a entender por que o avanço nem sempre ocorre no mesmo ritmo.

Quase metade das entrevistadas (45%) afirma que precisa ter mais cautela ao se posicionar no trabalho em comparação aos colegas homens. Outras 22% dizem que o ambiente não favorece erros ou discordâncias quando se trata de mulheres. Apenas 33% relatam sentir a mesma liberdade e confiança que os pares masculinos.

A percepção de que as organizações ainda precisam evoluir nesse tema também aparece com força no levantamento.

Segundo a pesquisa, 78% das mulheres afirmam que temas como igualdade salarial, apoio à dupla jornada e oportunidades iguais ainda não recebem a atenção necessária dentro das empresas. Apenas 22% acreditam que essas questões são tratadas de forma adequada.

Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor, empresas que não monitoram de forma efetiva indicadores de equidade e inclusão correm o risco de perder talentos e reduzir o engajamento das equipes.

Segundo ela, promover equidade não é apenas uma pauta social, mas também uma estratégia para melhorar a gestão de pessoas e fortalecer a competitividade das organizações.

"As empresas precisam traduzir equidade em ações concretas. Quando as mulheres percebem que seus direitos e oportunidades são tratados de forma superficial, o resultado aparece em diferentes dimensões da organização, como menor retenção, queda de engajamento e enfraquecimento da confiança institucional", pontua.

Outro fator que influencia essa percepção de estagnação aparece em determinadas fases da vida profissional.

Segundo Hosana, o sentimento costuma se intensificar a partir dos 30 anos, momento em que muitas mulheres tentam avançar para posições de liderança ao mesmo tempo em que enfrentam decisões pessoais importantes, como a maternidade.

"As mulheres dedicam quase o dobro de horas semanais ao trabalho doméstico e ao cuidado familiar em comparação aos homens, o que ainda influencia a percepção de disponibilidade para cargos de gestão".

A executiva acrescenta que alguns setores apresentam desafios adicionais. Áreas tradicionalmente masculinas, como tecnologia, engenharia e indústria, ainda registram barreiras maiores para a ascensão feminina.

As dificuldades também se tornam mais evidentes quando o recorte considera mulheres de grupos minorizados.

Segundo a pesquisa da Infojobs, 62% das entrevistadas acreditam que existem oportunidades para mulheres pretas, pessoas com deficiência e LGBTQIA+, mas que elas ainda não são igualitárias. Apenas 19% dizem que essas oportunidades são distribuídas de forma equivalente.

Nos comentários abertos do levantamento, muitas participantes também relataram preferência por homens em cargos de chefia, menor presença feminina em posições estratégicas e diferenças salariais entre homens e mulheres, além de obstáculos para avançar na carreira.

Para Hosana, parte da solução passa por tornar mais claros e estruturados os processos de promoção dentro das empresas. Segundo ela, critérios objetivos para liderança ajudam a reduzir vieses e ampliam as chances de reconhecimento do desempenho feminino.

A executiva também destaca o papel de iniciativas como programas de mentoria, patrocínio profissional e trilhas de desenvolvimento voltadas à liderança feminina.

Metade das entrevistadas (50%) afirma ter uma visão otimista sobre o futuro do mercado de trabalho para as mulheres, com expectativa de maior igualdade salarial, mais benefícios relacionados à maternidade e oportunidades mais equilibradas. Outros 30% dizem não esperar mudanças significativas, enquanto 21% demonstram uma visão pessimista.

"Esse dado mostra que existe expectativa de mudança — e cabe às empresas transformar essa expectativa em práticas concretas de desenvolvimento, visibilidade e acesso à liderança", conclui Hosana.

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Dia do Consumidor: como achar ofertas sem cair em golpes, como site falso, PIX errado e IA com ‘famosos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 02:45

Guia de Compras Dia do Consumidor: como achar ofertas sem cair em golpes, como site falso, PIX errado e IA com 'famosos' Lojas on-line prometem grandes descontos no Dia do Consumidor, mas é preciso se precaver para evitar dores de cabeça depois. Por Redação g1

O Dia do Consumidor acontece em 15 de março, que, em 2026, vai cair em um domingo. Muitas lojas estão aproveitando para oferecer descontos e promoções especiais na data e até ao longo do mês.

Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes.

As recomendações incluem pesquisar bastante antes de fechar uma compra, conferir todos os detalhes do site onde está comprando (mesmo se for de uma loja conhecida) e sempre desconfiar de preços muito atrativos.

O Dia do Consumidor acontece em 15 de março, que, em 2026, vai cair em um domingo. Muitas lojas estão aproveitando para oferecer descontos e promoções especiais na data e até ao longo do mês.

Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes.

As recomendações incluem pesquisar bastante antes de fechar uma compra, conferir todos os detalhes do site onde está comprando (mesmo se for de uma loja conhecida) e sempre desconfiar de preços muito atrativos.

Dia do Consumidor: como achar ofertas sem cair em golpes, como site falso, PIX errado e IA com 'famosos' — Foto: Cookie_studio/Freepik

A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados.

A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo.

Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos.

Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes.

Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura.

É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon.

Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro.

Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor.

Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente.

Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian.

Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ.

Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico.

Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim.

Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial.

Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso.

Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos.

Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais.

Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como um print das telas com as informações da alteração do preço.

É muito importante saber quais são os direitos do consumidor ao comprar um produto, principalmente por vias digitais. Conheça ou relembre alguns conceitos que podem ajudar a fazer uma compra mais segura:

Em compras on-line, o consumidor tem o direito de se arrepender da compra e devolvê-la no prazo de até sete dias, sem necessidade de justificativa e sem custos adicionais.

É o prazo previsto na lei para que o consumidor possa reclamar de vícios e defeitos constatados na compra de produtos.

Esse direito independe de certificado de garantia e de forma escrita, tanto que sua comprovação só necessita de demonstração da compra, com a apresentação de cupom fiscal, por exemplo.

Impõe, de maneira explícita e imediata, a compra de um produto ou serviço adicional ao uso do produto ou serviço desejado. Exemplo: aparelho celular vendido sem os acessórios que obriga o consumidor a adquirir um carregador a parte.

Limita a escolha do consumidor a apenas à opção oferecida pelo próprio fornecedor. Exemplo: permitir a entrada no cinema apenas com alimentos comprados no local.

Abaixo, veja eletrodomésticos, móveis e celulares com preços de R$ 220 a R$ 10.000, consultados em março nas principais lojas on-line.

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 01:46

Agro Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR Relatos ocorrem em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional. Produtores suspeitam de movimento especulativo no mercado. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Produtores rurais do Rio Grande do Sul e do Paraná relatam dificuldade para comprar diesel para abastecer máquinas agrícolas e denunciam aumentos “abusivos” no preço do combustível em pleno período de colheita de arroz e de soja.

As queixas começaram uma semana depois do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, que provocou uma disparada do preço do petróleo no mercado internacional.

A Petrobras ainda não reajustou os preços no Brasil, mas o diesel já subiu 7% nos primeiros dias de março.

A alta de preço é real, mas a Agência Nacional do Petróleo (ANP) diz que não existe problema de falta de combustível.

Produtores rurais do Rio Grande do Sul e do Paraná relatam dificuldade para comprar diesel para abastecer máquinas agrícolas e denunciam aumentos “abusivos” no preço do combustível em pleno período de colheita de arroz e de soja.

"Até o início da semana passada, ninguém se preocupava com a entrega de diesel. Já nessa semana, eu fui fazer um pedido e fui colocado em uma lista de espera. Estava pagando R$ 5 o litro, e já subiu para R$ 7", conta o produtor de arroz Fernando Rechsteiner, de Pelotas (RS).

"No Paraná, temos recebido relatos de falta de diesel desde terça. Um produtor de Rio Azul, por exemplo, nos informou que a distribuidora que atende na região não possui o combustível", afirma Luiz Eliezer Ferreira, técnico do departamento econômico do Sistema FAEP.

"Outros relatos semelhantes estão chegando de Faxinal, Guarapuava, Prudentópolis e Irati", acrescenta.

Já em Erechim, norte do RS, cerca de 20% dos produtores enfrentam dificuldades para encontrar óleo diesel, conta o presidente do Sindicato Rural de Erechim, Allan André Tormen. "Todos relatam alta de preço que varia 20% a 55%", acrescenta.

As queixas começaram uma semana depois do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, que provocou uma disparada do preço do petróleo no mercado internacional. A Petrobras ainda não reajustou os preços no Brasil, mas o diesel já subiu 7% nos primeiros dias de março.

No domingo (8), a agência publicou uma nota informando que entrou em contato com os principais fornecedores e que apurou que o RS conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento de diesel.

"As distribuidoras serão formalmente notificadas para que prestem os devidos esclarecimentos à ANP sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos", disse a agência.

Diante da falta de uma explicação clara para o que está acontecendo, produtores e associações desconfiam de um movimento especulativo e de um possível freio nas importações diante da disparada dos preços.

O g1 procurou o Sindicato Nacional das Empresas de Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), mas a entidade disse que não irá se manifestar sobre o assunto.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) não respondeu até a publicação dessa reportagem, mas, em seu site, soltou uma nota conjunta defendendo a importação de biodiesel de até 20% da demanda nacional para frear a escalada de preços. (veja abaixo)

A maioria dos produtores rurais não possui estrutura para armazenar grandes volumes de combustível e, por isso, depende de entregas contínuas de diesel, diz Rechsteiner. Esse abastecimento é feito por empresas conhecidas como Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs).

"Elas atuam como revendedoras: compram o combustível das grandes distribuidoras para entregá-lo diretamente nas propriedades rurais", explica o diretor do SindTRR, no RS, Carlos Schneider.

Ele explica que o que tem acontecido no estado é que as TRRs não estão recebendo combustível das distribuidoras.

"A maioria das TRRs não possui contratos fixos com as grandes distribuidoras. Elas operam como clientes 'spot' (bandeira branca), o que as coloca no final da fila de prioridades das distribuidoras", diz Schneider.

Segundo ele, o recado que as empresas têm recebido das distribuidoras é de que há indisponibilidade do produto para as TRRs.

Antônio Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), afirma que tanto a falta de diesel nas TRRs, como a disparada de preços, "parecem" se tratar mais de "um movimento especulativo".

"O diesel que está saindo das distribuidoras foi comprado com petróleo abaixo de US$ 60", diz.

"O sujeito vê que o preço vai subir e segura o produto que ele tem estocado para vender 50% mais caro. Isso é algo extremamente danoso", ressalta.

Schneider, do SindTRR, explica que a produção nacional não supre toda a demanda, sendo necessário importar entre 25% e 30% do óleo diesel consumido no Brasil.

"As distribuidoras podem estar 'abrindo mão' de suas cotas de importação para não amargar prejuízos, o que gera o buraco no suprimento", afirma. "Eles não estão sendo transparentes com o mercado, não estão dizendo o que realmente está acontecendo."

Já o presidente do Sindicato Rural de Erechim, Allan Tormen, diz que as próprias "TRRs podem estar tentando se antecipar aos aumentos da Petrobras para não ter prejuízo na reposição do estoque".

Diante desse cenário, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação sobre os preços abusivos dos combustíveis, após um pedido da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10).

Associações rurais e distribuidoras têm pedido ao governo medidas para aumento da oferta de biodiesel no mercado doméstico como forma de frear a escalada de preços.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME), na sexta (6), o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel dos atuais 15% para 17%.

"O avanço da mistura de biodiesel representa uma medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, explica no ofício o presidente da CNA, João Martins.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e a Fecombustíveis defenderam, em nota, a liberação da importação de biodiesel até o limite de 20% da demanda nacional.

Outras entidades assinaram a nota, como a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), SindTRR e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

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EUA abrem investigação sobre práticas comerciais desleais de 60 países devido a trabalho forçado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 23:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

O escritório do Representante Comercial dos EUA informou na noite de quinta-feira (12) que iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais contra 60 países. Segundo o escritório, a investigação mira entender se os países falharam em tomar medidas contra o trabalho forçado.

🔍 A investigação é justificada com base na Seção 301, instrumento da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo dos EUA agir quando identifica ações "injustas" de outros governos, que prejudicam o comércio americano.

"Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA", disse o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um comunicado.

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Combustíveis: Lula repete fórmula de Bolsonaro e reduz impostos para conter preços em meio à alta do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Com o acirramento da guerra no Oriente Médio e a escalada do preço do petróleo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou nesta quinta-feira (12) as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre o diesel e anunciou um incentivo aos produtores e importadores do combustível. 

Com as medidas, o governo espera, ao custo de R$ 30 bilhões, gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas.

Para compensar, o governo do presidente Lula vai contar com o imposto de exportação sobre o petróleo.

Com a tributação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esperar alcançar a neutralidade do impacto da redução do PIS/Pasep e Cofins e do pagamento da subvenção a produtores e importadores de diesel.

O anúncio saiu na semana que antecede a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), servindo como um sinal de que o governo federal está atento aos eventuais impactos na inflação, e com as eleições no horizonte. 

Em 2022, em meio à alta do petróleo com o início da guerra na Ucrânia após invasão russa, Jair Bolsonaro também zerou as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre o diesel para reduzir o impacto para os consumidores.

O texto também alterou, a regra de incidência do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre combustíveis.

O ICMS, um tributo estadual, passou a incidir sobre os combustíveis uma única vez. Antes, o imposto sofria "efeito cascata", sendo cobrado mais de uma vez ao longo da cadeia de produção. 

Ainda em 2022, também ano eleitoral, Jair Bolsonaro sancionou outro texto. Desta vez, limitando a alíquota do ICMS, imposto de competência estadual, sobre itens como combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo em 17% ou 18%.

À época, governadores estimaram perda de cerca de R$ 100 bilhões com a medida. Em 2023, já na gestão Lula, o Supremo Tribunal Federal validou um acordo para que o governo federal repassasse R$ 27 bilhões aos estados para compensar a queda de arrecadação com as mudanças no ICMS.

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Mega-Sena, concurso 2.983: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 21:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.983: prêmio acumula e vai a R$ 75 milhões Veja os números sorteados: 03 – 15 – 30 – 32 – 40 – 52. Quina teve 35 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 68.098,14. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.983 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (12), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 75 milhões.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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EUA permitem que países comprem petróleo russo retido no mar por 30 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os Estados Unidos emitiram uma licença de 30 dias que permite a países comprar petróleo russo e produtos petrolíferos atualmente retidos no mar.

A medida, anunciada nesta quinta-feira (12), busca estabilizar os mercados globais de energia abalados pela guerra contra o Irã, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Bessent afirmou, em uma publicação no X, que a medida não proporcionará benefício financeiro significativo ao governo russo. O anúncio foi feito horas depois de os preços de referência do petróleo ultrapassarem US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos.

O anúncio ocorre um dia depois de o Departamento de Energia dos EUA informar que o país liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica em um esforço para conter a disparada dos preços após a guerra no Irã.

A medida faz parte de um compromisso mais amplo da Agência Internacional de Energia, formada por 32 países, de liberar 400 milhões de barris de petróleo.

A licença emitida nesta quinta-feira, que autoriza a entrega e a venda de petróleo bruto e derivados de origem russa carregados em navios até 12 de março, permanecerá válida até a meia-noite de 11 de abril no horário de Washington, segundo o texto da autorização publicado no site do Departamento do Tesouro.

O Tesouro dos EUA já havia concedido anteriormente uma isenção de 30 dias em 5 de março especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo retido no mar.

Entre as medidas para conter os preços da energia, o presidente Donald Trump já ordenou que a U.S. International Development Finance Corporation ofereça seguros contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo e afirmou que a Marinha dos EUA poderia escoltar navios na região.

Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e a resposta posterior de Teerã ampliaram as tensões regionais e paralisaram o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, interrompendo fluxos vitais de petróleo e gás do Oriente Médio e elevando os preços da energia.

Elevando os riscos para a economia global, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que bloqueará embarques de petróleo do Golfo caso os ataques dos EUA e de Israel não cessem.

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Associações de imprensa consideram preocupante decisão de Moraes que determinou busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 19:20

Economia Midia e Marketing Associações de imprensa consideram preocupante decisão de Moraes que determinou busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão Associações dizem que a decisão atinge diretamente o exercício do jornalismo e esperam que seja revista. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nesta quarta-feira (12) uma nota conjunta na qual classificam como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão.

A medida foi tomada após a publicação, no "Blog do Luís Pablo", de informações sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) pela família do ministro Flávio Dino, também integrante do STF.

Associações dizem que a decisão atinge diretamente o exercício do jornalismo e esperam que seja revista.

A nota destaca que a atividade jornalística é protegida pela Constituição, especialmente no que se refere ao sigilo da fonte. Para as entidades, qualquer medida que viole essa garantia deve ser vista como um ataque à liberdade de imprensa.

"O eventual cometimento de crime por profissionais do jornalismo deve ser investigado e punido na forma da lei, observados o direito de defesa e o devido processo legal, mas resguardadas as prerrogativas da atividade jornalística, que existem para proteger toda a sociedade", diz Marcelo Rech, presidente-executivo da ANJ.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a decisão de Moraes, dizendo que a medida não coloca em risco apenas o jornalista diretamente atingido, mas todos os profissionais de imprensa no país.

Para a Abraji, a decisão, que classifica como insuficientemente fundamentada, cria um precedente preocupante para o exercício do jornalismo no Brasil.

"O ministro não aponta incorreção nas informações contidas nas três reportagens publicadas pelo jornalista, tampouco menciona as proteções constitucionais concedidas aos jornalistas no exercício da liberdade de imprensa", diz a nota.

"É importante ressaltar que, ainda que a informação divulgada fosse sigilosa, já ficou pacificado no Judiciário brasileiro que o jornalista tem o direito de publicar informações – sigilosas ou não – de interesse público. E não pode ser criminalizado por isso."

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, divulgou nota em que manifesta preocupação com a decisão.

Na avaliação da entidade, o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio ou da linha editorial, é protegido tanto por princípios constitucionais brasileiros quanto por padrões internacionais de liberdade de expressão.

"Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática", diz a nota.

A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB/MA) divulgou nota informando que foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, o que gera preocupação quanto à preservação da liberdade de imprensa.

"Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto a preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade", diz a OAB.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideram preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A decisão foi tomada em razão de informações publicadas pelo jornalista no Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículo oficial do TJMA pela família do ministro Flávio Dino, também do STF.

A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo.

O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação.

As entidades subscritas esperam a revisão da medida, que viola o preceito constitucional do sigilo da fonte e a própria liberdade de imprensa.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)

A Abraji repudia a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de busca e apreensão na residência do jornalista do Maranhão Luis Pablo Conceição Almeida, autor do blog Luis Pablo. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após solicitação da Polícia Federal endossada pela Procuradoria-Geral da República, e o mandado foi cumprido pela PF na terça-feira, 10 de março. A medida coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros. A ordem, insuficientemente fundamentada, cria um precedente preocupante para o exercício do jornalismo no Brasil.

Em seu papel de defender o direito de investigação jornalística, a Abraji observa, inicialmente, que medidas invasivas contra jornalistas devem ser excepcionalíssimas e devidamente fundamentadas. É basilar considerar a condição de jornalista e os parâmetros de proteção da liberdade de imprensa, um primado inafastável do Estado Democrático de Direito. Em uma democracia, é salutar a cobrança de transparência sobre o possível uso irregular de recursos públicos, e nenhuma investigação jornalística que tenha essa natureza pode ser criminalizada sem indícios materiais claros. Há também um outro fator preocupante, o do efeito cascata que esta decisão pode gerar em tribunais país afora. No Brasil, em pleno ano de 2026, não se pode inibir o escrutínio de autoridades públicas, incluindo, como não poderia deixar de ser, as do Poder Judiciário.

O ministro não aponta incorreção nas informações contidas nas três reportagens publicadas pelo jornalista, tampouco menciona as proteções constitucionais concedidas aos jornalistas no exercício da liberdade de imprensa. É importante ressaltar que, ainda que a informação divulgada fosse sigilosa, já ficou pacificado no Judiciário brasileiro que o jornalista tem o direito de publicar informações – sigilosas ou não – de interesse público. E não pode ser criminalizado por isso.

O jornalismo deve ser exercido com responsabilidade, prezando pela verificação das informações e a preservação da segurança dos envolvidos. No entanto, ao autorizar a busca e apreensão de celulares e computadores de um jornalista, o ministro também pode acabar por violar o direito ao sigilo da fonte, garantia constitucional de jornalistas no Brasil. Luis Pablo é legalmente e regularmente registrado como jornalista. A Abraji espera que as autoridades reavaliem a decisão e retornem os bens de Luis Pablo sem violar as informações de seus dispositivos, assegurando a preservação do sigilo da fonte e das garantias constitucionais da atividade jornalística.

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo.

A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino.

A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo.

Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática.

Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação.

A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão.

A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) acompanha as informações relativas ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de jornalista maranhense, ocorrido em 10 de março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo de justiça.

Segundo informações divulgadas, durante a diligência foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5º, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais.

Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto à preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade.

Destarte, a Comissão reafirma seu compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e com a defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício do jornalismo, mantendo-se vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação que atuam no Estado do Maranhão, especialmente no que diz respeito à defesa de bandeiras históricas da OAB, tais como a indispensável observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como o pleno acesso da defesa aos autos, nos termos da Constituição e da legislação vigente.

Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA)

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Associação Internacional de Radiodifusão manifesta preocupação com decisão de Moraes contra jornalista no Maranhão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 19:20

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A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, divulgou nota nesta quinta-feira (12) em que manifesta preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão.

A medida foi tomada após a publicação, no "Blog do Luís Pablo", de informações sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) pela família do ministro Flávio Dino, também integrante do STF.

Na avaliação da entidade, o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio ou da linha editorial, é protegido tanto por princípios constitucionais brasileiros quanto por padrões internacionais de liberdade de expressão.

"Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática", diz a nota.

A entidade cita a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, segundo a qual a intimidação, a pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação.

"A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão", afirma.

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo.

A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino.

A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo.

Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática.

Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação.

A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão.

Há 4 minutos Política Itamaraty diz que reunião pode ser ‘indevida ingerência’ em assuntos internosHá 4 minutosEfeitos da guerraLitro do diesel custará R$ 0,64 a menos com pacote para frear alta; entenda

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