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Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 04:50

Carros Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada Modelo da Volkswagen se destaca no uso urbano e nas vendas, mas deixa a desejar na retomada de desempenho e em alguns detalhes de acabamento; veja o teste. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera já conseguiu ultrapassar rivais como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian em vendas mensais, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Só no primeiro trimestre deste ano, o SUV compacto registrou mais de 18 mil unidades emplacadas, conquistando o segundo lugar entre os mais vendidos do país.

Com preços a partir de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o lançamento do Nivus, em 2020. O g1 passou uma semana com o SUV, testando-o em uso urbano e durante uma viagem de 120 km, e descreve agora seus principais acertos e limitações.

O visual do Tera merece atenção especial. Nesse aspecto, a marca alemã corrige escolhas anteriores e aprimora soluções que já vinham funcionando bem.

O interior do Tera não segue exatamente o padrão conhecido do chamado “plástico Volkswagen”, presente em modelos como Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Ainda assim, o carro não deve ser visto como um SUV compacto capaz de rivalizar com os modelos chineses no quesito acabamento macio ao toque.

A comparação mais direta é com a Fiat. Assim como a marca italiana faz em modelos como Argo e Pulse, a Volkswagen adotou plásticos com diferentes texturas e acabamentos em áreas distintas da cabine. A estratégia adiciona contraste ao interior e afasta o Tera da sensação de que, “do Polo ao Taos, por dentro tudo é sempre igual”.

Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idênticos aos que existem em diversos modelos da Volkswagen, assim como o painel de instrumentos digital, que se destaca pela ampla possibilidade de personalização.

A central multimídia, no entanto, chama atenção por ficar destacada do console central, o que reforça ainda mais seu visual de “tablet”. Os ícones e aplicativos seguem o mesmo padrão gráfico, aproximando a experiência da de um iPad ou de um tablet Android dentro do carro.

Essa proposta se estende aos aplicativos que podem ser instalados diretamente no sistema, sem a necessidade de parear com um celular. Entre eles estão Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e até o iFood.

Além disso, o modelo conta com uma inteligência artificial embarcada chamada Otto. No dia a dia, o sistema ajuda a explicar trechos do manual do Tera, indica necessidades de manutenção, informa a previsão do tempo e até sugere rotas.

É importante destacar que, ao contrário das inteligências artificiais disponíveis em celulares, o Otto não é gratuito. Para ter acesso ao assistente, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 59,90.

Apesar do conjunto tecnológico ser positivo, dois pontos desagradaram na cabine. O primeiro está ligado à tecnologia e envolve o freio de mão manual. Ele ajuda a manter o preço mais baixo nas versões de entrada, mas perde o sentido no modelo mais completo, que foi o avaliado pelo g1.

O segundo ponto negativo é o apoio de braço do motorista. Pequeno e fixado ao assento, ele indica a ausência de um compartimento para objetos entre os bancos. Com isso, o descanso fica restrito apenas ao condutor, algo que não ocorre, por exemplo, no Fiat Pulse.

Por fora, o visual também foge do padrão seguido por outros modelos da Volkswagen, embora o Tera ainda transmita a sensação de ser “um Polo mais alto”.

Essa possível falta de criatividade, no entanto, desaparece na dianteira, que traz um desenho exclusivo nas luzes diurnas em LED. Com isso, quem vê o carro de frente identifica rapidamente que não se trata de um Polo, de um Nivus ou de um T-Cross.

O Tera testado pelo g1 também herdou o motor 1.0 turbo do Polo. Como as dimensões dos dois modelos são muito próximas — incluindo o peso —, o conjunto mecânico transmite ao volante uma sensação bastante semelhante.

Essa percepção é positiva graças ao bom acerto da suspensão, à direção bem calibrada e à posição de condução típica dos modelos da Volkswagen.

Ela envolve a forma como o motorista se senta, a disposição dos comandos, a visibilidade da estrada e o conforto em viagens mais longas. No Tera, tudo isso funciona bem.

No entanto, assim como ocorre no Polo, há um atraso perceptível entre o momento em que o motorista pisa no acelerador e a resposta do carro em ganho de velocidade. Em arrancadas no semáforo, esse comportamento é menos evidente, mas na estrada ele se torna incômodo.

Na prática, foram cerca de três segundos entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do Tera. Em uma ultrapassagem em velocidade mais alta, na estrada para Santos (SP), foi preciso antecipar a manobra para realizá-la com segurança.

Esse atraso na resposta do motor não é exclusividade da Volkswagen, mas, entre todos os carros testados pelo g1, o Tera está entre os que apresentam maior intervalo entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do veículo.

O g1 apurou, junto a outras fabricantes, que esse atraso na resposta do motor está ligado à redução das emissões de gases. O comportamento é resultado direto do Proconve L8, fase atual do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde 1º de janeiro de 2025.

Deixando de lado o atraso na resposta do acelerador, o Volkswagen Tera se saiu bem no trânsito urbano de São Paulo (SP), onde a velocidade máxima raramente ultrapassa os 60 km/h. Na experiência ao volante, ele está muito mais próximo do que o Polo oferece do que do T-Cross.

Isso também se reflete no porta-malas, que oferece 350 litros de capacidade. O volume está dentro da média dos concorrentes diretos, com bom desempenho no segmento. Veja abaixo:

Fiat Pulse: 370 litros;Renault Kardian: 358 litros;Citroën Basalt: 490 litros;Jeep Renegade: 320 litros.

Após uma semana com o carro, foi possível perceber que a Volkswagen finalmente começou a acertar no acabamento. Ainda assim, o modelo testado — a versão topo de linha — segue atrás de concorrentes chineses mais baratos nesse quesito.

Chevrolet Spark: a partir de R$ 144.990;BYD Dolphin: a partir de R$ 149.990;Geely EX2: a partir de R$ 123.800;GAC GS3: a partir de R$ 129.990;Caoa Chery Tiggo 5X Sport: a partir de R$ 124.990.

Todos os modelos listados oferecem acabamento mais confortável, melhor qualidade geral e uma lista de equipamentos mais completa. Com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, todos são elétricos.

Por outro lado, nenhum deles tem o mesmo tempo de mercado da Volkswagen no Brasil, nem a estrutura de pós-venda já consolidada. Também é mais fácil encontrar mecânicos familiarizados com o motor três cilindros do Tera.

Se a ideia for buscar um SUV mais econômico e permanecer em uma marca já consagrada no Brasil, sem se aventurar muito fora do uso urbano, o Volkswagen Tera entrega exatamente a experiência que quem já dirigiu um modelo da marca espera.

Já para quem está mais aberto a experimentar outras marcas, o GAC GS3 se destaca por oferecer mais espaço, melhor acabamento e um conjunto mecânico superior. O Tiggo 5X Sport segue a mesma linha, e ambos custam menos que o Tera topo de linha já nas versões de entrada.

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Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 02:53

Trabalho e Carreira Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA Alta do subemprego entre recém-formados reflete excesso de diplomados, menos vagas de entrada e mudanças no mercado de trabalho, segundo análise da Bloomberg Por Redação g1 — São Paulo

Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços — Foto: Freepik

Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram.

Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas.

Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma.

O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano.

Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg.

Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%.

Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação.

O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas.

“Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg.

A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns.

Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando.

“Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.”

A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast.

Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%.

Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”.

No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista.

“A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.”

Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia.

A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008.

Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos.

“Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.”

Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.

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Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 02:53

Trabalho e Carreira Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980 Proposta de reduzir a jornada para 40 horas semanais não é nova, tendo sido aprovada há quase 40 anos por uma comissão no Congresso durante a elaboração da Constituição. Por Fábio Corrêa

Primeiros movimentos para maior descanso laboral para 40 horas surgiram nas fábricas, no movimento sindical dos anos 1980 — Foto: VW do Brasil/dpa/picture alliance

As demandas para a redução da jornada de trabalho no Brasil tiveram um novo capítulo nesta semana, com o anúncio de um envio, pelo governo federal, de um projeto de lei ao Congresso que busca reduzir a jornada de 44 horas e, consequentemente, acabar com a escala 6×1 dos empregados.

Diferentemente da proposta anterior, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê reduzir a semana laboral de 44 para 36 horas, implementando uma escala de quatro dias de trabalho e três dias de folga, o texto do governo Lula busca um meio-termo – 40 horas de trabalho por semana, ou seja, uma escala 5×2. Isso, sem redução de salários.

Contudo, a ideia de reservar dois dias na semana para a folga dos trabalhadores brasileiros não é nova. Na verdade, a proposta de reduzir a jornada para 40 horas na semana chegou a ser aprovada em uma comissão, no Congresso, em 1987, durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Ou seja, há quase 40 anos.

À época, milhões de trabalhadores enfrentavam uma realidade ainda mais pesada que a atual, de 48 horas semanais, regulamentadas em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o primeiro governo Getulio Vargas.

No cálculo atual, as 44 horas preveem cinco dias de oito horas de trabalho, um com quatro e outro de folga remunerada. Na maior parte das vezes, isso significa, para os empregados, apenas um dia e meio de folga no fim de semana.

Até 5 de outubro de 1988, quando a Constituição atual entrou em vigor, os trabalhadores submetidos ao regime geral da CLT tinham, na prática, apenas um dia de descanso remunerado, já que as 48 horas determinavam o trabalho integral de segunda a sábado – com uma hora de intervalo para o almoço.

Em junho de 1987, um anteprojeto propondo a jornada de 40 horas foi aprovado pela Comissão de Ordem Social da Constituinte, colegiado que era responsável pela redação da legislação trabalhista.

A proposta foi encampada principalmente pelos deputados dos partidos de esquerda (PT, PCB, PC do B, PTB, PDT) e rejeitada pelo PFL e pelo PDS, de direita. O PMDB se dividiu.

Na verdade, a luta pela mudança na semana laboral vinha do movimento sindical do início dos anos 1980. Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista, por exemplo, já tinham conquistado avanços nesse sentido, pressionando para a aprovação de convenções sindicais que já haviam imposto as 44 horas semanais nas fábricas.

Na Constituinte, um dos principais defensores da redução para 40 horas foi o atual presidente da república e então deputado Lula. Na tribuna do Congresso, ele citava medidas similares em outros países e criticava aqueles que diziam que era preciso fazer o contrário – ou seja, aumentar a carga de trabalho.

Cartaz de campanha sindical alemã no 1° de Maio de 1956: "No sábado, o papai pertence a mim" — Foto: DGB via DW

"Dizer que este país está precisando de uma jornada mais longa é, no mínimo, querer submeter a classe trabalhadora a uma jornada de escravidão. O que precisamos fazer, e outros países já o fizeram, é diminuir a jornada de trabalho, para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de que haja um aumento da produção não pela escravidão, mas pela duplicação da mão de obra", declarou o ex-líder sindical, em citação reproduzida pela Agência Senado.

Na Alemanha Ocidental, a implementação da semana 40 horas surgiu no pós-guerra. Em 1956, uma campanha sindical pleiteava que os pais tivessem todo o fim de semana para lazer e a família. Cartazes pelo país retratavam uma criança abaixo do slogan "Samstags gehört Vati mir" ("No sábado, o papai pertence a mim") e levaram à aprovação de convenções sindicais que levaram, na prática, à escala 5×2 em todo o país a partir dos anos 1960.

No Brasil, contra o argumento patronal de que a medida geraria mais custos para as empresas e, assim, consequente inflação e desemprego, os deputados favoráveis defendiam um argumento econômico. Segundo eles, reduzir a escala abriria mais espaço para contratar outros funcionários que, com maior tempo de descanso, teriam melhor produtividade – levando a um menor desemprego.

Um dos contrários a isso era José Serra, então deputado do PMDB de São Paulo. "Uma mudança mais violenta para baixo, em termos de horas trabalhadas, poderia trazer efeitos extraordinariamente pervertidos sobre essas empresas", alegava.

Luís Roberto Ponte, também do PMDB, mas do Rio Grande do Sul, chegou a sugerir o aumento da jornada para até 52 horas semanais, "até que o último dos brasileiros tivesse o que comer, onde morar e onde tratar-se". Na opinião dele, só quando isso fosse alcançado seria possível reduzir a escala laboral.

Mas nem todos os deputados da direita eram contra. Um deles era Geovani Borges, PFL do Amapá, que criticava a falta do direito ao lazer aos trabalhadores brasileiros e considerava justa a proposta de 40 horas.

Durante a tramitação do anteprojeto da proposta pela Comissão de Sistematização, última etapa antes da redação da Constituição, os deputados acabaram encontrando um meio-termo: a jornada de 44 horas semanais.

A demanda pelas 40 horas continuou, com novas emendas apresentadas, mas no fim o Plenário aprovou a Constituinte com a redação atual. No PFL, o senador Afonso Arinos, que tinha presidido a Comissão de Sistematização e apoiava a escala 5×2, resolveu nadar contra a corrente do seu partido, majoritariamente contrário, e proferiu: "Já estou muito velho para votar contra o povo".

Lula defendia a redução para 40 horas durante a Constituinte — Foto: picture alliance/dpa Fotografia

Além da redução de 48 para 44 horas, a Constituição de 1988 determinou, entre outros, a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias, a imposição do adicional mínimo de 50% para horas extras e o aumento da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregador de 10% para 40%.

Em 2003, um artigo intitulado "Os Efeitos da Redução da Jornada de Trabalho de 48 para 44 Horas Semanais", assinado pelos pesquisadores Gustavo Gonzaga, Naércio Aquino Menezes Filho e José Márcio Camargo, foi publicado na Revista Brasileira de Economia. O estudo analisou os impactos da medida durante os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida de acordo com a nova legislação.

Embora os pesquisadores tenham afirmado que os encargos com medidas como a licença-maternidade tenham aumentado o custo do trabalho no Brasil, eles ressaltam que a semana de 48 horas era "excessivamente alta" e que, em 1988, "quase metade dos trabalhadores já trabalhava menos de 48 horas por semana".

Além disso, os resultados indicaram que, entre 1988 e 1989, não houve mudanças negativas significativas – não aumentaram a probabilidade de o trabalhador ficar desempregado, diminuíram a probabilidade de eles saírem dos empregos e ainda implicaram em um aumento do salário real por hora.

Segundo a pesquisa, 60% dos funcionários que tinham jornadas entre 40 e 48 semanais em 1988 continuaram empregados em 1989, mas tiveram redução nessas jornadas para a nova regra, de 40 a 44 horas.

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Por que é tão difícil abandonar o petróleo?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 01:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

O navio indiano 'Nanda Devi', carregado com gás liquefeito de petróleo (GLP), chegou ao porto de Vadinar, no distrito de Jamnagar, estado de Gujarat, em 17 de março de 2026, após o Irã permitir sua passagem pelo Estreito de Ormuz, um importante corredor energético que permanece interrompido devido à guerra no Oriente Médio. Os petroleiros de bandeira indiana 'Shivalik' e 'Nanda Devi', transportando cerca de 92.700 toneladas métricas de GLP, chegaram aos portos do estado de Gujarat, representando uma rara exceção na passagem comercial por esse ponto estratégico. — Foto: AFP

Quando, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar os combustíveis fósseis no intuito de frear as mudanças climáticas, alguns celebraram isso como o começo do fim do petróleo.

Três anos depois, a guerra no Oriente Médio evidencia que a dependência mundial do "ouro negro" não mudou, apesar de suas consequências irem muito além do impacto ambiental.

Isso faz com que o conflito seja usado como mais uma razão para substituir definitivamente o principal responsável pelas emissões de CO? por energias renováveis, 167 anos depois da extração do primeiro barril comercial na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

No entanto, apesar de alguns apelos, a tendência global indica que a promessa da COP28 está longe de ser cumprida.

A política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um exemplo disso: depois de cunhar o slogan "drill, baby, drill" (perfura, querido, perfura), ele interveio em dois países ricos em reservas de petróleo: Venezuela e Irã.

Se os mercados financeiros respiram conforme as oscilações do preço do barril, é porque seus agentes estão profundamente ligados aos ativos associados aos hidrocarbonetos.

"A gente não pode fazer a transição quebrando de um dia para o outro as empresas de combustíveis fósseis, porque isso seria um desastre econômico planetário sem precedentes. Gigantes bancários como o HSBC quebrariam", disse à AFP Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima do Brasil.

A dependência econômica é total em países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, mas não apenas neles.

No caso do Brasil, por exemplo, retirar a Petrobras da balança comercial desmontaria a economia, já que o petróleo é um dos principais produtos de exportação, acrescenta Angelo.

Outros países, como a Colômbia, são tão dependentes dessas receitas que seu presidente, Gustavo Petro, pede alívio da dívida soberana para tornar viável sua promessa de não conceder novos contratos de exploração de petróleo.

Potências exportadoras de petróleo como os Estados Unidos, Canadá e Austrália têm, por outro lado, meios para assumir a transição energética, afirma Bill Hare, diretor do instituto Climate Analytics.

Mas com o retorno de Trump ao poder, junto ao avanço global da extrema direita, os interesses econômicos voltam a ser priorizados em detrimento da luta contra o aquecimento global – quando o fenômeno não é diretamente negado.

"Há toda uma visão no Ocidente, liderada pelos Estados Unidos, de voltar a um modelo que já existiu", de curto prazo, sustenta Leonardo Stanley, pesquisador associado do Centro de Estudos de Estado e Sociedade de Buenos Aires.

Presentes nas conferências anuais da ONU sobre o clima, as petroleiras – da americana ExxonMobil à saudita Aramco – defendem seus interesses nos bastidores, às vezes por meio de grandes consultorias como a McKinsey, como mostrou uma investigação da AFP na COP28.

Para abandonar o petróleo, é necessário apoio financeiro aos países produtores dependentes dessas receitas e também aos mais pobres, para acompanhar a transição.

"Tem que haver alguma disposição das grandes e médias potências econômicas de criar um sistema internacional que facilite isso", o que até agora não ocorreu, afirma Bill Hare.

As energias renováveis representaram um recorde de quase 50% da capacidade elétrica mundial em 2025, segundo a Irena, entidade intergovernamental que promove a transição energética.

A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, líder na produção de energias renováveis, ampliou de forma excepcional suas capacidades eólicas e solares no ano passado.

No Paquistão, a energia solar, que era marginal em 2020, tornou-se uma das principais fontes de eletricidade.

Em várias regiões da Austrália e dos Estados Unidos, o avanço das energias renováveis reduziu a conta de luz, segundo Hare.

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BRB anuncia acordo com gestora de fundos para vender R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 23:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

O Banco de Brasília (BRB) informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição.

Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.

De acordo com o comunicado ao mercado, a iniciativa faz parte de um processo de reestruturação do banco. O objetivo é fortalecer a estrutura de capital, aumentar a liquidez e melhorar a gestão do portfólio de ativos.

O BRB também afirmou que a operação deve contribuir para a racionalização patrimonial da instituição, com expectativa de impactos positivos na organização financeira.

A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições previstas no memorando de entendimento.

O banco destacou que seguirá informando o mercado sobre eventuais avanços relevantes, conforme exigem as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na sexta-feira (10), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou que um fundo de investimentos propôs pagar R$ 15 bilhões por parte dos ativos que eram vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, e foram comprados pelo Banco de Brasília (BRB).

O anúncio não dizia qual "parte" dos ativos é essa: se seriam papéis de menor ou maior risco, e quanto ainda sobraria de ativos do Master na carteira do BRB.

O Ministério Público Federal identificou que, só entre 2024 e 2025, o BRB injetou pelo menos R$ 16,7 bilhões no Banco Master. Desses, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude.

Na quinta (9), Celina e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, viajaram para São Paulo para se reunir com investidores, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 23:54

Tecnologia Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic Pelo acordo, a startup de inteligência artificial também se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões, ao longo de 10 anos, em serviços de nuvem da Amazon. Por Reuters — São Paulo

A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon.

O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos.

A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup.

A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem.

A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.

A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon.

O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos.

A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup.

A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem.

A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.

A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”.

A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 22:58

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia.

Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA.

Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes:.

A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia.

Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA.

Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes:

no caso de ações já vendidas, determina a suspensão da liquidação financeira antes da conclusão das operações;para ações ainda não vendidas, proíbe a realização de novas vendas.

A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025.

🔎 Processo de arbitragem é uma forma de resolver conflitos fora da Justiça comum, em que as partes escolhem árbitros independentes para decidir o caso. O Judiciário pode ser acionado para medidas urgentes ou para garantir o cumprimento das decisões.

Em 10 de março, o GPA informou que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial.

A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça.

O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo.

Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.

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Fachin diz que proposta de Dino para nova reforma no Judiciário ‘vem somar’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 20:08

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin comentou nesta segunda-feira (20) o artigo do colega, ministro Flávio Dino, propondo uma nova reforma do Poder Judiciário.

revisão de competências do STF e de tribunais superiores;alterações na tramitação de processos eleitorais; emudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. (Veja todas as mudanças abaixo).

"Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal", escreveu Dino. A proposta foi feita em artigo do magistrado foi publicado no portal "ICL Notícias".

Mais cedo, Fachin disse em nota que a perspectiva trazida por Dino “merece aplauso e apoio” por indicar a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário.

As manifestações de Fachin nesta segunda são uma forma de reagir à ideia de que o artigo foi uma crítica à agenda ética e de autoconteção proposta pelo presidente.

Na prática, apenas Fachin e Cármen Lúcia, relatora do Código de Conduta, citam a agenda ética em seus discursos. Dentro da corte, ela é vista como polêmica por motivos diferentes.

Alguns ministros acreditam que a legislação já trata de desvios éticos inclusive do Judiciário. Outros pensam que o momento é delicado e o tema precisa ser debatido apenas depois das eleições.

As citações a ministros em conversas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e as investigações da Polícia Federal, que respingam no STF, trouxeram desgaste à imagem da corte e em especial de alguns ministros, provocando reações de blindagem dos próprios ministros.

No artigo, Dino aponta o que considera eixos para o "redesenho normativo do sistema de Justiça":

requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais;critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas. Na prática, eles funcionam como um crédito contra o Estado.instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa;criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos;revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral;procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados;tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política;composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades;direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como "aposentadoria compulsória punitiva" e a multiplicação de parcelas indenizatórias;critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais;revisão das competências constitucionais do STF e dos Tribunais Superiores;garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação;regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais;arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública;medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.

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Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/04/2026 20:08

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional? ProGlobal, programa do Sebrae, prepara pequenos negócios para o mercado internacional e está com edital aberto para 2026. Por Sebrae

Capacitação, networking, consultoria e recursos: programa impulsiona pequenos negócios rumo à internacionalização — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Elevar o nível operacional, fortalecer a marca e conquistar novos mercados são metas que habitam a mente de qualquer empreendedor que busca ampliar sua competitividade e produtividade. Em alguns casos, esse salto não significa crescer dentro do próprio país, mas expandir a atuação para além das fronteiras nacionais.

“Não é raro vermos produtos que, no Brasil, enfrentam uma concorrência acirrada , mas que, no mercado internacional, encontram um público atraído pela brasilidade do produto, sua originalidade material ou cultural e tecnicidade própria”, explica Claudine Bichara, gerente de negócios internacionais do Sebrae Rio.

Na prática, esse movimento em prol do crescimento pode começar muito antes da internacionalização do negócio, mas no desenvolvimento de um produto cheio de potencial aos olhos de quem está fora do país. Esse foi o caso dos irmãos Thatiana e Bruno Schott, de Bom Jardim (RJ).

A insatisfação com a produção em massa no ramo da moda íntima levou os irmãos a adotarem um processo minucioso e autoral, dessa vez voltado ao vestuário. Num ateliê em Nova Friburgo (RJ), unindo a formação de Thatiana em Administração e a de Bruno em Publicidade, a dupla subverteu a lógica do chão de fábrica e passou a criar uma peça por vez.

Assim, em 2012, nasceu a Zsolt (lê-se: Zouti), marca que transforma tecidos reaproveitados em roupas sustentáveis feitas à mão, com tingimento natural e secagem ao sol. Estamparia artesanal e mais gentil com o planeta que, nas palavras de Thatiana, desperta um “apaixonamento” por onde passa.

Quatro anos depois, os Schott participaram de um projeto piloto de exportação do Sebrae em Paris, França, que incluía o Processo de Aprovação de Peça de Produção (PPAP), uma verificação detalhada de qualidade. A evolução consistente da marca levou os irmãos a receberem o convite da coordenadora de negócios internacionais do Sebrae para participarem do ProGlobal, programa multissetorial de capacitação do Sebrae RJ, que oferece treinamento e apoio para ajudar pequenas empresas a venderem seus produtos e serviços no mercado internacional.

“Começamos a nos fortalecer internamente em todos os setores da empresa através das consultorias do Sebrae. Então, em 2023, participamos do nosso primeiro ProGlobal. A Miriam Ferraz foi peça fundamental: mesmo após recusarmos o convite algumas vezes, ela sempre reforçava o potencial do nosso produto no mercado internacional… uma grande incentivadora da Zsolt”, relembra Thatiana.

De forma artesanal e sustentável, os irmãos Schott criam camisas, blusas, bermudas, calças, saias, vestidos, macacões e mais — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Criado em 2020, o ProGlobal oferece uma formação de oito meses, identificando empresas com diferenciais competitivos (como técnica, design, sustentabilidade, brasilidade e outros) e preparando-as para o mercado internacional. O Sebrae Rio lança inscrições para o ProGlobal com 65 vagas disponíveis. Este ano, o programa será dividido em dois para atender quem empreende nos segmentos de Moda ou Alimentos e Bebidas – https://sebraerj.com.br/aceleracao-de-negocios/internacionalizacao.

A jornada começa com um processo seletivo rigoroso, voltado a empresas com diferencial competitivo e capacidade produtiva adequada. Recebendo a aprovação, o Sebrae garante de 90 a 95% do valor da capacitação ao empreendedor, que participa de oficinas em grupo e consultorias individualizadas. A metodologia do programa é dividida em cinco etapas: design estratégico para internacionalização, posicionamento da marca no mercado externo, estratégia de comunicação internacional, gestão financeira e estratégia comercial.

“Recebemos consultoria orientando cada área: finanças, logística, pós-venda e preparação de toda documentação e envio. Também tivemos total auxílio na construção de brand book e de materiais para clientes, como e-mail marketing”, afirma Thatiana. "Hoje, a Zsolt exporta suas peças para diversos estados dos EUA: Nova York, Califórnia, Nova Jersey, Carolina do Norte e Novo México."

Para os pequenos empreendedores que ficam na dúvida sobre qual país escolher como alvo, Claudine Bichara explica como isso é orientado no ProGlobal: “Muitas vezes, o empresário chega com um país em mente por comodidade ou outro motivo subjetivo. O que fazemos é não só ampliar esse horizonte, mas oferecer uma análise do mercado mais adequado para a absorção de seu produto. Aqui no Brasil, há uma tendência a optar pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. Embora não façamos a exclusão desses mercados mais tradicionais, mostramos outras possibilidades na Ásia, na África, no Oriente Médio… Diversificar o olhar para as alternativas de mercado é fundamental, inclusive para reduzir riscos e aproveitar melhor as oportunidades".

Assim como a empresa dos irmãos Schott, outro negócio encontrou no ProGlobal o suporte necessário para expandir internacionalmente, levando suas exportações a Angola, Portugal, Alemanha e Suíça. É o caso da Papel Semente, de Andréa Carvalho, de São Gonçalo (RJ), referência em sustentabilidade desde 2009.

A marca produz papel biodegradável com sementes em sua composição. A iniciativa oferece às empresas uma alternativa mais ecológica para seus materiais impressos, que após utilizados, podem ser plantados e transformados em flores, plantas e hortaliças. O negócio levou Andréa ao primeiro lugar nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023, na categoria pequenos negócios. Veja a entrevista com a empreendedora.

Como vimos com a Zsolt e a Papel Semente, o ProGlobal atende diversos setores. Entre eles estão alimentos e bebidas, moda e acessórios, saúde e beleza, joias, cosméticos, energia, biotecnologia, petróleo e gás, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e serviços técnicos especializados. Claudine Bichara destaca que há ainda nichos com grande potencial, mas pouco explorados por pequenos negócios no Brasil, como os games.

Essa diversidade de empreendedores no programa cria um ambiente rico para conexões estratégicas. Antes de começar a exportar, as empresas simulam situações reais, identificam parceiros e constroem relações de negócio durante atividades práticas e grupos em aplicativos de mensagens. “Hoje tenho uma superparceira, que conheci no projeto: a Belle Paiva, com quem dividimos o espaço em São Paulo, além de outras marcas com que trocamos experiências constantemente”, comenta Thatiana.

Além do networking, o ProGlobal também oferece suporte para lidar com obstáculos do empreendedor brasileiro que sonha em exportar: “Muitos empresários não sabem como precificar para fora. É preciso estudar concorrência, logística, cultura empresarial do novo cliente, embalagens específicas, tarifas, escopo legal e exposição cambial”. É um aprendizagem precioso que o Sebrae oferece, que é básico para conquistas valiosas”, alerta Bichara.

Com tudo alinhado, o aprendizado do ProGlobal começou a se refletir diretamente na rotina e nos resultados da Zsolt. “Com a casa em ordem, passamos a produzir mais e precificar melhor. Viver o ProGlobal representa um crescimento enorme para pequenos empresários. Abrimos a loja de São Paulo há sete meses, resultado direto desse processo de capacitação", relata a empreendedora.

Graças às conexões do ProGlobal, Zsolt inaugurou sua loja física em São Paulo — Foto: Foto: Zsolt

Com a base para exportação estruturada, a Zsolt contou com o subsídio do Sebrae para participar de feiras internacionais e, logo nas primeiras experiências, já teve respostas positivas. “A reação foi muito interessante… eles diziam: ‘Uau, que marca diferente’. Chegavam na arara, colocavam a mão na roupa e diziam: ‘me arrepiei, isso é muito lindo!’”, recorda Thatiana.

Para ela, grande parte do interesse do público internacional pela Zsolt vem do uso de técnicas artesanais, como tie-dye e batik, aplicadas de forma artística, o que torna as peças únicas. Esse potencial de atratividade, no entanto, nem sempre é visto pelos pequenos negócios brasileiros. “Muitos empresários ainda enfrentam a barreira psicológica de achar que exportar não é para eles, que vai ser caro ou difícil. Mas internacionalizar parte de uma tomada de decisão que implica uma trajetória cujo passo a passo é mostrado nos nossos programas e é acompanhado em cada etapa por nossas equipes de consultores e especialistas. Nossa missão é orientar e apoiar a pequena empresa a se organizar e se transformar numa estrela no mercado internacional”, explica Bichara.

Para a Zsolt, que já abraçou essa oportunidade, os números avançaram: a exportação impulsionou o volume de vendas da marca em 10%, com meta de chegar a 30%. Entre as peças mais vendidas lá fora estão blusas e vestidos em malha, além de saias de algodão. Agora, bem estabelecidos, com uma equipe de 12 pessoas mais uma agência, Thatiana e Bruno miram o mercado europeu.

As jornadas da Zsolt e da Papel Semente evidenciam o impacto do ProGlobal, que já atendeu cerca de 400 empresas e aumentou em mais de 70% a aptidão de empreendedores para o mercado internacional.

Se você quer preparar sua empresa para o mercado internacional, atente-se às oportunidades do Sebrae nesta sexta edição do ProGlobal. Para 2026 são 65 vagas: 40 para o setor de Moda e 25 para Alimentos e Bebidas. O edital já está disponível e as inscrições vão até 15 de maio.

A seleção identifica Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com produtos ou serviços com potencial de internacionalização. A partir daí, oferece capacitação para estruturar o processo de exportação, com apoio de analistas e consultores especializados. O objetivo é reduzir riscos e preparar as empresas para expandir de forma consistente para o mercado externo.

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Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 20/04/2026 18:46

Tecnologia Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple Mudança, anunciada nesta segunda-feira, foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia. Novo CEO assumirá o cargo em 1º de setembro. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área.

Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch.

Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac.

Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17.

Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva.

Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono.

Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos.

Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função.

À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.

Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

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