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Inflação na Argentina fica em 2,9% em fevereiro, maior nível em quase um ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 16:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%Oferecido por

A inflação na Argentina foi de 2,9% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado veio acima da expectativa de economistas.

O dado ficou estável em relação a janeiro e manteve a inflação no maior patamar em quase um ano. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador chegou a 33,1%, acima dos 32,4% registrados no mês anterior.

Os setores com maiores altas em fevereiro foram habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (6,8%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (3,3%). Na sequência, aparecem bens e serviços diversos (3,3%), restaurantes e hotéis (3%) e equipamentos e manutenção do lar (2,6%).

Nesta semana, o presidente Javier Milei reiterou sua promessa de reduzir a inflação a zero e afirmou que isso deve ocorrer até agosto. Paralelamente, autoridades argentinas se reúnem com representantes da Casa Branca, nos Estados Unidos, em busca de novos apoios econômicos.

Pesquisa recente do Banco Central da Argentina mostrou que analistas ainda esperam desaceleração da inflação, embora o consenso das previsões para o fim do ano tenha subido em relação ao levantamento anterior, de janeiro.

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável e aumentou as preocupações do governo a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação.

A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo)

A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados.

Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor.

O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%.

Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores.

No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente.

Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui.

Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional.

Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito.

Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação.

O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina.

A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo)

A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões.

Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores.

Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo.

Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois.

O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões.

Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês.

Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado.

Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo)

Nos últimos meses, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica.

Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos.

Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC.

Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas.

O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.

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Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 16:54

Tecnologia Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio? Os fones de ouvido com fio deveriam ter desaparecido junto com os novos celulares sem entradas específicas. Em vez disso, estão voltando com força, enquanto consumidores buscam melhor qualidade de som e a tecnologia de um tempo mais simples. Por Thomas Germain

Quando a Apple eliminou a entrada de fones dos iPhones em 2016, eu entrei em modo de resistência. Não ia deixar uma gigante ditar meus hábitos de escuta, então comprei um Android e me mantive firme no cabo.

Porém, meu celular deu seu último suspiro exatamente no mesmo mês em que o Google — um dos últimos resistentes — anunciou que também tiraria a entrada de fones de seus aparelhos.

Parecia um sinal cósmico de derrota. Então voltei para o iPhone, joguei meus fones com fio na gaveta e me juntei às hordas do Bluetooth.

Recentemente, um movimento discreto vem crescendo, baseado em uma verdade controversa: fones de ouvido com fio são melhores do que os de Bluetooth. As vendas dispararam nos últimos meses.

Talvez os consumidores tenham percebido que, muitas vezes, conseguem obter um som de melhor qualidade, e pelo mesmo preço, com um modelo com fio — mas esse não é um movimento apenas entre os audiófilos, aquelas pessoas muito exigentes com a qualidade do som.

Os fones com fio viraram uma tendência cultural, um ressurgimento que alguns associam a uma reação maior contra a tecnologia.

Seja por motivos práticos, políticos ou estéticos, uma coisa é clara: os fones com fio estão de volta.

"Eu me converti", diz Aryn Grusin, assistente social de Portland, no Oregon, nos EUA, apaixonada por fones com fio.

Há alguns meses, ela pegou emprestado o par de fones antigos do noivo e nunca mais voltou atrás. "Acho simplesmente reconfortante. Gosto de mostrar ao mundo que estou ouvindo alguma coisa."

Grusin não está sozinha. Depois de cinco anos seguidos de queda, as compras de fones de ouvido com fio explodiram na segunda metade de 2025, segundo a empresa de análise Circana, e a receita com fones com fio cresceu 20% nas primeiras seis semanas de 2026.

"Parece que muita gente está meio que se voltando contra a tecnologia porque ela está ficando avançada demais", diz Grusin.

"Acho que existe um sentimento coletivo de: 'não gosto do rumo que isso está tomando', e estamos todos voltando para o último lugar onde nos sentíamos confortáveis."

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A qualidade do som pode ser uma grande vantagem da vida com fio, diz Chris Thomas, editor especial do site de avaliações de fones SoundGuys. "Essa é a tecla na qual venho batendo há muitos anos", afirma.

Segundo Thomas, os fones sem fio melhoraram muito, mas os melhores geralmente vêm de marcas de nicho voltadas para audiófilos.

Quando se trata de produtos mais populares, daqueles que você encontra em uma loja de eletrônicos, ele diz que você consegue um som melhor pelo mesmo valor se optar por uma boa opção com fio.

Além de ter melhor custo em relação à qualidade de áudio, fones com fio têm outras vantagens — Foto: Serenity Strull/Getty Images via BBC

Além disso, mesmo os melhores fones Bluetooth podem não entregar seu desempenho máximo por causa de conexões ruins ou problemas de compatibilidade com o seu dispositivo.

De alguma forma, o Bluetooth parece ter se tornado profundamente pouco atraente. Não acredite só em mim. Pergunte à atriz e diretora Zoë Kravitz.

"Bluetooth não funciona", disse Kravitz em uma entrevista recente — e não é só com fones de ouvido, mas com conexões Bluetooth em geral.

"Está estragando momentos importantes. Imagine quantas vezes você está com alguém em um encontro, tentando criar um clima, e então precisa 'esquecer a rede'. Em um encontro!"

Emaranhados de fio dos fones de ouvido são vistos por alguns como um símbolo cultural — Foto: Moritz Scholz/Getty Images via BBC

Na verdade, fones de ouvido com fio viraram agora um acessório de moda indispensável em alguns círculos.

Há até uma conta popular no Instagram sobre o assunto chamada Wired It Girls (algo como "as it girls dos fones com fio"), dedicada a mulheres que parecem chiques e despreocupadas com os cabos pendurados nas orelhas — de pessoas comuns a celebridades como as cantoras Ariana Grande e Charli XCX.

Os fones de ouvido com fio se tornaram tão onipresentes entre ricos e famosos que alguns já veem esses emaranhados de plástico e metal como um símbolo cultural.

Um usuário de redes sociais publicou um tuíte viral com fotos dos atores Robert Pattinson e Lily‑Rose Depp usando fones com fio. "Está virando uma questão de classe", escreveu. "Usar fones sem fio 24 horas por dia me diz que você não é dono de terras."

Claro, há algo libertador em ouvir música sem estar preso a um cabo. Mas as baterias acabam justamente no pior momento. Os minúsculos fones do tipo earbuds (intra-auriculares) se perdem. Os dispositivos não emparelham.

"As pessoas dizem que é mais fácil, mas nunca parece mais fácil para mim", diz Ailene Doloboff, uma editora de diálogos na indústria cinematográfica em Los Angeles, nos EUA. "Com Bluetooth sempre tem uma etapa a mais."

Os fones de ouvido com fio entram para uma lista de tecnologias aparentemente obsoletas que voltaram com força nos últimos anos, justamente quando mergulhamos na próxima era digital.

Pessoas jovens e mais velhas estão adotando produtos retrô como DVDs, fitas cassete, antigas TVs de tubo e até máquinas de escrever. Em um show recente, vi um cara na plateia gravando o espetáculo não com um celular, mas com uma câmera de filme 16 mm dos anos 1970.

"Não sei por quê, mas todos nós, coletivamente, tivemos essa virada. Acho que a presença da IA está deixando as pessoas mais inquietas", diz Grusin.

"O que é irônico, de certa forma. Fico desconfortável com a tecnologia e então quero usar outra tecnologia. Mas talvez os fones com fio sejam o mais perto do analógico que conseguimos chegar."

Mas hoje já é possível comprar fones com fio que vêm com conexão USB ou Lightning integrada. Ou então usar fones com o tradicional conector de 3,5 mm por meio de um adaptador para a porta de carregamento.

A Apple removeu a entrada de fones de ouvido de seus telefones em 2016, com o lançamento do iPhone 7, o que muitos viram como o fim da escuta com fio.

Mas nem mesmo a Apple abandonou totalmente os fones com fio. "Ah, nós ainda vendemos esses", disse o diretor-executivo da empresa, Tim Cook — o homem que acabou com a entrada de fones nos celulares — à minha colega da BBC Zoe Kleinman há alguns anos. "As pessoas ainda compram."

Fui a uma loja da Apple no caminho de casa depois do trabalho para comprar um par barato com fio e conexão USB. Um funcionário me disse que tem vendido mais fones com fio do que nunca.

Passei alguns dias usando os fios. Gostei da sensação. Estar ligado ao meu dispositivo me fazia sentir um pouco mais presente ao ouvir, e eles também ficaram mais confortáveis nos meus ouvidos do que os fones mais pesados do meu conjunto Bluetooth.

Nunca perdi meu par de fones Bluetooth. O estojo dos meus AirPods é volumoso o suficiente para que eu sempre perceba quando não está comigo.

Já os fones com fio, leves como uma pluma, não. Eles escaparam do meu bolso em algum lugar nas ruas do meu bairro. Espero que tenham encontrado um lar mais amoroso.

Determinado, pensei que um upgrade talvez me tornasse mais cuidadoso. Então, visitei uma loja especializada em fones de ouvido em Nova York chamada Audio 46, escondida em uma estreita fachada comercial.

"Muita gente está aderindo à tendência. Eles chegam dizendo: 'Acho que fones com fio são melhores, quero experimentar'", diz Czernikowski.

"Mas às vezes ficam preocupados em perder a conveniência do Bluetooth. Eu digo que o Bluetooth pode ser muito bom — você não precisa abrir mão disso."

Czernikowski me deixou experimentar alguns dos fones Bluetooth mais sofisticados da loja, com uma qualidade de som incrível — e preços igualmente impressionantes. Eram suficientes para fazer até os audiófilos mais devotos babarem.

"Mas, para ser justa, os fones com fio — muitos deles — são melhores e há muito mais opções para escolher", diz ela. "E eles têm qualidades superiores que não ficam limitadas pela necessidade de ter tecnologia Bluetooth dentro deles."

Eu pretendia comprar algo barato. Com cerca de um minuto de conversa, porém, Czernikowski me convenceu a experimentar um par ao preço de US$ 130 (R$ 675) de uma marca chinesa especializada, com um cabo grosso, bonito e trançado.

"Não faça concessões", diz ela. Eles soam excelentes pelo preço, mas a BBC não recomenda produtos como parte do seu compromisso com a imparcialidade. Então, você terá que fazer sua própria pesquisa.

Entreguei meu cartão de crédito, comprei um maldito adaptador USB para usar com os fones e saí para a rua para plugá-los.

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Entenda como são formados os preços do diesel e como impactam o bolso do consumidor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 14:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2171,12%Dólar TurismoR$ 5,4120,92%Euro ComercialR$ 6,0130,72%Euro TurismoR$ 6,2510,62%B3Ibovespa179.670 pts-2,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,2171,12%Dólar TurismoR$ 5,4120,92%Euro ComercialR$ 6,0130,72%Euro TurismoR$ 6,2510,62%B3Ibovespa179.670 pts-2,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,2171,12%Dólar TurismoR$ 5,4120,92%Euro ComercialR$ 6,0130,72%Euro TurismoR$ 6,2510,62%B3Ibovespa179.670 pts-2,34%Oferecido por

O governo anunciou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas para tentar conter os efeitos da escalada de preços do petróleo na inflação brasileira e para mitigar os riscos de desabastecimento do diesel no país.

decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel — que representa uma redução de R$ 0,32 por litro;aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;medida provisória que prevê o pagamento de uma ubvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro; enovas medidas para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor.

A medida vem em meio a relatos de que o aumento do petróleo no mercado internacional — reflexo do conflito no Oriente Médio — já começouo a impactar os preços dos combustíveis nos postos. Uma pesquisa feita pela Edenred Mobilidade, por exemplo, indicou que os preços do diesel dispararam mais de 7% na primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro.

O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias.

Entenda nesta reportagem como são formados os preços do diesel e quais são os possíveis impactos da alta do petróleo na inflação brasileira.

Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado:

Remuneração das refinarias: 45,5%;Imposto estadual (ICMS): 19%; Distribuição e revenda: 17,2%; Biodiesel: 13%; e Impostos federais (PIS/Cofins): 5,2%.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", disse o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.

Nas últimas semanas, os preços do petróleo dispararam no mercado internacional com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity.

Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. Nesta quinta-feira, os contratos de abril do barril do Brent, referência internacional, já voltavam a se aproximar dos US$ 100 de novo, com uma alta de mais de 7%.

Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros.

Além disso, caso os preços do petróleo se mantenham elevados por um período mais prolongado de tempo, outros efeitos também começam a ser vistos na economia — como o aumento das taxas de juros, por exemplo.

Segundo o estrategista de ações da XP, Rafael Figueiredo, contou ao g1 ao avaliar os efeitos da alta do petróleo no país, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo.

“Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, afirmou à época.

Como mostrou a reportagem do g1, os efeitos de um petróleo mais caro por mais tempo costumam aparecer primeiro no mercado financeiro.

💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir.👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento.

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

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Google Maps vai ganhar assistente com IA para responder perguntas sobre lugares e rotas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 13:15

Tecnologia Google Maps vai ganhar assistente com IA para responder perguntas sobre lugares e rotas ‘Ask Maps’, recurso integrado ao Gemini, será lançado inicialmente nos Estados Unidos e na Índia. O Google Maps também passará a mostrar representações em 3D de edifícios, viadutos e do terreno. Por Redação g1

O Google Maps vai ganhar uma nova versão com recursos de inteligência artificial integrados ao Gemini (IA do Google).

A atualização pretende tornar o uso do aplicativo mais interativo, permitindo que usuários façam perguntas por voz sobre lugares e rotas.

A principal novidade é o recurso chamado Ask Maps, que funciona como um assistente virtual dentro do aplicativo.

O Google Maps vai ganhar uma nova versão com recursos de inteligência artificial integrados ao Gemini (IA do Google). Segundo a big tech, a atualização pretende tornar o uso do aplicativo mais interativo, permitindo que usuários façam perguntas por voz sobre lugares e rotas.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) e a novidade será lançada inicialmente nos Estados Unidos e na Índia, em celulares Android e iOS.

A principal novidade é o recurso chamado Ask Maps, que funciona como um assistente virtual dentro do aplicativo. Com ele, o usuário poderá fazer perguntas e receber sugestões diretamente no mapa.

De acordo com a empresa, seria possível perguntar, por exemplo, onde carregar o celular nas proximidades ou se existe uma quadra pública de tênis com iluminação para jogar à noite. O sistema então indicaria opções próximas.

🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos

O Google afirma que o recurso usa informações do Maps sobre mais de 300 milhões de lugares, além de avaliações feitas por cerca de 500 milhões de usuários, para gerar recomendações.

A empresa também diz que a ferramenta poderá ajudar no planejamento de viagens. Ao informar um roteiro com vários destinos, o aplicativo poderia sugerir paradas no caminho, indicar horários de chegada e mostrar dicas deixadas por outros usuários.

Outra promessa é uma visualização mais detalhada das rotas. Segundo o Google, o mapa passará a mostrar representações em 3D de edifícios, viadutos e do terreno, além de destacar elementos da via, como faixas, semáforos e placas de parada. Veja no vídeo acima.

A companhia afirma que essa análise espacial seria feita pelos modelos do Gemini a partir de imagens recentes do mundo real, obtidas por serviços como o Street View e fotografias aéreas.

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Governo anuncia pacote de medidas para conter impacto da guerra no Irã no preço do diesel; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 13:15

Política Governo anuncia pacote de medidas para conter impacto da guerra no Irã no preço do diesel; entenda Lula assinou decretos e uma medida provisória com o objetivo de reduzir influência do conflito no Oriente Médio no preço do combustível, essencial para o escoamento da produção e abastecimento das cidades brasileiras. Por Alexandro Martello, Kellen Barreto, g1 — Brasília

O presidente Lula e ministros do governo anunciaram nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel.

Entre as medidas assinadas por Lula, estão: zerar o PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção a produtores e importadores e imposto de exportação sobre o petróleo.

De acordo com o governo federal, com o decreto que zera o PIS/Cofins sobre o diesel, são eliminados os dois únicos impostos federais cobrados sobre o combustível.

A renúncia fiscal com a medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões.

O pagamento da subvenção aos produtores importadores, segundo Haddad, deve custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo anunciaram nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores.

um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo;uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32;a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população;um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção.

De acordo com o governo federal, com o decreto que zera o PIS/Cofins sobre o diesel, são eliminados os dois únicos impostos federais cobrados sobre o combustível. A renúncia fiscal com a medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões.

A medida, assim como a subvenção a produtores e importadores, tem o objetivo de aliviar a pressão do conflito externo no preço do combustível que é essencial no transporte de cargas, no escoamento da produção agropecuária e abastecimento das cidades, e na mobilidade de brasileiros que utilizam o transporte coletivo.

O pagamento da subvenção aos produtores importadores, segundo Haddad, deve custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.

Com o imposto de exportação sobre o petróleo, o governo espera bancar a redução de impostos sobre o diesel com a elevação da arrecadação no momento de aumento do preço do produto no mercado internacional. E, de certa forma, "compartilhar" a renda excedente "com a sociedade brasileira".

O governo espera, conforme Haddad, arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com o imposto de exportação sobre o petróleo e, assim, alcançar a neutralidade do impacto da redução do PIS/Cofins e do pagamento da subvenção a produtores e importadores de diesel. A previsão é de que dure até 31 de dezembro deste ano.

A medida provisória por Lula também confere novos instrumentos de fiscalização para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O objetivo é coibir práticas que prejudiquem o consumidor neste momento de tensão internacional.

A intenção do governo é evitar o aumento abusivo de preços e medidas de retenção de estoques que possam provocar escassez ou venda de produto com valores mais elevados.

Veja mudança de movimento no Estreito de Ormuz com conflito no Oriente Médio — Foto: Reprodução/TV Globo

O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país.

A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região.

Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global.

Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.

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Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 13:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,4130,95%Euro ComercialR$ 6,0080,64%Euro TurismoR$ 6,2500,61%B3Ibovespa179.426 pts-2,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,4130,95%Euro ComercialR$ 6,0080,64%Euro TurismoR$ 6,2500,61%B3Ibovespa179.426 pts-2,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,4130,95%Euro ComercialR$ 6,0080,64%Euro TurismoR$ 6,2500,61%B3Ibovespa179.426 pts-2,47%Oferecido por

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Segundo o Planalto, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível.

Isso representa, ainda segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 dos tributos PIS e Cofins. Outros R$ 0,32 vem da subvenção. Dessa forma, a redução terá impacto de R$ 0,64 por litro.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, que, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.

Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) a redução de impostos sobre o combustível.

aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel;além de ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

🔎Segundo o Planalto, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível.

🔎Isso representa, ainda segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 dos tributos PIS e Cofins. Outros R$ 0,32 vem da subvenção. Dessa forma, a redução terá impacto de R$ 0,64 por litro.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, que, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.

"Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários vão contribuir com imposto de exportação extraordinário, e consumidores não serão afetados", disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização, enquanto outro ato do governo eleva o imposto de exportação sobre petróleo.

Também foram assinadas medidas provisórias unindo o "armazenamento injustificado" e o "aumento abusivo do preço" dos combustíveis — que passarão a ser fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

"Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo. O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%", disse Lula em conversa com jornalistas.

"Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível", prosseguiu.

Além do ministro da Fazenda, os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, participaram da coletiva e deram declarações.

Antes do anúncio, governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o combustível, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação.

A preocupação no Planalto é a de evitar repasses bruscos ao consumidor e ao setor produtivo, que podem pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões neste ano com a zeragem do PIS e Cofins sobre o óleo diesel, e, também, outros R$ R$ 10 bilhões com as subvenções (estímulos) à produção e importação do combustível.

Por outro lado, acrescentou ele, a expectativa é de arrecadar outros R$ 30 bilhões com a exportação de petróleo neste ano — se a guerra perdurar todo este tempo, considerando uma alíquota de 12%.

A ideia, segundo ele, é que os efeitos fiscais das medidas se anulem, sem impacto no orçamento de 2026. O governo busca, neste ano, atingir um superávit em suas contas (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios).

🔎Subvenções são espécies de benefícios concedidos às empresas com o objetivo de atrair investimentos ou reduzir custos de produção. Na prática, esses incentivos podem incluir descontos, isenções ou reduções de imposto estadual, funcionando como um tipo de apoio financeiro indireto dos governos locais.

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Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil.

Diante desse cenário, o governo Lula discute medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil. Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram com o presidente por pelo menos três dias seguidos para tratar do tema.

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Stone demite mais de 300 funcionários e sindicato fala em ‘demissão em massa’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 12:01

Trabalho e Carreira Stone demite mais de 300 funcionários e sindicato fala em 'demissão em massa' Empresa afirma que os desligamentos são 'um ajuste pontual' na estrutura. Com cerca de 11 mil a 12 mil funcionários, as demissões representam aproximadamente 3% do total do quadro. Por Redação g1 — São Paulo

A Stone, fintech de pagamentos e serviços financeiros digitais, demitiu mais de 300 trabalhadores na última terça-feira (10).

O número exato de desligados não foi confirmado, mas corresponde a cerca de 3% do quadro total, estimado entre 11 mil e 12 mil funcionários.

Em nota, a Stone afirmou que os desligamentos fazem parte de “um ajuste pontual em sua estrutura como parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência”.

O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP) afirmou que os desligamentos configuram uma “demissão em massa” e repudiou a conduta da companhia.

As dispensas ocorreram durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, o que levou o sindicato a acusar a empresa de prática antissindical.

A Stone, fintech de pagamentos e serviços financeiros digitais, demitiu mais de 300 trabalhadores na última terça-feira (10). O número exato de desligados não foi confirmado, mas corresponde a cerca de 3% do quadro total, estimado entre 11 mil e 12 mil funcionários.

Em nota, a Stone afirmou que os desligamentos fazem parte de “um ajuste pontual em sua estrutura como parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência”. A empresa também afirmou que “a operação segue normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros”.

O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP) afirmou que os desligamentos configuram uma “demissão em massa” e repudiou a conduta da companhia.

As dispensas ocorreram durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, o que levou o sindicato a acusar a empresa de prática antissindical. Para a entidade, os desligamentos “representam um desrespeito ao processo de negociação coletiva em curso”.

Segundo o sindicato, a medida surpreendeu trabalhadores e representantes da categoria, já que o período deveria ser dedicado às negociações sobre condições de trabalho e direitos.

“Demissões coletivas nesse contexto fragilizam o ambiente de negociação e pressionam indevidamente os trabalhadores, comprometendo o equilíbrio necessário nas tratativas”, afirmou o Sindpd-SP em nota.

Ainda segundo a entidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que demissões em massa devem ser precedidas de negociação com o sindicato da categoria. Para o Sindpd-SP, ao realizar os cortes durante o processo de negociação coletiva, a empresa teria desrespeitado esse entendimento.

Diante do caso, o Sindpd-SP informou que pretende adotar medidas na Justiça do Trabalho, incluindo o questionamento das demissões e um pedido de reintegração dos trabalhadores dispensados.

Antes dos desligamentos, a empresa havia reportado lucro trimestral de R$ 707 milhões, referente ao período encerrado em dezembro, alta de 12% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

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Honda tem prejuízo de R$ 18,5 bilhões por errar estratégia de carros elétricos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 12:01

Carros Honda tem prejuízo de R$ 18,5 bilhões por errar estratégia de carros elétricos Marca japonesa registra perdas pela primeira vez em quase 70 anos. Queda no mercado de eletrificados e cancelamento de três carros elétricos são principais razões. CEO e executivos da Honda devem contar próprios salários, diz agência. Por Da redação

A principal causa é a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos.

O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que a forte queda na demanda por veículos elétricos torna “muito difícil” manter a lucratividade.

A Honda registrou, segundo a Reuters, seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos.

Analistas já previam perdas devido às mudanças nos planos de eletrificação da empresa. Mesmo assim, o valor apresentado surpreendeu o mercado, conforme explicou Julie Boote, analista da Pelham Smithers Associados, em entrevista à Reuters.

“O mais inesperado foi o cancelamento total da produção nos Estados Unidos, e não apenas sua redução. A Honda tinha metas ambiciosas para ampliar sua linha de veículos elétricos, mas essas expectativas foram prejudicadas pelas mudanças no mercado”, afirmou Boote.

De acordo com a Reuters, a Honda deve registrar uma perda anual de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) até o fim de março. A projeção anterior era de um lucro perto de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), mostrando uma mudança brusca nas expectativas.

Montagem de bateria na Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda

O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que a forte queda na demanda por veículos elétricos torna “muito difícil” manter a lucratividade. Após o comunicado, as ações da empresa listadas nos Estados Unidos recuaram 8% durante as negociações prévias à abertura do mercado.

Ainda segundo a Reuters, Toshihiro Mibe e Noriya Kaihara, vice-presidente da empresa, decidiram reduzir voluntariamente 30% de seus salários pelos próximos três meses. Outros executivos também farão cortes de aproximadamente 20%.

A Honda, segunda maior montadora do Japão, também registrou prejuízos no mercado chinês. A empresa tem enfrentado dificuldades para competir com veículos mais avançados de concorrentes como a BYD.

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Cargill suspende exportação de soja do Brasil à China após mudança em inspeção

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 10:58

Agro Cargill suspende exportação de soja do Brasil à China após mudança em inspeção Empresa é uma das maiores exportadoras do grão no país. O Ministério da Agricultura adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês. Por Reuters

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro.

Segundo o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês.

Neste contexto, Cargill, uma das maiores exportadoras de soja a partir do Brasil, também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro, por conta das dificuldades de enviar o grão ao principal importador global da oleaginosa.

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro, disse o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, à Reuters, na quarta-feira (11) à noite.

Segundo ele, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês, e a nova fiscalização está dificultando cumprimento de normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto.

Neste contexto, Cargill, uma das maiores exportadoras de soja a partir do Brasil, também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro, por conta das dificuldades de enviar o grão ao principal importador global da oleaginosa.

"Isso é um grande risco hoje para o fluxo de exportação brasileira de soja para a China", disse Sousa, nos bastidores da Argentina Week 2026, conferência organizada pelo Bank of America em Nova York.

Ele explicou que o ministério, em vez de usar amostra padrão para inspeção que o mercado usa, está fazendo a própria amostragem.

"Isso está gerando discrepância… com essas discrepâncias, os certificados fitossanitários que acompanham a carga, que são emitidos pelo ministério, em alguns casos não estão sendo emitidos…", disse.

Essa situação está "fazendo com que alguns navios", que tinham a China como destino, "tenham que ser levados para outro lugar".

"Se não resolver logo, vai levar à paralisação dos embarques para a China", ressaltou, acrescentando que a Cargill parou de fazer operações na última sexta-feira.

Ele disse que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está avaliando a situação com as entidades representativas dos exportadores e processadores, a Anec e a Abiove, buscando um acordo "sobre a maneira correta de fazer a amostra e a classificação da soja".

Algumas postagens no X nesta quarta-feira, feitas por corretores de grãos e agricultores brasileiros, citaram que quase não houve lances de comerciantes para comprar soja local.

A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira, comprando cerca de 80% dos grãos exportados pelo país sul-americano. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.

O executivo disse que as novas inspeções começaram no início da semana passada. Há negociações em andamento, mas até agora nenhuma solução foi encontrada, afirmou.

O Ministério da Agricultura do Brasil não respondeu a um pedido de comentário na noite de quarta-feira.

A Anec, associação brasileira de exportadores de grãos, afirmou em nota na quarta-feira que há preocupações entre os exportadores sobre como eles conseguirão adequar suas operações ao novo sistema de inspeção, especialmente no período de pico das exportações de soja do Brasil.

"De forma geral, a principal preocupação do setor segue sendo a soja e como a cadeia conseguirá se adequar às novas exigências no médio prazo. A Anec permanece em diálogo com o Mapa (ministério) e acompanhando a evolução do tema junto às autoridades competentes", disse.

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Após STF impor controle mais rigoroso de emendas, Tesouro Nacional toma medida para facilitar rastreio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,3950,62%Euro ComercialR$ 6,0110,69%Euro TurismoR$ 6,2290,26%B3Ibovespa180.122 pts-2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,3950,62%Euro ComercialR$ 6,0110,69%Euro TurismoR$ 6,2290,26%B3Ibovespa180.122 pts-2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,2161,11%Dólar TurismoR$ 5,3950,62%Euro ComercialR$ 6,0110,69%Euro TurismoR$ 6,2290,26%B3Ibovespa180.122 pts-2,09%Oferecido por

A Secretaria do Tesouro Nacional publicou portaria no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (12) que facilita o rastreio de emendas parlamentares, ou seja, recursos destinados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais a partir de recursos do orçamento.

O órgão informou ter atualizado a classificação das fontes ou destinações de recursos a ser utilizada por Estados, Distrito Federal e municípios para incluir codificação específica destinada à identificação das emendas parlamentares.

Foi criada uma informação Complementar Emendas Parlamentares (EP) e incluídos novos códigos de acompanhamento.

O governo argumenta que, desta forma, "será possível identificar com mais clareza a origem e o fluxo desses recursos nas diferentes etapas da gestão orçamentária e financeira dos estados e municípios". A nova regra tem efeitos para a elaboração e execução dos orçamentos de 2027.

"A atualização promovida pela Portaria traz avanços relevantes para a governança fiscal e para a qualidade das informações das contas públicas. Entre os principais benefícios da medida estão a identificação mais clara dos recursos provenientes de emendas parlamentares e a melhoria no monitoramento da execução orçamentária e financeira, permitindo acompanhar com maior precisão o fluxo desses recursos", informou o Tesouro Nacional.

Segundo o governo, a portaria também "fortalece os mecanismos de controle e fiscalização ao facilitar a rastreabilidade das despesas associadas às emendas e aperfeiçoa a prestação de contas à sociedade, com informações fiscais mais detalhadas e qualificadas".

A mudança nas regras de identificação pelo Tesouro Nacional acontece após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter vetado a liberação de emendas consideradas irregulares, na esteira do proibição do chamado "orçamento secreto" — adotado na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Em 2024, por exemplo, foram suspensos R$ 4,2 bilhões em emendas.

No fim do ano passado, a corte também proibiu a liberação de emendas de alguns parlamentares, e, neste ano, foi vetada a destinação e execução de recursos de emendas para organizações não-governamentais e outras entidades do terceiro setor administradas ou vinculadas a parentes de parlamentares e de seus assessores.

Congresso aprova LDO com calendário de pagamento de R$ 13 bilhões em emendas parlamentares até as eleições de 2026. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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